Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Resende, Tàpies e Cargaleiro em exposição na Sala 117, no Porto.

Até 27 de janeiro, no Porto

 

Obras de Resende, Tàpies e Cargaleiro
na exposição “Dois para um” da SALA 117

 

2para1 L.JPG

 

A Galeria SALA 117 tem patente, até ao próximo dia 27 de janeiro, a exposição “Dois para um”, uma mostra de diferentes autores contemporâneos que fazem parte do acervo privado da galeria e que conta com nomes incontornáveis das artes plásticas, como Júlio Resende, Antoni Tàpies ou Manuel Cargaleiro. A exposição, reunida de acasos e pertinências por entre o acervo disponível, é ainda o espelho da importância que a SALA 117 foi adquirindo no panorama cultural na cidade do Porto.

Com curadoria de Luís Albuquerque, esta mostra apresenta propostas para seis estratégias de interpretação do conjunto de obras, estudos, edições e exercícios pertencentes à SALA 117. A exposição vive de uma isenção de pretensão, dando ao curioso a possibilidade de ver uma pequena selecção de obras deste acervo que, à sua escala, ensaia um gabinete de curiosidades – tipologia expositiva, comum na época moderna, que resulta da ação da acumulação acidental e simbólica de tesouros e raridades, habitualmente organizadas de acordo com as opções do seu proprietário.

Para o curador, “as seis propostas de interpretação reflectem algumas evidências formais das obras em exposição, assim como propõe um conjunto de relações improváveis entre si, como por exemplo a pintura de 1989 de Júlio Resende em justaposição com a de Ricardo Passaporte (2017)”, destacando ainda “a iconografia da imagem capturada, proveniente da fotografia ou vídeo, que relatam situações do banal, a pureza da matéria da obra na sua expressividade, o exercício da contemplação pela acepção do classicismo na representação formal e do rigor e excepções que merecem reconhecimento no acervo da galeria”.

Como tal, esta exposição “Dois para um”, assume-se como um conjunto de representações do imaginário pessoal da galerista, Olinda Magalhães, definindo algumas das opções estéticas que caracterizam este universo do acervo da galeria SALA 117. Deste imaginário pessoal é dado a conhecer ao espectador um conjunto de conceitos e fórmulas possíveis para a interpretação do acervo da galeria, compreendido na selecção de vinte e uma obras de arte, que classificam o agora da SALA 117, onde para além dos artistas citados se contam ainda nomes como Ângelo de Sousa, Fernando Pinto Coelho, Francisco Venâncio, Jorge Pinheiro, José Pedro Croft, Luís Demée, Luísa Abreu, Mário Bismarck, Ricardo Passaporte ou Sílvia Simões.

 

Sobre a Galeria SALA 117

A galeria SALA 117 é um projeto que visa trazer ao diálogo perspetivas plurais sobre as práticas artísticas contemporâneas, ao cruzar as linguagens e perceções estético-artísticas presentes nas obras de artistas consagrados e no trabalho de jovens artistas. A galeria procura redimensionar a experiência estética a partir da procura de novas dinâmicas expositivas. Nesse sentido, o espaço no nº 200 da Rua Damião de Góis, no Porto, responde à missão de desenvolver um ambiente alternativo ao movimento artístico dominante que agita a cidade, criando um novo ponto de encontro entre artistas, arte e público.

 

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.