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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

CENTRO DE ARTE E CULTURA DA FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA APRESENTA TOPOMORPHIAS, UMA EXPOSIÇÃO DE JORGE MARTINS

A partir do dia 22 de outubro de 2022, o Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida, em Évora, convida ao encontro com a obra pictórica de Jorge Martins na exposição Topomorphias

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Com uma intensa carreira internacional fortemente premiada, atestando o reconhecimento crítico que faz dele uma referência incontornável, Jorge Martins mantém, desde 1961 e até aos dias de hoje, a atividade artística, sendo frequentes as suas exposições, nomeadamente de desenho, campo em que nos últimos anos tem trabalhado de forma intensiva. Pintura e desenho dialogam em múltiplos planos, mas seguem caminhos perfeitamente autónomos e distintos. A sua pintura explora frequentemente as grandes dimensões, numa intensa aproximação à cor e a uma plasticidade exuberante. Durante a pandemia desenvolveu várias séries de trabalho que permanece inédito, parte do qual será agora apresentado em Évora, no Centro de Arte e Cultura.

Como escreve Sérgio Mah, no catálogo que acompanha a exposição: «As obras reunidas nesta mostra foram escolhidas pelo artista seguindo um desejo prévio: o de conceber uma exposição a partir da sua produção mais recente em pintura. Algumas obras remontam ao início dos anos de 2010, mas a grande maioria foi produzida após 2018, incluindo inúmeras obras realizadas durante o período do surto pandémico. É, pois, revelador que, num tempo de angústia, isolamento social e desencanto anímico, o artista não tenha esmorecido a sua verve criativa. Pelo contrário, o volume e a qualidade das obras patenteiam um fulgor inventivo que, contornando os constrangimentos do mundo exterior, compõem um imaginário pleno de luminosidade e vitalidade estética.” Estas características são, na verdade, uma constante no seu trabalho: «Desde o final da década de cinquenta que Jorge Martins, movido por uma inesgotável e inconformada energia criativa, vem produzindo obras que configuram um mundo singular e incomensurável, onde se observam inúmeros fenómenos, movimentos, avanços, desvios ou regressos, mais acelerados ou subtis, sintomas de uma geofísica estética extraordinariamente idiossincrática.»

É este mundo singular de declinações estéticas que, através das pinturas convocadas pelo artista, a exposição Topomorphia convida a conhecer até 26 de março, de 3ª feira a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00, com entrada livre.

Teatro Garcia de Resende

CENTRO DE ARTE E CULTURA DA FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA RECEBE TRÊS ARTISTAS DE RENOME NA EXPOSIÇÃO A PAISAGEM É PARA SEMPRE

A exposição A Paisagem É Para Sempre interpela o tempo presente através das paisagens que somos, e convida a uma viagem entre a árvore e a sombra, entre a pedra e o horizonte.

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O mundialmente famoso artista Ai Weiwei integra o elenco de três artistas que a exposição A paisagem é para sempre apresenta, a partir de dia 6 de setembro, no Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida, em Évora.

Ai Weiwei tem colocado o seu ativismo político em defesa da liberdade e dos direitos civis no centro da sua obra multiforme. Mas as suas relações com a história e a cultura chinesas permanecem fundamentais para o artista que reside atualmente em Portugal. É o que a peça agora apresentada confirma. Trata-se de um disco de mármore do Afeganistão, a que o artista chamou Bi, evocando as raízes culturais milenares do seu país. Com efeito, Bi, na cultura clássica chinesa, é um disco de jade utilizado em cerimónias rituais para refletir o céu. Nesta espécie de gesto de arqueologia cultural, o artista desloca o reflexo do céu para a profundidade da terra, onde os veios da pedra se formaram, assim trazendo à superfície a espessura do tempo da tradição e da geologia milenar.

Niek te Wierik é um artista holandês há muito a viver em Portugal. Com trabalho abundante nas áreas do desenho e da pintura, o artista é um observador insaciável do meio natural que o envolve, e que depois fixa em minucioso processo de laboratório (da fotografia ao esboço, depois desenho e pintura). Nas pinturas que integram a exposição, a pedra é cor em forma de dólmen, e é sombra em forma de luz, cruzamento do horizonte milenar da pedra com a efemeridade das sombras dos olivais do Alentejo.

Sara Leme é uma jovem artista cujo trabalho traduz influências de um percurso onde se cruzam a joalharia, a dança e a antropologia. Na exposição, apresenta um trabalho com memória da história global recente: sobre uma tela, feita com máscaras cirúrgicas justapostas, a artista confronta o espectador com imagens projetadas de montado alentejano, em planos quase sem movimento, com a ligeireza do vento animando a folhagem, como quem ensaia suspender o curso do tempo.

Integrada na programação do 8º Congresso da Associação Portuguesa de Antropologia, a exposição A Paisagem É Para Sempre, com curadoria de José Alberto Ferreira, interpela o tempo presente através das paisagens que somos, e convida a uma viagem com a duração da poesia, entre a árvore e a sombra, entre a pedra e o horizonte.

A exposição A Paisagem É Para Sempre inaugura no dia 6 de setembro, às 18h30, estará patente até ao dia 23 de outubro de 2022, e poderá ser visitada de 3ª feira a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00 (18h00, em outubro), com entrada livre. Todas as informações sobre a exposição poderão ser encontradas no site.

Teatro Garcia de Resende 2ª e 3ª semana de Setembro

CENTRO DE ARTE E CULTURA DA FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA RECEBE MUNDO DE AVENTURAS, UMA EXPOSIÇÃO DE JOSÉ FONTE SANTA

Colocando a identidade e história portuguesa em perspetiva através da reanálise de imagens e narrativas, Mundo de Aventuras é a nova exposição do Centro de Arte e Cultura, em Évora

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A partir do dia 9 de julho de 2022, o Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida, em Évora, convida a questionar e reinterpretar imagens e narrativas que ditaram a identidade da nação portuguesa através da exposição Mundo de Aventuras, de João Fonte Santa, com curadoria de José Alberto Ferreira.

Assente em três núcleos, a exposição Mundo de Aventuras resulta da interrogação e desconstrução das histórias e mitologias nacionais por parte do artista. No primeiro núcleo, explora-se a identidade nacional, entre o Berço da Nação e A Portuguesa; o segundo núcleo aborda imagens publicadas no relato dos exploradores portugueses Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens, De Angola à contra-costa. As grandes telas que abrem a exposição representam imagens daquele livro, originalmente publicado em 1886. Evocando a leitura aventurosa desta Descrição de uma viagem através do continente africano compreendendo narrativas diversas, aventuras e importantes descobertas, a fauna e flora são analisadas, fotografadas e reproduzidas ilustrando cada passo da travessia continental; o terceiro núcleo volta a explorar a fauna africana, com telas de cores fortes e traço preciso, como um paraíso selvagem domesticado pelas armas e caça dos exploradores humanos. Este último núcleo é trabalhado sobre um original de banda desenhada português anónimo, datado de 1977, no qual se mitifica o herói branco em ação numa África em guerra. A análise, apropriação, re-produção de vinhetas deste objeto contraria abertamente o mundo de aventuras que dá título à exposição. Em rigor, desafia a mergulhar nos 31 desenhos da série, em chave serial, iterativa, elíptica e traumática.

O Mundo de Aventuras apresenta-se como um exercício de desmontagem das imagens de narrativas constituídas por imagens de dominação, no que Marie-José Mondzain caracteriza como “descolonização do imaginário”. Num mundo fortemente dominado pela imagem e pela sua embaladora persuasão, o gesto de criação de (mais) imagens só pode recusar a lógica da acumulação e verter-se em analítica do imaginário, desafiando a reler as narrativas à luz das suas contradições.

Natural de Évora, João Fonte Santa é um dos artistas mais representativos da sua geração. O seu trabalho aborda a incessante multiplicação de instâncias produtoras de imagens, a sua circulação na cultura de massas e a legibilidade ideológica destes processos. Fonte Santa apropria-se habitualmente de imagens — da banda desenhada aos jornais, da pintura à fotografia, da iconografia popular ao cinema — a partir das quais interroga sentidos, filiações, sensibilidades e identidades. Estes gestos de apropriação, transformação, ressignificação e leitura instalam o ato de criação num território onde se cruzam crise e crítica, ética e estética, arte e sociedade.

No programa inaugural, no dia 9 de julho às 16h00, Alice Geirinhas e José Alberto Ferreira conversam com João Fonte Santa sobre o Mundo de Aventuras, seguindo-se uma visita guiada à exposição, que estará patente até fevereiro de 2023. Mundo de Aventuras poderá ser visitada de 3ª feira a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00, com entrada livre. Todas as informações sobre a exposição poderão ser encontradas no site.

CENTRO DE ARTE E CULTURA DA FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA VOLTA A RECEBER CINE-CONCERTOS AO AR LIVRE

Cinema Paraíso é o ciclo de cinema ao ar livre que acontece no Jardim do Tardoz do Centro de Arte e Cultura, em Évora, em julho e agosto

 

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Nesta terceira edição, o Cinema Paraíso - ciclo de cinema ao ar livre volta a instalar-se no jardim tardoz do Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida, em Évora, a partir de 9 de julho, aos sábados, às 21h30, com entrada gratuita.

Este ano com uma programação centrada no cinema mudo dos anos vinte, os filmes serão apresentados em regime de cine-concerto: músicos interpretam ao vivo a banda sonora musical criada (ou improvisada) para cada filme, dando à exibição cinematográfica um certo tom de arqueologia (nos anos vinte o cinema não era de facto mudo: as projeções eram acompanhadas por música executada ao vivo), ao mesmo tempo que se inscrevem no presente da criação e dos criadores, e também no tempo de fruição e de afetos da cidade – aqui potenciado pelo serviço de esplanada à disposição dos espetadores.

O ciclo, com curadoria de José Alberto Ferreira, abre em julho, no dia 9, com a sessão Buster Keaton - três curtas cómicas, musicada por Gonçalo Parreirão e Ricardo Brito. As três curtas-metragens escolhidas - Cops (1922), Playhouse (1921), One Week (1920) - representam um dos períodos mais profícuos da carreira de Buster Keaton. Segue-se, no dia 16, A Dança dos Paroxismos (1929), de Jorge Brum do Canto, um ensaio visual inspirado numa lenda nórdica sobre o sortilégio de um cavaleiro que se apaixona, aqui acompanhado pelos sons do projeto RAIA, com TóZé Bexiga e Xinês.  A não perder será também o cine-concerto no dia 23, com Charlie Mancini a fazer música para O Homem Mosca (1923), um dos mais emblemáticos filmes da comédia do período mudo norte-americano. SAFETY LAST!, o título original,  é também uma das mais conhecidas “aventuras” de Harold Lloyd, mítico ator cómico lembrado pelos seus óculos de aros redondos e pelas proezas físicas que, no pico da sua popularidade, o equipararam a Buster Keaton e Charlie Chaplin. O cine-concerto do último sábado de julho, dia 30, traz As Aventuras do Príncipe Achmed, (1926), de Lotte Reiniger. Considerada a primeira longa-metragem de animação, esta espantosa adaptação de contos de As Mil e Uma Noites, realizada em sombras chinesas, usa recortes de silhuetas e matizes de cores deslumbrantes para trazer à vida a história de um príncipe árabe. A banda sonora está confiada a Arsénio Martins / Aroma Jazz Trio. No dia 6 de agosto, O Último dos Homens (1924), de F. W. Murnau – a história aparentemente banal de um porteiro do Grande Hotel Atlantic –, e a música de Bruno Monteiro, Kevin Pires e Ricardo Soares completam a programação deste ciclo.

Todas as sessões decorrem aos sábados, às 21h30, no Jardim Tardoz do Centro de Arte e Cultura. O portão, em frente ao quiosque do templo romano, abre às 21h00 e os 60 lugares da plateia serão ocupados por ordem de chegada, até ao limite de lugares disponíveis. Todas as informações e programação podem ser encontradas em https://www.fea.pt/centrodearteecultura/7408-cinema-paraiso.

 

 

Teatro Garcia de Resende 2ª Semana

A CARTUXA DE ÉVORA ACOLHE AS ÚLTIMAS VISITAS ANTES DO REGRESSO À CLAUSURA

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Durante os meses de abril e maio, o Mosteiro de Santa Maria Scala Coeli recebe as últimas visitas antes do regresso da clausura com o acolhimento da nova comunidade religiosa

 

Em breve, a vida em clausura regressa ao Mosteiro da Cartuxa com o acolhimento das Irmãs do Instituto das Servidoras do Senhor e da Virgem de Matará, pelo que a Fundação Eugénio de Almeida convida, entre os dias 18 de abril e 14 de maio, a conhecer este exemplar da arquitetura religiosa, ímpar em Portugal, nas últimas visitas ao Mosteiro Cartuxa.

 

Local de oração e contemplação, durante 60 anos o Mosteiro de Santa Maria Scala Coeli foi um espaço inacessível, marcado pela clausura, silêncio e recolhimento da comunidade de cartuxos. Agora, a vida em clausura vai regressar ao Mosteiro com o acolhimento da comunidade de Servidoras do Senhor e da Virgem de Matará. Assim, neste momento de transição, a Fundação Eugénio de Almeida convida a participar nas últimas visitas guiadas ao mosteiro, numa oportunidade única de conhecer rituais, hábitos e exercícios espirituais praticados por quem o habitou.

 

Iniciada a sua edificação em 1587, o Mosteiro de Santa Maria Scala Coeli, foi o primeiro mosteiro da Ordem dos Cartuxos a ser construído em Portugal. Objeto de diferentes utilizações ao longo da sua história, como Hospício de Donzelas Pobres de Évora, Escola Agrícola Regional e centro de lavoura da Casa Agrícola Eugénio de Almeida, o mosteiro volta a recuperar a sua função religiosa, em 1960, graças à intervenção de Vasco Maria Eugénio de Almeida.

 

De portas abertas à cidade, entre 18 de abril e 14 de maio, será possível visitar gratuitamente o Mosteiro de Santa Maria Scala Coeli em visitas livres todas as terças e sábados entre as 10h e as 13h ou em visitas guiadas mediante inscrição prévia. Para mais informações sobre o programa de visitas ou sobre o Mosteiro da Cartuxa, consultar o siteda Fundação Eugénio de Almeida.

1º de Maio - "(R) Existir" Entrada LIVRE