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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Programa Educativo inovador estimula interesse pelo Património Cultural

EPA desenvolve programa educativo que estimula o interesse pelo Património Cultural

 

«A Arqueologia vai à Escola»

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O Programa de Educação Patrimonial «A Arqueologia vai à Escola» desenvolvido pela Escola Profissional de Arqueologia (EPA) pretende estimular o interesse de crianças e jovens para o Património Cultural, a Ciência e a Tecnologia através de práticas informais e voltadas para uma abordagem exploratória e investigativa (enquiry-based learning).

 

Neste sentido, com o programa «A Arqueologia vai à Escola», a EPA oferece experiências educativas relevantes aos alunos das escolas de todos os ciclos de ensino, que visam o incremento do interesse pelo Património Cultural, Investigação e Multidisciplinaridade, com ênfase na dimensão exploratória dos conteúdos abordados.

 

Oferecem-se as seguintes ações:

1) "Arqueólogo por um dia” (dos 4 aos 15 anos)

Escavação simulada e interpretação de registo arqueológico em sala de aula. Consiste numa oficina prática com introdução ao trabalho próprio do arqueólogo e à prática simulada de todos os procedimentos inerentes à escavação arqueológica, tratamento preliminar de espólio arqueológico e interpretação de resultados. De acordo com cada problema, caberá aos alunos, interagindo com os investigadores, a utilização de todos os recursos disponíveis com vista à apresentação de hipóteses explicativas. As atividades serão avaliadas através da discussão entre pares e com os pesquisadores.

 

2) "Oficina de Mosaicos” (dos 4 aos 15 anos)

Os participantes recriam a técnica romana do mosaico. Com base nas técnicas, materiais e motivos e organização das composições geométricas, são abordadas questões relacionadas com a vida doméstica e quotidiana romana.

 

3) "Restauro de Cerâmicas” (dos 10 aos 15 anos)

Nesta oficina pretende.se dar a conhecer aos participantes as técnicas usadas na reconstituição de peças cerâmicas. Entre as atividades a desenvolver encontram-se: organização dos fragmentos; colagem; preenchimento de lacunas; recuperação da forma original da peça e interpretação técnico-funcional do objeto.

 

4) “Douramento de peças” (a partir dos 13 anos)

Os participantes terão uma primeira abordagem às técnicas utilizadas no processo de douramento, aprendendo a aplicar folha de ouro sobre peças em gesso. Entre as atividades a desenvolver encontram-se: criação de réplicas em gesso; preparação da folha; aplicação da folha de ouro; consolidação final do objeto.

 

5) “Desenho de Artefactos” (dos 10 aos 15 anos)

Nesta oficina introduzem-se as noções básicas dos métodos e técnicas utilizados para a elaboração de um desenho rigoroso, que se torna fundamental para o estudo científico de materiais arqueológicos. Entre as atividades a desenvolver encontram-se: orientação da peça; códigos de representação; luz e volume; desenho e tintagem da peça.

 

6) “Visita a sítios arqueológicos” (todas as idades)

Visitas a sítios arqueológicos da região, guiadas pelo arqueólogo responsável pela escavação:

Capela de Fandinhães (Paços de Gaiolo) – Época medieval

Igreja de Santa Maria de Vila Boa do Bispo – Época medieval/ moderna

Tongóbriga (Freixo, Marco de Canaveses) – Época romana

Necrópole da Cabreira (Vila Boa do Bispo) – Época medieval

 

*O local de realização e preço das atividades dependem das oficinas pretendidas.

*As atividades são adaptadas à disponibilidade e caraterísticas do grupo.

As atividades realizadas no âmbito do Programa de educação Patrimonial são concebidas com o objetivo de:

 

  • Incrementar a atratividade dos curricula científicos das escolas através da diversidade de

experiências e da igualdade de oportunidades;

  • Desenvolver a consciência patrimonial;
  • Propiciar o sucesso, criatividade, iniciativa e inovação;
  • Diminuir o absentismo e abandono escolares;
  • Fomentar o desenvolvimento de uma cidadania ativa.

 

As ações de educação patrimonial estão disponíveis durante todo o ano letivo.

As sessões serão adaptadas ao espaço físico disponibilizado (pavilhão, biblioteca, ou outros).

Mais informações aqui.

 

Sobre a EPA

 

Em 1990, foi criada a Escola Profissional de Arqueologia, escola pública de âmbito nacional, promovida pelos Ministérios da Cultura e da Educação, procurando responder à necessidade de formação especializada de técnicos intermédios, para intervir em Património classificado.

 

O sítio escolhido para instalar esta escola profissional foi a Área Arqueológica de Freixo, espaço de cerca de 50 hectares, classificado como Monumento Nacional em 1986, como consequência das descobertas ali feitas desde 1980, pelo arqueólogo Lino Tavares Dias. O primeiro curso a avançar foi o de Assistente de Arqueólogo, seguindo-se o Curso de Técnico de Museografia e Divulgação do Património e o de Assistente de Conservação e Restauro. Mais recentemente, a Escola apostou no curso de Técnico de Recuperação do Património Edificado, em resposta às necessidades identificadas no mercado.

 

Desta forma, a escola prepara técnicos intermédios com formação global e específica para integrar equipas que trabalhem nas vertentes que julgamos prioritárias no Património Cultural, que são a investigação, a conservação e a divulgação.