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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Periferias 10ª edição: Festival de Artes Performativas regressa a Sintra para momento de Inverno

 
Periferias 10ª edição: Festival de Artes Performativas regressa a Sintra para edição de Inverno
A iniciativa decorre entre os dias 17 e 21 de dezembro e levará a palco e às ruas de Sintra dança, teatro e marionetas
 

A data de início da edição de Inverno do Periferias está marcada para o dia 17 de dezembro e vem encerrar a celebração da 10ª edição do Festival, naquela que será uma homenagem a todas as artes que marcaram o festival desde 2012, ano da primeira edição, dando palco a artistas emergentes de vários locais do país. Esta edição estende-se até dia 21 de dezembro, com espetáculos na Casa de Teatro de Sintra, exposições, e muitos outros momentos culturais, que passam também pelas ruas da vila.


Totalmente adaptado ao contexto atual, a edição de celebração dividiu-se pelas quatro estações do ano, de forma a continuar a celebrar com o público e a proporcionar momentos de alegria e convívio a que o Periferias tem habituado os espectadores na última década.  Se na Primavera o festival abriu com poesia, teatro, música e espetáculos para crianças, no Verão trouxe música às ruas de Sintra e no Outono ficou marcado por espetáculos de dança e marionetas. No Inverno, estão agora reunidas as várias artes, desde teatro, performance, dança, marionetas, música e certamente a alegria e boa disposição. Conta também com o lançamento do livro sobre os 10 anos do Periferias e as Conversas Periféricas, onde diferentes convidados irão falar com o público sobre temas relacionados com o mundo das artes.

Esta edição marca ainda o regresso à Casa de Teatro de Sintra, onde decorrerá a maior parte da programação. Destaca-se, entre os vários espetáculos, a coprodução com Lukanu Mpasy, artista emergente, bailarino, performer e videografo, num espetáculo repleto de poesia, movimento e dança. No dia 17, pelas 21h30, terá lugar a performance do grupo Art’Imagem, natural do Porto, com o espetáculo “Desastre Nu”, repleto de humor e que permite uma reflexão sobre a condição do ser. No dia 18, às 16h00, a rua pedonal da Estefânia anima-se com a performance do grupo sintrense Valdevinos, com o espetáculo de marionetas “Teatro Dom Roberto”. Ainda no mesmo dia, desta vez às 21h30, na Casa de Teatro de Sintra, o grupo A Bruxa Teatro, natural de Évora, apresenta a peça “E que fazer com o violoncelo?”, que cai no absurdo da condição humana e analisa-a no seu próprio quotidiano.

No dia 19, por volta das 11h00, os Valdevinos voltam a animar a rua da Estefânia, juntamente com a companhia lisbonense Truta no Buraco, que às 16h30 apresenta o espetáculo “Eles passarão, Tu passarinho”, uma história política das aves, na Casa de Teatro de Sintra. No dia 20, às 21h30, entrará em palco o artista Lukanu e, por fim, a 21 de dezembro, o festival encerra às 21h30 com o lançamento do livro sobre os 10 anos do Periferias e com as Conversas Periféricas.

Além das produções, o festival convida ainda e inclui na programação a visita à exposição “Linha Imaginária”, uma iniciativa conjunta da Câmara Municipal de Sintra e da Fundação Aga Khan, patente no principal museu das Artes de Sintra (Mu.Sa) até dia 4 janeiro.

“O Periferias é feito de pessoas e para as pessoas e desde sempre que temos a missão de levar a cultura de artistas emergentes à população de Sintra, e não só, a todos os públicos. Para isso, este ano tivemos de nos adaptar ao contexto atual e, como forma de continuar a chegar às pessoas, dividimos o festival em quatro momentos. Agora, que estamos a entrar no último momento da edição deste ano, podemos concluir que a adesão tem sido bastante positiva nas várias estações e o público tem reforçado a sua segurança com o decorrer dos vários momentos.” afirma Nuno Correia Pinto, diretor artístico do Chão de Oliva.

“No que respeita à edição de Inverno, estamos com as expectativas bastante altas, já que vamos voltar à nossa casa, à Casa de Teatro de Sintra, onde decorrerá a maioria da programação e não podíamos estar mais animados por receber o público naquela que será a celebração final de 10 edições de alegria e sucesso. Para os próximos 10 anos, temos como objetivo continuar a dar palco a cada vez mais artistas emergentes, aproximando-os do público e sendo um apoio ao seu desenvolvimento e reconhecimento da sua arte” reforça o diretor artístico.

A entrada nos vários espetáculos desta edição do Periferias tem um custo de 5€, à exceção das sessões que ocorrem ao ar livre, nas ruas de Sintra, que são de entrada gratuita. O Festival Periferias foi criado em 2012 pelo centro de difusão cultural Chão de Oliva, contando com o apoio da Direção Geral das Artes, da Câmara Municipal de Sintra e outras entidades públicas e privadas. Toda a informação está disponível no site e redes sociais do Chão de Oliva e as reservas podem ser feitas através do contacto 219233719.



Programação Completa:
DIA 17 | CASA DE TEATRO DE SINTRA | M/12
21h30- Desastre Nu, por teatro Art’Imagem (Porto)

DIA 18 | VALDEVINOS | RUA PEDONAL (ESTEFANIA) | M/3
16h00- Teatro Dom Roberto, por Valdevinos (Sintra)

DIA 18 | CASA DE TEATRO DE SINTRA | M/12
21h30- E o que fazer com o violoncelo?, por A Bruxa Teatro (Évora)

DIA 19 | VALDEVINOS | RUA PEDONAL (ESTEFANIA) | M/3 | (Marionetas)
11h00- Teatro Dom Roberto, por Valdevinos (Sintra)

DIA 19 | CASA DE TEATRO DE SINTRA | M/12 | Performance / Teatro
16h30- Eles passarão, tu passarinho – Uma história política das aves, por Companhia Truta no Buraco (Lisboa)

DIA 20 | CASA DE TEATRO DE SINTRA | M/12 | Performance / Dança
21h30- Influência, por Lukanu Mpasi (Cascais)

DIA 21 | CASA DE TEATRO DE SINTRA| Para Todos
21h30- Lançamento do livro “Periferias – 10 Anos” e Conversas Periféricas “A Arte Periférica?”

Sobre o Chão de Oliva
Fundado em 1987, o Chão de Oliva - Centro de Difusão Cultural (CO) é uma associação que tem o teatro como atividade-âncora, promovendo também todo o tipo de artes nas suas diversas expressões, através da criação de espetáculos, festivais e formação. Em 1990 fundou a Companhia de Teatro de Sintra, a primeira companhia profissional do concelho e hoje a mais antiga, e em 2002, o Fio d’Azeite, um grupo profissional de marionetas. Em 2018 ressurgiu o grupo amador, que na década de 80 foi o berço da criação teatral do CO - o Teatro da Meia-Lua - grupo este que suspendeu a sua atividade na década de 90. Por outro lado, na vertente da formação, criou a Mostra de Teatro das Escolas de Sintra, uma iniciativa pioneira e a mais antiga que se realiza em Portugal. Ao longo dos anos foi responsável pela organização de alguns dos maiores eventos culturais no concelho de Sintra e é continuamente reconhecida pelo Ministério da Cultura desde 1994. Em 30 anos, o Chão de Oliva já promoveu 270 Espetáculos / eventos e já passaram mais de 1.100 artistas / grupos pela associação.