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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

PERFORMIGRATIONS no Museu Nacional da Música | 25 Fevereiro 2016, 19h | ‪#‎EntradaLivre

PERFORMIGRATIONS no 

Museu Nacional da Música 

 

Concerto + Instalação

25 Fevereiro 2016, 19h | ‪#‎EntradaLivre‬

PERFORMIGRATIONS é um projecto internacional apoiado pela União Europeia que explora  a intersecção entre performance pública, projectos artísticos colectivos e pesquisa académica sobre mobilidades.  Propõe novas abordagens dos territórios, enfatizando as práticas performativas de pessoas que se inserem em movimentos migratórios. 
De Abril de 2014 a Março de 2016, PERFORMIGRATIONS organiza oito grandes eventos culturais pela Europa e pelo Canadá, produzindo oito exposições de arte, envolvendo diversas instituições e públicos. Uma multiplicidade de formas artísticas e de plataformas dos média digitais irão delinear um território novo e móvel que se forma em torno de histórias, da criatividade e de experiências culturais partilhadas. 
Parceiros portugueses: MUSEU NACIONAL DA MÚSICA/ FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS – UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA/ INET MD INSTITUTO DE ETNOMUSICOLOGIA CENTRO DE ESTUDOS EM MÚSICA E DANÇA
 
CONCERTO #EntradaLivre
 
Dominic Mancuso Group em Lisboa
 
Dominic Mancuso Group é um grupo canadiano liderado por Dominic Mancuso, vencedor do Juno Award (o Grammy canadiano) e que junta músicos que representam uma diversidade de tradições artísticas e culturais (Italiana, Cubana, Mexicana, e Norte Americana). Estará no Museu Nacional da Música para, no âmbito do projeto “Performigrations” apresentar o álbum “Sub Urban Gypsy” de 2014, onde explora a diversidade cultural e a cultura global. 

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2016 Southern European ‘One World / No Borders’ Tour
Dominic Mancuso: voz, guitarra; Tony Zorzi: guitarras;
Paco Luviano: baixo; Chendy Leon: percussão;
Jerry Caringi: teclados, acordeão; Johnny Johnson: saxofone, sopros
Entrada livre.

 

 

 

 

 

INSTALAÇÃO
 
 INTERVENÇÕES MÓVEIS #EntradaLivre
 
Integrando a programação do projecto “Performigrations”, o Museu Nacional da Música acolhe um conjunto de projectos  de artistas envolvidos em intervenções móveis de carácter colectivo. Através de um diálogo dinâmico entre novas e antigas formas de comunicação, estes projectos fazem uso de diferentes estratégias narrativas, mapeando diversas experiências de mobilidade que ecoam as mudanças nos territórios das pessoas.
'Intervenções Móveis' é composto pelas peças de uma instalação em curso que pode ser alterada ao longo do tempo, evoluir, interagir com os artistas e condições locais e ser transportada para outro local. Ao invés de operar apenas no espaço formal das galerias de arte, opera nos interstícios de eventos. Deste modo, a exposição está concebida como uma instalação mutável, maleável e móvel que se adapta a diferentes espaços, territórios e comunidades.
 
SOBRE OS PROJECTOS ARTÍSTICOS QUE ESTARÃO EM EXIBIÇÃO NO MUSEU NACIONAL DA MÚSICA

A/Vgration é um trabalho reativo audiovisual em duas partes que resulta da colaboração entre Hannes Andersson e Valentina Sutti. ‘Air Paths’ (Sutti). Decorre em Toronto e explora a forma como as palavras migram. Extrapolando a partir de conversas de Skype, as palavras atravessam o céu e usam frequências ruidosas para atingir os seus destinos. ‘Cityscapes’ (Andersson) desenrola-se numa série de cidades europeias e explora os ambientes urbanos através do olhar e da perceção de um artista deslocado.

Address Known, de Giuliana Cucinelli e Kim Sawchuk é um documentário interativo com retratos de residentes no bairro Park Extension em Montreal que estão ativamente envolvidos na sua comunidade. Os membros desta comunidade cultural e linguisticamente diversa falam acerca da sua história, o que significa pertencer a ParkEx e as suas aspirações para o futuro, num momento de gentrificação e condominização de Montreal.

On Ice, de Dominic Mancuso, Vince Mancuso, Kim Sawchuk, Giuliana Cucinelli e Elena Lamberti, explora as complexidades sensoriais da identidade cultural canadiana, do sentimento de pertença e do desapego, através da contemplação do frio. Os artistas interessaram-se também pelo potencial metafórico do conceito “on ice”, na sua relação com as ideias de mobilidade e de espera – estar “on ice” pode significar esperar ou estar à espera, um sentimento comum a muitos que imigraram para o Canadá e que estão muitas vezes à espera do processamento da sua cidadania. Os canadianos gostam de falar do tempo meteorológico. «On Ice» é um exercício colaborativo na discussão pública de um dos tópicos de conversa mais banais, com a finalidade de explorar criativamente aquilo que possa revelar sobre várias formas de estar no mundo.

La Vie Saisonnière por David Champagne, Sophie Gurin e Rodolphe Beaulieu-Poulin. Nos últimos vinte anos, a agricultura no Québec transformou-se significativamente. Depende agora de trabalhadores migrantes temporários de países da América Latina. Esta curta metragem foca as cenouras que nascem no México, são embaladas por latino-americanos no Québec e vendidas depois no Québec como produto local. Retrata um espeto do setor alimentar que se tornou dependente da migração de pessoas e produtos agrícolas.

Mass Transit, de Alison Reiko Loader, Christopher Plenzich é um video com imagens de lagartas de floresta em time-lapse e em direto. O filme retrata insetos que seguem trilhos de feromonas pintados em papel pelos realizadores. Embora movidos pelo instinto, as lagartas também expressam comportamentos individuais, diferentes velocidades e direções. Seguindo os trilhos que acabam por levá-los ao ponto de partida, os seus movimentos lembram-nos das diferenças entre as migrações humanos e animais através de territórios.