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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

NA PRÓXIMA SEMANA NO MUSEU NACIONAL DA MÚSICA

SEGUNDA, 29 de Fevereiro, 19h | CICLO À TARDE NO MUSEU
 

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Organização: Associação dos Amigos do Museu Nacional da Música

Comissária: Ana Paula Russo

Bilhetes: €5 | Sócios: €3

 

Carta branca a Filipe Tordo, recital de piano

Recital de piano

Programa
F. Schubert - 12 Danças Alemãs D.790
L. van Beethoven - Sonata em Mi Maior op.109
F. Schubert - Klavierstücke D.946 II
F. Chopin - Balada nº1 em Sol menor Op.23

Filipe Manzano Tordo é um pianista natural de Lisboa, formado na Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo (Instituto Politécnico do Porto). Finalizou o Mestrado em Música - Interpretação Artística na classe do Professor Constantin Sandu, obtendo a nota máxima de 20 valores na sua Dissertação “As Três Últimas Sonatas de Franz Schubert D.958-959-960 – Interligações”. Estudou também na Hungria, Áustria e Espanha e participou em Masterclasses com diversos músicos dos quais se destacam Roberto Szidon, Andrei Diev, Imre Rohmann ou Joaquín Soriano. Apresentou-se ao público a solo em diversas salas de espectáculo em Portugal e no estrangeiro ao longo dos anos e em 2013 venceu o 1º Prémio no Concurso Internacional “Pro Piano Romania” da Fundatia Culturala Pro Piano, Bucareste, Roménia. Realizou o Mestrado em Ensino da Música na Escola Superior de Música de Lisboa e é actualmente Professor no Conservatório de Música de Coimbra.

 

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QUINTA, 3 de Março, 19h |  SÁNDOR MESTER
 
RECITAL DE GUITARRA CLÁSSICA
Organização: Associação dos Amigos do Museu Nacional da Música
Bilhetes: €5 | Sócios: €3
Sándor Mester é um músico profissional de origem Húngara com um currículo de mais de 500 concertos um pouco por todo o mundo.

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SEXTA, 4 de Março, 18h | Violinos de Construção Portuguesa
 
- APRESENTAÇÃO DE ESTUDO DENDROCRONOLÓGICO 
 
- RECITAL COM VIOLINO PORTUGUÊS DE 1794 DA COLECÇÃO DO MUSEU NACIONAL DA MÚSICA
 
#ENTRADALIVRE
 
Investigação, pioneira em Portugal, que utiliza a dendrocronologia como método de datação de violinos e violoncelos, vai ser apresentada no dia 4 de Março de 2016, pelas 18h, à tarde, no Museu Nacional da Música, em Lisboa.
 
A apresentação será feita pela investigadora Alexandra Lauw do Centro de Estudos Florestais, no âmbito da Exposição Violinos de Construção Portuguesa patente no Museu Nacional da Música e que será prolongada até final de Abril.
 
 
Esta investigação resulta de uma parceria entre o Museu Nacional da Música e o Centro de Estudos Florestais (CEF) do Instituto Superior de Agronomia (Universidade de Lisboa). 
 
No final da apresentação, haverá um pequeno recital num violino de José Joaquim Galrão de 1794 da colecção do Museu Nacional da Música que será tocado pela conceituada violinista polaca Veronika Schreiber.
 

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RECITAL 
Veronika Schreiber​ - Violino Galrão
 
 
PROGRAMA
 
J.S.Bach (1685 - 1750)
  Sonata em Sol minor BWV 1001
- Adagio
- Fuga
- Siciliana
- Presto

 
 
O QUE É A DENDROCRONOLOGIA?
 
A dendrocronologia é um método científico que estuda os anéis de crescimento das árvores ao longo do tempo.  Baseia-se no facto de haver uma relação entre o crescimento das árvores e as condições ambientais em que crescem, ou seja, os anéis de crescimento visíveis na madeira do tronco funcionam como “arquivos naturais” que permitem identificar e datar acontecimentos ambientais.  
 
A dendrocronologia pode ser utilizada para diversas aplicações, desde o estudo do clima no passado ou de alterações ecológicas, até à datação de artefactos em madeira. Nesta dendroarqueologia destaca-se a datação de obras de arte e instrumentos musicais.
 
As obras de arte de coleções públicas e privadas, nomeadamente os instrumentos musicais e as pinturas, são uma excelente oportunidade para o desenvolvimento de estudos dendrocronológicos em Portugal, permitindo não só datar como melhor conhecer as madeiras e técnicas de montagem utilizadas no passado.
A datação da madeira de um instrumento musical permite estimar a partir de quando a madeira poderia ter estado disponível para utilização pelo construtor.  

Nesta investigação aplicou-se a dendrocronologia para datação das madeiras de violinos e violoncelos da colecção do Museu Nacional da Música. 
 
EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA | VIOLINOS DE CONSTRUÇÃO PORTUGUESA

Esta exposição exibe alguns dos 40 exemplares que constituem o núcleo de violinos e violoncelos de construção portuguesa da colecção do Museu Nacional da Música e resultou de um processo de conservação e estudo destes instrumentos.
Embora exista ainda pouco conhecimento sobre as oficinas de cordofones portuguesas do séc. XVIII e XIX, podemos afirmar que a grande maioria não era especializada, e os guitarreiros ou violeiros (assim designados dependendo do ramo a que se dedicavam mais), faziam instrumentos de corda de vários tipos, inclusive de corda friccionada. A construção de violinos em Portugal desenvolveu-se, sobretudo, por imitação de modelos vindos de fora e, simultaneamente, através de técnicas próprias e adaptações locais, como é o caso paradigmático da rabeca.
A exposição ilustra, através de exemplos particulares, o ambiente profissional e musical dos artificies, bem como a natureza familiar de muitos destes centros de fabrico.
Destacam-se também alguns violoncelos, entre os quais se encontra o de Joannes Petrus Hausz, construído em Lisboa em 1750 e submetido agora a um estudo dendrocronológico, do qual resultou um pequeno filme em exibição: 
https://www.youtube.com/watch?v=zwNeIvqv7H4&feature=youtu.be
Estão ainda representadas três oficinas que ficaram conhecidas pela construção de violinos e violoncelos de grande qualidade: a de Joaquim José Galrão em Lisboa (séc. XVIII), a dos Sanhudos no Porto (séc.XIX) e a dos Capelas em Espinho (séc. XX/XXI), ainda em actividade.
No âmbito desta mostra realizar-se-ão conferências e concertos.
 
 
 
 
 
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