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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

3,5 C Congresso Mariana - primeiro congresso internacional sobre Soror Mariana Alcoforado em Beja de 15 a 17 de novembro

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ntre 15 e 17 de novembro a cidade de Beja irá receber o primeiro congresso internacional sobre Soror Mariana Alcoforado, a freira portuguesa que se acredita ter escrito as cinco cartas de amor publicadas há 350 anos, em Paris.

Três séculos e meio após da vinda a público de um dos textos mais influentes da cultura ocidental, o apelo das famosas Cartas permanece irresistível: o epistolário da freira de Beja, com a sua impetuosa escrita de amor e dor, suscitou e suscita sempre inúmeros debates, ensaios, teses de doutoramento, recriações literárias novelísticas, poéticas e teatrais, obras pictóricas, plásticas e musicais, figurando de forma preeminente no imaginário português e estrangeiro.

Quase meia centena de participantes, oriundos de sete países, irão reunir-se durante 3 dias em Beja para um exame aprofundado dos estudos já realizados e o lançamento de novos trabalhos sobre a clarissa alentejana e o mundo barroco em que viveu.

Esta é uma organização de investigadores da Universidade Nova de Lisboa em colaboração com a Universidade de Massachusetts e com a Câmara Municipal de Beja, “Melancholy, Love and Letters”, onde investigadores, portugueses e estrangeiros, debaterão em torno da obra de Soror Mariana, cuja paixão permanece no centro da galeria de mitos de amor portugueses.

A comissão científica é composta pelos professores Filipe Delfim Santos, Klobucka, Parreira, Amaral de Oliveira, Maria Odete Sequeira Martins, Myriam Cyr e Lisa Forrell, bem como os padres Cartageno e Aparício.

Este congresso terá início em Lisboa a 15 de Novembro, na Biblioteca Nacional de Portugal, onde terá lugar a concentração dos congressistas e abertura do Congresso Mariana com a visita guiada à exposição bibliográfica sobre as Lettres Portugaises, preparada para o Congresso com as espécies daquela instituição.

Estarão presentes 50 Membros do Comité de Apoio, oriundos de 8 nações, bem como 45 Congressistas que viajaram para Beja desde 6 nações (Bélgica, Brasil, Espanha, França, UK, USA) e de várias cidades portuguesas do Norte, Centro e Sul.

A organização incluiu no programa 3 visitas guiadas, 6 Homenagens (Mariana Alcoforado, Noël Bouton, Luciano Cordeiro, Florbela Espanca, Luís Amaro, Leonel Borrela) e o lançamento de 4 livros (Vitor Amaral de Oliveira, Miguel Borrela, Patricia Tavares de Azevedo, Paulo Monteiro).

O congresso internacional sobre Soror Mariana Alcoforado tem previstas 42 comunicações em torno do mote “Melancholy, Love and Letters”, num programa que contempla ainda infografias de Cristina Pires dos Santos, patentes no IPBeja, e uma mostra de ilustrações.

 

 

Programa do Congresso inclui um concerto de música sacra e profana, pelo Coro do Carmo de Beja, dirigido pelo Pe. António Cartageno, com Peças de canto gregoriano do Antifonário do Mosteiro de N.ª S.ª da Conceição, Polifonia da época de Mariana e Repertório profano, segundo o espírito das Cartas, uma performance teatral, uma visita guiada à Beja seiscentista, lançamentos de livros e uma exposição bibliográfica e artística alusiva ao tema mariânico.

 

Org: Universidade Nova de Lisboa, University of Massachusetts Dartmouth

Assistência: Livre e gratuita, com inscrição no Secretariado, presente no local das sessões

Apoio: Fundação para a Ciência e Tecnologia, C.M. Beja, Biblioteca Nacional de Portugal e Museu Regional de Beja.

 

Saiba mais em: www.marianaalcoforado.pt

“Beja Republicana” - exposição conta a história da cidade nos dezasseis anos de existência da I República (1910-1926)

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Inaugura amanhã, pelas 18h30, no Centro Unesco para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial - Beja a exposição “Beja Republicana”.

Promovida pela Câmara Municipal de Beja, com a coordenação científica de Constantino Piçarra (IHC – Universidade Nova de Lisboa), a exposição visa contar a história da cidade nos dezasseis anos de existência da I República (1910-1926).

Numa narrativa onde texto e imagem estabelecem uma relação, uma vezes complementar outras vezes autónoma, a exposição mostra a formação e afirmação do Partido Republicano Português no distrito de Beja, descreve a evolução política ao nível do poder local, evidencia aspetos marcantes da vida quotidiana da cidade, sublinha as principais realizações do poder republicano municipal e apresenta o panorama da imprensa local.

Para além destes aspetos, a exposição traça ainda o quadro do movimento operário de Beja durante a I República, com referência às suas organizações e principais lutas desenvolvidas.

A exposição estará patente ao público até 12 de novembro.

BEJA QUE CANTA Comemorações do 5º Aniversário da Classificação do Cante como Património da Humanidade

Comemorações do 5º Aniversário da Classificação do Cante como Património da Humanidade 

 

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Comemoram-se em a 27 de Novembro de 2019 cinco anos da classificação do Cante como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco. A data é bem mais do que simbólica. É, de certa forma, o culminar de um período de adequação desta manifestação cultural, em todas as suas vertentes, à notoriedade que a inscrição da lista universal confere. O Cante mudou muito. Importa, por isso, averiguar a natureza destas mudanças, constatar os aspectos negativos e positivos, mas sobretudo, importará voltar a centrar o Cante naquilo que lhe dá a força vital, as colectividades. Em Beja a data será comemorada centrando a atenção nos grupos corais do Concelho, dando-lhes voz, em espaços onde a força e os particularismos das suas podem reverberar em todo o seu esplendor: as igrejas da cidade. 

 

A par de uma rota do Cante ao Entardecer por estes espaços com vários grupos do concelho de Beja, oferece-se em Outubro e Novembro uma oportunidade de discussão sobre aspectos pouco abordados nas discussões efectuadas ao longo destes últimos cinco anos.  

 

Um dos pontos altos da comemoração destes 5 anos de Cante como Património da Humanidade será a inauguração do Centro Interpretativo da A música portuguesa a gostar dela própria já este sábado, dia 26, pelas 17h30. Para além de contar um pouco da histórica do cante e da viola campaniça, permitirá através da Mesa Interactiva MPGDP, navegar pelos mais de três mil vídeos gravados por Tiago Pereira desde 2011, com destaque óbvio para o repertório de música tradicional do Concelho de Beja.

Oferece ainda uma experiência musical em que os visitantes poderão entoar duas Modas alentejanas interpretadas pelos Cantadores do Desassossego, grupo do concelho de Beja.

 

Cinco anos após a classificação podem contar-se por Beja e suas freguesias dezanove grupos corais seniores e dois grupos corais infantis. É um número que impressiona pela vitalidade que atesta. Prova que Beja sempre foi e será terra de cante. Nestas três datas fazemos o convite para que todos se possam deslocar a Beja e escutar este Cante vital. ​

Exposição Articulações, de Eduardo Freitas, dia 23 de Agosto, 18h30, Centro Unesco – Beja

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Inaugurando dia 23 de Agosto, e em exibição até 1 de Outubro, a exposição ARTICULAÇÕES de Eduardo Freitas, apresenta o resultado da primeira residência artística no Centro Unesco para a Salvaguarda do Património Imaterial – Beja. 

 

Na anatomia a articulação é uma conexão natural entre os ossos que permite o movimento do corpo.

Foi a partir deste conceito que o artista Eduardo Freitas deu corpo aos seus trabalhos de criação nesta exposição intitulada "Articulações". Nesta mostra, resultado de uma residência artística realizada no Centro Unesco Beja, Eduardo Freitas propõe uma articulação conceitual entre a arte contemporânea e o artesanato tradicional, numa espécie de ligamento (ligação) entre as suas técnicas e o saber-fazer dos mestres da região. 

Nesta interação, foram explorados saberes advindos da olaria, a cerâmica, o desenho, a arte sonora, a gastronomia; linguagens que foram associadas aos elementos da cultura local, como as expressões populares, a memória, o património imaterial e, sobretudo, as relações interpessoais com a comunidade bejense.

Eduardo Freitas viveu e visitou diferentes locais do Alentejo, como Beja, Évora, Vila Viçosa, Sines, Montemor-o-Novo e Beringel. Essa circulação pelos caminhos da região foi pensada em instalações artísticas que remetem ao sistema circulatório humano. Na sua visão, as estradas e ruas são artérias e veias que transportam o corpo para as vivências do "coração".

 

Esta exposição encontra-se inserida no projecto 1234REDES.CON resultante de uma colaboração entre sete instituições espanholas e portuguesas e co-financiada pelo FEDER através do programa INTERREG V-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2014-2020.

BRUNO NOGUEIRA | DEPOIS DO MEDO retoma a digressão em Setembro e despede-se em Fevereiro de 2020 na Altice Arena

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Maia, Miranda do Corvo, Sever do Vouga, Funchal, Lisboa, Beja, Anadia, Bragança, Monção, Arcos de Valdevez, Loulé, Tábua e Mealhada são as primeiras paragens do espectáculo, que volta à estrada a partir de 6 de Setembro, no Fórum da Maia, e permanece em digressão até à grande despedida, em Fevereiro, na Altice Arena.

DEPOIS DO MEDO é o espectáculo que marcou o regresso ao Stand Up de Bruno Nogueira, tendo passado até agora, e desde a estreia a 29 de Novembro de 2018, por vinte e oito localidades num total de trinta e duas apresentações completamente esgotadas.
O Teatro Nacional Dona Maria II, em Lisboa, recebe o espectáculo com 5 apresentações em Outubro, que esgotaram em menos de 24 horas, assinalando desta forma a primeira vez que a emblemática sala lisboeta programa Stand Up. E as estreias não se esgotam aqui: o espectáculo despede-se dos portugueses a 14 de fevereiro na Altice Arena, sendo esta também a primeira vez que o a sala do Parque das Nações recebe um espectáculo a solo de Stand Up.

Ao momento a lista de apresentações ainda não se encontra fechada, pelo que brevemente serão anunciadas mais datas.

 

DATAS E LOCAIS CONFIRMADOS
6 Setembro – Fórum da Maia, Maia
21 Setembro – Casa das Artes de Miranda do Corvo
28 Setembro – Centro das Artes do Espectáculo de Sever do Vouga.
4 e 5 de Outubro – Centro de Congressos do Casino da Madeira, Funchal
9 a 13 de Outubro – Teatro Nacional Dona Maria II, Lisboa – ESGOTADO
18 Outubro – Pax Julia Teatro Municipal, Beja
19 Outubro – Cineteatro de Anadia
25 Outubro – Teatro Municipal de Bragança
26 de Outubro – Cineteatro João Verde, Monção
9 de Novembro – Casa das Artes de Arcos de Valdevez
14 de Novembro – Cineteatro Louletano, Loulé
15 Novembro – Centro Cultural de Tábua
16 de Novembro – Cineteatro Municipal da Mealhada
14 de Fevereiro – Altice Arena

Música nas Catedrais, ciclo de concertos em 1ª edição no verão de 2019

 

Ciclo de Concertos, de 28 de junho a 26 de julho, às 21:30

 

 

A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) e o Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja promovem entre os dias 28 de junho e 26 de julho de 2019 o ciclo “Música nas Catedrais”, na sua primeira edição.

 

Esta iniciativa, que se enquadra no projeto nacional Rota das Catedrais, é coordenada pelo Teatro Nacional de São Carlos, que assegura diretamente alguns concertos através do Coro do Teatro Nacional de São Carlos, em colaboração com a Orquestra Clássica do Sul, a Orquestra Filarmonia das Beiras e a Orquestra do Norte. O Ciclo tem o apoio mecenático da Fundação Millennium bcp.

 

Os concertos, com início às 21:30, têm entrada livre, sujeita à capacidade do espaço.

O Programa detalhado segue em anexo.

 

Santarém 28 de junho   Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Beja 11 de julho    Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Elvas 12 de julho    Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Faro 12 de julho    Orquestra Clássica do Sul

Viseu 19 de julho    Orquestra Filarmonia das Beiras

Braga 25 de julho    Orquestra do Norte

Miranda do Douro 26 de julho    Orquestra do Norte

Leiria 26 de julho    Coro do Teatro Nacional de São Carlos

 

 

Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Orquestra Clássica do Sul

Orquestra Filarmonia das Beiras

Orquestra do Norte

 

Santarém 28 de junho   Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Beja 11 de julho    Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Elvas 12 de julho    Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Faro 12 de julho    Orquestra Clássica do Sul

Viseu 19 de julho    Orquestra Filarmonia das Beiras

Braga 25 de julho    Orquestra do Norte

Miranda do Douro 26 de julho    Orquestra do Norte

Leiria 26 de julho    Coro do Teatro Nacional de São Carlos

 

Concerto na Catedral de Santarém, Beja, Elvas e Leiria

 

Solistas do Coro do Teatro Nacional de São Carlos

 

Soprano: Raquel Alão 

Meio-Soprano: Ana Ferro 

Tenor: João Queiroz 

Barítono: Carlos Pedro Santos 

Baixo: Nuno Dias 

 

 

 

 

Piano: Kodo Yamagishi

Direção musical: Giovanni Andreoli

Coro do Teatro Nacional de São Carlos

 

Giuseppe Verdi (1813-1901), Nabucco

Giuseppe Verdi (1813-1901), I Lombardi alla prima crociata

Giuseppe Verdi (1813-1901), Forza del Destino

Pietro Mascagni (1863-1945), Cavalleria Rusticana 

Pietro Mascagni (1863-1945), Iris

Alfredo Keil (1850-1907), Dona Branca

Gioachino Rossini (1792-1868), Mosè in Egitto

Giacomo Puccini (1858-1924), Tosca

 

 

O Coro do Teatro Nacional de São Carlos, um dos pilares artísticos da única instituição que no nosso país se dedica há mais de dois séculos ao género lírico, propõe-nos uma deambulação  pela ópera romântica italiana, sublinhando o facto de a religiosidade ter assumido na mesma uma particular importância.

 

A viagem vai iniciar-se com o compositor que deixou na força expressiva dos coros algumas das páginas mais veementes da sua obra - Giuseppe Verdi, de quem começaremos por ouvir o universalmente amado e sempre atual Va pensiero, canto de dor de gentes oprimidas e afastadas à força da terra natal. Depois de outros coros verdianos, segue-se música de alguns outros compositores maiores italianos de ópera do século XIX: Pietro Mascagni (com dois hinos ao divino - o Innegiamo, de Cavalleria Rusticana e o Hino Ao Sol, da menos conhecida ópera Iris); Gioachino Rossini (génio risonho que foi dos mais cantados em São Carlos, mas que ouviremos na sua vertente trágica); Giacomo Puccini (com o Te deum que encerra o I ato da sua ópera Tosca, que decorre em Sant’Andrea della Valle). Terminaremos, assim, numa das mais belas igrejas de Roma.

 

A ópera portuguesa está representada por aquele que será o mais popular título da sua história: A Serrana de Alfredo Keil, um singular tributo à ruralidade portuguesa.

 

 

 

 

 

 

 

Concerto na Catedral de Faro

 

Soprano: Bárbara Barradas

 

Direção musical: Rui Pinheiro

Orquestra Clássica do Sul

 

Franz Joseph Haydn (1732-1809), Die Schöpfung, Hob.XXI:2 (Prelúdio e Ária n.º 4)

Frederick Delius (1862-1934), On Hearing the First Cuckoo in Spring (Ária n.º 8)

Frederick Delius (1862-1934), Summer night on the river (Recitativo e Ária (n.º 14 e 15)  

Franz Joseph Haydn (1732-1809), Sinfonia n.º 95 em Dó menor, Hob I:95

 

 

A Orquestra Clássica do Sul propõe um programa em que energicamente se saúda e louva a Natureza. Inicia-se o concerto com dois trechos da monumental oratória A Criação de Joseph Haydn, que em 1797 tentou descrever musicalmente o mito judaico-cristão da Criação do Mundo baseando-se em alguns Livros d’A Bíblia e no poema O Paraíso Perdido de John Milton. Embalados pelo grande poeta do tempo de Cromwell partiremos para Inglaterra, de onde prosseguiremos com Two Pieces for Small Orchestra de Frederik Delius, obras que  também cantam assumidamente a Natureza.

 

A primeira – On Hearing the First Cuckoo in Spring – foi composta em 1912 e estreada em Leipzig no ano seguinte. É uma evocação do campo e dos sons que aí se pode ouvir. A segunda peça intitula-se, não menos significativamente, Summer Night on the River.

 

A terminar, de novo a música de Joseph Haydn, compositor que na década de 1790 efetuou duas viagens a Londres que resultaram em duas séries de seis sinfonias. Estas doze obras ficaram conhecidas como as «Sinfonias Londrinas». São peças essenciais do repertório orquestral de Haydn. Muitas delas têm sugestivos títulos («Surpresa»; «Milagre»; «Militar», «Relógio»; «Toque de Tambor»; «Londres»), mas a Sinfonia n.º 95 não apresenta título algum - é, aliás, a única das doze sinfonias em questão escrita numa tonalidade menor (Dó menor) e a única que não tem uma introdução lenta no primeiro andamento.

 

Joseph Haydn teve uma longa vida que se estendeu dos finais do Barroco aos inícios do Romantismo e foi um dos mais importantes compositores do período clássico. Talvez a sua mais importante conquista tenha sido a cristalização da «Forma-Sonata»  - esta, na sua ânsia de perfeição formal, faz-nos sonhar numa Humanidade em harmonia com o Cosmos.

 

 

Concerto na Catedral de Viseu

 

Soprano: Isabel Alcobia

Contratenor: João Paulo Azevedo

Órgão: João Santos

 

Direção musical: António Vassalo Lourenço 

Orquestra Filarmonia das Beiras

 

 

Johann Sebastian Bach (1685-1750)

Georg Friedrich Händel (1685-1759)

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)

 

A Catedral ou Sé de Viseu, que começou a ganhar significado maior com a implantação da nacionalidade, sempre acolheu fraternalmente as diferentes correntes estéticas surgidas no decorrer da sua já tão longa viagem pelo tempo. O Barroco que foi, não esqueçamos, uma sensibilidade verdadeiramente europeia que transcendeu as mais vincadas divisões religiosas

que se opunham no continente, trouxe ao edifício importantes obras de talha, azulejaria e pintura, mantendo-o a par das correntes plásticas dominantes no século XVIII.

 

Assim, surge com naturalidade a música solene de dois dos maiores compositores barrocos alemães, homens que marcaram indelevelmente a linguagem e o sentir musical de parte da

Europa na primeira metade do século XVIII. Não será também estranho ouvir nesta Catedral, onde desde sempre se rezou a fé Apostólica Romana, estruturada pelo Concílio de Trento, obras musicais fundadas nas fés luterana ou anglicana. As monumentais Paixões e outras obras sacras de Bach (Magnificat, Oratória de Natal, Missa em Si menor, entre outras) ou as grandes oratórias bíblicas de Händel, com as suas estruturadas e grandiosas polifonias, o brilho dos seus metais e a sua intrínseca teatralidade sonora casam-se bem com esta arquitetura erguida ao Divino e que o mantém no centro de todas as convergências.

 

Com a música de Mozart saltaremos, a finalizar, para o estertor desse século XVIII. Apesar de obras como a Missa da Coroação, toda cheia de fulgor e majestade, há no compositor de Salzburgo um sentido humaníssimo do transcendente (não há retrato da morte como o do Requiem) e um sentimento tranquilo, quase infantil, do divino (ouça-se o Ave verum corpus).

 

 

 

Concerto na Catedral de Braga e de Miranda do Douro

 

Direção musical: José Ferreira Lobo

Orquestra do Norte

 

Richard Wagner (1813-1883), Siegfried-Idyll, WWV103

Ludwig van Beethoven (1770-1827), Sinfonia n.º 4 em Si Bemol Maior, op. 60

 

Idílio de Siegfried; ou a mais bela prenda de aniversário do mundo!

 «Quando acordei ouvi um som que crescia continuamente; apercebi-me então que já não estava a sonhar, mas que estava a ouvir música, e que música! Quando esta terminou, Richard veio ter comigo com as cinco crianças e ofereceu-me a partitura da sua prenda sinfónica.» - palavras no Diário de Cosima Wagner, que recordam a prenda de aniversário que acabara de receber.

 

A composição tem um título bem mais arrevesado: «Idílio de Triebschen com canto de pássaros Fidi e nascer do sol alaranjado, prenda de aniversário sinfónica de Richard Wagner à sua Cosima». A obra foi composta em 1870 após o nascimento do último filho do casal, Siegfried Wagner (Fidi).  A peça foi estreada nas escadas interiores da grande Villa de

Triebschen na manhã do dia 25 de dezembro de 1870, dia em que Cosima completava trinta e três anos. O poema sinfónico teve, pois, uma génese extremamente íntima e familiar.

 

A Sinfonia n.° 4, em Si Bemol Maior, op. 60 de Beethoven foi escrita no verão de 1806 e está dedicada ao Conde Fransz von Oppersdorff, que a tinha encomendado ao compositor depois

de ter adorado ouvir a sua Sinfonia n.º 2. A obra foi estreada em março de 1807 dirigida pelo próprio Beethoven. Robert Schumann referir-se-ia à sinfonia como «uma esbelta donzela grega entre gigantes nórdicos». Foi escrita num tempo conturbado, ao contrário de Idílio de Siegfried.

 

Em Portugal, por exemplo, no final desse mesmo ano de 1807 a nossa corte iniciava a sua dramática partida para o Brasil. A Viena de Beethoven seria também em breve tomada por Napoleão e o Imperador pouco tempo depois casaria com uma Arquiduquesa austríaca.

 

Inauguração do XV Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja

 

A 15ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja realiza-se entre os dias 31 de maio e 16 de junho de 2019.

Inaugura no dia 31, sexta-feira, às 21h00, na Casa da Cultura, o núcleo principal.

São 20, as Exposições, com autores de muitas partes do Mundo: Bélgica, Brasil, Colômbia, Espanha, Estados Unidos da América, França, Holanda, Inglaterra e Portugal.

O Festival oferece ainda aos visitantes uma Programação Paralela bastante diversificada: apresentação de projetos, conversas à volta da BD, lançamento de livros, sessões de autógrafos, concertos desenhados, etc.

Terá também à disposição de todos o Mercado do Livro, com mais de 70 editores presentes, venda de arte original, venda de merchandising, etc.

Na sexta-feira 31 e no sábado 1 as noites são de concertos desenhados (a programação só termina às 4h00 da manhã).

O primeiro fim-de-semana (31 de maio a 2 de junho) reunirá os Autores representados nas exposições.

BEJA ROMANA | de 23 a 25 de maio Beja revive o período romano

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De 23 a 25 de maio, Beja revive o período romano. O VI Festival Beja Romana, este ano sob o tema da partilha de culturas, surge como  um encontro do património local, de um período específico da nossa história, com a atualidade. Este ano são apresentados aos  visitantes diversos itinerários por exposições,  conferências, visitas pedagógicas, oficinas didáticas, oficinas de cozinha, música, animação, cortejos, mercado, acepipes, museu ao vivo e outras experiências. As propostas para estes dias resultam de uma maior aposta nas atividades educativas e no envolvimento das escolas do concelho. 

 

Poderá consultar o programa da Beja Romana em: https://www.bejaromana.pt/programa

 

 

CONFERÊNCIAS

Poderá ficar a conhecer mais sobre os hábitos e a cultura do período romano nas várias conferências que acontecem por estes dias na Beja Romana

A água que a terra abraça – a exploração dos recursos naturais na época romana’, com Filomena Barata do Museu Nacional de Arqueologia,

Villa Romana de Pisões: Ontem , Hoje e Amanhã’ com André Carneiro (arqueólogo) e Bento Caldeira (Físico) da Universidade de Évora;

‘Especiarias e Ervas Aromáticas na Roma Antiga’ com Prof. Dr. Luis Carvalho e Dra. Paula Nozes do Museu Botânico – IPBeja;

 

EXPOSIÇÕES

Testemunhos da presença romana no território podem ser observados nas várias exposições que decorrem durante a Beja Romana ‘Construindo Espalharei por toda a parte… O Engenho Romano’, Adornos De Cerâmica, Arquitetura Romana e Vestígios que os Romanos nos deixaram em Beja, Exposição de Tecnologia e Inovação Romanas, Sentir Pax Julia - Exposição de Artes, Exposição de Maquetas, Mosaicos e Frescos Romanos,  O Arco Romano – reconstituição da proposta de Leonel Borrela

 

ÁREA EDUCATIVA

DOMUS DEORUM – a Casa dos Deuses será o espaço da mitologia onde as lendas da Roma Antiga ganham sons, formas e cores – no núcleo do MRB da Rua dos Infantes;

 

DOMUS

Recriação do espaço da casa romana com destaque para o Triclinium, o Peristillo, o Caldarium, a Taberna, os Ofícios, o Ludus Litterarum - escola romana, onde será abordado o Trivium com palestras e exercícios de escrita romana sobre o Tabulae Ceratae para experimentar a escrita do latim, Ludus – Jogos de mesa e outros jogos romanos

 

 

OFICINAS DE COZINHA

A Chefe Saudade Campião demonstra-nos uma receita inspirada nos registos da cozinha antiga acompanhada pelas sábias palavras de quem estudou a botânica desse período, o Professor Luis Carvalho e a Dra. Paula Nozes. ‘Ervilhas à Moda de Vitélio’ é a proposta que apresentamos para o dia 25 de maio.  Uma receita que terá sido dedicada a Aulo Vitélio, imperador nos últimos meses de 69 d.C. que se distinguiu mais pelas recreações gastronómicas do que pelas medidas tomadas na gestão do Império.

 

PROVAS DE VINHO DA TALHA

O Vinho de Talha, cujo processo de vinificação foi desenvolvido pelos romanos e que se mantém até aos dias de hoje, poderá ser provado na DOMUS.

 

ESPAÇO INFANTIL mais de 30 jogos romanos disponíveis para os miúdos poderem brincar à moda dos romanos, a Quintinha dos Animais e os Cavalos também farão as delícias dos mais pequenos.

 

PANIS E VINIS IN PAX JULIA

A Associação  Grupo Juvenil Coral e Etnográfico Rouxinóis do Alentejo apresenta “Panis et vini in  Pax Iulia”, Uma breve viagem no tempo onde, através da música e da representação, se conta a história do pão e do vinho

com o recurso a réplicas de utensílios utilizados pelos romanos.

 

BEJA MONUMENTAL - POSTO DE REALIDADE VIRTUAL – uma viagem no tempo que permite compreender a evolução da presença de diferentes povos que habitaram este território ao longo dos tempos

 

TABERNA ROMANA – ENCONTRO DE VIAJANTES – Narrativa audiovisual e multimédia pelo curso TESP de Som e Imagem do IPBeja

 

MUSEUS À NOITE – os museus de Beja abrem à noite durante a Beja Romana

 

PEDDY PAPER ‘À DESCOBERTA DE PAX JULIA’ em forma de brincadeira propomos uma descoberta dos vestígios romanos da cidade de Pax Julia

 

FORMAÇÃO – SEMANA DA PAX - A Beja Romana está nas escolas, o enquadramento histórico, os testemunhos da presença romana no território, as danças e os combates são alguns dos temas abordados nestas sessões dirigidas à comunidade educativa  e ao movimento associativo

 

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MERCADO – Os mercados faziam parte do quotidiano dos romanos. Na Beja Romana artesãos e mercadores vendem produtos, nalguns casos confecionados no próprio local, tecelagem, couro, olaria, marcenaria, acepipes e outros produtos.

E para facilitar a chegada à Praça da República, o epicentro deste evento, temos o ESTACIONAMENTO GRATUITO no Parque de  Estacionamento subterrâneo da Av. Miguel Fernandes

 

Para mais informações consultar o programa em www.bejaromana.pt

 

Dia dos Monumentos e Sítios - 18 de Abril | 17h30 Beja – Moinho Grande

18 de abril

DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS & SÍTIOS

Beja – Moinho Grande

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Celebra-se no dia 18 de Abril o Dia dos Monumentos e Sítios em iniciativa lançada pela Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) em colaboração com o ICOMOS Portugal. Património e Paisagem Rural é o tema deste ano. Pretende-se, desse modo, promover o entendimento das zonas rurais enquanto paisagem, e da paisagem enquanto património, estimulando a percepção de territórios em permanente mutação, que acumulam os saberes e as práticas decorrentes de uma vivência continuada, em constante adaptação aos imperativos ambientais, culturais, sociais, políticos e económicos. 

Em Beja comemoraremos a data no Moinho Grande. Localizado nos arredores de Beja, é propriedade da família Soares, que tem desde há várias gerações garantido a sua salvaguarda, permitindo hoje a sua dinamização, e (re)valorização paisagística da envolvente da cidade.

O Moinho Grande, para além da sua beleza inegável, é símbolo de património ímpar, onde o vento dava lugar à farinha e daí ao mais transversal dos alimentos humanos, o pão. É lugar de mil e umas histórias e saberes que, ao final da tarde do dia 18, exploraremos através de visitas guiadas pelo Sr. Francisco Soares e de uma sessão de Contos promovida pela Biblioteca Municipal de Beja. 

Beja: Exposição Anatomia Regional no Centro UNESCO – Beja | 1.3.19 a 1.5.19

Exposição Anatomia Regional e Residência Artística de Eduardo Freitas no Centro UNESCO em Beja

 

De 1 de Março a 1 de Maio estará patente no Centro UNESCO para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial – Beja a exposição Anatomia Regional do artista plástico Eduardo Freitas. 

 

Sobre o Escultor

Eduardo Freitas nasceu a 2 de maio de 1990, em Ponta Grossa, Paraná, Brasil. Em 2017 decidiu vir para Portugal na expectativa de encontrar novos estímulos e impulso criativo para a sua produção artística.

Foi o autor vencedor do concurso para a residência artística Tradição><Contemporâneo, que originou esta exposição, promovido pela Associação Oficinas do Convento e co-financiado pelo Município de Montemor-o-Novo e pela Direção Geral das Artes – Ministério da Cultura. Tem ainda participado em diversas exposições no Brasil e em Portugal destacando-se a XX Bienal de Arte de Cerveira, em Portugal.

 

Sobre a Exposição

Em Anatomia Regional somos convidados a ver e pensar o Alentejo como um corpo. Na biologia, a anatomia regional é o método de estudo do corpo por regiões.Foi a partir deste conceito que Eduardo Freitas estruturou as esculturas presentes nesta exposição - interpretando órgãos, ossos e sons do corpo – associadas aos elementos tradicionais da região do Alentejo – terra, vinho, pão, religiosidade e cante. O artista trabalhará ainda durante um mês e meio no Centro UNESCO - Beja no âmbito de uma residência artística com o objectivo de continuar a explorar as mesmas interligações de Anatomia Regional.

O trabalho resultante desta residência em Beja será apresentado no último trimestre do ano no âmbito das comemorações do 5º aniversário da classificação do Cante como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

 

Esta é uma organização da Câmara Municipal de Beja e Centro UNESCO para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial.