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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Mafalda Mendonça: a artista que quer partilhar com o mundo a razão impetuosa que rente à alma a faz pintar

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A exposição chama-se Journey Through Infinity e será apresentada na galeria Welcome to Art no Príncipe Real, Lisboa, até dia 27 de junho. Uma viajem pela mão da artista Mafalda Mendonça,  uma “eternizante” de histórias de amor – o local onde a obra ganha densidade e uma suprema razão de ser.

 

Arquiteta de profissão, foi na pintura e na ilustração que Mafalda Mendonça mergulhou mais fundo e se apaixonou. Depois de apresentar algumas das suas coleções no Brasil e na Foire Internationale du Dessin, em Paris, a artista revela, agora, a sua obra bem aqui perto de nós: na galeria Welcome to Art, no Espaço da Embaixada em Lisboa.

 

A exposição chama-se “Journey Through Infinity”, ou, em português, Percurso Pela Infinitude, e divide-se entre acrílicos sobre tela, onde Mafalda imprime histórias de amor como as de Frida Kahlo e Diego Rivera, assim como a de Salvador Dali ao lado de Gala – como que um impulso reflectido na tela, um coeficiente subjetivo que se tornou concreto, denominador comum de uma forma de arte sensível e sincera que a artista tanto admira e cujo âmago tenta conhecer melhor. Mas o destaque da exposição vai para o quadro “As Paixões de Picasso”, um políptico, isto é um quadro que é associado em 9 telas.

 

Haverá também espaço para ilustrações em aguarela - com interpretações pessoais da artista – algumas delas sobre o clássico de Lewis Carroll, “Alice no País das Maravilhas”, recriações de memórias de infância - e ainda óleos sobre tela com várias figuras de bailado, que representam na perfeição uma das outras grandes paixões de Mafalda: a dança.

 

A exposição estará presente na galeria Welcome to Art, em Lisboa, entre os dias 14 e 27 de junho.

zet gallery: Escultura Volker Schnüttgen e pintura de Domingos Loureiro | Exposição de entrada livre | até 29 de junho

Escultura de Volker Schnüttgen e pintura de Domingos Loureiro

 

DIÁLOGO(S) COM UM UNIVERSONAUTA

EM EXPOSIÇÃO NA ZET GALLERY

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A zet gallery, em Braga, apresenta até dia 29 de junho "DIÁLOGO(S) COM UM UNIVERSONAUTA", um exercício curatorial que reúne obras de Volker Schnüttgen e Domingos Loureiro.

 

Mais do que uma exposição, “DIÁLOGO(S) COM UM UNIVERSONAUTA” é, de acordo com Helena Mendes Pereira, curadora da galeria, “um encontro e um exercício curatorial de contágio conceptual entre as produções artísticas de Volker Schnüttgen e Domingos Loureiro, entre as suas esculturas e pinturas (respetivamente)”. As ligações que estas trazem da natureza e as que estabelecem com um processo de pensamento sobre o Homem  despertam, de acordo com a curadora, “o apelo da fuga para a frente, para o cosmos dos nossos delírios, voltando ao sonho de criança de sermos astronautas e podermos flutuar no universo enquanto observamos a vida na Terra com a distância dos sábios.”

 

O nome da exposição parte de uma obra de arte de Costa Pinheiro (1932-2015), percursor da integração de práticas conceptuais que marcaram a conjuntura de rutura artística de 1960/70. Segundo a curadora da zet gallery, “as suas palavras e a irreverência proporcionaram o mote para o casamento entre os dois artistas, que resulta na emergência da madeira-suporte da obra de arte e que combina as dimensões do vídeo e da performance, com a das possibilidade de pintura”.

 

Em DIÁLOGO(S) COM UM UNIVERSONAUTA, Habitat,de Volker Schnüttgen, artista que integra a coleção de obras de Arte do dst group, proporciona um cenário feito de objetos escultóricos de madeira de carvalho que vertem a identidade plástica de um artista que, desde 1993, escolheu Sintra como local de residência fixa. Cada escultura de Habitat tem um universo interior para ser descoberto pelo espetador, “como se a respiração e a alma das árvores contivessem a senda dos nossos quereres e não quereres. Poderiam ser esculturas falantes ou a natureza a indagar, mas é antes a multidisciplinaridade da proposta artística que faz o objeto integrar um monitor e uma coluna que servem de palco virtual à dança”.

 

Por sua vez, Domingos Loureiros apresenta quatro séries de trabalhos - Blind Lanscape, Landscape_Body_Landscape,  Manmade Landscape e Building Utopia - e, ainda, a obra Visible, non visible landscape, que não sendo pertença de nenhuma das séries, cruza as fases Blind e Manmade Landscapes. As obras em exposição correspondem a uma visão antológica do seu percurso e representativas das diversas fases da sua carreira, ainda que a maior parte das produções artísticas sejam resultado de criação recente ou recuperações de processos inacabados.

 

A exposição é de entrada livre. Todas as obras de arte estão também disponíveis em www.zet.gallery

 

Exposição “A Cidade dos Arquivos”

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Dia 15 de junho, inaugura no Barreiro, pelas 17h00, no Pada Studios, a exposição “A Cidade dos Arquivos”, que apresenta ao público espólio da Administração dos Portos de Lisboa, Sesimbra e Setúbal, Centro de Documentação do Museu Industrial da Baía do Tejo, Ephemera, Espaço Memória e Fundação Amélia de Mello. Esta mostra insere--se nas Comemorações do Dia Internacional dos Arquivos, que se assinala a 9 de junho.

 

Programa Inauguração:

17h00 | Inauguração da exposição

17h30 | Conversa

18h30 | A Associação Out.ra apresenta Joana Guerra em Concerto

 

Estão, ainda, previstas Visitas Orientadas | das 14h30 às 19h00

Dia 17 – Administração dos Portos de Lisboa, Sesimbra e Setúbal

Dia 18 – Fundação Amélia de Mello

Dia 19 – Ephemera

Dia 21 – Centro de Documentação do Museu Industrial da Baía do Tejo

Dia 22 – Espaço Memória/ Arquivo

 

«Os arquivos são um elemento fundamental para a compreensão do nosso passado, que é como quem diz do nosso presente e do nosso futuro. Os arquivos são um espaço de luta contra o esquecimento, contra o desconhecimento, contra o desordenamento da memória. É, portanto, nos arquivos que se encontra a chave daquilo que podemos considerar de maior importância para a construção da nossa identidade – a memória.

Os arquivos são espaços que necessitam de espaço. Cinco arquivos de inegável relevo encontraram esse espaço de que necessitam no Barreiro, A Cidade dos Arquivos, mais precisamente no território da Baía do Tejo.

Os arquivos também necessitam de vida, e é por isso que a Cidade dos Arquivos quer colocar os arquivos a comunicar entre eles, com a academia, com os artistas, com o Barreiro, com o mundo.

Os arquivos da Baía do Tejo, Espaço Memória do Barreiro, Ephemera, Fundação Amélia de Mello, e Administração do Porto de Lisboa, Sesimbra e Setúbal convidam-no a participar nesta Cidade dos Arquivos.»

 

A mostra “A Cidade dos Arquivos”, com entrada gratuita, estará patente até 22 de junho, das 14h30 às 19h00 (exceto domingo, dia 16, e o feriado de 20 de junho).

CMB

Exposição “O homem que só queria ser Tóssan”: obra de artista algarvio em destaque em Loulé

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De 30 de maio a 31 de agosto, vai estar patente ao público, na Galeria de Arte do Convento Espírito Santo, em Loulé, a exposição “O homem que só queria ser Tóssan”, que aborda a vida e obra deste importante homem das artes de origem algarvia.

Tóssan teria gostado da coincidência: o 30 de maio, dia do seu aniversário, fecha o centenário do seu nascimento e abre, em pleno feriado municipal, uma exposição da sua vida e obra, na cidade onde deixou indelével memória e talento na decoração de antigos cortejos carnavalescos.

A exposição, para além de percorrer o seu ilustre trajeto nas artes visuais portuguesas, evidencia a sua profunda admiração e relação fraternal com o poeta António Aleixo.

Tossán (António Fernando dos Santos) nasceu em Vila Real de Santo António, no ano de 1918, e faleceu em Lisboa em 1991. Foi um homem multifacetado que dedicou a sua vida à arte, como pintor, ilustrador, cenógrafo, vitralista, caricaturista, humorista, decorador, designer e gráfico. Mas o que o destacou foi o seu enorme talento e a sua maneira de ser divertida, acutilante e de contador de histórias. 

Como ilustrador, iniciou o seu percurso ilustrando a capa do livro “O Teatro dos Estudantes de Coimbra no Brasil”. Nesta arte realizou mais de meia centena de capas de livros, de onde se destacam as obras de Curvo Semedo “O Velho, O Rapaz e o Burro” (1978) e de Leonel Neves “O Elefante e a Pulga” (1976). Esteve ligado vários anos à Editora Terra Livre como responsável gráfico, foi orientador gráfico da Revista Brazil a convite do governo brasileiro, editou dois livros de desenhos, “Cão Pêndio” e “Fidelidade 1835”, e retratou várias personalidades entre as quais António Aleixo, Camilo Castelo Branco, Manuel Teixeira Gomes, Teixeira de Pascoaes, José Régio e Lins do Rego.

Pertenceu, desde 1947, ao Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC), onde foi cenógrafo e caracterizador. A sua primeira obra como ilustrador foi a capa do livro “O Teatro dos Estudantes de Coimbra no Brasil”. Durante o período em que residiu em Coimbra foi o caricaturista de centenas de estudantes.

Entre 1961 e 1964, orientou os trabalhos gráficos da Embaixada do Brasil em Lisboa, cuja Biblioteca Sala Brasil decorou.

Na imprensa, foi um dos criadores do suplemento juvenil do Diário de Lisboa e colaborador do jornal humorístico O Bisnau.

O ator Mário Viegas, amigo de Tóssan, reuniu num documento, em 1992, poemas e textos de prosa inéditos para um espetáculo intitulado “Tótó”, que representou a solo, nesse ano.

A exposição pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 9h30 às 17h30, e aos sábados, das 9h30 às 16h00. A inauguração acontece no dia 30 de maio, às 18h00, no âmbito do Dia do Município.

 

CML/GAP /RP

Exposição de Jorge Guerra - Saudade de Pedra

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O Arquivo Municipal de Lisboa inaugura no próximo dia 4 de abril, pelas 19h00 a exposição "Saudade de Pedra" de Jorge Guerra (Lisboa, 1936), nome incontornável na história da fotografia portuguesa e canadiana.

Esta exposição que irá decorrer na rua da Palma 246, até ao dia 29 de junho de 2019, traz a público um conjunto de 100 fotografias a preto e branco realizadas no final de 1966 e principio de 1967, numa curta passagem do autor por Lisboa. São imagens nostálgicas que reflectem uma sensibilidade humanista, que possibilitaram um reconhecimento e contextualização do seu trabalho ao nível nacional e internacional.

Jorge Guerra irá estar em Lisboa durante um curto período de tempo, que abrange a inauguração da exposição e uma conferência aberta ao público que terá lugar no dia 9 de abril, pelas 18h30. Neste dia será lançado o catálogo da referida exposição que conta com textos de Jorge Calado.

«É o povo que faz a fotografia de Jorge Guerra. A paisagem é humana, e a arquitectura, a das relações entre amigos, vizinhos ou transeuntes à solta. É fotografia de rua, mas sem carroças nem automóveis. A tónica está na forma como as pessoas se relacionam (ou não) umas com as outras. Há corpos solitários, mas também encontros e desencontros fortuitos, mendigos, vendedeiras e transacções ambulantes. Nos jardins e miradouros, acumulam-se os velhos reformados à espera que o tempo corra.»

Excerto do texto Corpos Urbanos de Jorge Calado

Fundação AFID Diferença inaugura exposição ‘INTEMPO – Sempre a mesma história’

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A Fundação AFID Diferença, que apoia jovens com deficiência, crianças e idosos no concelho da Amadora, inaugura no próximo dia 27 de abril, na Fábrica das Histórias, Casa Jaime Umbelino, em Torres Vedras, a exposição ‘INTEMPO – Sempre a mesma história’.
 
‘INTEMPO – Sempre a mesma história’ é o nome da segunda exposição da Fundação AFID Diferença que será inaugurada já neste sábado, 27 de abril, na Fábrica das Histórias, Casa Jaime Umbelino, em Torres Vedras. A mostra de trabalhos estará patente até ao próximo dia 29 de junho.
 
A diversidade de autores e técnicas abordadas nas oficinas artísticas da Fundação AFID Diferença é o ponto de partida para este conjunto de obras inspiradas em diferentes personagens e narrativas.
 
No entanto, em todas as histórias há elementos que se repetem, nomeadamente a própria repetição. São inquietantes metáforas da pulsão criativa expressas em gestos e grafismos recorrentes, será que a mesma história é mesmo sempre a mesma história?
 
Local:  Fábrica das Histórias - Casa Jaime Umbelino, em Torres Vedras;
Morada: Rua Maria Barreto Bastos, 36, 2560 Torres Vedras;
Inauguração: 17h30 de dia 27 de abril;
Entrada: Gratuita;
Horários: Terça a sexta, das 10h00 às 13h00 e das 14h às 18h00
Sábado, das 10h00 às 13h00 e das 15h00 às 18h00
Localização Google Maps:

Janis Dellarte | Exposição "Nós Enredamentos, Entrecidos Despojos"

JANIS DELLARTE


 Nós Enredamentos, Entrecidos Despojos

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© Ana Paganini

 

Inauguração: 6 de junho, 18h30
Exposição de 7 junho a 31 agosto de 2019 | todos os dias, das 9h às 20h.  
Jardim Botânico da Universidade de Lisboa | Museu Nacional de História Natural e da Ciência
Rua da Escola Politécnica, 56-58, Lisboa
 
No próximo dia 6 de junho, às 18:30h, inaugura a exposição “Nós Enredamentos, Entrecidos Despojos ” de Janis Dellarte, no Jardim Botânico da Universidade de Lisboa.
Esta exposição, composta por um conjunto de 6 instalações organicamente enredadas com o ecossistema do Jardim Botânico, materializa a resposta da artista, no momento histórico particular que vivemos, a navegar entre a (i)moralidade da poluição e a sua beleza plástica-simbólica, e o aparente paradoxo, talvez inescapável, de integrar essa poluição na sua prática artística.
Interpelada pelas grandes ilhas de lixo nos oceanos, Janis resgata os despejos marítimos que dão à costa no naufrágio permanente do consumo contemporâneo e da atividade piscatória - material físico e simbólico, usado entre as suas linhas, enredamentos, despojos de entretecidos e nós, para criar os seus seres híbridos, testemunho de conhecimentos ancestrais, de novas e velhas memórias, na esperança de poder contribuir para uma consciência individual, cada vez mais ativa, participativa e solidária.
A eleição do Jardim Botânico do Museu Nacional de História Natural e da Ciência para a sua exibição, pretende reforçar a primordial missão educativa deste espaço, usando-o como veículo de reflexão sobre a importância da preservação dos ecossistemas naturais e de sua vulnerabilidade às ações humanas. 

No evento de  inauguração Janis convida artistas – performers, bailarinos e músicos para realizar uma cerimónia/ neo-ritual/ peregrinação de apresentação das peças pelo Jardim Botânico.
 
Esta exposição é produzida pelo Museu Nacional de História Natural e da Ciência em parceria com a Ocupart.
 
Janis, Lisboa 1989, vive e trabalha em Lisboa. Cria híbridos escultóricos, peças têxteis performativas, objectos ritualisticos e instalações iterativas, através do croché, tricô, tradições têxteis em vias de extinção, o quase perdido feito-á-mão. Morou nove anos em Madrid onde estudou Belas Artes e sete em Londres onde fez um Art & Design Foundation na Chelsea College of Art. Licenciou-se em Textiles and Surface Design na Buckinghamshire New University, concluiu um curso de Joalharia Experimental na Central Saint Martins e tornou-se Mestre em Knitted Textiles (tricô) na Royal College of Art. No verão de 2014 voltou para Portugal, sua terra natal, onde tem vivido desde então. Em Lisboa, assistiu ao Workshop de Estratégias para o Intérprete Contemporâneo, por Vânia Rovisco, e o curso Livre de Performance Arte Portuguesa: Performers e Performances na Universidade Nova de Lisboa. Colabora com designers, músicos, bailarinos e performers, e faz parte de iniciativas artivistas como a Linha Vermelha e o Zero Waste Lab– por um futuro mais consciente e menos plásticos! Este ano mudou-se para o Litoral Alentejano onde se entregou a este projeto de resgate de plásticos da praia e criação das peças presentes nesta exposição.
Já expôs em Londres, Nova Iorque, Jalisco (México), Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto e Lisboa. Entre outras, destacam-se para as exposições no Palácio das Artes do Porto, no Museu da Eletricidade e no MUDE em Lisboa, na abertura da Z42 no Rio de Janeiro, The Java Projects en Nova Iorque, na MilMa e na Geddes Gallery em Londres.

“Amar Cássima": Coleção de joalharia dedicada à Moura Encantada em Loulé

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No âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Museus e da Noite Europeia dos Museus, decorre a 18 de maio, a inauguração da exposição “Amar Cássima”, de Sílvia Rodrigues, no Museu Municipal de Loulé.

Esta coleção de joalharia é inspirada na lenda da Moura Cássima, filha mais nova do governador mouro que dominava o território em 1149 e, que se diz, ainda hoje vive presa a um encantamento numa fonte em Loulé.

A coleção “Amar Cássima” é o resultado do trabalho de Sílvia Rodrigues enquanto residente do Loulé Design Lab, espaço de criação e experimentação da Câmara Municipal de Loulé, em estreita colaboração com Jürgen Cramer, artesão da Oficina dos Caldeireiros (pertencente à rede de oficinas do Loulé Criativo).
Sílvia Rodrigues é designer e proprietária da Sigues, uma marca que trabalha o amor nas suas coleções de joias, malas e candeeiros, peças de autor feitas com papel de jornal. Sigues é uma marca jovem que aposta na inovação e criatividade com peças sustentáveis, ecológicas e amigas do ambiente.

Todas as peças da coleção “Amar Cássima” são feitas manualmente, conjugando as técnicas ancestrais do trabalho em cobre com a inovação do uso do papel de jornal impermeabilizado. As primeiras peças desenvolvidas foram já apresentadas em maio de 2018, no Algarve Design Meeting, em Faro.

Inspirada na lenda da Moura Cássima, esta coleção relembra o período conturbado da história de Loulé, aquando do domínio dos Mouros e da conquista da cidade por D. Paio Peres em 1149, provocando a fuga do governador mouro para Tânger. Para proteger as suas três filhas, o governador deixa-as encantadas e escondidas numa fonte.

A coleção apresentada é constituída por três conjuntos, cada um dedicado a uma das filhas do governador. As tiras de cobre são longas, retas, assimétricas, de pontas aguçadas e “abraçam” os círculos de papel de jornal (as pedras preciosas desta coleção), tal como o governador de Loulé abraça as suas três belas filhas para as proteger de um possível cativeiro.

A filha mais velha, Lydia, de pele excessivamente clara, trazia por norma uma túnica branca (colar e brincos), Zara, a filha do meio, tinha cabelos de ouro e vestia-se de amarelo como um girassol (colar e pregadeira) e a mais nova Cássima, era morena, com cabelos negros que lhe caiam em bandós no vestido verde pálido.

Cássima, a personagem principal desta lenda, tem nesta coleção um lugar de destaque (colar, brincos, anel e pulseira), evidenciando desta forma a sua importância face às outras irmãs, pois para o seu pai ela era a moura preferida, a mais gentil e formosa das três.

As irmãs Lydia e Zara foram libertadas por um escravo carpinteiro de Loulé, que trouxe de Tânger dois pães entregues pelo governador que continham a chave para pôr fim ao feitiço. Diz-se que Cássima permanece encantada na fonte até aos dias de hoje, pois o pão que a libertaria foi aberto por curiosidade pela mulher do escravo carpinteiro e perdeu assim os poderes para o seu desencantamento.  

A exposição inaugura no sábado, dia 18, pelas 21h30, e vai estar patente ao público até 27 de julho, diariamente, das 9h30 às 17h30.

A entrada é livre.

Mais info www.sigues.pt

 

 

CML/GAP /RP

Maria Beatitude "Mergulha" em Quarteira

 

 

"Mergulha...porque é preciso mergulhar para pescar algo” é o nome da exposição de pintura e instalação que a artista Maria Beatitude irá apresentar, de 8 de junho a 27 de julho, na Galeria de Arte da Praça do Mar, em Quarteira.

A série “Mergulha” pretende provocar interpretações por comparação com situações explícitas como é o caso da pesca. Em analogia à pesca, nada se alcança sem se “mergulhar” profundamente nas questões que se nos colocam quotidianamente.

Trata-se de submergir num tema que se pretende profundo e que é adensado por jogos de claro/ escuro, criando ambientes dramáticos onde apenas a figura, elemento central da composição, se destaca da penumbra.

A inauguração da exposição acontece na sexta-feira, 8 de junho, às 19h00, e pode ser visitada de terça-feira a sábado, das 15h00 às 19h00 e das 20h00 às 23h00. A entrada é livre.

 

CML/GAP /RP