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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

SNBA comunica a abertura da exposição João da Silva (1880-1960) o escultor animalista

A SNBA informa que a exposição João da Silva: o escultor animalista, apresentada no Salão, de 28 de julho até 26 de setembro, encontra-se inserida na programação da Lisboa Capital Verde Europeia 2020 e é de entrada gratuita, de segunda a sexta-feira entre as 12h00 e as 19h00 e aos sábados, entre as 14h00 e as 19h00. Encerra aos domingos e dias feriados.

João da Silva (1880-1960), expoente da escultura simbolista, é também o grande inovador da medalha cunhada em Portugal. Esta exposição apresenta a sua vertente animalista, peças surpreendentes em que os jovens animais se suspendem no gesto, nos movimentos ágeis e momentâneos: patos, cabritos, gamos, perus, burritos, entre tantos outros, fazendo quase esquecer o exigente rigor do seu cinzelador, trabalho que tornou João da Silva tão apreciado tanto em Portugal, como no Brasil e em França, onde foi reconhecido no Salon de Paris de 1908, ou na Alemanha, onde foi editado pela casa Rosenthal.

Na primeira quinzena do mês de setembro, será apresentado um livro com a chancela SNBA, alusivo à exposição e ao trabalho do escultor João da Silva, em particular.

 

Exposição ORDEM MILITAR DA TORRE E ESPADA - 80 ANOS DO GRANDE-COLAR

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Por ocasião dos 80 anos do Grande-Colar da Ordem Militar da Torre e Espada (2019), o Museu organiza uma exposição evocativa da condecoração mais alta do Estado português. 
O Presidente da República é por inerência o Grão-Mestre das Ordens Honoríficas Portuguesas, que se constituem como um dos núcleos permanentes do Museu e, portanto, uma área de interesse e investigação da colecção.
Na exposição, pode acompanhar a evolução e história da condecoração, conhecer o seu valor simbólico e todos os agraciados, bem como, o seu valor artístico e os experientes artífices que lhe dão forma.
EXPOSIÇÃO - ORDEM MILITAR DA TORRE E ESPADA - 80 ANOS DO GRANDE-COLAR
LOCAL - Museu da Presidência da República
DATA - 1 de agosto a 1 de novembro
HORÁRIO - 10h00 às 13h00 e 14h00 às 18h00
Entrada incluída no bilhete do Museu
Contactos - 21 361 46 60 | museu@presidencia.pt | sítio web | facebook

100 anos de Vasco Branco: uma celebração da Arte sensível do amanhã

Integrada nas Jornadas Europeias do Património, organizada pela Câmara Municipal de Aveiro e produzida pela VIC Aveiro Arts House / Navalha, esta celebração tentará fazer jus ao espírito irrequieto e plural de Vasco Branco, através da combinação de uma exposição de pintura e cerâmica, uma instalação desenvolvida a partir dos seus moldes cerâmicos; um itinerário pela sua obra pública; uma mesa redonda; duas sessões de cinema musicado ao ar livre, uma leitura partilhada dos seus textos; e o lançamento de um livro sobre o artista.

Azor Hotel inaugura exposição “O Olhar do Mundo”, do galardoado fotógrafo Daniel Rodrigues

Azor Hotel, hotel de cinco estrelas da marca de gestão de unidades hoteleiras Discovery Hotel Management, inaugura no próximo dia 26 de setembro a exposição “O Olhar do Mundo”, do fotógrafo português vencedor do primeiro prémio na categoria Daily Life, do World Press Photo, em 2013, Daniel Rodrigues.

Esta exposição, que decorrerá até ao dia 27 de outubro de 2020 e que conta com o apoio da Fujifilm Europe GmbH, é uma retrospetiva dos últimos 10 anos de trabalho do fotógrafo, durante as suas viagens pelo mundo. O seu olhar único sobre a realidade que encontrou em cada um dos destinos assumem o papel principal, num registo de 30 imagens únicas que nos transportam para a experiência do autor em cada um dos locais que pisou.

 

Poder partilhar o meu olhar do mundo e as histórias de vida das gentes dos vários locais onde estive, através da fotografia, é um privilégio enorme. Ao mesmo tempo, sinto que é necessário aproximar culturas e destruir barreiras, principalmente numa altura em que a sociedade ocidental mostra fraturas preocupantes”, afirma Daniel Rodrigues.

Vítor Santos, Diretor Geral do Azor Hotel, refere também que “o trabalho fotográfico do Daniel é tremendamente inspirador. A pandemia que atravessamos faz-nos levantar muitas questões, principalmente sobre para onde caminhamos enquanto sociedade. Quisemos, por isso, trazer à população de Ponta Delgada um olhar único e diferenciador do que está para além das nossas portas.”

 

Hangar reabre com a exposição The Skull of the Haunted Snail de Andreia Santana

INAUGURAÇÃO: 25 de setembro, sexta-feira, 15h às 20h

Até 21 de novembro, quarta a sábado, 15h às 19h

Rua Damasceno Monteiro 12, Lisboa

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O Hangar – Centro de Investigação Artística, reabre a 25 de setembro o programa regular do espaço de exposições em Lisboa com o projeto The Skull of the Haunted Snail da artista Andreia Santana, com curadoria de Bruno Leitão. Em 2021, estão programadas itinerâncias da exposição na ESAD de Caldas da Rainha e na Biblioteca José Saramago da ESTG /ESSLei em Leiria.

 

The Skull of the Haunted Snail resulta da investigação da artista Andreia Santana sobre as “Casas da Alma”, artefactos encontrados em túmulos do Antigo Egipto. Estas “Casas da Alma”, moldadas em argila, replicavam formas habitacionais e eram utilizadas como tabuleiros para oferendas de alimentos aos mortos. É sobre a condição do artefacto, simultaneamente entendido enquanto ecossistema, abrigo e interface que permite o desenvolvimento de outros seres – sejam pragas, bactérias ou fungos –, que a artista se debruça.

 

A exposição no Hangar consiste numa instalação de esculturas em vidro, criadas por Santana na Marinha Grande especificamente para este projeto, e propõe aos visitantes pensarem os artefactos como forças contemporâneas em constante mutação. Descontextualizados da sua função histórica e de classificações museológicas, estes objetos passam a albergar e a prolongar outros tipos de existência no futuro, permitindo novas possibilidades de entendimento da história, da cultura e da coexistência interespécies.

 

Em The Skull of the Haunted Snail, Santana estabelece um contraponto entre as “Casas da Alma”, a metáfora utilizada pelo filósofo Ludwig Wittgenstein, elaborada através de uma armadilha de vidro para moscas, e o “fazer-com” presente na sympoiesis da investigadora Donna Haraway, para explorar “novas formas interseccionais de solidariedade”. O novo projeto da artista vem assim sustentar a sua crença de que “artefactos, objetos, lugares, seres vivos e entidades – e, consequentemente, a própria história – devem ser vistos como material potencialmente animado e vivo que possui uma essência espiritual distinta (exatamente como os egípcios os viam), em prejuízo de um olhar estagnado sobre conhecimentos obsoletos e objetos conservados num vácuo interpretativo”.

 

Em 2016, Andreia Santana realizou uma residência artística no Hangar, no âmbito do programa Triangle Network, uma rede global de artistas e organizações que apoia o intercâmbio cultural. O atual projeto surge “da relação de continuidade e conhecimento mútuo que o programa do espaço – que conjuga residências, exposições, investigação e ações participativas –, tem vindo a propiciar”, sublinha Bruno Leitão, curador e co-fundador do Hangar, juntamente com a artista Mónica de Miranda.

 

A exposição estará patente até 21 de novembro de 2020 e pode ser visitada no Hangar de quarta a sábado, entre as 15h e as 19h. A admissão no espaço é livre, mas encontra-se limitada a 5 pessoas e é obrigatório o uso de máscara facial.

 

Em março de 2021, inicia-se o programa de itinerâncias de The Skull of the Haunted Snail, desenvolvido em parceria com o Instituto Politécnico de Leiria. A primeira apresentação será na sala de exposições da Biblioteca da Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha, onde Andreia Santana se formou em Artes Plásticas, e a segunda na Biblioteca José Saramago do ESTG/ESSLei, em Leiria.

 

 

Andreia Santana (1991, Lisboa) vive e trabalha em Lisboa. Concluiu a licenciatura em Artes Plásticas na ESAD - Escola de Artes e Design de Caldas da Rainha e participou no Programa de Estudos Independentes em Artes Visuais da Maumaus/Lumiar Cité em Lisboa. Desde 2013, tem integrado vários programas de residências artísticas, nomeadamente a Residency Unlimited, em Nova Iorque, com bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian, Panal 360 em Buenos Aires, Mieszkanie Gepperta Residency Gallery na Polónia e Gasworks - Triangle Network no Hangar, em Lisboa. Foi vencedora do Prémio Novo Banco Revelação, nomeada para o Ducato Prize (Itália) e recipiente de várias bolsas incluindo a Fulbright/Fundação Carmona e Costa, Criatório - CMP, Amadeo Souza Cardoso, e Fundação Calouste Gulbenkian, entre outras. A artista expõe regularmente o seu trabalho em Portugal e no estrangeiro, com destaque para as exposições: Hollow Hands no Spazio Leonardo, Generali Milano; The Outcast Manufacturers na Galeria Filomena Soares, em Lisboa; 10000 anos entre Venus e Marte na Galeria Municipal do Porto; Cultivated Memory na Peninsula Gallery, em Nova Iorque; História da Falta no Museu de Arte Contemporânea de Serralves; Ponto de Fuga na Cordoaria Nacional; Ghost of Chance na La Nave, em Madrid; 10 Anos, 10 Artistas, 10 Comissões do MACE na Chiado 8, em Lisboa; Now It Is Light na Galeria da Boavista, em Lisboa; The Lobster Loop na galeria Monitor, em Lisboa.

 

 

PROGRAMA HANGAR | SETEMBRO A DEZEMBRO DE 2020:

 

Exposições

Pedro Barateiro é o artista que sucede Andreia Santana no programa de exposições do Hangar, com a apresentação de um novo projeto individual em novembro.

 

Hangar Online

A plataforma lançada em maio, com o propósito de dar continuidade à programação do Hangar em contexto de pandemia, prossegue com a apresentação de conversas, vídeos e performances. A próxima apresentação, intitulada The Perfect City, acontece no dia 25 de setembro, às 19h, e será centrada no trabalho de vídeo do artista Keith Piper, pioneiro do movimento negro britânico. Também na área do vídeo, seguir-se-á um programa pensado em torno das geografias do Médio Oriente, Norte de África e América do Sul, com curadoria de Omar Berrada e Diana Lima,

A partir de outubro estará disponível na plataforma online uma biblioteca de media com podcasts de conversas com artistas e será iniciado um ciclo com testemunhos de responsáveis pela criação e programação de espaços culturais independentes no Gana, Zimbabué, Marrocos e Irão.

 

Hangar Books

Em outubro, será lançado um novo livro da coleção Atlantica, o título que em 2018 assinalou a criação da editora Hangar, especializada em artes contemporâneas e na epistemologia do sul. O novo livro é dedicado a Moçambique e suas diásporas, tem coordenação de Mónica de Miranda e edição de Ângela Ferreira.

Também em outubro abre no Hangar um centro de documentação que vai disponibilizar, aos sócios do projeto e a investigadores, uma seleção de livros e publicações focadas nas práticas artísticas do sul global. A abertura será assinalada com uma apresentação sobre curadoria no continente africano a cargo de Azu Nwagbogu, o fundador e co-diretor da African Artists' Foundation (AAF).

Para novembro está previsto o lançamento de um novo título – Sebenta Q-Notes –, que edita conversas que aconteceram no Hangar. A primeira edição reúne as transcrições das conversas de Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, Grada Kilomba, Irit Rogoff, Luis Camnitzer, Paul Goodwin, Sammy Baloji e Filip de Boeck.

 

Hangar Music

A editora independente, criada pelo Hangar em 2019 com o propósito de estimular a interseção entre a música e as múltiplas formas de expressão artística, vai organizar entre os meses de outubro e dezembro um programa de rádio em parceria com o coletivo artístico sul-africano Chimurenga. A iniciativa insere-se no projeto global Rádio Libertação que investiga as lutas de libertação africanas e, a partir de Lisboa, vai também olhar a realidade das comunidades africanas na cidade.

Em outubro, o músico Chullage abre um novo capítulo do projeto Prétu, intitulado A Luta Continua, com a apresentação de uma série de vídeo-documentos inéditos, realizados em colaboração com a artista Mónica de Miranda, que vai resultar na criação de um videoclipe para o seu novo single.

Grândola recebe Encontro da Canção de Protesto de 17 a 20 de Setembro

Encontro deste ano é dedicado a José Mário Branco e à temática do exílio

 

 

No âmbito da atividade do OCP - Observatório da Canção de Protesto irá realizar-se em Grândola, entre os dias 17 e 20 de Setembro de 2020, uma nova edição do Encontro da Canção de Protesto, com espectáculos musicais, exposições e documentários dedicados à temática do exílio, e colóquios, sessões testemunhais e de canto livre em que estarão presentes figuras relacionadas com os universos de José Mário Branco e com a canção de protesto.

 

O Encontro iniciará em 17 de Setembro às 21h no Cine Granadeiro com a inauguração da exposição organizada pelo OCP e idealizada para itinerância “Emigração, exílio e canção de protesto”, seguindo-se, às 21h30m, no mesmo local, o espectáculo de leituras encenadas da Associação Artística Andante (Prémio LER+ em 2019) À MARGEM (de uma certa maneira) — O canto do exílio.

 

Na sexta-feira, dia 18 de Setembro às 21h30m Sérgio Godinho e os Assessores irão promover em Grândola, no parque de feiras e exposições, uma viagem musical pela profusa carreira do cantor, compositor, escritor, actor de teatro e cinema, com a recriação de algumas canções que marcaram os discos Os sobreviventes e Pré-Histórias — gravados em 1972 e 1973, respectivamente, quando este se encontrava no exílio em França – e a interpretação de outras, mais ou menos recentes, poeticamente associadas ao conceito de exílio.

 

Sábado, dia 19 de Setembro, o Cine Granadeiro acolherá, entre as 10h e as 13h30m, e as 15h e as 18h, um conjunto de sessões testemunhais dedicadas aos universos de José Mário Branco — protagonizadas por Agnès Pellerin, Alexandre Alves Costa, António Branco, Ana Matos Fernandes (Capicua), Carlos Fragateiro, Domingos Morais, Flávio Almada (LBC Soldjah), Francisco Fanhais, Hélder Costa, João Madeira, Luís Cília, Manuel Deniz Silva, Manuel Pedro Ferreira, Mário Vieira de Carvalho, Nuno Santos (Prétu Chullage), Rita Azevedo Gomes, Rui Cidra, Sérgio Godinho e Tino Flores.

 

Durante a noite, no mesmo espaço, às 21h30m, decorrerá a apresentação de um espectáculo inédito intitulado “Uma mão cheia de vozes na luta”, com a actuação de membros do Grupo de Acção Cultural – Afonso Dias, António Duarte, Carlos Guerreiro, Tino Flores e João Lóio.

 

O Encontro da Canção de Protesto de 2020 encerrar-se-á no domingo, dia 20 de Setembro, no Cine Granadeiro, com o encontro-colóquio “Contra as ditaduras erguer a voz e cantar”, com a participação de alguns membros do Conselho Consultivo do Observatório da Canção de Protesto — Adelino Gomes*, Ana Matos Fernandes (Capicua), Nuno Santos (Prétu Chullage)*, João Carlos Callixto*, José Fortes, Joaquim Vieira, Manuel Freire, Salwa Castelo-Branco*, Viriato Teles*, Soraia Simões de Andrade e Rui Vieira Nery* — e o convidado Alberto Carrillo Linares, a exibição do documentário Les Printemps de L’ Exil — legendado para o propósito —  e a actuação do Coro da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.

 

O Observatório da Canção de Protesto (OCP) é um organismo resultante da parceria entre o Município de Grândola, entidade promotora, a Associação José Afonso, a Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, e os institutos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical (CESEM), Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança (INET-md), e Instituto de História Contemporânea (IHC).

Os seus objectivos são o estudo, a salvaguarda e a divulgação do património musical tangível e intangível da canção de protesto produzido durante os séculos XX e XXI, através da realização de iniciativas culturais diversas.

 

A entrada em todas as iniciativas é gratuita mediante reserva antecipada de lugar através do número 269 448 030 e sujeita à lotação da sala.

“UM PASSEIO COM TRADIÇÃO”, EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS DO CORTEJO ETNOGRÁFICO

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A exposição “Um passeio com tradição” vai estar patente entre 15 de agosto e 15 de setembro, na Rua José Pedro Lopes, em Santa Cruz. A mostra ao ar livre, que será inaugurada às 11h00, de 15 de agosto, reúne fotografias de Ana Backhaus captadas durante o Cortejo Etnográfico de 2019.

O Cortejo Etnográfico, realizado anualmente a 15 de agosto, assinala o dia em que as comunidades das zonas rurais vinham até à praia, através de uma recreação a cargo dos grupos etnográficos e ranchos folclóricos do Concelho. Devido à atual situação de pandemia este evento não se irá realizar, sendo a data assinalada com a inauguração da exposição.

A exposição de fotografia retrata esta recreação, que é baseada aquilo que era a tradição. Normalmente no desfile estão representados não só os trajes de trabalho, mas também aqueles usados em ocasiões especiais, como nos casamentos ou mesmo o traje domingueiro.

EMARP - Exposição "Cutelaria Artesanal" de Pedro Coelho, Hugo Nunes e Christian Goldmann

CUTELARIA ARTESANAL

Exposição de Pedro Coelho, Hugo Nunes e Christian Goldmann

10 de agosto a 11 de setembro de 2020
Dias úteis das 8h30 às 17h30

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Mais do que uma mostra de cutelaria artesanal esta exposição é a celebração da amizade e espírito de entreajuda entre três amigos artesãos, unidos pela paixão pela arte da cutelaria, pelo desejo de criar peças únicas, e pela necessidade de expressar o seu espírito criativo, materializado em forma de facas.

 

EMARP - Atividades culturais agosto 2020

CUTELARIA ARTESANAL

Obras de Pedro Coelho, Hugo Nunes e Christian Goldmann

 
Até 11 de setembro de 2020
Dias úteis das 8h30 às 17h30
 

A exposição de “Cutelaria Artesanal” com obras de Pedro Coelho, Hugo Nunes e Christian Goldmann continua patente no espaço público de Atendimento da EMARP até ao próximo dia 11 de Setembro.

Esta exposição junta três amigos e artesãos que, cada um com o seu estilo, dão corpo à paixão pela cutelaria, criando facas de cozinha, de campo, de caça, grandes, pequenas, canivetes – mas todas diferentes, peças únicas feitas de forma artesanal a partir de aços inox.

As facas expostas apresentam lâminas de várias formas e feitios, mas as facas não têm apenas o aço que corta, também são enriquecidas pelo cabo, que pode ser feito desde madeira a materiais compósitos, com muita imaginação e técnica pelo meio. Além da função para que foram criadas, estas facas são também obras de arte onde o espírito criativo de cada um dos expositores marca o seu estilo próprio.

A mostra junta três artesãos: Pedro Coelho, cuja interesse pela cutelaria nasceu em 2016 quando começou a fazer as primeiras facas de cozinha, juntando duas paixões, a cutelaria e a culinária; Hugo Nunes, com oficina montada num quarto do apartamento onde vive e que começou em 2017 a ver vídeos no YouTube e depois usou serras, limas, muita lixa e muitas horas para produzir as suas facas; Christian Goldmann, que cresceu na África do Sul e sempre teve uma grande ligação ao mato e aos grandes espaços, locais onde uma boa faca era uma ferramenta essencial. Piloto de helicópteros e aviões na Força Aérea sul-africana de onde saiu em 1999 com o posto de Major, em 2007 começou a dar forma à sua paixão pelo fabrico da, como diz, “ferramenta mais antiga utilizada pelo homem”.

A exposição apresenta o que estes artesãos fazem ao pegar numa simples folha de metal, dar-lhe tratamento térmico, usar técnicas de desbaste, fazer diferentes tipos de acabamentos e polimentos de lâminas, trabalhar as peças para o cabo. É muito trabalho, muita dedicação e muitas horas de esforço físico para fazer nascer uma faca, uma obra de arte.