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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Os Artistas Unidos em Janeiro

Os Artistas Unidos continuam a apresentar TACO A TACO de Kieran Hurley e Gary McNair só até 28 de Janeiro no Teatro da Politécnica

 

TACO A TACO de Kieran Hurley e Gary McNair_fotogra

De 19 a 22 de Janeiro estão no TeCA – Teatro Carlos Alberto a apresentar VIDA DE ARTISTAS de Noël Coward, a última encenação de Jorge Silva Melo, seguindo para Aveiro no fim de semana seguinte, a 27 de Janeiro Teatro Aveirense.

 

A 21 de Janeiro, Inês Pereira e Luís Lucas lêem Ana Luísa Amaral EM VOZ ALTA em Cascais, na Casa Sommer, às 18h00.

 

E a 24 de Janeiro, na Antena 2 – Teatro Sem Fios, pode ouvir VENTO FORTE de Jon Fosse às 19h00, com Rita Durão, Américo Silva e Nuno Gonçalo Rodrigues e direcção de António Simão.

 

Logo no início de Fevereiro, acolhem o Teatro das Beiras com o espectáculo MOLLY SWEENEY de Brian Friel de 2 a 4 de Fevereiro no Teatro da Politécnica e o Teatro da Rainha com o espectáculo POLICE MACHINE de Joseph Danan de 9 a 11 de Fevereiro.

 

 

TACO A TACO de Kieran Hurley e Gary McNair Tradução Eduardo Calheiros Com Marco Mendonça e Tiago Dinis Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves (com a colaboração dos alunos do 12º I de Realização Plástica do Espectáculo da Escola Artística António Arroio) Luz Pedro Domingos Som André Pires Direcção técnica Diana dos Santos Assistente Inês Pereira e Manuel Petiz Encenação Pedro Carraca M12

 

No Teatro da Politécnica de 12 a 28 Janeiro
3ª a 5ª às 19h00 | 6ª às 21h00 | Sáb às 16h00

 

RESERVAS | 961960281 (chamada para rede móvel nacional) ou bilheteira@artistasunidos.pt
BILHETES | 
https://artistasunidos.bol.pt

 

MAX  Daqui por uma hora este duelo de luta livre, tornar-se-á, tipo, uma cena real.
Kieran Hurley e Gary McNair, Taco a Taco

 

O recreio é o ringue onde vítimas e bullies se degladiam diariamente. Agora o combate final! Ouve-se o sino, e começa o espectáculo!
Uma peça hilariante, sob a forma de um combate de wrestling, sobre violência e masculinidade e a forma como estes conceitos se inscrevem no desenvolvimento humano.

 

VIDA DE ARTISTAS de Noël Coward Tradução José Maria Vieira Mendes Com Nuno PardalRita BrüttPedro CaeiroAmérico SilvaAntónia TerrinhaTiago MatiasRaquel MontenegroAna AmaralPedro CruzeiroJefferson Oliveira Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Som André Pires Coordenação Técnica João Chicó  Assistentes Nuno Gonçalo RodriguesAntónio Simão e Noeli Kikuchi Encenação Jorge Silva Melo Coprodução Artistas Unidos / SLTM / TNSJ M12

 

VIDA DE ARTISTAS de Noël Coward_fotografia de Jor

No Teatro Municipal da Guarda a 12 Janeiro de 2023

5ª às 21h30

RESERVAS 271 205 241 ou bilheteira@tmg.com.pt


No TeCA – Teatro Carlos Alberto de 19 a 22 de Janeiro de 2023

5ª e Sáb. às 19h00 | 6ª às 21h00 | Dom. às 16h00

BILHETES | https://www.bol.pt/Comprar/Bilhetes/113924-vida_de_artistas-teatro_carlos_alberto/


No Teatro Aveirense a 27 de Janeiro de 2023

6ª às 21h30

RESERVAS | 234 400 920 ou info-teatroaveirense@cm-aveiro.pt

BILHETES https://www.ticketline.pt/evento/alma-vida-de-artistas-69788

 

LEO Eu amo-te. Tu amas-me. Tu amas o Otto. Eu amo o Otto. O Otto ama-te. O Otto ama-me.
Noël Coward, Vida de Artistas

 

Noël Coward escreve Vida de Artistas para cumprir um pacto celebrado 11 anos antes entre o próprio e os seus dois amigos, Alfred Lunt e Lynn Fontanne. “Os Lunt”, como eram conhecidos, tornaram-se o mais celebrado casal do teatro na América mas, em 1921, quando Coward os visitou em Nova Iorque, estavam a começar a viver num alojamento barato para actores em dificuldades. Coward também ainda era relativamente desconhecido, mas partilhava com Lunt e Fontanne uma fome por fama e sucesso. A produção estreou na Broadway em 1933 e, depois, em Inglaterra, com imediato sucesso crítico e comercial, apesar das suas personagens amorais e da proclamada bissexualidade. Dela disse Coward: “Gostaram e detestaram, odiaram e admiraram, não sei se realmente a amaram. São criaturas superficiais, sobre-articuladas e amorais movidas pelo impacto das suas personalidades uns sobre os outros, são traças à volta da luz, incapazes de tolerar a escuridão solitária e igualmente incapazes de partilhar a luz sem colidirem constantemente, ferindo as asas uns dos outros.”

 

Ah, como eu gosto de Noël Coward. Como quem ‘não quer a coisa’, com um brilho único, anda connosco há quase um século, despistando, contrariando ideias feitas, na curva da História. Frívolo? Ou realmente profundo? Fantasista ou realmente realista? Olha: teatral, aposto.

Jorge Silva Melo

 

Fotografia © Jorge Gonçalves

 

 

EM VOZ ALTA
os nossos poetas leituras de poesia portuguesa pelos Artistas Unidos

 

EM_VOZ_ALTA.jpg

Gostamos de ler em voz alta, de ouvir poesia lida pelos actores trabalham connosco, de poesia lida para várias pessoas, de leituras de poesia, ver gente, sentir gente à volta das palavras suspensas do poeta.

 

Em Cascais, na Casa Sommer, às 18h00:

21 de Janeiro – Ana Luísa Amaral por Lia Gama e Luís Lucas.

 

 

VENTO FORTE de Jon Fosse

Tradução Pedro Porto Fernandes

Com Rita Durão, Américo Silva e Nuno Gonçalo Rodrigues

Direcção de António Simão

 

Na Antena 2, a 24 de Janeiro às 19h00

 

VENTO FORTE de Jon Fosse_fotografia de Jorge Gonç

Eu escrevo quase sem ponto de partida, sem imagem, sem plano, escrevo só. Vou escrevendo, variações. Há um momento em que tudo tem de se resolver. Se calhar é por isso que as coisas acontecem tão abruptamente no final das minhas peças.

Jon Fosse, Artistas Unidos – Revista, nº 4

 

Um homem que esteve na estrada por um longo período de tempo, olha pela janela do apartamento que partilha com a sua mulher. Mas é ainda a mesma janela, apartamento, mundo? Quanto tempo esteve ele ausente? Terá ele um lugar, tempo e presença aqui? Ou pertence ao passado e é um mero espectador do seu desaparecimento… Em Vento Forte, Fosse conta a história não só da tentativa de regresso à vida, mas também ao mundo do teatro, cujos parametros se alteraram e cujas antigas certezas se perderam. 

 

 

 

MOLLY SWEENEY de Brian Friel Tradução Paulo Eduardo Carvalho Com João Melo, Susana Gouveia e Tiago Moreira Cenografia e Figurinos Luís Mouro Desenho de luz Fernando Sena Sonoplastia Hâmbar de Sousa Confecção de Pano de Terra Rafaela Graça e Susana Gouveia Pintura de Pano de Terra Luís Mouro Carpintaria Ivo Cunha Costureira Sofia Craveiro Direcção de Produção e Comunicação Celina Gonçalves Assistência de produção e comunicação Patrícia Morais Vídeo promocional e fotografias Ovelha Elétrica Assistência de encenação Sílvia Morais Encenação Nuno Carinhas Uma Produção Teatro das Beiras M12

 

No Teatro da Politécnica de 2 a 4 de Fevereiro

5ª às 19h00 | 6ª e Sáb. às 21h00

 

  1. RICEE pela primeira vez na sua vida – como é que São Marcos diz nos evangelhos? – pela primeira vez na sua vida ela vai “ver homens a caminhar como se fossem árvores”.”

 

Brian Friel, Molly Sweeney

 

O Teatro das Beiras regressa à dramaturgia irlandesa com Molly Sweeney, de Brian Friel. Molly, uma mulher independente e capaz, cega desde a infância, submete-se a uma cirurgia para tentar restaurar a visão; Frank, o entusiasta e inquieto marido que faz da cegueira da esposa a sua última causa; e Dr. Rice, outrora um famoso cirurgião, agora um alcoólico caído em desgraça que tenta restaurar a visão de Molly, numa tentativa de recompor a sua reputação.

Inspirada no estudo “Ver e Não Ver” de Oliver Sacks, mais especificamente em Virgil, que, como Molly, vê o seu mundo perceptivo desmoronar e não se consegue ajustar ao novo mundo visual. Molly diz: “vivo agora num país de fronteiras” onde as percepções deixaram de ser fidedignas, e a loucura e a realidade se fundem no mesmo caos.

 

 

POLICE MACHINE de Joseph Danan Tradução  Isabel Lopes Com Beatriz Antunes, Mafalda Taveira, Marta Taveira, Fábio Costa, Fernando Mora Ramos e Nuno Machado  Dispositivo cénico Joseph Danan Conselheiro artístico Fernando Mora Ramos Desenho de Luz António Anunciação Sonoplastia Lucas Keating Vídeo Lucas Keating, assistido por Inês Almeida Encenação Joseph Danan Uma Produção Teatro da Rainha M16

 

No Teatro da Politécnica de 9 a 11 de Fevereiro

5ª às 19h00 | 6ª às 21h00 | Sáb. às 16h00 e às 21h00

 

LITTLE JOEY JOE   Vamos, Joana, está em directo na rádio CLC com Pierre-Albert. Faça-lhe uma pergunta.

JOANA   Será que vou morrer.

 

Joseph Danan, Police Machine

 

Police Machine oferece-nos uma montagem de sequências que permitem pensar a violência. Aqui e acolá caricaturais, por vezes cruéis, outras vezes atravessadas pela ironia e pelo absurdo, exploram a pulsão por detrás da barbárie. Carrascos e vítimas confundem-se numa máquina desmontada em fragmentos que tornam perceptível a engrenagem do mal. Contai com um animador de rádio incendiário, com uma dupla de insaciáveis predadores sexuais, com uma jovem prostituta acossada pelo medo, com os gémeos William & Wilfrid, hilariante sociedade de benfeitores em clima hostil, com um puto de rua, com um Deus indigente e, claro está, com 591 chuis praticantes do ódio.