Na Praça São João Baptista, Praça da Liberdade e Parque Urbano Comandante Júlio Ferraz
Em dezembro, está de regresso o programa Feliz Almada, que vai animar o concelho nesta quadra natalícia com muita música, bom-humor, circo, magia e animação de rua.
A programação arranca na tarde de 5 de dezembro, com a abertura do Mercado de Natal, às 16h, e a inauguração das iluminações de Natal, às 18h30.
Os Tontos abrem os espetáculos do Feliz Almada 2025 (dia 6) com a Orquestra d’Almada e a participação especial de Tim (Xutos & Pontapés). Seguem-se a XMAS Comedy Night, apresentada por Rui Unas (dia 7), que traz o melhor da comédia da Margem Sul; o Circo de Natal, com Rodrigo Gomes e Farra Fanfarra (dia 8), que promete encantar todas as idades; Mafalda Veiga com o Ensemble Ibérico e a participação especial da almadense Sofia Ramos (dia 12); o mágico Rafael Titonelly (dia 14), sucesso do Portugal Got Talent, que traz um espetáculo cheio de humor e surpresa; e o grupo Bandidos do Cante (19) com Alexandre Pimenta.
Samuel Úria, acompanhado pelo coro Os 12 Ao Todo (dia 20), encerra os espetáculos do Feliz Almada com um concerto único que promete emocionar e celebrar o Natal.
Os espetáculos acontecem na tenda instalada no Parque Urbano Comandante Júlio Ferraz, em Almada.
A entrada é livre e limitada à capacidade do espaço.
Até 23 de dezembro, no Mercado de Natal, na Praça São João Baptista, pode encontrar sugestões originais de presentes propostas por artesãos, pequenos produtores, microempresas e associações sem fins lucrativos, mas também uma zona de tasquinhas.
Na Praça da Liberdade, em Almada, há ainda uma pista de gelo ecológica e sustentável, um carrossel parisiense e a Casa do Pai Natal, que vão encantar os mais novos (de 5 a 23 de dezembro).
De 14 a 16 de novembro de 2025, o Convento dos Capuchos e a vila da Trafaria, no concelho de Almada, voltam a acolher o Periphera – Festival de Arte Digital da Trafaria. O festival propõe uma reflexão sobre as interseções entre arte e tecnologia, promovendo a criatividade e a inclusão ao longo de três dias de exposição, performances, palestras e workshops. Todas as atividades são de entrada livre.
Após o sucesso da edição anterior, o festival regressa com uma programação alargada, com artistas e oradores nacionais e internacionais. O programa conta com Ana Borralho e João Galante com Manual de Resistência para 2050, Ana Teresa Vicente com Wandering Gaze, Francisca Rocha Gonçalves com Underwater Listening Sessions, Freddie Hong com Algorithms in Reflection, Inês Tartaruga Água com Toxicity 101, Kati Hyyppä e Niklas Roy com Boat Laboratory, Lauren Lee McCarthy com What Do You Want Me to Say?, Marta de Menezes com Eco-System: Life, Cork, Light and Water, Pedro Tudela, Miguel Carvalhais e Rodrigo Carvalho com 30XN, Roger Dannenberg com Inflection Reflection e Varvara & Mar com Visions of Destruction.
O Periphera 2025 reforça o seu compromisso com a criatividade, a inclusão e a sustentabilidade, abordando temas de fronteira. As propostas artísticas convidam o público a refletir sobre a tecnologia e o seu impacto transformador, incluindo as repercussões sociais. Os participantes podem experimentar workshops e atividades imersivas, que despertam a criatividade e proporcionam momentos únicos de interação, estimulando a imaginação e a perceção do mundo tecnológico de forma sensível e envolvente.
O Museu Nostálgica estará presente com um espaço de celebração da cultura retro gaming, onde será possível reviver e jogar títulos com relevância histórica. Neste contexto, o festival sublinha igualmente a ligação histórica da região à indústria tecnológica, destacando a sua relevância no panorama criativo contemporâneo.
No festival Periphera vão ainda ser apresentadas os dez projetos artísticos desenvolvidas no âmbito de residência artística, que decorreu ao longo do mês de outubro nos espaços adjacentes ao Presídio da Trafaria, numa exploração do cruzamento entre arte, tecnologia e comunidade.
O Periphera é um espaço de aprendizagem e partilha de conhecimento, e também uma plataforma para artistas emergentes ou estabelecidos, designers, tecnólogos, além de representantes das várias entidades parceiras, fomentando colaborações e sinergias para futuros projetos e novas edições.
O evento é uma iniciativa da Plataforma NOVA IAT – Instituto de Arte e Tecnologia, da Universidade NOVA de Lisboa, em parceria com a Câmara Municipal de Almada, com o apoio da União das Freguesias de Caparica e Trafaria e de várias entidades artísticas e tecnológicas nacionais e internacionais.
Financiado pelo PRR – Programa Comunidades em Ação, visa posicionar a Trafaria como um ponto de referência para a criatividade, arte e tecnologia, promovendo a inovação e a troca de ideias.
20 de setembro a 8 de novembro EXPOSIÇÃO AMPLITUDE – COLETIVA DE CERÂMICA
SOLAR DOS ZAGALLOS
O Porco Voador, Coletivo Artístico apresenta, no Solar dos Zagallos, a 3.ª edição da exposição Amplitude – Coletiva de Cerâmica. Trata-se de um evento que dá a oportunidade a um conjunto significativo de artistas de mostrar o seu trabalho na área da cerâmica. A exposição revela o potencial plástico deste material, entre esculturas, instalações e objetos utilitários.
As obras destes artistas vão estar em vários espaços do Solar dos Zagallos, sendo candidatas ao Prémio Amplitude 2025.
O espaço da capela recebe a instalação da escultora Virgínia Fróis, artista convidada desta edição da Amplitude.
Além das exposições, estão previstas atividades complementares, entre visitas guiadas, conversas com os artistas e um workshop de roda de oleiro para famílias.
A exposição Amplitude – Coletiva de Cerâmicainaugura a 20 de setembro, sábado, às 15h.
Devido ao grande interesse, procura e elevado número de visitas - cerca de 14 mil pessoas até ao momento - a exposição Venham Mais Cinco – O Olhar Estrangeiro Sobre a Revolução Portuguesa, que inaugurou em Almada a 23 de maio e tinha final previsto para domingo, 24 de agosto, será prolongada até ao dia 23 de novembro. Com entrada gratuita, a exposição pode ser visitada de quinta a domingo, das 11h às 19h, em Almada, no Parque Empresarial da Mutela, em frente à antiga LISNAVE.
Referida como um dos pontos mais relevantes das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, a exposição reúne cerca de 200 imagens em grande formato de conceituados fotógrafos das maiores agências fotográficas e jornais do mundo, que retrataram Portugal entre 1974 e 1975. O prolongamento da exposição irá permitir também a visita de grupos escolares.
“É uma viagem no tempo através do olhar dos gigantes da fotografia” afirma Sérgio Tréfaut, curador e organizador da exposição. “É a mais importante exposição fotográfica em Portugal dos últimos 50 anos. (O que significa que é a mais notável exposição se sempre!).”, escreveu, no semanário Expresso, o professor e crítico Jorge Calado.
Desde o início da exposição têm decorrido diversas e esgotadas visitas comentadas por alguns autores das imagens, figuras envolvidas nos acontecimentos, historiadores, sociólogos, entre outras figuras públicas.
A exposição é uma parceria entre a Faux, a Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril e a Câmara Municipal de Almada.
A exposição Venham Mais Cinco – O Olhar Estrangeiro Sobre a Revolução Portuguesa, que inaugurou em Almada a 23 de maio e pode ser visitada até 24 de agosto, aproxima-se dos 10 mil visitantes, tendo recebido até ao momento, cerca de 8 mil pessoas, a um mês do seu término.
Só no último fim de semana, sábado, 19 de julho, e domingo, 20 de julho, mais de mil pessoas passaram pela exposição.
Referida como um dos pontos mais relevantes das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, reúne cerca de 200 imagens em grande formato de conceituados fotógrafos das maiores agências fotográficas e jornais do mundo, que retrataram Portugal entre 1974 e 1975.
“É uma viagem no tempo através do olhar dos gigantes da fotografia” afirma Sérgio Tréfaut, curador e organizador da exposição. “É a mais importante exposição fotográfica em Portugal dos últimos 50 anos. (O que significa que é a mais notável exposição se sempre!).”, escreveu, no semanário Expresso, o professor e crítico Jorge Calado.
Desde o início da exposição têm decorrido diversas e esgotadas visitas comentadas por alguns autores das imagens, figuras envolvidas nos acontecimentos, historiadores, sociólogos, entre outras figuras públicas.
As próximas visitas agendadas são com as jornalistas Diana Andringa e Fernanda Mestrinho (26 de julho), os juristas Francisca Van Dunem (ex-ministra a Justiça) e Eduardo Paz Ferreira (2 de agosto), o ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa e ex-Ministro da Cultura, João Soares (9 de agosto), o investigador Victor Pereira (16 de agosto), a fotógrafa participante na exposição, Paula Agosti (23 de agosto) e o realizador Fernando Matos Silva (24 de agosto).
Segundo Sérgio Tréfaut, ”o número excepcional de visitantes, que voltam muitas vezes para uma segunda visita, é tanto mais assinalável pelo facto de a mostra fotográfica não estar situada num espaço central nem habitual. O Parque Tecnológico da Mutela, pertencente à Sociedade Arco Ribeirinho Sul, fica em frente à Lisnave, na margem sul do Tejo. A transformação pelo arquitecto Pedro Pacheco deste parque de estacionamento abandonado num museu efémero é outro dos encantos da exposição”.
Com entrada gratuita e aberta de quinta a domingo, das 11h às 19h, a exposição pode ser visitada até 24 de agosto.
Landra é o nome do lugar onde vive a dupla artística Sara Rodrigues e Rodrigo Camacho. Através das landras (as bolotas dos carvalhos), prestam homenagem a uma cultura de autonomia e cuidado com o mundo natural, que procuram recuperar, entre a arte, a ecologia e a vida.
Sara e Rodrigo trabalham entre o vídeo, a instalação, a performance e as práticas agroecológicas, apoiados por formações em permacultura e microbiologia do solo. A sua prática é também uma forma de habitar: investigam, cultivam e criam modos de vida em sintonia com os ciclos naturais e as comunidades vivas.
Em Habitat, regressam à floresta como espaço de origem e de futuro, lugar ancestral e fértil, para questionar o que nos mantém vivos: o que é, afinal, habitar? E como podemos reaproximar-nos de formas de vida que não cortam com o mundo, mas oferecem-se como parte dele? Entre raízes, pedra, madeira e memória, reencontramos formas esquecidas de viver com o mundo, e não contra ele. Um convite a imaginar futuros enraizados na terra que nos sustenta.
A exposição fica patente até 20 de setembro de 2025.
Galeria Municipal de Arte
Av. Nuno Álvares Pereira 74 A
2800-177 Almada
212 724 724
Horário: terça a sábado, das 11h às 13h e das 14h às 19h (encerra domingos, segundas e feriados)
“O rio nunca os separou e nos seus inúmeros cruzamentos culturais, de um lado e do outro das margens do rio Tejo, surgiu o sonho dos dois artistas se juntarem. Como defensores da pluralidade artística e da arte ao serviço de causas, perseguiram a ideia de transmitir a sua mensagem numa só voz e assim, surgiu finalmente, a oportunidade do abraço artístico, entre Carlos Pé Leve e Ildebranda Martins, se concretizar. A cidade de Almada, através da “Oficina de Cultura” resolveu abrir as suas portas e acolher o projeto conjunto. Lisboa será, assim, abraçada nas margens contrárias do rio Tejo, em Almada.”
Ildebranda
ARTISTAS:
CARLOS PÉ-LEVE
Nasceu em Lisboa, em 1956. Cursou Artes Gráficas na Escola de Artes Decorativas António Arroio, Lisboa, onde foi aluno dos Mestres Jorge Esteves e Louro de Almeida. Possuí ainda os cursos de serigrafia, gravura e escultura. Foi o Diretor Artístico da Galeria Trindade em Lisboa, e da Galeria de Arte do Ministério da Justiça, nesta, durante dezasseis anos. É sócio fundador da “Artes”, Associação Cultural do Seixal, onde foi Presidente do Conselho Técnico e do Conselho Fiscal. É membro honorário da Fundación Abello, em Barcelona, e Académico de Mérito na Academia Internacional Plattonia de las Letras Y Artes de Placencia, em Espanha. Expõe as suas obras de pintura e escultura ao público desde a década de oitenta. Tem exposto regularmente, tanto coletiva como individualmente, em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente no Brasil, Estados Unidos, Canadá, Itália, Bélgica, Reino Unido e Espanha. O mestre e artista dirige os ateliers de pintura e cerâmica escultórica da Associação Artes do Seixal.
ILDEBRANDA MARTINS
É Portuguesa nascida em Angola em 1965, artista plástica e curadora de arte, em Lisboa. Os seus trabalhos artísticos atuais são basicamente instalações, muitas delas assentes em manequins e a sua utilização como matéria-prima artística nos últimos anos (2008-2025). A sua arte é pretensiosa e visa despertar consciências, não assenta na noção de que deve ter uma mera utilidade decorativa, mas sim na ideia de que deve, sempre que possível, causar sensações, originar exclamações, gerar pensamentos nos outros. Atualmente, além de artista, também é curadora na Galeria Beltrão Coelho, um projeto de responsabilidade social de uma empresa, onde, no exercício das suas funções, procura apoiar os artistas, fazer com que as exposições sirvam de incubadora a parcerias artísticas, que depois possam transcender o seu espaço expositivo, dar oportunidade a expressões criativas mais alternativas, emergentes, menos comerciais ou até convencionais, abrir as portas a projetos cujo objetivo seja a de causas de solidariedade, alertas sociais. Nos grupos fundados por si e da sua iniciativa, nas parcerias pontuais que surgem a sua participação não é somente como artista mas também como coordenadora, onde a execução das suas tarefas de gestão e dinamização é gratuita e voluntária.
PARCERIA:
“Atualmente e desde algum tempo, a viver e a trabalhar nas margens opostas do estuário do Tejo os contactos mantêm-se pela relação de amizade que nutrem um pelo outro e pela forma como a arte os mantém vivos, ativos, unidos.
A água do Tejo, aparentemente podia separá-los, mas os braços do Tejo, nunca permitiu rompimentos e sempre que é possível o abraço concretiza-se. As suas duas histórias de vida cruzam-se pois ambos são artistas e foram e/ou são ainda dinamizadores culturais, gestores de eventos artísticos e curadores. As idades, por não serem assim tão longínquas uma da outra, fez com as experiências que vivenciassem fossem comuns. Conheceram, com idades e maturidade diferentes, o período do Estado Novo, o do nascimento da democracia, o da adesão à U.E, do Euro, do surgimento da net, das redes sociais e da I.A., entre outros acontecimentos/eventos a nível político, tecnológico, sociológico, cultural. Há, por isso, uma história coletiva que os une, raízes em comum que permitiram que a sua amizade e identificação cultural os tornassem mais fortes.
Artisticamente não são semelhantes na utilização dos suportes e das técnicas mas há pontos em comum nas causas que associam às obras que criam.
Há também outro ponto em comum, o exercício da curadoria de responsabilidade social, embora em espaços diferentes, um no espaço cultural do Ministério da Justiça e outro na Galeria Beltrão Coelho, em que ambos, no exercício de funções, ajudaram muitos artistas. Ambos têm a simplicidade de reconhecer que os artistas com as quais trabalharam e se cruzaram ao longo da vida os ajudaram muito a melhorar como agentes das artes.
O Carlos Pé Leve é formador e mestre de muitos em cerâmica escultórica e já marcou a vida de muitos através dos seus ensinamentos."
LOCAL DA EXPOSIÇÃO:
“OFICINA DE CULTURA”
Avenida D. Nuno Álvares Pereira, 14-M,
2800-078 Almada
Terça a sábado – Das 11 h. às 13 h / das 14h às 19h
As antigas piscinas de São Paulo, em plena Almada Velha, vão ganhar uma nova vida. Até meados de novembro, servem de casa a uma exposição muito especial do artista angolano Kiluanji Kia Henda. Este projeto desenvolve-se a partir do Monumento aos Mortos da Grande Guerra, em Luanda — também conhecido como Maria da Fonte —, uma estátua erguida em 1937, que se destacou como uma das maiores construções monumentais do Império Português em África. O monumento foi dinamitado em 1976, um ano após a independência de Angola, resultando na dispersão de grandes blocos de pedra esculpida, embora o pedestal original tenha permanecido intacto. A partir de imagens documentais dos fragmentos do monumento e dos soldados angolanos e cubanos que participaram na sua destruição, Kiluanji cria uma série de colagens digitais que dão origem a um conjunto de oito posters de bandas musicais fictícias, impressos em escala monumental. No centro da piscina principal está instalada a obra “O Som é o Monumento” — um plinto geométrico que reinterpreta a forma de um pedestal, transformando-o numa caixa acústica. Esta estrutura é utilizada para a difusão de um repertório de músicas angolanas, que constroem contranarrativas sonoras ao discurso colonial e imperialista, afirmando a música como veículo de memória, identidade e insurgência cultural. Através desta operação estética e simbólica, o artista ressignifica os escombros do passado como matéria de invenção e resistência, propondo uma reflexão crítica sobre novas formas de celebrar e reinscrever a memória no espaço público, onde o som — a música — assume o lugar de monumento.
A exposição fica patente até 15 de novembro de 2025.
30 FOTÓGRAFOS E 200 FOTOGRAFIAS NUMA EXPOSIÇÃO HISTÓRICA
Imagens assinadas por repórteres fotográficos e fotógrafos como Sebastião Salgado, Guy Le Querrec, Jean Gaumy, Dominique Issermann, Fausto Giaccone, entre outros que captaram em película os dias da revolução de 1974, vão estar em exibição, em Almada , entre 24 de maio e 24 de agosto, no Parque Empresarial da Mutela, em frente à antiga Lisnave. A mostra tem entrada gratuita e está aberta de quinta a domingo, das 11h às 19h. A inauguração realiza-se no dia 23 de maio, às 21h.
A exposição Venham Mais Cinco - O Olhar Estrangeiro sobre a Revolução Portuguesa - 1974-1975, com curadoria de Sérgio Tréfaut, reúne obras de 30 dos maiores fotógrafos internacionais que estiveram em Portugal durante a Revolução e que produziram imagens publicadas em jornais e revistas de todo o mundo. Pela primeira vez, estas 200 fotografias vão estar reunidas em Portugal, em grande formato.
A exposição Venham Mais Cinco está dividida em quatro núcleos temáticos: A Festa da Liberdade, Novas Formas de Poder, Independências, Um País Dividido.
Esta mostra, concebida inicialmente para o vigésimo aniversário da Revolução (1994), só agora abre as portas, após o cinquentenário das primeiras eleições livres, e é organizada em homenagem a Margarida Medeiros, que esteve na origem do projeto e o defendeu durante três décadas.
Como refere Sérgio Tréfaut, “a elaboração e preparação desta exposição só foi possível com importantes apoios institucionais. Ministério da Cultura e Comissão Comemorativa do Cinquentenário do 25 de Abril, num primeiro tempo e, depois, a sua inauguração e montagem só foi possível graças a um enorme investimento da Câmara Municipal de Almada, em colaboração com a Sociedade Arco Ribeirinho Sul, que cede o espaço”.
Venham Mais Cincoé o título da canção de José Afonso, originalmente escolhida pelos militares do MFA para ser tocada no Rádio Renascença na madrugada de 25 de Abril de 1974, como senha do início do golpe militar (tendo sido posteriormente substituída por Grândola). Ao escolher Venham Mais Cinco como título desta exposição presta-se homenagem a José Afonso e espera-se a chegada de mais cinco revoluções.
O catálogo da exposição será lançado pela editora Tinta da China.
A visita de imprensa realiza-se sexta-feira, 23 de maio, às 11h00, com a presença de alguns dos autores e do curador, Sérgio Tréfaut.
Fotografias de: Alain Keller (1945, França), Alain Mingam (1946, França), Alécio de Andrade (1938-2003, Brasil), Augusta Conchiglia (1948, Itália), Benoît Gysembergh (1954-2013, França), Dominique Issermann (1946, França), Fausto Giaccone (1943, Itália), François Hers (1943, França), Gérard Dufresne (1938, França), Gilbert Uzan (1941, França), Giorgio Piredda (1947-2017, Itália), Guy Le Querrec (1941, França), Henri Bureau (1940-2014, França), Hervé Gloaguen (1937, França), Jacques Haillot (1941-1998, França), Jean-Claude Francolon (1944, França), Jean Gaumy (1948, França), Jean-Paul Miroglio (1946-2017, França), Jean-Paul Paireault (1951, França), José Sánchez Martinez (Espanha), Michel Giniès (1952, França), Michel Puech (1948, França), Paola Agosti (1947, Itália), Perry Kretz (1933-2020, Alemanha, EUA), Rob Mieremet (1947-2015, Países Baixos), Sebastião Salgado (1944, Brasil), Serge July (1942, França), Sylvain Julienne (1947-2019, França), Uliano Lucas (1942, Itália), Vojta Dukát (1947, Checolováquia/Países Baixos).