Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Biblioteca e Arquivo do Município Inaugura exposição coletiva «Ensaios»

cartaz jpeg.jpg

«Ensaios» é uma exposição coletiva elaborada pelos  alunos de artes da Escola Secundária António Inácio da Cruz,  que inaugura amanhã, dia 20 às 18h00, na Biblioteca e Arquivo do Município de Grândola.

 

A Exposição é constituída por trabalhos realizados na disciplina A, sob orientação das professoras Vera Máximo e Ana Jorge.

«Ensaios» resulta da exploração das técnicas de pintura em diversos suportes e pretende desenvolver os elementos visuais da forma: mancha, linha e traço. As aguarelas foram pintadas tendo em conta elementos arquitetónicos de algum do património edificado da vila de Grândola.

 

Para visitar até 30 de janeiro no seguinte horário:

segunda a sexta-feira: 09h30 às 19h00

sábados: 10h00 às 13h00

Encerra ao domingo

 

“Ruralidades” de Jorge Bacelar leva meio Portugal ao Ateneu do Porto

ruralidades-jorge-bacelar-pht-40.jpg

Primeira grande exposição do internacionalmente premiado fotógrafo português tem inauguração agendada para 29 de janeiro (sexta-feira), às 18 horas, e estará patente durante um mês

Corpos castigados pelas jornadas de trabalho no campo, do nascer ao pôr do sol. Jogos de luz que funcionam como torneiras que agitam as águas das nossas almas, aqui e ali candidamente prescrutadas pelos olhares e pelas mãos dos retratos. Rugas, resignadas, mas também, por entre a penumbra, iris inundadas de um azul – ou verde - cristalino onde parecem caber infindáveis horizontes ainda por descobrir, cheios de perguntas…

Assim é a fotografia de Jorge Bacelar, com a sua gente, como o próprio costuma dizer. Que é a nossa gente. De meio Portugal. Marcado pelas “Ruralidades” – título da mostra fotográfica com que o veterinário-fotógrafo (cada vez mais fotógrafo-veterinário) preencherá durante um mês o Ateneu Comercial do Porto. E que é vista como a primeira grande exposição dos trabalhos que têm conquistado inúmeros prémios internacionais. Ao ponto de atirar o autor para a ribalta mundial, bem para lá da Ria (Aveiro) onde nasceu a paixão pela imagem e dos campos onde cultivou o estilo.

Com a chancela da Eventline e o patrocínio da Whatsupintown (app portuguesa dedicada aos eventos), a iniciativa tem inauguração marcada para o próximo dia 29, às 18 horas, e manter-se-á até 28 de fevereiro.

Num mundo em que cada vez mais custa evitar contactos, por causa da pandemia que grassa, as “pinturas da vida real” de Jorge Bacelar assumem uma importância ainda maior, porque, se há linha condutora na sua arte fotográfica, ela é feita de proximidade, de cumplicidade, de amor pelas gentes. E não há maior homenagem do que essa.

Foi também isso que muitos júris nacionais e internacionais, e amantes da fotografia, viram nas capturas do autor, que venceu em 2021 o prémio do Público no Travel Photographer of the Year, uma das maiores competições de fotografia de viagens do mundo.

No ano anterior havia ficado entre os 50 finalistas mundiais no concurso "Best Photo of 2020", mas o palmarés é extenso (ver resumo em anexo), não obstante ter começado a fotografar, de forma autodidata, apenas a partir de 2013.

Nascido em 12 de junho de 1966, em Figueira de Castelo Rodrigo, Jorge Bacelar continua a exercer a profissão que aprendeu na faculdade: veterinária. O culto pela fotografia continua a ser feito por entre a naturalidade de partos a gado e o tratamento de maleitas de outros animais, em currais ou em campo aberto.

As gentes de Estarreja e Murtosa permanecem a sua grande fonte de inspiração, vertida para fotografias de qualidade crua, como que pintadas, que mostram a relação próxima que o fotógrafo tem com as pessoas retratadas.

A exposição “Ruralidades”, de Jorge Bacelar, é o primeiro de muitos eventos na agenda próxima do Ateneu Comercial do Porto. Em março, por exemplo, está programada uma visita imersiva multimédia para contar a história da instituição. No mesmo mês, a 12, comemorar-se-á os 450 anos da 1.ª edição dos Lusíadas, de que o Ateneu do Porto detém um exemplar original.

 

“De Palmela ao Poceirão. Uma Viagem Arqueológica” | Visite a exposição no Mercado Municipal de Pinhal Novo!

Expo Arqueologia.jpg

 

Depois de passar por Palmela e pelo Poceirão, em 2021, a Exposição Itinerante do Museu Municipal “De Palmela ao Poceirão. Uma viagem arqueológica” vai estar disponível para visita, no Mercado Municipal de Pinhal Novo, entre 17 de janeiro e 28 de fevereiro.

Esta exposição propõe a descoberta da história da ocupação humana do concelho, através de cinco artefactos arqueológicos: biface, taça campaniforme, ânfora, insígnia da Ordem de Santiago e saco de arroz. A viagem tem início com os primeiros hominídeos e as primitivas comunidades de caçadores-recoletores, que ocuparam e exploraram esta região interestuarina Tejo-Sado, passando pelos romanos, até aos dias de hoje.

Mais informações na brochura disponível em www.cm-palmela.pt.

Com entrada gratuita, sujeita às orientações da DGS, a exposição poderá ser visitada no seguinte horário:

Complexo de Serviços – Dias úteis, das 9h00 às 18h00.

Mercado Municipal - Terça-feira a domingo, das 7h30 às 13h30. Encerra à segunda-feira.

 

 

 

“Hermenegildo Capelo, naturalista”: exposição prolongada até 30 de junho

Hermenegildo Capelo naturalista.jpg

 

A Exposição Temporária “Hermenegildo Capelo, naturalista”, patente no Espaço Cidadão, em Palmela, foi prolongada até 30 de junho.

Esta mostra é dedicada à vertente naturalista desta importante figura histórica, nascida no Castelo de Palmela, reconhecida pelo espírito de observação, forma metódica de registar dados e recolha de amostras zoológicas, de botânica, minerais, rochas e fósseis que, desde cedo, praticou e remeteu para estudo. Hermenegildo Capelo chegou a ser sócio correspondente da Academia de Ciências de Lisboa e vogal da extinta Academia de Ciências de Portugal.

A exposição apresenta as expedições realizadas por Hermenegildo Capelo em Portugal continental e parte das coleções trazidas das expedições em África, com alguns objetos que testemunham estas viagens.

“Hermenegildo Capelo, naturalista” pode ser visitada no horário de funcionamento do Espaço Cidadão: de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 16h30.

 

Exposição coletiva "Artistas, Património e o Museu"

ARTISTAS, PATRIMÓNIO E O MUSEU

José de Guimarães; Julien Creuzet; Kiluanji Kia Henda; 
Mariana Caló e Francisco Queimadela; Sergio Verastegui; Susana Gaudêncio e Théo Mercier

descarregar (29).jpg

 

Exposição:  1 a 28 de fevereiro 2022  | Terça a domingo, 10h - 17h
Inauguração oficial: 12 fevereiro | 17 h às 20h

No próximo dia 1 de fevereiro abre ao público a exposição coletiva "Artistas, Património e o Museu" com os artistas José de Guimarães; Julien Creuzet; Kiluanji Kia Henda; Mariana Caló e Francisco Queimadela; Sergio Verastegui; Susana Gaudêncio e Théo Mercier, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa. A inauguração oficial realizar-se-à dia 12 de fevereiro, das 17h às 20h. 

I
nserida na programação oficial da Temporada França-Portugal 2022, esta iniciativa tem a chancela do CeiED - Centro de Estudos Interdisciplinares em Educação e Desenvolvimento, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia de Lisboa, a curadoria de Marta Jecu, investigadora auxiliar do CeiED e de Sofia Marçal Museologa do MUHNAC e o apoio na produção e comunicação da Ocupart.

A Temporada Cruzada Portugal-França 2022 é uma iniciativa de diplomacia bilateral entre Portugal e França, que visa aprofundar o relacionamento cultural entre estes dois países.

No contexto da preocupação com o património extra-europeu, com a história da museologia e o pensamento colonial e decolonial ligado a ela, esta exposição pretende refletir na forma como o Museu promove hoje a reapropriação do passado e como a arte contemporânea pode oferecer novas soluções expositivas e novas maneiras de interpretar e visualizar esta informação.
  
Esta exposição faz parte de um projeto multicisplinar bilateral, organizado por Marta Jecu,  integrado e apoiado pela Temporada França - Portugal 2022 e será acompanhada por um programa educativo realizado com membros do Departamento de Museologia da Universidade Lusófona.
 


EVENTOS DO PROJETO BILATERAL PARA 2022:
 
1. Programa educativo para o grande público, com membros do Departamento de Museologia da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Lisboa. 
MUHNAC | 20-28 de fevereiro 2022
 
2. Conferência na Fondation Maison des Sciences de l'Homme (FMSH), com investigadores e alunos franceses e portugueses abrindo a questão transversal da arte contemporânea como ferramenta para repensar o patrimônio.
FMSH, Paris, 3-7 outubro 2022
 
3. Eventos e conversas performativas em Arles,  (durante os Rencontres d´Arles), em colaboração com a galeria HighArt, Paris / Arles.
Arles | Julho 2022
 
4. Publicação/catálogo,  com material artístico e de pesquisa. Uma colaboração do departamento de Museologia da Universidade Lusófona Lisboa, CeiED Universidade Lusofona Lisboa,  La Fondation Maison des Sciences de l'Homme (FMSH), Paris
 
5. Residência artística de Raphael Grisey, referente à coleção de plantas e sementes do Jardim Botânico.
MUHNAC | abril 2022.
 



PARCEIROS: 

CeiED, Centro Interdisciplinar de Educação e Desenvolvimento, Universidade Lusofona, Lisboa, https://www.ceied.ulusofona.pt/en/ 
Departamento de Museologia, Universidade Lusofona, Lisboa, http://www.museologia-portugal.net/ 
Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa, Lisboa, https://www.museus.ulisboa.pt/ 
FMSH, Fondation Maison des Sciences de l'homme (FMSH), Paris, https://www.fmsh.fr/en 
Galerie High Art Paris/Arles, https://highart.fr/info/  
Galerie Mor Charpentier, Paris, https://www.mor-charpentier.com/ 
Galeria Filomena Soares, Lisboa, http://gfilomenasoares.com/ 
Ocupart - Arte em Espaços Improváveis, Lisboa -  https://ocupart.pt
Temporada França-Portugal 2022, https://culturaportugal.gov.pt/pt/saber/2021/09/temporada-cruzada-portugal-franca-2022/

 

Exposição de ilustração de Madalena Matoso na Fábrica das Histórias - Casa Jaime Umbelino

descarregar (23).jpg

Uma exposição de ilustração de Madalena Matoso, intitulada Não pises os desenhos, vai estar patente na Fábrica das Histórias - Casa Jaime Umbelino, em Torres Vedras, entre os dias 15 de janeiro e 26 de março.

Nesta exposição poder-se-á observar os originais das ilustrações criadas para três livros do Planeta Tangerina e ficar a conhecer alguns passos do processo de criação de cada um desses livros: Para que serve? (2020, texto de José Maria Vieira Mendes), O gnu e o texugo (2020, texto de Ana Pessoa) e Como ver coisas invisíveis (2021, texto de Isabel Minhós Martins).

De referir que o Planeta Tangerina é um coletivo de autores e uma editora de livros ilustrados que procura ser um lugar de descoberta e um ponto de encontro entre textos, desenhos e leitores de diferentes idades.

Relativamente ao nome da exposição que vai inaugurar na Fábrica das Histórias - Casa Jaime Umbelino, a autora dos trabalhos que constituem a mesma faz a seguinte explicação: “Quando entramos na casa do Planeta Tangerina, passamos por uma garagem onde há vários metros cúbicos de livros à espera de irem para as livrarias (e caixotes, envelopes, fio e fita-cola), subimos por uma escada onde há livros empilhados, saímos por outra porta onde há um quintal. Nesse quintal há uma casa de madeira onde fazemos almoços e reuniões. Se está muito calor, almoçamos na rua. Podemos voltar às escadas onde há livros empilhados e continuar a subir até a um patamar que dá acesso a uma sala onde há mesas, computadores, pessoas a trabalhar, cartazes, fotografias, textos e prateleiras com mais livros. Passamos essa sala e temos três opções: a casa-de-banho em frente e mais duas salas de trabalho, uma de cada lado. Se recuarmos até ao patamar, podemos continuar a subir até ao sótão ou, virar à direita, e ir até à cozinha. Por todo o lado há livros e desenhos. Há desenhos nas paredes, em pastas, em cima das mesas, em cima uns dos outros, e, às vezes, no chão. Foi na sala da Isabel Minhós Martins que ouvi uma vez dizer “Cuidado, não pises os desenhos”.

A exposição Não pises os desenhos, da autoria de Madalena Matoso, vai ser inaugurada na Fábrica das Histórias - Casa Jaime Umbelino no próximo dia 15 de janeiro, pelas 16h00.

 

Madalena Matoso


Nasceu em Lisboa em 1974. É ilustradora. Tem uma licenciatura em Design de Comunicação, pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa, e uma pós-graduação em design gráfico editorial, pela Universidade de Barcelona.

Em 1999, criou o Planeta Tangerina com três amigos. O Planeta Tangerina começou por ser um estúdio de criação de conteúdos, ilustração e design gráfico, tendo em 2004 iniciado um projeto de edição.

Tem trabalhado na ilustração de vários livros, entre eles Quando eu nasciLivro clapMontanhas e Cá Dentro.

Os livros que ilustrou estão publicados em várias línguas, entre elas, espanhol, catalão, inglês, italiano, polaco, checo, ucraniano, russo, coreano e chinês.

Recebeu o Prémio Nacional de Ilustração em 2008 e 2018 e menções especiais em 2006, 2007, 2009 e 2014; e o Prémio Livro Infantil Amadora BD em 2008 e 2011.

Casa da cultura de Beja recebe exposição "A viagem de comboio" da artista Natália Gromicho já no dia 15 de Janeiro

descarregar (19).jpg

 

A exposição “A viagem de comboio – pinturas de Natália Gromicho” inaugura no próximo dia 15 de Janeiro na Casa da Cultura de Beja pelas 15h com a presença da artista.

A exposição foi cuidadosamente selecionada pela artista, 8 quadros pintados entre 2015 e 2018, alguns expostos na icónica exposição “Do ocidente para o Oriente” apresentada no Museu do Oriente de Lisboa e Macau.

A exposição estará patente de 15 de Janeiro a 28 de Fevereiro, na Casa da cultura de Beja, de 2ª a 6ª das 9h às 20h. Sábado é das 14h às 20h.

“A vida não passa de uma viagem de comboio, cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes, surpresas agradáveis, e grandes tristezas. Quando nascemos, entramos neste comboio e deparamo-nos com algumas pessoas, que julgamos que estarão sempre nessa viagem connosco.” Silvana Duboc

Natália Gromicho estudou pintura na Faculdade de Belas Artes e na Escola ArCo, em Lisboa. Com 27 anos de carreira, tem representado Portugal em várias mostras internacionais, colectivas bem como individuais, num total de mais de 150 exposições. A sua obra integra coleções particulares e institucionais em todo o mundo, com destaque para Portugal, Austrália, EUA, Brasil, Itália, Rússia, França, Reino Unido, Timor-Leste, Singapura e Índia. Natália Gromicho pinta em regime de “open studio”, permitindo ao público observar o trabalho em curso.

A obra da artista poderá ser vista também em Lisboa (no seu Atelier localizado no Chiado), em Londres (na Hay Hill Gallery, galeria que a representa no mercado Londrino e Russo), em Xangai na Noeli Art Gallery, na restante Asia pela Art Collage JANG e nos EUA por várias galerias e art consultants em Nova Iorque e Miami.

 

Visitas Guiadas à Exposição de Arqueologia na Capela de São Sebastião

exposição arqueologia.jpg

 

A Câmara Municipal da Moita promove, nos dias 15, 22 e 29 de janeiro, às 10:30h e às 15:00h, visitas guiadas à Exposição de Arqueologia: “A Ocupação do Território através dos Vestígios Arqueológicos: Do Paleolítico à Idade Contemporânea”, patente na Capela de São Sebastião, na Moita.

A participação nas visitas é gratuita, mas sujeita a marcação através do T. 210 817 048 ou email div.cultura@mail.cm-moita.pt e com número limitado de dez participantes por cada grupo. A visita tem a duração aproximada de uma hora.

Esta exposição, que está aberta ao público em geral às sextas-feiras, das 14:00h às 17:00h, e sábados, das 10:00h às 13:00h e das 14:30h às 17:00h, faz uma abordagem da ocupação do território, através dos materiais arqueológicos encontrados nos diferentes sítios do concelho e em depósito na Reserva do Município da Moita.

Estabelece uma linha cronológica, cujo circuito se inicia na geologia do território e prossegue pelos seis módulos cronológicos: Paleolítico, Neolítico, Período Romano, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea. Para cada uma das temporalidades expostas e a partir das peças selecionadas, são abordadas as realidades sociais e económicas das comunidades que então viveram neste território.

 

Exposição "Cenas de Lisboa" em destaque no Casino Estoril

Maramgoní.jpg

Está patente na Galeria de Arte do Casino Estoril a exposição “Cenas de Lisboa”, da autoria do artista brasileiro Maramgoní. Com entrada livre, a não perder, até 31 de Janeiro.

 

O artista plástico Maramgoní, passeia por Lisboa com olhar apurado e mestria, na sua primeira exposição individual na capital. Com mais de 30 anos de carreira, o artista expressa uma visão urbana e ao mesmo tempo vigorosa de Lisboa, através de 24 trabalhos, onde retrata alguns dos bairros mais emblemáticos, como Alfama ou o Bairro Alto, a Baixa Pombalina, o Castelo de São Jorge, o Tejo e algumas cenas do quotidiano alfacinha. Na busca de uma nova leitura artística, baseada em novas questões estéticas que se refletem num desenho primoroso, o artista revela-nos um vasto conhecimento pictórico e procedimento fundamentado numa arquitetura filosófica.

 

Artista por natureza

Maramgoní nasceu em São Paulo, em 1972, interessando-se desde a infância por desenho e demonstrando grande habilidade com formas e proporções. Com apenas 10 anos de idade, traça as diretrizes de seu destino artístico: a pintura. Após alguns anos como autodidata, em 1987, abre seu próprio atelier, onde também lecionou. Em 2005, aprofunda-se na arte contemporânea. Indiferente aos modismos, sua obra mantém-se autêntica e suas técnicas e cores revelam seu genuíno dom e amor pela arte. Em Setembro de 2018, Maramgoní mudou-se para Lagos, Portugal.

 

Entrevista de Maramgoni

Numa breve entrevista, Maramgoni analisou diferentes temas como, por exemplo, a evolução do seu percurso artístico, a exposição “Cenas de Lisboa” que está patente na Galeria de Arte do Casino Estoril e o que o fez deixar, há pouco mais de dois anos, o Brasil para residir em Portugal.

Quem é Maramgoní?

Sou paulistano, nasci no Brasil, na cidade de São Paulo, em 1972. Tenho mais de 30 anos de carreira nas artes, sou disléxico e posso dizer que a arte me define, nossa relação é visceral.

Como foi o início do seu percurso no universo das artes plásticas?

Desenho e pinto desde que me conheço. Os meus pais foram os meus maiores incentivadores. Sou disléxico e a aprendizagem na escola para mim sempre foi um assombro, a arte foi fundamental e libertadora, posso dizer que ela me salvou. Comecei por pintar as paredes do meu quarto, aos 9 já pintava telas e as 15 já tinha meu próprio atelier, onde pintava e dava aulas. Eu já nasci artista.

Quais os artista que o influenciaram?

A Minha base é 1000% académica, sou autodidata, e tudo que aprendi, foi estudando os conceitos e técnicas dos cânones do academicismo, Da Vinci, Rembrandt, Caravaggio, Renoir, Michelangelo, Bosch, Rubens, Bruegel, Klimt, pintei a óleo por muitos e muitos anos, até que, por volta de 2007, me dediquei a estudar, também de maneira autodidata, as possibilidades de como usar as técnicas e os materiais contemporâneos mesclando com o que eu conhecia do academicismo. E hoje, utilizo, praticamente, só tinta acrílica.

O que o traz a Portugal?

Mudei-me para Portugal com a minha família há dois anos e pouco, com a intenção de criar meu filho Matteo, que na ocasião tinha 3 anos, num lugar “sem violência” e aproveitar para expandir os meus horizontes artisticamente falando, estávamos aqui há 5 meses e confinámos por causa da Pandemia de Covid-19. Foi uma loucura. Quanto isso aconteceu, eu já tinha iniciado a preparação desta exposição com o Pedro Lima Carvalho, Diretor da Galeria de Arte do Casino Estoril. Com o confinamento tivemos que adiar, o que no final, acabou sendo muito propício para a criação desta mostra e rendeu estas obras muito especiais sobre Lisboa, que chamo amorosamente de “Minha Linda”, todas produzidas durante o confinamento. Espero que gostem, dediquei-me bastante para retratar todo esplendor de Lisboa.

Porquê “Cenas de Lisboa”?

Pensei em cenas pois é uma palavra muito usada pelos portugueses para descrever os acontecimentos do dia-a-dia, além de ter a ver com cenas de um filme, um momento ou um lugar imortalizado. Procurei imagens que de alguma forma contassem um pouco do que acontece em diferentes lugares da cidade. Procurei um olhar único para cada momento.

O que diria ao público?

Quero convidar todos para visitarem minha primeira exposição individual em Lisboa, que estará patente, até 31 de Janeiro, na Galeria de Arte do Casino Estoril, e dizer que será um prazer recebê-los para compartilhar convosco a minha arte, que criei de maneira tão especial para todos vocês. Muito obrigado!

 

A Galeria de Arte do Casino Estoril acolhe a exposição “Cenas de Lisboa”, da autoria do artista brasileiro Maramgoní. Com entrada livre, a não perder, até 31 de Janeiro de 2022. 

 

O Casino Estoril foi distinguido com o certificado “Clean & Safe” do Turismo de Portugal e aderiu ao serviço COVID OUT, Selo de Confiança, Clean Surfaces Safe Places, emitido pelo ISQ.

 

O Casino Estoril abre às 15h00 e encerra às 03h00. O acesso é livre, sendo que a partir das 22 horas, é para maiores de 14 anos, e maiores de 10 anos acompanhados pelos pais. Nas áreas de Jogo é para maiores de 18 anos.

 

Multimédia, escultura e ilustração na Paços — Galeria Municipal de Torres Vedras

descarregar (7).jpg

 

A Paços — Galeria Municipal de Torres Vedras acolhe três exposições distintas desde o dia 18 de dezembro, convidando o público a explorar diferentes obras artísticas da autoria de João Henriques, Jéssica Gaspar e Rui da Costa Lopes.

O curador João Silvério, Jéssica Gaspar e João Henriques estiveram na inauguração, que contou ainda com a presença da vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Torres Vedras, Ana Umbelino, do diretor da Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha (ESAD.CR), João dos Santos, dos responsáveis do projeto “RAMA | Residências Artísticas”, Paulo Brighenti e Ana Margarida Sousa, e de familiares de Rui da Costa Lopes.

O efeito estufa é a exposição de João Henriques que apresenta uma série fotográfica realizada em 2020 sobre as estufas do concelho de Torres Vedras. O autor explora o paralelismo entre os conceitos de transparência e opacidade, característicos dos próprios materiais das estruturas e também inerentes a aspetos de ordem económica, social e ecológica, num diálogo entre imagens, conceitos e realidades.

Já Spectacular Instability é exposição individual de Jéssica Gaspar, finalista da ESAD.CR. A mostra, que apresenta obras em formato vídeo, fotografias e uma peça de carácter escultórico, resulta do trabalho desenvolvido numa residência artística de três meses no projeto “RAMA”, em Alfeiria.

 

“Esta pesquisa concentra uma ideia de paradoxo entre o que é visível de imediato e o que é quase invisível, como uma distopia do olhar sobre mundo em que vivemos, enquanto memória da natureza, e as radicais alterações a que está sujeito” referiu João Silvério, que acompanhou a residência e assina a curadoria da exposição, durante a visita guiada.

No dia 18 de dezembro foi, ainda, inaugurada uma homenagem póstuma ao professor e ilustrador Rui da Costa Lopes. Professor de Filosofia, dedicou muito do seu tempo a escrever e desenhar temas de intervenção social e política. Escreveu, ainda, para teatro e conquistou o Prémio Ferreira de Castro com a novela A Siberiana. A exposição apresenta trabalhos produzidos nos seus últimos 10 anos de vida.

 
Agenda

18 dezembro 2021 a 29 janeiro 2022 | sábado

Homenagem a Rui da Costa Lopes

Ilustrações de Rui Costa Lopes

De 18 de dezembro de 2021 a 29 de janeiro de 2022 decorrerá na Paços – Galeria Municipal de Torres Vedras uma exposição de trabalhos de Rui da Costa Lopes. Integram esta exposição trabalhos produzidos nos últimos 10 anos de vida do autor, na sua maioria ilustrações de personagens e (...)

Saber Mais

 

18 dezembro 2021 a 05 março 2022 | sábado

O efeito estufa

Exposição de Fotografia de João Henriques

Série fotográfica efetuada em 2020, a partir da presença, e do protagonismo económico, social, ambiental, e visual, crescente das estufas no concelho de Torres Vedras. O termo efeito estufa é amplamente reconhecível através das ramificações ambientais e climáticas, que, embora visíveis, (...)

Saber Mais

 

18 dezembro 2021 a 05 março 2022 | sábado

Spectacular Instability

Obras de Jéssica Gaspar no âmbito da Residência Artista na RAMA

“As obras trabalhadas pela artista Jéssica Gaspar no período de residência na RAMA é um desenvolvimento das suas pesquisas enquanto aluna finalista da ESAD.CR do Politécnico de Leiria. Nesta exposição, intitulada Spectacular Instability, a artista apresenta quatro obras em formato vídeo, (...)

Saber Mais