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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

O Carro de Fogo de Sei Miguel, dia 20 de Maio, 22h00 na Monumental

 

20 de Maio, sexta-feira, 22h00
O Carro de Fogo de Sei Miguel

na
Galeria Monumental

“Tenho a convicção de que o ‘blues’ é a chave que abre as músicas do mundo, e que as pode reunir, sem batota, em uma celebração que possui o antigo e o contemporâneo, sendo verdadeiramente planetária: este o assunto arcano na transparência envolvente de cada Carro de Fogo.”
2012 – 2021, Sei Miguel

 
      O que vem a ser O Carro de Fogo de Sei Miguel? 
      Será uma determinada aproximação à forma em música, uma composição genérica, quase um arquétipo?... (de certeza) um todo orquestral, genuinamente. Ou, se calhar, mais simplesmente (?), essencialmente, o espírito indizível de uma banda: 
 
Sei Miguel: o Cânone e a enunciadora corneta de êmbolos
Fala Mariam e Nuno Torres: trombone e saxofone, Altos, os três anéis 
Bruno Silva: guitarra, dos movimentos, 8
Pedro Lourenço: baixo, das quatro continuidades e um olho
André Gonçalves: os Órgãos, ATMOS
Raphael Soares e Luís Desirat: percussão, terras e metais.

            Orquestra do Mistério, por vezes vertiginosa, O Carro de Fogo de Sei Miguel é contudo trabalhado, atravessado, por definidos critérios de “voicing”. 
            As músicas de Sei Miguel, na tradição cósmica do jazz evolutivo, são habitualmente coisas do “light voicing”, estruturas escritas mas de certo modo ilusórias, onde o silêncio e a frase se equivalem sem maquinaria. Por sua vez, o Carro de Fogo apresenta-se em “dark voicing”, assumida máquina, vasto objecto sonoro. 
            O Carro de Fogo de Sei Miguel é uma peça que é uma banda que é uma peça. E assim por diante e sucessivamente: eternamente, pelas vontades e pela original vontade tecnológica.