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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Exposição "Desenho. Música. Corpo" de Ana Caetano na Galeria Municipal de Torres Vedras

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Desenho. Música. Corpo é o nome de uma exposição que Ana Caetano vai apresentar na Paços - Galeria Municipal de Torres Vedras, a qual estará patente entre os dias 6 de abril e 1 de junho.

De referir que cada desenho que integra a exposição, a qual conta com a curadoria de Rui Guerreiro, foi realizado numa ação única e continua, no ateliê da artista, e nasceu a partir de uma escolha sonora distinta. Na execução desses trabalhos o corpo desenhou em pé, fixo num ponto no espaço em frente à folha de papel e utilizando riscadores, por vezes diferentes, nas duas mãos em simultâneo.

Desta forma, o desenho surge como prática performativa e, assim, resposta à sonoridade da música e ao silêncio. Constitui-se como a extensão de uma dança de braços, ombros, coluna, de todo o corpo de Ana Caetano, sendo que cada movimento deixa um rastro na folha. Assume-se como um registo concreto de uma ação improvisada.

A inauguração da exposição Desenho. Música. Corpo realiza-se no dia 6 de abril, pelas 17h00.

 

Sobre Ana Caetano

Nasceu em 1970, vive e trabalha em Lisboa.

Começou o seu percurso artístico na dança contemporânea e mais tarde formou-se em design gráfico (no IADE, em 1989), em pintura (na SNBA, em 2008) e em artes plásticas (no ARCO, em 2016).

Dançou em companhias de dança (Ballet Gulbenkian, Centre Chorégraphique de Grenoble) e também com diversos coreógrafos em projetos pontuais tanto em Portugal como fora do país (Francisco Camacho, Jean-Claude Galotta, Olga Roriz, Paulo Ribeiro, Bruno Cochat, Joanne Leighton, entre outros).

Tem desenvolvido nos últimos anos um trabalho plástico/visual, no qual o corpo tornou-se um instrumento fundamental. Procura desafios físicos, que implicam dificuldade e resistência, explora os limites e trabalha o desenho à escala do corpo. Interessa-se por novos modos de fazer e pelo cruzamento de práticas artísticas.

Participou em várias exposições coletivas entre as quais: do arquivo do acervo (Museu Ibérico de Arte e Arqueologia de Abrantes, com a curadoria de João Silvério); Uma certa prática da Atenção (na Paços - Galeria Municipal de Torres Vedras, com a curadoria de Ana Anacleto); Mostra’20 Lisboa e Mostra’16 Lisboa3 (no Espaço A-Z); Ar.co – Bolseiros e finalistas (no Ar.Co Xabregas e Hub Criativo do Beato, no Hospital Júlio de Matos - pavilhão 30 e no Museu de Lisboa); e Panorama (no Le Consulat).

Foram-lhe atribuídas as seguintes bolsas de estudo: Madalena Lobo Antunes - Arco, Lisboa; Mary Espírito Santo Salgado - Arco, Lisboa; Fundação Calouste Gulbenkian - Rosella Hightower, Cannes.

O seu trabalho está representado nas coleções de Fernando Figueiredo Ribeiro, da Fundação Carmona e Costa e da Casa Santos Lima.

Inauguração da "4as4H" na Sá da Costa em Lisboa.

Duas galerias juntam-se numa permuta de espaços!

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Inauguração 10 de Abril - 18 H 

12 Artistas

Doze artistas escolhidos por Pedro Jaime Vasconcelos expõem na Galeria Sá da Costa,  em Lisboa e, em Junho, vão a Vila Franca de Xira os artistas escolhidos por José Sousa Machado.

 

Esta permuta de artistas e de espaços ajuda a vencer a distancia entre as duas cidades.

 

Inauguração em Lisboa, dia 10 de Abril, pelas 18H, com obras de Amanda Mouseler, António Vidigal, Carlos Vidal, Francisca Sandmann, Inês Carrelhas, Marija Toskovic, Paulo BarCa, Pedro Amaro, Severine Loisel, Stela Kaz, Tanya Fryer, Teresa Lacerda.

Martim Brion - exposição individual no Museu da Guarda

REFLEXIVIDADE

INAUGURAÇÃO QUINTA-FEIRA, 18 DE ABRIL ÀS 18H00
PATENTE ATÉ 2 DE AGOSTO DE 2024

MUSEU DA GUARDA

Uma exposição de Martim Brion

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Google Maps

Para mais informações, por favor contactar:
Dra. Salete Pinto
salete.pinto@mun-guarda.pt
00351 271 213 460

Studio Martim Brion
studio@martimbrion.com
0049 176 329 847 22

Martim Brion apresenta um conjunto de 80 trabalhos no Museu da Guarda. Desde a fotografia, à escultura, com também obra em papel e tela.

A exposição coincide com os 50 anos do 25 de Abril, uma data de referência a nível nacional e uma celebração de importância mundial, dado ao retrocesso democrático que se observa correntemente.

A exposição Reflexividade de Martim Brion, é um projecto centrado na dualidade do ser humano e na forma como nos encontramos num momento crítico da nossa história em termos de avanço tecnológico, o que torna muito mais urgente o desenvolvimento do pensamento crítico e a compreensão do que é nos faz humanos.

Na era contemporânea, marcada por uma acumulação e acessibilidade sem precedentes de conhecimento, a humanidade navega por um progresso de dupla natureza, assemelhando-se à construção simultânea da Arca de Noé e da Caixa de Pandora. Essa explosão de informações, conforme articulado por Walter Benjamin na era da reprodutibilidade, provocou transformações significativas na forma como criamos, percebemos e avaliamos arte e objetos. Tecnologias emergentes, como a inteligência artificial (IA), exemplificam a constante mescla de possibilidades, oferecendo novas ferramentas para explorar o crescente tesouro de consciência coletiva. Esse cenário dinâmico é evidente em campos como a música, onde a síntese eletrônica otimizou a produção de som, e no cinema, onde a CGI redefiniu as possibilidades da produção cinematográfica.

A evolução da arte, embora não totalmente realizada, demonstra um crescente foco na aglomeração e em processos. Programas de desenho com IA, comparáveis a versões atualizadas de ferramentas digitais anteriores, destacam essa tendência, proporcionando aos artistas novas oportunidades criativas. O impacto geral desses avanços tecnológicos é visto como positivo, ampliando nossa capacidade de desenvolver e utilizar o potencial tanto em escala individual quanto global. No entanto, a perspectiva crítica torna-se fundamental para navegar por essas mudanças, exigindo uma reflexão cuidadosa sobre a interação entre o progresso tecnológico, as origens humanas e as estruturas sociais. Apesar das capacidades transformadoras desses avanços, o reconhecimento de nossa humanidade intrínseca e da conexão com o mundo físico permanece essencial, lembrando-nos de não perder de vista nossas raízes em meio ao rápido avanço do progresso.

Neste momento crítico tecnológico e político, tendo as democracias vindo a perder terreno nos últimos anos, é mais premente do que nunca relembrar as lutas passadas para alcançar a democracia e a liberdade da qual usufruímos todos os dias. Reflexividade, uma ode à liberdade e ao pensamento crítico que a mantém.

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SOBRE O ARTISTA

Martim Brion (Lisboa, 1986)
www.martimbrion.com

Martim Brion, considerado um dos nomes mais promissores da arte contemporânea em Portugal, tem um percurso diverso. Licenciatura em Relações Internacionais e Ciência Política na De Monfort University em Leicester, Reino Unido. Após um período de trabalho em Lisboa, no jornal O Público e no Ministério dos Negócios Estrangeiros, vai para Madrid onde faz um Masters in International Management no IE Business School. Trabalha na Roland Berger Strategy Consultants em Frankfurt e Dusseldorf na Alemanha. E após um breve período em Portugal, volta para Londres onde estuda Art and Business no Sotheby’s Art Institute, trabalhando depois na Galeria Gagosian e na Leiloeira Christie’s assim como na Sutton PR. Já como artista faz também um curso semestral no Royal College of Arts.
Expõe pela primeira vez em 2014 no espaço da Politécnica dos Artistas Unidos.

A obra de Brion é uma combinação de vários interesses coalescentes, desde a utilização de referências literárias, à procura de uma forma polida e equilibrada na sua obra escultórica, passando pelo seu diário visual exposto na sua fotografia ou o foco na obra criada digitalmente. É uma prática diversificada e evolutiva, que passou a englobar mais campos e interesses à medida que amadureceu, sem nunca perder a sua consistência e foco.
Martim Brion, vive e trabalha em Munique.

martimbrion.com

Exposição “A revolução e o que ela trouxe” na Biblioteca Municipal de Reguengos de Monsaraz

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O Município de Reguengos de Monsaraz inicia as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril com a exposição “A revolução e o que ela trouxe”, da Ephemera – Biblioteca e Arquivo de José Pacheco Pereira. A mostra vai ser inaugurada no dia 2 de abril, pelas 18h, com a presença de José Pacheco Pereira, estará patente até 28 de abril no Auditório António Marcelino da Biblioteca Municipal de Reguengos de Monsaraz e poderá ser visitada de segunda-feira a sábado das 10h às 12h30 e entre as 14h e as 17h30.

 

Em exposição vão estar materiais do arquivo Ephemera sobre o 25 de Abril de 1974 e os tempos que se lhe seguiram, pretendendo retratar os dias da revolução, os seus protagonistas, os símbolos, a democratização da política e o exercício de direitos inerentes à liberdade. Para a mostra foram selecionados jornais diários desde o dia da Revolução dos Cravos até aos dez dias seguintes, incluindo um com a orgulhosa menção de que “Este jornal não foi visado por qualquer comissão de censura”, assim como jornais publicados posteriormente por várias forças políticas.

 

Desta forma, pretende-se dar uma imagem da profundidade e vivacidade da revolução e dos dias que se lhe seguiram, com várias edições diárias e notícias constantes. A opção pela exposição de jornais de diversas organizações políticas tem também como objetivo demonstrar a participação cívica, pela via da formação de novos partidos e pela legalização de outros.

 

“A revolução e o que ela trouxe” exibe, entre outros, o primeiro “Avante!” publicado em liberdade e o “Povo Livre”, editado pelo PPD, o primeiro partido formalmente constituído após a revolução. Os cartazes escolhidos retratam a diversidade das formas de manifestação, numa ilustração da iconografia dessa época, como o cravo, a pomba, a chaimite, os soldados e o povo.

 

Alguns dos cartazes sobre a dinamização cultural, que se vieram a tornar famosos também pelo seu valor estético, ilustram, com a autoria de João Abel Manta, esse processo que o Movimento das Forças Armadas levou a cabo. A realização de manifestações após a revolução, fossem de regozijo e alegria ou de reivindicação, ocorreram por todo o país e na mostra estão expostos dois panos originais utilizados em manifestações no Porto, que revelam o ambiente então vivido.

 

O arquivo Ephemera dedica-se ao salvamento, preservação e divulgação pública de espólios, acervos, livros, manuscritos, documentos, papéis, panfletos e objetos portugueses e estrangeiros relacionados com a memória da história social, cultural, sindical e política contemporânea, tendo publicadas na internet cerca de 20 mil pastas de material disponível. O arquivo acolhe investigadores e projetos de investigação dos seus acervos e espólios, organiza e participa em exposições públicas com os seus fundos e cede documentação e imagens para livros e artigos publicados em Portugal e no estrangeiro.

 

Obras únicas da coleção de Serralves em exposição no Seixal até 17 de agosto

Na Oficina de Artes Manuel Cargaleiro, no Seixal, de 13 de abril a 17 de agosto

Exposição Matéria / Ação – Escultura e Vídeo dos Anos 1960 e 1970 exibe obras únicas da coleção de Serralves

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A Oficina de Artes Manuel Cargaleiro, no Seixal, recebe a exposição Matéria / Ação – Escultura e Vídeo dos Anos 1960 e 1970, composta por obras de arte da coleção privada de Serralves, consistindo na primeira exposição que se realiza no âmbito do protocolo firmado, recentemente, entre o Município do Seixal e a Fundação Serralves. A mostra é inaugurada no dia 13 de abril, às 15 horas, e estará patente até 17 de agosto de 2024, reunindo um conjunto de esculturas das décadas de 1960 e 1970 que permitem reconhecer aspetos centrais às experiências associadas à escultura abstrata britânica, ao minimalismo norte-americano e à arte processual. As obras escultóricas são apresentadas em diálogo com trabalhos em vídeo do mesmo período temporal, evidenciando pontos de contacto e interferências entre os dois campos de criação que se desenvolveram, em grande medida, por influência mútua e por contraste. A exposição integra, desta forma, artistas de renome a nível nacional e internacional, prometendo trazer milhares de visitantes à Oficina de Artes Manuel Cargaleiro, convocando-os à reflexão, ao pensamento crítico e ao gosto pela arte.

 

Segundo o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Paulo Silva, «a autarquia considerou relevante aceder ao Estatuto de Fundador de Serralves, na certeza de proporcionar à população uma oportunidade única para aumentar hábitos culturais, facilitando a proximidade e o acesso gratuito a diversas manifestações artísticas e a criadores portugueses e estrangeiros da maior relevância. Aliás, este protocolo enquadra-se na visão política e estratégica de desenvolvimento cultural do município, uma vez que o Seixal passará a acolher atividades culturais, no domínio das artes, de projeção internacional e que certamente contribuirão para a formação e conhecimento cultural de todos».

 

Sobre esta iniciativa, refira-se que as décadas de 1960 e 1970 foram palco de desenvolvimentos determinantes no mundo das artes, marcando o início da era contemporânea. Esta exposição cruza, pois, trabalhos de figuras incontornáveis no panorama artístico internacional, tais como Richard Serra, Bruce Nauman e Ivonne Rainer, assim como obras de importantes artistas portugueses como são Ângelo de Sousa e Zulmiro de Carvalho, cujas práticas se desenvolveram em total sintonia com as experiências pioneiras que emergiam no contexto internacional.  Esta iniciativa integra o programa de exposições itinerantes da coleção de Serralves que tem por objetivo dar a conhecer o acervo da fundação a públicos diversificados por todo o país.

 

 

D’LOULÉ: ARTESÃOS E DESIGNERS DIALOGAM EM EXPOSIÇÃO

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Sete anos depois, um dos projetos pioneiros do Loulé Criativo, uma iniciativa da Câmara Municipal de Loulé, tem uma nova edição onde se voltam a colocar em perspetiva as problemáticas das artes tradicionais do concelho. “Diálogos entre Artesãos e Designers D’ LOULÉ - 2017-2024” é uma exposição que vai estar patente ao público no Palácio Gama Lobo, em Loulé, de 15 de março a 18 de maio.

Nos últimos meses, os 3 designers louletanos que participaram na residência “Designers de Loulé”, em 2017, trabalharam com 11 artesãos da rede Loulé Criativo na conceção de uma nova geração de produtos que procuram responder a questões culturais, sociais, económicas e ambientais.

Entre as duas residências, o contexto local teve uma enorme transformação. Abriram 7 oficinas de artes e ofícios no concelho, foi criado o Design Lab e o Loulé Criativo tem uma nova sede onde aconteceram inúmeras formações, exposições, residências e conversas com especialistas das mais variadas áreas, o que ajudou a consolidar um consistente ecossistema criativo, bem como a massa crítica local.

Neste novo contexto, os diálogos profícuos originaram 26 novos projetos que se juntam aos 15 produzidos em 2017, procurando testar novas abordagens, responder a novas necessidades, reposicionar a produção local e clarificar a identidade deste território.

Participam nesta iniciativa os artesãos Analide Carmo, Isidoro Ramos, Jorge Dória, Jurgen Cramer, Maria José Ramos, Nuno Palma, Olimpia Cabrita, Ricardo Lopes, Sónia Mendez, Susana Mendez e Wesley Sacardi, da edição de 2024, Alzira Neves, Analide Carmo, Cremilde Sousa, Duartina Mendes, Fábrica da Amêndoa, Fernando Martins, Francisco Dias, Gisela Martins, José Amendoeira, Júlia Laurência, Manoli Ortiz de La Torre, Marco Cristovam, Margarida Cortez, Odete Dias, Odete Rocha e Pedro Piedade, da edição de 2017. A estes juntam-se os designers Henrique Ralheta, Hugo da Silva e Vanessa Domingues. A fotografia e vídeo é de Jorge Graça.

A coleção D’LOULÉ pode ser visitada das 9h00 às 18h00, na sala de exposições do Loulé Criativo - Palácio Gama Lobo, Rua Nossa Senhora de Fátima, em Loulé.

Martim Brion - exposição individual no Museu da Guarda

INAUGURAÇÃO QUINTA-FEIRA, 18 DE ABRIL ÀS 18H00
PATENTE ATÉ 2 DE AGOSTO DE 2024

MUSEU DA GUARDA

Uma exposição de Martim Brion

 

Martim Brion apresenta um conjunto de 80 trabalhos no Museu da Guarda. Desde a fotografia, à escultura, com também obra em papel e tela.

A exposição coincide com os 50 anos do 25 de Abril, uma data de referência a nível nacional e uma celebração de importância mundial, dado ao retrocesso democrático que se observa correntemente.

A exposição Reflexividade de Martim Brion, é um projecto centrado na dualidade do ser humano e na forma como nos encontramos num momento crítico da nossa história em termos de avanço tecnológico, o que torna muito mais urgente o desenvolvimento do pensamento crítico e a compreensão do que é nos faz humanos.

Na era contemporânea, marcada por uma acumulação e acessibilidade sem precedentes de conhecimento, a humanidade navega por um progresso de dupla natureza, assemelhando-se à construção simultânea da Arca de Noé e da Caixa de Pandora. Essa explosão de informações, conforme articulado por Walter Benjamin na era da reprodutibilidade, provocou transformações significativas na forma como criamos, percebemos e avaliamos arte e objetos. Tecnologias emergentes, como a inteligência artificial (IA), exemplificam a constante mescla de possibilidades, oferecendo novas ferramentas para explorar o crescente tesouro de consciência coletiva. Esse cenário dinâmico é evidente em campos como a música, onde a síntese eletrônica otimizou a produção de som, e no cinema, onde a CGI redefiniu as possibilidades da produção cinematográfica.

A evolução da arte, embora não totalmente realizada, demonstra um crescente foco na aglomeração e em processos. Programas de desenho com IA, comparáveis a versões atualizadas de ferramentas digitais anteriores, destacam essa tendência, proporcionando aos artistas novas oportunidades criativas. O impacto geral desses avanços tecnológicos é visto como positivo, ampliando nossa capacidade de desenvolver e utilizar o potencial tanto em escala individual quanto global. No entanto, a perspectiva crítica torna-se fundamental para navegar por essas mudanças, exigindo uma reflexão cuidadosa sobre a interação entre o progresso tecnológico, as origens humanas e as estruturas sociais. Apesar das capacidades transformadoras desses avanços, o reconhecimento de nossa humanidade intrínseca e da conexão com o mundo físico permanece essencial, lembrando-nos de não perder de vista nossas raízes em meio ao rápido avanço do progresso.

Neste momento crítico tecnológico e político, tendo as democracias vindo a perder terreno nos últimos anos, é mais premente do que nunca relembrar as lutas passadas para alcançar a democracia e a liberdade da qual usufruímos todos os dias. Reflexividade, uma ode à liberdade e ao pensamento crítico que a mantém.

Exposição Marija Toskovic - другa странa - Outro Lado

“A água que corre no solo árido, encontra o seu caminho na paisagem, separa suavemente duas margens, a da vigília e a do sonho, juntando subtilmente as diferenças. Aqui, na preguiça fértil, onde o vapor de água se eleva entre a lama e o sol, ultrapassamos as nossas margens para nos vermos enquanto reflexo, do outro lado. 

Misticamente ecoamos na outra margem.” 

 

A exposição “Outro Lado” de Marija Toskovic será aberta no sábado, dia 16 de Março, das 16h às 20h, em Vila Franca de Xira, na Rua Miguel Bombarda 155 (Estacionamento público na Rua Fausto Nunes Dias).

 

“Destinos” de Maramgoní na Galeria de Arte do Casino Estoril em Abril

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O artista plástico Maramgoní, apresenta na Galeria de Arte do Casino Estoril uma nova exposição, com o título “Destinos”, que inaugura no dia 6 de Abril, a partir das 17 horas. Depois de “Cenas de Lisboa” e “Lugares”, esta é a terceira mostra individual deste artista neste espaço.

 

Maramgoní nasceu em São Paulo, Brasil, em 1972. Aos 9 anos já demonstrava interesse por desenhar, com uma inata habilidade com formas e proporções, evidenciando precocemente o seu talento para a pintura. Após passar por várias linguagens encontra nas paisagens e momentos do quotidiano os seus temas de eleição. Ao longo da sua carreira, Maramgoní participou em diversas exposições um pouco por todo o mundo, tanto individuais quanto coletivas, conquistando prêmios importantes como o Prémio Especial do Salão de Belas Artes em França. A sua arte também foi reconhecida internacionalmente, com obras expostas na ONU em Nova Iorque, além de participações em projetos emblemáticos como o Caw, Elephant Parade, Heart, Rino, Egg, entre outros. Como um dos embaixadores do projeto Non Violence no Brasil, idealizado por Yoko Ono e o artista sueco Carl Fredrik por ocasião da morte de John Lennon.

 

Em 2019 mudou-se para Portugal em busca de novos desafios, onde a sua trajetória artística cresceu exponencialmente tendo participado em numerosas exposições colectivas e algumas mostras individuais, nos seguintes locais: Lisboa, Porto, Braga, Penafiel, Lagos, Albufeira, Alfandega da Fé e Vila Nova de Gaia. Destacam-se as duas individuais realizadas na Galeria de Arte do Casino Estoril e uma exposição em Lagoa, a convite da Câmara Municipal e inserida nas comemorações dos 250 anos da cidade, com a apresentação de 32 trabalhos e a edição de um livro.

 

     

A Galeria de Arte do Casino Estoril inaugura no próximo dia 6 de Abril, às 17 horas, a exposição “Destinos”, de Maramgoní. Esta mostra individual de pintura ficará patente ao público até 13 de Maio. A entrada é gratuita.

 

 

 

CLARA JOST E LUÍSA RAMIRES EXPÕEM “RISCO” EM QUARTEIRA

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De 16 de março a 4 de maio, a Galeria de Arte da Praça do Mar, em Quarteira, recebe a exposição “Risco”, das artistas Clara Jost e Luísa Ramires.

Esta mostra resulta de uma colaboração entre as Galerias Municipais de Loulé e a Associação Alfaia.

As artistas Clara Jost e Luísa Ramires foram selecionadas através de uma Open Call nacional dirigida a jovens artistas visuais com idade inferior a 30 anos.

Agora a Galeria da Praça do Mar mostra o resultado do trabalho de investigação e produção, resultante das três intensas semanas que viveram no concelho de Loulé. “Risco” é um exercício de reflexão sobre memória e identidade que nos é devolvido pelas artistas visuais. Clara e Luísa, de Lisboa e Coimbra respetivamente, mantiveram sempre uma relação de proximidade com esta região. Laços afetivos criados desde a infância com o Algarve, são resgatados e questionados.

A exposição inaugura às 18h00 e pode ser visitada de terça-feira a sábado, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.