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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Exposição "O Fazer da Pintura" | Ricardo Marcelino

RICARDO MARCELINO

O FAZER DA PINTURA

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© Ricardo Marcelino, Paisagem à noite", 2020 

 

Inauguração:  quinta-feira, 12 novembro | 12:30h às 20:00h


Exposição:  13 novembro a 18 dezembro 2020 | Segunda a Sexta, 14h30 - 19h

Espaço Camões da Livraria Sá da Costa

Largo de Camões 22, 4º Dt., 1200-994 Lisboa

 

No próximo 12 de novembro, entre as 12:30h e as 20:00h, inaugura a exposição "O Fazer da Pintura" do artista Ricardo Marcelino, no Espaço Camões da Livraria Sá da Costa.

Nesta exposição o artista mostra-nos um conjunto de pinturas recentes sobre diferentes suportes, com técnicas e formatos variáveis; auto-retratos, retratos, objectos quotidianos e paisagens que refletem sobre a formação da identidade. Obras muito texturadas e matéricas que revelam uma aturada insistência no fazer da pintura, refletindo sobre o tópico da representação e da constituição do símbolo.

"Esta mostra é sobre uma viagem. Viagem de elementos aparentemente aleatórios, que são espasmos, reflexos de uma actividade imersiva de atelier. A aleatoriedade é algo que o trabalho prático exigiu, para que se mantivesse uma busca plenamente subjectiva em toda a sua objectividade.(...)

No início, o pintor observou objectos presentes no atelier, figurados nas primeiras pinturas, e que são sobre a afecção do seu olhar, logo após tê-los esboçado, desenhando em papéis de vários formatos. Depois de perceber a inerência da figura pintada, passou para a pintura de retrato, retratando as pessoas próximas. Numa identificação cada vez maior com o que observava, relevava-se assim a coincidência do visto com aquele que vê, progressivamente demorando cada vez mais em cada pintura para uma depuração crescente dessa identificação. Foi aumentada a escala de uma paisagem, na esperança não expectante de depurar esse fazer demorado (...).”

Ricardo Marcelino in Dissertação de Mestrado em Pintura, julho 2020

Organizada pela Ocupart e pela Sá da Costa Arte esta exposição poderá ser visitada até 18 dezembro, de segunda a sexta, das 14h30 às 19:00 horas, no Espaço Camões da Livraria  Sá da Costa, localizada no Largo de Camões, 22, 4º Dt., 1200-994 Lisboa, ou noutro horário mediante marcação prévia para geral@ocupart.pt / a.sadacosta.mi@gmail.com.

 

Ricardo Marcelino, nasceu em Lisboa 1990, onde vive e trabalha.

Licenciado em Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, em 2017, Ricardo Marcelino obteve  o grau de  Mestre em Pintura, em 2020, na mesma faculdade.

Exposição Individual:
“Da Pintura”, Galeria Monumental, Lisboa 2017; 
 
Exposições Colectivas:
“Fourth Room: oucupação da casa da dona Laura, Campolide, Lisboa, 2018”
“O Escritório”, Conde Redondo, Lisboa 2018; “Locus 19”, Santos, Lisboa 2018;
“A dispensa”, CHLP Julio de Matos, Lisboa 2017;
“Pequenos Formatos”, Galeria Monumental, Lisboa 2016;
“Prémio Paula Rego”, Casa das Histórias Paula Rego, Cascais 2016;
Exposição colectiva na Galeria Shair (Braga) 2013

 

Organizada pela Ocupart e pela Sá da Costa Arte, a exposição poderá ser visitada até 18 de dezembro, no Espaço Camões da Livraria Sá da Costa, de segunda a sexta das 14h30 às 19:00h, ou noutro horário mediante marcação para geral@ocupart.pt ou a.sadacosta.mi@gmail.com.

 

"Paisagem à noite", 2020
 óleo sobre tela, 30 x 40 cm

 
 
Ocupart I Arte em Espaços Improváveis
Praça Luís de Camões, 22, 4º andar, 1200-243 Lisboa 

«Travessia» de Cristina Rodrigues inaugura este sábado no CCCB - Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco

 

«Travessia» de Cristina Rodrigues inaugura este sábado no CCCB - Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco

Projecto vem do Centro Internacional de Artes Vivas – Naves Matadero em Madrid e tem curadoria de Mateo Feijóo

O Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco (CCCCB) inaugura a exposição «Travessia» já este sábado, dia 10 de Outubro, às 16h, num momento que conta com a presença da artista Cristina Rodrigues e do presidente da Câmara de Castelo Branco, José Augusto Rodrigues Alves.

Concebida pela artista plástica e o curador espanhol Mateo Feijóo, a mostra centra-se numa reflexão sobre o tema da emigração e ficará patente no CCCB até 31 de Janeiro de 2021.

O núcleo de «Travessia» assenta no projecto desenvolvido de raiz para o emblemático Centro Internacional de Artes Vivas – Naves Matadero, em Madrid, intitulado «Home is the Cathedral of Life [A Casa é a Catedral da Vida]», onde esteve exposto em 2019, tendo alcançado um elevado impacto junto do público madrileno e dos média espanhóis.

Cristina Rodrigues é uma artista plástica e arquitecta portuense com trabalho artístico apresentado em vários espaços de referência na Europa, Ásia e América do Sul, em diversas exposições a solo, aspecto que contribui para a afirmar como uma das artistas plásticas portuguesas mais relevantes da sua geração. Várias das suas obras integram colecções de museus e entidades públicas, entre as quais a da Catedral de Manchester e o Cheshire East Council, no Reino Unido; do Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso; dos Municípios de Castelo Branco, Viseu, Vila do Conde e Baião e do Estado Português. A artista foi ainda capa da norte-americana Sculpture Magazine, na edição Janeiro-Fevereiro de 2016 (https://sculpturemagazine.art/print-archive/january-february-2016/).

Os órgãos de comunicação social estão convidados a participar na inauguração – convite em anexo.

 

Mais informação

Cristina Rodrigues, licenciada em Arquitectura pela Universidade Lusíada (2004) e mestre em História Medieval e do Renascimento pela Universidade do Porto (2007), é doutorada em Arte e Design pela Manchester School of Art (2016).

Mateo Feijóo é um curador e coreógrafo espanhol nascido no Gerês em 1968 que desenvolve um trabalho muito próximo e em colaboração directa com outros artistas de diferentes disciplinas – Marina Abramović, Elena del Rivero e Cristina Rodrigues –, o que confere ao seu trabalho um selo muito pessoal e sempre interdisciplinar. Em 2017 aceitou o cargo de director artístico do Naves Matadero – Centro Internacional de Artes Vivas, cessando funções em Março de 2020. Surgiu como escolha natural para a curadoria desta exposição desde que, em 2017-18, a artista expôs O Sudário numa das salas do Naves Matadero e travaram conhecimento. Nessa altura, convidou-a a conceber uma exposição de raiz para o museu.

Entre as exposições de Cristina Rodrigues, destacamos:

Em Portugal:

O Horizonte (2019), na Quinta da Cruz – Centro de Arte Contemporânea, Viseu;

Retrospectiva (2017), no Centro de Cultura Contemporânea, Castelo Branco.

No estrangeiro:

  • Espanha:

A Casa é a Catedral da Vida (2019), no Naves Matadero, Madrid;

O Sudário (2017-18), no Naves Matadero, em Madrid, Espanha;

A Paixão (2016), uma exposição distribuída por cinco dos mais icónicos monumentos de Sevilha: Fundação Valentín de Madariaga y Oya; Pavilhão de Portugal; Universidade de Sevilha; Casa de la Provincia e Real Alcázar de Sevilha.

  • Reino Unido:

O Reino dos Céus (2017), na Catedral de Manchester, Reino Unido.

  • Japão:

Ecos do Mar (2018), no The Hillside Forum, em Tóquio, Japão.

  • Sri Lanka:

O Sudário, na Colombo Art Biennale 2016, na Catedral de Colombo, Sri Lanka.

 

Exposição ORDEM MILITAR DA TORRE E ESPADA - 80 ANOS DO GRANDE-COLAR

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Por ocasião dos 80 anos do Grande-Colar da Ordem Militar da Torre e Espada (2019), o Museu organiza uma exposição evocativa da condecoração mais alta do Estado português. 
O Presidente da República é por inerência o Grão-Mestre das Ordens Honoríficas Portuguesas, que se constituem como um dos núcleos permanentes do Museu e, portanto, uma área de interesse e investigação da colecção.
Na exposição, pode acompanhar a evolução e história da condecoração, conhecer o seu valor simbólico e todos os agraciados, bem como, o seu valor artístico e os experientes artífices que lhe dão forma.
EXPOSIÇÃO - ORDEM MILITAR DA TORRE E ESPADA - 80 ANOS DO GRANDE-COLAR
LOCAL - Museu da Presidência da República
DATA - 1 de agosto a 1 de novembro
HORÁRIO - 10h00 às 13h00 e 14h00 às 18h00
Entrada incluída no bilhete do Museu
Contactos - 21 361 46 60 | museu@presidencia.pt | sítio web | facebook

Lourenço de Castro | Plantar um jardim dentro de uma Janela


LOURENÇO DE CASTRO


PLANTAR UM JARDIM DENTRO DE UMA JANELA

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© Lourenço de Castro

 

Inauguração:  quinta-feira, 12 novembro | 12:30h às 20:00h


Exposição:  13 novembro a 18 dezembro 2020 | Segunda a Sexta, 14h30 - 19h

Espaço Camões da Sá da Costa

Largo de Camões 22, 4º Esq., 1200-994 Lisboa

 

No próximo 12 de novembro, entre as 12:30h e as 20:00h, inaugura a exposição "Plantar um jardim dentro de uma janela" do artista Lourenço de Castro, no Espaço Camões da Sá da Costa.

Nesta exposição o artista apresenta uma série de sequências narrativas visuais, dispostas no espaço de um modo linear.

"As séries agrupadas por afinidades visuais exploram, cada uma à sua maneira, a transformação de um modo de constituir uma imagem, sugerindo assim movimento, deslocação.
As imagens, consideradas individualmente, têm uma composição orgânica e são sempre o resultado da sobreposição de camadas, tanto visuais como matéricas. A noção de limite, de janela, de limiar para outro espaço, é uma constante e é um elemento estruturante na constituição da cada imagem, enquanto sistema pictórico.  
Por fim, a ideia de jardim sugere a possibilidade de um desenvolvimento orgânico infinito, neste caso, enquadrado por um legado cultural associado à ideia de Janela.”
 
Lourenço de Castro

Organizada pela Sá da Costa Arte e pela Ocupart, esta exposição poderá ser visitada até 18 dezembro, de segunda a sexta, das 14h30 às 19:00 horas, no Espaço Camões da Sá da Costa, localizada no Largo de Camões, 22, 4º Esq., 1200-994 Lisboa, ou noutro horário mediante marcação prévia para a.sadacosta.mi@gmail.com ou geral@ocupart.pt.

 

Lourenço de Castro, nasceu em Lisboa 1972, onde vive e trabalha.

Concluiu a Licenciatura em Arquitetura, na Universidade Lusíada – Lisboa, em 1996. No âmbito das artes visuais, concluiu o Curso Regular de Pintura em 2000, e depois em 2002, o Curso Avançado de Artes Plásticas, ambos no Ar.Co (centro de arte & comunicação visual).
 
Tem exposto regularmente desde o início do século, sendo estas as suas últimas exposições:
 
Individuais: 
‘’Becoming Screen’’, na Galeria Monumental em Lisboa, 2018;
‘’Atlas 2009 / 2017’’, na Galeria da Livraria Sá da Costa em Lisboa, 2017; 
‘’Dust is everywhere”, no Museu Geológico em Lisboa, 2016; 
“Sem Estilo – Modo Heterogéneo”, na Fundação D. Luís I em Cascais, 2015; 
 
Coletivas: 
12º Prémio Amadeo de Souza-Cardoso, Amarante, em 2020; 
Drawing Room Madrid 2020; 
Drawing Room Madrid 2019; 
JustLX - Lisboa Contemporary Art Fair, em 2018; 
“Apropriação, Desejo e Memória", XIX Bienal Internacional de Arte de Cerveira, em 2017.

Lu Mourelle apresenta seus novos trabalhos em “Femmina”

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Exposição individual da artista em Coimbra mescla personagens femininas e outros ícones que habitam o universo da mulher contemporânea

A artista plástica Lu Mourelle apresenta as mais novas criações na exposição “Femmina”, patente na Galeria Pinho Dinis, na Casa Municipal da Cultura de Coimbra. Entre 06 e 30 de outubro o público poderá mergulhar no universo da pintora, que tem se destacado por apresentar uma leitura muito particular do universo feminino.

A exposição abrange 45 pinturas de dimensões variadas. Entre as telas estão as já famosas personagens marcadas na identidade da artista – são mulheres criadas de maneira subjetiva, multicoloridas e abertas à interpretação do público.

“Além das Madames, como eu costumo chamá-las, conjugo outras obras figurativas e até abstratas onde faço a ligação com o vibrante universo muliebre. São pequenas pitadas de interferências e atributos que envolvem a existência feminina”, conta Lu Mourelle.

É a primeira vez que artista mostra seu trabalho ao público de Coimbra. A maioria das obras é mesmo recente – foram concluídas entre março e agosto deste ano. Além das inéditas, outras estiveram em exposição na Lu Mourelle Art Gallery, espaço que a artista ocupa sob a forma de residência artística na Cidadela Art District, em Cascais.

“Minhas obras também estão online nestes tempos onde todos recorrem à internet. No entanto, nada como ver a obra original. O impacto é outro. O sentimento também. Por isso faço questão de expor em locais físicos para que o público possa ter contato com a energia que coloco sobre a tela”, completa a artista.

Femmina

de 06 a 30 de outubro

Galeria Pinho Dinis - Casa Municipal da Cultura de Coimbra - R. Pedro Monteiro 64, 3000-329 Coimbra  

horários: seg a sex, 9h00 às 19h30 / sab, 11h00 às 13h00 - 14h00 às 19h00

Entrada gratuita

Escola das Artes arranca 2020/2021 com Pathosformel de Vasco Araújo

Inauguração a 16 de outubro, às 17h30

Escola das Artes arranca 2020/2021

com Pathosformel de Vasco Araújo

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Exposição de trabalhos inéditos do artista resulta de residência realizada na Escola. Instalação ficará patente até 29 de janeiro de 2021

 

A Escola das Artes (EA) da Católica no Porto prepara-se para receber a primeira exposição do novo ano letivo. Pathosformel, trabalho inédito de Vasco Araújo, é uma exposição/filme/vídeo que tem como premissa a desconstrução e reconstrução de códigos comportamentais que refletem sobre a relação do sujeito com o mundo exterior a ele.

 

A inauguração será no dia 16 de outubro, às 17h30 e contará com dois momentos: às 17h30, a exposição será aberta ao público e, às 18h30, a versão fílmica de Pathosformel será apresentada no Auditório Ilídio Pinho, seguida de uma conversa com o artista e o curador Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes. A instalação poderá ser visitada de terça a sexta-feira, das 14h00 às 19h00, sem marcação prévia, ficando patente até 29 de janeiro de 2021.

 

Amplamente alicerçado na Literatura, na Filosofia, nos Estudos Clássicos, na Ópera, na Etiqueta Palaciana e na Mitologia Greco-Romana, Vasco Araújo pretende expor, criticamente, temas como o olhar do outro, a ambiguidade potencial das relações interpessoais, a fragilidade dos sistemas tomados por garantidos, a tragédia versus melodrama, a construção de uma ideia de real, as relações entre identidade e sexualidade, a virtude e a moral do dever, a geografia dos afetos e as pulsões do desejo e da paixão.

 

Pathosformel resulta de uma residência artística de Vasco Araújo na Escola das Artes durante o ano letivo de 2019/2020. Com curadoria de Nuno Crespo, diretor da EA, esta exposição teve o apoio do Criatório da Câmara Municipal do Porto e da Direção-Geral das Artes.

Maat celebra 4.º aniversário com três dias de entrada livre

 

 

O maat – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia celebra o seu 4º aniversário no fim de semana de 3 a 5 de outubro, com três dias de entrada livre no maat e na Central, entre as 11:00 e as 19:00.

A par das visitas às exposições patentes nos dois edifícios – incluindo as recém inauguradas Ballad of Today, de André Cepeda e Festa. Fúria. Femina. – obras da Coleção FLAD – a programação inclui também visitas guiadas aos jardins do campus da Fundação EDP e visitas temáticas de arquitetura. Música itinerante com Farra Fanfarra e Swing na Guelra, teatro para crianças, oficinas e conversas compõe as propostas para este fim de semana. 

As várias atividades têm lotação limitada de forma a garantir o plano de segurança e a seguir as recomendações da DGS e da legislação em vigor no âmbito das medidas de prevenção da COVID – 19. 

O maat foi inaugurado no dia 5 de outubro de 2016. Da autoria da arquiteta inglesa Amanda Levete, o novo edifício situa-se na frente ribeirinha da zona história de Belém, convivendo com a Central Tejo, um dos exemplos nacionais de arquitetura industrial da primeira metade do século XX.

Programação detalhada emwww.maat.pt

 

 

Cristina Rodrigues faz «Travessia» de Madrid para Castelo Branco

Cristina Rodrigues faz «Travessia» de Madrid para Castelo Branco

Tem curadoria do espanhol Mateo Feijóo e estará patente no CCCCB - Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco de 10 de Outubro a 31 de Janeiro

A partir do Centro Internacional de Artes Vivas Naves Matadero em Madrid, Cristina Rodrigues traz «Travessia», de 10 de Outubro a 31 Janeiro, ao Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco. Aclamada pela crítica local, esta exposição esteve patente neste icónico centro de arte da capital espanhola em 2019.

A exposição tem curadoria de Mateo Feijóo e a sua base assenta no projecto «Home is the Cathedral of Life [A Casa é a Catedral da Vida]», idealizado de raiz pelo curador e coreógrafo espanhol e pela artista para Madrid, no ano passado. O impacto mediático obtido pelo projecto em Madrid justificou o convite para o trazer para Castelo Branco, algo a que a exposição «Travessia» vem responder.

A exposição permite conhecer novas perspectivas sobre o tema da emigração, através de obras como uma instalação e um documentário intitulados «Travessia», que retratam os relatos de um conjunto de migrantes originários da Venezuela, Honduras, El Salvador, República Dominicana, Argentina, Perú, Marrocos, Angola e Senegal. Por trás da concepção e execução deste conjunto de obras, encontra-se um aprofundado trabalho levado a cabo pela artista, que ao longo de 20 meses entrevistou dezenas de pessoas que deixaram os seus países para ir viver para Madrid. Aqui, o duplo papel da arte de informar e registar o contexto histórico-social do nosso tempo, aspecto fundamental em Cristina Rodrigues, assume especial relevância: a ideia das vidas num permanente suspenso, que não têm laços com o país de acolhimento porque não lhe pertencem e, simultaneamente, começam a perdê-los em relação ao país de origem. A esperança dá, nestas vidas, lugar ao desconhecido, à desconfiança, à discriminação.

Cristina Rodrigues é uma artista plástica e arquitecta portuense com trabalho artístico apresentado em vários espaços de referência na Europa, Ásia e América do Sul, em diversas exposições a solo, aspecto que contribui para a afirmar como uma das artistas plásticas portuguesas mais relevantes da sua geração. Várias das suas obras integram colecções de museus e entidades públicas, entre as quais a Catedral de Manchester e o Cheshire East Council, no Reino Unido Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso; Município de Castelo Branco; Município de Viseu; Município de Vila do Conde; Município de Baião e Estado Português. A artista foi capa da Sculpture na edição Janeiro-Fevereiro de 2016.

O eclectismo que emana das suas obras exprime as suas paixões e formação académica. Toda a sua obra é regida por uma estética simples que liga a etnografia social, a antropologia e a sustentabilidade ao desenho, à pintura, à instalação e à escultura. Devido ao grande sentido do global/universal, as suas instalações exprimem um trabalho aprofundado, desenvolvido em torno de permanentes contrastes entre o tradicional e o contemporâneo; um diálogo fluido entre o tradicional de inspiração popular e uma cultura de raiz mais «erudita».

Aspecto essencial em Cristina Rodrigues é o método através do qual procede à conservação, através da arte, de um conhecimento popular, de uma tradição, um idioma ou dialecto, uma técnica de artesanato, enquanto elementos que integram a cultura e a identidade de um local e os torna universais. Desta forma, não apenas os «regista» como tal, mas também os leva a percorrer mundo, integrando as suas obras e exposições.

Cristina elabora as suas peças com minúcia, levando à descoberta da identidade artística de objectos obsoletos, transformando-os em relíquias escultóricas que realçam o seu percurso e o conjunto da sua obra. Com as suas criações, Cristina Rodrigues cria narrativas imaginárias que ligam a sua história pessoal, enquanto mulher portuguesa num contexto global, a um fantástico mundo de simbolismos. A artista conduz o espectador contemporâneo através de um percurso transcultural e transtemporal, em que são visíveis as preocupações com a dimensão humana, centrando-se de forma incisiva nos direitos humanos.

Cristina Rodrigues, licenciada em Arquitectura pela Universidade Lusíada (2004) e mestre em História Medieval e do Renascimento pela Universidade do Porto (2007), é doutorada em Arte e Design pela Manchester School of Art (2016).

Mateo Feijóo é um curador e coreógrafo espanhol nascido no Gerês em 1968 que desenvolve um trabalho muito próximo e em colaboração directa com outros artistas de diferentes disciplinas – Marina Abramović, Elena del Rivero e Cristina Rodrigues –, o que confere ao seu trabalho um selo muito pessoal e sempre interdisciplinar. Em 2017 aceitou o cargo de director artístico do Naves Matadero – Centro Internacional de Artes Vivas, cessando funções em Março de 2020. Surgiu como escolha natural para a curadoria desta exposição desde que, em 2017-18, a artista expôs O Sudário numa das salas do Naves Matadero e travaram conhecimento. Nessa altura, convidou-a a conceber uma exposição de raiz para o museu.

Entre as exposições de Cristina Rodrigues, destacamos:

Em Portugal:

O Horizonte (2019), na Quinta da Cruz – Centro de Arte Contemporânea, Viseu;

Retrospectiva (2017), no Centro de Cultura Contemporânea, Castelo Branco.

No estrangeiro:

  • Espanha:

A Casa é a Catedral da Vida (2019), no Naves Matadero, Madrid;

O Sudário (2017-18), no Naves Matadero, em Madrid, Espanha;

A Paixão (2016), uma exposição distribuída por cinco dos mais icónicos monumentos de Sevilha: Fundação Valentín de Madariaga y Oya; Pavilhão de Portugal; Universidade de Sevilha; Casa de la Provincia e Real Alcázar de Sevilha.

  • Reino Unido:

O Reino dos Céus (2017), na Catedral de Manchester, Reino Unido.

  • Japão:

Ecos do Mar (2018), no The Hillside Forum, em Tóquio, Japão.

  • Sri Lanka:

O Sudário, na Colombo Art Biennale 2016, na Catedral de Colombo, Sri Lanka.

 

Outubro \ October 2020 :: Inauguração Opening IMAGO :: AiR :: MUSIC BUSKERS ::

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A segunda edição do IMAGO - Festival Internacional de Fotografia Contemporânea em Lisboa inaugura esta quinta-feira 1 de Outubro a exposição "Novas Visões na Fotografia Contemporânea" nas Carpintarias de São Lázaro. Neste dia a entrada é gratuita e a exposição poderá ser visitada entre as 12h e as 20h00. Nos dois pisos principais, com um programa com nomes nacionais e estrangeiros, o Centro Cultural dá a conhecer onze diferentes trabalhos que revelam a riqueza da expressão fotográfica atual. Até 8 de Novembro, a exposição está aberta de quinta a domingo, entre as 12h e as 18h e o preço dos bilhetes é 2 euros.

SNBA comunica a abertura da exposição João da Silva (1880-1960) o escultor animalista

A SNBA informa que a exposição João da Silva: o escultor animalista, apresentada no Salão, de 28 de julho até 26 de setembro, encontra-se inserida na programação da Lisboa Capital Verde Europeia 2020 e é de entrada gratuita, de segunda a sexta-feira entre as 12h00 e as 19h00 e aos sábados, entre as 14h00 e as 19h00. Encerra aos domingos e dias feriados.

João da Silva (1880-1960), expoente da escultura simbolista, é também o grande inovador da medalha cunhada em Portugal. Esta exposição apresenta a sua vertente animalista, peças surpreendentes em que os jovens animais se suspendem no gesto, nos movimentos ágeis e momentâneos: patos, cabritos, gamos, perus, burritos, entre tantos outros, fazendo quase esquecer o exigente rigor do seu cinzelador, trabalho que tornou João da Silva tão apreciado tanto em Portugal, como no Brasil e em França, onde foi reconhecido no Salon de Paris de 1908, ou na Alemanha, onde foi editado pela casa Rosenthal.

Na primeira quinzena do mês de setembro, será apresentado um livro com a chancela SNBA, alusivo à exposição e ao trabalho do escultor João da Silva, em particular.