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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Com a participação da atriz Kristin Scott Thomas estreia a 29 de julho | ‘NAS TUAS MÃOS, O DRAMA DE UM JOVEM DELINQUENTE QUE TRIUNFA COMO PIANISTA

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‘Nas Tuas Mãos’ o filme do realizador Ludovic Bernard, inspirado em factos reais (‘A Ascenção’ e ‘Mãe Fora Dia Santo Em Casa’), conta a história de um jovem que saiu da delinquência graças ao seu talento como pianista. Um filme inspirador, com a participação da atriz britânica Kistin Scott Thomas (‘A Hora Mais Negra’ - 2017) e do ator francês Lambert Wilson (saga The Matrix), para ver nos cinemas a 29 de julho.

 

Em ‘Nas Tuas Mãos’, a música é o segredo de Mathieu Malinski (interpretado pelo ator francês Jules Benchetrit), um assunto de que ele não se atreve a falar nos subúrbios onde mora e se entretém com os amigos. Quando um dos assaltos que faz com o seu bando o leva para a prisão, Pierre Geithner (Lambert Wilson), o diretor do Conservatório Nacional Superior de Música, consegue libertá-lo, a troco de trabalho comunitário.

 

Pierre detetara em Mathieu um futuro grande pianista e inscreve-o num concurso nacional. Mathieu entra assim num novo mundo, do qual desconhece as regras, onde tem aulas com a intransigente "Condessa" (Kristin Scott Thomas) e conhece Anna (Karidja Touré) por quem se apaixona.

 

‘Nas Tuas Mãos’ a história verídica e comovente de um jovem delinquente que tem um dom e se transforma num talentoso pianista, para ver nos cinemas a 29 de julho.

 

Sinopse

A música é o segredo de Mathieu Malinski (Jules Benchetrit), um assunto de que ele não se atreve a falar nos subúrbios onde mora e se entretém com os amigos. Quando um dos assaltos que ele faz com o seu bando o leva para a prisão, Pierre Geithner (Lambert Wilson), o diretor do Conservatório Nacional Superior de Música, consegue libertá-lo, a troco de trabalho comunitário.  Mas a ideia de Pierre é outra: ele detetara em Mathieu um futuro grande pianista e inscrevera-o num concurso nacional. Mathieu entra assim num novo mundo, do qual desconhece as regras, tem aulas com a intransigente "Condessa" (Kristin Scott Thomas) e conhece Anna (Karidja Touré) por quem se apaixona. Para alcançar sucesso no concurso em que se jogam os destinos de todos os participantes, Mathieu, Pierre e a Condessa têm de aprender a ir além dos seus preconceitos...

 

 

“Ver, Ouvir e Ler” traz novas sugestões de 23 a 25 de julho

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O projeto municipal “Ver, Ouvir e Ler” prossegue no fim de semana de 23 a 25 de julho, com novas sugestões: o filme “As Noites de Cabiria”, de Federico Fellini, o álbum “00:00:00:00”, de Noiserv, e o livro “Húmus”, de Raul Brandão.

Realizado em 1957 por Federico Fellini, “As Noites de Cabiria” é um filme charneira na obra do autor. Giulietta Masina, mulher de Fellini, interpreta o papel de Cabiria, uma jovem mulher pobre, prostituta de rua, com uma bondade e ingenuidade invulgares, que sonha encontrar o amor e ter uma vida normal. Sofre várias agressões e desilusões na duríssima vida que leva, mas não perde a esperança.

“00:00:00:00” foi o disco em que Noiserv deixou para trás a roupagem eletrónica, colocando o inglês em pausa e surpreendendo com temas onde apenas há piano e se canta em português. Uma transformação total ainda que, por entre as faixas, se distinga a caixa musical “noiserviana”. Sem a rede da replicação ou o artifício da eletrónica, abriu-se aqui uma porta para um outro lado da criação.

“Húmus”, publicado em 1917, é um dos livros mais singulares e importantes da literatura. É escrito como um diário, cheio de reflexões metafísicas e ficção simbólica. Alternam dois monólogos: o do narrador/autor e o do filósofo lunático, o alter-ego do autor, Gabiru. Moderno e original, este foi o romance que marcou uma nova era na literatura do século XX.

Aceda aos canais digitais do Município (site www.cm-palmela.pt, Facebook e Instagram Palmela Município), onde pode encontrar as imagens de capa e mais informação sobre as sugestões deste projeto municipal.

 

JUNGLE CRUISE – A MALDIÇÃO NOS CONFINS DA SELVA | CURIOSIDADES DO FILME | NOS CINEMAS A 29 DE JULHO E NO DISNEY+ A 30 DE JULHO

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Sabia que no filme pode ser ouvida a língua italiana e o português?

CONHEÇA ESTA E OUTRAS CURIOSIDADES  DA
NOVA AVENTURA DA DISNEY,
JUNGLE CRUISE – A MALDIÇÃO NOS CONFINS DA SELVA

Protagonizado por Dwayne Johnson e Emily Blunt,
JUNGLE CRUISE – A MALDIÇÃO NOS CONFINS DA SELVA
estreia a 29 de julho nos cinemas e também estará disponível no Disney+ com Acesso Premium a um custo adicional único, a 30 de julho.

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Sabia que desde 1955, quando a Disneyland, o parque temático de Walt Disney, foi inaugurado, Jungle Cruise foi uma das primeiras atrações da Adventureland que emocionou multidões de visitantes? E que popular até aos dias de hoje, o passeio de barco pelo rio Jungle Cruise continua em funcionamento na localização original de Anaheim, Califórnia, bem como no Magic Kingdom do Walt Disney World, na Flórida, e em locais internacionais como na Tokyo Disneyland e na Hong Kong Disneyland? Ou que foram usadas línguas interessantes na produção do filme, incluindo o Espanhol antigo do século XVI e o ​​Omagua, que é uma língua da família de línguas Tupi-Guarani do sudoeste do Brasil e que também podem ser ouvidas o Italiano e Português? Conheça estas e outras curiosidades de JUNGLE CRUISE – A MALDIÇÃO NOS CONFINS DA SELVA, a nova aventura da Disney repleta de emoção, humor e muita aventura!

Na ilha havaiana de Kauai, para o cenário ribeirinho de Porto Velho, uma equipa de mais de cem tripulantes, desde construtores, pintores e escultores, passando por paisagismo e segurança marítima, prepararam o impressionante cenário construído no interior e à volta de um lago no topo de uma colina. 

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O barco do capitão Frank Wolff, La Quila, é uma embarcação totalmente funcional e em condições de navegar. O designer de produção, Jean-Vincent Puzos, e o supervisor de efeitos especiais vencedor do ÓSCAR®, James (J.D.) Schwalm, equiparam o barco com muitos apetrechos, tornando o La Quila, como o protagonista Dwayne Johnson descreve, "um barco a vapor frágil, mas com atitude". Além do barco "herói" em condições de navegar, foi feita uma segunda versão de 136kg para acrobacias que podia ser fixada a uma plataforma giratória subaquática para tarefas específicas como rodopiar, balançar para frente e para trás e inclinar-se de lado. Não foi usado qualquer combustível para abastecer o La Quila. La Quila é um barco pesado, com 15 toneladas, pelo que o plano original era ter um motor a gasolina de 250 cavalos. No entanto, num esforço para ser mais ecologicamente correto, os cineastas optaram por motores elétricos. Os maiores motores elétricos têm 80 cavalos de potência, mas com a ajuda do fabricante e, recorrendo a dois motores, os cineastas conseguiram levar La Quila a atingir uma velocidade surpreendente e respeitável de sete nós.

Um tanque de água oval de aproximadamente 1893 litros foi construído nas traseiras dos Blackhall Studios, em Atlanta, com um sistema hidráulico subaquático que colocou o barco La Quila à prova, bombardeando-o com cerca de 273 litros de água por minuto. A plataforma giratória, com o La Quila anexado, balançou e girou, e inclinou Dwayne Johnson, Emily Blunt e Jack Whitehall em todas as direções!

A Panavision criou lentes especiais para o realizador e para o diretor de fotografia, que são os primeiros cineastas do mundo a trabalhar com elas. A Panavision colocou ainda um tom sépia amarelado nas lentes porque os cineastas queriam criar a sensação magnífica e ensolarada que a Amazónia tinha no início da década de 1900. 

jaguar de estimação do capitão Frank Wolff, Proxima, é uma besta feroz, mas não se preocupe, o jaguar é na verdade uma criação inteiramente feita através de imagens geradas por computador. As suas características realistas, sons e movimentos podem enganar um tratador!

O designer de maquilhagem vencedor do ÓSCAR®, Joel Harlow, teve um trabalho difícil com 400 personagens secundários a precisarem de tudo, desde queimaduras de sol a picadas de insetos, e 65 tribos que precisavam de piercings falsos, pintura corporal e tatuagens.

Para as personagens de conquistador, o figurinista nomeado ao ÓSCAR®, Paco Delgado, examinou exemplos de armaduras renascentistas espanholas que pertenceram à realeza ou a pessoas na corte. Não era uma armadura para ir para a guerra, mas sim uma armadura para desfiles ou espetáculos. Só que a beleza da armadura levou os cineastas a quererem combinar esses designs para o filme. Paco Delgado encontrou uma oficina em Budapeste que era capaz de replicar as armaduras de forma tradicional, esculpindo todos os detalhes à mão e usando folha de ouro! As roupas cobriam uma ampla variedade de períodos de tempo, desde os conquistadores espanhóis da década de 50 até aos cidadãos do início de 1900 e povos indígenas da selva.

A MALDIÇÃO NOS CONFINS DA SELVA estreia a 29 de julho nos cinemas e também estará disponível no Disney+ com Acesso Premium a um custo adicional único, a 30 de julho.

É necessária uma subscrição ativa ao Disney+ e um pagamento adicional único pelo Acesso Premium a Jungle Cruise - A Maldição nos Confins da Selva. Desfrute nos cinemas onde esteja disponível e com Acesso Premium antes da disponibilização a todos os subscritores do Disney+.

 

 

CCB | AMIGOS IMAGINÁRIOS > um filme-performance de Rita Barbosa com Rui Lima, Sérgio Martins, Daniel Pizamiglio e a participação de Jonathan Saldanha | 16 e 17 julho no Pequeno Auditório

Amigos Imaginários

Um filme-performance de Rita Barbosa com Rui Lima, Sérgio Martins, Daniel Pizamiglio e a participação de Jonathan Saldanha


CCB • 16 e 17 de julho • 20h00  • Pequeno Auditório

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Amigos Imaginários é um filme-performance no qual o público é convidado a assistir à projeção de um filme, em fase de montagem, que é sonorizado ao vivo num estúdio de foley*. Uma especulação sobre o que poderá ser o cinema, tirando partido de um dos artifícios mais utilizados para a construção da ilusão da verdade.

 

O filme propõe desiludir o espectador, impedindo que este se esqueça da irrealidade e dos truques da magia do cinema, ao fazer crer que tudo é verdade. Um realizador diletante e três performers não-profissionais do foley fazem do filme uma partitura. Enquanto o gesto dos performers procura de forma literal e obsessiva os ruídos que mexem com as coisas e com os seres do filme, o que vemos é o desmantelar da ilusão, pondo a nu os mecanismos da mentira. O realizador aproveita-se da oportunidade para jogar com as possibilidades, fazendo experiências com narrações, que oscilam entre o mundo contado em pequenas e lúdicas histórias e o mundo comentado em desabafos de um montador inquieto.

 

A natureza das imagens e dos sons é construída a partir de uma coleção de anotações, entre o diário e o ficcional, num contraponto entre imagem-filme e imagem-performance. Como num espaço neo-cubista, a verdade é libertada de um automatismo preceptivo, abrindo caminho ao acaso e evocando fantasmas – os amigos imaginários.

 

*Foley (ou bruitage) é uma técnica de criação de efeitos sonoros gravados em estúdio, onde sons de passos, portas a fechar, trovões, etc., são reproduzidos por sonoplastas em sincronia com o filme, com o objetivo de conferir mais realismo às cenas.

 

CCB | DESTEMPORADA >Cinema em julho > sextas na Praça CCB

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Johnny Cash in San Quentin (1969)
Michael Darlow
16 de julho
21h30 - Praça CCB

 

Este concerto foi originalmente planeado como uma continuação do popular At Folsom Prison, uma vez que Johnny Cash tinha definido gravar um álbum homónimo na prisão de San Quentin. O músico acabou por dar uma das suas atuações mais cruas e selvagens de sempre, alimentando o público e refletindo a mudança dramática que se sentia na sua banda, após a morte do guitarrista Luther Perkins. O concerto é amplamente considerado como um dos seus melhores.

Legendas em Inglês / Formato de exibição: DVD

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Junun (2015)

Paul Thomas Anderson

23 de julho
21h30 - Praça CCB

 

Primavera de 2015. O marajá de Jodhpur, na Índia, recebe Shye Ben Tzur, ‎Jonny Greenwood (Radiohead), Nigel Godrich, Paul Thomas Anderson e uma dúzia de músicos indianos. Nas três semanas seguintes dá-se azo a uma colaboração festiva que se torna na música e no filme Junun (loucura do amor), ponto de encontro transcultural e transreligioso entre o Islão místico dos sufi, qawwali e músicos ciganos do Rajastão, entrelaçados com poesias devotas em urdu, hebreu e hindi.

 

Sem legendas / Formato de exibição: Video Full HD

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Neil Young: Heart of Gold (2006)

Jonathan Demme

30 de julho
21h30 - Praça CCB

 

Filmado durante duas noites no verão de 2005 no Ryman Auditorium em Nashville, Tennessee, este filme-concerto de Jonathan Demme combina entrevistas com Neil Young e outros membros da sua banda com a estreia de várias canções do álbum Prairie Wind. O filme-concerto também apresenta um encore acústico especial de canções antigas de Young, como um favor especial a Demme para os propósitos do filme. As canções interpretadas incluem Far from Home, Heart of Gold, Harvest Moon e Comes a Time.

 

Filmagens de longa metragem luso-francesa a decorrer na Biblioteca da Moita

A Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, na Moita, recebe, nos dias 12, 13 e 14 de julho, as filmagens da longa metragem “Toda a Gente Gosta de Jeanne”, da realizadora Céline Devaux, com uma equipa técnica e artística portuguesa e francesa.

Esta produção audiovisual, cuja a rodagem decorre na Moita e em Lisboa, é da responsabilidade da produtora “O Som e a Fúria” e foi classificada pela Lisboa Film Commission como uma obra de “relevante interesse cultural, contribuindo para o desenvolvimento económico local”, ao mesmo tempo que promove e divulga diferentes territórios.

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Durante estes três dias de rodagem na Moita, serão rigorosamente cumpridas todas as orientações da Portugal Film Commission para se filmar durante a pandemia, aplicando-se o protocolo de segurança para a COVID-19 da responsabilidade da produtora “O Som e a Fúria”, onde se encontram definidas todas as regras e medidas gerais, desde a testagem prévia e regular de todas as equipas envolvidas até a aplicação de medidas de higiene e segurança em filmagem (transportes, catering, câmara, som, maquilhagem, guarda-roupa, departamento de arte, veículos, etc).

O Lobo Solitário - Em Estreia no Festival Curtas Vila do Conde

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“O Lobo Solitário”, a nova curta de Filipe Melo, tem estreia marcada na próxima edição do Festival Curtas de Vila do Conde, onde integra o programa da Competição Nacional.

O filme será exibido no dia 18 de Julho, às 20h30. No dia 19, pelas 15h, o realizador estará no Lounge Curtas, no Teatro Municipal de Vila do Conde, para uma conversa sobre a curta. No mesmo dia, às 21h, o filme é exibido no Cinema Trindade, no Porto. Em Lisboa, o Cinema Ideal acolhe uma sessão de “O Lobo Solitário” no dia 20 de Julho pelas 21h.

Protagonizado por Adriano Luz, O Lobo Solitário conta ainda com a participação de António Fonseca, Maria João Pinho, Custódia Gallego e Ana Cloe entre outros.

Rodado no final do passado mês de Janeiro nos arredores de Lisboa, o filme tem argumento e realização de Filipe Melo, direcção de arte de Juan Cavia, direcção de fotografia de Vasco Viana, edição de Gabriela Soares e som de Bruno Garcez e Dillon Bennett. A música original ficou, também ela, a cargo de Filipe Melo em parceria com The Legendary Tigerman. Filme produzido pela Força de Produção e apoiado pelo ICA – Instituto do Cinema e do Audiovisual.

Sinopse:
No programa da noite da Viva FM, o radialista Vitor Lobo recebe uma chamada de um velho amigo que quer pôr a conversa em dia.


Realização e Argumento Filipe Melo

Elenco Adriano Luz, António Fonseca, Maria João Pinho, Ana Cloe, Márcia Breia, Custódia Gallego, Beatriz Batarda, Miguel Faustino

Com a participação de Luís Araújo, João Vaz Silva, Juan Cavia, Manuela Azevedo, Nuno Markl, Bruno Nogueira, Teresa Sequeira, Nina Ramos, Dinis Oliveira, Diogo Melo, Gonçalo Melo, Gabriela Soares

Produção Executiva Sandra Faria/Força de Produção Direcção de Fotografia Vasco Viana Edição Gabriela Soares Direcção de Arte Juan Cavia Assistente de Realização Ângela Sequeira Som Dillon Bennett, Bruno Garcez Assistente de Som Tiago Galvão Assistente de Imagem Selma Lopes 2º Assistente de Imagem Ana Vasa Steadicam Eberhard Schedl Assistentes de Arte Pedro Soares, Maria Guiomar Côrte Real Assistente de Plateau Gabriel Margarido Pais 2º Assistente de Plateau Duarte Nery Chefe Maquinista Carlos Santos Chefe Electricista Luiz Paulo Rodrigues (Xein) Assistente Electricista Ivo Mendes Guarda Roupa Fernanda Ramos Maquilhagem Magda Casqueiro, Sofia Lopes Edição de Diálogos + ADR Re-Recording Mixer Candela Palencia Edição de Som Xena Kirby Foley Mixer Adam Mendez ADR Ivan Neskov, Loudness Filmes Supervisor VFX Carlos Conceição Lead Compositors Iñigo Pérez, Gorka Pascual Grading Jorge Russo Finalização Hélder Mendes Créditos Duarte Elvas Música Filipe Melo, The Legendary Tigerman Mistura e Masterização Nelson Carvalho Apoio ICA – Instituto do Cinema e do Audiovisual

 

IndieLisboa | Ovos de Páscoa, Utopias, Rosas Azuis e Bruxas no IndieLisboa 2021

Curtas Competição Internacional e Silvestre: Ovos de Páscoa, Utopias, Rosas Azuis e Bruxas no IndieLisboa 2021
 
 

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Com parte da programação já anunciada, o IndieLisboa desvenda agora a programação de curtas-metragens das secções Competição Internacional e Silvestre. A 18ª edição do festival acontece de 21 de Agosto a 6 de Setembro nas salas habituais.
 
A competição internacional de curtas-metragens será composta em 2021 por 32 títulos nunca antes mostrados em Portugal, revelando um enorme conjunto de cineastas emergentes e de futuro.
 
 
Num ano marcado pela distância, os telefonemas pontuam Ella i Jo, o primeiro filme seleccionado desta edição e que deu o mote à competição. Mãe e filha, ambas artistas, pintam nos seus espaços - uma em Barcelona, outra em Atenas. As tentativas de chamada são o fio condutor que vem ritmar os momentos quotidianos e de criação, filmados pelo catalão Jaume Claret Muxart.
 
O cinema de animação tem sido um dos pontos fortes da competição internacional de curtas-metragens ao longo dos últimos 18 anos. Nesta edição, destacam-se Easter Eggs, de Nicolas Keppens, em competição no último festival de Berlim, onde um desentendimento entre dois amigos gera um confronto que mistura ternura e violência. Mofo Relay, de Taewan Kim e Shunny Kim, que nos leva em dois minutos de trip sideral, com alienígenas de origens enigmáticas que se divertem em conjunto. E ainda Poum Poum! de Damien Tran, um musical de animação que celebra a harmonia entre cores, texturas e sons.
 
Nos documentários destacam-se o russo Blue Rose, de Olya Korsun, ensaio visual que explora o conceito de flor, reflectindo sobre a sua beleza, história e comoditização, e My Nightingtale with Tears, de Cécile Lapergue, sobre a soprano francesa Denise Duval, conhecida sobretudo pelas suas interpretações de óperas de Francis Poulenc.
 
No território da ficção, The Shift de Laura Carreira, premiado no último festival de Veneza, reflecte sobre o trabalho e a precariedade através de uma visita de Anna ao supermercado. E Heliconia, primeiro filme de Paula Rodríguez Polanco, estreado no FID Marseille, que constitui uma sinfonia sinestésica marcada por texturas, cores, calor e corpos, onde Maria, uma rapariga de catorze anos, parte em busca do paraíso na Terra.
 
Destaque ainda para The Pleasants Effect, o filme da vida de Pete Levine. Começado em 1973 e terminado em 2020, esta primeira obra de um realizador de 70 anos conta a história de C.R. Pleasants, um inventor amador que dizia ser capaz de dispersar o nevoeiro que, nos anos 30 e 40, afligia os pilotos de aviões. Em estreia mundial, Transportation Procedures For Lovers da jovem realizadora Helena Estrela é uma experiência que reflete sobre o melhor método de chegar mais perto de quem se ama.
 
 
Na secção Silvestre, dedicada a cineastas mais experientes no campo da curta-metragem, emergem 18 filmes, muito diferentes entre si e que transpiram o brilhantismo da produção contemporânea.
 
Destaque natural para Which is Witch? de Marie Losier, presença assídua no festival desde a sua vitória em 2011 com The Ballad of Genesis and Lady Jaye. Mais uma vez, a exuberância de Losier dá a voz à loucura de universos paralelos e há Bertrand Mandico a pairar.
 
No campo da animação a histórica cineasta Joanna Quinn, nomeada para o Oscar por diversas vezes pelos seus filmes anteriores e uma das mais aclamadas animadoras a nível mundial traz Affairs of the Art. Estreado em 2021, divertido e polémico, é mais uma vez a confirmação do seu estatuto.
 
Destaque para as entradas norte-americanas da competição: três filmes inusitados, estranhos e surpreendentes. Black Square, de Peter Burr, é um quadrado preto no centro do ecrã onde se contorcem figuras humanas, uma sucessão de imagens em constante assalto visual e sonoro. Em The Canyon, Zachary Epcar filma exteriores de casas, objectos e pessoas de forma hipnotizante, convidando a uma viagem guiada por música que vai do inquietante ao sublime. Os dois realizadores regressam ao festival depois de passagens em 2017 e 2019. Finalmente, In The Air Tonight, de Andrew Norman Wilson, transforma a experiência da canção homónima de Phil Collins reimaginando-a com uma narração onírica.
 
 
O júri da Competição Internacional de Curtas-Metragens será composto por Bianca Lucas, cineasta e programadora no Festival de Cinema de Sarajevo, Réka Bucsi, vencedora do Grande Prémio de Curta-Metragem em 2018 no IndieLisboa com o filme Solar Walk, e Mariana Gaivão, realizadora do multi-premiado Ruby.
 
E para o júri da secção Silvestre conta-se com Daniel Ebner, co-fundador e director artístico do Vienna Shorts, Rita Cruchinho Neves, fundadora do atelier MODO, e Maíra Zenun, coordenadora e curadora de ciclos de cinema como a Mostra Internacional de Cinema na Cova - África e as suas diásporas.
 
 
Dia 6 de Julho arranca a venda exclusiva de 100 de cadernetas Early Bird de 10 bilhetes, que podem ser adquiridas na rede Ticketline por 25€ (nos balcões e em ticketline.pt).
 
A programação das restantes secções, incluindo as longas-metragens da Competição Internacional, será anunciada brevemente. Actualizações em indielisboa.com.

Está fechado o programa para a primeira edição do NOMA Azores

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Festival acontece em São Miguel entre 27 e 31 de julho

São oito filmes que competem pelos dois prémios principais da primeira edição do NOMA AZORES - Festival Internacional de Cinema de Direitos Humanos, a decorrer no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, entre 27 e 31 de julho. Uma selecção que integra quatro filmes produzidos em solo português e quatro vindos de outras paragens, num desenho de programação que chama a atenção para o lugar das mulheres nas sociedades contemporâneas, traça os caminhos de diferentes passados coloniais com impactos que resistem até aos dias de hoje e revela novas histórias em ebulição por entre as nossas cidades. 

Comecemos por Lisboa e o seu cenário musical emergente num documentário que percorre as jornadas, histórias e influências de diferentes músicos a habitarem a cidade. A Batida de Lisboa, de Rita Maia e Vasco Viana é exibido a 29 de julho, pelas 21h30. Daí para uma aldeia remota de Portugal, onde Paulo Carneiro tenta traçar a vida e histórias da sua avó, por entre testemunhos de todos os que com ela privaram. Bostofrio passa no Teatro Micaelense a 28 de julho pelas 21h30. Chico Rei entre Nós, filme brasileiro, parte da história do rei congolês com o mesmo nome para explorar os diversos ecos da escravidão brasileira na vida dos negros de hoje. É exibido às 21h30 de 27 de julho. As tensões e os encontros dentro da comunidade cigana são o ponto de partida para Como el Viento, filme espanhol que nos apresenta Mara, uma mulher crioula que se torna cigana. Passa no dia 29 de julho pelas 19h00. Por terras da Nova Guiné, uma ode poética à sede indelével de um povo por liberdade, cultura e soberania, em Ophir, exibido no dia 30 de julho pelas 21h30. Voltamos a solo português e a um filme estreado há pouco nos cinemas. Prazer, camaradas! uma longa metragem pós-revolução do 25 de Abril onde se debate o direito das mulheres ao prazer sexual. Exibido a 27 de julho, pelas 19h00. Other Conviction, de Juan Manuel Repetto, Sebastian leva-nos pelo dia-a-dia de uma casa de correcção, levantando questões sobre os direitos infantis e as políticas de reintegração social. Passa a 28 de julho, pelas 19h00. Fechar a lista de seleccionados, com Visões do Império, onde revemos historicamente a forma como o império português foi imaginado, documentado e publicitado até à revolução que, em 1974, pôs fim ao regime político autoritário que governava Portugal. Exibido a 30 de julho, pelas 19h00. 

As novas confirmações juntam-se ao já anunciado programa não competitivo de curtas metragens (Tahiti e La chambre, de Latifa Said, e Novos Vizinhos: Um só Deus, de Bruno Correia) e ao ciclo de conversas com a actriz Ana Lopes,  a activista Carolina Brito e o realizador e produtor Filipe Tavares. Os filmes que integram a Competição Internacional do NOMA concorrem aos prémios de Melhor Longa Metragem, Melhor Longa Metragem Portuguesa e Prémio do Público. O júri que decidirá os vencedores é composto por: Ana Margarida Cunha Silva, Diogo Lima, Eduardo Leal, Joana de Sousa e Salomé Lamas. 

Promovido pela Câmara Municipal de Ponta Delgada que o NOMA Azores “é a expressão do compromisso público e político de Ponta Delgada com a problemática dos Direitos Humanos em todas as suas dimensões e, sobretudo, com a identificação dos mecanismos e sistemas de promoção de direitos e liberdades que, não obstante estarem legalmente salvaguardados e dos progressos alcançados, são ainda hoje repetida e reiteradamente violados.”. De acordo com a organização, “a resistência em fazer cumprir a Declaração Universal dos Direitos do Homem leva a que Ponta Delgada, território inclusivo e enriquecido pela sua diversidade cultural, assuma, através do NOMA Azores, a centralidade do encontro entre homens e mulheres; entre cidades e países; entre instituições e organizações, para questionar, refletir e apontar caminhos para uma empenhada e efetiva promoção e proteção dos Direitos Humanos.”.