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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Seattle, Eterno Retorno. Roteiro De Uma Viagem Ao Mundo Do Grunge.

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Ir a Seattle foi o cumprir de um sonho da adolescência. Foi o assumir que o passado já lá vai e a certeza porém de que não foi apenas a nostalgia que ficou, mas também de que tivemos o privilégio de viver a última grande revolução musical e cultural.

Lembro-me perfeitamente da primeira vez que ouvi Nirvana. Foi em 1992, quando um amigo de Espinho me emprestou o seu walkman e disse: «Ouve isto». Era a descarga eléctrica de “Smells Like Teen Spirit”. Nunca tinha ouvido tal coisa. Devo feito uns 15 loops à introdução da música, antes de a ouvir até ao fim pela primeira vez. Era como se estivesse a descobrir um mundo novo. Dois anos depois, em Abril de 1994, estar a ver o telejornal da meia-noite na TVI e o repórter dá uma notícia de última hora: Kurt Cobaintinha dado um tiro na cabeça, na sua casa em Seattle. Coisa estranha e difícil de entender hoje, mais estranha e difícil de entender para um puto de 12 anos de idade.

Também me lembro de, mais tarde nesse ano, ter ido à antiga Roma Megastore, ali ao lado do mercado do Bolhão, e ter comprado, por 1900 escudos (9,5 euros), um disco de uma banda que vinha da mesma terra dos Nirvana: “Vitalogy”, dos Pearl Jam. Estes momentos, possivelmente conciliados com a quantidade e qualidade da música que foi feita naquela altura, fizeram com que tivesse encontrado a minha grande paixão, que prevalece ainda hoje: a música.