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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Passatempo - Posso saltar do meio da escuridão e morder do Teatro GRIOT - 25 a 27 Janeiro - Recreios da Amadora

O Blog Cultura de Borla em parceria com TEATRO DOS ALOÉS tem bilhetes duplos para a peça POSSO SALTAR DO MEIO DA ESCURIDÃO E MORDER para as sessões de 25 e 26 de Janeiro (21h30) e 27 de Janeiro (16h) nos RECREIOS DA AMADORA aos leitores que de 5 em 5 participações:

  

- enviarem um mail para culturadeborla@sapo.pt com a frase "Eu quero ver POSSO SALTAR DO MEIO DA ESCURIDÃO E MORDER  com o Cultura de Borla" com nome, BI e nº de telefone e a sessão que pretende.

- façam like na página do Teatro dos Aloés no Facebook;

 - Partihem o post do passatempo no facebook no seu perfil pessoal de forma pública e nomeando três amigos na partilha;

Só é aceite uma resposta válida por endereço de e-mail e por concorrente pelo que não adianta enviar mais do um e-mail.

Excepto em casos de força maior que deverão ser atempadamente comunicados através do email culturadeborla@sapo.pt, contamos que os participantes aproveitem os bilhetes que ganharam, portanto concorra apenas se tem a certeza que pode estar presente.

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Posso saltar do meio da escuridão e morder

              25 a 27 de Janeiro nos Recreios da Amadora

(sexta e sábado às 21h30/ domingo às 16h00)

Informações e reservas: 916 648 204 ou teatrodosaloes@sapo.pt.


O Teatro dos Aloés acolhe Posso saltar do meio da escuridão e morder do Teatro GRIOT. Um espectáculo com encenação de Rogério de Carvalho e interpretação de Daniel Martinho, Gio Lourenço e Zia Soares.

O que vive abaixo da superfície da sujeição? A ausência de liberdade pode fazer morrer uma alma? A insubmissão surge como a única possibilidade de sobrevivência para uma mulher, que se descobre mulher e negra no contexto dos lugares estanques da escravatura. O percurso do espectáculo é afinal uma provação como via para a consciência. Entre o imaginário, o simbólico e o real, Daniel, Gio e Zia avançam em direcção à lucidez - na 1ª pessoa, na 3ª pessoa, por vezes em ambas - à própria palavra que gera uma voz e um corpo mineral, vegetal, animal.
 
Rogério de Carvalho, encenador
A Coisa impossível - traumática provém do Espaço Interior. Inicialmente tudo o que vemos é o Vazio - o Céu escuro, infinito, o abismo sinistramente silencioso do Universo, com estrelas cintilantes dispersas, que são menos objectos materiais do que pontos abstractos; depois, de súbito, ouvimos um som por detrás de nós, do nosso fundo mais íntimo, a que vem juntar-se o objecto visual, a origem desse som - a gigantesca versão dos barcos que transportam escravizados. O objecto - Coisa é assim transmitido como parte de nós mesmos que expelimos para a realidade... Também buscamos. Esta intrusão da Coisa parece trazer o alívio, suprimindo o horror de contemplar o vazio infinito do Universo.
 
É a materialização das fantasias traumáticas mais íntimas; isso explica o enigma das estranhas lacunas da sua memória. O que ela escreve é a imagem fantasmática que tem dele. Faz parte do Espaço Interior (de si para si). Não são  invenção sua os factos e os sentimentos que narra? Existiram? É a Coisa? Não se trata de um Vazio? Não vemos as acções, apenas ouvimos. O processo da Escravatura/Coisa, o desenvolvimento da sua História é a sua concretização? No final regressa ao lugar de partida assumindo a consciência do que é ser negra. A posição trágica é que ela adquire consciência de toda a identidade substancial, de que não é nada em si mesma, dado que só se julga existir sonhando com o Outro. A imensidão está nela quer na voz quer na fala. 
 
Ficha Artística: Encenação Rogério de Carvalho; Texto selecção e montagem colectiva ; Actores Daniel Martinho, Gio Lourenço, Zia Soares; Design de som Chullage; Design de luz Jorge Ribeiro; Voz e elocução Luís Madureira; Apoio ao movimento Cláudia Bonina; Espaço cénico e figurinos Teatro GRIOT; Fotografia Sofia Berberan Produção Teatro GRIOT; M/14.

 

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