Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Opening - Words don’t come easy, Tiago Alexandre Exhibition 1 Fev 22h | BALCONY GALLERY

Words don’t come easy

Inauguração: 1 de Fevereiro 22.00h

De 2 de Fevereiro a 10 de Março de 2018

 

 

BALCONY

CONTEMPORARY ART GALLERY

Rua Coronel Bento Roma 12A, Alvalade - Lisboa

www.balcony.pt

Foto press_Tiago_Alexandre_Balcony-01.jpg

 

A galeria Balcony inaugura no dia 1 de Fevereiro, pelas 22h, a terceira exposição do seu programa, uma individual do artista Tiago Alexandre.

 

A exposição Words don’t come easy reúne um conjunto alargado de trabalhos, todos eles inéditos, aparentemente sobre motas.

 

Teria sido perfeito para este texto se F. R. David tivesse lançado o êxito “Words Don't Come Easy”, de 1982, um ano mais tarde. 1983 foi o ano em que pela primeira vez tentei guiar uma mota. Esta hipotética coincidência seria o mote perfeito para falar desta exposição do Tiago Alexandre, nomeada Words Don't Come Easy, aparentemente sobre motas. Nem a música é de 1983, nem há coincidência ou mote. A exposição também não é sobre motas.

 

A mota, como símbolo central deste conjunto de trabalhos agora apresentado, leva-nos em diversas e contraditórias direcções à medida que o observamos. À rebeldia de uma certa ideia de juventude com Marlon Brando, the wild one, a encabeçar um bando de motoqueiros e ao ritual de passagem à idade adulta e consequente afirmação de masculinidade, Tiago Alexandre contrapõe uma poética e uma estética onde as palavras, nunca fáceis, fazem derrapar os conceitos e as identidades pré-concebidas. A mota, enquanto entidade descarnada até aos ossos, aponta-nos o sentido da fuga de um status quo que provavelmente ninguém quer ter; a fuga de uma matriz estrutural que nos define perante os outros, perante nós mesmos. E quando nos olhamos no espelho, despidos até aos ossos de símbolos e de signos, os que cultivamos e os que nos são emprestados, o que é que nos resta? Será que as motas têm alma? 

À entrada da galeria existe um letreiro luminoso que nos pergunta – Who Runs the World? Eu pergunto – Who Runs The Words? As palavras não se governam. As palavras governam a percepção que temos do mundo e a ordem do discurso é a única ferramenta possível para chegarmos à “verdade”. Tanto o discurso do louco como o do sábio usam as mesmas palavras e estas são igualmente as mesmas no discurso do ódio e no do amor. E quando as palavras não chegam, temos sempre os emojis.

Existem as regras para a construção do discurso que define uma disciplina e existem princípios de agrupamento de discurso que definem um autor. No entanto, dizemos que ficamos sem palavras perante os sentimentos mais arrebatadores que não conseguimos descrever. O medo, o espanto, a alegria, o êxtase, a adoração, the sound of your skin requerem uma linguagem que estará sempre por inventar. Regras e princípios à parte, o discurso está feito. O do artista e o do autor. Well I'm just a music man and melody is so far my best friend, descreve o artista Nuno Alexandre Ferreira.

 

Tiago Alexandre (Lisboa,1988). Atualmente vive e trabalha em Lisboa.
Licenciado em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (2012). No mesmo ano foi o autor da Residência artística Pé de Cabra, “Its Not Basel But It Could Be”, em Lisboa.

Artista multidisciplinar apresenta no seu trabalho artístico variáveis recursos formais e materiais utilizando diversos medias, como vídeo, pintura, desenho e objetos escultóricos.

Das suas exposições individuais destacam-se “O Filho do carro preto”, no Bregas, Lisboa 2016; e “Entre o Boné e os Ténis”, na Galeria Graça Brandão, Lisboa 2015.

O seu trabalho tem sido incluído em exposições coletivas, instituições e galerias tais como: “Tawapayera” Lisboa; ”Portugal, Portugueses Museu Afro-Brasil, São Paulo, Brasil (2016); Black Dolphin, São Miguel, Açores (2016); Gente Feliz com Lágrimas, São Miguel, Açores (2015); Stoli, you stole my heart, Cazaquistão (2015);

A galeria Balcony inaugurou no dia 20 de setembro com a exposição New Work, que até 11 de novembro mantém patente uma seleção de trabalhos dos cinco artistas que inspiraram a criação do projeto, são eles Binelde Hyrcan, DeAlmeida ESilva, Horácio Frutuoso, Nikolai Nekh e Tiago Alexandre. A inauguração da exposição Words don’t come easy, no dia 1 de Fevereiro, insere-se no roteiro das Artes do Bairro de Alvalade, com a Galeria Vera Cortês a inaugurar no mesmo dia Intrínseco de Alexandre Farto aka Vhils,  Maisterravalbuena a inaugurar com Maria Luísa Fernández. Com horários alargados a Uma Lulik e o espaço Appleton Square com o ultimo dia da exposição Destined for failure de DeAlmeidaESilva.

 

Sobre a Balcony - Contemporary Art Gallery:

A Balcony abriu portas às gerações de artistas mais jovens, portugueses e estrangeiros, a artistas no início do seu percurso de inscrição ou em confirmação no universo da arte. Planeia apresentar seis exposições por ano, coletivas e individuais, onde se destacam a realização de primeiras exposições a solo de jovens artistas e a apresentação regular de novos nomes em diálogo com os artistas representados. É um projeto de Luís Neiva, Paulo Caetano e Pedro Magalhães, que assume a direção executiva, três amigos que partilham uma paixão por arte e gostam de “acumular” peças.  

A galeria situa-se em Alvalade, numa antiga loja do Edifício América, Prémio Valmor de arquitetura em 1070, que foi transformada num generoso espaço de exposição, com uma área superior a 220m2 distribuída por dois pisos. Com fachada anos 70, piso azul ciano, tetos pontuados a antracite e traçados a luz, a Balcony destaca-se um espaço singular e ousado, para além do “cubo branco”.

 

 

BALCONY

CONTEMPORARY ART GALLERY

Rua Coronel Bento Roma 12A, Alvalade – Lisboa

www.balcony.pt

 

Seg. a sex. 14h – 19h30

Sáb. 11h – 17h00

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.