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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

'PORTUGAL POP. A Moda em Português 1970–2020' na Casa do Design, Matosinhos

 

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PORTUGAL POP apresenta uma seleção de quase 200 coordenados de moda de designers de diferentes gerações, percursos e linguagens, propondo múltiplos diálogos, com várias referências – da música ao espetáculo, dos ofícios tradicionais à sustentabilidade – e fomentando o debate sobre as identidades da moda portuguesa e o seu valor cultural, económico e social, nos últimos 50 anos da nossa história. A partir de 19 de março, na Casa do Design, em Matosinhos.

 
Resultado de uma coprodução entre a Câmara Municipal de Matosinhos / esad–idea, Investigação em Design e Arte e a Câmara Municipal de Lisboa / MUDE – Museu do Design e da Moda, a exposição PORTUGAL POP. A Moda em Português 1970–2020 é apresentada na Casa do Design, em Matosinhos, no âmbito do programa MUDE FORA DE PORTAS.

A proposta de Bárbara Coutinho, curadora da exposição, pretende revelar múltiplas formas como o património material e imaterial, as técnicas oficinais e os saberes, e também os conceitos de lugar, território, portugalidade, pertença e memória, se refletem no trabalho de quase 40 designers de moda representados e a forma como são projetados para a contemporaneidade. PORTUGAL POP procura assim debater a influência das tradições culturais e da identidade coletiva no universo da moda, pondo em evidência as relações entre a cultura popular e a erudita, o cosmopolitismo e o nacionalismo, a urbanidade e o mundo rural, a tradição e a visão de futuro das novas gerações.

Com propostas de Alexandra Moura, Alves/Gonçalves, Constança Entrudo, Dino Alves, Helena Cardoso, Filipe Augusto, José Carlos, Luís Buchinho, Maria Gambina, Maria-Thereza Mimoso, Miguel Flor, Nuno Gama, Storytailors, entre muitos outros, a exposição propõe um diálogo entre gerações e referências, que dão corpo ao debate acerca das identidades da moda portuguesa e do seu valor cultural, económico e social. As vivências pessoais, a colaboração criativa entre designers e figuras da arte e da música pop, assim como as questões da sustentabilidade da moda e a recuperação de saberes e práticas tradicionais, são também elementos em destaque. A exposição apresenta ainda peças vestidas por Amália Rodrigues, António Variações, Doce, Heróis do Mar, The Gift, Joana Vasconcelos, Conan Osíris e Cláudia Pascoal, artistas que deram um significativo valor ao vestuário e ao cunho português na construção da sua imagem e marca.
 

"A seleção de 200 coordenados de autores de diferentes gerações, percursos e linguagens manifesta as múltiplas recriações da nossa cultura popular e da memória colectiva, projetadas para a contemporaneidade, segundo o cunho criativo de cada um destes autores. Estes diferentes olhares, ao longo dos 50 últimos anos da nossa história, apresentam-se em três eixos que se interrelacionam: Memória Colectiva e Identidade Nacional: Temas, Arquétipos e Símbolos; Territórios Pessoais: a Intersubjetividade na 1.ª Pessoa do Singular; Eco-lógico: Antropologia de Lugares, Matérias e Saberes. Ao percorrer estes três núcleos, conhece-se um mapa de referências pessoais, nacionais e internacionais, reinterpretadas através da observação sobre o eu e o outro, permitindo debater a existência de uma identidade da moda portuguesa e o seu valor cultural, económico e social. Com esta exposição pretende-se compreender: como é que a moda portuguesa expressa a ruptura e a vanguarda ligadas à moda e espelha a nossa memória colectiva sendo plasmada na nossa cultura visual? Como olhou o país para si mesmo durante estes anos através da moda? Como é que os autores entenderam os conceitos de identidade, lugar, território, pertença e memória colectiva, a par das suas referências pessoais e da sua mundividência, nos diferentes contextos políticos por que passámos?"
Bárbara Coutinho, diretora do MUDE – Museu do Design e da Moda e curadora da exposição /