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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Primeiro grande concerto dos 50 anos do 25 de Abril é na Casa das Artes

Famalicão evoca a Cultura Africana em José Afonso

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A Casa das Artes de Famalicão estreia Lá No Xepangara - A Cultura Africana em José Afonso, o primeiro grande concerto realizado no âmbito dos 50 anos do 25 de Abril, no dia 27 de janeiro, às 21h30. Trata-se de uma criação da Portugal Music 360 em parceria com a Casa das Artes de Famalicão e o Teatro Narciso Ferreira.

LÁ NO XEPANGARA é a homenagem lusófona a José Afonso e reúne Manuel de Oliveira, Selma Uamusse, Karyna Gomes, Edu Mundo e Fred Martins. Depois de se estrear em Vila Nova de Famalicão, o espetáculo “Lá no Xepangara” irá circular o país ao som da música e da palavra de José Afonso.

O projeto pretende refletir a forte presença da cultura africana na vida e obra de José Afonso e sobre o seu papel na luta pela descolonização, democratização e pelo desenvolvimento da sociedade e cultura lusófonas. A partir da obra de José Afonso, como exemplo paradigmático do papel determinante da arte e da cultura na revolução portuguesa, o projeto tem como principal objetivo a aproximação da comunidade lusófona e dos jovens a uma personalidade incontornável na luta pela democracia, enaltecendo assim a contemporaneidade e, sobretudo, o caráter universal da obra de José Afonso.

O coletivo conta ainda com Pedro Oliveira na percussão, João Frade no acordeão, Albano Fonseca no baixo e com a consultoria e mediação de Viriato Teles.

Ações de mediação

Refira-se que este espetáculo inclui ações de mediação, a realizar no Teatro Narciso Ferreira, designadamente duas masterclasses que promoverão a reflexão em torno da música africana e do trabalho de José Afonso, destinadas a escolas do 1º e 2º ciclos, no dia 25 de janeiro, e escolas de música, no dia 26 de janeiro. As ações realizam-se em ambos os dias às 10h30.

A ação de mediação para escolas 1.º e 2.º ciclos irá promover uma reflexão aberta ao diálogo, discussão e partilha com alunos e professores, sobre a dualidade de sentidos em que desenvolveu a relação de José Afonso com o continente africano, e especificamente com Angola e Moçambique, de cuja descolonização também foi paladino.

Neste trabalho observamos a forma como estas experiências se refletiram, através da análise das canções, cartas e outra documentação, da recolha de testemunhos e daquilo que o próprio José Afonso afirmou em entrevistas e depoimentos.

Esta ação é orientada por Manuel de Oliveira e Viriato Teles e contará com convidados do elenco artístico do Concerto “Lá no Xepangara”

De caráter transgressor, José Afonso é um inovador em todo o espectro da sua música. Da balada de Coimbra, às incorporações da música etnográfica portuguesa e à fusão com a pulsação rítmica e melodias Africanas, revolucionou a canção popular portuguesa de forma indelével. E a ação de mediação com estudantes do ensino de Música pretende facilitar uma compreensão da composição de José Afonso e a sua evolução. Nesta, serão convidados os alunos à interpretação conjunta de algumas canções paradigmáticas da evolução da sua obra.

Ensaio aberto

O TNF é palco, no dia 26 de janeiro, às 15h30, de um Ensaio Aberto à comunidade. De acesso livre à lotação da sala, os interessados devem comunicar a reserva de lugares para o e-mail: casadasartes@famalicao.pt

 

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA

Banda
Edu Mundo - Voz, guitarra, percussão
Fred Martins - Voz, guitarra
Karyna Gomes – Voz
Selma Uamusse – Voz
Pedro Oliveira – Percussão
João Frade – Acordeão
Albano Fonseca – Baixo
Manuel de Oliveira - Guitarra e braguesa

APOIO ANTENA 1

Produção
Direção de projeto: Manuel de Oliveira
Produção Executiva: Simão Barros
Direção Técnica: Hélder Costa
Projeto de Luz: Paulo Ribeiro
Consultoria e Mediação: Viriato Teles
Mediação: Joaquim (Quiné Teles)
Parceiros: Bando à Parte, CARB Cooperativa Artística da Raia Beirã, Cenáculo Associação Cultural e Artística, RDP África.

Produção Fotográfica:
Direção Criativa: Ana Caracol e Pedro Ferreira
Fotografia: Pedro Ferreira
Assistente de Fotografia: Pedro Lamego
Agradecimentos: Ana Bragança, Lena Afonso, Nancy Vieira, Nuno Saraiva (Mais 5), Rodrigo Areias, Ovídio de Sousa Vieira

Concertos de Ano Novo na Casa das Artes de Famalicão

 

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Nos dias 6 e 7 de janeiro a Casa das Artes de Famalicão apresenta o já tradicional ciclo de Concertos de Ano Novo com as bandas filarmónicas famalicenses.

No dia 6 de janeiro, sábado, às 16h30, realiza-se o concerto da Banda de Música de Riba d’ Ave, dirigida pelo Maestro Micael Moreira.

Ainda no dia 6 de janeiro, às 21h30, atua a Banda de Famalicão, sob a direção do Maestro Armando Teixeira.

No dia 7 de janeiro, domingo, às 16h30, o ciclo encerra com o concerto da Banda Marcial de Arnoso, dirigida pelo Maestro Rúben Henriques.

A entrada é gratuita e limitada à lotação da sala. Os ingressos estão disponíveis na bilheteira da Casa das Artes de Famalicão, de terça-feira a sábado, das 9 às 13h00 e das 14 às 18h00.

Sugestões de fim de semana: Filme-concerto “Melodia do Mundo” marca arranque do Close-up

Ao som da banda portuguesa Glockenwise

Filme-concerto “Melodia do Mundo”

marca arranque do Close-up

 

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Casa das Artes de Famalicão conta com um conjunto de sugestões culturais durante o fim de semana de 15 e 16 de outubro

 

O Close-up – 7º Episódio do Observatório de Cinema de Famalicão – arranca já este sábado, 15 de outubro, na Casa das Artes de Famalicão. Este fim de semana, durante o qual não faltarão sugestões para apreciar a sétima arte, nas suas mais diversas formas, inicia-se com a projeção de “A Távola de Rocha” – filme que propõe um reencontro com o cinema de Paulo Rocha e que assume abertamente a “rima” formal com a abertura e o fecho de “A Ilha dos Amores” –, de Samuel Barbosa, às 15h00, numa sessão que irá ser comentada pelo próprio realizador, em conjunto com Francisco Noronha (crítico e realizador). Destaque-se, ainda, que, como complemento, será exibida a curta metragem “Reconstrução”, de Francisco Noronha.

 

Segue-se, às 17h30, a exibição de “O Grito”, de Michelangelo Antonioni, que contará com os comentários de Abílio Hernandez (professor universitário). O grande destaque do dia centra-se, contudo, na estreia do filme-concerto “Melodia do Mundo”, de Walther Ruttmann, momento agendado para as 21h45 e que contará com música ao vivo tocada pelos Glockenwise. O primeiro dia do Close-up termina com a atuação do DJ set Edmond & Brian, às 23h00.

Filme-concerto “Melodia do Mundo” marca arranq

Já no domingo, 16 de outubro, a Casa das Artes de Famalicão apresenta, às 15h00, o filme “A Vida Depois de Yang” – um drama de ficção científica realizado por Kogonada –, que será comentado por Luís Miguel Oliveira (crítico e programador). As sessões para famílias têm início às 15h30, com a projeção da animação infantil “Mínimos 2: A Ascensão de Gru”, onde haverá a oportunidade de, após esta sessão, os espectadores participarem numa oficina em que serão construídos brinquedos óticos do pré-cinema. O café Kiarostami chega às 17h15, com a apresentação do livro “A Hipótese Cinema – Pequeno Tratado Sobre a Transmissão do Cinema Dentro e Fora da Escola –, de Alain Bergala. A apresentação, que decorre no café-concerto da Casa das Artes de Famalicão, será realizada por Carlos Natálio e Pedro Alves (professores universitários).

 

A realizar um tributo à cineasta portuguesa Catarina Mourão, no âmbito deste 7º Episódio do Observatório de Cinema de Famalicão, o Close-up exibe, às 18h30, o documentário “Ana e Maurizio” – obra que revela uma jornada de autodescoberta, pelos caminhos da odisseia e da memória, de uma linhagem e de uma família ao longo de séculos pela Ásia. Esta obra de Catarina Mourão será comentada por Luís Mendonça, crítico e programador da cinemateca portuguesa. A encerrar o segundo dia da iniciativa, “Accattone”, de Pier Paolo Pasolini, aborda os jovens marginais dos bairros de lata de Roma e irá ser apresentado, às 21h45, numa sessão comentada por Sérgio Dias Branco (professor universitário).

 

Cartazes, fotografias e desenhos de Fellini em exposição

Em parceria com o Museu de Cinema de Melgaço Jean Loup Passek, e tomando como base a exposição que assinalou o centenário do nascimento do cineasta italiano Federico Fellini, a Casa das Artes de Famalicão recebe, até 30 de dezembro, a exposição de cartazes, fotografias e desenhos de Fellini. O cineasta, que antes de ser realizador foi desenhador, caricaturista e cartoonista, fez dos seus desenhos antecipações fragmentadas dos filmes e, dos filmes, uma analogia da sua vida. Todos transportam memórias, sonhos, histórias e acontecimentos vividos ou sonhados por Fellini. A exposição, que pode ser visitada de 15 a 22 de outubro, durante o Close-up, tem entrada gratuita.

Cartazes, fotografias e desenhos de Fellini em exp

 

Dia Mundial da Música com espetáculos Famalicão

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Dias 1 e 2 de outubro, na Casa das Artes e TNF

Famalicão celebra Dia Mundial da Música
com ópera, concertos e duo de guitarras

 

A efeméride do Dia Mundial da Música é assinalada em Vila Nova de Famalicão, nos dias 1 e 2 de outubro, com três espetáculos, na Casa das Artes e no Teatro Narciso Ferreira (TNF).

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Domitila, uma mini-ópera em um ato, de João Guilherme Ripper (música e libreto) baseada nas cartas de D. Pedro I e da Marquesa de Santos, é o espetáculo que abre as comemorações, no sábado, dia 1 de outubro, às 21h30, no Grande Auditório da Casa das Artes de Famalicão.

Durante, cerca de uma hora, a soprano Sara Braga Simões, acompanha por Ricardo Alves (clarinete), Burak Ozkan (violoncelo) e Christina Margotto (piano), vai dar corpo à encenação concebida por Pedro Ribeiro. Produção Mestres Viajantes e coprodução Casa das Artes.

No mesmo dia 1 de outubro, às 21h30, também o TNF, em Riba de Ave, apresenta o Duo Arsis, um dueto de guitarras fundado em dezembro de 2016, composto por Nuno Jesus (Portalegre) e João Robim (Famalicão), que começou na Universidade de Évora.

Do programa consta a interpretação de peças de T. Hamasyan,

  1. S. Bach, T. Quintas; C. Debussy, M. Castelnuovo-Tedesco e F. Chopin.

Entrada neste espetáculo é livre até à lotação da sala, com levantamento prévio de bilhete, na bilheteira do TNF, uma hora e meia antes do inicio do espetáculo.

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No dia 2, domingo, às 11h30, as comemorações prosseguem na Casa das Artes de Famalicão com os Concertos para as Famílias 202, no 5.º Ciclo de Concertos Promenade. O espetáculo incide sobre a temática: A Dança na Música Portuguesa, com a ARTEAM - Escola Profissional Artística do Alto Minho (Viana do Castelo).

Os Concertos para as Famílias 2022, adotam o formato dos Concertos Promenade, de maio a dezembro, aos domingos de manhã, em que a grande música, tocada pelas Orquestras das Escolas Profissionais, e explicada com interação multimédia, é usufruída por todas as idades num ambiente descontraído e de grande qualidade artística.

 

Casa das Artes de Famalicão - CLOSE-UP de regresso a 7 e 21 de maio

CLOSE-UP de regresso a 7 e 21 de maio com o Episódio 6.3

 

 

O episódio 6.3 do CLOSE-UP – Observatório de Cinema de Famalicão divide-se pelos dias 7 e 21 de maio, na Casa das Artes, e destaca-se nesta réplica a presença de António Preto, diretor da Casa do Cinema Manoel de Oliveira, para comentar a sessão de projeção de “Acto da Primavera”.

 

Nesta terceira e última réplica do sexto episódio, com o sétimo episódio já no horizonte de outubro, promovemos o cruzamento e o encontro de vários públicos, com três propostas:

 

  1. 7 de maio, às 15h00, no Pequeno Auditório– “A Mulher que Fugiu” de Hong Sagg-soo (secção Histórias do Cinema, In The Mood for Karo -way e Sang-soo). O desfecho das histórias do cinema, que desde outubro cruzaram Wong Kar-way com Hong Sang-soo, com um dos mais recentes filmes do prolífico coreano.

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  1. 7 de maio, às 16h30, no Pequeno Auditório– “Acto da Primavera” de Manoel de Oliveira (secção Paisagens Temáticas, a Comunidade). Um importante objeto híbrido, entre a ficção e o documentário, em Acto da Primavera de Manoel de Oliveira, no encontro tão caloroso quanto metafísico com uma comunidade transmontana no Portugal dos anos 60, numa sessão comentada por António Preto, diretor da Casa do Cinema Manoel de Oliveira.

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  1. 21 de maio, às 15h00, no Pequeno Auditório– Sessão de Curtas-Metragens de Animação para famílias (secção Sessões para Famílias). Uma sessão em parceria com o programa Animar 17 (organizado pelo Curtas de Vila do Conde).

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O bilhete geral é de apenas dois euros, sendo que estudantes, Cartão Quadrilátero ou seniores pagam um euro (dia 21) ou têm entrada gratuita (dia 7).

 

Cinema no arranque da programação regular do TNF

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Sessões de Cinema gratuitas a 26 e 27 de março

Teatro Narciso Ferreira em “WARM-UP” Ciclo Abertura

A programação regular do renovado Teatro Narciso Ferreira (TNF) arranca a 26 e 27 de março, com um fim-de-semana dedicado ao cinema, prestando homenagem à raiz da criação do equipamento como cineteatro, sob o traço do arquiteto Manuel Amoroso Lopes e construído em 1944.

Agora, o TNF, um equipamento municipal sob gestão da Equipa Multidisciplinar de Gestão da Casa das Artes, celebra a abertura com a rubrica de Cinema para Grande Público, aos sábados, e Cinema para Famílias, aos domingos, num período de teste da capacidade instalada, num ciclo de abertura (“WARM-UP”) que irá decorrer até ao final de junho.

 

A programação de Cinema insere-se no Eixo de Programação Plural definido para o TNF, promovendo, nomeadamente:

- A promoção do direito à fruição e criação cultural qualificada de toda a população, em todo o território famalicense, particularmente Riba de Ave;

- A promoção e a circulação da criação artística no domínio das artes performativas e musicais, bem como exibição cinematográfica;

- A valorização, qualificação e articulação dos teatros e cineteatros e dos respetivos projetos artísticos, através de parcerias Quadrilátero Cultural;

- A correção de assimetrias e a promoção da coesão territorial.

 

As sessões públicas, gratuitas numa primeira fase, estarão disponíveis apenas em bilheteira local, 1 hora e meia antes de cada sessão.

 

26 março 2022 16:00 e 21:30

THE BATMAN de Matt Reeves

Cinema de grande público

27 março 10:30 e 16:00

ENCANTO de Jared Bush, Byron Howard, Charise Castro Smith (versão portuguesa)

Sessões para famílias

 

Teatro Narciso Ferreira | TNF

Av. Narciso Ferreira

4765-202 Riba d'Ave

Tel: (+351) 252 371 297 / (+351) 252 371 304

www.casadasartes.org | tnf@famalicao.pt

 

 

+

26 março 2022 16:00 e 21:30

THE BATMAN de Matt Reeves

Cinema de grande público

Primeiro filme do mais recente reboot das aventuras cinematográficas de Batman, desta vez com Robert Pattinson como protagonista.

Não há muito mais que se possa dizer sobre o regresso da famosa personagem da DC Comics aos cinemas, a não ser que, em 2022, espera-nos uma nova realização e um novo elenco. Conhecido pelo seu trabalho em Planeta dos Macacos, Matt Reeves estreia-se agora na direção de 2022 de The Batman, em que Robert Pattinson recebe o papel principal e contracena com Zoë Kravitz, Paul Dano e Colin Farrell.

 

Título original: The Batman (EUA, 2022, 175’)

Realização: Matt Reeves

Interpretação: Robert Pattinson, Zoë Kravitz, Paul Dano, Colin Farrell, John Turturro, Peter Sarsgaard

Classificação: M/12

 

27 março 10:30 e 16:00

ENCANTO de Jared Bush, Byron Howard, Charise Castro Smith (versão portuguesa)

Sessões para famílias

 

A história de uma família extraordinária, os Madrigais, que vivem escondidos numa casa mágica nas montanhas da Colômbia, numa cidade vibrante e maravilhosa chamada Encanto. A magia de Encanto abençoou todas as crianças da família com um dom único, de superforça ao poder de curar - todas, exceto uma, Mirabel. Quando Mirabel descobre que a magia em torno do Encanto está em perigo, decide que ela, a única Madrigal comum, pode ser apenas a última esperança da sua família excecional. Uma produção dos estúdios da Disney.

 

Título original: Encanto (EUA, Colombia, 2021, 100 min)

Realização: Byron Howard, Jared Bush, Charise Castro Smith

Classificação: M/6 anos

Poética da Palavra - Encontros de Teatro 2022 - Casa das Artes de Famalicão

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Entre 23 de março e 9 de abril, a Casa das Artes de Famalicão, realiza a quarta edição de “Poética da Palavra”, uma proposta artística que reduz a milenar arte do Teatro à sua essência: o texto, a palavra, a voz e o trabalho de ator.

Momento alto da programação anual deste teatro municipal, a Poética da Palavra quer evidenciar este universo de elementos cúmplices, aquilo que entendemos como a essência, a ontologia, do teatro. Pretendemos destacar a interpretação, a relação entre técnica, sentimento íntimo e subjetivo de convicção criadora e a consolidação da personagem, como um processo indissociável de um exigente trabalho pessoal, que é físico e de estudo profundo e inesgotável.

Os encontros de teatro iniciam, a 23 de março, com o espetáculo "Ninguém", de António Capelo/Teatro do Bolhão. Trata-se do primeiro monólogo de António Capelo, com mais de 45 anos de carreira, que questiona sobre o que é ser ator, através da sua vida pessoal.

A 26 e 27 de março vai a cena "Monólogo de uma mulher chamada Maria com a sua Patroa", de Sara Barros Leitão/Cassandra. É uma criação original, escrita, encenada e interpretada por Sara Barros Leitão a partir de um processo de investigação sobre o Serviço Doméstico em Portugal.

Nos dias 1, 2 e 3 de abril, estreia a leitura encenada "Quem matou o meu Pai", de Édouard Louis"/Teatro Nova Europa. O texto relata o reencontro possível entre pai e filho, sob o pano de um cenário de poder político responsável por condenar a uma morte precoce as classes mais baixas da sociedade.

Ainda a 1 e 2 de abril, estreia também "FábulaMãe", de Teresa Arcanjo/Grua Crua. “A conquista de um espaço que quero ter e ocupar no teatro enquanto criadora”, nas palavras da encenadora e atriz do projeto, Teresa Arcanjo.

No dia 8 de abril, é apresentada "Língua de Cão e Litania” por Pedro Frias/Assédio Teatro. Partindo da situação criada pelo primeiro confinamento, em 2020, as ruas desertas e o silêncio ensurdecedor das ruas desertas, Francisco Luís Parreira propõe-nos uma reflexão acerca do homem na sua posição terminal.

A 9 de abril, é apresentado "Um Fio de Jogo", da Narrativensaio-AC. Trata-se de um monólogo com texto de Carlos Tê, que versa sobre o fenómeno do futebol, os seus pequenos mitos que ajudaram à sua implantação planetária como desporto de massas que extravasa a própria condição desportiva.

No fim de cada noite de apresentação, o público terá uma conversa com os atores que protagonizam cada projeto teatral, no sentido de poder conhecer o trabalho, concreto, sobre o texto, a palavra e a sua relação com o corpo (que lhe dá voz), e o processo de construção de cada personagem.

A “Poética da Palavra” propõe ainda três mesas-redondas, sobre: Dramaturgia; Encenação; Teatro e Educação Artística, reunindo nomes como: Luís Mestre; Carlos Costa; Ivo Saraiva e Silva; Jorge Palinhos; João Castro; Sílvia Pinto Ferreira; Magda Henriques; Cristina Carvalhal; Helena Machado; Sílvia Correia; António Capelo; e David Antunes.

A Casa das Artes de Famalicão é membro da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.

 

CLOSE-UP | Operário Amador | ANTESTREIA | 19 Out | CASA DAS ARTES

Dia 19 de outubro, 18h30, na Casa das Artes de Famalicão

 

Operário Amador: o filme mais famalicense do 6º Close-Up

 

Uma comunidade rural ainda a adaptar-se à transformação ditada pela
industrialização. Um grupo de operários fabris que não se resigna à sua
condição proletária e que procura no teatro um estímulo intelectual. A
tragédia de uma morte de um jovem em contexto laboral. Assim se conjugaram
as vontades para fazer nascer a companhia de teatro amador de Joane, no
concelho de Vila Nova de Famalicão: o Teatro Construção.

Um filho da terra (Sérgio Agostinho) que também aí nasceu para o teatro,
assume a responsabilidade de deixar um registo da memória dos fundadores e
entrega a realização a Ramon de los Santos. Assim nasce o documentário
OPERÁRIO AMADOR que é exibido, em antestreia, no próximo dia 19 de outubro,
na Casa das Artes de Famalicão, no âmbito da programação do 6.º episódio do
CLOSE-UP - Observatório de Cinema.

Sérgio Agostinho, diretor da Peripécia Teatro, refere que OPERÁRIO AMADOR é
um filme que parte de uma "vontade muito íntima", já que é natural de Joane
e filho de um dos fundadores do Teatro Construção. Seguindo as pisadas do
pai, Sérgio Agostinho indica que, partir dos 10 anos de idade, também
começou a fazer teatro. "Aos meus 17 anos saí e nunca mais voltei a Joane.
Mas, quando saí já foi para fazer teatro e estudar teatro em Lisboa",
afirma.

"Em 2017, ocorreu-me esta vontade de primeiro, voltar a conversar com calma
com aquela gente, de estar com eles, de perceber como foi a história deles,
como é que eles decidiram fazer teatro e, depois, preservar a sua memória.
E, do meu ponto de vista, a forma mais natural para conseguir isso seria
fazer um filme. Assim nasceu este documentário", conta Sérgio Agostinho.

O diretor da companhia Peripécia Teatro refere ser importante que todos
possam ver este documentário "porque retrata uma época muito precisa do
concelho de Vila Nova de Famalicão e do país", mas com foco em Joane, uma
localidade à altura profundamente industrializada, numa transformação
repentina de um mundo rural para um mundo industrial, com todas as
problemáticas associadas. "E no meio deste caldo surge um grupo de teatro.
Essa é a história que quisemos contar neste filme", explica.

Sem que tivesse conseguido uma "resposta clara" sobre o facto de aquele
grupo de operários ter decidido avançar para a criação do Teatro Construção,
Sérgio Agostinho crê que "foi quase por um acaso. Foi o teatro que nasceu
como poderia ter sido, porventura, um jornal - porque também houve
movimentos jornalísticos". E mergulha do documentário para falar que aqueles
protagonistas "estavam a formar a sua consciência enquanto operários; muitos
dos elementos pertenciam à Juventude Operária Católica e que tinham uma
atitude de observação, crítica e ação na sociedade. Nesse grupo de jovens
havia uma pessoa que tinha alguma experiência e conhecimento na escrita de
teatro. Numa ocasião em que morreu um trabalhador jovem, de 17 anos, numa
explosão na fábrica da 'Carides', esse grupo de jovens da JOC escreve um
espetáculo original e estreia esse espetáculo no centro paroquial de Joane
com o título 'A morte de Valentim' que foi de uma explosão tal na vida
daqueles operários e nas pessoas que assistiram a essa representação que
marca o início do movimento teatral em Joane. Esta é a minha interpretação e
é aquilo que transparece no filme".

Depois disto, por força da intervenção artística, mas também política, o
documentário dá nota que o Teatro Construção acabou por contribuir para o
crescimento e afirmação da até então incógnita localidade de Joane como "o
epicentro cultural" da região. "Um dos fundadores do Teatro Construção
disse-me que o sonho deles era realmente tornar Joane num farol da cultura
teatral a nível nacional e creio que na altura eles conseguiram isso mesmo",
sublinha Sérgio Agostinho. Pelo envolvimento político de vários dos
elementos do Teatro Construção, também foi gerada uma nova afirmação da
localidade a nível municipal.

A realização entregue a Ramon de los Santos é adjetivada como "natural" por
Sérgio Agostinho, já que se trata de alguém com quem tem trabalhado e com o
qual não esconde "uma grande afinidade pessoal e artística".

Sérgio Agostinho adverte o espetador que OPERÁRIO AMADOR é "uma versão da
história. É a versão da história vista pelos olhos e pelas memórias destes
operários" e, por isso, "não é uma história definitiva do Teatro Construção
nem muito menos é a história da Associação Teatro Construção, porque esta
associação é, hoje em dia, um mundo de valências e este documentário não
reflete essa história associativa. Este documentário tenta refletir a
memória destas pessoas, a sua força na medida em que decidiram fazer teatro
como uma via de transformação social".

Para o futuro, Sérgio Agostinho aponta que "a porta a novos
filmes/documentários está aberta para a Peripécia Teatro".

 

OPERÁRIO AMADOR de Ramon De Los Santos_19. Out (18h30, GA)

Título original: Operário Amador (Portugal, documentário, 2021, 60 min)

Classificação: M/12

REPLAY / Cão Danado 20 anos

Casa das Artes de Famalicão apresenta

REPLAY / Cão Danado 20 anos

 

A nova temporada da programação teatral da Casa das Artes de Famalicão arranca, nos dias 17 e 18 de setembro, com “REPLAY / Cão Danado 20 anos”, um espetáculo que aborda a construção da cena, em cena, como avança a produção da peça.

 

De acordo com a sinopse, no movimento em cena, “as mutações, as falhas, as experiências são em si a representação, conferem o espetáculo e a nossa existência na sua essência transitória. Numa relação de ação-reação, o contexto de pandemia é absorvido pelo processo, em transição e transposição da atualidade para o espaço de cena. ‘Olhar pelo retrovisor’ uma matéria prima de vinte anos de atividade, na procura de relações, interpretações e sentidos na mediação e na exposição ao outro será, em simultâneo, metodologia e estratégia para o abordarmos, nos seus discursos poéticos, metafóricos, visuais e narrativos. Aferir a mensagem, analisar, debater e intuir as melodias que as improvisações sugerem, criar um corpo, uma geografia sonora, visual e narrativa que nos representem neste olhar pelo retrovisor e na confrontação com a imprevisibilidade inerente ao contexto atual. Anões a subir aos ombros dos gigantes num ímpeto arrebatador, na tentativa de assimilar o mundo para além do seu horizonte e do que de premente há no ato de agir”.

 

“REPLAY / Cão Danado 20 anos” é uma produção Cão Danado em coprodução com a Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão e tem na direção: Sara Barbosa, num texto original de Afonso Cruz, com Leonor Keil no apoio ao movimento. A interpretação é de Diana Sá, com desenho de Luz a cargo de Carin Geada e Nuno Meira e o desenho de Som de Rui Lima e Sérgio. A imagem/fotografia é da autoria de Edgar Alves e a produção de Nuno Eusébio.

 

O Cão Danado é uma associação cultural sem fins lucrativos criada em 2001 que comemora 20 anos de existência, sediada em Vila Nova de Famalicão desde 2018. Trata-se de uma estrutura de criação e de produção de artes, desenvolvendo trabalho não só na área das artes performativas, mas também nas áreas das artes visuais, música, dança, artes plásticas e cinema em permanente diálogo com outras áreas do conhecimento.

 

PROGRAMAÇÃO DO 1º TRIMESTRE | CASA DAS ARTES DE FAMALICÃO

A programação do primeiro trimestre de 2021 da Casa das Artes de Famalicão - ano dos 20 anos de atividade deste teatro municipal - conta com seis coproduções, três das quais em estreia.

 

Janeiro

Teatro, cinema, dança e música fazem parte da oferta deste teatro municipal, que inicia, nos dias 14 e 15 de janeiro, com À Espera de Godot, numa encenação de António Parra, coprodução Casa das Artes de Famalicão e ACE Escola de Artes de Famalicão.

Depois, nos dias 13, 15 e 16 de janeiro, apresenta-se a primeira réplica do o quinto episódio do CLOSE-UP, com um panorama de sessões orientadas sob o mote do Cinema na Cidade, onde a produção do presente a e a história do cinema se encontraram.

Para o público geral, encontraremos Luis Buñuel e Nanni Moretti: OS ESQUECIDOS, a 15 de janeiro; e QUERIDO DIÁRIO, no dia 16 de janeiro.

Para o público escolar do Agrupamento de Escolas de Ribeirão, no dia 13 de janeiro, é exibido o filme OS RESPIGADORES E A RESPIGADORA de Agnès Varda.

No dia 17 de janeiro, atuam no Grande Auditório da Casa das Artes, Álvaro Cortez (percussão) e Isabel Romero (piano), com um reportório de musica contemporânea onde pontuam John Cage, Avner Dorman, entre outros.

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Com a autoria e encenação de Elmano Sancho, interpretação de Custódia Gallego, Elmano Sancho, João Gaspar e Lucília Raimundo, nos dias 22 e 23 de janeiro, sobe a palco mais uma coprodução do Teatro da Trindade, Casa das Artes de Famalicão, Loup Solitaire, em MARIA, A MÃE.

MARIA, A MÃE, segundo texto da trilogia sobre a família, é um texto sobre a perda, a dor, a solidão, a velhice, o esquecimento e a morte.

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A 29 de janeiro, NOITE DE PRIMAVERA de Luís Mestre é a escolha programática da Casa das Artes de Famalicão para mais uma noite de teatro. NOITE DE PRIMAVERA, a segunda noite da Tetralogia das Estações do dramaturgo Luís Mestre, mergulha-nos num arquivo de memórias, ambições e visões da juventude que assombram quatro vidas numa noite intensa deflagrada pela insónia.

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No dia 30 de janeiro, o Cinema Digital na Casa das Artes propõe o filme As Bruxas de Roald Dahl, de Robert Zemeckis.

MANUEL JOÃO VIEIRA, com a Anatomia do Fado, encerra com música, no dia 30 de janeiro, a programação deste mês. Manuel João Vieira - o mentor de projetos como Ena Pá 2000 ou Os Irmãos Catita - apresenta-se agora a solo e em nome próprio com o duplo álbum Anatomia do Fado, um trabalho, como o nome indica, dedicado ao fado, mais em concreto ao fado humorístico, muito em voga no século passado, mas, entretanto, caído em desuso.

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Fevereiro

A programação de fevereiro abre, no dia 5, com o concerto de TIAGO BETTENCOURT, com 2019 Rumo ao Eclipse, o seu mais recente disco de originais. A música continua na programação da Casa das Artes, no dia 12 de fevereiro, com TRÊS TRISTES TIGRES e a sua Mínima Luz, um disco de rock mais rugido e delirante, contaminado com circuitos eletrónicos, e outros temas mais ambientais e lentos.

A 19 de fevereiro, sobe a palco a primeira produção da Companhia Intrazyt, em coprodução: Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão / Casa das Artes de Famalicão, Câmara Municipal de Loulé / Cineteatro Louletano. INTRAZYT 0.0 é a primeira estreia de 2021 na Casa das Artes de Famalicão. Intrazyt - estreia o seu primeiro programa – Intrazyt 0.0 - composto por três peças coreográficas que abrem caminho à linha artística e estética da companhia, sendo duas delas estreias nacionais e uma estreia absoluta.

Aliás, fevereiro é um mês de estreias e no dia 26 é a vez de estrear Como Perder um País, o segundo espetáculo do ciclo “Democracia e os filhos dos anos 90”, numa coprodução: Momento - Artistas Independentes, Casa das Artes de Famalicão, Teatro Municipal do Porto e Teatro Municipal Baltazar Dias.

 

Março

O mês de março arranca com a presença da Companhia Nacional de Bailado na Casa das Artes de Famalicão, no dia 5, com o espetáculo Dançar em Tempo de Guerra, que inclui CHRONICLE, da coreografia americana Martha Graham e A MESA VERDE do coreografo alemão Kurt Jooss.

No dia 12 é a vez de estrear TRIPLO, a nova criação da KALE Companhia de Dança para 2021, numa coprodução com a Casa das Artes de Famalicão. Desde 2018 que a KALE colabora com o projeto de cooperação transfronteiriço REGARDS CROISÉS (Malandain Ballet Biarritz), convidando 3 coreógrafos de cada país representado - França, Espanha, Portugal - a desenvolver uma criação original para os intérpretes da companhia.

No dia 13, surge a segunda réplica do quinto episódio (5.1) do Close-Up, que arrancou em outubro passado, com a proposta entre o caloroso retrato de uma família brasileira e do seu quotidiano de dificuldades, em BENZINHO, e com Marcello Mastroianni a orientar-nos num mundo e num cinema em mudança, na Roma de Fellini, em LA DOLCE VITA. Esta réplica tem ainda projetado reiterar, para o público escolar, em data e estabelecimento escolar a anunciar, a memória da passagem dos 75 anos do fim da 2.ª Guerra Mundial, com a projeção de #ANNE FRANK - VIDAS PARALELAS, com condução de Helen Mirren, para alunos do 3.º ciclo e do secundário.

No dia 19, é a vez dos CLÃ atuarem na Casa das Artes, trazendo a Famalicão o seu mais recente trabalho “Véspera”, lançado em pleno confinamento, naquele que é o nono disco da banda.

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EU NUNCA VI UM HELICÓPTERO EXPLODIR, é a proposta da Casa das Artes de Famalicão para os dias, 25, 26 e 27 de março. Trata-se de uma peça teatral de Catarina Ferreira de Almeida e Joel Neto, que cruza as linguagens do  teatro, do cinema, da rádio, da televisão, da internet, numa coprodução da Narrativensaio-AC com a Casa das Artes de Famalicão e o Teatro Municipal de Angra do Heroísmo. EU NUNCA VI UM HELICÓPTERO EXPLODIR dá oportunidade para ver de novo em palco atores como António Durães e Filipa Guedes, devidamente “assessorados” pela voz do jornalista Fernando Alves.

Na programação de cinema da casa das Artes de Famalicão, ao longo de todo o ano, destaque para a escolha do Cineclube de Joane, com sessões regulares para o público de cinéfilos.