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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

"Soberania, Dos Seus Usos e Abusos na Vida Política", de Miguel Morgado, editado na próxima semana pela Dom Quixote

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A  Dom Quixote edita na próxima terça-feira, 22 de Junho, “Soberania, Dos Seus Usos e Abusos na Vida Política”, do professor universitário Miguel Morgado. O antigo assessor de Pedro Passos Coelho e deputado do PSD defende que a soberania é a ideia política mais importante do último milénio e que os seus abusos estão a abrir a porta à desordem.

«A noção de soberania conduz e divide o Ocidente há pelo menos quatrocentos anos. Provavelmente, não há conceito mais central na fundação e articulação do Estado moderno do que o de soberania. E, nessa medida, é preciso concluir que uma parte significativa da nossa história política, e não apenas intelectual, resultou das diferentes apropriações e rejeições da noção de soberania. Por outras palavras, a soberania foi, e continua a ser, um conceito polémico que mobiliza uns contra outros segundo toda a gama de possibilidades de uso político de uma ideia.»

Parte central da trilogia “Princípios de Ordem Política”, que começou em 2010, com a edição de “Autoridade”,  e que culminará com um ensaio sobre o Amor, Miguel Morgado analisa a origem da soberania nas suas  várias vertentes, incluindo na soberania partilhada, reflectindo sobre a experiência da União Europeia.

«A soberania continua a ser a chave do político. A soberania foi o destino do Estado moderno. Foi a sua coroa e o seu oxigénio. Na soberania há algo da vitalidade do político que os seus detractores desconhecem. E há algo da perigosidade do político que os seus proponentes desvalorizam. A soberania pode ser vista como refúgio de segurança ou fonte de ameaça mortal. A soberania é nociva e supérflua, igualitária e hierárquica, moderna e obsoleta, uma arma e uma ilusão. Este livro tenta fazer justiça a detractores e a proponentes da soberania. Aqui, não se hesitará em dar razão a quem a tiver, nem a declarar vitória provisória se uma das partes estiver a levar a melhor. A fasquia é pura e simplesmente demasiado alta para registos de indiferença. O tema é demasiado actual e historicamente importante para discussões distantes. Está ligado a um sem-número de problemas políticos clássicos e outros que insistimos em criar na nossa era. Teremos de seguir esse debate onde nos levar nos seus movimentos livres. Ou, pelo menos, tentaremos acompanhá-lo nalgumas das suas diferentes vagas.»

MIGUEL MORGADO nasceu em Setúbal em 1974. É licenciado em Economia e Mestre e Doutor em Ciência Política. Lecciona actualmente no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa. Foi Professor Convidado da Universidade de Toronto e ensinou em várias universidades norte-americanas e brasileiras. É autor de vários livros, entre os quais Autoridade (FFMS, 2010), o primeiro da trilogia «Princípios de Ordem Política», de que Soberania, Dos Seus Usos e Abusos na Vida Política constitui o elemento central. Entre 2011 e 2015 foi assessor político do primeiro-ministro, e de 2015 até 2019 deputado à Assembleia da República.

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