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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Passatempo FINGE

O Blog Cultura de Borla em parceria com o TEATRO DA GARAGEM tem bilhetes  para a peça FINGE no  TEATRO TABORDA para o dia 21 e 22 de Dezembro aos leitores que de 5 em 5 participações

:

 Enviem um email para o culturadeborla@sapo.pt com a frase "Eu quero ver FINGE com o Cultura de Borla" com nome, BI e nº de telefone e sessão que pretendem:

FINGE

 
 


 Teatro Taborda  | 20 a 22 Fevereiro | 21h30

FINGE-3-300x108.jpg

A criação Finge tem como ponto de partido o universo da prostituição.

Eros determina uma força vital decisiva no exercício da existência, entendida como limiar de experiências cuja singularidade determina as diferentes aproximações a que chamamos conhecimento. Conhecer uma experiência significa restringi-la a um conjunto de pressupostos transmissíveis, comunicáveis, seja através do logos, diálogo escrito, ou, mais apropriadamente, no projecto em causa, através do acto poético, ou devir estético em relação.
Prostitutas, ou acompanhantes, e revolução, ou dança, reverberam-se num impulso erótico irresistível que aos pouco inicia a moldagem de uma ordem desordenada, que não querendo impor-se numa doutrina estática, antes promulga aproximações, encontros e desencontros numa reaprendizagem da dor e do doar-se.

A mais velha profissão do mundo contém em si a mecânica erótica do Mundo, isto é, o modo, como ócio e negocio se entretecem, se reposicionam no matizar de relações sociais determinantes do ser, que eroticamente se experimenta, mas também, da articulação, do banquete, envolvendo todos os sentidos, que proporciona o esboço de uma nova ordem. Foi uma prostituta, como magistralmente contou Carlos Fuentes, que serviu de tradutora entre Montezuma e Pizarro, e foi amante dos dois, a verdadeira força que determinou o destino pós-colombiano da Terra centro americana. Essa mulher, podia ter sido um homem (que Eros não escolhe o sexo dos anjos), com o seu poder erótico, aliado ao poder da palavra, do logos, urdiu o seu destino e o das nações num anonimato de sacerdotisa, de quem com as mãos, a boca, o sexo, as palavras, retoma a memória mais próxima e profunda da experiência de existir.

Não sabemos se um convívio poderá fazer mais pelo Mundo que os gráficos dos ministro das finanças, mas acreditamos no mistério das coisas humanas o suficiente, para suspeitar que dançar o bolero com uma acompanhante bonita, pode revolucionar a alma dormente, acendendo-a, nem que seja fingindo, fingindo, intensamente, o prazer que deveras se sente.

 

Ficha Artística E Técnica

Texto, Encenação E Concepção Plástica Carlos J. Pessoa
Assistência De Encenação Nuno Nolasco
Interpretação Ana Palma, Beatriz Godinho, Francisca Moura, Ivo Melo, Maria João Vicente, Miguel Mendes, Nuno Nolasco e Nuno Pinheiro
Cenografia, Figurinos E Design Gráfico Sérgio Loureiro
Música, Desenho E Operação De Som Daniel Cervantes
Desenho E Operação De Luz Nuno Samora
Vídeo Carlos J. Pessoa e Nuno Nolasco
Tradução Ana Cláudia Santos (Italiano) Maria Rita Furtado (Inglês)
Direcção De Produção Maria João Vicente
Produção, Comunicação E Divulgação João Belo
Produção Miguel Stichini

 

 

 

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