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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Projeto Vale do Varosa nomeado para os Prémios AR&PA 2016

Direção Regional de Cultura do Norte na X Bienal AR&PA Arquitetura e Património

 

Projeto Vale do Varosa nomeado para os Prémios AR&PA 2016

A Rede de Monumentos Vale do Varosa, que integra o Mosteiro de Santa Maria de Salzedas, o Convento de Santo António de Ferreirim, o Mosteiro de São João de Tarouca, a Capela de São Pedro de Balsemão e a Ponte Fortificada de Ucanha, está nomeada para os prémios AR&PA de Intervención en el Patrimonio Cultural 2016, no âmbito da AR&PA - Bienal de Restauro e Gestão do Património, a realizar entre 10 e 13 de novembro, em Valladolid.

Centrado no vale do rio Varosa, subsidiário ao vale do rio Douro, o projeto assenta na criação de uma rede de monumentos abertos de forma integrada à fruição pública, tendo como núcleo principal, numa primeira fase, os mosteiros cistercienses de São João de Tarouca e de Santa Maria de Salzedas e o Convento franciscano de Santo António de Ferreirim.

Em 2014, outros monumentos se juntaram ao projeto. A Torre Fortificada de Ucanha e a Capela de São Pedro de Balsemão passaram então a integrar um projeto que, desde o seu início, teve como objetivo o alargamento da rede, potencializando a valorização do conjunto.

Após a nomeação para os prémios AR&PA, o projeto Vale do Varosa será agora apresentado no decorrer da Bienal, sendo que os vencedores serão conhecidos durante a cerimónia de encerramento do X Congresso Internacional AR&PA, no dia 12 de novembro, pelas 19 horas.

Os Prémios AR&PA de Restauro e Intervenção no Património Cultural foram criados em 2000, com o objetivo de reconhecer o trabalho realizado por profissionais e instituições dedicadas à conservação, reabilitação e restauro do património cultural, assim como o interesse de projetos destacados na aplicação de técnicas, metodologias e estratégias inovadoras nas intervenções em bens culturais.

A atribuição destes prémios enquadra-se no âmbito das atividades promovidas pela AR&PA -Bienal de Restauro e Gestão do Património e, durante as suas edições, já envolveu a análise e avaliação de vários projetos, individuais ou de instituições, que dedicam o seu trabalho à herança cultural.

 

SOBRE A X BIENAL AR&PA

À 10.ª edição e agora na qualidade de parceiro, Portugal será o país convidado da Bienal AR&PA, arquitetura e património, que acontece em Valladolid, na província de Castela e Leão, de 10 a 13 deste mês. «Património Inteligente, Território Inteligente» é o tema deste ano.

O convite a Portugal coincide com a celebração de um acordo para a realização de uma Bienal Ibérica do Património Cultural, para a concretização de feiras dedicadas ao património dos dois lados da fronteira.

A Direção Regional de Cultura do Norte estará representada no evento, através de um stand expositivo, apresentando diversos conteúdos multimédia com o objetivo de divulgar e promover os valores patrimoniais da Região Norte que se encontram sob gestão desta entidade.

Este ano, a AR&PA terá 247 entidades representadas, de vários países. O programa inclui conferências, workshops e um congresso internacional.

Nesse âmbito, no dia 11 de novembro, pelas 13 horas, e integrado na Jornada técnica dedicada ao Património Cultural de Portugal «Património, Território: experiências portuguesas», o arquiteto Jorge da Costa, da Direção Regional de Cultura do Norte, irá apresentar o projeto «Rota das Catedrais».

Este projeto foi criado em Junho 2009 através de um Acordo de Cooperação celebrado entre o Ministério da Cultura e a Conferência Episcopal Portuguesa. Na Região do Norte, a concretização da Operação «Rota das Catedrais» foi assumida pela Direção Regional de Cultura e pelas entidades eclesiásticas das Dioceses da Região, nomeadamente Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real, Lamego e Bragança/Miranda.

A Operação compreende intervenções infraestruturais de qualificação e valorização no Património imóvel, móvel e integrado, bem como ações de promoção, das sete Sés/Catedrais da Região Norte: Braga, Bragança, Lamego, Miranda do Douro, Porto, Vila Real e Viana do Castelo.

Enquanto decorre a AR&PA, 23 museus e salas de espetáculos em Valladolid estão abertas ao público gratuitamente. Por lá passam também as manifestações musicais portuguesas que são património imaterial da Humanidade: fado e cante alentejano.

A Bienal AR&PA, cuja primeira edição ocorreu em 1998, tem sido um lugar e fórum de debate entre profissionais e instituições dedicadas à tutela, custódia, conservação, restauro e gestão do património cultural.

 

SOBRE O PROJETO VALE DO VAROSA

 

Instalar na região, nas áreas inicialmente pertencentes aos concelhos de Tarouca e Lamego, uma rede de estruturas e soluções segundo o conceito de «Território Histórico», numa estratégia integrada a nível regional, beneficiando de uma elevada concentração de imóveis e elementos históricos de elevado interesse turístico-cultural, permitindo o desenvolvimento de conjunto em articulação com o Douro Património da Humanidade, é o grande objetivo do projeto Vale do Varosa.

 

Este conjunto de imóveis, constituindo há muito e de forma espontânea o que se pode designar de rede informal de monumentos da região do Varosa e aos quais se associa diretamente em termos regionais o conjunto monumental da cidade de Lamego e seu Museu, constitui um dos mais recorrentes percursos de visita da Região Duriense interior.

 

Neste sentido, as principais linhas estratégicas do projeto Vale do Varosa foram a recuperação de edificado, a musealização do património móvel e imóvel, a instalação de centros de acolhimento e interpretação, a criação de uma imagem personalizada e finalmente a abertura ao público com funcionamento em rede e o desenvolvimento de ações de divulgação conjuntas.

 

Esta formalização e atuação em rede pretende afirmar a região como destino cultural de referência, ao fazer emergir no contexto duriense um conjunto de monumentos classificados que, no caso dos mosteiros cistercienses, foram mesmo uma peça fundamental na excelência reconhecida à região desde 2001 como Património da Humanidade.

 

O Projeto Vale do Varosa é por isso um projeto que deixa de olhar para o monumento, para passar a olhar para a região, como um território histórico, detentor de um património único, que é necessário afirmar e divulgar no contexto do Douro Património da Humanidade.