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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Gourmet Experience do El Corte Inglés de Lisboa inicia nova programação com exposição pop-up de Mário Belém e concerto de Tatanka, vocalista dos The Black Mamba

 

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·         Nova programação, com curadoria de Tristana Esteves Cardoso, enriquece os finais de tarde e serões no Gourmet Experience com várias actuações e exposições de vários artistas portugueses emergentes

·         Gourmet Experience e a Underdogs Gallery associam-se e criam mostras temporárias de vários artistas de renome da arte contemporânea

·         Exposição de Mário Belém inaugura dia 9 de Abril às 18h30 com um cocktail e a presença do artista

·         Concerto de Tatanka dia 12 de Abril às 22h00

·         Todas as actividades são de entradalivre

 

O Gourmet Experience, no Piso 7 do El Corte Inglés Lisboa, inaugura, já na próxima semana a nova programação com a curadoria de Tristana Esteves Cardoso. O início da programação fica marcado pela inauguração da exposição pop-up do artista Mário Belém, no dia 9 de Abril às 18h30, com um cocktail. O artista estará presente para explicar e desmistificar as suas obras que ficarão em exposição no Gourmet Experience, no Piso 7 do El Corte Inglés de Lisboa.

 

A exposição das obras do artista português surge no âmbito da parceria estabelecida entre o Gourmet Experience e a Underdogs Gallery no sentido de promover a democratização da arte com o início de pequenas mostras temporárias no espaço dos Grandes Armazéns, com peças de artistas contemporâneos e urbanos.

 

Dia 12 de Abril, às 22h00, Pedro Tantanka do vocalista do grupo The Black Mamba “sobe ao palco” e apresenta algumas músicas do novo projecto a solo que será lançado em breve. 

 

O Gourmet Experience reúne o que de melhor se faz na gastronomia com 7 restaurantes de chefs galardoados com estrelas Michelin. Agora, para além da oferta gastronómica reúne também ofertas culturais e de lazer numa programação estudada e pensada única e exclusivamente com o objectivo de proporcionar aos clientes as melhores experiências destas áreas.

 

A programação conta com concertos de artistas em ascensão, finais de tarde com a selecção musical de vários dj’s e exposições variadas.

 

Exposição de Jorge Guerra - Saudade de Pedra

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O Arquivo Municipal de Lisboa inaugura no próximo dia 4 de abril, pelas 19h00 a exposição "Saudade de Pedra" de Jorge Guerra (Lisboa, 1936), nome incontornável na história da fotografia portuguesa e canadiana.

Esta exposição que irá decorrer na rua da Palma 246, até ao dia 29 de junho de 2019, traz a público um conjunto de 100 fotografias a preto e branco realizadas no final de 1966 e principio de 1967, numa curta passagem do autor por Lisboa. São imagens nostálgicas que reflectem uma sensibilidade humanista, que possibilitaram um reconhecimento e contextualização do seu trabalho ao nível nacional e internacional.

Jorge Guerra irá estar em Lisboa durante um curto período de tempo, que abrange a inauguração da exposição e uma conferência aberta ao público que terá lugar no dia 9 de abril, pelas 18h30. Neste dia será lançado o catálogo da referida exposição que conta com textos de Jorge Calado.

«É o povo que faz a fotografia de Jorge Guerra. A paisagem é humana, e a arquitectura, a das relações entre amigos, vizinhos ou transeuntes à solta. É fotografia de rua, mas sem carroças nem automóveis. A tónica está na forma como as pessoas se relacionam (ou não) umas com as outras. Há corpos solitários, mas também encontros e desencontros fortuitos, mendigos, vendedeiras e transacções ambulantes. Nos jardins e miradouros, acumulam-se os velhos reformados à espera que o tempo corra.»

Excerto do texto Corpos Urbanos de Jorge Calado

Exposição Bordalo e a Arqueologia no Teatro Romano

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Bordalo e a Arqueologia
01 Mar 2019 a 28 Abr 2019
Exposição temporária
Teatro Romano

Nesta exposição conjunta entre o Museu de Lisboa – Teatro Romano e o Museu Bordalo Pinheiro, apresentam-se reproduções dos desenhos realizados pelo artista Rafael Bordalo Pinheiro a propósito do IXº Congresso da União internacional das Ciências Pré-históricas  e Proto-Históricas que teve lugar em Lisboa no ano 1880. Este acontecimento fez furor, à época, lançando Portugal como uma peça no xadrez arqueológico e científico de então. Figuras como Possidónio da Silva, mentor da “Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portugueses”, ou de Carlos Ribeiro, com a célebre questão do "Homem do Terciário", ou ainda os contributos de investigadores como Estácio da Veiga, Martins Sarmento ou de Nery Delgado - responsável por algumas das acaloradas questões debatidas no congresso acerca do "canibalismo dos habitantes neolíticos da Gruta da Furninha" – documentam a importância desse congresso e o lugar de charneira que Portugal começava a deter quanto aos estudos antropológicos e arqueológicos.

Em 1880 e mercê deste Congresso vieram a Portugal algumas das mais ilustres figuras da arqueologia Pré-Histórica internacional, como Cartailhac, Henri Martin, Mortillet ou Paul Choffat.

Ocorrido entre 20 a 29 de Setembro na sala da biblioteca da Academia das Ciências, teve direito a sessão solene com a presença do rei D. Luís e de seu pai D. Fernando, assim como todo o ministério, membros do corpo diplomático e deputados.

Os desenhos de Bordalo Pinheiro caricaturaram o acontecimento oferecendo um olhar verdadeiramente bordaliano sobre os arqueólogos!

 

Inauguração: 1 de março, 18h
Patente de 2 de março a 28 de abril de terça a domingo, das 10h às 18h

 

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CONVERSA 22 de Março, 18h

"Arqueologia, arqueólogos, museus e colecções na caricatura de Bordalo Pinheiro: o IX Congresso Internacional de Antropologia e de Arqueologia Pré-históricas (Lisboa, 1880)"*

Por Ana Cristina Martins, Ph. D. (IHC NOVA-FCSH /U.Évora / FCT | Uniarq-ULisboa 

Entrada livre, sujeita à lotação

*A oradora desta palestra não utiliza o Novo Acordo Ortográfico

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Organização: Museu de Lisboa-Teatro Romano e Museu Bordalo Pinheiro

Imagem: Museu Bordalo Pinheiro

Futuro Doméstico Primitivo | O mundo de Sou Fujimoto em exposição no Museu do Oriente

“Futuro Doméstico Primitivo”

 

O mundo de Sou Fujimoto em exposição no Museu do Oriente

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Uma arquitectura inspirada na ideia de floresta, que se mostra através de um percurso sinuoso com núcleos que replicam o jogo de escalas e volumetrias característico da obra de Sou Fujimoto, é a premissa da exposição “Futuro Doméstico Primitivo” que o Museu do Oriente inaugura no dia 21 de Fevereiro, às 18h30.

 

Comissariada por João Almeida e Silva, arquitecto e investigador que contactou de perto com a obra de Fujimoto, em cujo ateliê estagiou ao abrigo de uma bolsa da Fundação Oriente em 2013, esta exposição procura reconduzir o público às origens do espaço construído, partindo de uma selecção de 14 casas projectadas e construídas em território nipónico, apresentadas através de plantas de grandes dimensões, maquetas, vídeos e fotografias.

 

“Futuro Doméstico Primitivo” incide sobre a concepção do habitar explorada por aquele que é um dos mais influentes arquitectos japoneses da sua geração, com especial enfoque no modo flexível como este actua através das diversas escalas, afirmando a pluralidade da actividade humana e a diversidade espacial daí decorrente, dando a conhecer a esfera do privado japonês.

 

Edifícios de assinalável rigor geométrico, espacial e construtivo diluem a percepção da escala dos objectos, dos seus limites e respectivos usos, procurando conformar, assim, uma arquitectura ligada à história primordial da humanidade, definindo um futuro primitivo.

 

Ao investigar a relação mais íntima do indivíduo com o espaço que habita, e consequentes relações deste com o contexto, as construções daqui resultantes potenciam novas noções de natureza e outras formas de ambiente construído (a casa como cidade e a cidade como casa), tornando o habitante em elemento orgânico desta concepção do ambiente doméstico.

 

Explorando gradações onde, no Ocidente, se encontram tradicionalmente oposições (transparência/opacidade, interior/exterior, luz/sombra), este enquadramento conceptual é particularmente operativo nos projectos de âmbito residencial, onde a casa se assume simultaneamente elemento singular (árvore-casa) e parte interactiva de um todo plural (floresta-cidade), onde materiais, mobiliários e fachada se encontram organicamente ligados.

 

Sou Fujimoto (Hokkaido, 1971) é licenciado em Arquitectura pela Universidade de Tóquio. Fundou o seu ateliê - Sou Fujimoto Architects – em 2000, onde desenvolve um trabalho de cunho pessoal, paradigmático no contexto da história da Arquitectura e que rompe com princípios e métodos habituais da disciplina. Inspirada pela cultura tradicional japonesa, e pela cidade de Tóquio, a sua prática projectual está fortemente marcada pelas ideias de cidade-floresta e edifícios-árvore. Defende o retorno à origem do espaço construído, a uma arquitectura que nos reconduza ao primitivo, à gruta, à inversão criativa (creative miscronstruction), como ponto de partida para chegar ao futuro, a uma prática constructiva morfologicamente complexa e variada, à semelhança de uma floresta e das suas árvores que, apesar de entidades singulares e distintas, se organizam numa rede de co-relações e interdependências. Uma arquitectura que espelhe a árvore e a floresta, promove simultaneamente a autonomia de cada elemento e a integração da complexidade social na cidade. Entre os seus projectos mais icónicos encontram-se o Serpentine Gallery Pavillion (Londres), L’Arbre Blanc (Montpellier) e House NA (Tóquio).

 

A exposição está patente até 26 de Maio.

 

Exposição “Futuro Doméstico Primitivo” - Sou Fujimoto

Inauguração | 21 Fevereiro | 18.30

Até 26 Maio

Horário: terça-feira a domingo, 10.00-18.00

(à sexta-feira o horário prolonga-se até às 22.00, com entrada gratuita a partir das 18.00)

Preço: 6 €

Moita: Comemorações do Dia Mundial da Dança

A Câmara Municipal da Moita assinala o Dia Mundial da Dança com iniciativas dirigidas a vários públicos, no Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira.

 

27 de abril, 21:30h

Dança

“Substância do Tempo”, pela Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo

Homenagem a Sophia de Mello Breyner Andresen

Coreografia: Vasco Wellenkamp e Miguel Ramalho

Destinatários: geral | M/6 anos

Duração: 105 min.

Entrada gratuita. Levantamento de bilhetes a partir de dia 12 de abril

Direção Artística: Vasco Wellenkamp | Coreografia: Vasco Wellenkamp e Miguel Ramalho | Ensaiadoras: Cláudia Sampaio, Liliana Mendonça | Direção de Cena: Cláudia Sampaio | Direção Técnica: Ricardo Campos | Bailarinos: Carlos Silva, Catarina Godinho, Francisco Ferreira, Íris Runa, Maria Mira, Miguel Santos, Pedro Garcia, Ricardo Henriques, Rita Baptista, Rita Carpinteiro | Bailarinos Convidados: Patrícia Henriques, Patrícia Main, Miguel Ramalho.

 

28 de abril, 11:00h

Cinema Infantil

“Bailarina”, de Éric Summer e Éric Warin

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FRA/CAN | 2016 | 89 min.      

Destinatários: famílias e crianças maiores de 6 anos | M/6 anos

Entrada gratuita

Paris, 1880. A viver num orfanato desde muito pequena, Felícia, de 11 anos, sonha tornar-se bailarina. A sua paixão revela-se a cada momento da sua vida e cada lugar lhe parece um palco onde rodopia e faz "pliés", ao mesmo tempo que fantasia com os aplausos de grandes plateias. Um dia, acompanhada por Victor, o seu melhor amigo – que deseja mostrar ao mundo as suas grandes invenções –, decide fugir. Os dois rumam a Paris, a cidade das luzes, onde lhes tudo parece possível. Felícia inscreve-se como aluna na famosa escola da Ópera de Paris, considerada uma das maiores e mais tradicionais companhias de dança do mundo, onde espera aprender tudo o que necessita. Como o que lhe falta em técnica sobra em determinação, esta menina corajosa sente-se capaz de enfrentar todas as adversidades e conquistar o título de "prima ballerina"…

 

Exposição "Aquarelas do Descobrimento"

Exposição de Carybé inspirada na Carta de Pero Vaz de Caminha chega a Lisboa no mesmo dia em que Pedro Álvares Cabral partiu para a descoberta do Brasil

Coleção promovida pela Embaixada do Brasil traz 52 obras de um dos artistas plásticos que melhor retratou o país

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No dia 9 de março de 1500, a armada comandada por Pedro Álvares Cabral partiu de Lisboa, na expedição que resultou na descoberta do Brasil. Na mesma data, 519 anos depois, um dos mais importantes trabalhos inspirados neste acontecimento faz o caminho inverso. No dia 9 de março de 2019, inaugura-se no Palácio da Independência, em Lisboa, a exposição “Carybé – Aquarelas do Descobrimento”.

As 52 obras que integram a exposição do artista plástico que, ao longo da sua brilhante carreira, retratou o Brasil como nenhum outro é uma versão em aquarela sobre o registo mais antigo da existência do país: a Carta de Pero Vaz de Caminha. Originalmente, os desenhos foram feitos em tinta nanquim e publicados em preto e branco no livro “Carta a El Rey Dom Manuel”, uma releitura do documento histórico idealizada pelo escritor Rubem Braga.

Em cores vivas e traços leves, Carybé dá vida a momentos mais marcantes da narrativa portuguesa sobre o Brasil: a navegação da esquadra; o avistar das terras; o primeiro contato entre portugueses e índios; a troca de culturas; a primeira missa; o pau-brasil. Cenas dos primeiros encontros que, mais tarde, com a contribuição igualmente fundamental dos africanos, dariam origem ao povo brasileiro. As 52 obras possuem formato 50x40cm, emolduradas com vidro e passe-partout.

 

A exposição é uma iniciativa da Embaixada do Brasil, que tem por objetivo reforçar ainda mais os históricos laços que unem Brasil e Portugal, ressaltando a singularidade da cultura brasileira ao mesmo tempo que revela as afinidades que aproximam os dois povos. Ademais, fortalece a posição da Embaixada como promotora das artes brasileiras no exterior.

 

“A vertente cultural é dos pilares mais importantes do relacionamento entre Brasil e Portugal”, afirma o embaixador do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo Machado. “É a primeira vez que esta exposição sai do Brasil e o destino não poderia ser outro, que não Portugal. Temos a expectativa de que as obras, por sua delicadeza, beleza e sentido histórico, atraiam grande público para a exposição”, completa o embaixador.

 

“Aquarelas do Descobrimento” tem como curadora Solange Bernabó, filha de Carybé. O trabalho procurou privilegiar a sintonia entre os momentos do artista, com a sua técnica privilegiada, e o marco da história do Brasil revelado em traços leves, coloridos e minuciosos.

 

“Carybé foi um exímio desenhista e aquarelista, arte aparentemente simples, mas que exige maestria técnica e não permite correções. Partindo do relato escrito por Caminha, usou sua imaginação e conhecimento, para transformá-lo em imagens, dando-nos a sensação de termos testemunhado os acontecimentos que há mais de cinco séculos deram origem ao Brasil”, afirma Solange Bernabó.

 

A curadora lembra que os desenhos da exposição que chega a Lisboa foram feitos por Carybé para uma edição comemorativa da Carta em que Pero Vaz de Caminha deu parte ao rei de Portugal, D. Manuel, tendo como mote o quinto centenário de nascimento de Pedro Álvares Cabral, em 1968.

 

A adaptação do texto antigo foi feita por Rubem Braga, amigo e compadre do pintor, que na sua introdução diz: “Esta edição, pela sua natureza, não comporta notas nem glossário. A novidade verdadeira que ela traz, e que a justifica, são os 52 desenhos que a ilustram, do cidadão baiano Carybé.”

 

Carybé nasceu como Hector Julio Páride Bernabó, em Lanús, na Argentina, em 1911. Passou a infância e a adolescência no Rio de Janeiro. Foi aos 8 anos, como escuteiro no Clube de Regatas Flamengo e membro da Patrulha dos Peixes, que surgiu a alcunha. A inspiração veio da feroz piranha Pygocentrus Cariba, das margens dos rios Orinoco e Amazonas. Do Rio de Janeiro, Carybé viajou o mundo até mudar-se definitivamente para o Brasil em 1949.  Naturalizou-se brasileiro oito anos depois e viveu em Salvador até a sua morte, em 1997. A relação do artista com o país que escolheu sempre esteve declarada na sua obra. Tanto nas diversas exposições internacionais que realizou, quanto em trabalhos que levavam a sua arte para o quotidiano das pessoas. Como o mapa do Brasil personalizado que decorava os aviões Electra II, da Varig, nos anos 60, e os murais em fachadas de prédios comerciais de vários estados brasileiros. Sobre os trabalhos que cruzaram fronteiras, pode-se citar os dois painéis que retratam a diversidade cultural do continente americano e a conquista do oeste estadunidense pelos colonos peregrinos e que adornam o Aeroporto Internacional de Miami, nos Estados Unidos; o quadro “São Sebastião”, no acervo dos Museus do Vaticano; e uma pintura no Castelo de Balmoral, residência de férias da Rainha Elizabeth II, em Escócia. Carybé também ilustrou livros de autores importantes como Gabriel García Márquez, Pierre Verger e do seu grande amigo Jorge Amado.  

 

 

 

CARYBÉ – AQUARELAS DO DESCOBRIMENTO EM LISBOA

Palácio da Independência

Morada: Largo de São Domingos, 11, Rossio (Ao pé do Teatro Nacional Dona Maria II)

Horários de funcionamento: De segunda a sexta-feira: das 9h às 19h – Sábado: das 11h às 21h.

Entrada gratuita

A exposição fica em cartaz de 9 de março até o dia 4 de maio

 

 

 

 

CARYBÉ EM PORTUGAL

 

Exposições:

 

1980 Semana de Arte Estoril, Lisboa – Portugal

1981 Exposição no Casino Estoril, Estoril – Portugal

1986 Exposição na Galeria Estoril, Lisboa – Portugal

1989 Exposição no Casino Estoril, Estoril – Portugal

1993 Exposição no Casino Estoril, Estoril – Portugal

 

Acervos:

 

Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa – Portugal

• Museu de Arte Contemporânea, Lisboa – Portugal

 

Roteiro reúne investigadores, educadores e escritores negros

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Investigadores, educadores, professores e escritores negros vão estar reunidos no próximo sábado, dia 23, no auditório da Escola de Hotelaria de Setúbal, pelas 15h00, para uma reflexão coletiva sobre a “(Sub)Representatividade Negra na (Re)Produção de Conhecimento”, a partir do seu “lugar de fala” e da sua experiência nas escolas, academia e campo literário.

 

Depois de uma estreia centrada no racismo enquanto narrativa, impressa na memória histórica e nos média, o Roteiro para uma Educação Antirracista, iniciativa da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal (ESE/IPS), em parceria com a Câmara Municipal de Setúbal (CMS), cumpre o seu segundo debate no âmbito de um ciclo que se prolonga até setembro, percorrendo vários espaços públicos da cidade de Setúbal.

 

Dividida em duas mesas de debate, uma em torno do universo da escola e da academia, e a outra dedicada à produção literária, a sessão conta com os contributos do investigador Bruno Sena Martins, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES-UC), de educadores e professores vindos de vários estabelecimentos de ensino da Grande Lisboa, dos membros da associação Afrolis, Apolo de Carvalho e Carla Fernandes, e de Raquel Lima, da associação Pantalassa, ambos espaços importantes de expressão cultural para os afrodescendentes.

 

A iniciativa será também uma oportunidade para conhecer o que estão a produzir os autores negros, da literatura infantil aos temas de cariz político-filosófico, através do projeto Literaturas Afrikanas, que disponibilizará uma banca de livros com uma seleção de obras alusivas às questões em debate.

 

O roteiro, com entrada livre, prossegue a 9 de março com o tema “Eurocentrismo e silenciamento nos manuais escolares”.

 

Festival de Percussão e Bateria de Lavra realiza 11ª edição

 4 e 5 de maio no Auditório Mário Rodrigues Pereira

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À semelhança dos anos anteriores, o cartaz da 11ª edição integra nomes nacionais e internacionais de grande referência do panorama musical, com o objetivo de divulgar e promover diferentes perspetivas e abordagens da bateria e percussão, bem como o estudo destes instrumentos.

No dia 4 de maio, o cartaz do Festival destaca a iniciativa New Kids on Drums, em que a Escola de Música de Lavra convida outras escolas a participar no festival, apresentando cada uma, um aluno de bateria, com idade até aos 18 anos.

Miguel Casais é um dos cabeças de cartaz para o primeiro dia de Festival. O baterista português começou a tocar bateria aos 12 anos, tendo estudado com alguns bateristas de topo nacionais e internacionais, entre os quais se destacam Nikkie Glaspie, Joel Rosenblatt ou Michael Lauren. No domingo, 5 de maio pelas 11h30 decorre uma masterclass com Miguel Casais onde serão abordados vários temas como, dicas para um baterista freelancer e exercícios lineares entre outros. A masterclass possui um número limitado de vagas.

Mas a bateria também se toca no feminino, sendo Emmanuelle Caplette a figura feminina de destaque mundial da 11ª edição do Festival de Percussão e Bateria de Lavra. A canadense que marcará presença no evento a 4 de maio, começou a tocar com 9 anos nos Drum Corps. Em 2008 chamou a atenção do produtor Guy Tourville que lhe deu a oportunidade de gravar os seus primeiros singles na rádio, “Une fois pour toutes” de Chantal Toupin e “Tu ne m’aimeras plus” de Cindy Daniel e o álbum “Broco show”.

No cartaz do dia 4 de maio está também previsto um workshop dos Paris Monster, banda constituída por Josh Dion (bateria, voz e sintetizador) e Geoff Kraly (baixo, sintetizado modular). Josh Dion cresceu entre a sonoridade do rock clássico. A forma como cruza a filosofia de vida e a bateria é um reflexo do tempo dedicado ao instrumento e alguma influência familiar: «Ao crescer, sempre soube que era isto que queria fazer. O meu pai é baterista e cresci rodeado por baterias e sem qualquer pressão para ser muito bom ou algo assim. Apenas tocar».

Assim e ao longo de um fim-de-semana, o 11º Festival de Percussão e Bateria de Lavra como tem sido hábito ao longo dos últimos 10 anos irá promover diferentes perspetivas e abordagens do instrumento, através de iniciativas tais como demonstrações práticas, workshops e masterclasses, privilegiando a interação com o público presente. Destaca-se ainda a apresentação de várias novidades no mundo dos instrumentos musicais e o sorteio de vários prémios pelo público presente. 

De acordo com Francisco Lima, músico e coordenador do Festival de Percussão e Bateria de Lavra, «este evento tem como objetivo proporcionar a abordagem de vários estilos de música e a sua interligação com a bateria, estimulando assim a criatividade e fazendo com que a bateria e os instrumentos de percussão sejam capazes de passar uma mensagem artística», explica.

O Festival tem como destinatários alunos da Escola de Música de Lavra, alunos de bateria e percussão em geral, músicos e entusiastas destes instrumentos e apreciadores do mundo das artes. Com entrada livre os interessados em participar no Festival de Percussão e Bateria de Lavra poderão saber mais no site, Facebook e Instagram do evento.

 

EMARP - Exposição INTERMITÊNCIA, SINTAXE E CINTILÂNCIA - Via Imaterial

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INTERMINTÊNCIA, SINTAXE E CINTILÂNCIA
Exposição de Via Imaterial

25 de março a 3 de maio de 2019
Dias úteis das 8h30 às 17h30

Arte é história de rotina da não funcionalidade, da submersão de uma longa jornada de atitude e revelação, indecisão e determinismo. Novas modalidades da experiência e da enunciação são presentemente fomentadas como práticas sociais; nesta medida, o acto criativo está indissoluvelmente associado à ordem do distintivo, ao nominal, designadamente por meio de hábitos e procedimentos por via dos quais uma geração inscreve singularidade, mantendo, contudo, uma relação dominada pela produção de um discurso que se regista de acordo com o curso de uma operação de natureza colectiva.
 
A série Intermitência, Sintaxe e Cintilância (2019) especialmente concebida para esta ocasião, reúne um conjunto de seis propostas que derivam de um arquivo no qual se encontram depositados centenas de documentos que conjugam informação relativa a uma prática que entre outros princípios, considera uma linguagem iniciada ainda antes do final do séc. XIX, nomeadamente por van Gogh, que numa das cartas escritas ao irmão descreve um invulgar cenário, uma paisagem repleta de estranhos objectos, formas e cores, resultado de uma caminhada ao longo de uma lixeira local.
 
Não há um termo exacto para definir ou determinar aquilo que esta série de imagens poderá desencadear, ou melhor, existem vários termos que não reúnem consenso, o que num sentido poderá ser positivo. Significa isto que, embora a natureza daquilo que aqui se vislumbra dependa invariavelmente de toda uma livre associação, incrementada ao longo de pelo menos dois séculos, aquilo que se corporiza na mente do observador é intimamente subjectivo.
 
A palavra “poesia”, que pode e deve continuar a ser lembrada como princípio da transformação de uma linguagem noutra, como transubstanciação, era originalmente uma palavra grega que significava literalmente “criar”, e que não era exclusividade da linguagem escrita ou falada.
 
A razão desta lógica parece justificar-se de acordo com o facto da nossa linguagem e dos nossos pensamentos, relativamente a coisas naturais, considerando por exemplo uma planta, terem à sua volta uma espécie de balão de informação repleto de associações. A “coisa” tem as suas qualidades físicas e o respectivo “balão” gera todo um contexto metafísico, produto de uma estética, história ou mitologia. Temos vivido na presença de um mundo natural com o qual temos tido oportunidade de desenvolver relações próprias. A velocidade com que temos vindo a equacionar novas imagens é de uma intensidade indescritível. Não temos tido naturalmente o tempo necessário para nos envolvermos mais intimamente com todo este material. Tentar devolver a estas coisas maior significado é definitivamente um dos grandes desafios da arte actual.
 
É portanto claramente evidente que a arte do final do séc. XIX traduzia já a consciência da existência de um mundo também ele artificial. Foi nesta medida que a produção industrial começou a ter um impacto estético. De forma mais genérica, poderemos olhar para todo este processo como o princípio de uma tendência para enumerar uma série de possibilidades segundo um processo nominativo, seletivo. Hoje, séculos depois da formalização do princípio da nominação, e do início da modernidade, por volta de 1800 – com a consequente autonomia da obra de arte -, podemos usar de tudo na concepção de imagens e objectos. Qualquer material pode ser incluído como portador de informação relevante, e não apenas no que toca a materiais, considerando igualmente técnicas e possibilidades formais. O problema é que, mesmo num mundo finito, o leque de possibilidades é de tal forma abrangente que, aparentemente, parece ser irrelevante o desenvolvimento de novos meios na produção de arte. Parece já não constituir a principal motivação. Será isto matéria de um passado demasiadamente premente, envolto em tradição, inviabilizando um futuro totalmente promissor?

Via Imaterial é a designação dada ao espaço que marca a passagem de recursos físicos para o meio virtual, tornando-os imateriais e, por esta via, visíveis aos olhos de um observador — na sua casa, num café ou escritório, independentemente da sua localização —, diante de um dispositivo, o mesmo com que reserva uma mesa num restaurante ou, uma entrada para uma peça de teatro. Poderá dizer-se que estas são imagens da literal tradução de um fluxo de informação que se torna na generalidade acessível, pelo menos potencialmente, por um período indefinido de tempo, a todos aqueles que de uma forma ou outra passaram a habitar e a tirar partido de um espaço oficialmente inaugurado em 1989. Estamos na presença de repositórios virtuais, de uma gama de coisas interpretativas, de um carácter especulativo, perante um mundo físico, afirmativo, repleto de objectos e, de uma vasta esfera de associações daí proveniente, reflexo de uma actividade não visível nem quantificável. Além do espaço de representação — segundo condição — ocupamos, por optação, o tempo da ficção. É esta a actualidade.