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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Sexta edição do Vaudeville Rendez-Vous

Belly Of The Whale_créditos Mark Dawson.jpg

 

O mais influente festival de circo contemporâneo do país está de regresso com muitas propostas inovadoras. Todas as atividades são gratuitas

 

Quatro dias, quatro cidades e 40 atividades públicas – nomeadamente 28 apresentações de 13 espetáculos programados, dos quais três estreias absolutas (em coprodução) e seis estreias nacionais. Estes são alguns números de que se faz a sexta edição do Festival Internacional Vaudeville Rendez-Vous – o mais influente festival de circo contemporâneo do país – e que “ocupará” o Minho entre os dias 24 e 27 de julho. Este é o ano em que um triângulo se “transforma” num quadrado, com Barcelos a associar-se, pela primeira vez, aos restantes municípios coprodutores do evento: Vila Nova de Famalicão, Braga e Guimarães.

 

A edição de 2019 do Festival Internacional Vaudeville Rendez-Vous destaca-se pela sua diversidade. Nas palavras de Bruno Martins, diretor artístico do evento, promete-se “um programa rico em latitudes e uma renovada abordagem promovida por diferentes geografias”. Exemplo disso mesmo é a estreia de uma companhia australiana no Festival ou a apresentação de “Sigma”, um espetáculo que junta quatro malabaristas mulheres de origem inglesa e indiana “que confirma a ideia de que o Brexit não é senão um grande equívoco”. De lá de fora, chegam ainda projetos que “conversam” em francês, espanhol ou sueco.

 

Aposta no desenvolvimento dos artistas portugueses

Na sua quinta edição, o Vaudeville Rendez-Vous atribuiu a primeira Bolsa de Criação a Elvis Mendes, aluno finalista do INAC – Instituto Nacional de Artes do Circo. O resultado – que o artista apelidou de “A Fábrica da Mentira” – estreia-se de forma absoluta no dia 25 de julho. As outras duas estreias absolutas – com cunho português e desenvolvidas em coprodução com o Festival – são “Angustus” (do francês Jonathan Frau e do português Jorge Lix) e “Before de Rain” (criação coletiva dos alunos do INAC, com direção de Roberto Magro).

 

O Teatro da Didascália – companhia sedeada em Joane que organiza o evento – continua a promover um showcase que junta programadores nacionais e internacionais. O objetivo é que estes possam ver, em primeira mão, os trabalhos dos artistas portugueses e assim poder divulgá-los dentro e fora de portas. É também a partir da força regional que o Festival pretende dinamizar a internacionalização da cultura e dos artistas, através das redes europeias que integra – CircusNext e Circostrada.

 

Levar o circo contemporâneo mais longe

Atentos à crescente presença de profissionais que se deslocam ao Norte do país durante o Vaudeville Rendez-Vous, vai ser organizado um Laboratório de Criação para Circo Contemporâneo, orientado pelo reputado encenador italiano Roberto Magro. Nas atividades paralelas, destaca-se ainda um debate sobre as redes de cooperação artística e três oficinas de formação dirigidas ao público em geral e focadas na acrobacia aérea, manipulação de objetos e equilíbrio.

 

“O Vaudeville insere-se num contexto privilegiado, traduzindo-se numa programação com elevados padrões de excelência. A nossa missão é divulgar com a comunidade o que de melhor se faz nas artes circenses, sensibilizando-a e formando novos público”, refere Bruno Martins. O evento – reconhecido pelo júri internacional do Europe For Festivals/Festivals For Europe, com o selo EFFE Label 2019-2020 – é sempre de entrada gratuita, sendo que a edição do ano passado reuniu mais de 15 mil pessoas em Braga, Guimarães e Vila Nova de Famalicão e contou com mais de 60 artistas portugueses e internacionais.

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