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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

CNB apresenta "Primeira vez" no TMJB

Primeira vez, pela Companhia Nacional de Bailado, com coreografias de Marco da Silva Ferreira e Filipe Portugal

 

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A Companhia Nacional de Bailado vai estar no TMJB, nos dias 29 e 30 de Dezembro, terça e quarta-feira, às 21h, para apresentar dois trabalhos de dois coreógrafos portugueses que pela primeira vez coreografam para a CNB: Marco da Silva Ferreira apresenta Corpos de baile; e Filipe Portugal apresenta Teu corpo meu eco.

 

Duas novas criações. Dois coreógrafos portugueses
Marco da Silva Ferreira e Filipe Portugal coreografam pela Primeira Vez para a CNB num programa onde o colectivo é impulso para explorar a resiliência e a memória dos corpos que dançam.

Marco da Silva Ferreira propõe-nos uma abordagem contemporânea de um corpo (colectivo) em (re)construção. Filipe Portugal, antigo primeiro bailarino da CNB, explora as memórias do seu percurso nos corpos dos bailarinos que agora as transformam.

 

CORPOS DE BAILE
Uma faísca percorre um rastilho até desaparecer ao fundo
um percussionista segura as baquetas como se de um maestro se tratasse
um bailarino fricciona a borracha dos ténis no linóleo.
O chiar agudo acompanha o cheiro a queimado, o aquecimento do bailarino e o controlo do músico.
Ready, Set, Go!

Uma massa dançante evoca a imagem de Corpos de Baile que não sendo aleatória procura levantar o caos para se poder redefinir. Destroem-se e reconstroem-se momentos efémeros de encontro através da dança que são catalisadores de fenómenos. Aqui esses fenómenos são omitidos, e destaca-se a mestria do corpo, do seu potencial de plasticidade e de formação de um coletivo de resiliência associado a juventude, minoria, rebeldia e utopia.
A composição coreográfica é acompanhada pela maestria rítmica de Valentina Magaletti, que ora soa a techno minimal ora soa a mantra.
Marco da Silva Ferreira

 

TEU CORPO MEU ECO
Quando voltamos a um lugar que nos é familiar, e que faz parte da nossa trajectória, somos sempre levados a olhar para trás.
A invasão de memórias de um percurso que nos permitiu construir o presente revelam-se transformadas em novos significados, com maior ou menor intensidade, com novas percepções, concepções e perspectivas.
Teu Corpo Meu Eco parte da reflexão sobre ideias, músicas e movimentos inscritos num percurso que, a partir de um processo de transformação, propõe outras leituras através da coreografia, da música e dos figurinos, sobre essas mesmas ideias base sem que com isso se crie uma narrativa.

Nesta oportunidade de regressar ao meu “local de partida” para criar um novo trabalho coreográfico viajo sobre as diferentes memórias que são parte do meu percurso profissional para, através dos intérpretes, explorar diferentes formas de transformação nas diferentes disciplinas inscritas na peça.
Filipe Portugal

 

Primeira vez (Sala Principal, dias 29 e 30 de Dezembro de 2020, terça e quarta, às 21h) 1h20 M/12

 

Corpos de baile

Direcção artística e coreografia Marco da Silva Ferreira
Assistente da direcção artística Catarina Miranda
Música original Valentina Magaletti
Figurinos Aleksandar Protic
Desenho de luz Wilma Moutinho
Cenografia Emanuel Santos
Interpretação Bailarinos CNB
Produção Companhia Nacional de Bailado
Co-produção Teatro Municipal do Porto
Intérpretes em residência de pesquisa Carlos CaldeiraDuarte ValadaresEríca SantosJoana LopesLeonor Ramos e Maria Antunes
Apoio à residência artística ICI — Centre Chorégraphique National Montpellier – Occitanie e Centre Chorégraphique National de Caen en Normandie

 

Teu corpo meu eco

Coreografia Filipe Portugal
Composição Musical Original Miguel Lucas Mendes
Figurinos Nuno Baltazar
Desenho de Luz Cárin Geada
Interpretação Bailarinos CNB
Produção Companhia Nacional de Bailado
Apoio Riopele

 

Todas as informações em ctalmada.pt

2021 | TRANSBORDA - 1ª Mostra Internacional de Artes Performativas de Almada

 

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TRANSBORDA, Mostra Internacional de Artes Performativas de Almada, inicia a sua primeira edição em Janeiro de 2021. De 23 de Janeiro a 6 de Fevereiro na cidade de Almada.

Num contexto dedicado à criação de ponta contemporânea, à partilha artística e à difusão de obras performativas movidas pelo desejo de experimentação e de exceder fronteiras. A mostra traz à cidade artistas provenientes do Brasil, Portugal e França que experimentam práticas urgentes e inovadoras em dança e noutras artes performativas.

Para a 1ª edição são convidados oito criadores para apresentar cinco obras: João Fiadeiro e Carolina Campos (Portugal/Brasil), Eduardo Fukushima (Brasil), Sofia Dias e Vítor Roriz (Portugal), Vania Vaneau (Brasil/França) e Jonas Lopes e Lander Patrick (Portugal).

Além das ações presenciais, a TRANSBORDA apresenta o projeto “Brasil Sequestrado” com performances concebidas para o formato digital por Eduardo Bonito e Isabel Ferreira, curadores residentes em Madrid. As apresentações foram criadas especialmente para a mostra e contam com a participação de diversos artistas do Brasil. “Brasil Sequestrado” gera contextos de debate e visibilidade em torno à situação de crise cultural, social e política no Brasil, e apoia a produção e a circulação internacional de obras de artistas brasileiros.

TRANSBORDA propõe também aproximações aos processos criativos dos artistas convidados, em 2021 viabiliza oficinas de criação com os coreógrafos João Fiadeiro e Eduardo Fukushima e conversas mediadas por Ruy Filho, crítico de artes, diretor da revista Antro Positivo (www.antropositivo.com.br).

TMJB apresenta Concerto de Ano Novo pelo TNSC

Concerto de Ano Novo com a soprano Elisabete Matos, e a Orquestra Sinfónica Portuguesa com direcção musical de Antonio Pirolli.

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O Teatro Municipal Joaquim Benite apresenta o habitual Concerto de Ano Novo, domingo, dia 3 de Janeiro, às 11h. A Orquestra Sinfónica Portuguesa dirigida por Antonio Pirolli, interpretará obras de Schubert, Respighi, Mascagni, Zemlinsky, Hayden e Leoncavallo. O concerto contará ainda com a solista Elisabete Matos.

 

Schubert parece ter querido responder ao furor rossiniano que assaltava Viena e toda a Europa escrevendo duas Aberturas «em estilo italiano». Ambas foram estreadas em 1818, num concerto que assinalou a primeira audição pública de obras do compositor.

Ottorino Respighi, que parece ter escapado ao fascínio da ópera, não deixou de ser um cultor menos apaixonado pela voz, tendo-nos deixado três belíssimas obras sobre poemas de Shelley para meio-soprano para voz feminina. Uma delas é Il tramonto (O pôr-do-sol), de 1914.

Se Respighi não se rendeu à ópera, Mascagni fez dela base da sua vida e, neste concerto, ouviremos uma das mais envolventes páginas sinfónicas presentes no seu único título de perene sucesso, a Cavalleria rusticana de 1890, considerada a primeira ópera verista italiana.

De regresso a Viena, esperam-nos obras de Alexander von Zemlinsky e de Joseph Haydn. Zemlinsky escreveu inúmeros ciclos de canções e várias óperas e uma delas, Eine florentinische Tragödie, foi recentemente representada em São Carlos. Waldgespräch data de 1895. Do estertor do Romantismo recuaremos mais de um século e teremos o classicismo no seu esplendor com a Sinfonia n.º 22 de Haydn.

Reencontraremos a ópera italiana com outro «compositor de uma só obra», desta feita, Ruggero Leoncavallo. Deste, ouviremos um trecho de uma esquecida La bohème que foi trucidada pela fama da ópera homónima do contemporâneo Puccini. A célebre Mattinata é que não foi suplantada por nenhuma outra e tem servido de veículo às mais esplendorosas vozes do século XX, continuando a fazê-lo no novo milénio!    

 

Concerto de Ano Novo (Sala Principal, 3 de Janeiro de 2021, domingo, às 11h) 1h M/6

 

Ficha artística 

Direcção musical Antonio Pirolli

Soprano Elisabete Matos

Orquestra Sinfónica Portuguesa

 

Teatro Nacional de São carlos

 

Programa

 

Abertura em Dó Maior D. 591

Franz Schubert

 

Il Tramonto para soprano e orquestra de cordas

Ottorino Respighi 

 

Cavalleria Rusticana: Intermezzo

Pietro Mascagni

 

Waldgespräch para soprano, duas trompas, harpa e cordas

Alexander Zemlinsky

 

Sinfonia n.º 22 em Mi bemol Maior, o Filósofo

Joseph Haydn

 

La bohème  Da quel suon soavemente

Ruggero Leoncavallo

 

Mattinata

Ruggero Leoncavallo / R. Negri

 

Todas as informações em ctalmada.pt

 

Dois Concertos de Natal no TMJB pelo TNSC

João Paulo Santos dirige Concerto de Natal pelo Teatro Nacional de São Carlos

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O Teatro Nacional de São Carlos vem a Almada nos dias 17 e 18 de Dezembro, quinta e sexta, às 21h, para dois Concertos de Natal, onde vão ser interpretadas obras de Franz Liszt, Gabriel Fauré e Camille Saint-Saëns.

 

A figura da Virgem e o Natal não poderiam deixar de ter lugar – e proeminente – no repertório deste concerto coral.
Tudo se iniciará com o Inno a Maria Vergine, composto em 1869 por Ferenc Liszt, um dos mais influentes compositores do século XIX, pianista brilhantíssimo, professor, maestro. Liszt foi também um homem profundamente religioso, tendo-se tornado abade depois de receber ordens menores na Igreja Católica. Assim, deixou-nos dezenas de obras corais sobre textos e temáticas sacros, cuja significativa parte foi dedicada à Virgem Maria.
Prosseguiremos em França com música de Gabriel Fauré, um dos mais proeminentes compositores da sua geração. O Cantique de Jean Racine é uma das suas obras corais mais amadas e musica um dos Hymnes traduites du Bréviaire romain de Racine, publicados em 1688. Fauré tinha 19 anos quando o compôs.
Um dos professores de Fauré foi Camille Saint-Saëns e é dele a Oratória de Natal que encerrará o concerto. Escrita aos 23 anos, é uma partitura que continua a ser frequentemente executada pelos coros do mundo todo e que se inicia com uma homenagem, um Prélude (Dans le style de Sébastien Bach). Foi criada a 24 de Dezembro de 1858, na Igreja de la Madeleine em Paris, sob a direcção do compositor.

 

Programa
Franz Liszt, INNO A MARIA VERGINE para coro, harpa e orgão
Gabriel Fauré, TANTUM ERGO  para solista, coro , harpa e orgão, OP. 55
Gabriel Fauré, CANTIQUE DE JEAN RACINE, OP. 11
Camille Saint-Saëns, ORATÓRIA DE NATAL, para solistas, coro, harpa, orgão e cordas

 

Concerto de Natal (Sala Principal, 17 e 18 de Dezembro de 2020, quinta e sexta, às 21h.) 1h M/6

Ficha artística

Soprano Carla Caramujo
Meio-soprano Marta Magalhães
Contralto Carolina Figueiredo
Tenor Marco Alves dos Santos
Barítono André Baleiro
Violino Alexander Stewart
Violino Nariné Dellalian
Viola Céciliu Isfan
Violoncelo Ajda Zupancic
Contrabaixo Pedro Wallenstein
Harpa Carmen Cardeal
Orgão Nuno Margarido Lopes 
Direcção Musical João Paulo Santos

Elementos do Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Maestro Assistente Kodo Yamagishi
Elementos da Orquestra Sinfónica Portuguesa
Maestrina Titular Joana Carneiro

Dois concertos dos GNR no TMJB

GNR, no TMJB, dias 17 e 18 de Outubro

 

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Os GNR vão estar no Teatro Municipal Joaquim Benite, para dois concertos, dias 17 e 18 de Outubro, sábado, às 21h, e domingo, às 16h.

 

O Grupo Novo Rock constitui-se oficialmente em 1980. Em 1981, surgia o primeiro single – vocábulo da era analógica, que designava um disco de vinil de 45 rotações, geralmente com um tema em cada face, sendo estes escolhidos pelo seu potencial comercial, e que serviam para promover mediaticamente um outro disco maior, este com 33 rotações e com mais faixas, designado por LP, isto é, Long Play. O disco incluía o lendário tema Portugal na CEE, e venderia mais de 15.000 exemplares. Ainda em 1981, o grupo lançava Sê um GNR, que venderia ainda mais cópias do que o primeiro single. Nesse ano, entrava para a banda o vocalista Rui Reininho, que viria a tornar-se não apenas o rosto como também a alma e a memória viva de um projecto musical que rompeu com tudo o que tinha até então existido em Portugal em matéria de música pop rock, construindo uma obra de grande singularidade e elegância, na sonoridade como nas letras.

 

Entre os discos eternos (para referir os que alcançaram a condição de clássicos), contam-se Independança (1982), Os Homens Não Se Querem Bonitos (1985), Psicopátria (1986), Video Maria (1988, maxi single, de palavras muito polémicas, consideradas heréticas), Valsa dos Detectives (1989), ou ainda Rock in Rio Douro (1992).

 

 

GNR (Sala Principal, dias 17 e 18 de Outubro, sábado às 21h, e domingo às 16h) 1h30 | M/6

 

Voz Rui Reininho
Guitarras e teclas Tóli César Machado
Baixo Jorge Romão
Bateria Samuel Palitos
Teclados e Guitarras Rui Maia

 

Todas as informações em ctalmada.pt

Artistas Unidos em Almada com Hrabal

António Simão em Uma solidão demasiado ruidosa, a partir do romance de Bohumil Hrabal, pelos Artistas Unidos

UMA SOLIDÃO DEMASIADO RUIDOSA_fotografia Jorge Go

 

Uma solidão demasiado ruidosa, a partir do romance de Hrabal e interpretado por António Simão, vai estar em cena no Teatro Municipal Joaquim Benite, nos dias 25, 26 e 27 de Setembro, sexta e sábado, às 21h30, domingo, às 16h.

 

Os Artistas Unidos retomam um espectáculo criado por António Simão em 1997: um monólogo pujante que nos transporta para o ambiente amarelecido e cru da Checoslováquia de Kafka, símbolo universal do absurdo existencial que povoa as nossas vidas. Uma história simples: um funcionário que vive algures numa casa escura e velha cheia de livros, cuja tarefa é prensar papel velho numa cave – todos os dias, toneladas de livros. Um homem solitário, que vive das memórias do passado, das frases livrescas e das canecas de cerveja; como um vagabundo que lê todos os livros que passam por essa cave, o homem torna-se culto por inadvertência.

 

Bohumil Hrabal (1914-1997), nome maior da literatura checa do século XX, deixou uma obra marcada pela irreverência e pelo sentido do grotesco. Viveu a ocupação nazi e o estalinismo do pós-guerra, tendo exercido vários e distintos ofícios, entre os quais os de ferroviário, contra-regra, telegrafista, empregado de notário, marçano, angariador de seguros, caixeiro-viajante, operário siderúrgico, figurante de teatro, e também o de prensador de papel, no qual se inspiraria para escrever Uma Solidão Demasiado Ruidosa, publicado em 1976. António Simão encena esta «lição de História com muito mais de trinta e cinco anos, que é o tempo de que fala a personagem do romance (desde a II Guerra até ao Maio de 1968), mergulhando nas pulsões do intemporal inconsciente do Mundo. Aquilo de que sofreu Hanta, a personagem desta história, chega nestes nossos dias ao pico do seu horrendo desenvolvimento – a industrialização, a tecnologia, o consumo e a desumanização.»

 

Uma solidão demasiado ruidosa (Sala Experimental, dia 25 e 26, às 21h30, dia 27, às 16h) 1h | M/12

 

A partir do romance de Bohumil Hrabal

Criação e interpretação António Simão
Cenografia e figurinos Rita lopes Alves
Luz Pedro Domingos

 

(Artistas Unidos)

 

 

Instruções para abolir o Natal no TMJB

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Sara Mendes Vicente e Luís Vicente em Instruções para abolir o Natal, pela Acta - A Companhia de Teatro do Algarve

 

Instruções para abolir o Natal no TMJB

 

A ACTA - A Companhia de Teatro do Algarve, vai estar em Almada, na Sala Experimental do Teatro Municipal Joaquim Benite, dia 12 de Setembro, às 21h30, para apresentar o texto de Michael Mackenzie, Instruções para abolir o Natal. A interpretação é de Luís Vicente e de Sara Mendes Vicente, com encenação de Isabel dos Santos

 

O encenador, cineasta e dramaturgo canadiano Michael Mackenzie estreou este texto em 2011, revisitando os processos e ondas de choque da chamada crise do subprime, originada nos Estados Unidos em 2007. Assim retratou um sistema económico global feito refém do sector financeiro – um universo impenetrável e desumanizado, dirigido a partir de reuniões à porta fechada nas quais se joga a vida de países com fundos de investimento de risco. O texto viria a conhecer uma nova versão, numa narrativa agora contextualizada pela incerteza das consequências do Brexit. «Espero que esta peça vos proporcione um vislumbre, por mais pequeno que seja, do mecanismo obscuro e frágil da máquina do sistema económico mundial, através destas duas personagens apanhadas no turbilhão do seu colapso e na implosão das suas próprias vidas», escreveu o autor. Nesta nova versão, são expostas enquanto emanações de uma humanidade deformada, marcadas pela sociopatia e pela disfuncionalidade (de contornos trágicos) dos laços de sangue, numa evocação dos grandes mitos clássicos da Antiguidade.

 

Com encenação de Isabel Pereira dos Santos, encenadora e actriz portuguesa que vive e trabalha há vários anos no Canadá, onde foi vereadora da Câmara de Montreal com o pelouro da Acção Social, e contando com a interpretação de Luís Vicente, eis um espectáculo sobre duas personagens em crise. Crise eminentemente ontológica – por inevitável contaminação, nas relações entre os seres humanos, dos princípios operativos da finança mundial

 

Instruções para abolir o Natal (Sala Experimental do TMJB, dia 12, às 21h30) 1h20 M/14

 

Texto de Michael Mackenzie 

Encenação de Isabel dos Santos

 

Tradução Isabel Pereira dos SantosSara Mendes Vicente
Interpretação Luís VicenteSara Mendes Vicente
Cenografia Jean-Guy lecat
Música Zé Eduardo
Desenho e operação de luz Octávio Oliveira
Desenho e operação de som Diogo Aleixo
Designer Rita Merlin
Produção executiva Márcia Martinho
Comunicação Sofia Rodrigues
Secretariado Ana Anastácio

 

(ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve)

 

A 37ª edição do Festival de Almada fecha o pano no domingo

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Festival de Almada, Sala Principal do Teatro Municipal Joaquim Benite
 
Dia 26
 
A 37ª edição do Festival de Almada fecha o pano no domingo
 
 
No último dia do Festival de Almada, domingo, dia 26, vai ser escolhido pelo público, o que será o Espectáculo de Honra, da 38ª edição do Festival de Almada, que para o ano volta a ser apresentado. 
 
Vamos também ficar a saber quem são os grandes vencedores do Prémio Internacional de Jornalismo Carlos Porto 2019, atribuído pela Câmara Municipal de Almada, que premeia os melhores textos jornalísticos publicados sobre o Festival de Almada do ano passado.
 
O público poderá votar o espectáculo que deseja voltar a ver para o ano, à entrada para quaisquer dos espectáculos de domingo:
 
Às 15h, A criada Zerlina, com encenação de João Botelho, no Fórum Romeu Correia.
 
Com três sessões, às 15h, às 18h, e às 21h30, O criado, com adaptação e encenação de André Murraças, na Incrível Almadense.
 
Às 16h, Rebota rebota y en tu cara explota, uma criação de Agnès Mateus e Quim Tarrida, na Academia Almadense.
 
Às 19h, Mártir, na Sala Experimental do TMJB.
 
Às 21h, Turismo, na Sala Principal do TMJB.
 
Os vencedores do Prémio Internacional de Jornalismo Carlos Porto 2019, serão conhecidos exactamente antes do espectáculo Turismo, às 21h, na Sala Principal do TMJB.
No final deste espectáculo, depois de contados os votos do público, será anunciado o espectáculo que será o grande vencedor, o Espectáculo de Honra da 38ª edição do Festival de Almada 2020.
 
Todas as informações em ctalmada.pt 

No penúltimo dia do Festival de Almada, entra em cena a companhia Um Marido Ideal

 

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Dia 25

 

No penúltimo dia do Festival de Almada, entra em cena a companhia Um Marido Ideal

 

Dois dias para terminar o Festival mas ainda há muito para ver. 

O criado, entra em cena e pode ser visto a três horas distintas: às 15h, às 18h, e às 21h30, no Salão de Festas da Incrível Almadense. 

 

Às 16h, o Mártir, vai estar na Sala Experimental do TMJB.

 

 Às 18h, no Fórum Romeu correia, pode ver A criada Zerlina.

 

Às 21h, Turismo, na Sala Principal do TMJB.

 

Por último, às 21h30, na Academia Almadense, a Compañia Agnés Mateus e Quim Tarrida, de Barcelona, apresenta Rebota rebota y en tu cara explota.

 

 

O criado (Salão de Festas da Incrível Almadense, dias 25 e 26, às 15h, às 18h, e às 21h30) M/12 1h

Baseado na novela The Servant, do escritor inglês Robin Maugham(1916-1981, sobrinho do bastante mais conhecido Somerset Maugham), que Harold Pinter e Joseph Losey adaptaram ao cinema em 1963, o espectáculo explora a artificialidade dos papéis sociais e as razões e os modos dessas construções. Cinematográfico, transpõe para uma linguagem contemporânea do teatro (designada por vezes por intermédia) uma curiosa paisagem humana, na qual se apresentam os actores como servidores dos encenadores e o público como um corpo de voyeurs. Contendo duas partes, o espectáculo começa por evocar Dirk Bogarde (1921-1999), que protagonizou no filme interpretando o papel de Barrett, um criado maldoso que subverte a mais comum relação predatória, e cuja existência foi marcada pela recusa da normatividade então vigente.

 

DE Robin Maugham ADAPTAÇÃO E ENCENAÇÃO André Murraças CENOGRAFIA André Muraças VÍDEO Miguel Leitão INTERPRETAÇÃO André Murraças (em palco) Anabela BrígidaAndré PatrícioHenrique de CarvalhoIsabel Milhanas MachadoNuno Gonçalo Rodrigues (em vídeo)

 

A gentrificação pelos olhos de Tiago Correia

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Turismo
, com texto e encenação de Tiago Correia, pela companhia A Turma, do Porto

 

Dia 24

 

A gentrificação pelos olhos de Tiago Correia

 

Entramos nos últimos três dias do Festival do Almada, mas ainda com muitos espectáculos para ver.

 

No dia 24, sexta-feira, às 21h, na Sala Principal do TMJB, entra em cena a peça, Turismo, uma criação de Tiago Correia para a companhia do Porto, A turma. 

Antes, às 18h, temos o último Colóquio na Esplanada do TMJB, deste ano, com o autor e encenador desta peça, Tiago Correia. A moderação será de Catarina Firmo.

 

Às 21h30, pode ver três espectáculos: na Sala Experimental do TMJB, Mártir, de Marius von Mayenburg, com encenação de Rodrigo Francisco, pela CTA; A criada Zerlina, a partir de Hermann Broch, com encenação de João Botelho, pela Culturproject; e Rebota rebota y en tu cara explota, uma criação de Agnés Mateus e Quim Tarrida, no Cine-Teatro da Academia Almadense.   

 

 

TURISMO (Sala Principal do Teatro Municipal Joaquim Benite, dias 24, 25 e 26, às 21h) M/14 2h20

É utilizada luz estroboscópica

 

Estreado em Janeiro de 2020 no Teatro do Campo Alegre (Teatro Municipal do Porto), é um espectáculo de forte feição política sobre a gentrificação, o processo de especulação imobiliária levado a cabo numa zona urbana e do qual resulta a substituição do tecido socio-económico pré-existente (geralmente constituído por populações envelhecidas e com pouco poder de compra, comércio tradicional, etc.) por outro com mais liquidez para o consumo e sem laços identitários e emotivos de pertença ao lugar. «O espectáculo pega pelos dois cornos este enorme boi que marra contra o granito e a carne dos autóctones.» (Regina Guimarães) Durante três dias e três noites vertiginosas, seis personagens debatem-se com o fechamento de horizontes que a nova ordem neoliberal lhes impõe. À urbe cartografável sobrepõem-se geografias sentimentais, retrospecções e projecções que constroem um lugar compósito e multifacetado.

 

TEXTO E ENCENAÇÃO DE Tiago Correia CONSULTORIA ARTÍSTICA E TRADUÇÃO
Regina Guimarães CENOGRAFIA Ana Gormicho FIGURINOS Sara Miro DESENHO DE LUZ Rui Monteiro e Teresa Antunes DESENHO DE SOM E MÚSICA ORIGINAL
Rui Lima e Sérgio Martins VÍDEO E FOTOGRAFIA Francisco Lobo INTERPRETAÇÃO
André Júlio TeixeiraClaudia LázaroInês CuradoJosé Eduardo SilvaPaulo Lages e
Romi Soares PRODUÇÃO EXECUTIVA Ludovica Daddi

 

(A Turma, Porto)