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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

‘Teatro da Memória’ abre as portas a todos os cidadãos (A Oficina, 16 a 20 janeiro)

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De 16 a 20 de janeiro, A Oficina, em Guimarães, assinala os seus 30 anos de existência convocando o público a entrar no ‘Teatro da Memória’: um programa especial de espetáculos, debates, exposições, dias abertos nos museus, oficinas, visitas e conversas. Tudo se inicia com uma conversa no Café Milenário sobre os 30 anos d’ A Oficina e continua no dia seguinte com um debate público sobre o projeto desta cooperativa e o seu futuro. A Montanha-Russa de Miguel Fragata e Inês Barahona surge logo de seguida no Centro Cultural Vila Flor, de mãos dadas com a dupla Hélder Gonçalves e Manuela Azevedo, da banda Clã, enquanto o Palácio Vila Flor inaugura a nova exposição Bergado & Terebentina. A programação prossegue no Centro Internacional das Artes José de Guimarães com o concerto Songs of Hope (interpretado por quatro agrupamentos do Conservatório de Música de Guimarães), estende-se à Casa da Memória com o primeiro Domingos em Casa deste ano e regressa novamente ao CIAJG para encerrar com a icónica performance Comer o Coração em cena, que coloca o corpo de Vera Mantero em interação com uma escultura de Rui Chafes.

 

Após um conjunto de visitas cantadas e encenadas, de portas abertas a todos, aos espaços maiores geridos e programados pel’A Oficina – o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), a Casa da Memória de Guimarães (CDMG) e o Centro Cultural Vila Flor (CCVF) – e a 7ª edição dos Encontros para Além da História, o novo ciclo de programação da cooperativa leva-nos a entrar no ‘Teatro da Memória’, programa que pede emprestado o mote ao humanista Giulio Camillo que, no século XVI, propôs uma especulação utópica ao projetar um lugar que podia albergar toda a memória, um teatro onde o espetador, desbravando-o, entraria em contato com textos e imagens sobre filosofia, literatura, ciências, religiões e arte, seguindo livremente por entre o material, numa rede inesgotável de relações, alusões e significações, como uma mnemónica do conhecimento universal.

 

O 1º capítulo do ‘Teatro da Memória’ começa a ser desfolhado a 16 de janeiro, quarta-feira, pelas 20h30, no emblemático Café Milenário, situado no Largo do Toural, que serve de palco para uma conversa sobre os 30 anos d’A Oficina, num convite aberto aos cidadãos para este momento que contará com a participação de Francisca Abreu e António Xavier, antigos presidentes da cooperativa e figuras intimamente ligadas à sua história. No dia seguinte, o mesmo local acolhe à mesma hora um debate público que convoca à participação de todos para discutir o futuro desta cooperativa que agora (re)entra no seu ‘Ano Zero’. Para começar o debate, surgem algumas palavras-chave: Território e Internacionalização, Criação e Residências Artísticas, Educação e Mediação Cultural. E nos quadrimestres seguintes: Pensamento e Documentação. Rede Oficina passará também a ser um termo de uso corrente para os agentes culturais e educativos de Guimarães. Serão esses eixos e essa filosofia de ligação que, a cada dia d’A Oficina, irão assegurar que esta não é uma produtora de eventos no mercado cultural mas um projeto de diferença, diversidade, educação artística, acessibilidade, coesão territorial e, portanto, cidadania.

 

No final da semana, o espetáculo Montanha-Russa, da dupla Miguel Fragata e Inês Barahona, à qual se junta a dupla Hélder Gonçalves e Manuela Azevedo, da banda Clã, instala-se no Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor (CCVF): na sexta-feira, 18 de janeiro, às 15h00, num convite claro às escolas, e no sábado, 19 de janeiro, às 19h00, para todo o público. Montanha-Russa é uma metáfora da adolescência, com o teatro e a música a disputarem o palco, desafiando as convenções do “teatro musical”, como quem desafia as leis da gravidade num loop. O processo de criação do espetáculo e a recolha de diários de adolescentes dos anos 70 a 2000, nos quais o texto do mesmo se inspirou, deram origem ao documentário Canção a Meio, realizado por Maria Remédio, igualmente apresentado a 19 de janeiro, pelas 17h00, no Pequeno Auditório do CCVF. A noite deste mesmo dia é preenchida pela Festa DJ Set guiada pelos DJs Valjean (Montanha-Russa), a partir das 22h30. Os bilhetes para o espetáculo podem ser adquiridos por 2,00 euros. O documentário Canção a Meio e a Festa DJ Set são de entrada livre.

 

No dia 18 de janeiro, o CCVF é invadido pelo coletivo Bergado que, às 22h00, inaugura a exposição Bergado & Terebentina no Palácio Vila Flor. Instável (na sua composição) e (sempre) dinâmico, este coletivo tem vindo a movimentar-se pelo underground do Porto, trabalhando diferentes expressões artísticas, das artes plásticas à performance. Terebentina é a faceta musical do grupo: uma banda que explora sonoridades como o free jazz ou a distorção. Durante três meses vão povoar o CCVF, com o dia 23 de março a marcar o fim desta exposição. De referir, ainda, que as várias turmas das Oficinas do Teatro Oficina (OTO’s) vão interagir com esta exposição nos dias 11 e 18 deste mês, às 19h00, e no dia 17, às 20h30, em sessões abertas ao público.

 

A programação prossegue no CIAJG com o concerto Songs of Hope, a 19 de janeiro, às 15h00. Quatro agrupamentos do Conservatório de Música de Guimarães (Orquestra Sinfónica, Orquestra de Sopros, Orquestra de Cordas e Coro Misto) propõem um concerto itinerante pela coleção do Centro Internacional das Artes José de Guimarães. Songs of Hope conjuga diferentes visões musicais e poéticas com um repertório que vai do gospel de Ysaye Barnwell, ao mestre das bandas sonoras de cinema Ennio Morricone, passando pelo ícone do rock John Lennon. O concerto tem entrada livre e é dirigido a todas as idades.

 

A Casa da Memória de Guimarães (CDMG) é o próximo ponto de paragem deste programa, com a oficina Domingos em Casa, às 11h00 do dia seguinte (20 janeiro). Num domingo por mês, a Casa da Memória é a sala de estar. A partir da programação do espaço, a cada nova sessão há uma proposta de oficina dirigida para famílias onde se podem experimentar ou partilhar histórias ou tradições, lugares ou objetos. A construção de uma maqueta é o mote para os participantes ficarem a conhecer os princípios do Teatro da Memória de Giulio Camillo, que Filipe Saraiva vai depois reinterpretar na Casa da Memória em abril. A maqueta, tal como num projeto de arquitetura, é um meio de compreensão de um “edifício”, transformando-se depois num jogo. Criada e orientada por Filipe Silva, esta oficina intitulada O Teatro da Memória – Maqueta e Jogo é dirigida a maiores de 5 anos e tem o custo de 2,00 euros, estando sujeita a inscrição prévia até ao dia 17 de janeiro através do telefone 253424700 ou do e-mail mediacaocultural@aoficina.pt.

 

Ainda no dia 20 de janeiro, o roteiro desta 1ª parte do Teatro da Memória leva-nos de volta ao CIAJG para assistir à icónica performance Comer o Coração em cena, que coloca o corpo de Vera Mantero em interação com uma escultura de Rui Chafes. Após o espetáculo, cuja entrada é livre, segue-se uma conversa com Rui Chafes, num momento em que a sua exposição, Desenho sem fim, pode ser vista no CIAJG (até 10 de fevereiro). Este é um fim de semana de Dias Abertos nos Museus. Assim, a 19 e 20 de janeiro, o CIAJG, a CDMG e o Palácio Vila Flor abrem as portas, para que todos possam visitar as suas exposições.

 

Este programa do Teatro da Memória apresenta-se em 3 partes, ao longo dos primeiros quatro meses do ano, iniciando simbolicamente na altura do aniversário da abertura da Capital Europeia da Cultura (21 de janeiro de 2012) e prosseguindo – por ocasião do Dia Mundial do Teatro – com uma ocupação dos vários espaços d’A Oficina pelo Teatro Oficina e um momento final em que o arquiteto Filipe Silva inaugura a sua reinterpretação da proposta de Giulio Camillo na Casa da Memória. Através destes 3 capítulos – que incluem novas exposições, espetáculos (vários em estreia), debates, oficinas, visitas, conversas, entre outras atividades – A Oficina irá contar a sua história, mas também debater publicamente o que é pretendido desta cooperativa que é de todos os cidadãos de Guimarães, nunca fechando as portas aos territórios vizinhos, nem aos parceiros nacionais e internacionais. Em 2019, a cooperativa A Oficina assinala assim 30 anos ao mesmo tempo que avança para um novo plano de ação e um novo ciclo artístico, oferecendo um quadrimestre inteiro num registo inédito de coesão.

 

A programação do 1º quadrimestre de 2019 encontra-se disponível em www.ccvf.pt, www.ciajg.pt e www.casadamemoria.pt, podendo igualmente ser consultada na nova revista d’ A Oficina. Os bilhetes para os espetáculos podem ser adquiridos nas bilheteiras do Centro Cultural Vila Flor, do Centro Internacional das Artes José de Guimarães e da Casa da Memória de Guimarães, bem como nas lojas Fnac e El Corte Inglês, entre outros pontos de venda, e na internet em www.ccvf.pt e oficina.bol.pt. As atividades com entrada livre são limitadas à lotação dos respetivos espaços.

 

Encontro sobre Património Cultural Imaterial, Visitas e Atividades para famílias aquecem o mês de dezembro na Casa da Memória

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Guia de Visita com Jean-Yves Durand, Visita-Palestra com Duarte Belo à exposição “Depois do tempo”, 2ª edição do “Em Concreto”, e Domingos em Casa para toda a família, preenchem de cor e alma o último mês do ano da Casa da Memória de Guimarães (CDMG).

 

Antropólogo e professor da Universidade do Minho, Jean-Yves Durand é o Guia de Visita de dezembro da Casa da Memória. Durand tem desenvolvido um vasto trabalho na observação das relações entre políticas públicas e atitudes individuais/coletivas em áreas da cultura (museus, artesanato, festas) e da saúde (a vacinação). Foi docente convidado na École du Louvre, diretor do Museu da Terra de Miranda e coordenador do estudo das Festas Nicolinas – uma temática que naturalmente estará em destaque nesta visita à CDMG, marcada para o dia 01 de dezembro, às 17h00.

 

No dia 12, os alunos do Curso de Geografia e Planeamento da Universidade do Minho terão oportunidade de conhecer a exposição “Depois do tempo” através de uma Visita-Palestra orientada por Duarte Belo. “Depois do tempo” percorre um hiato temporal de 30 anos, desde uma primeira fotografia, feita em abril de 1988, até ao presente. Aqui procura-se descrever uma cidade e a sua paisagem envolvente. Estas Visitas-Palestra, orientadas por Duarte Belo, desafiam o olhar sobre a fotografia como registo topográfico da paisagem e, simultaneamente, como representação artística, estimulando o espírito de investigação e de criação dos mais jovens e sensibilizando para a importância da memória e da identidade de um povo e de um território.

 

Nos dias 13 e 14 de dezembro, A Oficina e o Centro em Rede de Investigação em Antropologia – UMinho, em colaboração com o Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança (INET-md), organizam a 2ª edição do “Em Concreto”, um encontro que tem como objetivo juntar funcionários de instituições culturais, decisores políticos, investigadores, participantes em iniciativas patrimoniais locais, e propor um esforço de reflexão e criatividade aplicadas a uma intervenção etnográfica centrada nas dinâmicas sociais e culturais contemporâneas.

A noção de “património cultural imaterial”, instituída há pouco mais de 10 anos, tem suscitado uma grande atenção por parte da sociedade portuguesa. Numerosos instrumentos, projetos e formações, num quadro institucional ou particular, têm tentado responder a este interesse. Estas iniciativas são agora suficientemente numerosas e desenvolvidas para permitir uma tentativa de confrontação das expetativas e das experiências com a realidade que encontram e constroem no terreno.

 

É precisamente este o mote do “Em Concreto (2)”, que terá lugar nos dias 13 e 14 de dezembro, primeiro no Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) e depois na Casa da Memória de Guimarães (CDMG).  Adelina Paula Pinto, Presidente da Direção d’ A Oficina, fará as honras de abertura do encontro, estando previstos quatro painéis ao longo do primeiro dia: “Expetativas, experiências, perspetivas dos municípios”, às 09h45; “Expetativas, experiências, perspetivas dos investigadores”, às 11h00; “Expetativas, experiências, perspetivas das comunidades”, às 14h30; e “As perspetivas e o papel da UNESCO”, às 15h30. Um dos destaques da conferência será a apresentação do Estudo Antropológico das Festas Nicolinas de Guimarães, por Jean-Yves Durand, marcada para as 16h00. O primeiro dia do encontro terminará por volta das 17h00 com uma visita à festa de Santa Luzia. O dia 14 de dezembro será exclusivo para investigadores/instituições que, neste momento, se dedicam a processos de inventariação do património cultural imaterial. Vários convidados vão reunir-se na Casa da Memória para refletir sobre os pontos em debate no dia anterior e procurar propostas para uma reformulação do dispositivo português de inventariação. A participação no “Em Concreto (2)” é gratuita, estando apenas sujeita a inscrição prévia até ao dia 02 de dezembro, através do formulário disponível no site www.casadamemoria.pt.

 

Como habitualmente, o penúltimo domingo do mês traz-nos atividades para toda a família. No Domingos em Casa de dezembro, dia 16, às 11h00, vamos partir das histórias da Casa da Memória, das suas imagens e fotografias, dos seus textos e expressões, para criar fanzines personalizadas, através de um processo de impressão manual e escrita criativa. Com fotocópias, solvente, papel e, sobretudo, criatividade testamos esta técnica de transferência de imagens para partilhar memórias e outras ideias. Orientado por Maria Côrte-Real, este Domingos em Casa é dirigido às crianças a partir dos 6 anos de idade, estando sujeito a inscrição prévia até ao dia 13 de dezembro através do telefone 253424700 ou do e-mail mediacaocultural@aoficina.pt.

 

“Desenho sem fim” de Rui Chafes inaugura este sábado no CIAJG (8 dezembro)

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Este sábado, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) inaugura uma exposição de Rui Chafes onde se visita um dos mais secretos segmentos do seu trabalho ainda por conhecer como um todo, a produção em desenho – luminosa revelação de um imenso e denso universo de fantasmas e formas. “Desenho sem fim”, de Rui Chafes, junta-se assim às exposições de João Cutileiro e José de Guimarães, completando o último ciclo expositivo deste ano do CIAJG. A inauguração, com entrada livre, está marcada para 8 de dezembro, às 18h00.

 

Revelar grupos de trabalho inéditos ou menos conhecidos de artistas centrais do panorama artístico em Portugal, contribuindo assim para elucidar e ampliar o conhecimento dos respetivos percursos, tem sido uma das estratégias de programação do CIAJG. Neste ciclo expositivo, em três novas e extensas exposições, especificamente produzidas para o espaço do Centro, lança-se um olhar retrospetivo sobre os anos iniciais do trabalho de João Cutileiro, altura em que, entre Londres e Évora, redefiniu a prática da escultura em Portugal; resgata-se do atelier de José de Guimarães um conjunto de pequenas esculturas nunca antes mostradas que desvelam uma rara prática experimental e processual; e desvenda-se um alargado e extenso conjunto de desenhos de Rui Chafes que oferece uma renovada visão do trabalho deste artista essencialmente conhecido pela produção em escultura.

 

O desenho é na obra de Rui Chafes (Lisboa, 1966) o lugar do segredo e do intervalo. Surge normalmente em períodos de pausa, mais ou menos longos, na prática da escultura e desenvolve-se ao longo de todo o percurso do artista. Em “Desenho sem fim”, o CIAJG lança um olhar retrospetivo sobre uma produção que começou de forma consistente em 1987 e que prossegue até aos dias de hoje.

 

Esta primeira exposição antológica de desenhos de Rui Chafes reúne trabalhos realizados em momentos muito diversos do seu percurso, recuando até ao final da década de 1980 e ao período subsequente, em que estudou na Kunstakademie Dusseldorf com Gerhard Merz e prosseguindo até obras de 2017. De uma forma não-linear, a exposição mergulha no labirinto de referências e entrelaçamentos da obra em desenho de Chafes, propondo possibilidades de entendimento da sua obra por vezes surpreendentes e revelando o caráter atemporal e recursivo do seu percurso. Iniciando-se com a série de desenhos realizados na Alemanha em 1990, estabelece-se uma galeria de referências literárias, filosóficas e cinematográficas (de Platão a Samuel Beckett, Nietzshe ou Rainer Werner Fassbinder), com uma recorrência de figuras do Romantismo Alemão (de Wagner a Goethe, passando por Novalis ou Caspar David Friedrich) que são confrontados com elementos arquitetónicos de uma possível escultura infinda.

 

No conjunto dos trabalhos apresentados são usados, repetidamente, materiais que não pertencem ao domínio dos materiais “de arte”, como remédios, tinturas, chá, flores esmagadas e que convocam uma inescapável ligação ao corpo e à sua permanente queda; a representação de interiores do corpo, vagas configurações viscerais que, ora remetem para figurações sexuais, ora para a decomposição; elementos arquitetónicos que parecem remeter para a escultura ou a racionalidade arquitetónica, ora se metamorfoseiam na arquitetura das plantas, numa aparente alusão a Goethe e ao pintor romântico alemão Phillip Otto Runge, ou apresentam, violentamente, a doença, a dor, a mutilação, a prótese, ou a ortótese.

 

Esta ligação entre o desenho e a escultura parece ser sempre a continuação das preocupações expressas num texto de Rui Chafes de 1990, no qual o artista fala da escultura como uma esperança do objeto. A ideia de fuga, de perecibilidade, da inevitabilidade da morte contida na própria possibilidade de vida, temáticas que têm atravessado todo o percurso de Rui Chafes, encontra-se em estado de crisálida (por vezes literalmente e assim figurada) nos seus desenhos, apontando para uma visão a-histórica e gótica do mundo. A eloquência e o caráter trágico das temáticas não deixa, no entanto, de ser permanentemente confrontada com uma leveza que nasce dos corpos femininos, ninfas faustianas que florescem na decomposição dos órgãos, no peso das referências filosóficas e na presença da morte que salpica toda a sua produção gráfica.

 

Naturalmente ligados aos acontecimentos da vida do artista, estes desenhos surgem como o resultado de uma sismografia, registando os seres, os lugares, as energias, os momentos de felicidade e de desgosto, os dias de frio e de calor, a memória e o desejo, fazendo emergir o passado à superfície do papel ou antecipando aquilo que está por vir. “Desenho sem fim” tem curadoria de Delfim Sardo e Nuno Faria e poderá ser visitada até 10 de fevereiro de 2019, juntamente com as exposições “Constelação Cutileiro” e “José de Guimarães / Da dobra e do corte”. Recordamos que o CIAJG se encontra aberto de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita.

A MAGIA DO NATAL CHEGA AOS CENTROS KLÉPIERRE COM MUITAS SURPRESAS PARA TODA A FAMÍLIA

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Em cada um dos espaços encontra uma programação especial com muitas atividades e brincadeiras, para desfrutar de momentos únicos com quem mais gosta!

 

Nos centros comerciais Aqua Portimão, Espaço Guimarães e Parque Nascente, geridos pela Klépierre Portugal, os corredores vestem-se de luzes e cores e o espírito é de festa para receber a quadra mais bonita do ano. A magia começa com a chegada do Pai Natal, no próximo dia 8 de dezembro, às 14h, que entra nas chaminés dos três espaços para fazer as delícias de miúdos e graúdos.

 

As surpresas não ficam por aqui. Até 24 de dezembro vai ser possível visitar a ilha de Natal, onde o Pai Natal estará a dar vida ao imaginário dos mais novos. Para além de terem a oportunidade de escrever uma carta com os pedidos mais desejados, vão poder participar em vários ateliers para dar asas à imaginação. Alegria e brincadeiras não vão faltar: do tradicional jogo da macaca e do galo ao mini bowling, há jogos para desafiar todos.

 

Calendarização dos três centros:

8 de dezembro – às 14h: chegada do Pai Natal

8 a 23 de dezembro – 14h às 22h – Ilha de Natal

24 de dezembro -  14h às 18h - lha de Natal

 

Calendarização Aqua Portimão:

9 de dezembro – às 16h – SEA Talk; às 17h – Meet & Greet

15 de dezembro – atuação do grupo de dança OMG Family

 

Calendarização Parque Nascente:

2 de dezembro – Concerto/Teatro “Pedro & a Criançada”

16 de dezembro – atuação do Coro Infanto Juvenil "Os Fontineiros da Maia”

20 de dezembro – concerto da Academia de Música Teclarte com a participação do Grupo Coral “Os Rouxinóis”

22 de dezembro – Concerto/Teatro “Pedro & a Criançada”

 

Calendarização Espaço Guimarães:

17 a 23 de dezembro – embrulhos solidários

Casa da Memória recebe exposição fotográfica de Guimarães, de Duarte Belo

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A fotografia, a música, bem como o espaço e o movimento, são alguns temas em destaque na programação de novembro da Casa da Memória (CDMG). Duarte Belo, nome de referência no campo da fotografia, é o guia de visita deste mês, no mesmo dia em que é inaugurada a sua exposição “Depois do tempo”, uma mostra que percorre um hiato temporal de 30 anos, desde uma primeira fotografia feita em 1988, até ao presente, para mostrar Guimarães e a sua paisagem envolvente. No dia 17, o ciclo de conversas “Memórias da Memória” terá Ana Paixão como convidada, que nos falará sobre a memória no campo da música. No “Domingos em Casa” deste mês (dia 18), as famílias serão desafiadas a descobrir física e sensorialmente os diferentes espaços da CDMG.

 

A Casa da Memória inaugura este sábado, 03 de novembro, às 17h00, uma exposição de Duarte Belo que percorre um hiato temporal de 30 anos, desde uma primeira fotografia, feita em abril de 1988, até ao presente, que procura descrever a cidade de Guimarães e a sua paisagem envolvente. Autor de um acervo de mais de um milhão de imagens de todo o Portugal continental e ilhas desde 1982, devidamente catalogado e organizado, Duarte Belo é, sem dúvida, um nome de referência na compreensão visual do território português nos últimos trinta e cinco anos.

 

Intitulada “Depois do tempo”, esta exposição é um diálogo entre matérias e formas, aparentemente desconexas, para mostrar Guimarães e o seu território circundante. É um modo de revelar processos de relação com a terra, com as tecnologias de captura da imagem pela fotografia, pelas manualidades associadas aos processos de comunicação de conceitos, linhas de pensamento. É o discurso construído entre a imagem da cidade e uma forma possível de a representar. A exposição poderá ser visitada de terça a domingo, até ao dia 30 dezembro.

 

A propósito da inauguração da sua exposição, Duarte Belo é o guia de visita deste mês, altura em que nos falará sobre a sua memória visual de Guimarães, cidade que fotografa regularmente desde o final da década de oitenta.

 

No dia 17, às 17h00, o ciclo de conversas “Memórias da Memória” convida Ana Paixão para abordar a ligação entre música e memória. A escrita e a audição musicais implicam permanentemente memória. Ouvimos temas, melodias, formas sonoras porque memorizamos sequências, que reencontramos adiante na mesma obra, ou mesmo em diferentes obras que dialogam entre si. A composição tece-se nesse permanente entrelaçado de sons apreendidos que alternam com secções novas. Por que é que nesse jogo ininterrupto, entre memória e inovação, a música nos faz vibrar e nos toca? Ana Paixão é doutorada em literatura comparada com uma tese sobre «Retórica e técnicas de escrita literárias e musicais em Portugal - séculos XVII e XIX». Investigadora do Centro de Estudos de Sociologia e de estética musical da Universidade Nova de Lisboa, trabalhou na Universidade de Paris III e no Conservatório nacional em Lisboa. Desde 2010, ensina na Universidade de Paris 8 e dirige a Casa de Portugal - André de Gouveia.

 

Como habitualmente, o penúltimo domingo do mês traz-nos uma nova oficina para toda a família. No Domingos em Casa de novembro, dia 18, às 11h00, serão exploradas técnicas de movimento e da interação dos eixos corpo-espaço-objeto. Quanto espaço ocupa o meu corpo? Que marcas deixo nos espaços por onde percorro? Como registar o espaço que ocupo? Nesta oficina, miúdos e graúdos irão descobrir física e sensorialmente os diferentes espaços da Casa da Memória e deixar lá a memória dos seus corpos. Orientado por Melissa Rodrigues, este Domingos em Casa é dirigido a maiores de 3 anos e tem o custo de 2,00 euros, estando sujeito a inscrição prévia até ao dia 15 de novembro através do telefone 253424700 ou do e-mail mediacaocultural@aoficina.pt.

Bruno Nogueira apresenta DEPOIS DO MEDO | Anúncio de datas de Digressão

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10 anos depois, Bruno Nogueira está de volta ao Stand Up. 

Depois do Medo é o nome do espectáculo original que assinala o seu regresso aos palcos neste formato. A estreia tem lugar no próximo dia 29 de Novembro, no Teatro das Figuras em Faro.

 


SINOPSE
Depois do Medo marca o regresso de Bruno Nogueira ao stand up e, juntamente com isso, o regresso à escrita de sinopses na terceira pessoa do singular. Neste seu novo espectáculo, Bruno Nogueira aborda questões que só incomodam pessoas que têm demasiado tempo livre. Entre os temas interessantíssimos poderão encontrar a intrigante problemática das pessoas que, sem terem nada na boca, mastigam quando estão a olhar para alguém a comer. Um encantador processo mental.
Como podem ver, o mundo, tal como o conhecem, vai ficar exactamente igual. Mas o Bruno, tal como o conhecem, vai ficar muito mais aliviado de ter semeado os problemas dele na vossa cabeça.

 


DEPOIS DO MEDO | DIGRESSÃO | DATAS
(Mais datas a anunciar brevemente.)

 

29 Novembro 
Teatro das Figuras, Faro

1 ESGOTADO e 2 Dezembro 
Teatro Aveirense, Aveiro

7 Dezembro 
CAE São Mamede, Guimarães

5 Janeiro 
Teatro Ribeiro Conceição, Lamego

11 Janeiro 
Auditório do Ramo Grande, Praia da Vitória, Ilha Terceira

12 Janeiro 
Teatro Micaelense, Ponta Delgada, Ilha de São Miguel

18 Janeiro 
TAGV, Coimbra

19 Janeiro 
Cine Teatro Torres Vedras

24 Janeiro 
Teatro José Lúcio da Silva, Leiria

25 Janeiro 
Cine Teatro Garret, Póvoa Varzim

26 Janeiro 
CAE Portalegre

1 Fevereiro 
Auditório do Complexo Paroquial, Mangualde

2 Fevereiro 
Casa da Cultura, Seia

21 Fevereiro 
Teatro Garcia de Resende, Évora

23 Fevereiro 
Teatro Municipal Constantino Nery, Matosinhos

1 Março 
Centro Cultural, Lagos

2 Março 
Teatro Sá da Bandeira, Santarém

8 Março
Auditório Municipal Augusto Cabrita, Barreiro

9 Março 
Cine Teatro António Lamoso, Stª Maria da Feira

15 Março 
Teatro Municipal, Vila Real

16 Março 
CAE Figueira da Foz

22 e 23 Março 
Porto, local a anunciar em breve

28 Março 
Theatro Circo, Braga

30 Março 
Teatro Viriato, Viseu
1 Abril
Lisboa, local a anunciar em breve.

 

CIAJG inaugura novo ciclo de programação com exposições de João Cutileiro e José de Guimarães (20 outubro)

 

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O dia 20 de outubro assinala o início do 3º ciclo expositivo de 2018 do Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), com a inauguração de uma exposição que mapeia a duradoura e ampla influência que João Cutileiro teve na arte portuguesa dos anos 1960 a 1990 e, ainda, uma mostra que reúne obras inéditas em cartão, incluindo maquetas de trabalhos públicos projetados e construídos em Portugal e no estrangeiro, que dará ao grande público uma ideia muito clara da dimensão processual e experimental do trabalho de José de Guimarães. A inauguração está marcada para as 18h00.

 

No próximo dia 20 de outubro, às 18h00, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) inaugura o seu terceiro e último ciclo expositivo deste ano com as exposições “Constelação Cutileiro” e “José Guimarães / Da dobra e do corte”, às quais se juntará uma exposição de desenho de Rui Chafes em dezembro. As exposições permanecerão patentes no Centro até fevereiro de 2019. Revelar grupos de trabalho inéditos ou menos conhecidos de artistas centrais do panorama artístico em Portugal, contribuindo assim para elucidar e ampliar o conhecimento dos respetivos percursos, tem sido uma das estratégias de programação do CIAJG. 

 

Neste ciclo expositivo, em três novas e extensas exposições, especificamente produzidas para o espaço do Centro, lança-se um olhar retrospetivo sobre os anos iniciais do trabalho de João Cutileiro, altura em que, entre Londres e Évora, redefiniu a prática da escultura em Portugal, resgata-se do atelier de José de Guimarães um conjunto de pequenas esculturas nunca antes mostradas que desvelam uma rara prática experimental e processual, e, mais à frente, visita-se um dos mais secretos segmentos de trabalho ainda por conhecer como um todo, a produção em desenho de Rui Chafes – luminosa revelação de um imenso e denso universo de fantasmas e formas. 

 

Com curadoria de Nuno Faria e Filipa Oliveira, “Constelação Cutileiro” mapeia a duradoura e ampla influência que João Cutileiro teve na arte portuguesa dos anos 1960 a 1990, nomeadamente o grupo de Évora (Charrua, Bravo, Lapa, Palolo) e a geração de artistas surgidos na década de 1980 (Manuel Rosa, José Pedro Croft, entre outros). Há muito aguardada pelo CIAJG, esta exposição homenageia o escultor português João Cutileiro (1937), indiscutivelmente um dos mais singulares artistas portugueses do século XX.  Excessivo, jubiloso, generoso, o seu trabalho marcou decisivamente a paisagem artística e cultural em Portugal a partir do final dos anos 1950 e início dos anos 1960, reunindo hoje um largo histórico de obras expostas em diversas geografias espalhadas por diferentes continentes e várias distinções internacionais (a sua primeira exposição individual data de 1951, tinha então catorze anos).

 

A presente exposição ensaia uma espécie de cartografia celeste da geometria das relações, afeições e interações de que Cutileiro, espécie de astro solar, foi o ponto referencial e o campo magnético dessa energia. “Constelação Cutileiro” lança um olhar sobre a produção inicial do autor, entre Évora, Londres e Lagos, integrando escultura, desenho e fotografia. É, na sua maioria, composta por peças de João Cutileiro colocadas em diálogo com obras de outros autores, mais velhos, da mesma geração ou de gerações posteriores, que com ele conviveram e privaram, reunidas numa lógica conotativa de forças e não de formas.

 

Assim foram escolhidas obras de uma ampla constelação de artistas como Júlio Pomar, António Charrua, Lourdes Castro, José Escada, Manuel Rosa, José Pedro Croft e Rui Chafes – algumas da coleção do próprio Cutileiro. Trabalhando com materiais como o cimento fundido, o bronze, o ferro soldado, o gesso ou o mármore corroído com ácido, por exemplo, João Cutileiro abriu um modo novo de encarar a prática escultórica em Portugal, baseada numa abordagem performativa, iminentemente matérica, oscilando entre forma e informe, remetendo para motivos ou arquétipos da história ou da pré-história da escultura, num diálogo entre épocas e geografias diversas. As vénus do Paleolítico, a arte egípcia ou etrusca, Giacometti, Pompeia, a tradição da arte funerária ou a influência do surrealismo, marcam na obra do artista uma prática em que a radicalidade no uso dos materiais convive com um inusitado arrojo formal e estilístico.

 

José de Guimarães (1939), considerado um dos principais artistas plásticos portugueses de arte contemporânea – e cujo nome é atribuído a este Centro –, apresenta neste novo ciclo uma exposição que reúne obras inéditas em cartão, incluindo maquetas de trabalhos públicos projetados e construídos em Portugal e no estrangeiro, que dará ao grande público uma ideia muito clara da dimensão processual e experimental do trabalho de José de Guimarães – trabalho este que conta com uma vasta e notável obra na pintura, escultura e outras atividades criativas, o que faz com que seja dos mais galardoados artistas portugueses, tendo muitas das suas obras expostas em diversos museus europeus, bem como nos Estados Unidos da América, Brasil, Canadá, Israel e Japão.

 

O CIAJG tem vindo a mostrar segmentos, por vezes extensos, do trabalho de José de Guimarães pouco ou nada conhecidos do grande público e mesmo do público especializado. Depois de “Provas de Contacto” (2014) onde se mostrava um conjunto de obras feitas através de processos de transferência da imagem (técnicas de gravura, stencil, etc.) e “Pintura: Suites monumentais e algumas variações” (2015), em que se procedia a uma revisão de várias fases do percurso em pintura do autor, apresenta-se, agora, “Da dobra e do corte” que reúne cerca de 170 peças, inéditas na sua maioria. Reúne-se um extenso grupo de esculturas em pequena escala, feitas em cartão e em papel – que, até hoje, permaneceram inéditas no atelier de José de Guimarães –, em diálogo com um notável e desconcertante conjunto de desenhos realizados sobre os mais diversos suportes e nas mais diversas técnicas.

 

Trata-se de uma mostra que apresenta trabalho irredutivelmente experimental e processual, em que é notória a forma como a inteligência da mão se articula com uma total liberdade da imaginação, numa fluidez formal admirável. De facto, o autor parece mais uma vez ter construído um alfabeto de formas em materiais pobres, abstratas ou geométricas na sua grande maioria, figurativas em menor número. Com ou sem finalidade imediata, algumas das peças serviram como maquetas para trabalhos de escala pública, outras funcionaram como primeira abordagem a uma determinada configuração formal e outras, ainda, surgem como peças cuja escala é autossuficiente, não carecendo de ser ampliada. São peças que na origem estão próximas do gesto matricial do desenho, entendido enquanto projeto, mas que parecem também ter origem numa compulsão do fazer, entre o esquecimento do gesto e a memória do corpo.

 

De lembrar que a intervenção de Ann Hamilton, “Side by Side”, pode ser visitada até 25 de novembro no CIAJG. Recordamos que o CIAJG se encontra aberto de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita.

 

• Mythic Sunship estreiam-se em Portugal em Novembro •

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Mythic Sunship finalmente em Portugal


A banda de Copenhaga estreia-se em Portugal no próximo mês de Novembro para quatro concertos: Porto, Almada, Viseu e Guimarães, logo após ter editado, no passado dia 5 de Outubro, o seu quarto disco - "Another Shape of Psychedelic Music" - álbum gravado e produzido por Jonas Munk (Causa Sui) e lançado em duplo LP pela El Paraiso Records.

"Another Shape of Psychedelic Music" é, provavelmente, o álbum mais completo do grupo dinamarquês - mais cósmico, mais krautrock, mais doom e mais jazz do que os anteriores, agora com a notada presença de um saxofonista e com a adição de uma terceira guitarra (também gravada por Jonas Munk).

 
 
8/Novembro - PORTO - Woodstock69
9/Novembro - ALMADA - Sunburst Stoner Fest
10/Novembro - VISEU - Fora de Rebanho
11/Novembro - GUIMARÃES - Oub'lá

 

Bicicletas, Magic Carpets, canetas, brocas, martelos, linhas e couros são os ingredientes para um mês bem passado na Casa da Memória de Guimarães

 

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Em outubro, esperamos que as folhas caiam e começamos em busca de locais acolhedores antecipando os dias em que o frio ou a chuva comecem a espreitar. E a Casa da Memória de Guimarães (CDMG) está sempre pronta a acolher todos os queiram entrar e participar nas suas atividades. Este mês é de noc noc em Guimarães, e este festival – que convida artistas de diferentes áreas para apresentarem o seu trabalho em diversos espaços do centro da cidade – também bate à porta da Casa da Memória, que acolhe a dupla de designers Alexandre Kumagai e Maria Bruno Néo, que irá conceber a sinalética dos espaços que integram o roteiro deste ano. Na CDMG, a programação de outubro arranca no dia 06 com um Guia de Visita em duas rodas, com Carla Rocha e Paula Mendes, da GetGreen, a levarem-nos pela cidade em dia de Guimarães noc noc. Até ao dia 20, é ainda possível ver as intervenções e instalações artísticas de Hermionne Allsopp e Ida Blazicko, no âmbito do projeto e plataforma europeia Magic Carpets. No Domingos em Casa deste mês, vamos “Curtir o nosso Mapa” no dia 21, numa oficina criada e dirigida por Francisco Neves para toda a família.

 

No primeiro sábado do mês de outubro, a CDMG organiza o primeiro Guia de Visita em duas rodas. Se Guimarães desperta agora para o uso e fruição da bicicleta, há já muito tempo que Carla Rocha e Paula Mendes apostam na utilização pessoal, profissional e educativa deste meio de transporte. Impulsionadoras e entusiastas da mobilidade ciclável, são fundadoras da GetGreen – que desde 2013 se dedica a um sem número de atividades relacionadas com a bicicleta, da formação de ciclistas urbanos aos percursos turísticos. Antigas alunas da Universidade do Minho, Carla Rocha e Paula Mendes são as Guias de Visita de outubro da Casa da Memória, propondo uma deriva ciclista pela cidade em dia de Guimarães noc noc, associando-se a CDMG, mais uma vez, a esta iniciativa. A participação nesta atividade é gratuita e direcionada a todas as idades, estando apenas limitada ao espaço existente.

 

Até ao dia 20 de outubro, a Casa da Memória é um dos espaços alvo das intervenções e instalações artísticas de Hermionne Allsopp e Ida Blazicko, resultantes de um projeto colaborativo de pesquisa, interação e residência artística com a comunidade de Trás de Gaia e S. Gualter, entre julho e agosto, tendo como referência os rituais e costumes dos lavadouros públicos. A ação, levada a cabo pela Ideias Emergentes | Contextile 2018, em parceria com a Casa da Memória de Guimarães, insere-se no projeto e plataforma europeia Magic Carpets (envolvendo 13 países e 13 parceiros europeus, 2018-2021), cujo objetivo é promover a mobilidade de artistas e curadores emergentes e o trabalho com as comunidades locais. Desta forma, fomentam-se novas relações com a comunidade e outras leituras sobre o território e o pensamento artístico e criativo em torno do têxtil.

 

Como habitualmente, o penúltimo domingo do mês traz-nos uma nova oficina para toda a família. No Domingos em Casa de outubro, dia 21, às 11h00, vamos “Curtir o nosso Mapa”, como quem diz, vamos cartografar memórias e revisitar o mapa dos lugares que cada um tem dentro de si. De forma livre e criativa, com caneta, broca, martelo e picador. E linha, se preciso for. Através de desenho em superfície de couro, cruzam-se técnicas tradicionais com linguagens artísticas, aludindo à importância da indústria dos curtumes na cidade de Guimarães. Recordamos que, no penúltimo domingo de cada mês, a Casa da Memória procura diferentes interpretações para factos históricos, tradições, lendas, pessoas, lugares ou objetos, que se encontram no espaço expositivo para, no aconchego da Casa, promover encontros entre famílias, amigos, gerações, artistas e artesãos e, em conjunto, criar labirintos, inventar histórias, usar barro, linha ou papel, fazer comida, música e promessas, com as mãos, a cabeça e o corpo todo. Esta oficina, criada e dirigida por Francisco Neves, é dirigida a maiores de 8 anos e tem o custo de 2,00 euros, sendo sujeita a inscrição prévia até ao dia 18 de outubro através do telefone 253424700 ou do e-mail mediacaocultural@aoficina.pt.

 

De forma permanente, a Casa da Memória convida-nos igualmente a explorar a exposição “Território e Comunidade”, onde podemos encontrar histórias, documentos, factos e objetos que permitem conhecer diferentes aspetos da comunidade vimaranense. Na CDMG, é também possível realizar Visitas Orientadas e Oficinas Criativas ao longo de todo o ano, sujeitas a marcação com, pelo menos, uma semana de antecedência, através de telefone 253424700 ou e-mail mediacaocultural@aoficina.pt.

 

A CDMG encontra-se aberta de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita. A programação pode ser consultada em www.casadamemoria.pt.

Casa da Memória abre-nos as portas da nova temporada com dupla internacional como Guia de Visita, instalações artísticas no âmbito da Contextile e nova oficina no Domingos em Casa

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Setembro abre-nos as portas da nova temporada e convida a comunidade e os artistas a visitarem a Casa da Memória de Guimarães (CDMG) e a conhecerem a programação que as próximas semanas reservam. Logo a abrir o mês, e acompanhando o arranque da Contextile 2018, a Casa recebe Hermionne Allsopp e Ida Blazicko como Guias de Visita e também como protagonistas de intervenções artísticas neste espaço (entre outros na cidade), numa atividade inserida no projeto e plataforma europeia Magic Carpets. O Domingos em Casa de setembro propõe-nos uma oficina de catalogação criativa e autobiográfica intitulada “Do Vazio de uma Caixa a um Museu Portátil”. Até ao final do mês é ainda possível (re)visitar as exposições temporárias “Pergunta ao Tempo” e “Momento 2”, ambas com entrada livre.

 

No primeiro dia de setembro, às 17h00, a CDMG recebe uma dupla como Guia de VisitaHermionne Allsopp (Reino Unido) e Ida Blazicko (Croácia) – para apresentar o seu trabalho resultante das residências artísticas do projeto Magic Carpets, em Portugal. Através de uma parceria entre a CDMG e Ideias Emergentes | Contextile 2018, as artistas desenvolveram, durante dois meses, um trabalho de pesquisa, interação e relação com a comunidade de Trás Gaia e São Gualter que será, agora, apresentado pelas próprias. A participação nesta atividade é gratuita e direcionada a todas as idades, estando apenas limitada ao espaço existente.

 

A partir do mesmo dia, 01 de setembro, e até 20 de outubro, a Casa da Memória é um dos espaços alvo das intervenções e instalações artísticas desta mesma dupla de artistas, Hermionne Allsopp e Ida Blazicko, resultantes de um projeto colaborativo de pesquisa, interação e residência artística com a comunidade de Trás de Gaia e S. Gualter, entre julho e agosto, tendo como referência os rituais e costumes dos lavadouros públicos. A ação, levada a cabo pela Ideias Emergentes | Contextile 2018, em parceria com a Casa da Memória de Guimarães, insere-se no projeto e plataforma europeia Magic Carpets (envolvendo 13 países e 13 parceiros europeus, 2018-2021), cujo objetivo é promover a mobilidade de artistas e curadores emergentes e o trabalho com as comunidades locais. Desta forma, fomentam-se novas relações com a comunidade e outras leituras sobre o território e o pensamento artístico e criativo em torno do têxtil. Estas mostras podem ser vistas, gratuitamente, na CDMG de terça a domingo das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00.

 

Como habitualmente, o penúltimo domingo do mês traz-nos uma nova oficina para toda a família. No dia 23, às 11h00, o Domingos em Casa de setembro convida os participantes a partir da leitura para construir caixas de memórias, numa oficina com criação e orientação de João Terras. Uma caixa pode ser o nosso sótão, o nosso arquivo, o nosso museu portátil. Afinal, de que matéria somos feitos? Esta é uma verdadeira oficina de catalogação criativa e autobiográfica designada “Do Vazio de uma Caixa a um Museu Portátil”. Recordamos que, no penúltimo domingo de cada mês, a Casa da Memória procura diferentes interpretações para factos históricos, tradições, lendas, pessoas, lugares ou objetos, que se encontram no espaço expositivo para, no aconchego da Casa, promover encontros entre famílias, amigos, gerações, artistas e artesãos. A participação nesta oficina, dirigida a maiores de 5 anos, tem o custo de 2,00 euros e é sujeita a inscrição prévia até ao dia 20 de setembro através do telefone 253424700 ou do e-mail mediacaocultural@aoficina.pt.

 

Até ao culminar deste mês é ainda possível (re)visitar as exposições temporárias “Pergunta ao Tempo” – resultado de um longo processo de investigação sobre o património cultural, desenvolvido pelas crianças do 4º ano dos 14 agrupamentos de escolas do concelho de Guimarães – e “Momento 2” – exposição de antigos alunos do curso de Artes da Escola Secundária Martins Sarmento, que apresenta um conjunto de obras (desenho, pintura, fotografia e instalação, entre outras) que medeiam entre o tempo de aulas (1988 a 2002) e a atualidade. Ambas as mostras são de entrada livre e podem ser visitadas até 30 de setembro. A Casa da Memória convida-nos igualmente a explorar a exposição permanente “Território e Comunidade”, onde podemos encontrar histórias, documentos, factos e objetos que permitem conhecer diferentes aspetos da comunidade vimaranense através de um largo arco temporal: da Pré-História à Fundação da Nacionalidade, das Sociedades Rurais e Festividades à Industrialização do Vale do Ave e à Contemporaneidade.

 

A CDMG encontra-se aberta de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita. A programação pode ser consultada em www.casadamemoria.pt.