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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Dança no Fórum Cultural na Baixa da Banheira

O Fórum Cultural José Manuel Figueiredo recebe, no dia 22 de outubro, pelas 21:30h, o espetáculo de dança “Inverno”, pela Companhia de Dança de Almada, com criação de Bruno Duarte.

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“Desde criança tenho muito presentes as imagens a que, fascinado, assistia na televisão e que me davam a conhecer um pouco do que são os costumes de inverno transmontanos – caretos, chocalheiros, diabos, figuras que sempre exerceram sobre mim um magnetismo especial. Vi na criação deste espetáculo uma oportunidade para explorar cenicamente o cruzamento da sacralidade ritual destas celebrações ancestrais, com uma linguagem de dança contemporânea. Situado entre o sagrado e pagão, ancestral e contemporâneo, humano e sobrenatural, “Inverno” procura transmitir a magia que se vive por estes lugares na altura do solstício de inverno, retratando o pulsar da terra, a emancipação dos jovens, as arruadas, a postura de transgressão – mas tão regrada por práticas fixas – e o forte misticismo cultural. Este é um trabalho sobre o que está vivo, mas também sobre a memória. Sobre aquilo e aqueles que já viveram os locais que hoje experimentamos.” Bruno Duarte

“Estes são rituais de juventude, cheios de vida e de futuro, por onde perpassam todas as atividades dos povos (…), rituais que a cada ano renovam a confiança na continuidade da vida, bem simbolizada no fogo e outros deuses pagãos.

Nunca realçaremos suficientemente o papel que os rituais (…) tiveram na evolução das nossas sociedades e lhes transmitiram um carácter de sanidade ética que consegue manter a dignidade no meio da maior pobreza e de dificuldades sem fim.” Amadeu Ferreira, in “O Diabo e as Cinzas” (2013).

 

Criação: Bruno Duarte | Cocriação e interpretação: Bruno Duarte, Carlota Sela, Francisco Ferreira, Joana Puntel, Luís Malaquias, Mariana Romão e Raquel Tavares | Música: Galandum Galundaina, Roncos do Diabo, Cabra Çega, Urze de Lume, Colin Stetson | Figurinos: Nuno Nogueira | Cenografia: Carlota Machado e Bruno Duarte | Desenho de luz: Stageplot – Filipa Romeu | Imagem promocional: Ester Gonçalves | Ensaiadora e assistente de coreógrafo: Maria João Lopes | Seleção musical e sonoplastia: Bruno Duarte

Coprodução do Teatro Municipal de Bragança e Companhia de Dança de Almada.

 

Destinatários: Geral | M/6 anos

Duração: 60 min.

Bilhete: 3,56 euros

 

Fórum Cultural José Manuel Figueiredo.
Rua José Vicente, 2835-134 Baixa da Banheira


Horário da Bilheteira
De terça-feira a sábado, das 14:30h às 19:30h
Dias de espetáculo: Uma hora antes do início do espetáculo ou sessão; encerra aquando do início do espetáculo ou sessão.
Os bilhetes podem ainda ser reservados, através do telefone 210 888 900, no horário de funcionamento da bilheteira. As reservas têm que ser levantadas, no máximo, à véspera do espetáculo/sessão, com um limite de cinco bilhetes por reserva.

LA PROCESSION de NACERA BELAZA | CASA DA DANÇA em Almada

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Estamos nos últimos dias de inscrições para a oficina-performance La Procession de Nacera Belaza (Argélia/França).
Inscrições abertas até 8 de Outubro: www.casadadanca.pt/oficinas/

A coreógrafa Nacera Belaza (FR) coordenará na CASA DA DANÇA em ALMADA a Oficina-Performance LA PROCESSION entre 15 e 23 de Outubro, com apresentação no dia 23 em um itinerário através da cidade de Almada.  Em LA PROCESSION os performers circulam por um caminho sensorial que nos convida a questionar a essência de um lugar: o espaço interior e exterior, privado e público, escuridão e luz. Cada “procissão” é uma ocasião para criar uma peça única com um novo grupo. As obras de Nacera são apresentadas regularmente na Europa, África, Ásia e América do Norte, em festivais como Montpellier Danse, Rencontres Chorégraphiques Internationales de Seine-Saint-Denis, Festival d’Avignon, Bienal de la Danse de Lyon e Kunstenfestivaldesarts.

LA PROCESSION com NACERA BELAZA
15 a 23 OUT, 17h00 às 21h00
Apresentação: 23 OUT às 17h00

La Procession - “Um grupo (um corpo único) irá circular dentro de um itinerário sensorial conectando-se ao seu espaço interior. A coreografia surge como consequência natural desse estado.Por meio dessa condição, a ideia é criar um vínculo mais intenso entre os performers e o público. A perceção será, portanto, transformada, exacerbada para permitir que o imaginário ocorra.” Nacera Belaza. Nos últimos anos, Belaza vem desenvolvendo “as procissões” como uma nova forma de se relacionar com o público. Em La Procession os performers circulam por um caminho sensorial que nos convida a questionar a essência de um lugar: oespaço interior e exterior, privado e público, escuridão e luz. Cada “procissão”é uma ocasião para criar uma peça única com um novo grupo. 

Espetáculo de dança contemporânea "Gorpuztu" no Teatro-Cine de Torres Vedras

 

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Eva Guerrero leva ao palco do Teatro-Cine de Torres Vedras no próximo dia 9 de outubro, pelas 21h30, o espetáculo de dança contemporânea Gorpuztu.

Trata-se de um espetáculo com música ao vivo que aborda “a nossa procura constante de equilíbrio”, o “combate pelo se estar em calma, pelo silenciar o ruído, pelo aligeirar a carga e a culpa, para encontrar um lugar onde o animal durma tranquilo”.

Gorpuztu nasce de uma investigação sobre o uso do corpo em determinados contextos e religiões. Dividindo o corpo em várias partes, observando gestos, movimentos e ações da hora da reza e explorando conceitos como os de culpa, penitência, transcendência e submissão, em diferentes religiões, assim nasceu Gorpuztu

De referir que este espetáculo foi candidato aos Prémios Max 2020 (categorias de “Melhor Autor Revelação” e de “Melhor Intérprete Feminina de Dança”). Gorpuztu é um espetáculo recomendado pela SAREA - Red Vasca de Teatros.

O preço dos bilhetes para se assistir a Gorpuztu no Teatro-Cine de Torres Vedras é de cinco euros.

 

Ficha Técnica

Criação, Textos e Coreografia: Eva Guerrero | Trabalho "estilos internos chinos": Aritz Aresti 
Figurinos: Azegiñe Urigoitia 
Cenografia: ATX Teatroa y DOOS Colectivo 
Desenho de Luz: Arantza Heredia 
Produção: Jemima Cano
Agradecimentos: Coro Lipoveno Juravca, Comunidad Judía Progresista Betshalom de Barcelona, La Sabiduría de Nagarjuna Bilbao, Graciano Acosta, Aritz Aresti, Majid Javadi, Achraf Abdeloihidin, Amaia e Julia, Maite e Santi, Doltza, Aritz e Helena, Esti, Naia e Mikel...
Um projeto financiado por: Dpto. de Cultura del Gobierno Vasco 
Apoios: Garaion Sorgingunea, Espacio Punto de Fuga, La nave del Duende y Teatro Barakaldo Antzokia

 

Biblioteca José Saramago do Politécnico de Leiria acolhe residência artística de dança clássica e contemporânea

“Biblioteca Imaginária - Dança no Património por Inesa Markava” decorre até dia 21 de outubro

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A Biblioteca José Saramago, sita no campus 2 do Politécnico de Leiria, está ser palco da residência artística “Biblioteca Imaginária - Dança no Património por Inesa Markava”, até ao dia 21 de outubro. Numa lógica de artes performativas com o foco em recursos expressivos da dança clássica e contemporânea, a residência desenvolve-se de uma forma pessoal e artística, numa dinâmica interartes, através de linguagem não verbal do corpo em movimento, dramaturgia do objeto e componente sonoro-musical, explorando o espaço arquitetónico da Biblioteca José Saramago.

«Com esta residência pretendemos desenvolver um projeto performativo que promova o estreitamento de laços entre a comunidade académica e a comunidade civil, através de uma dinâmica coreográfica e interativa aberta a todas as faixas etárias, bem como momentos artísticos subtis e silenciosos que irão atender e envolver os estudantes interessados num momento de pausa e pequena aventura de movimento», explica Inesa Markava, em sintonia com o projeto de literacia e mediação para as artes enquadrado pelo Plano Cultural do Politécnico de Leiria.

O resultado da residência artística será apresentado em dois espetáculos que vão focar as questões de escala, história, espírito da biblioteca e o lado poético da leitura, em que os espectadores e leitores terão a oportunidade de conhecer a Biblioteca José Saramago de uma nova forma, mergulhando no universo de associações e aproximações várias, que farão despertar o imaginário individual através de experiência artística.

Flamenco dia 9 de Outubro no TMJB

Memória Viva, com coreografia de María del Mar Moreno. Espectáculo integrado na Mostra Espanha 2021

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Memória Viva, de María del Mar Moreno, espectáculo integrado na Mostra de Espanha 2021, vai ser apresentado dia 9 de Outubro, às 21h, na Sala Principal do TMJB. Flamenco dançado, cantado, tocado, evocador dos seus ícones e história e estórias, é o que nos promete, e tudo pelos pés e pelo corpo da bailaora María del Mar Moreno muito bem acompanhada por intérpretes de bandeira do flamenco. 

 

Memória viva é um espectáculo profundo, no qual a bailarina e coreógrafa exterioriza a percepção de si mesma num diálogo de proximidade com quem a rodeia. Desta forma, o outro constitui-se como um elemento-chave no processo de alteridade da artista e da pessoa.

O elenco, de primeira água, é já uma memória viva do flamenco, e apresentará uma série de elementos materiais e imateriais, plasmando-os através de um acervo incomensurável de música e de poesia.

A arte transformar-se-á num elemento revelador de identidade — num espelho que reflicta não só os intérpretes, mas também os próprios espectadores.

Mais do que um espectáculo, estamos perante uma autêntica experiência em que as interacções entre homens e mulheres, gente de distintas gerações, descodificam paradigmas em torno da História do flamenco — a sua evolução e as suas personagens icónicas.

Uma oportunidade de re-significação social, em tempos de uma crise que nunca imagináramos. Uma reflexão colectiva sobre a diferença básica entre aquilo que julgamos ser e o que realmente somos.

«Vivemos mais presenças do que ideias. É assim que entramos nas vidas de outras pessoas. Ao penetrar na vida de outrem, descobrimos a nossa própria vida. E se não dermos um sentido à nossa vida, nunca poderemos alcançar o sentido da vida dos outros», afirma La Moreno.

 

 

Memória Viva(Sala Principal do TMJB, sábado, dia 9 de Outubro, às 21h.) M/6 | 1h20 | Preço: entre 11,90€ e 17€ (Clube de Amigos: 8,50€)

 

De María del Mar Moreno

 

Direcção, guião e dramaturgia María del Mar Moreno
Assistência de direcção Fernanda Martínez Puccini
Canto Antonio MalenaDolores AgujetasJosé de los camaronêsElu de Jerez, El ToloSaira Malena e José el Berenjeno
Guitarra Santiago Moreno e Malena filho
Percussão Ale de la Gitanería
Palmas Javi Peña

Baile María del Mar Moreno e Miguel Ángel Heredia
Adaptação das letras María del Mar Moreno e Antonio Malena
Adaptação musical María del Mar Moreno e Santiago Moreno
Coreografia María del Mar Moreno
Desenho de luzes Marcos Serna
Desenho de som José Amosa
Figurinos Marina para Fina Estampa
Imprensa e comunicação Vacas & Ratones
Fotografia Paco Barroso
Distribuição O. Territorio Flamenco
Fotos do dossier Claudia Ruiz

 

Compañía María del Mar Moreno (Jerez de la Frontera)

 

O espectáculo está integrado na Mostra Espanha 2021

Kilombo - Curadoria Aurora Negra no Espaço Alkantara

 

KILOMBO - Curadoria Aurora Negra 

  © Tiago Moura
Espaço Alkantara              
6.08 - 8.08.2021
Eventos gratuitos (+ info sobre reservas)
 

Kilombo é um lugar de reunião e resistência, onde a comunidade se nutre, partilha e cuida. É um lugar de força e libertação.

A convite do Alkantara, Cleo Diára, Nádia Yracema e Isabél Zuaa — Aurora Negra —, juntaram um grupo de artistas que admiram e consideram relevantes no panorama cultural. Durante três dias no Espaço Alkantara, através de várias práticas artísticas, criam um momento de celebração e resiliência.

 
PROGRAMA
Exposições de Filipa Bossuet e Preta.Preta durante os dias de evento.
6 AGOSTO

Sessão 1 | 16H

WELKET BUNGUÉ
Trilogia Carbono
Vídeo

JÚLIO BRECHÓ
Memórias da Pequena África 
Conferência-concerto

Sessão 2 | 18H30

JAJA ROLIM
Kebra 3000
Performance

Sessão 3 | 19H15

LOLO ARZIKI
Vídeo seguido de conversa com o público

Sessão 4 | 20H30

DI CANDIDO
A arte do desbunde
Performance

 
07 DE AGOSTO

Presença da lojas Bazofo e Atelier Kahumbi.

Oficina | 11H

MELISSA RODRIGUES E DORI NIGRO
CORONAS IN THE SKY, Not a Manifesto! an essay on Afrofuturism and Liberation
Oficina-Conversa (mediante inscrição)

Sessão 1 | 16H

GIO LOURENÇO E INÊS OLIVEIRA
Black Bird
Video

AL VARO
The rider | Welcome to my hell
Vídeo

DAVID AMADO
Velveteen
Video

Sessão 2 | 18H

CARLOS KANGOMA
LUCY
Concerto

Sessão 3 | 19H30

VENGA VENGA
CROMA
Performance

08 DE AGOSTO

Sessão 1 | 16H

BRUNO HUCA
Auroro Negro
Performance

Sessão 2 | 17H30

ROXANA 
Investigação em Curso
Performance

Sessão 3 | 19H

VÂNIA DOUTEL VAZ 
Vídeo/Performance

Sessão 4 | 20H30

CIGARRA
DJ Set
 
 

Agenda semanal Centro Cultural de Belém · 4 a 11 de agosto 2021

Dança

Moritz Ostruschnjak

TANZANWEISUNGEN (it won't be like this forever)

5 e 6 agosto | Quinta e sexta-feira | 20h00 | Palco do Grande Auditório

 

«Não será assim para sempre» é o que diz a placa que o coreógrafo
Moritz Ostruschnjak nos mostra, atravessando o palco, enquanto o fantástico bailarino Daniel Connant executa a sua obra. TANZANWEISUNGEN, em português, «Instruções de dança», é o seu último trabalho, já estreado durante pandemia. Pleno de referências autorreflexivas e irónicas, o intérprete leva-nos por um cânone extremamente diverso e exigente de movimento, entre o sapateado, o footwork do boxe, a street dance, o ballet clássico, num pulsar alucinante de elementos divergentes que se exageram, ironizam e contradizem, como que obedecendo a uma instrução obrigatória que nos leva a um abismo.

Teatro

Artistas Unidos

Morte de um Caixeiro Viajante, de Arthur Miller

6 a 15 de agosto | Quarta-feira a sábado (19h00) e Domingos (16h00) | Pequeno Auditório | Coapresentação Centro Cultural de Belém, Teatro Nacional D. Maria II

 

Morte de um Caixeiro Viajante, obra escrita em 1949, no imediato pós-guerra, é uma tragédia moderna do cidadão comum, um sentido requiem por uma sociedade que se baseia no triunfo individual, na competição, na exploração. Um requiem pelo capitalismo. E um dos retratos mais magoados do Sonho Americano. E agora que outras crises do capitalismo se abatem sobre as nossas vidas? E agora que estamos metidos nisto? E agora, que é feito de nós?

 

Cinema na Praça CCB

Amazing Grace

Sydney Pollack, Alan Elliott

6 agosto | Sexta-feira | 21h30 | Praça CCB

 

O filme que esta sexta-feira será exibido na Praça CCB retrata a gravação do maior álbum de gospel de todos os tempos, Amazing Grace, por Aretha Franklin, em Los Angeles em 1972. O filme é um testemunho da grandeza de Aretha Franklin e uma viagem no tempo na história musical e social dos EUA.

 

Música na Praça CCB

Selma Uamusse

7 agosto | Sábado | 21h00 | Praça CCB

 

Sem deixar as suas raízes moçambicanas, Selma Uamusse deixa transparecer na sua música influências que vão do rock ao jazz, da soul às sonoridades africanas, que a sua voz modela numa síntese quente e sensual. A cantora irá agora apresentar no palco da Praça CCB o seu segundo e aclamado álbum, Liwoningo.

Música

Orquestra de Câmara Portuguesa

Les Principes Créatifs

8 agosto | Domingo | 19h00 | Grande Auditório

 

Concerto que começa com Mozart e o seu Concerto para Flauta e Harpa, tendo como solistas o flautista Rui Borges Maia e a harpista Maria Sá Silva. De Mozart avançamos até Shostakovich, com a sua Sinfonia de Câmara, e terminamos com a misteriosa composição Ohoi – Les principes créatifs, um rito de passagem límpido e eterno e Giacinto Scelsi.
Direção musical de Pedro Carneiro e encenação de Teresa Simas.

Gonçalo M. Tavares

Dicionário de Artistas

 

#44 O grande intervalo, dedicado a Gregor Schneider

Todas as semanas é disponibilizado nas plataformas digitais do CCB um texto inédito de Gonçalo M. Tavares, com leitura de Ana Zanatti.

Para ler em www.ccb.pt e ouvir no Spotify do CCB.

TEATRO-CINE DE TORRES VEDRAS ACOLHE O CICLO DE PERFORMANCES "ECLÉTRICA"

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O Teatro-Cine de Torres Vedras acolhe no próximo dia 23 de junho, pelas 21h30, um ciclo de performances que serão apresentadas pela Performact.

Ecléctrica é o nome desse ciclo, o qual, mais que uma simples mostra, procura ser uma partilha, uma forma de energizar uma noite que traz ao palco do Teatro-Cine de Torres Vedras um pouco das várias realidades geradas por professores convidados e alunos no contexto do curso intensivo de intérprete de dança contemporânea da Performact.

De referir que esta entidade foi fundada em 2016, fruto de uma colaboração entre a Ilú - Associação Dança/Teatro de Intervenção Urbana e a sua associação parceira Untamed Productions, sendo que procura formar bailarinos a um nível profissional com um rigoroso plano de ensino orientado para a área da performance no campo da dança contemporânea. A Performact faculta aos estudantes não só a oportunidade de trabalhar as suas próprias capacidades físicas e intelectuais com vários profissionais de renome nacional e internacional, mas também fornece conhecimentos complementares de produção, o que é essencial na formação de um intérprete e na sua perceção daquilo que é um espaço cénico e performativo.

As entradas para se assistir ao ciclo de performances Eclétrica no Teatro-Cine de Torres Vedras são gratuitas.

Sonata for vacuum and H strings, de Juliana Fernandes

Esbatendo a parede entre nós e eles, resta-nos observar como o som da chuva nos persegue sem nos consumir. As expectativas, essas, assombram todos os momentos, em formato 3D na procura dos nossos devaneios mais loucos, íntimos e transparentes. Continuamos a olhar para trás, na procura de sentido, lógica e fio condutor. Contamos os batimentos, nossos e deles. A que velocidade anda o coração?

Conceito e direção: Juliana Fernandes

Intérpretes e cocriadores: Adi Rozen, Celia Morris, Emilio Bagnasco, Gustavo Magalhães, Inbar Aviram, Julie Stamm, Maja Kubalanca, Robin Zimmerman

Assistência coreográfica: Mariana Oliveira

Música: Ulfur, Chick MacGregor, Jerry Herman, Yasunoshin MORITA

 

Empty Chairs, de Jos Baker

Há algo que está em falta, falta alguém. Como lidamos com a ausência... E se não tivéssemos cheiro, nem gosto, nem toque... Empty Chairs é uma colaboração entre Jos Baker e os bailarinos/estudantes da Performact em forma de uma exploração do que acontece quando algo importante nos é retirado.

Conceito e direção: Jos Baker/Trodden dreams

Criação e performance: Celia Morris, Clemence Peytoureau, Diane Gossiome, Emilio Bagnasco, Francisca Rodrigues, Irene Valesano, Jean Loup, Mara Morgado, Mariana Oliveira, Marina Melero, Marzia Magnanini, Maxime Renaud, Suevia Rojo

Assistência coreográfica: Inês Carijó

Aluno assistente: Sebastien Bruneau

Música: JeanLoup, Hildur Gudnadottir, Ben Lucas Boysen, ABBA.

 

Fúrias, de Ricardo Ambrózio

"Escorraçadas do pecado e do sagrado
Habitam agora a mais íntima humildade
Do quotidiano.
São Torneira que se estraga atraso de autocarro
Sopa que transborda na panela
Caneta que se perde aspirador que não aspira
Táxi que não há recibo estraviado
Empurrão cotovelada espera
Burocrático desvario
Sem clamor sem olhar
Sem cabelos eriçados de serpentes
Com as meticulosas mãos do dia-a-dia
Elas nos desfiam Elas são a peculiar maravilha do mundo moderno
Sem rosto e sem máscara
Sem nome e sem sopro
São as hidras de mil cabeças da eficácia que se avaria
Já não perseguem sacrílegos e parricidas
Preferem vítimas inocentes
Que de forma nenhuma as provocaram
Por elas o dia perde seus longos planos lisos
Seu sumo de fruta
Sua fragrância de flor
Seu marinho alvoroço
E o tempo é transformado
Em tarefa e pressa
A contratempo."
Sophia de Mello Breyner Andresen | Ilhas, Págs. 64 e 65 | Texto Editora, 1989

Música: NOTO, ALVA / SAKAMOTO, RYUICHI - Summvs; Kumushki-Andrei Tarkovsky; Alim Qasimov, Hüsnü Şenlendirici, Rauf Islamov, Michel Godard - A Trace of Grace.

Coreógrafo: Ricardo Ambrózio

Intérpretes: Celia Morris, Francisca Rodrigues, Massimiliano Arnone, Suevia Rojo

 

BODY CARRIERS, de Eduardo Toroja

Esta criação com os bailarinos do Performact é uma comunhão energética e física de vocabulários oriundos das primeiras duas peças da companhia Última Vez (de Wim Vandekeybus): What the Body Does Not Remember (1987), descrita como uma “paisagem de combate perigosa”, que recebeu o prestigioso Bessi Award pela sua “confrontação brutal de dança e música” composta por Thierry de Mey e Peter Vermeerch; e Les Porteuses de Mauvaises Nouvelles (1989), “um jogo ritualístico de tentação e desafio”, “de cada vez que a boca se enchia de reações instintivas do perigo dos atores, eles fugiam”.

Coreógrafo: Eduardo Toroja

Intérpretes: Adrien Fried, Alicja Minc, Emma Halom, Irene Valesano, Jean Loup, Marria Nikolaeva, Marina Melero, Massimiliano Arnone, Nicolas Sanchez, Sebastien Bruneau, Suevia Rojo, Surendra Tekale

 

Crédito Fotográfico: Ricardo Ambrózio

 

Programa

Município de Palmela | Passos e Compassos estreia “Destempo Vertical” no Cine-Teatro S. João

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A Passos e Compassos estreia o espetáculo “Destempo Vertical” , nos dias 9 e 11 de junho, às 21h00, no Cine-Teatro S. João, em Palmela.

Trata-se do 5.º espetáculo/bouquet do ciclo Syrah que lança o aroma e desvendará a Casa Ermelinda Freitas.

Com ideia e direção de António Machado e Sofia Belchior, “Destempo Vertical”  conta com a interpretação da Dançarte:Ivanoel Tavares, José Lobo, Pedro Sampaio, Ricardo Mondim e Sofia Luz.

Entretanto, estão abertas inscrições para a Oficina de Aéreos, promovida pela mesma companhia no dia 19 de junho, no Centro Cultural de Poceirão (inscrições: 935321218).

Saiba mais em https://passosecompassos.pt.