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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

PRÓXIMOS CONCERTOS NO MUSEU NACIONAL DA MÚSICA

SET 17 

19H00 | Entrada Livre

 

Alfredo Keil e Compositores do seu Tempo

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Ellen Rabiner (contralto) e Joe Coronado (fagotista e pianista), músicos que fizeram carreira na Metropolitan Opera e na Orquestra Gulbenkian, respectivamente, juntaram-se pela primeira vez a 8 de Dezembro de 2015, no Teatro Armando Cortez, em Lisboa, para um concerto com músicas natalícias na Casa do Artista. Desde essa data, continuam a fazer espectáculos variados como duo, e as vezes com convidados como Dorothy Stone (Nova Iorque), Pessoa Júnior e Vítor Paiva (Lisboa). O repertório é variado, da ópera às músicas da Broadway, passando pelo fado e por canções dos países da Europa e Américas.
No Museu Nacional da Música vão estrear-se com o convidado Christopher Hooley, violista da Orquestra Gulbenkian. O programa terá músicas do Alfredo Keil (1850-1907) e de músicos seus contemporâneos: Ernest Chausson (1855-1899), Gabriel Fauré (1845-1924), Henri Duparc (1848-1933), Johannes Brahms (1833-1897) e Giacomo Puccini (1858-1924).



PROGRAMA

Alfredo Keil e Compositores do seu Tempo


Sérénade italienne, Op. 2, Nº5 (1875) – Ernest Chausson/Paul Bourget

Un grande sommeil noir (1903) – Alfredo Keil/Paul Verlaine

Clair de lune, Op. 46, Nº2 (1887) – Gabriel Fauré/Paul Verlaine

L’Invitation au voyage (1870) – Henri Duparc/Charles Baudelaire

Angoisse apaisée – Alfredo Keil/Antoin-Hippolite Cros

Après un rêve (1878) – Gabriel Fauré (com viola, arr. J. Coronado 2019)

Beauté, Op. 15 (Romance para piano) – Alfredo Keil

Zwei Gesänge (para Contralto, Viola e Piano), Op. 91 (1884)– Johannes Brahms/1 Friedrich Rueckert, 2 Emanuel Geibel/Lope de Vega

Ballade, Nº1, Op. 10 (1854) – Johannes Brahms

Sacrilégio, Op. 103 – Alfredo Keil

Terra e mare (1902) – Giacomo Puccini/Enrico Panzacchi

Sole e amore (1888) – Giacomo Puccini

Il Bacio in bocca – Alfredo Keil/Venturino Camaiti


Christopher Hooley
Viola
Christopher Hooley iniciou os seus estudos como violetista na Chethams School of Music, em Manchester, onde estudou com Rudolf Botta e Jackie Leonard. Estudou também no Royal Northern College of Music, sob a orientação de Nobuko Imai, Rusen Gunes e Eli Goren. Participou em cursos de aperfeiçoamento para quartetos de cordas, sob a orientação dos quartetos Lindsey, Vermeer e La Salle, na Britten-Pears School of Music, em Aldeburgh. A par dos seus estudos em Manchester, fez parte da Orquestra Juvenil da Comunidade Europeia, sob a direção dos maestros Claudio Abbado, Georg Solti e Daniel Barenboim.
Em 2003 iniciou estudos de violino barroco, com Richard Gwilt, dos London Baroque, seguindo-se a Academia de Música Antiga de Lisboa. Participou nos Cursos Internacionais de Música Antiga, no Convento de Cristo, em Tomar, sob a orientação de Richard Gwilt, Rainer Zipperling, Ketil Haugesand, Ana Mafalda Castro e Jill Feldman. Estudou também com Enrico Onofri. Toca um violino William Forster de 1780 e uma viola de arco Dorfino (c. 1910). É violetista da Orquestra Gulbenkian desde 1988.
 
Ellen Rabiner
Contralto
Ellen Rabiner estreou-se na Metropolitan Opera em 1994 como Erste Magd em Elektra (papel que também interpretou em Tóquio com Seiji Osawa na Opera Nomuri), regressando a esta companhia como solista durante 17 temporadas. No Met interpretou Sonyetka em Lady Macbeth de Mtsensk, Schwertleite em Die Walküre e Die Kranke em Moses und Aron.
Actuou também nos palcos de companhias de São Francisco (Erda em Das Rheingold), Nova Iorque (Suzuki em Madama Butterfly), Santa Fé (Gaia em Daphne), L’Opera National du Rhin (Kontchakovna em Knyaz Igor) e na DNO em Amsterdão (Pasqualita em Doctor Atomic).
Rabiner apresentou-se em recitais com as melhores orquestras dos EUA, como a Cleveland Orchestra e a Boston Symphony. O seu repertório inclui Messiah de Handel, Missa em Si menor, El Amor Brujo, Alexander Nevsky e a Sinfonia #3 de Mahler.
Rabiner tem um mestrado em Música na Indiana University School of Music e um doutoramento em Direito em Harvard. Nasceu em Nova Iorque e mora actualmente em Lisboa.
 
José Coronado
Pianista
José Coronado nasceu nos Estados Unidos da América (Aurora, Illinois). Passou metade da vida em Lisboa, onde desenvolve a sua abrangente carreira, como fagotista, pianista, cantor, actor, arranjador, compositor e maestro.
Tomou pela primeira vez contacto com o género do musical ao assistir ao espectáculo “Anything Goes” (Cole Porter) que o marcou profundamente, despertando, deste modo, a sua apreciação e a sua dedicação ao género. Desse momento em diante, realizou pequenas intervenções no palco, em peças como “Christmas Carol” e “Oliver,” de Charles Dickens. Como actor, cantor, fagotista ou pianista, participou em “Guys and Dolls,” “Carousel,” “West Side Story,” “Godspell,” “South Pacific,” “The truth about Cinderella,” “Music Man,” “Man of la Mancha,” “Superman,” “My Fair Lady,” “Hello Dolly” e “Pajama Game.” Aos treze anos, foi pianista responsável por toda a preparação e interpretação do musical “Cabaret.”
Desde os seus tempos de estudante, integrou várias orquestras como fagotista (Orquestra Sinfónica de Fox Valley e Orquestra Sinfónica Juvenil de Greater Chicago) e, em 1979, foi dispensado do seu curso regular, por ordem do Presidente dos Estados Unidos da América, para uma tournée como fagotista da McDonald’s All American High-School Band e All Amerciacn Jazz Band. Nesta ocasião, apresentou-se no Carnegie Hall (Nova Iorque), executando fagote e flautim com Lionel Hampton. Foi vencedor do concurso para solista no concerto em memória de Arthur Schnabel, tendo também tocado sob a direcção do maestro Leonard Bernstein. Por mérito, como vencedor de um concurso em 1980, foi bolseiro do New England Conservatory of Music, onde terminou o curso com distinção (1985) com os diplomas de “Bachelor of Music Education” e “Bachelor in Applied Music Bassoon Performance”. Estudou com os professores das orquestras sinfónicas de Chicago, Philadelphia, Boston e Ópera Metropolitana de Nova Iorque. Participou em inúmeros concertos nos estados de Massachussets e de New Hampshire e em cidades como Chicago, Las Vegas, e Toronto. Deu concertos na Europa, Asia, e América de Sul.
De 1990 até 2017 tocou na Orquestra Gulbenkian como 2º. Fagote Solista. Como pianista, arranjador, maestro e cantor, participa nos agrupamentos Castafiore Trio (opereta), 4 por 4 (música popular de Macau, África, Portugal e Brasil), Vozes da Broadway. Em Abril de 2006, cantou em “Salome” de R. Strauss, na Fundação Gulbenkian. Participa com muitos outros artistas em recitais de canto e de instrumentos. Desde 2015 tocou recitais com Ellen Rabiner.

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