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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

SERRALVES // DE 05 JUN A 19 JUN 2019 // INOVDESIGN EM ROADSHOW A PROMOVER O DESIGN NACIONAL

INOVDESIGN 2019 - ROADSHOWS

de 05 JUN a 19 JUN 2019

 

LOCAIS E DATAS: Viana do Castelo (5 jun), São João da Madeira (6 jun), Braga (12 jun), Guimarães (13 jun), Vila Nova de Famalicão (18 jun) e Paredes (19 jun).

 

Através de várias iniciativas entre as quais workshops, seminários, prémios e publicações, o projeto INOVDESIGN pretende realçar a importância do design na economia e o valor acrescentado da sua inserção nas cadeias de produção das empresas, assente em fatores de diferenciação como o marketing, as marcas e os modelos de negócios inovadores.

 

Deste modo, a Fundação de Serralves desenvolveu um conjunto de iniciativas agrupadas em três áreas de ação: CRIAR, CAPACITAR E INFORMAR.

 

A ação INFORMAR compreende o estudo, divulgação e partilha dos resultados das ações anteriores, nomeadamente dos workshops, seminários, concursos e prémio.

 

Para além destas ações, realizam-se agora seis ROADSHOWS com vista à sensibilização e dinamização dos setores industriais abordados, tendo em conta a sua atividade e metodologias.

 

Os ROADSHOWS terão lugar em seis cidades da Região Norte do país e pretendem informar e sensibilizar o respetivo tecido empresarial através da partilha e disseminação de boas práticas e metodologias, na adoção de modelos de negócio inovadores, e em que o design assuma um papel preponderante e diferenciador para o seu sucesso.

 

ROADSHOWS:

Programa geral: https://tinyurl.com/y26qaaro

 

Viana do Castelo | 5 Junho | 14h30

Biblioteca Municipal de Viana do Castelo 

Participantes: Lislei | Viarco | Vicara | Larus

 

  1. João da Madeira | 6 Junho | 14h30

Oliva Creative Factory  

Participantes: Wewood | Digitalab | Iduna | Ayres Gonçalo

 

Braga | 12 Junho | 14h30

GNRATION 

Participantes: Lislei | Patachou | Bullseye | Ikea Industry

 

Guimarães | 13 Junho| 14h30

ACIG - Salão Nobre 

Participantes: Wewood | The Board | Madre Loves Objects | Ikea Industry

 

Vila Nova de Famalicão | 18 Junho | 14h30

Fundação Cupertino de Miranda - CPS

Participantes: Lislei | Lobo Marinho | OPO Lab | Ikea Industry

 

Paredes | 19 Junho | 14h30

Casa de Cultura de Paredes

Participantes: Wewood | Mishmash | Rui Tomás | Ikea Industry

 

O projeto INOVDESIGN, promovido pela Fundação de Serralves, conta com a colaboração da ACIF - Associação Comercial e Industrial de Vila Nova Famalicão; da AEP - Associação Empresarial de Portugal, Câmara de Comércio e Indústria; da Associação Empresarial da Póvoa de Varzim; da AIMMAP - Associação dos Industriais Metalúrgicos Metalomecânicos e Afins de Portugal; da ANJE - Associação Nacional de Jovens Empresários; da APICCAPS - Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos; da APIMA- Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins; da ATP - Associação Têxtil e Vestuário de Portugal; da ESAD - Escola Superior de Artes e Design e da Fundação da Juventude

 

A participação nos ROADSHOWS é gratuita.

A inscrição deverá ser feita através do e-mail info@inovdesign.pt

Mais informações em www.inovdesign.pt

 

José Tolentino Mendonça visita CIAJG para uma conversa sobre a exposição 'Clareira' de Manuel Rosa (8 junho)

Conversa com Arcebispo, Arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e
Bibliotecário da Biblioteca Apostólica Vaticana tem lugar a 8 de junho
no Centro Internacional das Artes José de Guimarães

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Este sábado, dia 8 de junho, pelas 18h30, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) recebe José Tolentino Mendonça para uma Conversa sobre a Clareira, de Manuel Rosa, mostra que integra o atual ciclo de exposições do Centro, a visitar até 9 de junho. O atual Arcebispo, Arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e Bibliotecário da Biblioteca Apostólica Vaticana participa assim no presente ciclo do CIAJG dedicado ao ‘Pensamento Ameríndio’, que integra igualmente Variações do Corpo Selvagem: Eduardo Viveiros de Castro, Fotógrafo, com curadoria de Veronica Stigger e Eduardo Sterzi, Carõ - Multidões da Floresta, uma exposição de João Salaviza e Renée Nader Messora, e A Morte de Ubu, de João Louro. Por ocasião desta conversa, abre-se também espaço à apresentação do livro ‘Clareira’, desenhado por Pedro Falcão e editado pela Documenta e Fundação Carmona e Costa.
 
É a primeira vez que o CIAJG, em Guimarães, olha tão diretamente para os povos originais, como o faz agora neste primeiro ciclo expositivo de 2019. A programação do CIAJG para este ano realiza-se sob o mote “Resgatar a Diversidade”, entendida, de forma alargada, enquanto ecossistema conceptual, e integra um amplo e diverso conjunto de propostas. E desta forma o CIAJG pensa, debate, celebra e revela o mundo, a sua diversidade e riqueza cultural. Em conjunto, com todos os que o visitam, público ou artistas.

 
A visita de José Tolentino Mendonça ao Centro Internacional das Artes José de Guimarães acontece em forma de conversa, aberta a todos, para lançar um olhar sobre a obra de um dos mais singulares e originais escultores surgidos na década de 1980 em Portugal, Manuel Rosa, atualmente representada no CIAJG por uma clareira no denso espaço da coleção permanente, com peças de grande e pequena escala, em gesso, bronze ou areia de fundição, várias delas produzidas para esta exposição – Clareira – com curadoria de Nuno Faria (Diretor Artístico do CIAJG).
 
O vocabulário de Manuel Rosa é amplo em termos formais, temáticos e materiais. É um trabalho que, entre referências à escultura primitiva e pré-clássica, à Arte Povera e à geração de escultores britânicos surgida nos anos 80 do século passado, se destacou pela forma como construiu um forte sentimento de intemporalidade, por um lado, e uma intensa ligação à terra e aos materiais do lugar, por outro. Reiterando, por um lado, arquétipos poderosos – a casa, o barco, o corpo humano –, e, por outro, objetos sem aura, de uso corrente ou índole industrial – cabaças, bolas, baterias de automóvel –, o artista opera, com desconcertante liberdade processual, uma ininterrupta circulação entre energia e forma, figura e sombra, cheio e vazio, totalidade e fragmento, pequena e grande escala, o efémero e o perene. 
 
A intervenção que o escultor concebeu para o espaço da coleção permanente do CIAJG dialoga com algumas das peças mais marcantes em exposição ou em depósito – sejam peças em terracota da coleção pré-colombiana, sejam os moldes de partes do corpo humano, para ex-votos em cera oriundos do património religioso e popular da cidade de Guimarães. Mãos, bocas, concavidades, espaços crípticos que guardam os segredos da história oral, antes da escrita, aquela que não tem forma e que não é fixada nos manuais oficiais.
 
A respeito da obra de Manuel Rosa, José Tolentino Mendonça expressa-se da seguinte forma e oferece aquele que pode ser um bom ponto de partida para todos os que se queiram juntar à conversa do próximo dia 8 no CIAJG: "Esculpe barcos para voltarmos a reencontrar florestas; fornece figuras para encabeçarmos rituais extensos e viagens pelo desconhecido; mandata-nos para encontrar a luz que o vazio projeta na sombra; encoraja-nos a entretecer modos primitivos que são a porta de acesso ao ignorado mundo primeiro. As esculturas de Manuel Rosa são pedra, gesso, areia, argila, metal, mas cantam. E fazem-no com a língua dos aborígenes reunidos à volta do fogo, o assobio dos nómadas através do deserto, o grito dos artesãos populares que vêm desde o princípio, o acento helénico de Pitágoras ou de Anaximandro."
 
José Tolentino Mendonça, agora de visita à cidade berço, nasceu em 1965, na ilha da Madeira. Doutorado em Teologia Bíblica, em Roma, é atualmente arcebispo, Arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e Bibliotecário da Biblioteca Apostólica Vaticana, tendo tomado posse em 1 de setembro de 2018. Anteriormente foi professor e vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa e também diretor da Faculdade de Teologia. Editou o seu primeiro livro de poesia, Os Dias Contados, em 1990, e desde então tem diversificado a sua extensa obra como ensaísta, tradutor e poeta, ocupando um lugar de destaque na poesia portuguesa contemporânea. A sua poesia reunida em A Noite Abre Meus Olhos está publicada na Assírio & Alvim. A sua obra tem sido distinguida com vários prémios, entre eles o Prémio Cidade de Lisboa de Poesia (1998), o Prémio Pen Club de Ensaio (2005), o italiano Res Magnae, para obras ensaísticas (2015), o Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes APE (2016), o Grande Prémio APE de Crónica (2016), entre outros.
 
De recordar que o CIAJG se encontra aberto de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00, sendo possível visitar o atual conjunto de exposições até 9 de junho. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita. A programação pode ser consultada em www.ciajg.pt.
 

Mais de 300 alunos de Guimarães instalam as suas memórias patrimoniais na CDMG com Pergunta ao Tempo

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Pelo terceiro ano letivo consecutivo e após o sucesso das duas primeiras edições, Pergunta ao Tempo regressa à Casa da Memória de Guimarães (CDMG) pelas mãos dos alunos do 4º ano dos 14 agrupamentos escolares de Guimarães, revelando ao público o resultado do trabalho desenvolvido ao longo do ano letivo que está a chegar ao fim. O património cultural, a reflexão sobre a memória e as formas como a representamos envolveram todas as crianças, as suas famílias e a comunidade local. A Casa da Memória surge assim como lugar de abrigo e de encontro da comunidade consigo própria.
 
No final deste mês de maio, será revelado, nos dias 28 e 29 (às 10h00 e às 14h00), o resultado da 3ª edição do projeto Pergunta ao Tempo, inaugurando uma exposição em que o património é o objeto de atenção de alunos e professores do 4º ano de escolaridade das escolas de Guimarães, a quem é colocado o desafio de descobrir e reinterpretar a exposição permanente da Casa da Memória, que desta forma abre as suas portas – de forma ainda mais especial – à cidade e à comunidade. Assim, a partir desta data estamos todos convidados para conhecer os objetos, as histórias e os testemunhos recolhidos pelas crianças, que coabitam e dialogam com cada um dos núcleos expositivos da exposição permanente da Casa da Memória.
 
Pelo terceiro ano letivo consecutivo e após o sucesso das duas primeiras edições, mais de 300 alunos participam no projeto educativo Pergunta ao Tempo, desenvolvido pel’A Oficina. Ao longo do ano letivo, os alunos do 4º ano de várias escolas do concelho debruçam-se sobre o património, nas suas múltiplas vertentes: material e imaterial; móvel e imóvel. A base de trabalho é a exposição permanente da Casa da Memória de Guimarães. E, tal como o museu vimaranense, também este programa educativo está dividido em 14 núcleos. São, por isso, 14 as turmas envolvidas no projeto em cada edição. Há quem tenha que refletir sobre a Industrialização do Vale do Ave, a Fundação da Nacionalidade, Cartografias e Território de Guimarães ou Utopia e Distopia. Depois de atribuído um dos temas, cada professor tem depois liberdade para mobilizar os conteúdos que lhe parecerem adaptar-se melhor. Só não podem perder o norte de Pergunta ao Tempo: o património. O de Guimarães e o das freguesias de cada uma das escolas.
 
Completados três anos desde o início do projeto, a Casa da Memória apresenta, assim, a 3ª edição desta exposição. Em 2017, a CDMG levou a cabo a edição inaugural do Pergunta ao Tempo, que foi principiado no início do ano letivo de 2016/2017, como resposta ao desafio de proximidade à comunidade escolar, lançado pela Vereação de Educação do Município de Guimarães. Esta nova exposição, aberta a todas as idades, poderá ser visitada até 29 de setembro, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00.
 
Recorda-se que, na CDMG, é também possível realizar Visitas Orientadas e Oficinas Criativas ao longo de todo o ano, sujeitas a marcação com, pelo menos, uma semana de antecedência, através de telefone 253424700 ou e-mail mediacaocultural@aoficina.pt. A CDMG encontra-se aberta de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita. A programação pode ser consultada em www.casadamemoria.pt.

Dia Internacional dos Museus celebra-se no CIAJG e na CDMG com oficinas para famílias e visitas performativas

Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) e Casa da Memória de Guimarães (CDMG) de portas abertas e
com atividades para todos os públicos a 18 de maio

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Este ano, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) e a Casa da Memória de Guimarães (CDMG) celebram o Dia Internacional dos Museus – a 18 de maio – de forma muito especial. Não só abrem as suas portas para mostrar as suas exposições, como propõem um conjunto de oficinas para famílias e visitas performativas que se prolongam até à meia-noite.
 
A 18 de maio comemora-se, em todo o mundo, o Dia Internacional dos Museus. Em 2019, o tema da Conferência Geral do ICOM – Conselho Internacional de Museus (organismo da UNESCO que promove a iniciativa para as comemorações, instituída em 1997 para reforçar os laços dos museus com a sociedade) que decorrerá em Kyoto – será também o mote para as celebrações em torno deste dia: “Os Museus como Centros Culturais: o futuro da tradição”. E o CIAJG e a CDMG, em Guimarães, associam-se à celebração convidando todos a conhecer o seu interior e a participar nas visitas e oficinas especiais preparadas para esta data.

Assim, no próximo sábado, às 11h00, no Centro Internacional das Artes José de Guimarães, Gonçalo Fonseca é o responsável pela oficina “Máquina de fazer Museus”. As máscaras da coleção do CIAJG serão o ponto de partida para esta oficina dirigida a crianças e a famílias, em que serão construídas máscaras a partir de materiais que são acessíveis a todos, incluindo elementos naturais como cascas e ramos de árvores, folhas e pedras. À mesma hora, na Casa da Memória, decorre a visita-jogo “Auxiliar de Memória” que permitirá percorrer as duas naves deste centro interpretativo através de diferentes perspetivas, apontando para aspetos nem sempre visíveis da sua exposição permanente.

Também na Casa da Memória, pelas 15h00, a atriz, figurinista e cenógrafa Cristina Cunha apresenta a exposição “Oficina Excêntrica”, que poderá ser visitada por todos até 1 de setembro. Cristina Cunha vem trabalhando em freguesias fora do centro de Guimarães – Briteiros, Pevidém, Ponte, S. Torcato e Taipas – em oficinas que exploram a plasticidade de materiais usados no teatro, trabalhando a criação de máscaras e marionetes, adereços e figurinos. São os objetos criados nessa Oficina Excêntrica que o público poderá agora ver nesta exposição. De volta ao Centro Internacional das Artes José de Guimarães, às 17h00, o público poderá participar na visita performativa “Ponto de Fuga”. Criada por Nuno Preto, esta é uma viagem performativa ao CIAJG em que os visitantes são autorizados a deixar escapar o olhar para onde, normalmente, não olham e a deixar passar o corpo para onde ele, normalmente, não mexe.

A celebração do Dia Internacional dos Museus terminará com uma visita peculiar, em horário noturno. “À noite vê-se melhor” tem partida marcada na CDMG às 21h30. Dois museus, 200 metros de distância e uma mesma avenida. A equipa de monitores e mediadores da Casa da Memória de Guimarães e do Centro Internacional de Artes José de Guimarães leva os visitantes a conhecer estes dois espaços, numa visita em forma de cadáver esquisito. Cada um dos guias é responsável por uma única sala e não terá contacto prévio com a apresentação dos colegas. Pelo meio, uma surpresa: uma performance de António Poppe.

O programa de atividades do Dia Internacional dos Museus, bem como a restante programação destes espaços, podem ser consultados em www.ciajg.pt e em www.casadamemoria.pt, bem como na revista maio-agosto d’A Oficina, aqui. Recordamos que o CIAJG e a CDMG encontram-se abertos de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita.
 

 

 

 

Núcleo de Estudos 25 de Abril ocupa a CDMG e o CIAJG para celebrar a Liberdade e a Democracia

Liberdade e Democracia destacadas em abril com exposição na Casa da Memória e leitura pública encenada no Centro Internacional das Artes José de Guimarães

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A Liberdade e a Democracia são celebradas em abril em dois momentos em que o Núcleo de Estudos 25 de Abril (NE25A) é convidado a ocupar a Casa da Memória de Guimarães (CDMG) e o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG). Durante todo o mês – e até 5 de maio – a CDMG recebe a exposição coletiva de artes plásticas 'Liberdade é… encontro de gerações'. Este grupo de intervenção cívica e promoção dos valores da Democracia promove ainda, a 28 de abril, no CIAJG, mais uma edição de 'Livre com um Livro', uma leitura encenada comemorativa da Liberdade, que trabalha, com alunos das escolas do concelho, textos de autores portugueses.
 
A exposição coletiva de artes plásticas ‘Liberdade é… encontro de gerações’ abre portas a partir da próxima segunda-feira, 1 de abril, às 18h30, na Casa da Memória. Para que todos possam ver, e recordar, o quão importantes são alguns dos valores básicos com que hoje convivemos no nosso país e como necessitamos de os promover continuamente e de forma alargada na sociedade. Esta exposição é de entrada livre e aberta a todas as idades, ficando disponível para visita até ao dia 5 de maio.

No último domingo do mês da Liberdade (28 abril), às 16h00, o Núcleo de Estudos do 25 de Abril, juntamente com Nuno Preto e Gonçalo Fonseca, leva à prática um projeto de leitura pública comemorativo da Liberdade – ‘Livre com um Livro’ – dinamizado pelo quinto ano consecutivo com o apoio d’ A Oficina. Na edição deste ano, a partir de textos poéticos de autores como Manuel Alegre, Sophia de Mello Breyner Andresen e Miguel Torga, o ator/encenador Nuno Preto é convidado para encenar esta apresentação, que conta com a participação de 18 alunos, representantes das bibliotecas escolares dos Agrupamentos de Escolas de Briteiros, Taipas, Arqueólogo Mário Cardoso, Afonso Henriques, Virgínia Moura, Francisco de Holanda, Professor Abel Salazar e da Escola Secundária de Caldas das Taipas. A entrada é livre e aberta a todos, estando limitada à lotação da sala.
 
 

Casa da Memória de Guimarães celebra 3º aniversário a 25 de abril

3º aniversário da Casa da Memória de Guimarães assinala-se com
programação especial, com entrada livre, ao longo de todo o dia

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No simbólico mês da liberdade, a Casa da Memória de Guimarães (CDMG) celebra o seu 3º aniversário de portas abertas. No dia 25 de abril, durante a manhã e a tarde, com atividades em modo contínuo, a Casa da Memória oferece um programa de visitas e oficinas que estimula a descoberta, a pertença e a participação, dos bordados à expressão plástica, da olaria ao movimento, da cozinha à narração. Da parte da tarde, há ainda a estreia absoluta do espetáculo Liberdade, de Gonçalo Fonseca, e uma sessão aberta das turmas de iniciação, criação e jovens, das Oficinas do Teatro Oficina (OTO).
 
No próximo dia 25 de abril, celebra-se para lembrar que a Casa da Memória está aberta ao mundo há três anos e prossegue o seu caminho como espaço de lembrança, de inclusão e tolerância, de conhecimento e partilha, de pluralidade e diversidade. É desta forma que a CDMG se posiciona no território a que pertence e na comunidade que serve. É assim desde a sua abertura, assim promete continuar no ano que há de vir.
 
Neste dia comemorativo, o público poderá participar numa série de atividades com entrada livre que promovem a experimentação, a visita, o intercâmbio e, claro, a memória. Com atividades em modo contínuo, a Casa oferece um vasto programa de visitas orientadas e oficinas de olaria, bordado de guimarães, movimento, gastronomia, autobiografia, narrativa e transferência de memórias.
 
Da parte da tarde, com sessões às 15h00 e às 16h30, há ainda a estreia absoluta do espetáculo Liberdade, projeto vencedor da 3ª Bolsa do Gangue de Guimarães, atribuída pelo Teatro Oficina. Com direção artística e encenação de Gonçalo Fonseca, cenografia de Ludgero Almeida e interpretação de Gisela Matos, Liberdade é um espetáculo que celebra a democracia e o 25 de Abril, a partir da iconografia revolucionária – os cartazes e os livros, os autocolantes e, claro está, os cravos. Tal como nas restantes atividades, a entrada neste espetáculo é livre e dirigida ao público de todas as idades.
 
O programa de celebração do 3º aniversário da Casa da Memória termina com uma sessão aberta das Oficinas do Teatro Oficina (OTO), ferramenta formativa do Teatro Oficina, dirigida a entusiastas do teatro. Durante um ano são um espaço de encontro e também de aprendizagem sobre esta disciplina artística. Os alunos das OTO repartem-se em três turmas: jovens (8 aos 12 anos), iniciação e criação. Na temporada 2018/19, os participantes nestas oficinas têm saído do habitual espaço de ensaio para apresentar publicamente o trabalho desenvolvido, como acontecerá, agora, na Casa da Memória. Em junho, os três grupos vão reunir-se numa criação conjunta que estreará no âmbito dos Festivais Gil Vicente.
 
Recordamos que a Casa da Memória se encontra aberta de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita. A programação pode ser consultada em www.casadamemoria.pt.

Filipe Silva inaugura Teatro da Memória (Futura) e é Guia de Visita na Casa da Memória de Guimarães (6 abril)

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Arquiteto Filipe Silva inaugura a sua reinterpretação da proposta L’Idea Del Theatro (1544) de Giulio Camillo na Casa da Memória de Guimarães

Este sábado, 6 de abril, às 17h00, a Casa da Memória de Guimarães (CDMG) inaugura a intervenção Teatro da Memória (Futura), da autoria de Filipe Silva, o qual assume também o papel de Guia de Visita deste mês neste que é um lugar de encontro da comunidade com o exterior e da comunidade consigo própria, um centro de interpretação e conhecimento que expõe, interpreta e comunica testemunhos materiais e imateriais que contribuam para um melhor conhecimento da cultura, território e história de Guimarães, das pessoas de diferentes origens e mentalidades que a fizeram e fazem, trabalhando com e para a comunidade.
 
Este sábado, é tempo do arquiteto Filipe Silva abrir o pano para estrear na Casa da Memória a sua reinterpretação da proposta de Giulio Camillo, humanista que, no século XVI, propôs uma especulação utópica ao projetar um lugar que podia albergar toda a memória, um teatro onde o espetador, desbravando-o, entraria em contato com textos e imagens sobre filosofia, literatura, ciências, religiões e arte, seguindo livremente por entre o material, numa rede inesgotável de relações, alusões e significações, como uma mnemónica do conhecimento universal. 

Teatro da Memória (Futura) é o nome da intervenção que Filipe Silva apresenta no pátio da Casa da Memória e que recriará o Teatro da Memória interpretando as ideias de Giulio de Camillo descritas em L’Idea Del Theatro, em 1544. Tendo como tema geral a “Liberdade”, espera-se que o espetador, através de um território material e imaterial presente no pátio, desenvolva as suas imagens e memórias. Objetos construídos a partir de lugares do território de Guimarães deverão ativar as suas memórias. Estes lugares fazem parte da matéria desta construção. As imagens (deste novo Teatro da Memória) surgirão a partir da leitura de cada objeto, da sua composição química e serão exclusivas de cada espetador. O seu reconhecimento remete para a leitura do território e para a descoberta de narrativas individuais e coletivas. 

Como é habitual, no primeiro sábado de cada mês, a exposição permanente da Casa da Memória muda. Ou melhor: tudo fica no mesmo lugar, mas há um novo olhar, o de cada convidado do Guia de Visita, a apontar o caminho dos visitantes. No mês em que inaugura a sua reinterpretação do utópico Teatro da Memória de Giulio Camillo, o arquiteto Filipe Silva é o cicerone de uma visita às memórias de que se faz a Casa da Memória. A entrada e participação na inauguração e na visita é gratuita e aberta a todas as idades, sendo apenas condicionada ao espaço existente.

Recorda-se que, na CDMG, é também possível realizar Visitas Orientadas e Oficinas Criativas ao longo de todo o ano, sujeitas a marcação com, pelo menos, uma semana de antecedência, através de telefone 253424700 ou e- mail mediacaocultural@aoficina.pt. A CDMG encontra-se aberta de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita. A programação pode ser consultada em www.casadamemoria.pt. 
 

Conversa com António Fonseca e oficina de cine-memória com Nuno Preto ocupam a Casa este fim de semana (16 e 17 março, CDMG)

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Este fim de semana, a Casa da Memória de Guimarães (CDMG) acolhe a conversa ‘O Teatro da Memória do Teatro’ com o ator António Fonseca, a 16 de março, às 17h00, e a oficina Domingos em Casa ‘Memória Futura’ com o também ator Nuno Preto, no dia 17, às 11h00. A Casa volta assim a ser um espaço de eleição para receber as famílias e todo o público que aqui escreve a sua existência nesta cidade, em permanência ou de passagem, um lugar onde nos lembramos de e a partir de Guimarães, cumprindo a sua missão enquanto centro de interpretação e conhecimento que expõe, interpreta e comunica testemunhos materiais e imateriais que contribuem para um melhor conhecimento da cultura, território e história de Guimarães, das pessoas de diferentes origens e mentalidades que a fizeram e fazem, trabalhando com e para a comunidade, especialistas e agentes locais e de todas as proveniências, com vista ao desenvolvimento de uma cidadania ativa e participativa.
 
Este sábado, 16 de março, às 17h00, o espaço do Repositório da CDMG recebe o ator António Fonseca para protagonizar a conversa ‘O Teatro da Memória do Teatro’, aberta a todo o público. António Fonseca memorizou os dez cantos d’Os Lusíadas, numa epopeia pessoal em que embarcou há perto de uma década. Como é que um ator decora um texto com esta extensão? É a pergunta de partida para a proposta do ciclo de conversas Memórias da Memória, uma reflexão sobre a memória – biológica ou arquivística – para lá da coletiva que preenche a Casa da Memória. A entrada é gratuita, com limite de participação condicionada ao espaço existente.
 
Na manhã de domingo, 17 de março, às 11h00, os Domingos em Casa voltam pela mão de Nuno Preto para uma oficina de cine-memória para toda a família e todos os apreciadores e amantes da sétima arte. Num domingo por mês, a Casa da Memória é a sala de estar. A partir da programação do espaço, a cada nova sessão há uma proposta de oficina dirigida para famílias onde se podem experimentar ou partilhar histórias ou tradições, lugares ou objetos. O convite, desta feita, é para fazer um filme a preto e branco. Criar uma memória deste domingo e entender como esta se fixa num objeto como este. A participação nesta oficina de cine-memória, criada e orientada pelo ator Nuno Preto, tem o custo de 2 euros e a inscrição pode ser realizada através de telefone 253424700 ou e-mail mediacaocultural@aoficina.pt. Intitulada ‘Memória Futura’, é uma oficina dirigida a famílias com crianças a partir dos 3 anos de idade.
 
Lugar de encontro da comunidade com o exterior e da comunidade consigo própria, que propõe uma visão múltipla, diversa e não linear do passado, presente e futuro de Guimarães, aqui e no mundo. Assim é a Casa da Memória, orientando-se pelos valores da aprendizagem, conhecimento, pertença, tolerância e diversidade. Recorda-se que a Casa da Memória nos convida a explorar, de forma permanente, a exposição 'Território e Comunidade', onde podemos encontrar histórias, documentos, factos e objetos que permitem conhecer diferentes aspetos da comunidade vimaranense. Na CDMG, é também possível realizar Visitas Orientadas e Oficinas Criativas ao longo de todo o ano, sujeitas a marcação com através de telefone 253424700 ou e-mail mediacaocultural@aoficina.pt.
 
A CDMG encontra-se aberta de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita. A programação pode ser consultada em www.casadamemoria.pt.

‘Teatro da Memória’ abre as portas a todos os cidadãos (A Oficina, 16 a 20 janeiro)

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De 16 a 20 de janeiro, A Oficina, em Guimarães, assinala os seus 30 anos de existência convocando o público a entrar no ‘Teatro da Memória’: um programa especial de espetáculos, debates, exposições, dias abertos nos museus, oficinas, visitas e conversas. Tudo se inicia com uma conversa no Café Milenário sobre os 30 anos d’ A Oficina e continua no dia seguinte com um debate público sobre o projeto desta cooperativa e o seu futuro. A Montanha-Russa de Miguel Fragata e Inês Barahona surge logo de seguida no Centro Cultural Vila Flor, de mãos dadas com a dupla Hélder Gonçalves e Manuela Azevedo, da banda Clã, enquanto o Palácio Vila Flor inaugura a nova exposição Bergado & Terebentina. A programação prossegue no Centro Internacional das Artes José de Guimarães com o concerto Songs of Hope (interpretado por quatro agrupamentos do Conservatório de Música de Guimarães), estende-se à Casa da Memória com o primeiro Domingos em Casa deste ano e regressa novamente ao CIAJG para encerrar com a icónica performance Comer o Coração em cena, que coloca o corpo de Vera Mantero em interação com uma escultura de Rui Chafes.

 

Após um conjunto de visitas cantadas e encenadas, de portas abertas a todos, aos espaços maiores geridos e programados pel’A Oficina – o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), a Casa da Memória de Guimarães (CDMG) e o Centro Cultural Vila Flor (CCVF) – e a 7ª edição dos Encontros para Além da História, o novo ciclo de programação da cooperativa leva-nos a entrar no ‘Teatro da Memória’, programa que pede emprestado o mote ao humanista Giulio Camillo que, no século XVI, propôs uma especulação utópica ao projetar um lugar que podia albergar toda a memória, um teatro onde o espetador, desbravando-o, entraria em contato com textos e imagens sobre filosofia, literatura, ciências, religiões e arte, seguindo livremente por entre o material, numa rede inesgotável de relações, alusões e significações, como uma mnemónica do conhecimento universal.

 

O 1º capítulo do ‘Teatro da Memória’ começa a ser desfolhado a 16 de janeiro, quarta-feira, pelas 20h30, no emblemático Café Milenário, situado no Largo do Toural, que serve de palco para uma conversa sobre os 30 anos d’A Oficina, num convite aberto aos cidadãos para este momento que contará com a participação de Francisca Abreu e António Xavier, antigos presidentes da cooperativa e figuras intimamente ligadas à sua história. No dia seguinte, o mesmo local acolhe à mesma hora um debate público que convoca à participação de todos para discutir o futuro desta cooperativa que agora (re)entra no seu ‘Ano Zero’. Para começar o debate, surgem algumas palavras-chave: Território e Internacionalização, Criação e Residências Artísticas, Educação e Mediação Cultural. E nos quadrimestres seguintes: Pensamento e Documentação. Rede Oficina passará também a ser um termo de uso corrente para os agentes culturais e educativos de Guimarães. Serão esses eixos e essa filosofia de ligação que, a cada dia d’A Oficina, irão assegurar que esta não é uma produtora de eventos no mercado cultural mas um projeto de diferença, diversidade, educação artística, acessibilidade, coesão territorial e, portanto, cidadania.

 

No final da semana, o espetáculo Montanha-Russa, da dupla Miguel Fragata e Inês Barahona, à qual se junta a dupla Hélder Gonçalves e Manuela Azevedo, da banda Clã, instala-se no Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor (CCVF): na sexta-feira, 18 de janeiro, às 15h00, num convite claro às escolas, e no sábado, 19 de janeiro, às 19h00, para todo o público. Montanha-Russa é uma metáfora da adolescência, com o teatro e a música a disputarem o palco, desafiando as convenções do “teatro musical”, como quem desafia as leis da gravidade num loop. O processo de criação do espetáculo e a recolha de diários de adolescentes dos anos 70 a 2000, nos quais o texto do mesmo se inspirou, deram origem ao documentário Canção a Meio, realizado por Maria Remédio, igualmente apresentado a 19 de janeiro, pelas 17h00, no Pequeno Auditório do CCVF. A noite deste mesmo dia é preenchida pela Festa DJ Set guiada pelos DJs Valjean (Montanha-Russa), a partir das 22h30. Os bilhetes para o espetáculo podem ser adquiridos por 2,00 euros. O documentário Canção a Meio e a Festa DJ Set são de entrada livre.

 

No dia 18 de janeiro, o CCVF é invadido pelo coletivo Bergado que, às 22h00, inaugura a exposição Bergado & Terebentina no Palácio Vila Flor. Instável (na sua composição) e (sempre) dinâmico, este coletivo tem vindo a movimentar-se pelo underground do Porto, trabalhando diferentes expressões artísticas, das artes plásticas à performance. Terebentina é a faceta musical do grupo: uma banda que explora sonoridades como o free jazz ou a distorção. Durante três meses vão povoar o CCVF, com o dia 23 de março a marcar o fim desta exposição. De referir, ainda, que as várias turmas das Oficinas do Teatro Oficina (OTO’s) vão interagir com esta exposição nos dias 11 e 18 deste mês, às 19h00, e no dia 17, às 20h30, em sessões abertas ao público.

 

A programação prossegue no CIAJG com o concerto Songs of Hope, a 19 de janeiro, às 15h00. Quatro agrupamentos do Conservatório de Música de Guimarães (Orquestra Sinfónica, Orquestra de Sopros, Orquestra de Cordas e Coro Misto) propõem um concerto itinerante pela coleção do Centro Internacional das Artes José de Guimarães. Songs of Hope conjuga diferentes visões musicais e poéticas com um repertório que vai do gospel de Ysaye Barnwell, ao mestre das bandas sonoras de cinema Ennio Morricone, passando pelo ícone do rock John Lennon. O concerto tem entrada livre e é dirigido a todas as idades.

 

A Casa da Memória de Guimarães (CDMG) é o próximo ponto de paragem deste programa, com a oficina Domingos em Casa, às 11h00 do dia seguinte (20 janeiro). Num domingo por mês, a Casa da Memória é a sala de estar. A partir da programação do espaço, a cada nova sessão há uma proposta de oficina dirigida para famílias onde se podem experimentar ou partilhar histórias ou tradições, lugares ou objetos. A construção de uma maqueta é o mote para os participantes ficarem a conhecer os princípios do Teatro da Memória de Giulio Camillo, que Filipe Saraiva vai depois reinterpretar na Casa da Memória em abril. A maqueta, tal como num projeto de arquitetura, é um meio de compreensão de um “edifício”, transformando-se depois num jogo. Criada e orientada por Filipe Silva, esta oficina intitulada O Teatro da Memória – Maqueta e Jogo é dirigida a maiores de 5 anos e tem o custo de 2,00 euros, estando sujeita a inscrição prévia até ao dia 17 de janeiro através do telefone 253424700 ou do e-mail mediacaocultural@aoficina.pt.

 

Ainda no dia 20 de janeiro, o roteiro desta 1ª parte do Teatro da Memória leva-nos de volta ao CIAJG para assistir à icónica performance Comer o Coração em cena, que coloca o corpo de Vera Mantero em interação com uma escultura de Rui Chafes. Após o espetáculo, cuja entrada é livre, segue-se uma conversa com Rui Chafes, num momento em que a sua exposição, Desenho sem fim, pode ser vista no CIAJG (até 10 de fevereiro). Este é um fim de semana de Dias Abertos nos Museus. Assim, a 19 e 20 de janeiro, o CIAJG, a CDMG e o Palácio Vila Flor abrem as portas, para que todos possam visitar as suas exposições.

 

Este programa do Teatro da Memória apresenta-se em 3 partes, ao longo dos primeiros quatro meses do ano, iniciando simbolicamente na altura do aniversário da abertura da Capital Europeia da Cultura (21 de janeiro de 2012) e prosseguindo – por ocasião do Dia Mundial do Teatro – com uma ocupação dos vários espaços d’A Oficina pelo Teatro Oficina e um momento final em que o arquiteto Filipe Silva inaugura a sua reinterpretação da proposta de Giulio Camillo na Casa da Memória. Através destes 3 capítulos – que incluem novas exposições, espetáculos (vários em estreia), debates, oficinas, visitas, conversas, entre outras atividades – A Oficina irá contar a sua história, mas também debater publicamente o que é pretendido desta cooperativa que é de todos os cidadãos de Guimarães, nunca fechando as portas aos territórios vizinhos, nem aos parceiros nacionais e internacionais. Em 2019, a cooperativa A Oficina assinala assim 30 anos ao mesmo tempo que avança para um novo plano de ação e um novo ciclo artístico, oferecendo um quadrimestre inteiro num registo inédito de coesão.

 

A programação do 1º quadrimestre de 2019 encontra-se disponível em www.ccvf.pt, www.ciajg.pt e www.casadamemoria.pt, podendo igualmente ser consultada na nova revista d’ A Oficina. Os bilhetes para os espetáculos podem ser adquiridos nas bilheteiras do Centro Cultural Vila Flor, do Centro Internacional das Artes José de Guimarães e da Casa da Memória de Guimarães, bem como nas lojas Fnac e El Corte Inglês, entre outros pontos de venda, e na internet em www.ccvf.pt e oficina.bol.pt. As atividades com entrada livre são limitadas à lotação dos respetivos espaços.

 

Encontro sobre Património Cultural Imaterial, Visitas e Atividades para famílias aquecem o mês de dezembro na Casa da Memória

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Guia de Visita com Jean-Yves Durand, Visita-Palestra com Duarte Belo à exposição “Depois do tempo”, 2ª edição do “Em Concreto”, e Domingos em Casa para toda a família, preenchem de cor e alma o último mês do ano da Casa da Memória de Guimarães (CDMG).

 

Antropólogo e professor da Universidade do Minho, Jean-Yves Durand é o Guia de Visita de dezembro da Casa da Memória. Durand tem desenvolvido um vasto trabalho na observação das relações entre políticas públicas e atitudes individuais/coletivas em áreas da cultura (museus, artesanato, festas) e da saúde (a vacinação). Foi docente convidado na École du Louvre, diretor do Museu da Terra de Miranda e coordenador do estudo das Festas Nicolinas – uma temática que naturalmente estará em destaque nesta visita à CDMG, marcada para o dia 01 de dezembro, às 17h00.

 

No dia 12, os alunos do Curso de Geografia e Planeamento da Universidade do Minho terão oportunidade de conhecer a exposição “Depois do tempo” através de uma Visita-Palestra orientada por Duarte Belo. “Depois do tempo” percorre um hiato temporal de 30 anos, desde uma primeira fotografia, feita em abril de 1988, até ao presente. Aqui procura-se descrever uma cidade e a sua paisagem envolvente. Estas Visitas-Palestra, orientadas por Duarte Belo, desafiam o olhar sobre a fotografia como registo topográfico da paisagem e, simultaneamente, como representação artística, estimulando o espírito de investigação e de criação dos mais jovens e sensibilizando para a importância da memória e da identidade de um povo e de um território.

 

Nos dias 13 e 14 de dezembro, A Oficina e o Centro em Rede de Investigação em Antropologia – UMinho, em colaboração com o Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança (INET-md), organizam a 2ª edição do “Em Concreto”, um encontro que tem como objetivo juntar funcionários de instituições culturais, decisores políticos, investigadores, participantes em iniciativas patrimoniais locais, e propor um esforço de reflexão e criatividade aplicadas a uma intervenção etnográfica centrada nas dinâmicas sociais e culturais contemporâneas.

A noção de “património cultural imaterial”, instituída há pouco mais de 10 anos, tem suscitado uma grande atenção por parte da sociedade portuguesa. Numerosos instrumentos, projetos e formações, num quadro institucional ou particular, têm tentado responder a este interesse. Estas iniciativas são agora suficientemente numerosas e desenvolvidas para permitir uma tentativa de confrontação das expetativas e das experiências com a realidade que encontram e constroem no terreno.

 

É precisamente este o mote do “Em Concreto (2)”, que terá lugar nos dias 13 e 14 de dezembro, primeiro no Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) e depois na Casa da Memória de Guimarães (CDMG).  Adelina Paula Pinto, Presidente da Direção d’ A Oficina, fará as honras de abertura do encontro, estando previstos quatro painéis ao longo do primeiro dia: “Expetativas, experiências, perspetivas dos municípios”, às 09h45; “Expetativas, experiências, perspetivas dos investigadores”, às 11h00; “Expetativas, experiências, perspetivas das comunidades”, às 14h30; e “As perspetivas e o papel da UNESCO”, às 15h30. Um dos destaques da conferência será a apresentação do Estudo Antropológico das Festas Nicolinas de Guimarães, por Jean-Yves Durand, marcada para as 16h00. O primeiro dia do encontro terminará por volta das 17h00 com uma visita à festa de Santa Luzia. O dia 14 de dezembro será exclusivo para investigadores/instituições que, neste momento, se dedicam a processos de inventariação do património cultural imaterial. Vários convidados vão reunir-se na Casa da Memória para refletir sobre os pontos em debate no dia anterior e procurar propostas para uma reformulação do dispositivo português de inventariação. A participação no “Em Concreto (2)” é gratuita, estando apenas sujeita a inscrição prévia até ao dia 02 de dezembro, através do formulário disponível no site www.casadamemoria.pt.

 

Como habitualmente, o penúltimo domingo do mês traz-nos atividades para toda a família. No Domingos em Casa de dezembro, dia 16, às 11h00, vamos partir das histórias da Casa da Memória, das suas imagens e fotografias, dos seus textos e expressões, para criar fanzines personalizadas, através de um processo de impressão manual e escrita criativa. Com fotocópias, solvente, papel e, sobretudo, criatividade testamos esta técnica de transferência de imagens para partilhar memórias e outras ideias. Orientado por Maria Côrte-Real, este Domingos em Casa é dirigido às crianças a partir dos 6 anos de idade, estando sujeito a inscrição prévia até ao dia 13 de dezembro através do telefone 253424700 ou do e-mail mediacaocultural@aoficina.pt.