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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Casa da Memória recebe exposição fotográfica de Guimarães, de Duarte Belo

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A fotografia, a música, bem como o espaço e o movimento, são alguns temas em destaque na programação de novembro da Casa da Memória (CDMG). Duarte Belo, nome de referência no campo da fotografia, é o guia de visita deste mês, no mesmo dia em que é inaugurada a sua exposição “Depois do tempo”, uma mostra que percorre um hiato temporal de 30 anos, desde uma primeira fotografia feita em 1988, até ao presente, para mostrar Guimarães e a sua paisagem envolvente. No dia 17, o ciclo de conversas “Memórias da Memória” terá Ana Paixão como convidada, que nos falará sobre a memória no campo da música. No “Domingos em Casa” deste mês (dia 18), as famílias serão desafiadas a descobrir física e sensorialmente os diferentes espaços da CDMG.

 

A Casa da Memória inaugura este sábado, 03 de novembro, às 17h00, uma exposição de Duarte Belo que percorre um hiato temporal de 30 anos, desde uma primeira fotografia, feita em abril de 1988, até ao presente, que procura descrever a cidade de Guimarães e a sua paisagem envolvente. Autor de um acervo de mais de um milhão de imagens de todo o Portugal continental e ilhas desde 1982, devidamente catalogado e organizado, Duarte Belo é, sem dúvida, um nome de referência na compreensão visual do território português nos últimos trinta e cinco anos.

 

Intitulada “Depois do tempo”, esta exposição é um diálogo entre matérias e formas, aparentemente desconexas, para mostrar Guimarães e o seu território circundante. É um modo de revelar processos de relação com a terra, com as tecnologias de captura da imagem pela fotografia, pelas manualidades associadas aos processos de comunicação de conceitos, linhas de pensamento. É o discurso construído entre a imagem da cidade e uma forma possível de a representar. A exposição poderá ser visitada de terça a domingo, até ao dia 30 dezembro.

 

A propósito da inauguração da sua exposição, Duarte Belo é o guia de visita deste mês, altura em que nos falará sobre a sua memória visual de Guimarães, cidade que fotografa regularmente desde o final da década de oitenta.

 

No dia 17, às 17h00, o ciclo de conversas “Memórias da Memória” convida Ana Paixão para abordar a ligação entre música e memória. A escrita e a audição musicais implicam permanentemente memória. Ouvimos temas, melodias, formas sonoras porque memorizamos sequências, que reencontramos adiante na mesma obra, ou mesmo em diferentes obras que dialogam entre si. A composição tece-se nesse permanente entrelaçado de sons apreendidos que alternam com secções novas. Por que é que nesse jogo ininterrupto, entre memória e inovação, a música nos faz vibrar e nos toca? Ana Paixão é doutorada em literatura comparada com uma tese sobre «Retórica e técnicas de escrita literárias e musicais em Portugal - séculos XVII e XIX». Investigadora do Centro de Estudos de Sociologia e de estética musical da Universidade Nova de Lisboa, trabalhou na Universidade de Paris III e no Conservatório nacional em Lisboa. Desde 2010, ensina na Universidade de Paris 8 e dirige a Casa de Portugal - André de Gouveia.

 

Como habitualmente, o penúltimo domingo do mês traz-nos uma nova oficina para toda a família. No Domingos em Casa de novembro, dia 18, às 11h00, serão exploradas técnicas de movimento e da interação dos eixos corpo-espaço-objeto. Quanto espaço ocupa o meu corpo? Que marcas deixo nos espaços por onde percorro? Como registar o espaço que ocupo? Nesta oficina, miúdos e graúdos irão descobrir física e sensorialmente os diferentes espaços da Casa da Memória e deixar lá a memória dos seus corpos. Orientado por Melissa Rodrigues, este Domingos em Casa é dirigido a maiores de 3 anos e tem o custo de 2,00 euros, estando sujeito a inscrição prévia até ao dia 15 de novembro através do telefone 253424700 ou do e-mail mediacaocultural@aoficina.pt.

Bruno Nogueira apresenta DEPOIS DO MEDO | Anúncio de datas de Digressão

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10 anos depois, Bruno Nogueira está de volta ao Stand Up. 

Depois do Medo é o nome do espectáculo original que assinala o seu regresso aos palcos neste formato. A estreia tem lugar no próximo dia 29 de Novembro, no Teatro das Figuras em Faro.

 


SINOPSE
Depois do Medo marca o regresso de Bruno Nogueira ao stand up e, juntamente com isso, o regresso à escrita de sinopses na terceira pessoa do singular. Neste seu novo espectáculo, Bruno Nogueira aborda questões que só incomodam pessoas que têm demasiado tempo livre. Entre os temas interessantíssimos poderão encontrar a intrigante problemática das pessoas que, sem terem nada na boca, mastigam quando estão a olhar para alguém a comer. Um encantador processo mental.
Como podem ver, o mundo, tal como o conhecem, vai ficar exactamente igual. Mas o Bruno, tal como o conhecem, vai ficar muito mais aliviado de ter semeado os problemas dele na vossa cabeça.

 


DEPOIS DO MEDO | DIGRESSÃO | DATAS
(Mais datas a anunciar brevemente.)

 

29 Novembro 
Teatro das Figuras, Faro

1 ESGOTADO e 2 Dezembro 
Teatro Aveirense, Aveiro

7 Dezembro 
CAE São Mamede, Guimarães

5 Janeiro 
Teatro Ribeiro Conceição, Lamego

11 Janeiro 
Auditório do Ramo Grande, Praia da Vitória, Ilha Terceira

12 Janeiro 
Teatro Micaelense, Ponta Delgada, Ilha de São Miguel

18 Janeiro 
TAGV, Coimbra

19 Janeiro 
Cine Teatro Torres Vedras

24 Janeiro 
Teatro José Lúcio da Silva, Leiria

25 Janeiro 
Cine Teatro Garret, Póvoa Varzim

26 Janeiro 
CAE Portalegre

1 Fevereiro 
Auditório do Complexo Paroquial, Mangualde

2 Fevereiro 
Casa da Cultura, Seia

21 Fevereiro 
Teatro Garcia de Resende, Évora

23 Fevereiro 
Teatro Municipal Constantino Nery, Matosinhos

1 Março 
Centro Cultural, Lagos

2 Março 
Teatro Sá da Bandeira, Santarém

8 Março
Auditório Municipal Augusto Cabrita, Barreiro

9 Março 
Cine Teatro António Lamoso, Stª Maria da Feira

15 Março 
Teatro Municipal, Vila Real

16 Março 
CAE Figueira da Foz

22 e 23 Março 
Porto, local a anunciar em breve

28 Março 
Theatro Circo, Braga

30 Março 
Teatro Viriato, Viseu
1 Abril
Lisboa, local a anunciar em breve.

 

CIAJG inaugura novo ciclo de programação com exposições de João Cutileiro e José de Guimarães (20 outubro)

 

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O dia 20 de outubro assinala o início do 3º ciclo expositivo de 2018 do Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), com a inauguração de uma exposição que mapeia a duradoura e ampla influência que João Cutileiro teve na arte portuguesa dos anos 1960 a 1990 e, ainda, uma mostra que reúne obras inéditas em cartão, incluindo maquetas de trabalhos públicos projetados e construídos em Portugal e no estrangeiro, que dará ao grande público uma ideia muito clara da dimensão processual e experimental do trabalho de José de Guimarães. A inauguração está marcada para as 18h00.

 

No próximo dia 20 de outubro, às 18h00, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) inaugura o seu terceiro e último ciclo expositivo deste ano com as exposições “Constelação Cutileiro” e “José Guimarães / Da dobra e do corte”, às quais se juntará uma exposição de desenho de Rui Chafes em dezembro. As exposições permanecerão patentes no Centro até fevereiro de 2019. Revelar grupos de trabalho inéditos ou menos conhecidos de artistas centrais do panorama artístico em Portugal, contribuindo assim para elucidar e ampliar o conhecimento dos respetivos percursos, tem sido uma das estratégias de programação do CIAJG. 

 

Neste ciclo expositivo, em três novas e extensas exposições, especificamente produzidas para o espaço do Centro, lança-se um olhar retrospetivo sobre os anos iniciais do trabalho de João Cutileiro, altura em que, entre Londres e Évora, redefiniu a prática da escultura em Portugal, resgata-se do atelier de José de Guimarães um conjunto de pequenas esculturas nunca antes mostradas que desvelam uma rara prática experimental e processual, e, mais à frente, visita-se um dos mais secretos segmentos de trabalho ainda por conhecer como um todo, a produção em desenho de Rui Chafes – luminosa revelação de um imenso e denso universo de fantasmas e formas. 

 

Com curadoria de Nuno Faria e Filipa Oliveira, “Constelação Cutileiro” mapeia a duradoura e ampla influência que João Cutileiro teve na arte portuguesa dos anos 1960 a 1990, nomeadamente o grupo de Évora (Charrua, Bravo, Lapa, Palolo) e a geração de artistas surgidos na década de 1980 (Manuel Rosa, José Pedro Croft, entre outros). Há muito aguardada pelo CIAJG, esta exposição homenageia o escultor português João Cutileiro (1937), indiscutivelmente um dos mais singulares artistas portugueses do século XX.  Excessivo, jubiloso, generoso, o seu trabalho marcou decisivamente a paisagem artística e cultural em Portugal a partir do final dos anos 1950 e início dos anos 1960, reunindo hoje um largo histórico de obras expostas em diversas geografias espalhadas por diferentes continentes e várias distinções internacionais (a sua primeira exposição individual data de 1951, tinha então catorze anos).

 

A presente exposição ensaia uma espécie de cartografia celeste da geometria das relações, afeições e interações de que Cutileiro, espécie de astro solar, foi o ponto referencial e o campo magnético dessa energia. “Constelação Cutileiro” lança um olhar sobre a produção inicial do autor, entre Évora, Londres e Lagos, integrando escultura, desenho e fotografia. É, na sua maioria, composta por peças de João Cutileiro colocadas em diálogo com obras de outros autores, mais velhos, da mesma geração ou de gerações posteriores, que com ele conviveram e privaram, reunidas numa lógica conotativa de forças e não de formas.

 

Assim foram escolhidas obras de uma ampla constelação de artistas como Júlio Pomar, António Charrua, Lourdes Castro, José Escada, Manuel Rosa, José Pedro Croft e Rui Chafes – algumas da coleção do próprio Cutileiro. Trabalhando com materiais como o cimento fundido, o bronze, o ferro soldado, o gesso ou o mármore corroído com ácido, por exemplo, João Cutileiro abriu um modo novo de encarar a prática escultórica em Portugal, baseada numa abordagem performativa, iminentemente matérica, oscilando entre forma e informe, remetendo para motivos ou arquétipos da história ou da pré-história da escultura, num diálogo entre épocas e geografias diversas. As vénus do Paleolítico, a arte egípcia ou etrusca, Giacometti, Pompeia, a tradição da arte funerária ou a influência do surrealismo, marcam na obra do artista uma prática em que a radicalidade no uso dos materiais convive com um inusitado arrojo formal e estilístico.

 

José de Guimarães (1939), considerado um dos principais artistas plásticos portugueses de arte contemporânea – e cujo nome é atribuído a este Centro –, apresenta neste novo ciclo uma exposição que reúne obras inéditas em cartão, incluindo maquetas de trabalhos públicos projetados e construídos em Portugal e no estrangeiro, que dará ao grande público uma ideia muito clara da dimensão processual e experimental do trabalho de José de Guimarães – trabalho este que conta com uma vasta e notável obra na pintura, escultura e outras atividades criativas, o que faz com que seja dos mais galardoados artistas portugueses, tendo muitas das suas obras expostas em diversos museus europeus, bem como nos Estados Unidos da América, Brasil, Canadá, Israel e Japão.

 

O CIAJG tem vindo a mostrar segmentos, por vezes extensos, do trabalho de José de Guimarães pouco ou nada conhecidos do grande público e mesmo do público especializado. Depois de “Provas de Contacto” (2014) onde se mostrava um conjunto de obras feitas através de processos de transferência da imagem (técnicas de gravura, stencil, etc.) e “Pintura: Suites monumentais e algumas variações” (2015), em que se procedia a uma revisão de várias fases do percurso em pintura do autor, apresenta-se, agora, “Da dobra e do corte” que reúne cerca de 170 peças, inéditas na sua maioria. Reúne-se um extenso grupo de esculturas em pequena escala, feitas em cartão e em papel – que, até hoje, permaneceram inéditas no atelier de José de Guimarães –, em diálogo com um notável e desconcertante conjunto de desenhos realizados sobre os mais diversos suportes e nas mais diversas técnicas.

 

Trata-se de uma mostra que apresenta trabalho irredutivelmente experimental e processual, em que é notória a forma como a inteligência da mão se articula com uma total liberdade da imaginação, numa fluidez formal admirável. De facto, o autor parece mais uma vez ter construído um alfabeto de formas em materiais pobres, abstratas ou geométricas na sua grande maioria, figurativas em menor número. Com ou sem finalidade imediata, algumas das peças serviram como maquetas para trabalhos de escala pública, outras funcionaram como primeira abordagem a uma determinada configuração formal e outras, ainda, surgem como peças cuja escala é autossuficiente, não carecendo de ser ampliada. São peças que na origem estão próximas do gesto matricial do desenho, entendido enquanto projeto, mas que parecem também ter origem numa compulsão do fazer, entre o esquecimento do gesto e a memória do corpo.

 

De lembrar que a intervenção de Ann Hamilton, “Side by Side”, pode ser visitada até 25 de novembro no CIAJG. Recordamos que o CIAJG se encontra aberto de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita.

 

• Mythic Sunship estreiam-se em Portugal em Novembro •

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Mythic Sunship finalmente em Portugal


A banda de Copenhaga estreia-se em Portugal no próximo mês de Novembro para quatro concertos: Porto, Almada, Viseu e Guimarães, logo após ter editado, no passado dia 5 de Outubro, o seu quarto disco - "Another Shape of Psychedelic Music" - álbum gravado e produzido por Jonas Munk (Causa Sui) e lançado em duplo LP pela El Paraiso Records.

"Another Shape of Psychedelic Music" é, provavelmente, o álbum mais completo do grupo dinamarquês - mais cósmico, mais krautrock, mais doom e mais jazz do que os anteriores, agora com a notada presença de um saxofonista e com a adição de uma terceira guitarra (também gravada por Jonas Munk).

 
 
8/Novembro - PORTO - Woodstock69
9/Novembro - ALMADA - Sunburst Stoner Fest
10/Novembro - VISEU - Fora de Rebanho
11/Novembro - GUIMARÃES - Oub'lá

 

Bicicletas, Magic Carpets, canetas, brocas, martelos, linhas e couros são os ingredientes para um mês bem passado na Casa da Memória de Guimarães

 

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Em outubro, esperamos que as folhas caiam e começamos em busca de locais acolhedores antecipando os dias em que o frio ou a chuva comecem a espreitar. E a Casa da Memória de Guimarães (CDMG) está sempre pronta a acolher todos os queiram entrar e participar nas suas atividades. Este mês é de noc noc em Guimarães, e este festival – que convida artistas de diferentes áreas para apresentarem o seu trabalho em diversos espaços do centro da cidade – também bate à porta da Casa da Memória, que acolhe a dupla de designers Alexandre Kumagai e Maria Bruno Néo, que irá conceber a sinalética dos espaços que integram o roteiro deste ano. Na CDMG, a programação de outubro arranca no dia 06 com um Guia de Visita em duas rodas, com Carla Rocha e Paula Mendes, da GetGreen, a levarem-nos pela cidade em dia de Guimarães noc noc. Até ao dia 20, é ainda possível ver as intervenções e instalações artísticas de Hermionne Allsopp e Ida Blazicko, no âmbito do projeto e plataforma europeia Magic Carpets. No Domingos em Casa deste mês, vamos “Curtir o nosso Mapa” no dia 21, numa oficina criada e dirigida por Francisco Neves para toda a família.

 

No primeiro sábado do mês de outubro, a CDMG organiza o primeiro Guia de Visita em duas rodas. Se Guimarães desperta agora para o uso e fruição da bicicleta, há já muito tempo que Carla Rocha e Paula Mendes apostam na utilização pessoal, profissional e educativa deste meio de transporte. Impulsionadoras e entusiastas da mobilidade ciclável, são fundadoras da GetGreen – que desde 2013 se dedica a um sem número de atividades relacionadas com a bicicleta, da formação de ciclistas urbanos aos percursos turísticos. Antigas alunas da Universidade do Minho, Carla Rocha e Paula Mendes são as Guias de Visita de outubro da Casa da Memória, propondo uma deriva ciclista pela cidade em dia de Guimarães noc noc, associando-se a CDMG, mais uma vez, a esta iniciativa. A participação nesta atividade é gratuita e direcionada a todas as idades, estando apenas limitada ao espaço existente.

 

Até ao dia 20 de outubro, a Casa da Memória é um dos espaços alvo das intervenções e instalações artísticas de Hermionne Allsopp e Ida Blazicko, resultantes de um projeto colaborativo de pesquisa, interação e residência artística com a comunidade de Trás de Gaia e S. Gualter, entre julho e agosto, tendo como referência os rituais e costumes dos lavadouros públicos. A ação, levada a cabo pela Ideias Emergentes | Contextile 2018, em parceria com a Casa da Memória de Guimarães, insere-se no projeto e plataforma europeia Magic Carpets (envolvendo 13 países e 13 parceiros europeus, 2018-2021), cujo objetivo é promover a mobilidade de artistas e curadores emergentes e o trabalho com as comunidades locais. Desta forma, fomentam-se novas relações com a comunidade e outras leituras sobre o território e o pensamento artístico e criativo em torno do têxtil.

 

Como habitualmente, o penúltimo domingo do mês traz-nos uma nova oficina para toda a família. No Domingos em Casa de outubro, dia 21, às 11h00, vamos “Curtir o nosso Mapa”, como quem diz, vamos cartografar memórias e revisitar o mapa dos lugares que cada um tem dentro de si. De forma livre e criativa, com caneta, broca, martelo e picador. E linha, se preciso for. Através de desenho em superfície de couro, cruzam-se técnicas tradicionais com linguagens artísticas, aludindo à importância da indústria dos curtumes na cidade de Guimarães. Recordamos que, no penúltimo domingo de cada mês, a Casa da Memória procura diferentes interpretações para factos históricos, tradições, lendas, pessoas, lugares ou objetos, que se encontram no espaço expositivo para, no aconchego da Casa, promover encontros entre famílias, amigos, gerações, artistas e artesãos e, em conjunto, criar labirintos, inventar histórias, usar barro, linha ou papel, fazer comida, música e promessas, com as mãos, a cabeça e o corpo todo. Esta oficina, criada e dirigida por Francisco Neves, é dirigida a maiores de 8 anos e tem o custo de 2,00 euros, sendo sujeita a inscrição prévia até ao dia 18 de outubro através do telefone 253424700 ou do e-mail mediacaocultural@aoficina.pt.

 

De forma permanente, a Casa da Memória convida-nos igualmente a explorar a exposição “Território e Comunidade”, onde podemos encontrar histórias, documentos, factos e objetos que permitem conhecer diferentes aspetos da comunidade vimaranense. Na CDMG, é também possível realizar Visitas Orientadas e Oficinas Criativas ao longo de todo o ano, sujeitas a marcação com, pelo menos, uma semana de antecedência, através de telefone 253424700 ou e-mail mediacaocultural@aoficina.pt.

 

A CDMG encontra-se aberta de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita. A programação pode ser consultada em www.casadamemoria.pt.

Casa da Memória abre-nos as portas da nova temporada com dupla internacional como Guia de Visita, instalações artísticas no âmbito da Contextile e nova oficina no Domingos em Casa

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Setembro abre-nos as portas da nova temporada e convida a comunidade e os artistas a visitarem a Casa da Memória de Guimarães (CDMG) e a conhecerem a programação que as próximas semanas reservam. Logo a abrir o mês, e acompanhando o arranque da Contextile 2018, a Casa recebe Hermionne Allsopp e Ida Blazicko como Guias de Visita e também como protagonistas de intervenções artísticas neste espaço (entre outros na cidade), numa atividade inserida no projeto e plataforma europeia Magic Carpets. O Domingos em Casa de setembro propõe-nos uma oficina de catalogação criativa e autobiográfica intitulada “Do Vazio de uma Caixa a um Museu Portátil”. Até ao final do mês é ainda possível (re)visitar as exposições temporárias “Pergunta ao Tempo” e “Momento 2”, ambas com entrada livre.

 

No primeiro dia de setembro, às 17h00, a CDMG recebe uma dupla como Guia de VisitaHermionne Allsopp (Reino Unido) e Ida Blazicko (Croácia) – para apresentar o seu trabalho resultante das residências artísticas do projeto Magic Carpets, em Portugal. Através de uma parceria entre a CDMG e Ideias Emergentes | Contextile 2018, as artistas desenvolveram, durante dois meses, um trabalho de pesquisa, interação e relação com a comunidade de Trás Gaia e São Gualter que será, agora, apresentado pelas próprias. A participação nesta atividade é gratuita e direcionada a todas as idades, estando apenas limitada ao espaço existente.

 

A partir do mesmo dia, 01 de setembro, e até 20 de outubro, a Casa da Memória é um dos espaços alvo das intervenções e instalações artísticas desta mesma dupla de artistas, Hermionne Allsopp e Ida Blazicko, resultantes de um projeto colaborativo de pesquisa, interação e residência artística com a comunidade de Trás de Gaia e S. Gualter, entre julho e agosto, tendo como referência os rituais e costumes dos lavadouros públicos. A ação, levada a cabo pela Ideias Emergentes | Contextile 2018, em parceria com a Casa da Memória de Guimarães, insere-se no projeto e plataforma europeia Magic Carpets (envolvendo 13 países e 13 parceiros europeus, 2018-2021), cujo objetivo é promover a mobilidade de artistas e curadores emergentes e o trabalho com as comunidades locais. Desta forma, fomentam-se novas relações com a comunidade e outras leituras sobre o território e o pensamento artístico e criativo em torno do têxtil. Estas mostras podem ser vistas, gratuitamente, na CDMG de terça a domingo das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00.

 

Como habitualmente, o penúltimo domingo do mês traz-nos uma nova oficina para toda a família. No dia 23, às 11h00, o Domingos em Casa de setembro convida os participantes a partir da leitura para construir caixas de memórias, numa oficina com criação e orientação de João Terras. Uma caixa pode ser o nosso sótão, o nosso arquivo, o nosso museu portátil. Afinal, de que matéria somos feitos? Esta é uma verdadeira oficina de catalogação criativa e autobiográfica designada “Do Vazio de uma Caixa a um Museu Portátil”. Recordamos que, no penúltimo domingo de cada mês, a Casa da Memória procura diferentes interpretações para factos históricos, tradições, lendas, pessoas, lugares ou objetos, que se encontram no espaço expositivo para, no aconchego da Casa, promover encontros entre famílias, amigos, gerações, artistas e artesãos. A participação nesta oficina, dirigida a maiores de 5 anos, tem o custo de 2,00 euros e é sujeita a inscrição prévia até ao dia 20 de setembro através do telefone 253424700 ou do e-mail mediacaocultural@aoficina.pt.

 

Até ao culminar deste mês é ainda possível (re)visitar as exposições temporárias “Pergunta ao Tempo” – resultado de um longo processo de investigação sobre o património cultural, desenvolvido pelas crianças do 4º ano dos 14 agrupamentos de escolas do concelho de Guimarães – e “Momento 2” – exposição de antigos alunos do curso de Artes da Escola Secundária Martins Sarmento, que apresenta um conjunto de obras (desenho, pintura, fotografia e instalação, entre outras) que medeiam entre o tempo de aulas (1988 a 2002) e a atualidade. Ambas as mostras são de entrada livre e podem ser visitadas até 30 de setembro. A Casa da Memória convida-nos igualmente a explorar a exposição permanente “Território e Comunidade”, onde podemos encontrar histórias, documentos, factos e objetos que permitem conhecer diferentes aspetos da comunidade vimaranense através de um largo arco temporal: da Pré-História à Fundação da Nacionalidade, das Sociedades Rurais e Festividades à Industrialização do Vale do Ave e à Contemporaneidade.

 

A CDMG encontra-se aberta de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita. A programação pode ser consultada em www.casadamemoria.pt.

 

KIDS FEST chega aos centros Klépierre

 

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Em Setembro, os centros Parque Nascente, Aqua Portimão e Espaço Guimarães vão receber o KIDS FEST, onde marcam presença as Winx, Vila Moleza, Pocoyo, Abelha Maia, Ursinhos Carinhosos, Super Gatinhos, Galinha Pintadinha, Ruca e Heidi. São três fins-de-semana mágicos onde os mais pequenos vão poder cantar, dançar e conhecer as personagens ao vivo.

 

Quer esteja a Norte ou a Sul do país, reúna a família e garanta lugar num dos fins-de-semana de KIDS FEST com algumas das personagens infantis mais divertidas. Dias 8 e 9 no Parque Nascente, 15 e 16 no Aqua Portimão e 22 e 23 no Espaço Guimarães, os centros comerciais geridos pela Klépierre em Portugal, vão receber as personagens mais queridas, como a Heidi, os Ursinhos Carinhosos, a Vila Moleza, o Pocoyo e o Ruca, em três fins-de-semana que prometem muita música e dança nos espetáculos interativos. No final, os pequenotes vão ter um momento muito especial de Meet & Greet com os seus heróis favoritos, muitos deles já conhecidos pela divulgação no Canal Panda.

 

O espírito é de festa, por isso aproveite para um programa diferente, que vai ficar na memória de miúdos e graúdos. Venha mais cedo e comece com uma refeição na zona de restauração onde, cada um, encontra a sua opção mais deliciosa. Com calma, consiga o melhor lugar para assistirem à parada e aos espetáculos interativos onde vai reinar a música para cantar e dançar. Não se iniba e junte a sua voz ao dos seus filhos nas músicas mais conhecidas e siga as coreografias. No final, leve uma recordação especial para casa: Aproveite o Meet & Greet para conhecer e tirar uma fotografia com os personagens favoritos.

 

Visite o Parque Nascente, Aqua portimão e Espaço Guimarães e prepare-se para cantar, dançar e saltar ao vivo com as Winx, Vila Moleza, Pocoyo, Abelha Maia, Ursinhos Carinhosos, Super Gatinhos, Galinha Pintadinha, Ruca e Heidi.

 

Não fique de fora da animação KIDS FEST nos centros Klépierre. Desfrute de um fim-de-semana em família e seja o herói dos seus filhos.

 

Ícones da música nacional e criatividade feminina iluminam a 12ª edição do Manta

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O ponto de (re)encontro que nos reúne no primeiro fim de semana de setembro está bem assinalado: basta procurar a Manta estendida nos jardins do Centro Cultural Vila Flor (CCVF), em Guimarães. E assim nos cruzaremos inevitavelmente com a música e daremos entrada numa nova temporada cultural, num mês que celebra igualmente os 13 anos de vida do CCVF. E tudo começará nos dedos mágicos de Joana Gama, pianista e compositora – com participação dupla nesta edição ao inaugurar uma nova área do festival para um público mais jovem – que criará a atmosfera perfeita para a entrada dos Mão Morta, lendária banda nacional que aceitou o desafio de preparar um concerto especial onde haverá lugar para a antestreia de novas composições. Na segunda noite, o Manta será lugar de forte manifestação da criatividade feminina, com a artista brasileira LaBaq a anteceder a entrada em palco de Scout Niblett, cantora e compositora de talento ímpar que regressa a Guimarães com um concerto exclusivo.

 

Este ritual cultural e social que, nos últimos anos, tem preenchido o primeiro fim de semana de setembro, tem lugar num palco de relvado inteiro com horizonte entre o Castelo de Guimarães e o Centro Cultural Vila Flor, um mundo constituído por arte, natureza, arquitetura e interação comunitária – o Manta – que invade mais uma vez os jardins do CCVF para a sua 12ª edição, nos dias 07 e 08, com entrada livre.

 

Na primeira noite (21h30), a icónica banda Mão Morta, com 34 anos de carreira e 15 álbuns de originais, traz ao Manta a sua faceta mais imersiva, onde subtis crescendos e repentinas explosões se sucedem numa massa sonora mais ou menos suave e repetitiva, que nos embala pelas histórias negras e inquietantes que nos vão contando. Neste concerto, a banda promete tocar temas retirados um pouco de toda a sua discografia, mas também alguns módulos que irão integrar o seu próximo espetáculo e o seu próximo disco, e que farão no Manta a sua antestreia. Antes dos Mão Morta tomarem conta do palco, a pianista Joana Gama presenteia o público com um novo recital que intercala a obra multifacetada de Erik Satie com a de compositores que o seguiram na exploração do som, sem constrangimentos estéticos ou formais. Joana Gama faz, assim, conviver as obras de Satie – que convocam ambientes solenes, melancólicos e até dançantes – com as de Marco Franco, Federico Mompou, Morton Feldman, John Cage e Vítor Rua, num delicado jogo de afinidades.

 

No segundo dia, às 18h00, é inaugurada uma nova área do festival dedicada ao público mais jovem com um concerto comentado de Joana Gama envolto no universo do Erik Satie. Para além de compositor de música – o piano foi o seu instrumento de eleição –, Erik Satie gostava de guarda-chuvas, de desenhar e de marisco. Era uma pessoa solitária, mas com muito humor. Dirigido às crianças a partir dos 6 anos de idade, este concerto dará a conhecer, aos mais novos, uma perspetiva enriquecedora de uma das mais excêntricas personagens da história da música.

 

Chegada a noite de sábado (21h30), o Manta será lugar de forte manifestação da criatividade feminina, a começar com a prestação da artista brasileira LaBaq que, através de engenho tecnológico e beleza de composição, apresentará o seu sedutor universo de canções internacionalmente aclamadas. Com uma aura carismática que nos prende de imediato, a multinstrumentista e cantautora reclama nas suas músicas pela beleza das coisas simples da vida. De voz límpida que desliza nas melodias suaves que compõe, LaBaq tem vindo a deixar o público rendido e não para de colher um incrível reconhecimento junto da crítica. Depois o céu ficará mais estrelado e entrará em palco Scout Niblett, que visita o Manta para um concerto exclusivo, trazendo-nos à pele e ao espírito a experiência grandiosa do seu olhar criador. Cantora e compositora de talento ímpar, Scout Niblett é dona de uma voz simultaneamente doce, melancólica e cortante. Com uma sonoridade minimalista que obtém o máximo dos resultados, Niblett é conhecida pelas canções cruas e concertos intimistas que absorvem a audiência. De corpo estendido na manta do Manta, esta é, sem dúvida, uma noite para levitar.

 

Esta soma de fatores faz do Manta o ponto de (re)encontro obrigatório no regresso à cidade e também o contexto ideal para o lançamento da nova temporada cultural em Guimarães. Setembro é pois nome de código feliz.

Ann Hamilton inaugura projeto expositivo de larga escala em Guimarães a 1 de setembro

Após a residência artística no Centro Internacional das Artes José de Guimarães, a artista norte-americana apresenta, no âmbito da Contextile 2018, a exposição

“Side-by-side”, uma intervenção que restabelece uma ligação simbólica entre o lugar do novo e do antigo Mercado da cidade (agora Plataforma das Artes)

 

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No primeiro dia de setembro, com a abertura da Contextile 2018, descobrimos a intervenção que Ann Hamilton, célebre artista norte-americana, concebeu para a cidade de Guimarães. Após uma residência artística no Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) durante o mês de julho, Ann Hamilton apresenta finalmente “Side-by-side”, o projeto expositivo que criou especialmente para a Contextile 2018 - Bienal de Arte Têxtil Contemporânea, em parceria com o CIAJG.

 

“Side-by-side” (Lado-a-lado) restabelece uma ligação simbólica entre o lugar do novo e do antigo Mercado da cidade, agora Plataforma das Artes, inaugurada em 2012, que promete restaurar os laços afetivos entre dois lugares tão especiais nas dinâmicas sociais que atravessam Guimarães. Convocando duas instituições distantes no tempo mas próximas geograficamente, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães e a Sociedade Martins Sarmento, a artista propõe estabelecer uma circulação de imagens, objetos, pessoas e animais, mediada pelos cânticos do grupo coral “Outra Voz” e pelos ecos da memória do tempo passado.

 

Mais do que ser a formalização de uma exposição (mais do que formalizar enquanto exposição), “Side-by-side”, projeto que Ann Hamilton concebeu, no âmbito da Contextile 2018 - Bienal de Arte Têxtil Contemporânea, para e a partir da Cidade de Guimarães, propõe e opera uma deslocação física e mental no tempo e no espaço.

 

O projeto, que se estende por quatro lugares simbólicos de Guimarães – o Mercado, a Plataforma das Artes, sítio do antigo mercado, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães e a Sociedade Martins Sarmento – institui-se, em primeira instância, como um desenho à escala da Cidade, cujo fôlego traz consigo a potência de atravessar o tempo, através da reativação da memória do passado no presente, e de transportar-nos à origem mesma, ao ponto de cisão que conduziu a uma nova forma de ver e viver o mundo, a chegada de um tempo que é caraterizado pelo desencontro e o esquecimento: forma e função, interior e exterior, tempo e lugar, passado e presente, infância e idade adulta, corpo e espírito, terra e mesa, objeto e imagem, canto e memória, silêncio e palavra, homem e animal.

 

“Side-by-side” fala-nos sobretudo de resistência (enquanto forma de existir) – uma voz interior, anónima, que transportamos, consciente ou inconscientemente, connosco. Essa voz é uma vocação, um modo de fazer ou de dizer, que herdámos (em palavras e em gestos). É um imperativo ético que se declina e que toma existência estética quando colocado no mundo, o espaço em que coincidimos e que partilhamos com os outros seres (humanos, animais, vegetais, minerais). É dessa existência estética que nos fala Ann Hamilton, na sua obra em geral e nesta ampla intervenção em particular. Um gesto, um objeto, uma palavra, um nome, uma imagem, estabelecem uma ligação, espoletam afetos, memórias, novos modos de ver e de conceber.

 

Neste projeto, a artista faz conviver aquilo que potencialmente nos é mais familiar com algumas coisas que nos são estranhas. Qual a diferença entre o mercado e o museu? Entre homem e animal? Vida e morte? Na interseção de dois planos, na definição da existência simultaneamente como limite e como expansão, é na pele que a artista definiu o foco desta instalação – a pele como primeira roupagem, como membrana que separa e une interior e exterior, a pele que cria o contacto e que inventa a sensibilidade, a primeira e mais ancestral forma de inteligência, contemporânea do som mas anterior à palavra.

 

A instalação de Ann Hamilton reinventa o espaço simbólico do museu e do mercado (sacraliza o mercado, laiciza o museu), desloca o eixo de perceção dos objetos atribuindo-lhes um valor de troca em detrimento de uma valoração estética, propõe reaprender a ver, através do toque, do som, do olfato, da imaginação. 

 

Ann Hamilton (EUA, 1956) é uma artista visual reconhecida internacionalmente pelo envolvimento sensorial das suas instalações em grande escala. Usando o tempo como processo e material, os seus métodos invocam o lugar, a voz coletiva, as comunidades passadas e o trabalho presente, fazendo-nos despertar as capacidades sensoriais e linguísticas de compreensão que constroem as nossas faculdades de memória, razão e imaginação. Reconhecíveis por uma acumulação densa de materiais, os seus ambientes efémeros criam experiências imersivas que respondem poeticamente à presença arquitetónica e à história social dos locais onde intervém.

 

A par com a intervenção de Ann Hamilton, recordamos que o Centro Internacional das Artes José de Guimarães apresenta ao público – desde o passado dia 29 de junho – as exposições “Leopard in a Cage | Projetos inéditos (1969-2018)”, de Julião Sarmento, e “Mundo Flutuante | Trabalhos: 1996-2018”, de Pedro A.H. Paixão. “Leopard in a Cage” é uma exposição integralmente dedicada à reunião de projetos inéditos de Julião Sarmento, nunca antesvistos ou nunca produzidos, que cobrem todo o percurso de um dos mais destacados artistas portugueses. “Mundo Flutuante” é uma mostra antológica de desenhos e trabalhos em vídeo de Pedro A.H. Paixão que se encontra exposta, em contexto, nas salas dedicadas à coleção permanente do CIAJG, em articulação com um projeto sonoro especificamente concebido para o espaço expositivo.

 

No âmbito da sua programação, em setembro, o CIAJG irá ainda acolher duas conversas, de entrada livre, com convidados internacionais. No dia 13, Germain Viatte, célebre museólogo francês, fará uma intervenção sobre o seu mais recente projeto, uma exposição monográfica sobre Georges Henri-Rivière, precursor da museologia europeia. No dia 27 de setembro, Emanuele Coccia, filósofo italiano, autor da influente obra “A vida das plantas”, fará uma leitura no âmbito da exposição antológica de Pedro A.H. Paixão.

 

As exposições de Julião Sarmento e Pedro A.H. Paixão ficarão patentes até 07 de outubro. A intervenção de Ann Hamilton poderá ser visitada até 25 de novembro. Recordamos que o CIAJG se encontra aberto de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita.

Em mês de aniversário, as palavras-chave para abrir as portas do CCVF são Música, Dança, Teatro

 

 

CCVF abre temporada a comemorar 13 anos com Manta estendida e programa festivo de música, dança e teatro: Mão Morta, Scout Niblett, Joana Gama, LaBaq, MODS Collective, Olga Roriz, Teatro Oficina e mala voadora

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Em setembro, assinalam-se os 13 anos de vida do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, e a reabertura das portas ao público e à arte. A arte em estado original, diverso, contemplativo e inclusivo. O pontapé de saída para a nova temporada será dado nos jardins com o ritual cultural e social que, nos últimos anos, tem preenchido o primeiro fim de semana do mês: o Manta. E tudo começará nos dedos mágicos de Joana Gama, pianista e compositora – com participação dupla nesta edição ao inaugurar uma nova área do festival para um público mais jovem – que criará a atmosfera perfeita para a entrada dos Mão Morta, lendária banda nacional que aceitou o desafio de preparar um concerto especial onde haverá lugar para a antestreia de novas composições. Na segunda noite, o Manta será lugar de forte manifestação da criatividade feminina, com a artista brasileira LaBaq a anteceder a entrada em palco de Scout Niblett, artista inglesa radicada nos Estados Unidos que regressa a Guimarães com um concerto exclusivo.

 

O fim de semana que avizinha a data de abertura do CCVF – 17 de setembro – dirige os holofotes às artes performativas. “A meio da noite” chegará ao Grande Auditório pela mão de Olga Roriz no dia 15, numa profunda homenagem da coreógrafa a Ingmar Bergman, no ano de celebração dos 100 anos do realizador sueco. A 16 e 17 de setembro, o CCVF será investigado e desvendado pelo Teatro Oficina, em parceria com o serviço de Educação e Mediação Cultural, que levará o público a descobrir diferentes espaços “Do avesso”, percorrendo labirínticos corredores, recônditas oficinas e outras passagens (quase) secretas que abrigam memórias e preservam saberes das pessoas que aqui trabalham. A 22 de setembro, a música faz-se ouvir novamente no CCVF com a estreia nacional do espetáculo “Meet Cecil Satariano” apresentado pelo coletivo português MODS Collective. O teatro ganha especial protagonismo no final do mês com o díptico de peças “Moçambique” e “Amazónia”, da mala voadora, a subirem ao palco do Grande Auditório a 27 e 29 de setembro, respetivamente. O CCVF abre-se, assim, à cidade para, em conjunto, celebrar.

 

A celebração começa, com entrada livre, num palco de relvado inteiro com horizonte entre o Castelo de Guimarães e o Centro Cultural Vila Flor, um mundo constituído por arte, natureza, arquitetura e interação comunitária – o Manta – que invade mais uma vez os jardins do CCVF no primeiro fim de semana de setembro (dias 07 e 08) para a sua 12ª edição.

 

Na primeira noite, a icónica banda Mão Morta traz ao Manta a sua faceta mais imersiva, onde subtis crescendos e repentinas explosões se sucedem numa massa sonora mais ou menos suave e repetitiva que nos embala pelas histórias negras e inquietantes que nos vão contando. Temas retirados um pouco de toda a sua discografia, mas também alguns módulos que irão integrar o seu próximo espetáculo e o seu próximo disco, e que farão no Manta a sua antestreia. Antes dos Mão Morta tomarem conta do palco, a pianista Joana Gama presenteia o público com um novo recital que intercala a obra multifacetada de Erik Satie com a de compositores que o seguiram na exploração do som – Marco Franco, Federico Mompou, Morton Feldman, John Cage e Vítor Rua – num delicado jogo de afinidades.

 

No segundo dia, às 18h00, é inaugurada uma nova área do festival dedicada ao público mais jovem com um concerto comentado de Joana Gama envolto no universo do Erik Satie. Chegada a noite (21h30), o Manta será lugar de forte manifestação da criatividade feminina, a começar com a prestação da artista brasileira LaBaq que, através de engenho tecnológico e beleza de composição, apresentará o seu sedutor universo de canções internacionalmente aclamadas. Depois o céu ficará mais estrelado e entrará em palco Scout Niblett, que visita o Manta para um concerto exclusivo, trazendo-nos à pele e ao espírito a experiência grandiosa do seu olhar criador.

 

A 15 de setembro, a programação passa para o interior do CCVF com Olga Roriz a apresentar “A meio da noite” (21h30), uma homenagem da coreógrafa a Ingmar Bergman, no ano das celebrações do centenário do nascimento do realizador sueco. Poucos realizadores conseguiram, como este, encontrar profundidade no interior do ser humano. Os seus sonhos cheios de pesadelos foram a base inspiradora de muitos dos seus filmes. A impossibilidade de comunicação, a religião e a morte são as temáticas mais obsessivas de Bergman. No entanto, o mais importante na vida do realizador é a comunicação que conseguimos com outros seres humanos: sem isso estaríamos mortos. É nessa visão do realizador que Olga Roriz se inspira, nesses homens e mulheres assustadoramente reais, na solidão em luta constante com o interior. No final do espetáculo, a coreógrafa junta-se ao público no foyer do Grande Auditório do CCVF para um momento de conversa e partilha aberto a todos os presentes.

 

Nos dias 16 e 17 de setembro, o Teatro Oficina, em colaboração com o serviço de Educação e Mediação Cultural, abre as portas do CCVF para levar o público a descobrir “Do avesso” os lugares secretos deste espaço. Nesta visita performativa, vai-se investigar o que se esconde atrás do que está por trás – o que não se vê, o que não está em cena. Descobriremos onde nos levam os labirínticos corredores, as recônditas oficinas e outras passagens (quase) secretas que abrigam memórias e preservam saberes das pessoas que trabalham neste espaço, cuja magia começa fora do palco, na vida de todos os dias, no delicado labor de quem, com desvelo, prepara momentos tão efémeros quanto singulares. No domingo (16 de setembro), a estreia está marcada para as 17h00. Na segunda-feira (17 de setembro), haverá duas sessões para escolas, a primeira às 10h30 e a segunda às 15h00, que carecem de marcação prévia através do telefone 253 424 700 ou do e-mail mediacaocultural@aoficina.pt

 

A música volta a fazer-se ouvir a 22 de setembro, com a estreia nacional de MODS Collective Meet Cecil Satariano que chega a Guimarães depois da apresentação no âmbito do programa de Valletta 2018 - Capital Europeia da Cultura. Cecil Satariano foi um verdadeiro pioneiro do cinema em Malta, premiado internacionalmente, embora a partir dos anos 1980 tenha começado a cair no esquecimento. Este ano, por ocasião de Valletta 2018, o coletivo português MODS Collective resgatou os seus dois primeiros filmes que foram pela primeira vez digitalizados, voltando a ser exibidos publicamente. As duas curtas-metragens inspiraram uma residência artística no Centro Nacional de Cultura de Malta, onde se reuniram quatro músicos portugueses e um grupo de mais de 30 músicos malteses, incluindo um coro de que faz parte a filha do realizador. Juntos, construíram uma nova banda sonora para as duas curtas-metragens, explorando a linguagem de música improvisada que carateriza MODS Collective.

 

Na última semana do mês, a celebração alarga-se intensamente ao teatro com a companhia mala voadora a viajar até ao Grande Auditório do CCVF para apresentar o díptico de peças “Moçambique” e “Amazónia”. Com Jorge Andrade ao leme, a viagem começa com “Moçambique” a 27 de setembro. Jorge Andrade nasceu em Moçambique e veio para Portugal com 4 anos, mas em “Moçambique” (o espetáculo) constrói uma biografia como se tivesse lá ficado. Para tornar credível esta história de vida, ela é imposta à História do país. Jorge Andrade faz agora parte da História de Moçambique e, através dela, das suas vicissitudes políticas, da sua situação no contexto da Guerra Fria, das tramitações da economia internacional a que o país recém-independente foi sujeito.

 

Para encerrar esta celebração de mês inteiro, seguimos para a “Amazónia” no dia 29. Nesta que é a sequela de “Moçambique”, o mesmo grupo de personagens resolve ir para outro paraíso – a selva amazónica – para gravar uma telenovela ecológica. Os artistas procuram financiamento e as personagens da novela também, porque também elas querem empreender: querem civilizar a Amazónia, seguir o caminho universal da civilização. Como não faria sentido tratar um tema ecológico sem ser ecológico, a concretização deste espetáculo assenta na poupança de matéria-prima: o cenário é emprestado, o desenho de luz é reciclado, as músicas são de outros espetáculos da mala voadora, e as cenas são copiadas de espetáculos de outras pessoas. No fim do espetáculo, a mala voadora aterra junto do público para um momento de debate e partilha, numa conversa informal.

 

Entre os dias 24 e 26 de setembro, aproveitando a presença da mala voadora em Guimarães, o CCVF dá, ainda, a oportunidade de conhecer de perto os processos de trabalho e criação dos seus diretores, o ator e encenador Jorge Andrade e o cenógrafo José Capela, através de uma oficina dirigida a criadores e encenadores.

 

A programação completa do mês de setembro do Centro Cultural Vila Flor pode ser consultada em www.ccvf.pt. Os bilhetes para os espetáculos pagos poderão ser adquiridos, como habitualmente, nas bilheteiras do Centro Cultural Vila Flor, do Centro Internacional das Artes José de Guimarães e da Casa da Memória de Guimarães, bem como nas lojas Fnac e El Corte Inglês, entre outros pontos de venda, e na internet em www.ccvf.pt e oficina.bol.pt