Evento realiza-se a 6 de junho, no Auditório do Templo da Poesia–Parque dos Poetas, em Oeiras.
Formato dinâmico e imersivo, com debates, entrevistas enetworking.
Inscrições gratuitas, limitadas à lotação do espaço, já estão abertas.
Reboot Portugal, evento de referência sobre o futuro da comunicação na política e nas instituições, já tem data para a edição de 2025. Esta edição, dedicada ao tema “Comunicação e Marketing Político”,terá lugar no Auditório do Templo da Poesia–Parque dos Poetas, em Oeiras, no dia 6 de junho, sexta-feira. Especialistas do Brasil e Portugal irão debater temas como desinformação, comunicação digital e marketing territorial.
O evento promoverá painéis de debate como “Comunicação, Desinformação e Fake News”, que contará com o jornalista Fernando Esteves (diretor do Polígrafo), Ribau Esteves (presidente da Câmara Municipal de Aveiro) e Vasco Ribeiro (professor associado da Faculdade de Letras da Universidade do Porto), moderado por João Tocha (consultor de comunicação da First Five Consulting – F5C). O painel “Governar com Dados: Ciência ou Ilusão” terá as intervenções de Alexandre Picoto (Pitagórica), António Salvador (Intercampus) e Marina Petrucci (Ipsos Apeme).
A edição de 2025 contará com a participação de oradores como António Cunha Vaz, consultor de comunicação da CV&A Europe, e Juarez Guedes, estratega em Marketing Político, que irão partilhar as suas perspetivas sobre “Comunicação Política”. Maurício Moura, economista e investigador de políticas públicas e análises eleitorais, irá apresentar uma intervenção sobre “Opinião Pública no Governo de Trump”.
“Comunicação Autárquica e Marketing Territorial” será o tema abordado por Sofia Gaio, consultora e especialista nesta área. A conferência terá também a participação de Bruno Batista e Pedro Costa, da GCIMedia Group; Francisco Rodrigues dos Santos, advogado; Marcello Natale, especialista em Marketing Digital; e Nani Blanco, publicitária e consultora de marketing político e institucional.
Márcia Conrado, primeira mulher Prefeita no Município de Serra Talhada, e o deputado Fernando Monteiro integrarão o painel intitulado “Comunicação de Mandatos”, moderado pelo consultor de comunicação João Frey.
Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal de Oeiras, fará as boas-vindas e uma intervenção durante o almoço.
Um evento essencial para profissionais da comunicação e política
Com seis anos de história e edições anteriores em Brasília e Lisboa, o Reboot reúne alguns dos principais nomes da comunicação institucional e eleitoral do Brasil e de Portugal num evento com um formato dinâmico e imersivo.
O Reboot Portugal é destinado a consultores e estrategas políticos, profissionais de comunicação e marketing, candidatos, líderes partidários, académicos, jornalistas, especialistas em dados e membros de organizações da sociedade civil.
O Clarão regressa de 12 a 14 de setembro à Quinta da Ribafria, em Sintra, com concertos, exposições, cinema, instalações, feiras, oficinas e debates, de entrada gratuita.
O Clarão é um festival multidisciplinar, organizado pela Claraboia - Associação Cultural, que junta, na Quinta da Ribafria, mais de 200 artistas, membros de associações e feirantes. Na sua segunda edição, o Clarão mantém o compromisso de dar palco ao talento emergente, ao associativismo e à comunidade. Três dias que prometem ser como uma explosão de energia, resultante da faísca que se dá no encontro entre corpos e mentes criativas - mote que enforma esta edição do festival.
A programação artística será mais uma vez construída em regime misto - entre concurso público e convite - continuando o trabalho de escuta e envolvimento da comunidade local e reforçando o espírito colaborativo que caracteriza o festival. Está, neste momento, a decorrer uma open call para projetos artísticos que queiram integrar o Clarão.
As candidaturas estão abertas até 6 de junho e são direcionadas a artistas, coletivos e associações que queiram integrar as várias atividades da programação: concertos, exposições, feiras, oficinas. Esta open call inclui ainda a residência artística MUSCARIUM x Clarão, uma oportunidade para artistas com deficiência e Surdos. Os regulamentos e formulários de inscrição estão disponíveis em: claraboiasintra.pt/clarao
Espera-se um momento único de celebração conjunta, sustentável e inclusiva dando palco ao melhor da Linha de Sintra, mas também a artistas de todo o país. As primeiras confirmações serão divulgadas em julho.
com José Pacheco Pereira, Ana Nogueira, Jorge Silva e José Teófilo Duarte
No âmbito do Projeto *«Ilustrar a Fraternidade» realiza-se no próximo sábado, 3 de maio, às 18h30, na Biblioteca e Arquivo, o debate «Grafismos em Liberdade» sobre os cartazes da liberdade que inundaram as paredes das cidades no PREC, sendo igualmente abordada a questão: as redes sociais e a inteligência artificial substituem a mão humana?
O Debate conta com as participações de José Pacheco Pereira, Ana Nogueira, Jorge Silva e José Teófilo Duarte, responsável pela moderação.
Este debate relaciona-se com a exposição «Grafismos em Liberdade», que pode ser visitada na Biblioteca e Arquivo até 5 de maio, e que apresenta um conjunto decartazes produzidos no período que se seguiu ao 25 de Abril de 1974, do espólio dos Arquivos Ephemera, de José Pacheco Pereira, e do Arquivo Pessoal de Jorge Silva.
*Ilustrar a Fraternidade
Projeto que decorre em Grândola desde início de abril, sendo constituído por um conjunto de iniciativas a decorrer nos próximos meses: Exposições, Debates e Oficinas de Artes Visuais.
A 27 de abril, às 16h00, no Auditório Municipal António Silva
Momento acontece no âmbito da pré-campanha para as legislativas, contando com a presença de representes do PSD, PS, PCP e Livre
A Performart – Associação para as Artes Performativas em Portugal convida profissionais do setor cultural, meios de comunicação social e público em geral a participar no debate com representantes dos partidos políticos, que decorrerá no próximo dia 27 de abril, entre as 16h00 e as 18h00, no AMAS – Auditório Municipal António Silva, em Agualva-Cacém.
A iniciativa visa reforçar o diálogo entre os agentes culturais e os decisores políticos, contribuindo para a definição de políticas públicas mais eficazes e sustentáveis para o setor cultural, num momento de pré-campanha eleitoral. O debate será moderado pela jornalista Cristina Margato, tendo sido convidados todos os partidos com representação parlamentar. Estão neste momento confirmadas as presenças de quatro representantes partidários: Alberto Santos, pelo PSD; Maria Begonha, pelo PS; Manuel Guerra, pelo PCP; e André Tenente, pelo Livre. Aguardam-se as confirmações das restantes forças partidárias.
A Performart acredita que este momento de escuta e confronto de ideias é essencial para garantir que a Cultura ocupa o lugar que merece na agenda política nacional. A entrada é livre, estando sujeita à lotação do auditório.
Todas as conferências são gratuitas e acontecem no Pequeno Auditório da Culturgest (com levantamento de bilhete 30 minutos antes da sessão e sujeito à lotação da sala).
Foi há cem anos, em 1925, que os cientistas Erwin Schrödinger, Max Born, Werner Heisenberg e Pascual Jordan lançaram as bases para a física quântica. Esse conhecimento, com as suas teses contraintuitivas e exóticas, está a transformar as nossas vidas, embora ainda seja pouco compreendido. E não estamos sós nessa dificuldade: Richard Feynman (1918-1988), laureado com o Nobel da Física, afirmou que se alguém diz que entende a mecânica quântica é porque, de facto, não a entende.
Para celebrar o centenário do universo da física quântica, durante três meses a Culturgest recebe três conferências com a física e filósofa Patricia Kauark Leite, para introduzir os princípios que transformam o entendimento, o investigador e professor do Instituto Superior Técnico Yasser Omar, para falar sobre como tecnologias baseadas em princípios quânticos que já estão a transformar as áreas de computação, comunicação e saúde, e, por fim, o físico, filósofo português e padre jesuíta Bruno Nobre, que abordará a relação entre a física quântica e a espiritualidade, refletindo sobre como os conceitos quânticos se entrelaçam com questões da consciência.
Não é possível ser e não ser ao mesmo tempo: é isto que o princípio lógico da “não contradição” nos diz ao referir que duas afirmações contraditórias não podem ser verdadeiras simultaneamente. No entanto, a mecânica quântica desafia as noções tradicionais de racionalidade e lógica – e o mesmo acontece com os sonhos. O famoso paradoxo do gato de Schrödinger, no qual um gato pode, em estado de superposição quântica, estar vivo e não vivo, viola o sentido comum da lógica. Propondo uma compreensão mais ampla e complexa da racionalidade humana, entramos no mundo quântico com a filósofa Patrícia Kauark Leite, e também no universo do inconsciente, através dos sonhos, pela via do ensaio Sobre o sentido antitético das palavras primitivas, de Sigmund Freud.
Nesta palestra, Yasser Omar introduz os princípios da física quântica de forma não técnica, incluindo o enigmático gato de Schrödinger, para ilustrar como esses conceitos podem ser aplicados no desenvolvimento de tecnologias revolucionárias da informação. Discutem-se também as potenciais consequências das tecnologias quânticas para a sociedade da informação, considerando os seus impactos na qualidade de vida, saúde, segurança, cidadania, soberania, sustentabilidade ambiental e na nossa compreensão do Universo.
O físico, filósofo e padre jesuíta Bruno Nobre, autor, com Pedro Lind, do livro Dois Dedos de Conversa Sobre o Dentro das Coisas - Um Crente, um Ateu e a Verdade como Provocação, aborda a relação entre física quântica e espiritualidade, ciência e fé, refletindo sobre como conceitos quânticos se entrelaçam com questões da nossa consciência, como convocam o universo da experiência religiosa e da espiritual.
Um debate sobre a importância de escutar vozes que reconhecem a pluralidade do mundo e considerem esta diversidade como uma riqueza criadora e não como uma fonte de conflito permanente.
Os eventos são de entrada gratuita (mediante levantamento de bilhete meia hora antes) e a Pré-inscrição está disponível aqui.
16 JAN 2025 QUI 19:00
O estrangeiro não é rejeitado, mas o pobre é. - Adela Cortina, filósofa
A filósofa especialista em ética e autora das obras sobre filosofia política e ética aplicada, como Ética Mínima e As raízes éticas da democracia, estará na Culturgest para uma conferência sobre Democracia Radical.
Adela Cortina, Catedrática de Ética e Filosofia Política na Universidade de Valência e uma das mais reconhecidas pensadoras contemporâneas sobre os desafios da democracia e dos direitos humanos, apresentará sua visão sobre como a democracia pode ser vivida de maneira mais inclusiva e profunda, destacando a importância de uma sociedade ativa e envolvida.
Num dos seus recentes livros cunhou o conceito de aporofobia (aversão ao pobre pelo fato de ser pobre), dissertando sobre o modo como a pobreza é encarada na sociedade atual e como tal situação é incompatível com a democracia, pois esta implica e exige o direito à inclusão. Cortina defende a construção de uma democracia mais radical, não apenas no sentido de suas instituições, mas na maneira como entendemos a convivência humana em sociedades pluralistas.
Os últimos tempos trouxeram-nos uma crise aberta na democracia. Com políticas extremistas a ganharem terreno institucional e perante notícias de violências várias que provém da suposta dificuldade da convivência de pessoas com diferentes perspetivas e múltiplas proveniências, importa escutar vozes que reconhecem a pluralidade do mundo e considerem esta diversidade como uma riqueza criadora e não como uma fonte de conflito permanente.
A proposta de uma ética para um mundo pluralista da filósofa espanhola Adela Cortina é, neste contexto, um contributo importante para abrir espaços de convivência mais saudável e respeitosa, que permitam uma vida ética social e para as gerações futuras.
O conceito de Democracia Radical que Cortina propõe vai para além das formas tradicionais de participação política, explorando novas formas de ação coletiva que desafiem as desigualdades e promovam um espaço comum de direitos e responsabilidades. A filósofa também irá abordar a relação entre democracia, ética e os desafios atuais, como o populismo, a globalização e as crises ambientais.
A conversa será moderada por Fernanda Henriques, filósofa e professora emérita da Universidade de Évora e coordenadora do Centro de Filosofia e Género da Sociedade Portuguesa de Filosofia.
Sobre Adela Cortina
Adela Cortina é membro da Real Academia Espanhola de Ciências Morais e Políticas e Catedrática Emérita de Ética e Filosofia Política da Universidade de Valência. Cortina dedicou sua carreira académica ao pensamento em torno de temas como ética do discurso, ética da razão comunicativa e ética da cidadania. A sua obra abrange um compromisso com a promoção do diálogo intercultural e a aplicação da ética em diversas áreas, incluindo bioética, meio ambiente e educação.
Cáritas de Coimbra promove debate e exposição virtual no Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza
No dia 17 de outubro de 2024, às 14:30, a Cáritas Diocesana de Coimbra promoverá um debate e a apresentação da exposição virtual "Pelos Olhos de Quem Vê e Sente", no emblemático Café Santa Cruz, em Coimbra. O evento, que assinala o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, é uma iniciativa do Setor da Inclusão da Cáritas Coimbra, que tem vindo a desenvolver um trabalho profundo junto das pessoas em situação de vulnerabilidade.
A exposição "Pelos Olhos de Quem Vê e Sente" foi concebida a partir de uma metodologia ativa, que envolveu diretamente as pessoas que vivem a realidade da pobreza. Estas foram convidadas a capturar fotografias que refletem as suas vivências, sendo as imagens acompanhadas de palavras que traduzem o olhar e o sentir de quem enfrenta esta realidade diariamente. Esta iniciativa pretende fomentar uma reflexão sobre as condições de vida das pessoas em situação de pobreza e criar empatia através da arte.
Programa:
14:30- Sessão de abertura | Professora Doutora Liliana Pimentel – Membro da Direção da Cáritas Diocesana de Coimbra
14:45- Intervenção da Dr.ª Liliana Lopes – Técnica da Equipa de Apoio à Coordenação da Estratégia Nacional de Combate à Pobreza
15:30- Apresentação da Galeria Virtual
16:00– Encerramento | Dr. João Francisco Campos – Presidente da União de Freguesias de Coimbra
Este é um momento importante para debater, refletir e dar visibilidade às vozes daqueles que enfrentam a pobreza no seu dia a dia, promovendo uma discussão necessária sobre a inclusão social e a justiça.
No próximo dia 15 de novembro, pelas 18h30, o psicólogo António Castanho apresenta mais uma sessão do Ciclo de Conversas "Semear Hoje...Colher o Amanhã...", que terá lugar na Biblioteca Municipal de Loulé, subordinada ao tema “Violência Doméstica: quando as vítimas são mulheres e crianças”.
A violência doméstica é uma grave violação dos direitos humanos e um problema social profundo. É fundamental que a sociedade promova a sensibilização, a prevenção e o apoio às vítimas, sobretudo quando se trata de mulheres e crianças, garantindo que estas tenham acesso a recursos e proteção adequados. Este momento de partilha será uma oportunidade para aprofundar uma matéria que está cada vez mais na ordem do dia
António Castanho é mestre em Psicologia Clínica e da Saúde, com especialização avançada em Psicoterapia.
À semelhança do que tem vindo a realizar-se nas sessões anteriores, durante a iniciativa, as crianças com idade igual ou superior a 3 anos de idade poderão participar numa atividade dedicada à promoção do livro e da leitura, dinamizada pelos profissionais da Biblioteca, mediante inscrição prévia.
O Ciclo de Conversas "Semear Hoje...Colher o Amanhã..." pretende desafiar o público em geral a partilhar e a refletir sobre diversos temas, tendo como principal objetivo promover a capacitação e o bem-estar geral de cada um, bem como das respetivas famílias.
Vai realizar-se no dia 28 de Maio, às 18h, na Cooperativa Árvore, no Porto, o 4.º e último debate do ciclo “De Abril a Abril” intitulado “Resistência Cultural no Exílio”, com a presença de Álvaro Vasconcelos e IreneFlunserPimentel e moderação de José Emídio. Gostaria de saber se é possível divulgar e contar com a vossa presença?
Álvaro Vasconcelos é autor de, entre outros, “Memórias em Tempos de Amnésia - Exílio Sem Saudade”. Opositor do Estado Novo e da guerra colonial portuguesa, o escritor viveu no exílio na Bélgica e em França (1967 – 1974). Regressou a Portugal depois do 25 de Abril, onde participou no processo de transição democrática. É fundador do Fórum Demos.
IreneFlunserPimentel é uma historiadora e escritora portuguesa dedicada ao estudo do período contemporâneo de Portugal, especialmente da PIDE e do Estado Novo. Em 2007 foi galardoada com o Prémio Pessoa. Autora de livros como “O Essencial sobre a Pide” e “Holocausto”, entre outros.
DEBATE “RESISTÊNCIA CULTURAL NO EXÍLIO” – 28 MAIO, 18H
COM ÁLVARO VASCONCELOS E IRENE FLUNSER PIMENTEL
COOPERATIVA ÁRVORE - CICLO “DE ABRIL A ABRIL”
No dia 28 de maio, às 18h, o Fórum Demos e a Cooperativa Árvore vão realizar e 4.º e último debate do ciclo “De Abril a Abril” intitulado “Resistência Cultural no Exílio”, com a presença de Álvaro Vasconcelos e IreneFlunserPimentel e moderação de José Emídio.
Álvaro Vasconcelos é autor de, entre outros, “Memórias em Tempos de Amnésia - Exílio Sem Saudade”. Opositor do Estado Novo e da guerra colonial portuguesa, o escritor viveu no exílio na Bélgica e em França (1967 – 1974). Regressou a Portugal depois do 25 de Abril, onde participou no processo de transição democrática. É fundador do Fórum Demos.
IreneFlunserPimentel é uma historiadora e escritora portuguesa dedicada ao estudo do período contemporâneo de Portugal, especialmente da PIDE e do Estado Novo. Em 2007 foi galardoada com o Prémio Pessoa. Autora de livros como “O Essencial sobre a Pide” e “Holocausto”, entre outros.
No exílio, a oposição antifascista envolveu-se numa imensa atividade associativa, editorial e cultural, parte do movimento de resistência que levaria ao derrube da ditadura a 25 de Abril de 1974. Em liberdade, refugiados políticos, desertores, refratários e emigrantes envolveram-se nos grandes debates políticos e intelectuais da revolução cultural dos anos 60, que teve o seu epicentro, em Maio de 68, em Paris. O Portugal do futuro era ali sonhado, desenhado e redesenhado, em solidariedade com os que travavam o seu combate contra o colonialismo. É nesse exílio libertador que José Mário Branco, Sérgio Godinho e tantos outros cantam já o Portugal de Abril, que Vieira da Silva desenvolve a sua Arte, que Maria Lamas e tantos outros continuam a sua obra literária e que Helder Costa cria o Teatro Operário. Neste debate haverá questões, como “Qual foi a importância da resistência cultural no exílio? Porque é importante lembrá-la nos 50 anos do 25 de abril?”
O debate vai acontecer nas instalações da emblemática Cooperativa Árvore: esta instituição nasceu em 1963, com o objetivo de iniciar um processo de renovação na cidade do Porto e celebrou 60 anos de produção e atividade artística e cultural em 2023: criada ainda no período do Estado Novo, surgiu, segundo o já falecido ex-Presidente da CooperativaÂmandioSecca, num “período em que era proibido pensar em Portugal. A Árvore foi uma espécie de grito de revolta, um grito de afirmação da cidadania para defender ideais.” É uma instituição que apesar das dificuldades, vai resistindo: resistiu não só à ditadura, mas, após o 25 de Abril, ao ‘Verão Quente’ e a um atentado bombista.