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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Dia Mundial da Música com espetáculos Famalicão

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Dias 1 e 2 de outubro, na Casa das Artes e TNF

Famalicão celebra Dia Mundial da Música
com ópera, concertos e duo de guitarras

 

A efeméride do Dia Mundial da Música é assinalada em Vila Nova de Famalicão, nos dias 1 e 2 de outubro, com três espetáculos, na Casa das Artes e no Teatro Narciso Ferreira (TNF).

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Domitila, uma mini-ópera em um ato, de João Guilherme Ripper (música e libreto) baseada nas cartas de D. Pedro I e da Marquesa de Santos, é o espetáculo que abre as comemorações, no sábado, dia 1 de outubro, às 21h30, no Grande Auditório da Casa das Artes de Famalicão.

Durante, cerca de uma hora, a soprano Sara Braga Simões, acompanha por Ricardo Alves (clarinete), Burak Ozkan (violoncelo) e Christina Margotto (piano), vai dar corpo à encenação concebida por Pedro Ribeiro. Produção Mestres Viajantes e coprodução Casa das Artes.

No mesmo dia 1 de outubro, às 21h30, também o TNF, em Riba de Ave, apresenta o Duo Arsis, um dueto de guitarras fundado em dezembro de 2016, composto por Nuno Jesus (Portalegre) e João Robim (Famalicão), que começou na Universidade de Évora.

Do programa consta a interpretação de peças de T. Hamasyan,

  1. S. Bach, T. Quintas; C. Debussy, M. Castelnuovo-Tedesco e F. Chopin.

Entrada neste espetáculo é livre até à lotação da sala, com levantamento prévio de bilhete, na bilheteira do TNF, uma hora e meia antes do inicio do espetáculo.

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No dia 2, domingo, às 11h30, as comemorações prosseguem na Casa das Artes de Famalicão com os Concertos para as Famílias 202, no 5.º Ciclo de Concertos Promenade. O espetáculo incide sobre a temática: A Dança na Música Portuguesa, com a ARTEAM - Escola Profissional Artística do Alto Minho (Viana do Castelo).

Os Concertos para as Famílias 2022, adotam o formato dos Concertos Promenade, de maio a dezembro, aos domingos de manhã, em que a grande música, tocada pelas Orquestras das Escolas Profissionais, e explicada com interação multimédia, é usufruída por todas as idades num ambiente descontraído e de grande qualidade artística.

 

Casa das Artes de Famalicão - CLOSE-UP de regresso a 7 e 21 de maio

CLOSE-UP de regresso a 7 e 21 de maio com o Episódio 6.3

 

 

O episódio 6.3 do CLOSE-UP – Observatório de Cinema de Famalicão divide-se pelos dias 7 e 21 de maio, na Casa das Artes, e destaca-se nesta réplica a presença de António Preto, diretor da Casa do Cinema Manoel de Oliveira, para comentar a sessão de projeção de “Acto da Primavera”.

 

Nesta terceira e última réplica do sexto episódio, com o sétimo episódio já no horizonte de outubro, promovemos o cruzamento e o encontro de vários públicos, com três propostas:

 

  1. 7 de maio, às 15h00, no Pequeno Auditório– “A Mulher que Fugiu” de Hong Sagg-soo (secção Histórias do Cinema, In The Mood for Karo -way e Sang-soo). O desfecho das histórias do cinema, que desde outubro cruzaram Wong Kar-way com Hong Sang-soo, com um dos mais recentes filmes do prolífico coreano.

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  1. 7 de maio, às 16h30, no Pequeno Auditório– “Acto da Primavera” de Manoel de Oliveira (secção Paisagens Temáticas, a Comunidade). Um importante objeto híbrido, entre a ficção e o documentário, em Acto da Primavera de Manoel de Oliveira, no encontro tão caloroso quanto metafísico com uma comunidade transmontana no Portugal dos anos 60, numa sessão comentada por António Preto, diretor da Casa do Cinema Manoel de Oliveira.

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  1. 21 de maio, às 15h00, no Pequeno Auditório– Sessão de Curtas-Metragens de Animação para famílias (secção Sessões para Famílias). Uma sessão em parceria com o programa Animar 17 (organizado pelo Curtas de Vila do Conde).

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O bilhete geral é de apenas dois euros, sendo que estudantes, Cartão Quadrilátero ou seniores pagam um euro (dia 21) ou têm entrada gratuita (dia 7).

 

Cinema no arranque da programação regular do TNF

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Sessões de Cinema gratuitas a 26 e 27 de março

Teatro Narciso Ferreira em “WARM-UP” Ciclo Abertura

A programação regular do renovado Teatro Narciso Ferreira (TNF) arranca a 26 e 27 de março, com um fim-de-semana dedicado ao cinema, prestando homenagem à raiz da criação do equipamento como cineteatro, sob o traço do arquiteto Manuel Amoroso Lopes e construído em 1944.

Agora, o TNF, um equipamento municipal sob gestão da Equipa Multidisciplinar de Gestão da Casa das Artes, celebra a abertura com a rubrica de Cinema para Grande Público, aos sábados, e Cinema para Famílias, aos domingos, num período de teste da capacidade instalada, num ciclo de abertura (“WARM-UP”) que irá decorrer até ao final de junho.

 

A programação de Cinema insere-se no Eixo de Programação Plural definido para o TNF, promovendo, nomeadamente:

- A promoção do direito à fruição e criação cultural qualificada de toda a população, em todo o território famalicense, particularmente Riba de Ave;

- A promoção e a circulação da criação artística no domínio das artes performativas e musicais, bem como exibição cinematográfica;

- A valorização, qualificação e articulação dos teatros e cineteatros e dos respetivos projetos artísticos, através de parcerias Quadrilátero Cultural;

- A correção de assimetrias e a promoção da coesão territorial.

 

As sessões públicas, gratuitas numa primeira fase, estarão disponíveis apenas em bilheteira local, 1 hora e meia antes de cada sessão.

 

26 março 2022 16:00 e 21:30

THE BATMAN de Matt Reeves

Cinema de grande público

27 março 10:30 e 16:00

ENCANTO de Jared Bush, Byron Howard, Charise Castro Smith (versão portuguesa)

Sessões para famílias

 

Teatro Narciso Ferreira | TNF

Av. Narciso Ferreira

4765-202 Riba d'Ave

Tel: (+351) 252 371 297 / (+351) 252 371 304

www.casadasartes.org | tnf@famalicao.pt

 

 

+

26 março 2022 16:00 e 21:30

THE BATMAN de Matt Reeves

Cinema de grande público

Primeiro filme do mais recente reboot das aventuras cinematográficas de Batman, desta vez com Robert Pattinson como protagonista.

Não há muito mais que se possa dizer sobre o regresso da famosa personagem da DC Comics aos cinemas, a não ser que, em 2022, espera-nos uma nova realização e um novo elenco. Conhecido pelo seu trabalho em Planeta dos Macacos, Matt Reeves estreia-se agora na direção de 2022 de The Batman, em que Robert Pattinson recebe o papel principal e contracena com Zoë Kravitz, Paul Dano e Colin Farrell.

 

Título original: The Batman (EUA, 2022, 175’)

Realização: Matt Reeves

Interpretação: Robert Pattinson, Zoë Kravitz, Paul Dano, Colin Farrell, John Turturro, Peter Sarsgaard

Classificação: M/12

 

27 março 10:30 e 16:00

ENCANTO de Jared Bush, Byron Howard, Charise Castro Smith (versão portuguesa)

Sessões para famílias

 

A história de uma família extraordinária, os Madrigais, que vivem escondidos numa casa mágica nas montanhas da Colômbia, numa cidade vibrante e maravilhosa chamada Encanto. A magia de Encanto abençoou todas as crianças da família com um dom único, de superforça ao poder de curar - todas, exceto uma, Mirabel. Quando Mirabel descobre que a magia em torno do Encanto está em perigo, decide que ela, a única Madrigal comum, pode ser apenas a última esperança da sua família excecional. Uma produção dos estúdios da Disney.

 

Título original: Encanto (EUA, Colombia, 2021, 100 min)

Realização: Byron Howard, Jared Bush, Charise Castro Smith

Classificação: M/6 anos

Poética da Palavra - Encontros de Teatro 2022 - Casa das Artes de Famalicão

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Entre 23 de março e 9 de abril, a Casa das Artes de Famalicão, realiza a quarta edição de “Poética da Palavra”, uma proposta artística que reduz a milenar arte do Teatro à sua essência: o texto, a palavra, a voz e o trabalho de ator.

Momento alto da programação anual deste teatro municipal, a Poética da Palavra quer evidenciar este universo de elementos cúmplices, aquilo que entendemos como a essência, a ontologia, do teatro. Pretendemos destacar a interpretação, a relação entre técnica, sentimento íntimo e subjetivo de convicção criadora e a consolidação da personagem, como um processo indissociável de um exigente trabalho pessoal, que é físico e de estudo profundo e inesgotável.

Os encontros de teatro iniciam, a 23 de março, com o espetáculo "Ninguém", de António Capelo/Teatro do Bolhão. Trata-se do primeiro monólogo de António Capelo, com mais de 45 anos de carreira, que questiona sobre o que é ser ator, através da sua vida pessoal.

A 26 e 27 de março vai a cena "Monólogo de uma mulher chamada Maria com a sua Patroa", de Sara Barros Leitão/Cassandra. É uma criação original, escrita, encenada e interpretada por Sara Barros Leitão a partir de um processo de investigação sobre o Serviço Doméstico em Portugal.

Nos dias 1, 2 e 3 de abril, estreia a leitura encenada "Quem matou o meu Pai", de Édouard Louis"/Teatro Nova Europa. O texto relata o reencontro possível entre pai e filho, sob o pano de um cenário de poder político responsável por condenar a uma morte precoce as classes mais baixas da sociedade.

Ainda a 1 e 2 de abril, estreia também "FábulaMãe", de Teresa Arcanjo/Grua Crua. “A conquista de um espaço que quero ter e ocupar no teatro enquanto criadora”, nas palavras da encenadora e atriz do projeto, Teresa Arcanjo.

No dia 8 de abril, é apresentada "Língua de Cão e Litania” por Pedro Frias/Assédio Teatro. Partindo da situação criada pelo primeiro confinamento, em 2020, as ruas desertas e o silêncio ensurdecedor das ruas desertas, Francisco Luís Parreira propõe-nos uma reflexão acerca do homem na sua posição terminal.

A 9 de abril, é apresentado "Um Fio de Jogo", da Narrativensaio-AC. Trata-se de um monólogo com texto de Carlos Tê, que versa sobre o fenómeno do futebol, os seus pequenos mitos que ajudaram à sua implantação planetária como desporto de massas que extravasa a própria condição desportiva.

No fim de cada noite de apresentação, o público terá uma conversa com os atores que protagonizam cada projeto teatral, no sentido de poder conhecer o trabalho, concreto, sobre o texto, a palavra e a sua relação com o corpo (que lhe dá voz), e o processo de construção de cada personagem.

A “Poética da Palavra” propõe ainda três mesas-redondas, sobre: Dramaturgia; Encenação; Teatro e Educação Artística, reunindo nomes como: Luís Mestre; Carlos Costa; Ivo Saraiva e Silva; Jorge Palinhos; João Castro; Sílvia Pinto Ferreira; Magda Henriques; Cristina Carvalhal; Helena Machado; Sílvia Correia; António Capelo; e David Antunes.

A Casa das Artes de Famalicão é membro da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.

 

CLOSE-UP | Operário Amador | ANTESTREIA | 19 Out | CASA DAS ARTES

Dia 19 de outubro, 18h30, na Casa das Artes de Famalicão

 

Operário Amador: o filme mais famalicense do 6º Close-Up

 

Uma comunidade rural ainda a adaptar-se à transformação ditada pela
industrialização. Um grupo de operários fabris que não se resigna à sua
condição proletária e que procura no teatro um estímulo intelectual. A
tragédia de uma morte de um jovem em contexto laboral. Assim se conjugaram
as vontades para fazer nascer a companhia de teatro amador de Joane, no
concelho de Vila Nova de Famalicão: o Teatro Construção.

Um filho da terra (Sérgio Agostinho) que também aí nasceu para o teatro,
assume a responsabilidade de deixar um registo da memória dos fundadores e
entrega a realização a Ramon de los Santos. Assim nasce o documentário
OPERÁRIO AMADOR que é exibido, em antestreia, no próximo dia 19 de outubro,
na Casa das Artes de Famalicão, no âmbito da programação do 6.º episódio do
CLOSE-UP - Observatório de Cinema.

Sérgio Agostinho, diretor da Peripécia Teatro, refere que OPERÁRIO AMADOR é
um filme que parte de uma "vontade muito íntima", já que é natural de Joane
e filho de um dos fundadores do Teatro Construção. Seguindo as pisadas do
pai, Sérgio Agostinho indica que, partir dos 10 anos de idade, também
começou a fazer teatro. "Aos meus 17 anos saí e nunca mais voltei a Joane.
Mas, quando saí já foi para fazer teatro e estudar teatro em Lisboa",
afirma.

"Em 2017, ocorreu-me esta vontade de primeiro, voltar a conversar com calma
com aquela gente, de estar com eles, de perceber como foi a história deles,
como é que eles decidiram fazer teatro e, depois, preservar a sua memória.
E, do meu ponto de vista, a forma mais natural para conseguir isso seria
fazer um filme. Assim nasceu este documentário", conta Sérgio Agostinho.

O diretor da companhia Peripécia Teatro refere ser importante que todos
possam ver este documentário "porque retrata uma época muito precisa do
concelho de Vila Nova de Famalicão e do país", mas com foco em Joane, uma
localidade à altura profundamente industrializada, numa transformação
repentina de um mundo rural para um mundo industrial, com todas as
problemáticas associadas. "E no meio deste caldo surge um grupo de teatro.
Essa é a história que quisemos contar neste filme", explica.

Sem que tivesse conseguido uma "resposta clara" sobre o facto de aquele
grupo de operários ter decidido avançar para a criação do Teatro Construção,
Sérgio Agostinho crê que "foi quase por um acaso. Foi o teatro que nasceu
como poderia ter sido, porventura, um jornal - porque também houve
movimentos jornalísticos". E mergulha do documentário para falar que aqueles
protagonistas "estavam a formar a sua consciência enquanto operários; muitos
dos elementos pertenciam à Juventude Operária Católica e que tinham uma
atitude de observação, crítica e ação na sociedade. Nesse grupo de jovens
havia uma pessoa que tinha alguma experiência e conhecimento na escrita de
teatro. Numa ocasião em que morreu um trabalhador jovem, de 17 anos, numa
explosão na fábrica da 'Carides', esse grupo de jovens da JOC escreve um
espetáculo original e estreia esse espetáculo no centro paroquial de Joane
com o título 'A morte de Valentim' que foi de uma explosão tal na vida
daqueles operários e nas pessoas que assistiram a essa representação que
marca o início do movimento teatral em Joane. Esta é a minha interpretação e
é aquilo que transparece no filme".

Depois disto, por força da intervenção artística, mas também política, o
documentário dá nota que o Teatro Construção acabou por contribuir para o
crescimento e afirmação da até então incógnita localidade de Joane como "o
epicentro cultural" da região. "Um dos fundadores do Teatro Construção
disse-me que o sonho deles era realmente tornar Joane num farol da cultura
teatral a nível nacional e creio que na altura eles conseguiram isso mesmo",
sublinha Sérgio Agostinho. Pelo envolvimento político de vários dos
elementos do Teatro Construção, também foi gerada uma nova afirmação da
localidade a nível municipal.

A realização entregue a Ramon de los Santos é adjetivada como "natural" por
Sérgio Agostinho, já que se trata de alguém com quem tem trabalhado e com o
qual não esconde "uma grande afinidade pessoal e artística".

Sérgio Agostinho adverte o espetador que OPERÁRIO AMADOR é "uma versão da
história. É a versão da história vista pelos olhos e pelas memórias destes
operários" e, por isso, "não é uma história definitiva do Teatro Construção
nem muito menos é a história da Associação Teatro Construção, porque esta
associação é, hoje em dia, um mundo de valências e este documentário não
reflete essa história associativa. Este documentário tenta refletir a
memória destas pessoas, a sua força na medida em que decidiram fazer teatro
como uma via de transformação social".

Para o futuro, Sérgio Agostinho aponta que "a porta a novos
filmes/documentários está aberta para a Peripécia Teatro".

 

OPERÁRIO AMADOR de Ramon De Los Santos_19. Out (18h30, GA)

Título original: Operário Amador (Portugal, documentário, 2021, 60 min)

Classificação: M/12

REPLAY / Cão Danado 20 anos

Casa das Artes de Famalicão apresenta

REPLAY / Cão Danado 20 anos

 

A nova temporada da programação teatral da Casa das Artes de Famalicão arranca, nos dias 17 e 18 de setembro, com “REPLAY / Cão Danado 20 anos”, um espetáculo que aborda a construção da cena, em cena, como avança a produção da peça.

 

De acordo com a sinopse, no movimento em cena, “as mutações, as falhas, as experiências são em si a representação, conferem o espetáculo e a nossa existência na sua essência transitória. Numa relação de ação-reação, o contexto de pandemia é absorvido pelo processo, em transição e transposição da atualidade para o espaço de cena. ‘Olhar pelo retrovisor’ uma matéria prima de vinte anos de atividade, na procura de relações, interpretações e sentidos na mediação e na exposição ao outro será, em simultâneo, metodologia e estratégia para o abordarmos, nos seus discursos poéticos, metafóricos, visuais e narrativos. Aferir a mensagem, analisar, debater e intuir as melodias que as improvisações sugerem, criar um corpo, uma geografia sonora, visual e narrativa que nos representem neste olhar pelo retrovisor e na confrontação com a imprevisibilidade inerente ao contexto atual. Anões a subir aos ombros dos gigantes num ímpeto arrebatador, na tentativa de assimilar o mundo para além do seu horizonte e do que de premente há no ato de agir”.

 

“REPLAY / Cão Danado 20 anos” é uma produção Cão Danado em coprodução com a Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão e tem na direção: Sara Barbosa, num texto original de Afonso Cruz, com Leonor Keil no apoio ao movimento. A interpretação é de Diana Sá, com desenho de Luz a cargo de Carin Geada e Nuno Meira e o desenho de Som de Rui Lima e Sérgio. A imagem/fotografia é da autoria de Edgar Alves e a produção de Nuno Eusébio.

 

O Cão Danado é uma associação cultural sem fins lucrativos criada em 2001 que comemora 20 anos de existência, sediada em Vila Nova de Famalicão desde 2018. Trata-se de uma estrutura de criação e de produção de artes, desenvolvendo trabalho não só na área das artes performativas, mas também nas áreas das artes visuais, música, dança, artes plásticas e cinema em permanente diálogo com outras áreas do conhecimento.

 

PROGRAMAÇÃO DO 1º TRIMESTRE | CASA DAS ARTES DE FAMALICÃO

A programação do primeiro trimestre de 2021 da Casa das Artes de Famalicão - ano dos 20 anos de atividade deste teatro municipal - conta com seis coproduções, três das quais em estreia.

 

Janeiro

Teatro, cinema, dança e música fazem parte da oferta deste teatro municipal, que inicia, nos dias 14 e 15 de janeiro, com À Espera de Godot, numa encenação de António Parra, coprodução Casa das Artes de Famalicão e ACE Escola de Artes de Famalicão.

Depois, nos dias 13, 15 e 16 de janeiro, apresenta-se a primeira réplica do o quinto episódio do CLOSE-UP, com um panorama de sessões orientadas sob o mote do Cinema na Cidade, onde a produção do presente a e a história do cinema se encontraram.

Para o público geral, encontraremos Luis Buñuel e Nanni Moretti: OS ESQUECIDOS, a 15 de janeiro; e QUERIDO DIÁRIO, no dia 16 de janeiro.

Para o público escolar do Agrupamento de Escolas de Ribeirão, no dia 13 de janeiro, é exibido o filme OS RESPIGADORES E A RESPIGADORA de Agnès Varda.

No dia 17 de janeiro, atuam no Grande Auditório da Casa das Artes, Álvaro Cortez (percussão) e Isabel Romero (piano), com um reportório de musica contemporânea onde pontuam John Cage, Avner Dorman, entre outros.

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Com a autoria e encenação de Elmano Sancho, interpretação de Custódia Gallego, Elmano Sancho, João Gaspar e Lucília Raimundo, nos dias 22 e 23 de janeiro, sobe a palco mais uma coprodução do Teatro da Trindade, Casa das Artes de Famalicão, Loup Solitaire, em MARIA, A MÃE.

MARIA, A MÃE, segundo texto da trilogia sobre a família, é um texto sobre a perda, a dor, a solidão, a velhice, o esquecimento e a morte.

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A 29 de janeiro, NOITE DE PRIMAVERA de Luís Mestre é a escolha programática da Casa das Artes de Famalicão para mais uma noite de teatro. NOITE DE PRIMAVERA, a segunda noite da Tetralogia das Estações do dramaturgo Luís Mestre, mergulha-nos num arquivo de memórias, ambições e visões da juventude que assombram quatro vidas numa noite intensa deflagrada pela insónia.

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No dia 30 de janeiro, o Cinema Digital na Casa das Artes propõe o filme As Bruxas de Roald Dahl, de Robert Zemeckis.

MANUEL JOÃO VIEIRA, com a Anatomia do Fado, encerra com música, no dia 30 de janeiro, a programação deste mês. Manuel João Vieira - o mentor de projetos como Ena Pá 2000 ou Os Irmãos Catita - apresenta-se agora a solo e em nome próprio com o duplo álbum Anatomia do Fado, um trabalho, como o nome indica, dedicado ao fado, mais em concreto ao fado humorístico, muito em voga no século passado, mas, entretanto, caído em desuso.

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Fevereiro

A programação de fevereiro abre, no dia 5, com o concerto de TIAGO BETTENCOURT, com 2019 Rumo ao Eclipse, o seu mais recente disco de originais. A música continua na programação da Casa das Artes, no dia 12 de fevereiro, com TRÊS TRISTES TIGRES e a sua Mínima Luz, um disco de rock mais rugido e delirante, contaminado com circuitos eletrónicos, e outros temas mais ambientais e lentos.

A 19 de fevereiro, sobe a palco a primeira produção da Companhia Intrazyt, em coprodução: Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão / Casa das Artes de Famalicão, Câmara Municipal de Loulé / Cineteatro Louletano. INTRAZYT 0.0 é a primeira estreia de 2021 na Casa das Artes de Famalicão. Intrazyt - estreia o seu primeiro programa – Intrazyt 0.0 - composto por três peças coreográficas que abrem caminho à linha artística e estética da companhia, sendo duas delas estreias nacionais e uma estreia absoluta.

Aliás, fevereiro é um mês de estreias e no dia 26 é a vez de estrear Como Perder um País, o segundo espetáculo do ciclo “Democracia e os filhos dos anos 90”, numa coprodução: Momento - Artistas Independentes, Casa das Artes de Famalicão, Teatro Municipal do Porto e Teatro Municipal Baltazar Dias.

 

Março

O mês de março arranca com a presença da Companhia Nacional de Bailado na Casa das Artes de Famalicão, no dia 5, com o espetáculo Dançar em Tempo de Guerra, que inclui CHRONICLE, da coreografia americana Martha Graham e A MESA VERDE do coreografo alemão Kurt Jooss.

No dia 12 é a vez de estrear TRIPLO, a nova criação da KALE Companhia de Dança para 2021, numa coprodução com a Casa das Artes de Famalicão. Desde 2018 que a KALE colabora com o projeto de cooperação transfronteiriço REGARDS CROISÉS (Malandain Ballet Biarritz), convidando 3 coreógrafos de cada país representado - França, Espanha, Portugal - a desenvolver uma criação original para os intérpretes da companhia.

No dia 13, surge a segunda réplica do quinto episódio (5.1) do Close-Up, que arrancou em outubro passado, com a proposta entre o caloroso retrato de uma família brasileira e do seu quotidiano de dificuldades, em BENZINHO, e com Marcello Mastroianni a orientar-nos num mundo e num cinema em mudança, na Roma de Fellini, em LA DOLCE VITA. Esta réplica tem ainda projetado reiterar, para o público escolar, em data e estabelecimento escolar a anunciar, a memória da passagem dos 75 anos do fim da 2.ª Guerra Mundial, com a projeção de #ANNE FRANK - VIDAS PARALELAS, com condução de Helen Mirren, para alunos do 3.º ciclo e do secundário.

No dia 19, é a vez dos CLÃ atuarem na Casa das Artes, trazendo a Famalicão o seu mais recente trabalho “Véspera”, lançado em pleno confinamento, naquele que é o nono disco da banda.

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EU NUNCA VI UM HELICÓPTERO EXPLODIR, é a proposta da Casa das Artes de Famalicão para os dias, 25, 26 e 27 de março. Trata-se de uma peça teatral de Catarina Ferreira de Almeida e Joel Neto, que cruza as linguagens do  teatro, do cinema, da rádio, da televisão, da internet, numa coprodução da Narrativensaio-AC com a Casa das Artes de Famalicão e o Teatro Municipal de Angra do Heroísmo. EU NUNCA VI UM HELICÓPTERO EXPLODIR dá oportunidade para ver de novo em palco atores como António Durães e Filipa Guedes, devidamente “assessorados” pela voz do jornalista Fernando Alves.

Na programação de cinema da casa das Artes de Famalicão, ao longo de todo o ano, destaque para a escolha do Cineclube de Joane, com sessões regulares para o público de cinéfilos.

 

 

ESTREIA ABSOLUTA na abertura do Close-Up 2020 | 10 de outubro

Observatório de Cinema de Famalicão entre 10 e 17 de outubro

 

Close-Up abre com filme-concerto em ESTREIA dos Black Bombaim e Luís Fernandes

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A estreia absoluta do filme-concerto que junta o rock dos Black Bombaim e a eletrónica de Luís Fernandes ao incontornável filme de Luis Buñuel “A Idade de Ouro”, marca a abertura da quinta edição do CLOSE-UP – Observatório de Cinema de Famalicão, que decorre entre 10 e 17 de outubro, na Casa das Artes.

Este quinto episódio do Close-up, sob o mote “Cinema na Cidade”, conta com cerca de 30 sessões de cinema contemporâneo cruzadas com a história do Cinema (com destaque para o período mexicano de Luis Buñuel) e por Cristina Branco, filmes comentados (por realizadores, jornalistas, académicos), e sessões para famílias e para escolas, com filmes e oficinas.

Toda a programação disponível em http://closeup.pt e www.casadasartes.org

A Idade de Ouro

Buñuel e Dali provocaram uma revolução com o seu ensaio surrealista "O Cão Andaluz", um dos filmes vanguardistas mais famosos de sempre. A Idade de Ouro, primeira obra de Buñuel a solo, é o seu filme mais provocante e um verdadeiro manifesto do surrealismo no cinema. Violentamente anticlerical, aqui se encontram todas as obsessões do futuro cinema de Buñuel. Após violentas reações aquando da sua estreia em 1930 o filme foi proibido, só voltando às salas de cinema mais de meio século depois.

Em A Idade de Ouro somos confrontados com uma sucessão de situações sem preocupação de um mínimo de explicação racional: um homem aos pontapés a um violino pela rua, uma vaca deitada numa cama, que é dali retirada às ordens de um gesto de expressão no rosto de uma mulher, uma carroça conduzida por dois homens do povo que atravessa o salão onde se realiza uma festa burguesa, um homem a caminhar com uma pedra na cabeça, como se imitasse a estátua pela qual passa. Imagens surrealistas destinadas a libertar a perceção humana.

 

Black Bombaim

Coletivo nascido do efervescente movimento de novas bandas saída de Barcelos nos finais de 90, os Black Bombaim são hoje um claro caso de sucesso e de culto. Donos daquele que é, provavelmente, o mais fascinante psych rock com fonte nacional, editaram sete discos ao longo da sua carreira, à qual juntam uma mão cheia de colaborações na composição de música e espetáculos que cruzam a cruzam com outras áreas artísticas. A destacar, o disco editado com o referencial Peter Brotzman, o trabalho com La La La Ressonance, o cine-concerto (agora também editado em disco) com a colaboração do percussionista João Pais Filipe e o trabalho colaborativo com Jonathan Saldanha, Pedro Augusto e Luís Fernandes.  

 

Luís Fernandes

Músico, artista sonoro e programador cultural, Luís Fernandes é fundador da banda peixe : avião e tem mantido trabalho a solo e como colaborador de múltiplos projetos. Nos últimos anos, assinala-se o seu duo com a pianista Joana Gama, com o qual editou 4 discos, colaborou com Ricardo Jacinto, José Alberto Gomes, Drumming GP, Orquestra Metropolitana e a Orquestra de Guimarães. Compõe música para cinema e instalações, com apresentações nos Festivais de Cannes, Locarno ou Triennale di Milano. 

 

A relação entre os Black Bombaim e Luís Fernandes

Desde 2014, foram três os encontros entre Luís Fernandes e os Black Bombaim. O que começou com uma colaboração num dos temas de Far Out, terceiro disco do coletivo de Barcelos, evoluiu para a construção e gravação do disco conjunto que dividiram com La la La Ressonance e para o álbum colaborativo editado via Lovers & Lollypops em 2019, ao lado de dois outros produtores nortenhos. Ao quarto encontro, a banda e o músico darão uma nova vida a L'Age d'Or, filme do mestre espanhol Luis Buñuel, num cine-concerto a ser apresentado em estreia na Casa das Artes de Famalicão.

CASA DAS ARTES | Nenhum COVID matará a esperança de um cidadão cultural

A Casa das Artes de Famalicão tem preparada uma programação para o último trimestre deste incomum ano de 2020 que pretende oferecer aos seus públicos momentos de afloramento de emoções e pretextos para alimentar a esperança, importantes detalhes que vão sucumbindo à ditadura do distanciamento e das consequências da pandemia do Covid-19.

Outubro, novembro e dezembro são, por isso, meses decisivos para a construção da vida de todos os cidadãos e a Casa das Artes quer ver neles entalhada a sua missão cultural, edificando um corpo social revigorado pela esperança da vitória contra um inimigo invisível que nos vem condenando à catalepsia, ao esconder sorrisos e emoções por detrás de uma qualquer máscara.

Outubro arranca com a celebração do Dia Mundial da Música, com BOREALIS ENSEMBLE: ESTE SOM DE O MAR PRAIAR, um projeto musical que junta Sara Braga Simões (soprano), António Carrilho (flautas de bisel), Catherine Strynckx (violoncelo) e Helena Marinho (piano). “Este som de o mar praiar”, verso retirado da Mensagem (1934) de Fernando Pessoa, evoca os sons de um mar inatingível ou utópico, remetendo para uma dimensão essencial da identidade portuguesa, a sua complexa relação com o mar.

Em coprodução com o Teatro Nacional D. Maria II, o Município de Loulé e a Casa das Artes de Famalicão, SEIS MESES DEPOIS: 25 Anos da Companhia Olga Roriz é o espetáculo que esta conceituada companhia de bailado apresenta em Vila Nova de Famalicão, aliás o local mais a norte do país a receber esta produção. Em SEIS MESES DEPOIS, a resiliência dos corpos de mãos dadas recuperam os lugares ao longe, num presente que se escapa por entre os pés. Num pós-Humanidade, SEIS MESES DEPOIS é um futuro próximo, em que – algo humanos, semi-deuses ou heróis – imaginamos a nossa existência em sete personagens ao acaso.

A pandemia gerou pandemónio e obrigou a todos reprogramarem as rotinas e planos. Não imune, a Casa das Artes reprogramou a sua dileta Poética da Palavra, com cinco momentos a ocorrerem em outubro e novembro (cinco espetáculos, dos quais quatro são coproduções e dois em estreia). Poética da Palavra evidencia como fundamentais o texto, a palavra, a voz e o trabalho de ator. Neste terceiro capítulo serão apresentados O AMANTE (coprodução) de Harold Pinter, com interpretação de Custódia Gallego e Virgílio Castelo, numa encenação de Albano Jerónimo e Cláudia Lucas Chéu (9 de outubro); VÂNIA (coprodução e estreia), com texto e encenação de Luís Mestre a partir de Anton Tchékhov, David Mamet e Howard Barker e com interpretação de Ana Moreira, António Durães, Belisa Branças, Sílvia Santos e Tânia Dinos (30 e 31 de outubro); PARA ATRAVESSAR CONTIGO O DESERTO DO MUNDO, uma criação dos interpretes Lúcia Moniz e Pedro Lamares, num um exercício de intertexto entre dois poetas Sophia de Mello Breyner Andresen e Jorge de Sena (7 de novembro); AIRBNB E NUVENS (coprodução e estreia), uma radionovela com texto de Luísa Costa Gomes, encenação de Manuel Tur e interpretação de Diana Sá, Eduardo Breda, João Castro, Pedro Almendra e Teresa Arcanjo (14 de novembro, 21h, 75 min); WAKE UP (coprodução), a partir de Wake Up And Smell The Coffee de Eric Bogosian, uma cocriação de António Afonso Parra & Luís Araújo, com interpretação de António Afonso Parra (14 de novembro, 23h, 60 min).

Outro dos diletos momentos da programação anual da Casa das Artes é o Close-Up: Observatório de Cinema de Famalicão que decorre, neste que é o seu 5.º Episódio, entre 10 e 17 de outubro, sob o tema: CINEMA NA CIDADE. Criar ou visualizar cinema é um ato cultural que empolga e faz vibrar os sentidos. O programa gizado para cada episódio do Close-Up agrega uma panóplia de sugestões que permite ao espetador ser induzido em climas sensoriais sublimes.

Esta quinta edição do Close-up projeta-se orientada pelas relações do Cinema com a Cidade, no habitual encontro entre ficção e documentário, produção contemporânea e história do cinema.

Um dos destaques do programa são os filmes-concerto, que abrem e encerram a programação, reiterando o trabalho de criação no cruzamento de linguagens, nas sessões de abertura e encerramento: o rock corpulento dos Black Bombaim e a eletrónica de Luís Fernandes, na apresentação de uma banda sonora original e em estreia para A Idade de Ouro, o manifesto surrealista de Buñuel; será a voz de Cristina Branco e as novas formas do fado que sublimarão o encontro dos amantes em The River, poderoso exemplar da filmografia de Frank Borzage, um dos protagonistas da Hollywood clássica.

A música inebriantemente doce de TAINÁ vai desacerbar os dias de pandemia. Esta descendente de indígenas brasileiros não foge das suas realidades, nem finta a solidão, as contradições, os anseios, os impulsos, os desejos, que são comuns a toda a gente, mas que nem todos sabem expressar desta forma. Uma camada doce para a sobremesa dos nossos dias, para nosso deleite a 6 de novembro.

De novo, atravessando o Atlântico desde terras de Vera Cruz, ADRIANA CALCANHOTO traz Margem à Casa das Artes, o disco que fecha a trilogia marítima iniciada com “Maritmo” (1998) o primeiro que explicita a sua paixão pelo mar e “Maré” (2008), seu sétimo disco, que reforça a ambiência oceânica. Um espetáculo marcado para 22 de novembro.

“Próspero ano novo!” um erodido desejo que partilhamos até à exaustão no término da cronologia anual e que ninguém sentiu substantificado em 2020. Pois, bem, a 26, 27 e 28 de novembro, estreia PRÓSPERO na Casa das Artes, um espetáculo de teatro, com tradução, dramaturgia e encenação de Pedro Galiza e interpretação de Jorge Pinto, que emerge a partir de A Tempestade de William Shakespeare, numa Criação Ensemble - Sociedade de Actores, Coprodução Ensemble/Casa das Artes de Famalicão. Trata-se de uma estrutura cenográfica com uma monumental presença, inspirada num dos “Jardins de Acrílico” do pintor e escultor José Rodrigues, um espaço que confina, que desenha um território claro, uma interpretação algo claustrofóbica da ilha perdida de Próspero, mas, ainda assim, um espaço que, ao encarcerar a personagem, liberta o ator.

E por falar em pintura, “JORGE PINHEIRO - DA COLEÇÃO DE SERRALVES EM FAMALICÃO” vai ocupar o Foyer, de 4 de novembro a 23 de fevereiro de 2021. Jorge Pinheiro (Coimbra, 1931) é reconhecido como um dos nomes mais influentes do contexto artístico português da segunda metade do século XX, integrando o célebre grupo “Os 4 vintes” em 1968, juntamente com Ângelo de Sousa, Armando Alves e José Rodrigues.

No último mês deste ano que ficará marcado com destaque nos compêndios da História a programação da Casa das Artes propõe, a 4 de dezembro, PINÓQUIO, uma encenação de Xico Alves. “Tudo o que um sonho precisa é alguém que acredite que ele possa ser realizado.” Numa oficina comum de um homem comum, numa vila comum de Itália, o incomum acontece: este que, até ao momento, era apenas uma marioneta, vive! Pinóquio traz-nos esta história familiar de esperança, através dos olhos juvenis do protagonista que dá o nome a este maravilhoso espetáculo.

A 5 de dezembro, a vez à música com a recolocação do espetáculo Radio Gemini: Closer, com DAVID FONSECA: voz, guitarras, teclados, percussão; acompanhado por Paulo Pereira: teclado, programações, percussão, voz. Vai ser um espetáculo em cima de uma corda bamba entre imagens e sons, tão real e frágil como a vida, mas maior, mais alto e, se tudo correr bem, com confettis!

2020 encerra em termos programáticos com mais uma coprodução da Casa das Artes. No dia 12, sob a cena O PRIMO BASÍLIO, bailado em II atos a partir da notável obra homónima de Eça de Queirós, pela primeira vez desenhada em dança e sustentada pela música de compositores portugueses, pela Dança em Diálogos:  Plataforma Coreográfica, com direção artística de Solange Melo e Fernando Duarte. Através de um bailado de base narrativo/literária, chega agora o momento de celebrar a obra carregada de paixão e intriga, de um dos vultos mais notáveis da literatura portuguesa do século XIX: Eça de Queirós (1845-1900).

Mel – Piquenique das Artes 2020 com início no dia 13 de Agosto

 

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MEL – PIQUENIQUE DAS ARTES 2020

As circunstâncias presentes são especiais. O Mel - Piquenique das Artes com o formato de proximidade que construímos é desaconselhado. Isso não nos impede de assinalar a 4ª edição do festival, integrada na solução encontrada construtivamente pelo Município de Vila Nova de Famalicão: “ANIMA-TE”. A programação do Mel, realizar-se-á nos dias 13, 15, 16, 22 e 29 de Agosto de 2020, no Parque da Devesa, em Vila Nova de Famalicão.
O tema escolhido para a quarta edição é “O INDIZÍVEL” [in·di·zí·vel (in- + dizível)].
 

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13 de Agosto (quinta-feira) | 22:00
Fatspoon
Como uma rica sopa de vegetais, Fatspoon é uma receita saudável que mistura ingredientes experimentados de geração em geração. De palato apurado, oferecem uma combinação peculiar das notas musicais para nutrir as palipas auditivas.
Gonçalo Palmas, João Azeredo, João Hierro, Miguel Pinto e Pedro Nadais preparam-se para lançar o primeiro registo de longa duração. No Mel, entramos na cozinha e temos o prazer de fazer as primeiras degustações.
 

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15 de Agosto (sábado) | 19:00
Holy Nothing

Holy Nothing é uma banda portuguesa de música electrónica formada na cidade do Porto em 2013 por Pedro Rodrigues, Nelson Silva e Samuel Gonçalves. O trio mistura ritmos tropicais com sons industriais, sintetizadores e caixas de groove na sua produção musical, gerando um electrónico não-convencional.
Em 2020 lançaram o seu novo álbum, “Plural Real Animal”, um trabalho essencialmente colaborativo com a participação de vários artistas nacionais e internacionais, como Moullinex e BaianaSystem.
 
 

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16 de Agosto (domingo) | 19:00
AYOM

Barcelona e Lisboa, cidades de efervescência multicultural, são palco dos dois projectos que compartilham a pesquisa e a paixão pela música popular brasilera e afro-latina. As suas vozes trazem a mestiçagem expressiva do Brasil, as suas mãos tecem a poesia melódica do Mediterrâneo, os seus pés a ancestralidade musical da África e a energia dos ritmos da América do Sul.
O resultado é uma música mestiça sem fronteiras que vagueia pelos ritmos populares brasileiros (forró, samba, maracatu, carimbó, ijexá) misturados com ritmos oriundos da diáspora africana (cumbia, calypso, merengue, funaná, guaguanco). AYOM conjuga a energia explosiva de Forró Miór com a força poética da voz da afro-brasileira Jabu Morales, propondo uma inesquecível e surpreendente viagem sonora pela fusão de harmonias, ritmos e melodias de vários horizontes.
 

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Mel é um alimento com várias utilizações e com uma produção necessariamente colaborativa. É o único alimento sem prazo de validade. Foram encontradas ânforas com mais de 3000 anos em que o mel nelas contidas estava em perfeitas condições de consumo.
Mel Piquenique das Artes é um evento artístico, multicultural, interdisciplinar e inclusivo, tendo a consciência, ecologia e cidadania como valores centralizadores de todo o projecto.
O público-alvo são as famílias, abrangendo todas as faixas etárias e as diversas formações familiares, num ambiente acolhedor, com propostas heterogéneas potenciadoras de uma convivência intergeracional e intercultural.
Mel - Piquenique das Artes defende 3 pontos de partida:
COMUNIDADE, SUSTENTABILIDADE e INTERCULTURALIDADE.
Com tudo isto pretendemos um projecto de continuidade, reflexão e partilha.