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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Festivais de Outono regressam para a 21.ª edição: Juventude e Tecnologia em destaque na programação de 2025

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Na imagem, Surma, uma das artistas em destaque na programação. © Rui Palma

A 21.ª edição dos Festivais de Outono, organizados pela Universidade de Aveiro (UA), decorre entre 26 de outubro e 28 de novembro de 2025, sob o tema Juventude e Tecnologia. O programa deste ano afirma-se como um espaço de reflexão e experimentação artística, sublinhando o papel da música junto das novas gerações e a importância das tecnologias na criação artística e na promoção de uma participação mais inclusiva da comunidade.

Pedro Rodrigues, professor da UA e diretor artístico dos Festivais, explica no texto de apresentação: “O papel da música no seio das novas gerações, bem como as tipologias de intervenção da tecnologia em contextos artísticos enquanto possibilitadora de novas formas de expansão criativa e participação, inclusiva e enriquecedora de toda a comunidade.

A edição de 2025 distingue-se pela pluralidade estética e por uma forte ligação à comunidade educativa e artística da região. “Construímos uma rede de colaboração com instituições de ensino artístico da região — Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Aveiro, Banda Amizade, Conservatório de Música e Artes do Dão, e a própria Universidade de Aveiro — para, assim, oferecer um espaço único de divulgação e valorização de jovens intérpretes”, sublinha o diretor artístico.

O programa inclui nomes de destaque do panorama nacional e internacional, como SurmaMartín Sued e a Orquestra Assintomática (nomeados para os Latin Grammys 2025), ou Daniel Bernardes (Prémio SPA Autores 2025), a par de vários projetos académicos e emergentes. O concerto de abertura contará com a Orquestra Filarmonia das Beiras e a solista Laura Peres (1.º Prémio — Prémio Jovens Músicos 2024), sob a direção do Maestro Jan Wierzba. O concerto de encerramento junta Henrique Portovedo à mesma orquestra e à Orquestra Sinfónica do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, com direção de Luís Carvalho.

Uma das apostas centrais volta a ser os “Concertos para Famílias”, que nas edições anteriores conquistaram o público mais jovem e regressam com nova programação. A edição de 2025 pretende, assim, reforçar a missão dos Festivais de Outono enquanto plataforma de diálogo entre gerações, explorando a relação entre tradição, tecnologia e inovação artística.

Os concertos de entrada livre estão sujeitos à lotação do espaço e não é possível reservar lugares. Os restantes bilhetes já se encontram disponíveis na BOL.

Mais informações e programação completa em: https://www.ua.pt/pt/festivaisdeoutono

 
Programa

Concerto de Abertura
Orquestra Filarmonia das Beiras | Laura Peres (violino) | Jan Wierzba (direção)
26 de outubro | 17h00 | Auditório Renato Araújo — Edifício da Reitoria, Aveiro

Orquestra de Sopros da UA | Ana Telles (piano) | Alberto Roque (direção)
30 de outubro | 21h30 | Auditório Renato Araújo — Edifício da Reitoria, Aveiro

Banda Amizade | Carlos M. Marques (direção)
2 de novembro | 17h00 | Auditório Renato Araújo — Edifício da Reitoria, Aveiro

Al Jus
4 de novembro | 21h30 | Igreja Matriz de Oliveira de Azeméis

Surma
6 de novembro | 21h30 | GrETUA — Aveiro

Laureados UA | Gabriela Martins | Gnose Quartet
8 de novembro | 17h00 | Auditório do Complexo das Ciências de Comunicação e Imagem — Departamento de Comunicação e Arte (DeCA), Aveiro

Concertos para Famílias: Camerata do Dão | Sérgio Neves (direção)
9 de novembro | 11h00 | Auditório Renato Araújo — Edifício da Reitoria, Aveiro

Presente(em)mente
11 de novembro | 21h30 | Auditório do Departamento de Comunicação e Arte, Aveiro

Martín Sued e Orquestra Assintomática
14 de novembro | 21h30 | Auditório Renato Araújo — Edifício da Reitoria, Aveiro

Concertos para Famílias: António Pereira e Lígia Madeira
16 de novembro | 11h00 | Auditório Renato Araújo — Edifício da Reitoria, Aveiro

Ensemble Voz de Fora
18 de novembro | 21h30 | Capela do Senhor das Barrocas, Aveiro

Daniel Bernardes | Abertura por Mariana Rosas (CMACG)
20 de novembro | 21h30 | Auditório do Departamento de Comunicação e Arte, Aveiro

Ligados às Máquinas
22 de novembro | 17h00 | Auditório do Complexo das Ciências de Comunicação e Imagem, Aveiro

Coro e Orquestra da Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Aveiro | Emanuel Pacheco (direção)
23 de novembro | 17h00 | Nave Multiusos Caixa UA, Aveiro

Trio Sonância | Abertura por Tiago Pereira (CMACG)
25 de novembro | 21h30 | Laboratório das Artes — Teatro Vista Alegre, Ílhavo

Nuno Soares e Yuri Popov | Abertura por Pedro Lima (CMACG)
27 de novembro | 21h30 | Seminário de Santa Joana Princesa, Aveiro

Concerto de Encerramento
Orquestra Filarmonia das Beiras | Orquestra Sinfónica do DeCA da UA | Henrique Portovedo (saxofone) | Luís Carvalho (direção)
28 de novembro | 21h30 | Teatro Aveirense — Aveiro

10ª edição do BINNAR

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O FESTIVAL // O festival BINNAR realiza-se na cidade de Vila Nova de Famalicão desde 2016. Entre música, performance, fotografia, teatro, vídeo, escultura, imagem ou instalação são vários os artistas e grupos de artistas que passam pela cidade, quer seja em exposição, com actuações ao vivo, em residência e/ou a coordenar projectos e workshops. Criado e produzido pela plataforma BINNAR com apoio da Câmara Municipal, o festival tem agregado várias parcerias e diferentes espaços da cidade e do concelho (museus, galerias, fundações, escolas e outros) para apresentar um programa que junta artistas consagrados e emergentes. A entrada é gratuita em todos os eventos e actividades.
A PLATAFORMA // Estrutura de produção que trabalha regularmente no desenvolvimento de projectos relacionados com criação artística e serviço educativo.

 

 

PANTÓNIO

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01-30 Nov. // PARQUE DA DEVESA

Nascido nos Açores em 1975, desde 2012 dedica-se exclusivamente à arte, ao desenho e à pintura, tendo realizado obra mural de grande porte em todo o mundo. PANTÓNIO trabalha com fluxos. Movimento entrelaçado inspirado na natureza, brincando com os conceitos de liberdade, interação e inter-relações. Recorrendo a uma paleta muito restrita recolhida do mar e rochas vulcânicas, recordando a ilha onde vive, é um naturalista por instinto e vê a lógica como uma ferramenta. Para o mural no Parque da Devesa, propõe uma integração através de uma ambiência orgânica, viva e livre de interpretações complexas, com aproveitamento das sombras projectadas das árvores e pássaros a jogar em ciclo à sua volta. Porquê apenas pássaros e não toda a biodiversidade? Os pássaros existem não só como ser em si e como bio-indicador, mas também como poesia humana; ao desenhá-los de forma livre e não realista eles passam a ser uma forma de expressão, de movimento e de dança.

 

DESENHOS DISJUNTOS feat. KARIM SAADI

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08 Nov. // CRU ESPAÇO CULTURAL // 23h30

Composição para mídia em tempo-real efetuada por DIOGO LOPES, onde explora os limites de representação sonora/musical onde o ambientalismo ao acervo eletrónico puro e duro é explorado. Ao qual se junta NUNO REIS na trompete, com uma linguagem particularmente improvisada, em que subtilmente vai esclarecendo os campos em que a entreposta representação se enquadra, com as suas sonoridades caleidoscópicas. E junto com estes membros fundadores dos desenhos, que são disjuntos por natureza, almeja-se agora KARIM SAADI, percussionista de free jazz e jazz moderno numa purgação em que suas batidas reivindicam uma utilização de sons vindos do hemisfério sul. Ambiente no qual se propicia o aprofundamento de Lopes em suas ondas quadradas saídas de seu clarinete alto que mais não acrescentam do que abordagens a subliminares notações micro-tonais que, por vezes, se transformam em dissonantes explorações. Ao seu estilo controvertido e sempre primaz de uma verificação alternativa da linguagem que reivindicam hyper-objeto e a sua sensibilidade para o inefável e tangível através do som. Apresentando deste modo um profano estado de prognose em que Reis, Lopes e Saadi proclamam as demais perspectivas das incorporadas disjunções.

 

TEN_Y/25

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10-21 Nov. // CASA DO TERRITÓRIO
 

Colectiva com FILIPE COELHO, KAROLINA OŁOWNIA, MCCOY CHANCE, NATASHA MONAKHOVA, NINA SUMARAC, PETRA BRNARDIC, PLATAFORMA, SARAH CHOO JING // Entre todo o ruído externo do mundo, o mundo interior faz-se presente. Por todos os corpos, por todas as expressões, imagens ou sons aquietados ou em sobressalto, naturais ou construídos, livres ou manietados, rostos da alegria ou do desespero, cria-se o número, cola-se a voz num explodir de mãos em convergência.

Nota: em complemento à mostra, o lançamento de um álbum colaborativo que marca os 10 anos do festival.

Festival de Orquestras Ligeiras de Loures

 

 

O Pavilhão Paz e Amizade, em Loures, recebe, este fim de semana, dias 22 e 23 de novembro, mais uma edição do Festival de Orquestras Ligeiras de Loures, com a participação de oito grupos musicais do concelho e uma orquestra convidada. A entrada é livre.

 

Participam neste evento as orquestras ligeiras da Sociedade Recreativa Musical 1º Agosto Santa Iriense, Academia Sons & Harmonia, Banda Recreativa de Bucelas, Academia Recreativa Musical de Sacavém, Clube União Recreativa de São Julião do Tojal, Sociedade Recreativa de Casainhos, Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Fanhões e Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Loures.

 

O Festival de Orquestras Ligeiras, promovido pela Câmara Municipal de Loures, visa reforçar a visibilidade e a importância destas instituições no meio social, cultural e artístico, procurando igualmente dar expressão à representatividade que os agentes musicais têm no concelho, promovendo o convívio e a partilha entre músicos, maestros e direções.

 

Programa

 

Sábado 22 novembro – 16h00

> Orquestra Ligeira da Academia Sons & Harmonia

> Orquestra Ligeira do Clube União Recreativa de São Julião do Tojal

> Orquestra Ligeira da Banda Recreativa de Bucelas

 

21H00

> Orquestra GeraJazz – Orquestra Geração (convidada)

> Orquestra Ligeira da Sociedade Recreativa de Casainhos

> Orquestra Ligeira da Sociedade Recreativa Musical 1º Agosto Santa Iriense

 

Domingo 23 novembro – 11h00

> Concerto Infância e Famílias – Projeto Com.Passos

 

16h00

> Orquestra Ligeira da Academia Recreativa Musical de Sacavém

> Orquestra Ligeira da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Fanhões

> Orquestra Ligeira da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Loures

 

Nobel da Literatura, Mia Couto, Ricardo Araújo Pereira, Frederico Lourenço, Kátia Guerreiro e  Dino D'Santiago na 3ª edição do Festival Literário Utopia

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Entre os dias 14 e 23 de novembro, o Festival Literário Utopia regressa a Braga com uma programação alargada, que reúne alguns dos maiores nomes da literatura (e não só) nacional e internacional, inaugurando com a presença de um autor distinguido com o Prémio Nobel da Literatura.
 
 Com 10 dias dedicados à partilha, às histórias e, acima de tudo, à literatura, o Festival Literário Utopia está de volta com novos nomes, formatos e palcos, consolidando-se como um espaço de encontro entre autores, leitores e diferentes linguagens artísticas. No ano em que Braga assume o título de Capital Portuguesa da Cultura, o festival, promovido pela The Book Company em parceria com a Câmara Municipal de Braga, mantém o propósito de fortalecer a relação da cidade com a arte, promovendo o diálogo entre a literatura, o teatro, o documentário e a música.
 
Desde sessões, conversas e apresentações de livros a workshops, oficinas criativas e cursos de escrita, a 3ª edição do evento convida a encontros com alguns dos maiores nomes da literatura lusófona e internacional, recebendo, logo no primeiro dia de festival, o vencedor do Prémio Nobel da Literatura 2021, Abdulrazak Gurnah.O autor premiado volta a marcar presença no dia seguinte, a 15 de novembro, para uma sessão conjunta com o consagrado escritor moçambicano Mia Couto, recentemente distinguido com o Prémio PEN/Nabokov 2025 para Literatura Internacional, tornando-se o primeiro autor de língua portuguesa a receber este galardão. A encerrar o segundo dia de Utopia, sábado, dia 15 de novembro, da melhor forma, a Capela Imaculada será palco da estreia da peça de teatro “Sala de Jantar”, assinada pelo cardeal José Tolentino Mendonça.
 
Entre os nomes nacionais mais aguardados, estão também Ricardo Araújo Pereira e Frederico Lourenço, ensaísta, poeta e professor de Estudos Clássicos, que, a 22 de novembro, apresentam o livro “Bíblia VI”, numa conversa descontraída onde a religião se cruza com os limites do humor. Antes disso, a 16 de novembro, o Auditório do Espaço Vita acolhe a estreia da peça “Ponto de Fuga”, criada pelo músico e maestro Martim Sousa Tavares, numa proposta que cruza a música, a palavra e o movimento.
 
Entre os novos capítulos da 3ª edição destacam-se ainda os jantares literários, que juntam autores e leitores em volta da mesa para momentos que combinam o melhor da gastronomia com a partilha de histórias, conversas e espaço para sessões de autógrafos. A programação conta ainda com uma forte aposta no público infantil, onde os mais novos poderão desfrutar de histórias, oficinas e leituras cantadas. Já no diálogo entre a literatura e a música, o destaque vai para a sessão “Letras de Canções”, a 23 de novembro, protagonizada pelo cantor Dino D'Santiago e o escritor D. H. Machado.
 
A encerrar o festival com humor, irreverência e inteligência, numa união entre a literatura e o cinema, o Utopia acolhe, pela primeira vez, a projeção de uma peça cinematográfica, exibindo o documentário “Uma Nêspera no Cu”, realizado por Gabriela Soares e inspirado no espetáculo de comédia homónimo que reúne nomes como Bruno Nogueira, Nuno Markl e Filipe Melo.
 
Com esta edição em Braga a reafirmar o projeto com o regresso de ciclos emblemáticos - entre eles o Utopia Europa, que contará com um espaço próprio e receberá convidados internacionais, como a historiadora e jornalista alemã Katja Hoyer -, o festival terá ainda espaço para revisitar a primeira internacionalização do festival fora da Europa. Esse momento será assinalado por uma mesa-redonda dedicada ao Utopia Colômbia, que, em julho deste ano, levou autores portugueses a Bogotá e Medellín, com uma programação pensada para o contexto latino-americano. De olhos postos no futuro, o festival literário antecipa também a edição de 2026, que marcará a estreia do Utopia em Ponta Delgada, dedicando à cidade açoriana um momento especial, da programação da 3ª edição, com a presença da fadista Kátia Guerreiro, criando uma ponte simbólica entre os dois territórios.
 
O Utopia Braga decorre de 14 a 23 de novembro, tendo o Espaço Vita como palco principal. A programação é gratuita e aberta ao público, à exceção dos jantares literários, dos cursos de escrita e do espetáculo de Martim Sousa Tavares, que têm entrada paga.

3ª edição do Utopia Braga arranca esta sexta-feira com sessão inaugural protagonizada pelo Prémio Nobel da Literatura 2021

 

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Com 10 dias dedicados à literatura, Abdulrazak Gurnah, Mia Couto, Alice Kellen, Ricardo Araújo Pereira, Gonçalo M. Tavares, e a estreia da peça de Toletino Mendonça com interpretação de Albano Jerónimo, são alguns dos destaques da 3ª edição do Festival Literário Utopia, em Braga.
 
De 14 a 23 de novembro, o Festival Literário Utopia está de volta à cidade de Braga para fortalecer a relação da cidade com a arte, promovendo o diálogo entre a literatura, o teatro, o documentário e a música. Com novos nomes, formatos e palcos, a iniciativa arranca já esta sexta-feira com a sessão de inauguração, com lugar no Auditório do Espaço Vita pelas 21h00, a ser protagonizada por Abdulrazak Gurnah, vencedor do Prémio Nobel da Literatura 2021. O autor premiado volta a marcar presença no dia seguinte, a 15 de novembro, para uma sessão conjunta com Mia Couto.
 
O primeiro fim de semana de Utopia reserva ainda duas estreias: a peça de teatro “Sala de Jantar” (15 de novembro, 21h30, na Capela Imaculada do Espaço Vita), com texto de José Tolentino Mendonça, encenação de John Romão e interpretação de Albano Jerónimo, que se traduz numa reflexão sobre a alimentação como ato de relação e revelação; e o espetáculo “Ponto de Fuga” (16 de novembro, 17h30, no Auditório do Espaço Vita), que combina a espontaneidade com a profundidade de uma viagem pelo mundo das artes, apresentado por Martim Sousa Tavares com a participação musical de João Barradas. Também no domingo, destaca-se a conversa com a autora espanhola Alice Kellen, cuja obra está traduzida para diversos idiomas, consolidando a sua posição como uma das autoras mais proeminentes da literatura espanhol­a e das histórias românticas.
 
A 21 de novembro, o Utopia Braga recebe Gonçalo M. Tavares, autor nascido em Angola e com obra traduzida em mais de 70 países autor e a quem José Saramago apontou como futuro Prémio Nobel, para apresentar o seu livro O Fim dos Estados Unidos da América. No mesmo dia, será também exibido o documentário Braga, realizado pelo autor, cuja obra tem inspirado peças de teatro, vídeos de arte e óperas em todo o mundo. No dia seguinte, o serão de sábado está reservado para o concerto de Catto, com lugar às 21h00 no Theatro Circo.
 
Entre as novidades da 3ª edição destacam-se ainda os jantares literários, que juntam autores e leitores em volta da mesa para momentos que combinam o melhor da gastronomia com a partilha de histórias, conversas e espaço para sessões de autógrafos, e as sessões de podcast ao vivo a decorrer nos dias 17, 19, 20, 21 de novembro, pelas 18h00, na Livraria Centésima Página.
 
De forma a levar a literatura a todas as idades, o Utopia Braga conta ainda com uma extensa programação infantil - com Nuno Caravela e autores da The Poets & Dragons Society, Trienal de Arquitetura de Lisboa –, com destaque para a apresentação, a 18 de novembro, do livro “Uma casa é uma montanha é um chapéu”, distinguido como um dos melhores livros infantojuvenil de 2025 pela Biblioteca Internacional da Juventude.
 
O Utopia Braga, o festival, promovido pela The Book Company em parceria com a Câmara Municipal de Braga, decorre de 14 a 23 de novembro, tendo o Espaço Vita como palco principal. O festival conta ainda com o apoio da Dstgroup nas sessões protagonizadas por Abdulrazak Gurnah, Gonçalo M. Tavares e o concerto da Catto, acima mencionados. A programação é gratuita e aberta ao público, à exceção dos jantares literários, dos cursos de escrita e do espetáculo de Martim Sousa Tavares, que têm entrada paga.

 

Festival de Filosofia de Abrantes convida à reflexão sobre "O Poder da Palavra: Pensar, Agir, Transformar"_20 a 22 novembro 2025

 

Festival de Filosofia de Abrantes regressa para a sua 8ª edição nos dias 20, 21 e 22 de novembro, sob o mote: “O poder da palavra: pensar, agir, transformar”. Organizado pelo Município de Abrantes, o evento propõe uma reflexão aberta e em profundidade sobre a forma como a palavra molda a realidade e influencia pensamentos e emoções.

Com entrada livre, o Festival abre as portas à provocação e ao pensamento crítico no Dia Mundial da Filosofia (20 de novembro), com a intervenção do Presidente da Câmara Municipal, Manuel Jorge Valamatos, seguida de uma conferência inaugural que conta com o filósofo e ensaísta José Gil, que será o orador principal e o homenageado desta edição. Os painéis e atividades decorrem na Biblioteca Municipal António Botto.

Em anexo, comunicado de imprensa e programa completo que também pode ser consultado, com notas biográficas dos oradores, nas seguintes plataformas digitais:

https://shorturl.at/Hq3Aa

🐝 2ª edição do One-to-One Festival chega a Oeiras a 15 e 16 de novembro

 

Nos dias 15 e 16 de novembro, a Companhia Gato Escaldado realiza a segunda edição do One-to-One Festival, na Fábrica da Pólvora, em Oeiras. Um evento com entrada gratuita, para toda a família, e que integra 9 propostas artísticas pensadas para serem vividas de um para um.

 

O One-to-One Festival está de regresso à Fábrica da Pólvora, em Oeiras, no fim de semana de 15 e 16 de novembro, das 15h às 20h, para a segunda edição consecutiva deste evento internacional que oferece performances desenhadas para serem experienciadas de um para um, num encontro único entre artista e espectador.

 

De entrada gratuita, e adequado a toda a família, o Festival é composto por performances de 9 artistas provenientes de Portugal, Croácia, Eslovénia, Espanha, Finlândia, Itália e Ucrânia, que trabalham em áreas como teatro, dança, música ou artes visuais. Inês Magalhães e Rita Vilhena são as 2 artistas portuguesas que marcarão presença no One-to-One Festival, com as performances ÁGORA (uma instalação imersiva, baseada no desenho) e C-O-M, (um solo de dança interativo), respetivamente.

 

Da Finlândia, chegam o compositor e artista sonoro Antti Tolvi, com For Hand, uma peça minimalista e individual que tem início nas mãos do espectador; e Jaakko Autio, artista sonoro que apresenta a obra de vídeo generativo em tempo real Nature Within. Nelo Vera, artista espanhol, apresenta a experiência interativa Gabinete Poético, que mistura teatro de sombras e objetos, música ao vivo e poesia, enquanto Antonia Kuzmanić e Jakov Labrović, da companhia Room 100 (Croácia/Espanha), trazem a performance C8H11NO2 (2.0), que convida cada espectador a questionar como se constrói a individualidade.

 

Giulia Galina, artista italiana, traz-nos Sonic Migrations, uma performance eletroacústica para um único participante, onde o toque e a presença geram som em tempo real; Eva Nina Lampic, da Eslovénia, apresenta a performance narrada Inside, que se traduz numa visita guiada por uma casa assombrada imaginária, construída a partir das memórias do público; e Eva Holts, da Ucrânia, apresenta a performance/instalação Take my Love, que explora histórias de amor em diferentes tipos de relacionamento.

 

"Na primeira edição, o One-to-One Festival transformou a Fábrica da Pólvora durante duas tardes dedicadas a performances e experiências, reunindo oito artistas, 450 pessoas e 500 apresentações únicas. Como numa caça ao tesouro artística, cada performance foi cuidadosamente colocada num ponto distinto do espaço, convidando o público a explorar os recantos da Fábrica, em diálogo com a natureza e a história deste lugar singular. O resultado foi uma imersão total, em que cada participante pôde refletir-se e emocionar-se através da arte One-to-One", referem Ana Isabel Sousa e David Correia, responsáveis pela organização do Festival. "Este ano, o Festival volta a invadir a Fábrica da Pólvora, reafirmando-se como uma celebração da proximidade e da experiência partilhada entre artistas e público", acrescentam.

 

O One-to-One Festival é parte do projeto One-to-One Art, apoiado pelo programa Europa Criativa da União Europeia e promovido pela companhia de teatro Gato Escaldado (Portugal), pela kulttuuriosuuskunta ILME (Finlândia) e pelo Kuća Klajn / House of Klajn (Croácia). O One-to-One Art visa promover a arte one-to-one, apoiar artistas e desenvolver novos públicos. Além do Festival, o projeto inclui residências artísticas, performances em contextos sociais e de saúde, bem como uma série de podcasts, um guia e um livro sobre a arte one-to-one, que terão lugar nos três países parceiros.

One-to-One Festival regressa a Oeiras para segunda edição

Nos dias 15 e 16 de novembro, a Companhia Gato Escaldado realiza a segunda edição do One-to-One Festival, na Fábrica da Pólvora, em Oeiras. Um evento com entrada gratuita, para toda a família, e que integra 9 propostas artísticas pensadas para serem vividas de um para um.

 

O One-to-One Festival está de regresso à Fábrica da Pólvora, em Oeiras, no fim de semana de 15 e 16 de novembro, das 15h às 20h, para a segunda edição consecutiva deste evento internacional que oferece performances desenhadas para serem experienciadas de um para um, num encontro único entre artista e espectador.

 

De entrada gratuita, e adequado a toda a família, o Festival é composto por performances de 9 artistas provenientes de Portugal, Croácia, Eslovénia, Espanha, Finlândia, Itália e Ucrânia, que trabalham em áreas como teatro, dança, música ou artes visuais. Inês Magalhães e Rita Vilhena são as 2 artistas portuguesas que marcarão presença no One-to-One Festival, com as performances ÁGORA (uma instalação imersiva, baseada no desenho) e C-O-M, (um solo de dança interativo), respetivamente.

 

Da Finlândia, chegam o compositor e artista sonoro Antti Tolvi, com For Hand, uma peça minimalista e individual que tem início nas mãos do espectador; e Jaakko Autio, artista sonoro que apresenta a obra de vídeo generativo em tempo real Nature Within. Nelo Vera, artista espanhol, apresenta a experiência interativa Gabinete Poético, que mistura teatro de sombras e objetos, música ao vivo e poesia, enquanto Antonia Kuzmanić e Jakov Labrović, da companhia Room 100 (Croácia/Espanha), trazem a performance C8H11NO2 (2.0), que convida cada espectador a questionar como se constrói a individualidade.

 

Giulia Galina, artista italiana, traz-nos Sonic Migrations, uma performance eletroacústica para um único participante, onde o toque e a presença geram som em tempo real; Eva Nina Lampic, da Eslovénia, apresenta a performance narrada Inside, que se traduz numa visita guiada por uma casa assombrada imaginária, construída a partir das memórias do público; e Eva Holts, da Ucrânia, apresenta a performance/instalação Take my Love, que explora histórias de amor em diferentes tipos de relacionamento.

 

"Na primeira edição, o One-to-One Festival transformou a Fábrica da Pólvora durante duas tardes dedicadas a performances e experiências, reunindo oito artistas, 450 pessoas e 500 apresentações únicas. Como numa caça ao tesouro artística, cada performance foi cuidadosamente colocada num ponto distinto do espaço, convidando o público a explorar os recantos da Fábrica, em diálogo com a natureza e a história deste lugar singular. O resultado foi uma imersão total, em que cada participante pôde refletir-se e emocionar-se através da arte One-to-One", referem Ana Isabel Sousa e David Correia, responsáveis pela organização do Festival. "Este ano, o Festival volta a invadir a Fábrica da Pólvora, reafirmando-se como uma celebração da proximidade e da experiência partilhada entre artistas e público", acrescentam.

 

O One-to-One Festival é parte do projeto One-to-One Art, apoiado pelo programa Europa Criativa da União Europeia e promovido pela companhia de teatro Gato Escaldado (Portugal), pela kulttuuriosuuskunta ILME (Finlândia) e pelo Kuća Klajn / House of Klajn (Croácia). O One-to-One Art visa promover a arte one-to-one, apoiar artistas e desenvolver novos públicos. Além do Festival, o projeto inclui residências artísticas, performances em contextos sociais e de saúde, bem como uma série de podcasts, um guia e um livro sobre a arte one-to-one, que terão lugar nos três países parceiros.

Space Festival 2025 → Programa completo e reservas disponíveis

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O Space Festival 2025 propõe um percurso itinerante de 10 dias consecutivos, que nos leva a descobrir inúmeros artistas e espaços em Montemor-o-Velho, Valença, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Caminha e Arcos de Valdevez. A entrada é livre, com possibilidade de reserva. Fazemos um resumo do que vai acontecer de 7 a 16 de novembro.

 

MONTEMOR-O-VELHO → 7 - 8 NOV

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À semelhança do ano passado, o festival começa em Montemor-o-Velho, trazendo a esta vila no distrito de Coimbra projetos com sonoridades muito diferentes. Na sexta-feira à noite, dia 7, Omnispectrum (Jorge Quintela, Henrique Fernandes e Inti Gallardo) e The Selva (Ricardo Jacinto, Gonçalo Almeida e Pedro Oliveira). No sábado, dia 8, Nada Contra (Mrika Sefa e Francisco Cipriano) pelas 17h30, e LANTANA (Anna Piosik, Carla Santana, Joana Guerra, Maria do Mar e Maria Radich) às 22h. Todos os concertos decorrem no Teatro Esther de Carvalho, à exceção de Omnispectrum. 

 

VALENÇA → 9 - 10 NOV

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Seguimos caminho para Valença, com 3 propostas em 3 espaços diferentes. No domingo, dia 9, Calcutá & Maria Amaro no Centro Cultural de Verdoejo, às 16h30, seguidas por REQUIEM de Mariana Dionísio e João Carreiro, às 18h30 na Pousada de Valença. Na segunda-feira, dia 10, os Triedro (Frederic Cardoso, Ricardo Pinto e Paulo Costa) apresentam o seu novo álbum na Academia de Música Fortaleza de Valença, às 18h. 

 

VILA NOVA DE CERVEIRA → 11 NOV

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Terça-feira, dia 11, há passagem pelo Museu da Bienal de Cerveira, com direito a visita às exposições e reserva deste espaço, orientada por Mafalda Santos (Diretora Artística da Bienal de Cerveira) e Rita Veríssimo (conservadora e restauradora do museu), às 17h30, seguida pelo concerto multimédia Sons de Resistência, a mais recente proposta do percussionista e mestre da experimentação sonora Luís Bittencourt, às 18h30. 

 

 PAREDES DE COURA → 12 - 13 NOV

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A meio caminho, o Space Festival passa por Paredes de Coura. Na quarta-feira, dia 12, a Capela do Espírito Santo acolhe Stones and Seeds pelas 18h30, projeto que une três grandes nomes do jazz nacional e internacional (Almut Kühne, João Pedro Brandão e Marcos Cavaleiro). A noite continua no Centro Cultural de Paredes de Coura, com a antestreia do filme SPACE FESTIVAL - Um documentário experimental e improvisado, às 21h30. Na quinta-feira, dia 13, o Quartel das Artes (sede das Comédias do Minho) acolhe, a partir das 21h30, dois projetos marcados pela irreverência e originalidade: URTIQA (Frederica Campos e Bruna de Moura) e Novelo Vago (Vera Morais, Teresa Costa e Inês Lopes).

 

CAMINHA → 14 NOV

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Não podia faltar a já habitual paragem no Teatro Valadares em Caminha, que na sexta-feira, dia 14, será palco de duas propostas totalmente diferentes, a partir das 21h30: o quarteto de cordas "imperfeito" tellKujira (Ambra Chiara Michelangeli, Francesco Diodati, Stefano Calderano e Francesco Guerri) e a performance audiovisual 30xNdos @c (Pedro Tudela e Miguel Carvalhais) e Visiophone (Rodrigo Carvalho). 

 

ARCOS DE VALDEVEZ → 15 - 16 NOV

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Este ano, o fim da itinerância fica reservado para Arcos de Valdevez. No sábado, dia 15, pelas 22h15, Hedera 4tet sobem ao palco da Casa das Artes, acompanhados pelo ator Miguel Moreira no âmbito de um projeto interdisciplinar. O último dia do festival termina com uma caminhada e o concerto ao ar livre de KRAKE (Pedro Oliveira) na Floresta Encantada da Miranda. O ponto de encontro para este programa de domingo, dia 16, é o Parque de Merendas de Miranda, às 10h30. 

MANIFESTUM arte de dizer > 7.ª edição de um festival fora dos formatos convencionais e das centralidades habituais! > 14 a 22 NOV

MANIFESTUM arte de dizer 2025
7.ª edição de um festival com palavra!

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O MANIFESTUM arte de dizer é um festival de palavra, cujo contexto é todo e nenhum, ou não fossem as palavras o nosso dia-a-dia. Com a mesma palavra, podemos entrar numa canção, lembrar um filme, recuperar uma carta ou dizer um poema. Este é o espaço onde se sublinha a importância das palavras. Sobretudo se conseguirmos juntar muitas e muita gente à volta delas. Palavras, poemas e prosas, com livros, música, performance, conversas, fotografia e humor. Um espaço para sermos felizes. E é para todos, fora dos formatos convencionais e das centralidades habituais. Basta seguir o mapa.
 
Na 7.ª edição do MANIFESTUM arte de dizer prometem-se palavras por Hugo van der Ding, Francisca Bartilotti, Hugo Carvalhais e Cláudia Rubim; Ana Zanatti, Jorge Serafim, Rui Pedro Claro, Pedro Serrazina, Pedro Correia, Idalinda Fitas, Manuela Gomes e Jorge Pereira; Ana Deus, Madalena Sá Fernandes, Antonino de Sousa e Miguel Ribeiro; Ana Celeste Ferreira, Ricardo Caló, Pedro Carneiro e Raquel Andrade; Nelson d’Aires, Frederica Vieira Campos, Sérgio Sousa Martins, Renato Filipe Cardoso, João Rios, Isaque Ferreira, e muitos outros.
 
Mas dizer as palavras em voz alta, improvisando em territórios inusitados, sem preocupações formais, arriscando a irreverência... e sem pedir desculpas, essa é a proposta para a abertura oficial do MANIFESTUM arte de dizer: Van der Ding Manifesta-se! (14 NOV, 21h30, Fórum de Ermesinde), uma criação inédita e irrepetível, um encontro entre o humor, a poesia e a palavra, que junta as audaciosas e acutilantes histórias de Hugo van der Ding – figura da rádio, da televisão e do teatro, autor da rubrica Vamos Todos Morrer (Antena 3) – partilhadas com as leituras de Francisca Bartilotti – médica nas horas ocupadas e uma das novas vozes da poesia e da arte de dizer – e com os ritmos marcados por Hugo Carvalhais – um dos grandes e sui generis contrabaixistas portugueses da actualidade –, com a ajuda da intérprete de Língua Gestual Portuguesa Cláudia Rubim, chamados todos ao palco de forma... garantidamente singular.
 
Mas o fim-de-semana arranca logo pela manhã, com a Poesia vai à Feira (14 e 15 NOV, 11h, Feiras de Ermesinde e Valongo), que leva cabazes de palavras, versos e poemas à convivência matutina dos mercados semanais de Ermesinde e Valongo, pela mão do poeta e professor João Rios, e do jornalista, poeta e diseur Renato Filipe Cardoso, com o grupo ASA – Acreditamos em Seniores Ativos, um programa de valorização da população sénior do concelho de Valongo. Momentos entusiásticos que juntam feirantes, clientes, curiosos e um grupo de pessoas com vontade de dizer palavras em voz alta, no seguimento de um laboratório que tem lugar durante a semana prévia ao festival.
 
No sábado, o MANIFESTUM avança com uma das propostas de continuidade do festival, a 4.ª edição do Ver Longo (15 NOV, 19h30, Fórum Vallis Longus), um laboratório orientado por Nelson d’Aires – fotógrafo independente, com foco na fotografia documental como prática artística – que tem vindo gradualmente a subir de intensidade e de grau de exigência, apresentando os ensaios fotográficos de 15 participantes, que exploram as afinidades do território paisagístico e imaterial de Valongo e as apresentam em palco num espectáculo que se estende ao campo musical e electrónico, pela harpista Frederica Vieira Campos, e à palavra, pelo diseur Renato Filipe Cardoso. Este ano, o Ver Longo tem uma alavanca especial: uma materialização diferente do habitual, a publicação de um objecto editorial exclusivo, a ser lançado neste dia, que integra as 45 fotografias realizadas pelos formandos, postas em diálogo com as palavras de 15 poetas convidados: André Tecedeiro, António Carlos Cortez, Aurelino Costa, Catarina Costa, Francisca Bartilotti, Helga Moreira, Inês Morão Dias, Jaime Rocha, João Gesta, João Rios, José Carlos Barros, Luís Quintais, Margarida Vale de Gato, Renato Filipe Cardoso Rita Taborda Duarte.
 
No domingo, é a vez de Há Palavras Que Nos Beijam (16 NOV, 18h, Fórum de Ermesinde), a apresentação final do laboratório orientado por Ana Celeste Ferreira – cantora de vários estilos musicais, formadora de canto e técnica vocal, locutora e diseur de poesia e conto – a meias com um conjunto de primeiras vozes em estreia na leitura de poemas em palco, integradas num espectáculo, acompanhado por Ricardo Caló ao piano, e com a participação especial do intérprete, maestro e pedagogo Sérgio Sousa Martins, com uma carreira que abrange ópera, oratória, música sacra e coral, actualmente na direcção artística do Orfeão de Ermesinde, um colectivo com mais de 25 anos, que completa o elenco desta apresentação.
 
A semana prossegue com o programa do Serviço Educativo do MANIFESTUM voltado para a comunidade escolar e a aposta no Cinema de Animação (17 a 19 NOV, Agrupamentos Escolares, Fórum Vallis Longus e Fórum de Ermesinde), que proporciona a mais de mil crianças do concelho o alargamento da aprendizagem em contexto escolar, levando os alunos às salas de cinema, para um conjunto de curtas-metragens nacionais e internacionais de cinema de animação de produção independente e fora do circuito comercial, com a presença alguns dos realizadores, propostas estas com curadoria da Casa da Animação.
 
O segundo fim-de-semana do MANIFESTUM arranca com o Fado Contado (21 NOV, 21h30, Fórum Vallis Longus), uma proposta-concerto com a cantora, intérprete e diseur Ana Celeste Ferreira, colaboradora do MANIFESTUM desde a primeira edição, que nos traz uma proposta artística da sua autoria, acompanhada de três músicos: Ricardo Caló ao piano, Pedro Carneiro no violino e Raquel Andrade no violoncelo. A ideia é contar uma história a partir de um conjunto muito diverso de músicas, uma outra possibilidade do texto literário enquanto letra de canção, conciliando as várias tonalidades para contar a história de uma fadista e do seu triste fado, numa noite de concerto.
 
Mas a melhor tarde do MANIFESTUM é a de sábado: desde 2019, no MANIFESTUM há sempre espaço para o Benefício da Dúvida (22 NOV, 15h30 + 17h, Biblioteca de Valongo) e a edição de 2025 celebra as palavras em duas sessões vizinhas, que extravasam os limites da arte: Ana Deus – cantora, autora e exploradora de linguagens disruptivas, com trabalho desenvolvido num percurso entre música, poesia e imagem – estará à conversa com Jorge Serafim – conhecido pela passagem por um programa de humor, mas, na verdade um escritor, ilustrador e contador de histórias, que recolhe, trata e investiga o património tradicional que nos é deixado na vertente de oralidade —, e que se pretende assumir como mais uma das valências do MANIFESTUM. Na sessão seguinte, juntamos Madalena Sá Fernandes – escritora e cronista, uma das mais jovens figuras do romance e da prosa – a Antonino de Sousa, uma voz jovem e dinâmica da religião, membro da Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus e investigador no âmbito de um Doutoramento em Bioética na Universidade Católica Portuguesa. Para moderar as conversas, identificar linhas de força e explorar o inusitado e inesperado destas múltiplas dimensões, temos a presença já habitual do jornalista-cantor Miguel Ribeiro.
 
No encerramento do MANIFESTUM, traz-se a palco um formato pela primeira vez levado a cabo no festival, mas que se pretende que seja uma marca em anos futuros: um espectáculo multidisciplinar, que estende a palavra dita a vários domínios, num culminar de acções desenvolvidas durante o ano e que se apresentam juntos numa proposta unida.. Afinal (23 NOV, 21h30, Fórum de Ermesinde) parte da criação de um ambiente onírico, uma espécie de sonho, que desde logo cruza o universo clown, com a adaptação de Talvez, um espectáculo de Pedro Correia, com dois blocos de leituras consistentes, pela voz dos Incomuns – Idalinda Fitas, Manuela Gomes e Jorge Pereira – três pessoas que iniciaram as suas leituras em laboratórios, criando o seu próprio grupo para comunicar através da poesia. A actriz e escritora Ana Zanatti é a convidada especial, para com a sua elegância e incrível voz nos trazer a uma selecção própria de poemas. Neste sonho cabe ainda a curta-metragem histórica do cinema de animação português, que completa em 2025 os seus 30 anos, Estória do Gato e da Lua, de Pedro Serrazina, também presente em palco, assim como a guitarra portuguesa de Rui Pedro Claro, com composições inéditas e uma incursão pelo legado de uma das grandes referências da música portuguesa, Carlos Paredes, cujo centenário de nascimento se celebra também este ano. O contador de histórias Jorge Serafim será aqui o anfitrião, acolhendo todos os que vão passar por esta sala-de-estar onírica, e procurando diminuir o espaço entre o palco e a plateia, num momento de partilha e reflexão conjuntos.
 
O MANIFESTUM arte de dizer é um evento promovido pela Câmara Municipal de Valongo, com programação e produção da Exemplo Extremo, coordenado pela Biblioteca Municipal de Valongo.
 
Segundo o Município de Valongo, “a iniciativa insere-se numa aposta forte do executivo na Cultura, enquanto pilar de formação de cidadãos mais autónomos e envolvidos na vida cívica política de toda a comunidade, e num reforço da oferta cultural de elevada qualidade e acessível a todos, consolidando este festival como um pilar de desenvolvimento da comunidade e de projecção do nosso território, sendo um importante estímulo à leitura e ao conhecimento, e um incentivo ao saber falar, exprimir e defender os pontos de vista, ideias e sonhos”.
 
O programa da 7.ª edição do MANIFESTUM arte de dizer arranca já a 12 de Novembro com o Poemar (12 NOV, 18h, Âmbito Cultural do El Corte Inglés), uma antecâmara do festival, apresentada Isaque Ferreira, programador do festival, e por Ana Celeste Ferreira, uma das participantes desde o primeiro momento.
 
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MANIFESTUM arte de dizer 2025
— programa

12 NOV 18h30
POEMAR: PALAVRAS PARTILHADAS [apresentação]
Com Isaque Ferreira, Ana Celeste Ferreira
Âmbito Cultural, El Corte Inglês, Vila Nova de Gaia
 
14 NOV 11h00
POESIA VAI À FEIRA DE ERMESINDE [performance poética]
Com Renato Filipe Cardoso, João Rios e ASA – Acreditamos em Seniores Ativos
Largo da Feira de Ermesinde
 
14 NOV 21h30
VAN DER DING MANIFESTA-SE! [espectáculo]
Com Hugo van der Ding, Francisca Bartilotti, Hugo Carvalhais e Cláudia Rubim
Fórum Cultural de Ermesinde
 
15 NOV 11h00
POESIA VAI À FEIRA DE VALONGO [performance poética]
Com Renato Filipe Cardoso, João Rios e ASA – Acreditamos em Seniores Ativos
Largo da Feira de Valongo
 
15 NOV
18h00 VER LONGO [apresentação laboratório + lançamento livro]
Com Nelson D’ Aires, participantes do laboratório, Frederica Vieira Campos e Renato Filipe Cardoso
Fórum Cultural Vallis Longus
 
16 NOV 18h00
HÁ PALAVRAS QUE NOS BEIJAM I [apresentação laboratório]
Com Ana Celeste Ferreira, Ricardo Caló, participantes do laboratório, Sérgio Sousa Martins e Orfeão de Ermesinde
Fórum Cultural de Ermesinde
 
17 a 19 NOV
CINEMA DE ANIMAÇÃO [serviço educativo]
Com Casa de Animação e agrupamentos escolares do concelho
Fórum Cultural Vallis Longus e Fórum Cultural de Ermesinde
 
21 NOV 21h30
FADO CONTADO [concerto]
Com Ana Celeste Ferreira, Ricardo Caló, Pedro Carneiro e Raquel Andrade
Fórum Cultural Vallis Longus
 
22 NOV
15h30 BENEFÍCIO DA DÚVIDA – DIÁLOGOS [conversa]
Com Ana Deus e Jorge Serafim, moderação de Miguel Ribeiro
Biblioteca Municipal de Valongo
 
17h00 BENEFÍCIO DA DÚVIDA – DIÁLOGOS [conversa]
Com Madalena Sá Fernandes e Antonino de Sousa, moderação de Miguel Ribeiro
Biblioteca Municipal de Valongo
 
21h30 AFINAL [espectáculo]
Com Ana Zanatti, Jorge Serafim, Rui Pedro Claro, Pedro Serrazina, Pedro Correia, (in)comuns: Idalinda Fitas, Manuela Gomes e Jorge Pereira
Fórum Cultural de Ermesinde