Festivais de Outono regressam para a 21.ª edição: Juventude e Tecnologia em destaque na programação de 2025
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O FESTIVAL // O festival BINNAR realiza-se na cidade de Vila Nova de Famalicão desde 2016. Entre música, performance, fotografia, teatro, vídeo, escultura, imagem ou instalação são vários os artistas e grupos de artistas que passam pela cidade, quer seja em exposição, com actuações ao vivo, em residência e/ou a coordenar projectos e workshops. Criado e produzido pela plataforma BINNAR com apoio da Câmara Municipal, o festival tem agregado várias parcerias e diferentes espaços da cidade e do concelho (museus, galerias, fundações, escolas e outros) para apresentar um programa que junta artistas consagrados e emergentes. A entrada é gratuita em todos os eventos e actividades.
A PLATAFORMA // Estrutura de produção que trabalha regularmente no desenvolvimento de projectos relacionados com criação artística e serviço educativo.
PANTÓNIO

01-30 Nov. // PARQUE DA DEVESA
Nascido nos Açores em 1975, desde 2012 dedica-se exclusivamente à arte, ao desenho e à pintura, tendo realizado obra mural de grande porte em todo o mundo. PANTÓNIO trabalha com fluxos. Movimento entrelaçado inspirado na natureza, brincando com os conceitos de liberdade, interação e inter-relações. Recorrendo a uma paleta muito restrita recolhida do mar e rochas vulcânicas, recordando a ilha onde vive, é um naturalista por instinto e vê a lógica como uma ferramenta. Para o mural no Parque da Devesa, propõe uma integração através de uma ambiência orgânica, viva e livre de interpretações complexas, com aproveitamento das sombras projectadas das árvores e pássaros a jogar em ciclo à sua volta. Porquê apenas pássaros e não toda a biodiversidade? Os pássaros existem não só como ser em si e como bio-indicador, mas também como poesia humana; ao desenhá-los de forma livre e não realista eles passam a ser uma forma de expressão, de movimento e de dança.
DESENHOS DISJUNTOS feat. KARIM SAADI

08 Nov. // CRU ESPAÇO CULTURAL // 23h30
Composição para mídia em tempo-real efetuada por DIOGO LOPES, onde explora os limites de representação sonora/musical onde o ambientalismo ao acervo eletrónico puro e duro é explorado. Ao qual se junta NUNO REIS na trompete, com uma linguagem particularmente improvisada, em que subtilmente vai esclarecendo os campos em que a entreposta representação se enquadra, com as suas sonoridades caleidoscópicas. E junto com estes membros fundadores dos desenhos, que são disjuntos por natureza, almeja-se agora KARIM SAADI, percussionista de free jazz e jazz moderno numa purgação em que suas batidas reivindicam uma utilização de sons vindos do hemisfério sul. Ambiente no qual se propicia o aprofundamento de Lopes em suas ondas quadradas saídas de seu clarinete alto que mais não acrescentam do que abordagens a subliminares notações micro-tonais que, por vezes, se transformam em dissonantes explorações. Ao seu estilo controvertido e sempre primaz de uma verificação alternativa da linguagem que reivindicam hyper-objeto e a sua sensibilidade para o inefável e tangível através do som. Apresentando deste modo um profano estado de prognose em que Reis, Lopes e Saadi proclamam as demais perspectivas das incorporadas disjunções.
TEN_Y/25

10-21 Nov. // CASA DO TERRITÓRIO
Colectiva com FILIPE COELHO, KAROLINA OŁOWNIA, MCCOY CHANCE, NATASHA MONAKHOVA, NINA SUMARAC, PETRA BRNARDIC, PLATAFORMA, SARAH CHOO JING // Entre todo o ruído externo do mundo, o mundo interior faz-se presente. Por todos os corpos, por todas as expressões, imagens ou sons aquietados ou em sobressalto, naturais ou construídos, livres ou manietados, rostos da alegria ou do desespero, cria-se o número, cola-se a voz num explodir de mãos em convergência.
Nota: em complemento à mostra, o lançamento de um álbum colaborativo que marca os 10 anos do festival.
O Pavilhão Paz e Amizade, em Loures, recebe, este fim de semana, dias 22 e 23 de novembro, mais uma edição do Festival de Orquestras Ligeiras de Loures, com a participação de oito grupos musicais do concelho e uma orquestra convidada. A entrada é livre.
Participam neste evento as orquestras ligeiras da Sociedade Recreativa Musical 1º Agosto Santa Iriense, Academia Sons & Harmonia, Banda Recreativa de Bucelas, Academia Recreativa Musical de Sacavém, Clube União Recreativa de São Julião do Tojal, Sociedade Recreativa de Casainhos, Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Fanhões e Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Loures.
O Festival de Orquestras Ligeiras, promovido pela Câmara Municipal de Loures, visa reforçar a visibilidade e a importância destas instituições no meio social, cultural e artístico, procurando igualmente dar expressão à representatividade que os agentes musicais têm no concelho, promovendo o convívio e a partilha entre músicos, maestros e direções.
Programa
Sábado 22 novembro – 16h00
> Orquestra Ligeira da Academia Sons & Harmonia
> Orquestra Ligeira do Clube União Recreativa de São Julião do Tojal
> Orquestra Ligeira da Banda Recreativa de Bucelas
21H00
> Orquestra GeraJazz – Orquestra Geração (convidada)
> Orquestra Ligeira da Sociedade Recreativa de Casainhos
> Orquestra Ligeira da Sociedade Recreativa Musical 1º Agosto Santa Iriense
Domingo 23 novembro – 11h00
> Concerto Infância e Famílias – Projeto Com.Passos
16h00
> Orquestra Ligeira da Academia Recreativa Musical de Sacavém
> Orquestra Ligeira da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Fanhões
> Orquestra Ligeira da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Loures


O Festival de Filosofia de Abrantes regressa para a sua 8ª edição nos dias 20, 21 e 22 de novembro, sob o mote: “O poder da palavra: pensar, agir, transformar”. Organizado pelo Município de Abrantes, o evento propõe uma reflexão aberta e em profundidade sobre a forma como a palavra molda a realidade e influencia pensamentos e emoções.
Com entrada livre, o Festival abre as portas à provocação e ao pensamento crítico no Dia Mundial da Filosofia (20 de novembro), com a intervenção do Presidente da Câmara Municipal, Manuel Jorge Valamatos, seguida de uma conferência inaugural que conta com o filósofo e ensaísta José Gil, que será o orador principal e o homenageado desta edição. Os painéis e atividades decorrem na Biblioteca Municipal António Botto.
Em anexo, comunicado de imprensa e programa completo que também pode ser consultado, com notas biográficas dos oradores, nas seguintes plataformas digitais:
Nos dias 15 e 16 de novembro, a Companhia Gato Escaldado realiza a segunda edição do One-to-One Festival, na Fábrica da Pólvora, em Oeiras. Um evento com entrada gratuita, para toda a família, e que integra 9 propostas artísticas pensadas para serem vividas de um para um.
O One-to-One Festival está de regresso à Fábrica da Pólvora, em Oeiras, no fim de semana de 15 e 16 de novembro, das 15h às 20h, para a segunda edição consecutiva deste evento internacional que oferece performances desenhadas para serem experienciadas de um para um, num encontro único entre artista e espectador.
De entrada gratuita, e adequado a toda a família, o Festival é composto por performances de 9 artistas provenientes de Portugal, Croácia, Eslovénia, Espanha, Finlândia, Itália e Ucrânia, que trabalham em áreas como teatro, dança, música ou artes visuais. Inês Magalhães e Rita Vilhena são as 2 artistas portuguesas que marcarão presença no One-to-One Festival, com as performances ÁGORA (uma instalação imersiva, baseada no desenho) e C-O-M, (um solo de dança interativo), respetivamente.
Da Finlândia, chegam o compositor e artista sonoro Antti Tolvi, com For Hand, uma peça minimalista e individual que tem início nas mãos do espectador; e Jaakko Autio, artista sonoro que apresenta a obra de vídeo generativo em tempo real Nature Within. Nelo Vera, artista espanhol, apresenta a experiência interativa Gabinete Poético, que mistura teatro de sombras e objetos, música ao vivo e poesia, enquanto Antonia Kuzmanić e Jakov Labrović, da companhia Room 100 (Croácia/Espanha), trazem a performance C8H11NO2 (2.0), que convida cada espectador a questionar como se constrói a individualidade.
Giulia Galina, artista italiana, traz-nos Sonic Migrations, uma performance eletroacústica para um único participante, onde o toque e a presença geram som em tempo real; Eva Nina Lampic, da Eslovénia, apresenta a performance narrada Inside, que se traduz numa visita guiada por uma casa assombrada imaginária, construída a partir das memórias do público; e Eva Holts, da Ucrânia, apresenta a performance/instalação Take my Love, que explora histórias de amor em diferentes tipos de relacionamento.
"Na primeira edição, o One-to-One Festival transformou a Fábrica da Pólvora durante duas tardes dedicadas a performances e experiências, reunindo oito artistas, 450 pessoas e 500 apresentações únicas. Como numa caça ao tesouro artística, cada performance foi cuidadosamente colocada num ponto distinto do espaço, convidando o público a explorar os recantos da Fábrica, em diálogo com a natureza e a história deste lugar singular. O resultado foi uma imersão total, em que cada participante pôde refletir-se e emocionar-se através da arte One-to-One", referem Ana Isabel Sousa e David Correia, responsáveis pela organização do Festival. "Este ano, o Festival volta a invadir a Fábrica da Pólvora, reafirmando-se como uma celebração da proximidade e da experiência partilhada entre artistas e público", acrescentam.
O One-to-One Festival é parte do projeto One-to-One Art, apoiado pelo programa Europa Criativa da União Europeia e promovido pela companhia de teatro Gato Escaldado (Portugal), pela kulttuuriosuuskunta ILME (Finlândia) e pelo Kuća Klajn / House of Klajn (Croácia). O One-to-One Art visa promover a arte one-to-one, apoiar artistas e desenvolver novos públicos. Além do Festival, o projeto inclui residências artísticas, performances em contextos sociais e de saúde, bem como uma série de podcasts, um guia e um livro sobre a arte one-to-one, que terão lugar nos três países parceiros.
Nos dias 15 e 16 de novembro, a Companhia Gato Escaldado realiza a segunda edição do One-to-One Festival, na Fábrica da Pólvora, em Oeiras. Um evento com entrada gratuita, para toda a família, e que integra 9 propostas artísticas pensadas para serem vividas de um para um.
O One-to-One Festival está de regresso à Fábrica da Pólvora, em Oeiras, no fim de semana de 15 e 16 de novembro, das 15h às 20h, para a segunda edição consecutiva deste evento internacional que oferece performances desenhadas para serem experienciadas de um para um, num encontro único entre artista e espectador.
De entrada gratuita, e adequado a toda a família, o Festival é composto por performances de 9 artistas provenientes de Portugal, Croácia, Eslovénia, Espanha, Finlândia, Itália e Ucrânia, que trabalham em áreas como teatro, dança, música ou artes visuais. Inês Magalhães e Rita Vilhena são as 2 artistas portuguesas que marcarão presença no One-to-One Festival, com as performances ÁGORA (uma instalação imersiva, baseada no desenho) e C-O-M, (um solo de dança interativo), respetivamente.
Da Finlândia, chegam o compositor e artista sonoro Antti Tolvi, com For Hand, uma peça minimalista e individual que tem início nas mãos do espectador; e Jaakko Autio, artista sonoro que apresenta a obra de vídeo generativo em tempo real Nature Within. Nelo Vera, artista espanhol, apresenta a experiência interativa Gabinete Poético, que mistura teatro de sombras e objetos, música ao vivo e poesia, enquanto Antonia Kuzmanić e Jakov Labrović, da companhia Room 100 (Croácia/Espanha), trazem a performance C8H11NO2 (2.0), que convida cada espectador a questionar como se constrói a individualidade.
Giulia Galina, artista italiana, traz-nos Sonic Migrations, uma performance eletroacústica para um único participante, onde o toque e a presença geram som em tempo real; Eva Nina Lampic, da Eslovénia, apresenta a performance narrada Inside, que se traduz numa visita guiada por uma casa assombrada imaginária, construída a partir das memórias do público; e Eva Holts, da Ucrânia, apresenta a performance/instalação Take my Love, que explora histórias de amor em diferentes tipos de relacionamento.
"Na primeira edição, o One-to-One Festival transformou a Fábrica da Pólvora durante duas tardes dedicadas a performances e experiências, reunindo oito artistas, 450 pessoas e 500 apresentações únicas. Como numa caça ao tesouro artística, cada performance foi cuidadosamente colocada num ponto distinto do espaço, convidando o público a explorar os recantos da Fábrica, em diálogo com a natureza e a história deste lugar singular. O resultado foi uma imersão total, em que cada participante pôde refletir-se e emocionar-se através da arte One-to-One", referem Ana Isabel Sousa e David Correia, responsáveis pela organização do Festival. "Este ano, o Festival volta a invadir a Fábrica da Pólvora, reafirmando-se como uma celebração da proximidade e da experiência partilhada entre artistas e público", acrescentam.
O One-to-One Festival é parte do projeto One-to-One Art, apoiado pelo programa Europa Criativa da União Europeia e promovido pela companhia de teatro Gato Escaldado (Portugal), pela kulttuuriosuuskunta ILME (Finlândia) e pelo Kuća Klajn / House of Klajn (Croácia). O One-to-One Art visa promover a arte one-to-one, apoiar artistas e desenvolver novos públicos. Além do Festival, o projeto inclui residências artísticas, performances em contextos sociais e de saúde, bem como uma série de podcasts, um guia e um livro sobre a arte one-to-one, que terão lugar nos três países parceiros.

O Space Festival 2025 propõe um percurso itinerante de 10 dias consecutivos, que nos leva a descobrir inúmeros artistas e espaços em Montemor-o-Velho, Valença, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Caminha e Arcos de Valdevez. A entrada é livre, com possibilidade de reserva. Fazemos um resumo do que vai acontecer de 7 a 16 de novembro.
MONTEMOR-O-VELHO → 7 - 8 NOV




À semelhança do ano passado, o festival começa em Montemor-o-Velho, trazendo a esta vila no distrito de Coimbra projetos com sonoridades muito diferentes. Na sexta-feira à noite, dia 7, Omnispectrum (Jorge Quintela, Henrique Fernandes e Inti Gallardo) e The Selva (Ricardo Jacinto, Gonçalo Almeida e Pedro Oliveira). No sábado, dia 8, Nada Contra (Mrika Sefa e Francisco Cipriano) pelas 17h30, e LANTANA (Anna Piosik, Carla Santana, Joana Guerra, Maria do Mar e Maria Radich) às 22h. Todos os concertos decorrem no Teatro Esther de Carvalho, à exceção de Omnispectrum.
VALENÇA → 9 - 10 NOV



Seguimos caminho para Valença, com 3 propostas em 3 espaços diferentes. No domingo, dia 9, Calcutá & Maria Amaro no Centro Cultural de Verdoejo, às 16h30, seguidas por REQUIEM de Mariana Dionísio e João Carreiro, às 18h30 na Pousada de Valença. Na segunda-feira, dia 10, os Triedro (Frederic Cardoso, Ricardo Pinto e Paulo Costa) apresentam o seu novo álbum na Academia de Música Fortaleza de Valença, às 18h.
VILA NOVA DE CERVEIRA → 11 NOV


Terça-feira, dia 11, há passagem pelo Museu da Bienal de Cerveira, com direito a visita às exposições e reserva deste espaço, orientada por Mafalda Santos (Diretora Artística da Bienal de Cerveira) e Rita Veríssimo (conservadora e restauradora do museu), às 17h30, seguida pelo concerto multimédia Sons de Resistência, a mais recente proposta do percussionista e mestre da experimentação sonora Luís Bittencourt, às 18h30.
PAREDES DE COURA → 12 - 13 NOV




A meio caminho, o Space Festival passa por Paredes de Coura. Na quarta-feira, dia 12, a Capela do Espírito Santo acolhe Stones and Seeds pelas 18h30, projeto que une três grandes nomes do jazz nacional e internacional (Almut Kühne, João Pedro Brandão e Marcos Cavaleiro). A noite continua no Centro Cultural de Paredes de Coura, com a antestreia do filme SPACE FESTIVAL - Um documentário experimental e improvisado, às 21h30. Na quinta-feira, dia 13, o Quartel das Artes (sede das Comédias do Minho) acolhe, a partir das 21h30, dois projetos marcados pela irreverência e originalidade: URTIQA (Frederica Campos e Bruna de Moura) e Novelo Vago (Vera Morais, Teresa Costa e Inês Lopes).
CAMINHA → 14 NOV


Não podia faltar a já habitual paragem no Teatro Valadares em Caminha, que na sexta-feira, dia 14, será palco de duas propostas totalmente diferentes, a partir das 21h30: o quarteto de cordas "imperfeito" tellKujira (Ambra Chiara Michelangeli, Francesco Diodati, Stefano Calderano e Francesco Guerri) e a performance audiovisual 30xN, dos @c (Pedro Tudela e Miguel Carvalhais) e Visiophone (Rodrigo Carvalho).
ARCOS DE VALDEVEZ → 15 - 16 NOV



Este ano, o fim da itinerância fica reservado para Arcos de Valdevez. No sábado, dia 15, pelas 22h15, Hedera 4tet sobem ao palco da Casa das Artes, acompanhados pelo ator Miguel Moreira no âmbito de um projeto interdisciplinar. O último dia do festival termina com uma caminhada e o concerto ao ar livre de KRAKE (Pedro Oliveira) na Floresta Encantada da Miranda. O ponto de encontro para este programa de domingo, dia 16, é o Parque de Merendas de Miranda, às 10h30.
MANIFESTUM arte de dizer 2025
7.ª edição de um festival com palavra!
O MANIFESTUM arte de dizer é um festival de palavra, cujo contexto é todo e nenhum, ou não fossem as palavras o nosso dia-a-dia. Com a mesma palavra, podemos entrar numa canção, lembrar um filme, recuperar uma carta ou dizer um poema. Este é o espaço onde se sublinha a importância das palavras. Sobretudo se conseguirmos juntar muitas e muita gente à volta delas. Palavras, poemas e prosas, com livros, música, performance, conversas, fotografia e humor. Um espaço para sermos felizes. E é para todos, fora dos formatos convencionais e das centralidades habituais. Basta seguir o mapa.Na 7.ª edição do MANIFESTUM arte de dizer prometem-se palavras por Hugo van der Ding, Francisca Bartilotti, Hugo Carvalhais e Cláudia Rubim; Ana Zanatti, Jorge Serafim, Rui Pedro Claro, Pedro Serrazina, Pedro Correia, Idalinda Fitas, Manuela Gomes e Jorge Pereira; Ana Deus, Madalena Sá Fernandes, Antonino de Sousa e Miguel Ribeiro; Ana Celeste Ferreira, Ricardo Caló, Pedro Carneiro e Raquel Andrade; Nelson d’Aires, Frederica Vieira Campos, Sérgio Sousa Martins, Renato Filipe Cardoso, João Rios, Isaque Ferreira, e muitos outros.Mas dizer as palavras em voz alta, improvisando em territórios inusitados, sem preocupações formais, arriscando a irreverência... e sem pedir desculpas, essa é a proposta para a abertura oficial do MANIFESTUM arte de dizer: Van der Ding Manifesta-se! (14 NOV, 21h30, Fórum de Ermesinde), uma criação inédita e irrepetível, um encontro entre o humor, a poesia e a palavra, que junta as audaciosas e acutilantes histórias de Hugo van der Ding – figura da rádio, da televisão e do teatro, autor da rubrica Vamos Todos Morrer (Antena 3) – partilhadas com as leituras de Francisca Bartilotti – médica nas horas ocupadas e uma das novas vozes da poesia e da arte de dizer – e com os ritmos marcados por Hugo Carvalhais – um dos grandes e sui generis contrabaixistas portugueses da actualidade –, com a ajuda da intérprete de Língua Gestual Portuguesa Cláudia Rubim, chamados todos ao palco de forma... garantidamente singular.Mas o fim-de-semana arranca logo pela manhã, com a Poesia vai à Feira (14 e 15 NOV, 11h, Feiras de Ermesinde e Valongo), que leva cabazes de palavras, versos e poemas à convivência matutina dos mercados semanais de Ermesinde e Valongo, pela mão do poeta e professor João Rios, e do jornalista, poeta e diseur Renato Filipe Cardoso, com o grupo ASA – Acreditamos em Seniores Ativos, um programa de valorização da população sénior do concelho de Valongo. Momentos entusiásticos que juntam feirantes, clientes, curiosos e um grupo de pessoas com vontade de dizer palavras em voz alta, no seguimento de um laboratório que tem lugar durante a semana prévia ao festival.No sábado, o MANIFESTUM avança com uma das propostas de continuidade do festival, a 4.ª edição do Ver Longo (15 NOV, 19h30, Fórum Vallis Longus), um laboratório orientado por Nelson d’Aires – fotógrafo independente, com foco na fotografia documental como prática artística – que tem vindo gradualmente a subir de intensidade e de grau de exigência, apresentando os ensaios fotográficos de 15 participantes, que exploram as afinidades do território paisagístico e imaterial de Valongo e as apresentam em palco num espectáculo que se estende ao campo musical e electrónico, pela harpista Frederica Vieira Campos, e à palavra, pelo diseur Renato Filipe Cardoso. Este ano, o Ver Longo tem uma alavanca especial: uma materialização diferente do habitual, a publicação de um objecto editorial exclusivo, a ser lançado neste dia, que integra as 45 fotografias realizadas pelos formandos, postas em diálogo com as palavras de 15 poetas convidados: André Tecedeiro, António Carlos Cortez, Aurelino Costa, Catarina Costa, Francisca Bartilotti, Helga Moreira, Inês Morão Dias, Jaime Rocha, João Gesta, João Rios, José Carlos Barros, Luís Quintais, Margarida Vale de Gato, Renato Filipe Cardoso e Rita Taborda Duarte.No domingo, é a vez de Há Palavras Que Nos Beijam (16 NOV, 18h, Fórum de Ermesinde), a apresentação final do laboratório orientado por Ana Celeste Ferreira – cantora de vários estilos musicais, formadora de canto e técnica vocal, locutora e diseur de poesia e conto – a meias com um conjunto de primeiras vozes em estreia na leitura de poemas em palco, integradas num espectáculo, acompanhado por Ricardo Caló ao piano, e com a participação especial do intérprete, maestro e pedagogo Sérgio Sousa Martins, com uma carreira que abrange ópera, oratória, música sacra e coral, actualmente na direcção artística do Orfeão de Ermesinde, um colectivo com mais de 25 anos, que completa o elenco desta apresentação.A semana prossegue com o programa do Serviço Educativo do MANIFESTUM voltado para a comunidade escolar e a aposta no Cinema de Animação (17 a 19 NOV, Agrupamentos Escolares, Fórum Vallis Longus e Fórum de Ermesinde), que proporciona a mais de mil crianças do concelho o alargamento da aprendizagem em contexto escolar, levando os alunos às salas de cinema, para um conjunto de curtas-metragens nacionais e internacionais de cinema de animação de produção independente e fora do circuito comercial, com a presença alguns dos realizadores, propostas estas com curadoria da Casa da Animação.O segundo fim-de-semana do MANIFESTUM arranca com o Fado Contado (21 NOV, 21h30, Fórum Vallis Longus), uma proposta-concerto com a cantora, intérprete e diseur Ana Celeste Ferreira, colaboradora do MANIFESTUM desde a primeira edição, que nos traz uma proposta artística da sua autoria, acompanhada de três músicos: Ricardo Caló ao piano, Pedro Carneiro no violino e Raquel Andrade no violoncelo. A ideia é contar uma história a partir de um conjunto muito diverso de músicas, uma outra possibilidade do texto literário enquanto letra de canção, conciliando as várias tonalidades para contar a história de uma fadista e do seu triste fado, numa noite de concerto.Mas a melhor tarde do MANIFESTUM é a de sábado: desde 2019, no MANIFESTUM há sempre espaço para o Benefício da Dúvida (22 NOV, 15h30 + 17h, Biblioteca de Valongo) e a edição de 2025 celebra as palavras em duas sessões vizinhas, que extravasam os limites da arte: Ana Deus – cantora, autora e exploradora de linguagens disruptivas, com trabalho desenvolvido num percurso entre música, poesia e imagem – estará à conversa com Jorge Serafim – conhecido pela passagem por um programa de humor, mas, na verdade um escritor, ilustrador e contador de histórias, que recolhe, trata e investiga o património tradicional que nos é deixado na vertente de oralidade —, e que se pretende assumir como mais uma das valências do MANIFESTUM. Na sessão seguinte, juntamos Madalena Sá Fernandes – escritora e cronista, uma das mais jovens figuras do romance e da prosa – a Antonino de Sousa, uma voz jovem e dinâmica da religião, membro da Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus e investigador no âmbito de um Doutoramento em Bioética na Universidade Católica Portuguesa. Para moderar as conversas, identificar linhas de força e explorar o inusitado e inesperado destas múltiplas dimensões, temos a presença já habitual do jornalista-cantor Miguel Ribeiro.No encerramento do MANIFESTUM, traz-se a palco um formato pela primeira vez levado a cabo no festival, mas que se pretende que seja uma marca em anos futuros: um espectáculo multidisciplinar, que estende a palavra dita a vários domínios, num culminar de acções desenvolvidas durante o ano e que se apresentam juntos numa proposta unida.. Afinal (23 NOV, 21h30, Fórum de Ermesinde) parte da criação de um ambiente onírico, uma espécie de sonho, que desde logo cruza o universo clown, com a adaptação de Talvez, um espectáculo de Pedro Correia, com dois blocos de leituras consistentes, pela voz dos Incomuns – Idalinda Fitas, Manuela Gomes e Jorge Pereira – três pessoas que iniciaram as suas leituras em laboratórios, criando o seu próprio grupo para comunicar através da poesia. A actriz e escritora Ana Zanatti é a convidada especial, para com a sua elegância e incrível voz nos trazer a uma selecção própria de poemas. Neste sonho cabe ainda a curta-metragem histórica do cinema de animação português, que completa em 2025 os seus 30 anos, Estória do Gato e da Lua, de Pedro Serrazina, também presente em palco, assim como a guitarra portuguesa de Rui Pedro Claro, com composições inéditas e uma incursão pelo legado de uma das grandes referências da música portuguesa, Carlos Paredes, cujo centenário de nascimento se celebra também este ano. O contador de histórias Jorge Serafim será aqui o anfitrião, acolhendo todos os que vão passar por esta sala-de-estar onírica, e procurando diminuir o espaço entre o palco e a plateia, num momento de partilha e reflexão conjuntos.O MANIFESTUM arte de dizer é um evento promovido pela Câmara Municipal de Valongo, com programação e produção da Exemplo Extremo, coordenado pela Biblioteca Municipal de Valongo.Segundo o Município de Valongo, “a iniciativa insere-se numa aposta forte do executivo na Cultura, enquanto pilar de formação de cidadãos mais autónomos e envolvidos na vida cívica política de toda a comunidade, e num reforço da oferta cultural de elevada qualidade e acessível a todos, consolidando este festival como um pilar de desenvolvimento da comunidade e de projecção do nosso território, sendo um importante estímulo à leitura e ao conhecimento, e um incentivo ao saber falar, exprimir e defender os pontos de vista, ideias e sonhos”.O programa da 7.ª edição do MANIFESTUM arte de dizer arranca já a 12 de Novembro com o Poemar (12 NOV, 18h, Âmbito Cultural do El Corte Inglés), uma antecâmara do festival, apresentada Isaque Ferreira, programador do festival, e por Ana Celeste Ferreira, uma das participantes desde o primeiro momento.. . . . .MANIFESTUM arte de dizer 2025
— programa
12 NOV 18h30POEMAR: PALAVRAS PARTILHADAS [apresentação]Com Isaque Ferreira, Ana Celeste FerreiraÂmbito Cultural, El Corte Inglês, Vila Nova de Gaia14 NOV 11h00
POESIA VAI À FEIRA DE ERMESINDE [performance poética]Com Renato Filipe Cardoso, João Rios e ASA – Acreditamos em Seniores AtivosLargo da Feira de Ermesinde14 NOV 21h30
VAN DER DING MANIFESTA-SE! [espectáculo]Com Hugo van der Ding, Francisca Bartilotti, Hugo Carvalhais e Cláudia RubimFórum Cultural de Ermesinde15 NOV 11h00
POESIA VAI À FEIRA DE VALONGO [performance poética]Com Renato Filipe Cardoso, João Rios e ASA – Acreditamos em Seniores AtivosLargo da Feira de Valongo15 NOV
18h00 VER LONGO [apresentação laboratório + lançamento livro]Com Nelson D’ Aires, participantes do laboratório, Frederica Vieira Campos e Renato Filipe CardosoFórum Cultural Vallis Longus16 NOV 18h00
HÁ PALAVRAS QUE NOS BEIJAM I [apresentação laboratório]Com Ana Celeste Ferreira, Ricardo Caló, participantes do laboratório, Sérgio Sousa Martins e Orfeão de ErmesindeFórum Cultural de Ermesinde17 a 19 NOV
CINEMA DE ANIMAÇÃO [serviço educativo]Com Casa de Animação e agrupamentos escolares do concelhoFórum Cultural Vallis Longus e Fórum Cultural de Ermesinde21 NOV 21h30
FADO CONTADO [concerto]Com Ana Celeste Ferreira, Ricardo Caló, Pedro Carneiro e Raquel AndradeFórum Cultural Vallis Longus22 NOV
15h30 BENEFÍCIO DA DÚVIDA – DIÁLOGOS [conversa]Com Ana Deus e Jorge Serafim, moderação de Miguel RibeiroBiblioteca Municipal de Valongo17h00 BENEFÍCIO DA DÚVIDA – DIÁLOGOS [conversa]
Com Madalena Sá Fernandes e Antonino de Sousa, moderação de Miguel RibeiroBiblioteca Municipal de Valongo21h30 AFINAL [espectáculo]
Com Ana Zanatti, Jorge Serafim, Rui Pedro Claro, Pedro Serrazina, Pedro Correia, (in)comuns: Idalinda Fitas, Manuela Gomes e Jorge PereiraFórum Cultural de Ermesinde