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Cultura de Borla

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Palácio Vila Flor e CIAJG inauguram a 27 de fevereiro o 1º ciclo expositivo de 2016

Carlos Lobo, Rui Toscano, Francisco Janes, João Grama e uma nova montagem da coleção permanente do CIAJG são as novas propostas para visitar em Guimarães

 

Palácio Vila Flor e CIAJG inauguram a 27 de fevereiro o 1º ciclo expositivo de 2016

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Este sábado, dia 27 de fevereiro, às 16h30, o Palácio Vila Flor, em Guimarães, inaugura a exposição “Still There”, de Carlos Lobo, uma vasta mostra de fotografias efetuada pelo artista no Líbano, durante o ano de 2011. Às 19h00, é a vez do Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) inaugurar três exposições individuais de Rui Toscano, Francisco Janes e João Grama, que constituem três singulares e poderosas visões do mundo e de modos alternativos de existência. Esta data será ainda marcada pela inauguração da nova montagem da coleção permanente do CIAJG.

 

A exposição de Carlos Lobo, que estará patente no Palácio Vila Flor sob o título “Still There”, é uma impressionante mostra fotográfica do autor sobre uma viagem ao Líbano. Carlos Lobo deambulou pelas ruas de Beirute tentando perceber a vida de uma cidade complexa. Vestígios da história e vestígios da guerra a cada esquina e o assistir in loco à queda de um governo. De repente as ruas encheram-se de militares e o ato de fotografar mudou naquele instante. Corria o ano de 2011 e Carlos Lobo atravessou a cidade para uma última fotografia. Fotografou o mar, de um azul profundo e muito plácido. A vida prossegue.

 

O Centro Internacional das Artes José de Guimarães – que também inaugura novas exposições a 27 de fevereiro – acolhe três singulares e poderosas visões de três artistas distintos. Rui Toscano, Francisco Janes e João Grama são os autores que vão habitar o CIAJG com as suas obras. Nestas exposições, os artistas usam meios semelhantes – a fotografia, o vídeo e o som – para abordar, documentar e construir universos utópicos de pequena ou grande escala, em que as dimensões do tempo e do espaço são expandidas e transformadas e tornam-se material para a perceção do espetador.

 

Rui Toscano traz ao CIAJG a mostra “Civilizações de Tipo I, II e III”, onde prossegue, aprofunda e, em certa medida, expande a investigação em torno do universo de exploração espacial, que o artista havia já abordado em peças isoladas e de um tema ao qual dedicou recentes exposições. A presente exposição reúne um conjunto de peças inéditas bem elucidativo do vasto espetro de suportes que Rui Toscano explora, que vão do som à luz, passando pela imagem fotográfica, a pintura, o desenho e o vídeo, mas também das estratégias que vem persistentemente desenvolvendo ao longo do seu trabalho, há já mais de 20 anos. A exposição constitui uma parceria com o Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea.

 

Francisco Janes, que apresenta uma exposição sob o título “We have everything and we have nothing”, é um artista português formado no Ar.Co e que, atualmente, vive em Vilnius, na Lituânia. O trabalho que desenvolve integra o filme, a fotografia e o som para abordar sítios particulares construídos por mão de homem onde os ciclos da natureza e a ressonância do cosmos se confundem com os rituais humanos de celebração do lugar.

 

Também João Grama leva até ao CIAJG a exposição “A idade do perigo”. Também formado no Ar.Co, o artista sistematiza uma interrogação sobre a aproximação entre as entidades humana e animal, relação arcaica e repleta de estranheza, alteridade e reconhecimento. Focando a atenção na figura da armadilha, enquanto artifício que propicia o encontro, João Grama demanda paisagens e lugares longínquos, no mar ou na montanha, no litoral ou no exterior, para refletir sobre a temporalidade e a metafísica da existência.

 

O Centro Internacional das Artes José de Guimarães apresenta também nesta data “Labirinto e Eco”, o mote da nova montagem da coleção permanente. Durante o período de um ano, as salas do piso superior do CIAJG vão acolher um extenso e variado conjunto de intervenções de artistas contemporâneos, convidados a dialogar com os notáveis objetos da coleção de José de Guimarães e outros entretanto reunidos no acervo da instituição. O eco da criação artística propaga-se pelos tempos, numa fascinante e misteriosa viagem que se descobre com renovado espanto a cada visita ao museu, a cada museu. No CIAJG não é diferente. A proposta de uma experiência única de visita ou revisitação através do labirinto da história pelo próprio pé do espetador ou pela mão dos monitores do Serviço Educativo. 

 

O CIAJG encontra-se aberto ao público de terça a domingo, das 10h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada nas exposições é livre. Toda a informação relativa ao Centro Internacional das Artes José de Guimarães encontra-se disponível no site www.ciajg.pt.

 

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