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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

"SER ANGOLANO É MEU FADO E MEU CASTIGO": ARTE DE CARLOS PAES E HOMENAGEM A NEVES E SOUSA EM EXPOSIÇÃO NA GALERIA ARTISTAS DE ANGOLA

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Se ainda não tem planos para sexta feira ao fim da tarde, marque na sua agenda a inauguração da Exposição de Pintura de Carlos Paes, com a homenagem ao pintor e poeta Albano Neves e Sousa, com curadoria do fotógrafo António Silva: “Ser angolano é meu fado e meu castigo”. Nesta mostra que inaugura a dia 25 de novembro, pelas 17h e decorre até 31 de dezembro na Galeria Artistas de Angola, Carlos Paes vai apresentar um conjunto de trabalhos, entre óleos e acrílicos sobre tela, papel e madeira. A homenagem a Albano Neves e Sousa completa esta iniciativa, com a exibição de uma seleção de obras do consagrado pintor angolano. A Galeria Artistas de Angola é em lisboa, na rua Sousa Lopes, N.º 12 A.

 

Nas palavras de Carlos Paes “esta é uma mostra composta por pintura e escultura em diferentes materiais. Óleos e acrílicos sobre tela ou papel, madeira e técnicas mistas, são encontrados nas quarenta obras selecionadas. As vivências em Angola deixam uma noção de cor e forma que sobressaem no trabalho exposto, bem como a geometrização do representativo que atinge, por vezes, o abstrato.”

 

           

Carlos Paes                                                                                                 Neves e Sousa

 

Todas as peças em exibição testemunham um grande amor e dedicação às terras e gentes de Angola e África. Neves e Sousa, retratou o povo e a beleza de angola como ninguém, pela sua mestria e arte foi apelidado de: o “Pintor de Angola”. Pintou as mais diversas etnias angolanas, com destaque na diversidade da figura da mulher angolana.   

Há várias linhas condutoras que ligam os trabalhos de ambos os pintores, que são as telas, as tintas, a exploração da plasticidade da cor e do ritmo da forma, a representação da figura humana, predominantemente feminina, África e Angola, e uma equilibrada inspiração cubista, que toca todas as telas, na sua forma e na composição. Entre telas e pinceladas é possível mergulhar neste movimento artístico sem nos afundarmos ou deixarmo-nos envolver completamente.

 

Sobre Neves e Sousa, Jorge Amado escreveu “(…) Pintor de Angola, de sua paisagem poderosa, de sua poderosa gente, dos costumes, da magia e da realidade – ele tocou com seu lápis ou com seu pincel cada momento e cada detalhe do país e do povo. O sol de Angola imprimiu a cor definitiva de sua palheta (…).”

 

FIM

Sintra inaugura primeira exposição do Museu Fora de Si

 

 

A Câmara Municipal de Sintra inaugurou, na passada sexta-feira, a primeira exposição do projeto Museu Fora de Si com o título “Bestiário”, em exibição na Quinta Nova da Assunção, em Belas, até 26 de fevereiro de 2023.

Esta mostra foi inaugurada pelo presidente da autarquia de Sintra, Basílio Horta, e contou com uma visita guiada pelo curador da exposição e do projeto Museu Fora de Si, Victor dos Reis.

Com entrada gratuita, o Museu Fora de Si pretende dar a conhecer as obras da Coleção Municipal de Arte e das restantes coleções artísticas e científicas do Município de Sintra em diferentes locais do concelho e em espaços inusitados num conceito inovador e focado numa política de descentralização.

Para Basílio Horta, a realização desta exposição traz “um enorme valor para o concelho e está extraordinariamente bem conseguida pela ligação que foi criada entre as obras de diferentes espaços, que se unem com toda a lógica num denominador comum”, destacando ainda a importância pedagógica “pela presença das escolas neste projeto, que pretende aproximar a cultura, a arte e os museus aos nossos alunos”.

Esta primeira de três exposições, “Bestiário”, é constituída por obras que, direta ou indiretamente, representam, registam ou evocam animais reais ou imaginários, que existem hoje ou que, extintos, sabemos terem existido no passado.

A exposição é entendida como uma narrativa visual ficcional, que constrói uma espécie de bestiário sintrense – não porque se refira a um conjunto de animais expressamente relacionados com Sintra, mas porque ficciona a própria ideia de bestiário a partir de uma seleção muito alargada e diversificada de imagens de animais que, de forma tanto propositada como acidental, convivem hoje nas coleções municipais. 

O tema escolhido para esta primeira exposição relaciona-se com um dos motivos principais da vasta decoração azulejar existente na Quinta Nova da Assunção, da autoria de Luís António Ferreira (conhecido por Ferreira das Tabuletas), dos muros, tanques, mirantes, pavilhões, casas de fresco e lagos do parque da Quinta (e até da pintura de paredes e tetos das salas do seu palacete): a representação híbrida de vistas, personagens e animais de paragens longínquas – ora na Europa, ora no Extremo Oriente, ora na América do Sul.

A exposição é constituída por 102 obras, das quais 5 se encontram expostas em 4 escolas do concelho (Escola E.B. 2,3 Ruy Belo, Escola Secundária Miguel Torga, Escola Secundária Padre Alberto Neto, Escola Secundária Stuart Carvalhais) e na Biblioteca Municipal Ruy Belo.

"Bestiário" integra peças de Paula Rego, de Susan Norrie, representante da Austrália na Bienal de Veneza de 2007, de Cruzeiro Seixas, de Camila Loureiro, de Cristina Reis, de Pedro Proença, de Fátima Mendonça, de Eva Armisén, de Isabelle Faria e de Nuno Viegas, entre outros artistas da Coleção Municipal de Arte de Sintra.

A estas juntam-se obras de Tomás Leal da Câmara, da Casa-Museu de Leal da Câmara, de Artur Anjos Teixeira e de Pedro Anjos Teixeira, do Museu Anjos Teixeira, bem como peças das coleções do Museu de História Natural de Sintra e do Museu Arqueológico de S. Miguel de Odrinhas. 

A mostra decorre na Adega da Quinta Nova da Assunção, em Belas, com uma área de cerca 250 metros quadrados, cuja construção foi iniciada em 1860 por José Maria da Silva Rego, e que foi recentemente restaurada pela autarquia de Sintra.

Natal na Árvore - Exposição de Arte até 30 de Dezembro

NATAL NA ÁRVORE
EXPOSIÇÃO DE ARTE NA COOPERATIVA ÁRVORE

10 a 30 Dezembro

 

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A Cooperativa Árvore volta a celebrar a tradição de organizar o Natal na Árvore, uma Exposição dos trabalhos artísticos dos seus artistas associados, de todas as correntes estéticas e artísticas, algumas alusivas à época natalícia.
 
Em exposição vão estar disponíveis peças de escultura, pintura, obra gráfica, cerâmica, design e joalharia de autor, livros de arte, catálogos, peças de mobiliário, etc.
 
O público pode visitar o Natal na Árvore de 10 a 30 de Dezembro e adquirir presentes entre as obras em exposição.
 
Mais uma iniciativa de uma das instituições
 culturais mais emblemáticas da cidade do Porto, que celebra 60 anos em 2023.


Data : 10 a 30 de Dezembro 2022
Horário Natal :
10 a 24 de Dezembro
Segunda a Sexta 10H00 – 19h30
(aberto hora de almoço)
Sábados – dias 10 e 17 – 14H00 – 19H30
Sábado 24 – 10H00 – 14H00

Rua Azevedo de Albuquerque, 1 - Porto

CENTRO DE ARTE E CULTURA DA FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA APRESENTA TOPOMORPHIAS, UMA EXPOSIÇÃO DE JORGE MARTINS

A partir do dia 22 de outubro de 2022, o Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida, em Évora, convida ao encontro com a obra pictórica de Jorge Martins na exposição Topomorphias

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Com uma intensa carreira internacional fortemente premiada, atestando o reconhecimento crítico que faz dele uma referência incontornável, Jorge Martins mantém, desde 1961 e até aos dias de hoje, a atividade artística, sendo frequentes as suas exposições, nomeadamente de desenho, campo em que nos últimos anos tem trabalhado de forma intensiva. Pintura e desenho dialogam em múltiplos planos, mas seguem caminhos perfeitamente autónomos e distintos. A sua pintura explora frequentemente as grandes dimensões, numa intensa aproximação à cor e a uma plasticidade exuberante. Durante a pandemia desenvolveu várias séries de trabalho que permanece inédito, parte do qual será agora apresentado em Évora, no Centro de Arte e Cultura.

Como escreve Sérgio Mah, no catálogo que acompanha a exposição: «As obras reunidas nesta mostra foram escolhidas pelo artista seguindo um desejo prévio: o de conceber uma exposição a partir da sua produção mais recente em pintura. Algumas obras remontam ao início dos anos de 2010, mas a grande maioria foi produzida após 2018, incluindo inúmeras obras realizadas durante o período do surto pandémico. É, pois, revelador que, num tempo de angústia, isolamento social e desencanto anímico, o artista não tenha esmorecido a sua verve criativa. Pelo contrário, o volume e a qualidade das obras patenteiam um fulgor inventivo que, contornando os constrangimentos do mundo exterior, compõem um imaginário pleno de luminosidade e vitalidade estética.” Estas características são, na verdade, uma constante no seu trabalho: «Desde o final da década de cinquenta que Jorge Martins, movido por uma inesgotável e inconformada energia criativa, vem produzindo obras que configuram um mundo singular e incomensurável, onde se observam inúmeros fenómenos, movimentos, avanços, desvios ou regressos, mais acelerados ou subtis, sintomas de uma geofísica estética extraordinariamente idiossincrática.»

É este mundo singular de declinações estéticas que, através das pinturas convocadas pelo artista, a exposição Topomorphia convida a conhecer até 26 de março, de 3ª feira a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00, com entrada livre.

Exposição "The Clothed Home"

The Clothed Home”, exposição patente até ao final de novembro na Trienal de Arquitetura de Lisboa.

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“Terra", o mote da Trienal deste ano, convida à reflexão sobre os desafios da modernidade e a “The Clothed Home; Tuning In To the Seasonal Imagination’” explora as formas como os têxteis têm sido utilizados para refletir o ritmo das mudanças sazonais nos interiores domésticos.

 

A exposição da artista Alicja Bielawska, com curadoria de Aleksandra Kedziorek, organizada pelo Adam Mickiewicz Institute, foi selecionada para o programa Independent Projects na Trienal de Arquitetura, em Lisboa, entre 167 candidaturas de todo o mundo.

 

“The Clothed Home” está patente no Palácio Sinel de Cordes até 5 de dezembro, de terça a domingo entre as 11h00 e as 19h00. A entrada é livre.

Prolongada até 30 de dezembro a exposição "Brasília - Da Utopia à Capital", no Museu Nacional dos Coches

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BRASÍLIA – DA UTOPIA À CAPITAL EXPOSIÇÃO PROLONGADA ATÉ 30 DE DEZEMBRO de 2022

 “BRASÍLIA – DA UTOPIA À CAPITAL”, é o nome da Exposição que já percorreu 12 cidades, entre elas Paris, Berlim, Moscovo, Londres e Roma, 
e que poderá ser visitada em Lisboa, no Museu Nacional dos Coches, entre os dias 15 de setembro e 30 de dezembro de 2022,  com entrada livre.

A referida Mostra celebra os 62 anos da capital brasileira e faz parte do calendário oficial de comemorações do Bicentenário da Independência do Brasil. 

 

Marcel Gautherot Catedral Metropolitana N.Sra. Aparecida em construção com a Esplanada dos Ministérios ao fundo, 1960.

 

“Brasília – Da utopia à Capital” exibe um acervo de aproximadamente 300 obras de arte e documentos, tais como maquetes de edifícios icónicos projetados por Oscar Niemeyer; desenhos e maquete fotográfica do plano urbanístico de Lucio Costa; esculturas de Maria Martins, de Bruno Giorgi e de Alfredo Ceschiatti; e fotografias de Marcel Gautherot, Peter Scheier, Jean Manzon e Mário Fontenelle. As obras são provenientes de coleções brasileiras, públicas e privadas, entre as quais o Instituto Moreira Salles, o Arquivo Público do Distrito Federal e a Coleção Brasília — acervo de Izolete e Domício Pereira. A Curadoria é de Danielle Athayde.


Uma epopeia modernista
A transferência da capital do Brasil do litoral atlântico para o centro-oeste do seu território, no início da década de 1960, despertou um sentimento de euforia desenvolvimentista na população brasileira. Pessoas comuns, movidas pelo desejo de fazer parte do sonho de construção de uma nova cidade, sede do governo, deslocaram-se do conforto de suas famílias e de suas cidades de origem, em especial do nordeste brasileiro, em direção ao centro-oeste. O Planalto Central, no cerrado brasileiro, de horizonte infinito e de terra vermelha, transformou-se num canteiro de obras de proporções épicas, cujos núcleos de acomodações precárias, sendo um deles a Cidade Livre, chegou a abrigar mais de 30 mil trabalhadores durante a construção, que durou 3 anos e 10 meses.

 

Concreto aparente

Os chamados “candangos”, trabalhadores oriundos de vários campos de conhecimento e, em geral, pertencentes às camadas populares, aprenderam in situ a dominar o emprego e a manipulação do concreto aparente. O material, elemento marcante do Modernismo brasileiro, não admite erros ou retoques. Ao observarmos, com admiração e espanto, a beleza do projeto urbanístico de Lúcio Costa, o Plano Piloto, e a harmonia e perfeição das linhas curvas de Oscar Niemeyer, também estamos a observar a excecional capacidade artesanal dos candangos, sobretudo na elaboração dos pilares do Palácio da Alvorada, inspirados nas redes de casas de fazenda do período colonial e nos arcos que sustentam o Palácio do Itamaraty, cujas maquetes compõem a mostra.

 

Plano Piloto

O esforço da construção de Brasília, compartilhado por funcionários públicos, arquitetos, artistas e candangos, poderá ser observado nos documentos históricos reunidos pela exposição Brasília – Da utopia à Capital. Entre eles, o projeto Plano Piloto, proposto por Lúcio Costa.

A maquete de Brasília, definida por uma área de 21×17 km, Brasília, é delimitada, ao sul, pelo Aeroporto Internacional JK; ao norte, pela recente Torre de TV Digital; a leste, pela barragem do Lago Paranoá; e a oeste, pela rodoviária. A Maquete de Brasília foi especialmente concebida para esta exposição a partir de imagens de satélite, em alta resolução, medindo 6,00×4,80 metros, considerando a escala de 1:3500.

 

Comissionamento de artistas

As etapas de construção da nova capital brasileira, realizadas em ritmo apressado, de vergalhões de aço e andaimes gradualmente cobertos pelo concreto que lhe conferiu singularidade, foram registadas em belíssimos ângulos geométricos pelas lentes dos fotógrafos Peter Scheier, Marcel Gautherot, Jean Manzon, Mário Fontenelle e Jesco Puttkamer.

Vislumbrada como uma obra de arte completa, com características de museu a céu aberto, o projeto de Brasília comissionou obras a um prestigioso grupo de artistas: Athos Bulcão, autor de fachadas, pinturas e azulejos que dão cor ao concreto e se integram à arquitetura, como as fachadas do Teatro Nacional e os painéis de azulejo no Congresso Nacional e na Igrejinha; Marianne Peretti, autora dos vitrais da Catedral Metropolitana; Alfredo Ceschiatti, escultor dos anjos da Catedral; Roberto Burle Marx, artista criador de projetos paisagísticos dos principais espaços públicos da capital, como o Parque da Cidade, o Palácio do Itamaraty, as superquadras, as praças e eixos do plano piloto, além de obras e projetos para os seus interiores, para citar alguns.

Algumas dessas obras e seus estudos serão exibidos em Lisboa pela primeira vez. É o que acontece com as obras da Coleção Brasília – Acervo Izolete e Domício Pereira com o modelo para a obra O Rito do Ritmo de Maria Martins, primeira escultura pública da capital, executada a convite de Niemeyer e instalada nos jardins internos do Palácio da Alvorada, residência oficial do Presidente da República. O mesmo pode ser dito de obras de Bruno Giorgi, como Os Guerreiros, de representação dos candangos e símbolo do marco da ocupação artística da capital.

 

Coleção Brasília

Um dos destaques do projeto é a Coleção Brasília. Um acervo formado pelo casal Izolete e Domício Pereira — considerados pioneiros que chegaram à nova capital em 1959 e onde exerceram cargos no governo federal e na Novacap (companhia responsável pela construção da cidade) — e que abrange cerca de cinco décadas da cultura brasileira. São gravuras, pinturas, desenhos, esculturas, maquetes, objetos de época e documentos oficiais, entre outras preciosidades. O acervo é administrado pelo curador e historiador Cláudio Pereira, filho do casal, que para a exposição e livro “Brasília da Utopia à Capital" fez uma seleção representativa de obras vinculadas ao imaginário dos novos ares modernistas, que se estabeleceram no ideário da nova capital. Destacam-se peças dos escultores Bruno Giorgi e Maria Martins, além de Roberto Burle Marx, entre outros.

Cláudio faz questão de destacar duas obras da artista Marianne Pereti, única mulher na equipe de Niemeyer, e responsável pelos vitrais da Catedral de Brasília, entre tantas obras icónicas espalhadas pela cidade. “Marianne presenteou os meus pais com a lúdica pintura “Centopéia”. Faz parte do acervo a escultura “Pássaro”, em bronze dourado- simbolizando novos tempos- e a versão da escultura pública instalada no foyer da sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional”, lembra Cláudio Pereira.

 

Curadoria

Além de reunir elementos relacionados com a arquitetura que identificam Brasília, a curadoria de Danielle Athayde propõe-se analisar a produção artística dos anos de construção da capital, assim como encaminhar o nosso olhar para a representação contemporânea desta cidade. Nesse sentido foram comissionadas  obras aos artistas Alex Flemming (que faz alusão à arquitetura da Catedral), Naura Timm (que apresenta uma série de esculturas inspiradas pelo Cerrado, bioma em que a cidade foi edificada), Carlos Bracher (com a série de pinturas “Brasília”) e Tarciso Viriato (com a obra “guerreiro etrusco e a natureza”).

 

Direção Executiva

Morando há 3 anos em Lisboa, a publicitária Danielle Fonteles integra o time executivo a equipa da exposição. Responsável pela interlocução com empresas privadas e instituições portuguesas, Danielle assume a produção e a divulgação local da exposição em Portugal.

 

Museu Nacional dos Coches

O Museu Nacional dos Coches (MNC) possui a mais importante coleção, a nível mundial, de coches e carruagens reais do século XVI ao século XIX. O museu foi criado, em 1905, no antigo Picadeiro do Palácio Real de Belém, em Lisboa e é hoje constituído por dois edifícios: o antigo Picadeiro do Palácio de Belém  (Praça Afonso de Albuquerque) e o Novo Edifício, em frente (Av. da Índia), inaugurado em 2015.

O MNC reúne uma coleção única no mundo, de cerca de 9 000 objetos, que inclui predominantemente viaturas de gala ou de aparato, algumas de viagem e de passeio, dos séculos XVI a XIX, e acessórios de cavalaria. Tem sido o museu nacional mais visitado de Portugal, com 382 593 visitantes em 2016.

O novo edifício, que guarda a maior parte das coleções, é um projeto de Paulo Mendes da Rocha  (prémio Pritzker 2006) em consórcio com o atelier Ricardo Bak Gordon e o engenheiro Rui Furtado.




Catálogo bilíngue da exposição em formato físico — inglês e português, 292 páginas — com textos, imagens e extenso memorial documental do projeto, está disponível para aquisição. O livro está à venda pelo valor de 50 € (+ gastos de envio), se desejar obtê-lo contactar através do email:  artetude@artetude.com.br 

 

Parceiros:

Brasília – Da utopia à Capital é uma realização da Artetude Produções e conta com participação especial da Coleção Brasília; apoio do MRE (Ministério das Relações Exteriores do Brasil), das vinícolas Quinta Alta e Wine Colors, do Sabin, Grupo Mundial, 4Coach; apoio Institucional da Casa da América Latina, UCCLA, Junta de Freguesia de Belém e Embaixada do Brasil em Lisboa.

Parceiros de media:

Alumi out of Home, Wi- Fi Livre, ID, LOOK’NFEEL e Correio Braziliense.

Patrocínio: Banco BRB

 

Exposição: Brasília – Da utopia à Capital

Curadoria: Danielle Athayde

Local: Museu Nacional dos Coches – Edifício anexo, Sala Jardim de Belém, piso 2

Morada: Av. da Índia 136. Lisboa

Patente ao público:  de 15 de setembro a 30 de dezembro de 2022.

Horário: de terça a domingo – das 10h às 18h (última entrada às 17h30).

Entrada livre.

 

 

Museu Fora de Si arranca com exposição em Belas 

 

 

A Câmara Municipal de Sintra apresenta a primeira exposição do projeto “O Museu Fora de Si”. Com curadoria de Victor dos Reis, “Bestiário” estará em exibição de 11 de novembro a 26 de fevereiro 2023, na Quinta Nova da Assunção, em Belas. 

 

Bestiário é a primeira de exposição d'O Museu Fora de Si, destinado a mostrar obras da Coleção Municipal de Arte e das restantes coleções artísticas e científicas do Município de Sintra em diferentes locais do concelho e em espaços inusitados num conceito inovador e focado numa política de descentralização. 

 

Nesta primeira fase, o projeto concretizar-se através de três exposições a realizar em 2022 e 2023 em lugares e espaços diferentes. Cada exposição será ao mesmo tempo singular e parte de um todo maior. 

 

A singularidade será procurada num diálogo entre o lugar geográfico, o espaço arquitetónico onde a exposição se realiza e as obras que integram a Coleção Municipal de Arte. Em conjunto (locais, espaços e obras) procurarão contar uma história, iluminar determinadas relações ou, tão somente, chamar a atenção para a recorrência, variação e metamorfose de certas formas, temas ou ideias visuais. 

 

Ao mesmo tempo, a escolha do local e do espaço conduzirá à escolha de um conjunto de escolas e bibliotecas, situadas nas áreas geográficas onde decorrerão as exposições, estendendo até elas as obras selecionadas e, por via desta proximidade, propondo um envolvimento mais direto com as exposições e com os seus conteúdos, conceitos, ideias e imagens. 

 

A exposição Bestiário, como o nome indica, é constituída por obras da Coleção Municipal de Arte e das restantes coleções artísticas e científicas do Município que, direta ou indiretamente, representam, registam ou evocam animais reais ou imaginários, que existem hoje ou que, extintos, sabemos terem existido no passado. 

 

Nesse sentido, a exposição, entendida como uma narrativa visual de caráter ficcional, constrói uma espécie de bestiário sintrense – não porque se refira a um conjunto de animais expressamente relacionados com Sintra, mas porque ficciona a própria ideia de bestiário a partir de uma seleção muito alargada e diversificada de imagens de animais que, de forma tanto propositada como acidental, convivem hoje nas coleções municipais.  

 

A exposição decorrerá na Adega da Quinta Nova da Assunção, em Belas, com uma área de cerca 250 metros quadrados, cuja construção foi iniciada em 1860 por José Maria da Silva Rego. 

 

O tema escolhido para esta primeira exposição relaciona-se com um dos motivos principais da vasta decoração azulejar, da autoria de Luís António Ferreira (conhecido por Ferreira das Tabuletas), dos muros, tanques, mirantes, pavilhões, casas de fresco e lagos do parque da Quinta (e até da pintura de paredes e tetos das salas do seu palacete): a representação híbrida de vistas, personagens e animais de paragens longínquas – ora na Europa, ora no Extremo Oriente, ora na América do Sul. 

 

A exposição Bestiário será constituída por 102 obras, das quais 5 são mostradas em 4 escolas (Escola E.B. 2,3 Ruy Belo, Escola Secundária Miguel Torga, Escola Secundária Padre Alberto Neto, Escola Secundária Stuart Carvalhais) e na Biblioteca Ruy Belo.  

 

A exposição integra obras de Paula Rego, de Susan Norrie, representante da Austrália na Bienal de Veneza de 2007, de Cruzeiro Seixas, de Camila Loureiro, de Cristina Reis, de Pedro Proença, de Fátima Mendonça, de Eva Armisén, de Isabelle Faria e de Nuno Viegas, entre outros artistas da Coleção Municipal de Arte de Sintra. 

 

A estas juntam-se obras de Tomás Leal da Câmara, da Casa-Museu de Leal da Câmara, de Artur Anjos Teixeira e de Pedro Anjos Teixeira, do Museu Anjos Teixeira, bem como peças das coleções do Museu de História Natural de Sintra e do Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas.  

 

www.facebook.com/camaradesintra
www.twitter.com/camaradesintra

“Balmalla Hisn Al-Rabita”: exposição revela história do Castelo

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O Espaço Cidadão, no Centro Histórico da Vila Palmela, acolhe a nova exposição temporária “Balmalla Hisn Al-Rabita. Palmela, um Castelo na Arrábida”.

Dedicada ao Castelo - fortificação de origem Omíada (séc. VIII) e lugar de vivências muçulmanas e cristãs, que desempenhava, à época, um papel estratégico na defesa e vigilância de toda a região interestuarina – esta exposição tem entrada gratuita e poderá ser visitada até 15 de setembro de 2023, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 16h30.

A mostra, da responsabilidade do Município de Palmela, dá a conhecer o reforço da estrutura defensiva do Castelo e o alargamento do espaço entre muralhas, ao longo dos séculos, para diferentes valências. Para além do painel informativo, integra peças arqueológicas, algumas das quais resultantes das escavações realizados em 2019, no âmbito da intervenção realizada na encosta sul do Castelo e agora expostas ao público pela primeira vez.

Está, também, prevista a realização de visitas guiadas para o público em geral e escolas, mediante marcação (212 336 640 ou patrimonio.cultural@cm-palmela.pt) . 

Exposição "A "Mascarada Política" - O Carnaval na obra de Rafael Bordalo Pinheiro

 

 

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Inaugura a 29 de setembro às 19h00 a exposição temporária "A "Mascarada Política" - O Carnaval na obra de Rafael Bordalo Pinheiro (1870-1905)", no Centro de Artes e Criatividade de Torres Vedras. A mostra estará patente até dia 5 de fevereiro de 2023. 

Assegurando um comentário gráfico regular da vida portuguesa durante mais de 30 anos, como é que Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905) retratou o Carnaval, data importante nos divertimentos públicos de Lisboa? Esta exposição procura responder à pergunta mergulhando na obra gráfica do caricaturista, olhando para o Carnaval, não apenas como um momento de inversão do estabelecido, mas como um fenómeno histórico que contempla inúmeros significados sociais, políticos, económicos e religiosos.

Bordalo Pinheiro abordou o Carnaval, tema que lhe era caro, de várias formas: como cena do quotidiano, objeto de reportagem gráfica nos jornais que publicou, para fazer sátira política, desenhar alegorias e decorações para os carros alegóricos dos clubes carnavalescos ou para os teatros da capital nos “bailes de terça-feira gorda” e, significativamente, abordou o Carnaval para se envolver na polémica causada pela imposição do Carnaval “Civilizado”, com ritos e propósitos distintos do Carnaval popular.

Bordalo Pinheiro foi crítico da tentativa de aburguesamento do Entrudo, e mostrou-o em 1903 com alusão política num dos melhores desenhos carnavalescos saídos do seu lápis. O genial caricaturista era, então, um nome celebrado, entre a pompa de toque dandy e o delírio carnavalesco.


Inauguração: 29 de setembro, às 19h00

Curadoria: Álvaro Costa de Matos
Organização: Câmara Municipal de Torres Vedras
Parceiro principal: EGEAC / Museu Bordalo Pinheiro
Parceiros institucionais: Câmara Municipal de Lisboa | Arquivo Municipal de Lisboa | Hemeroteca Municipal de Lisboa | Gabinete de Estudos Olisiponenses | Câmara Municipal do Porto | Bibliotecas Municipais do Porto

 
 
 
   
 

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Museu de Lamego | Exposição | Casa da Corredoura. Coleção de fotografia família Perfeito Magalhães e Menezes

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A exposição Casa da Corredoura. Coleção de fotografia família Perfeito Magalhães e Menezes, inserida no calendário de atividades evocativas dos 20 Anos do Douro Património Mundial, vai ser inaugurada na próxima quinta-feira, 1 de dezembro, no Museu de Lamego.

Partindo de um álbum fotográfico da família Perfeito Magalhães e Menezes, que compreende cerca de uma centena de positivos fotográficos, a exposição remete para a vida na Casa da Corredoura, centro de um vasto território senhorial, situado na freguesia de Cambres, Lamego, entre o final do século XIX e os primeiros anos do seguinte.

A exposição, que é inaugurada no dia 1 de dezembro, pelas 15h00, no Museu de Lamego, divide-se por cinco núcleos temáticos, que nos conduzem por um discurso de intimidade e familiaridade, a partir de uma das casas mais abastadas do Douro, de onde se vê o rio, a terra e o universo humano ao seu redor.

O primeiro núcleo da exposição - A Casa – apresenta as grandes mudanças que ocorreram na transição entre o século XIX e o XX no tecido familiar e na economia da Casa da Corredoura.

 O segundo núcleo – O Mundo Visto da Casa – mostra-nos o mundo rural, que se via em torno da velha casa senhorial.

O terceiro momento da exposição, com o título - Visões Românticas –, espelha a educação romântica, que os senhores da Corredoura cultivavam, baseada na leitura e na ilustração através de livros, jornais e revistas.

A exposição prossegue por um quatro núcleo – Retratos – que é talvez um dos mais importantes deste acervo fotográfico. Retratos naturalistas que focam não apenas os senhores da casa, mas todos os que com ela se relacionavam e a integravam.

O quinto e último núcleo – A Fotografia em Lamego – contextualiza a coleção da Casa da Corredoura no panorama da história da fotografia em Lamego, desde as suas origens, na primeira metade do século XIX, até à atualidade.

A exposição é complementada pelo projeto fotográfico de Luís Mascarenhas Gaivão, num registo da Casa da Corredoura 100 anos depois.

Com a curadoria de Nuno Resende, a exposição ficará patente no Museu de Lamego, até 8 de abril de 2023.