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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Próximos eventos no Museu Nacional da Música | Um Músico, Um Mecenas e muito mais

 
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JUN6
 
 
19h | EntradaLivre
CICLO MÚSICAS DO ACERVO
Compositores Portugueses e Seus Contemporâneos
RECITAL DE PIANO DE JORGE GONÇALVES
Comissário: Adriano Nogueira

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Programa
 
J. S. Bach - Fantasia cromática e fuga BWV 903
 
F. Chopin - Balada Op. 52 em Fá menor
 
 
M. Ravel - Sonatine pour le piano
 
- Modéré
 
- Mouvement de menuet
 
- Animé
 
 
C. Debussy - L'isle joyeuse
 
 
S. Prokofieff - Sonata Nº 1, Op. 1 em fá menor
 
 
Momento de improvisação  
 
Jorge Gonçalves nasceu a 3 de março de 1983 em Coimbra. Iniciou os seus estudos de piano em 1992 no Conservatório Regional de Tomar com o Professor Joaquim Branco. Em 1993 transferiu-se para Coimbra, onde prosseguiu os seus estudos de piano no Conservatório de Música de Coimbra com a Professora Isilda Margarida, e onde terminou o Curso Geral de Piano em 2001. Neste conservatório estudou também trompa entre 1995 e 2001 na classe do Professor Ivan Kucera.
Em 2001, iniciou os seus estudos superiores de piano na École Normale de Musique de Paris Alfred Cortot com o Professor Marian Rybicki. Nesta escola obteve em 2002, o Diplome d’enseignement du Piano e o Diplome Supérieur d’ensignement du piano no concurso de 2004. Entre 2008 e 2011 estudou em Varsóvia na Polónia com a Professora Elzbieta Tarnawska. Neste país, frequentou os seus estudos de pós-graduação (individual postgraduate artistic training) na Universidade de Música Fryderyk Chopin que concluiu em 2011 onde obteve a classificação máxima. Em 2015, iniciou os seus estudos de mestrado na Universidade de Aveiro onde obteve o grau de Mestre em Música em 2017 sob a orientação da Professora Shao Ling. Em 2017 teve oportunidade de complementar a sua formação em piano num masterclass com o prestigiado Professor Andrzej Jasinski.
Em 2003, obteve o 3º prémio no "Concurs National de Musique du Maroc" em Casablanca, Marrocos.
Efetuou inúmeros recitais e concertos em diversas localidades como: Lajes, Coimbra, Fundão, Tomar, Porto, Moita, Castelo Branco (no Festival da Primavera), Sintra, Palmela, Lisboa (Centro Cultural de Belém), Vila Nova de Famalicão, Viseu, Aveiro, Águeda, Leiria, Ourém, Torres Novas, na Polónia (Varsóvia e Dabrowica) em Marrocos (Tétouan) e no Brasil (Natal).
Colaborou com várias orquestras como solista: com a Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana, Banda de Música da Força Aérea Portuguesa, Filarmónica União Taveirense e Orquestra Sinfónica da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).
Teve uma forte presença nos meios de comunicação nacionais, aparecendo em vários artigos, reportagens e programas, como “Grande Reportagem SIC-Visão”, “Herman SIC”, “Consigo” da RTP, Antena 2, “Perdidos e Achados” da SIC, “Boa Tarde” da Conceição Lino (SIC), entre outros. Em 2005 foi um dos rostos do Pirilampo Mágico.
Além da sua atividade como concertista e performer, é também professor de piano e especialista na área do ensino de música para cegos e o Braille musical.
 
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JUN7
 
 
Sexta 19:00 · #EntradaLivre
 
Music from the Americas
para Soprano, Clarinete & Piano
 
Megan Barrera, soprano
Ben Redwine, clarinete
João Paulo Casarotti, piano

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JUN8
Sábado 18:00  #EntradaLivre
UM MÚSICO, UM MECENAS
BACH em RECITAL
Pedro Meireles, Violino e Viola de Arco 

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Depois de um inesquecível primeiro concerto, no qual Artur Pizarro tocou Liszt no piano de Luís de Freitas Branco no Dia Internacional dos Museus, a 7.ª temporada do ciclo "Um Músico, Um Mecenas" prossegue com o solista Pedro Meireles, que interpretará Bach num violino de Joaquim José Galrão (1794) e numa viola de Francesco Emiliani (1748)
 
SOBRE OS INSTRUMENTOS HISTÓRICOS DO MUSEU
 
A viola de arco em destaque é do construtor Francesco Emiliani (MNM 30), que trabalhava ao estilo de David Tecchler, famoso luthier alemão que exercia em Roma. Francesco esteve ativo nesta mesma cidade durante a primeira metade do séc. XVIII. O exemplar que vai ser tocado data de 1748. Etiqueta: Franciscus de Emilianis fecit / Roma Anno Dni 1748.
 
Violino Galrão de 1794 (MNM 74)
Joachim Jozeph Galram (ou 'Galrão', como também assina) foi um fabricante muito hábil de instrumentos de cordas que teve a sua oficina em Lisboa durante o séc. XVIII. Destaca-se de outros construtores pelo requinte dos instrumentos que produziu e foi, sem sombra de dúvidas, o melhor construtor português de violinos e violoncelos do séc. XVIII.
A arte de Galrão revela que não era autodidata, embora não exista nenhuma pista sobre o país onde terá aprendido. No entanto, tanto o estilo de construção como o facto de ter sido contemporâneo de músicos italianos na Capela Real, sugerem Itália como uma boa hipótese. Dez instrumentos musicais deste autor têm paradeiro conhecido: os cinco da coleção do Museu da Música (dois violinos, dois violoncelos e uma viola), um violoncelo que se encontra no Conservatório de Lisboa, um violino do Conservatório do Porto e mais três exemplares de particulares, um deles localizado em Espanha. O violino MM 74 da coleção do Museu da Música é o mais recente e data de 1794.
No Diccionario Biographico de Musicos Portuguezes de Ernesto Vieira (edição de 1900), podemos ler: " (...) No museu de el-rei o senhor D. Carlos, creado por seu fallecido pae, guardam-se com grande estimação dois violinos, uma viola e um violoncello d'este fabricante, que tem a seguinte etiqueta: Joachim Joseph Galram, fecit Olesiponae 1769".
 
BACH IN RECITAL
Pedro Meireles, Violino e Viola de Arco
 
PROGRAMA
 
Sonata para violino N.º 1 em Sol Menor, BWV 1001:
I. Adagio
II. Fuga
III. Siciliana
IV. Presto
 
Suite para violoncelo N.º 5 em Dó Menor, BWV 1011 (transc. para viola de arco):
I. Prélude
II. Allemande
III. Courante
IV. Sarabande
V. Gavotte
VI. Gavotte
VII. Gigue
 
Partita para violino N.º 2 em Ré Menor, BWV 1004:
I. Allemande
II. Courante
III. Sarabande
IV. Gigue
V. Chaconne
 
NOTAS
 
Pedro Meireles apresenta-se a solo num recital exclusivamente constituído por obras de Johann Sebastian Bach: uma Sonata, uma Suite e uma Partita, que representam porventura o expoente máximo das obras escritas por Bach para um instrumento solista.
Alternando entre o violino e a viola de arco, Pedro Meireles assume o desafio técnico, estético e musical de se propor a tocar apenas Bach, o compositor que mais o inspirou e que nunca deixou de o surpreender enquanto músico.
 
Este recital terá início com um andamento lento, como todas as restantes sonatas e partitas para violino solo de Bach, tornado singular pelas infinitas possibilidades de execução dos seus inúmeros acordes, e terminará com a famosa Chaconne, o último dos cinco andamentos da segunda Partita para violino, tantas vezes interpretada como uma peça independente, de exigência sem dúvida proporcional à sua beleza e magnitude.
 
 
BIOGRAFIA
 
Pedro Meireles nasceu em 1981 na cidade do Porto.
Foi aluno do Conservatório de Música do Porto, onde estudou com Carlos Fontes e Suzanna Lidegran, e mais tarde Royal Academy of Music, em Londres, onde concluiu a licenciatura e o mestrado em Violino e Viola de Arco, tendo-lhe sido atribuído um DipRAM, assim como o Prémio J & A Beare.
Venceu o Concurso da Juventude Musical Portuguesa aos nove anos de idade e foi galardoado com primeiros lugares em concursos como o Prémio Maestro Silva Pereira, o Prémio Marjorie Hayward, o Prémio Mica Comberti, o Prémio de Viola Theodore Holland, o Sir Arthur Bliss Memorial Prize e o Prémio de Viola Max Gilbert. Venceu também, por três vezes, o Prémio Jovens Músicos da RTP, nas modalidades de Violino e Viola.
Como concertista e como músico de câmara, realizou mais de duzentos concertos em algumas das mais conceituadas salas da Europa. Foi concertino e concertino adjunto das orquestras Royal Philharmonic, Orion Symphony, New London Orchestra, Brandenburg Sinfonia, Ashover Festival Orchestra e Orquestra Gulbenkian.
Pedro Meireles orientou inúmeras masterclasses de Violino e Viola e integrou o júri dos principais concursos e prémios de Música em Portugal.
Mais recentemente gravou o Concerto para 2 violinos de Sérgio Azevedo, o Concerto para Violino de Luís de Freitas Branco e um disco com obras do violinista e compositor Pedro Teixeira da Silva, a sair brevemente.
É, com a violoncelista Irene Lima, fundador e impulsionador dos “Solistas de Lisboa”, projeto de câmara que integra solistas de instrumentos de corda das principais orquestras desta cidade. É também 1.º Violino do Quarteto Camões.
Em 2016, Pedro Meireles foi nomeado Membro Associado da Royal Academy of Music (ARAM).
Presentemente, e desde 2015, ocupa o lugar de Concertino Principal da Orquestra Sinfónica Portuguesa, apresentando-se regularmente a solo com esta e outras orquestras nacionais e estrangeiras.
 
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JUN11CICLO DE CONCERTOS DO CONSERVATÓRIO NACIONAL NO MUSEU NACIONAL DA MÚSICA
SEIXAS 315
Concerto pela Classe de Cravo e Atelier Barroco da
Escola Artística de Música do Conservatório Nacional
Terça 18:00 #EntradaLivre

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Classes das Profªs Cândida Matos e Helena Raposo  
Filomena Afonso, Francisco Esteves, Guilherme Reis – Violino 1
Francisca Bonacho, Mariana Rosado, Sofia Weffort – Violino 2
Francisco Feyo, Leonor Gil – Viola
Marta Nabeiro, Eduardo Teixeira- Violoncelo
Pedro Martins – Contrabaixo
 
 
 
Programa:
 
Minueto em Fá Maior Matilde Veiga
(Sonata nº 43 - 80 S.)
 
Sonata nº 4 em Dó Maior (80 S.) Leonardo Amorim
Allegro
 
Minueto em Mi m Guilherme Lopes
(Sonata nº 37- 80 S.)
 
Sonata nº 6 em Ré menor (25 S.) Tomás Guerra
Andante
 
Sonata nº 25 em Ré menor (80 S.) Simão Duarte
Allegro – Adagio – Minueto
 
Sonata nº 27 em Ré menor (80 S.) Mª Teresa Neves
 
Sonata nº 28 em Ré menor (80 S.) Miguel Ferreira
Allegro
 
Sonata nº 44 em Fá m (80 S.) Leonor Gonçalves
Allegro
 
Concerto em Lá M
Allegro - Adagio – Allegro (Giga) Rosa Vieira e Atelier Barroco
 
 
 
CARLOS SEIXAS (Coimbra, 11 de Junho de 1704 – Lisboa, 25 de Agosto de 1742), cravista, organista e compositor, ocupa lugar de destaque na música e tecla da primeira metade do séc. XVIII em Portugal.
Nasceu em Coimbra, onde o seu pai era organista na Sé, tendo-lhe sucedido nesse cargo com apenas 14 anos. Passados dois anos foi para Lisboa, onde foi organista da Capela Real e da Sé Patriarcal, dando aulas na corte. Aí terá convivido com Domenico Scarlatti, que se encontrava em Lisboa de 1719 a 1727, como Mestre de Capela Real e professor da Infanta Maria Bárbara, filha de D. João V. Scarlatti terá afirmado ao ouvir Carlos Seixas que “ele (Seixas) é que me pode dar lições” e que “é um dos maiores professores que tenho ouvido”.
Das setecentas sonatas de que Barbosa Machado fala na sua Biblioteca Lusitana (1741), apenas conhecemos pouco mais de cem, devendo as restantes ser consideradas extraviadas, provavelmente devido ao terramoto de 1755.
Não existem manuscritos autografados pelo autor, apenas cópias, que se encontram na Biblioteca Nacional, Biblioteca do Palácio Nacional da Ajuda e Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra.
Devemos ao Professor M. S. Kastner a publicação moderna das sonatas, tendo as primeiras sido impressas em 1935, na Ed. Schott.
Carlos Seixas foi um inovador, antevendo o estilo galante, que esteve em voga na Europa apenas na segunda metade do séc. XVIII. O seu Concerto para Cravo e Orquestra em Lá Maior também é um dos primeiros exemplos do género na Europa.
M. S. Kastner refere a genuidade lusitana da obra de Seixas, onde estão presentes a introversão e melancolia do nosso povo, em sonatas de carácter muito variado, tanto cheias de vitalidade e energia, como de suavidade e lirismo.  
 
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JUN12
Quarta 19:00 #EntradaLivre  
 
Lançamento de Livro
Tomás Borba: o compositor revisitado
de Duarte Gonçalves Rosa


Palestra com Duarte Gonçalves Rosa e Edward Luiz Ayres d'Abreu
Momento musical com a colaboração de Rui Baeta, João Rodrigues e Duarte Pereira Martins

Eis uma recente boa-nova no panorama bibliográfico português: a publicação de um novo livro dedicado ao legado do ilustre pedagogo Tomás Borba enquanto compositor. Professor de tantos músicos portugueses e mestre querido da Academia de Amadores de Música, a sua vasta obra permanece, em larga medida, por redescobrir. O estudo de Duarte Gonçalves Rosa, este ano publicado sob a chancela do Instituto Açoriano de Cultura e do Instituto Histórico da Ilha Terceira, revela-se assim contributo fundamental para a divulgação da obra do obscuro criador. O MPMP associa-se à iniciativa com a apresentação do livro em Lisboa, promovendo uma conversa em torno de algumas particularidades do projecto e oferecendo um breve momento musical. | Produção Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa (MPMP)

Organização: MPMP / Museu Nacional da Música  

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