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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Martim Brion - exposição individual no Museu da Guarda

REFLEXIVIDADE

INAUGURAÇÃO QUINTA-FEIRA, 18 DE ABRIL ÀS 18H00
PATENTE ATÉ 2 DE AGOSTO DE 2024

MUSEU DA GUARDA

Uma exposição de Martim Brion

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Google Maps

Para mais informações, por favor contactar:
Dra. Salete Pinto
salete.pinto@mun-guarda.pt
00351 271 213 460

Studio Martim Brion
studio@martimbrion.com
0049 176 329 847 22

Martim Brion apresenta um conjunto de 80 trabalhos no Museu da Guarda. Desde a fotografia, à escultura, com também obra em papel e tela.

A exposição coincide com os 50 anos do 25 de Abril, uma data de referência a nível nacional e uma celebração de importância mundial, dado ao retrocesso democrático que se observa correntemente.

A exposição Reflexividade de Martim Brion, é um projecto centrado na dualidade do ser humano e na forma como nos encontramos num momento crítico da nossa história em termos de avanço tecnológico, o que torna muito mais urgente o desenvolvimento do pensamento crítico e a compreensão do que é nos faz humanos.

Na era contemporânea, marcada por uma acumulação e acessibilidade sem precedentes de conhecimento, a humanidade navega por um progresso de dupla natureza, assemelhando-se à construção simultânea da Arca de Noé e da Caixa de Pandora. Essa explosão de informações, conforme articulado por Walter Benjamin na era da reprodutibilidade, provocou transformações significativas na forma como criamos, percebemos e avaliamos arte e objetos. Tecnologias emergentes, como a inteligência artificial (IA), exemplificam a constante mescla de possibilidades, oferecendo novas ferramentas para explorar o crescente tesouro de consciência coletiva. Esse cenário dinâmico é evidente em campos como a música, onde a síntese eletrônica otimizou a produção de som, e no cinema, onde a CGI redefiniu as possibilidades da produção cinematográfica.

A evolução da arte, embora não totalmente realizada, demonstra um crescente foco na aglomeração e em processos. Programas de desenho com IA, comparáveis a versões atualizadas de ferramentas digitais anteriores, destacam essa tendência, proporcionando aos artistas novas oportunidades criativas. O impacto geral desses avanços tecnológicos é visto como positivo, ampliando nossa capacidade de desenvolver e utilizar o potencial tanto em escala individual quanto global. No entanto, a perspectiva crítica torna-se fundamental para navegar por essas mudanças, exigindo uma reflexão cuidadosa sobre a interação entre o progresso tecnológico, as origens humanas e as estruturas sociais. Apesar das capacidades transformadoras desses avanços, o reconhecimento de nossa humanidade intrínseca e da conexão com o mundo físico permanece essencial, lembrando-nos de não perder de vista nossas raízes em meio ao rápido avanço do progresso.

Neste momento crítico tecnológico e político, tendo as democracias vindo a perder terreno nos últimos anos, é mais premente do que nunca relembrar as lutas passadas para alcançar a democracia e a liberdade da qual usufruímos todos os dias. Reflexividade, uma ode à liberdade e ao pensamento crítico que a mantém.

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SOBRE O ARTISTA

Martim Brion (Lisboa, 1986)
www.martimbrion.com

Martim Brion, considerado um dos nomes mais promissores da arte contemporânea em Portugal, tem um percurso diverso. Licenciatura em Relações Internacionais e Ciência Política na De Monfort University em Leicester, Reino Unido. Após um período de trabalho em Lisboa, no jornal O Público e no Ministério dos Negócios Estrangeiros, vai para Madrid onde faz um Masters in International Management no IE Business School. Trabalha na Roland Berger Strategy Consultants em Frankfurt e Dusseldorf na Alemanha. E após um breve período em Portugal, volta para Londres onde estuda Art and Business no Sotheby’s Art Institute, trabalhando depois na Galeria Gagosian e na Leiloeira Christie’s assim como na Sutton PR. Já como artista faz também um curso semestral no Royal College of Arts.
Expõe pela primeira vez em 2014 no espaço da Politécnica dos Artistas Unidos.

A obra de Brion é uma combinação de vários interesses coalescentes, desde a utilização de referências literárias, à procura de uma forma polida e equilibrada na sua obra escultórica, passando pelo seu diário visual exposto na sua fotografia ou o foco na obra criada digitalmente. É uma prática diversificada e evolutiva, que passou a englobar mais campos e interesses à medida que amadureceu, sem nunca perder a sua consistência e foco.
Martim Brion, vive e trabalha em Munique.

martimbrion.com