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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Orçamento Participativo de Lisboa patrocina Biscoito para recuperar Igreja

 

 

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No dia 9 de julho, pelas 17h, é apresentado na loja A Vida Portuguesa do Intendente o Biscoito d’ São Cristóvão, uma iniciativa do projeto do Orçamento Participativo de Lisboa ARTE POR SÃO CRISTÓVÃO.

 

 

O Biscoito d’ São Cristóvão é formalmente apresentado na quinta-feira, dia 9 de julho, após um processo criativo que nos últimos quatro meses envolveu a Cozinha Popular da Mouraria, a Paróquia de São Cristóvão e São Lourenço, a Câmara Municipal de Lisboa e o ateliê de design Barbara says. Concebido pela Cozinha Popular da Mouraria, parceira desde o início do projeto ARTE POR SÃO CRISTÓVÃO, este biscoito artesanal foi criado pela boleira Carina Amaro com a ajuda dos chefs Andreia e Telmo Moutinho (a Andreia trabalhou na prestigiada Ladurée em Paris e o Telmo na cozinha de Alain Ducasse, o chefe que reúne mais estrelas michelin em todo o mundo). A embalagem e o rótulo foram desenhados pela designer Cláudia Castelo, do Barbara says.

 

O Biscoito é mais uma iniciativa do projeto ARTE POR SÃO CRISTÓVÃO que pretende promover e divulgar a Igreja de São Cristóvão e o seu acervo artístico, alertando para o seu estado de degradação e para a urgência de uma intervenção profunda. Está disponível em vários estabelecimentos do comércio local da Mouraria e na loja da Igreja de São Cristóvão, sendo que os donativos obtidos com a sua venda revertem integralmente a favor das obras de recuperação, necessárias para salvar o monumento.

 

A Vida Portuguesa associa-se ao projeto, disponibilizando a loja do Intendente para a apresentação do Biscoito.

 

 

O projeto Arte Por São Cristóvão

Não se sabe ao certo quando foi construída a Igreja de São Cristóvão. As fontes históricas fazem remontar à época pré reconquista a existência no local de um templo que seria a catedral dos moçárabes (cristãos que viviam sob domínio árabe) sob a invocação de Santa Maria de Alcamim. Certo é que no século XIV já tinha o nome do santo que protege os viajantes. A Igreja atual data do século XVII e mantém intacto o traçado caraterístico do primeiro barroco português, além de um valioso acervo, com destaque para o trabalho de talha e o notável programa iconográfico da autoria do pintor régio Bento Coelho da Silveira. 

A importância e opulência de outros tempos deixaram marca mas, hoje, a Igreja de São Cristóvão, apesar de aberta ao culto, é pouco conhecida. Quem lá entra, porém, não deixa de se deslumbrar com um património único e lamentar o seu estado de conservação. A dificuldade, sobretudo financeira, de levar a cabo uma intervenção profunda no edifício e no seu acervo artístico, justificou a apresentação de um projeto de divulgação e promoção da Igreja e do seu espólio na edição de 2014 do Orçamento Participativo de Lisboa, com o objetivo de sensibilizar a opinião pública e captar apoios para uma futura recuperação.

Em 2015, e sob o mote, Vem viver São Cristóvão no coração da Mouraria, a Câmara Municipal de Lisboa e a Paróquia de São Cristóvão e São Lourenço, vão dar a conhecer um monumento até agora escondido da curiosidade de quem passa. Em parceria com a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, a EGEAC e associações e projetos locais, como a Associação Renovar a Mouraria e a Cozinha Popular da Mouraria, será apresentado um programa que inclui workshops, visitas guiadas, espetáculos de Fado com artistas locais, concertos de música clássica, encontros e conversas sob o tema da salvaguarda e preservação do património religioso, a edição de uma publicação sobre a Igreja e uma exposição comissariada por Paulo Pires do Vale. 

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