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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

A Arte ganha movimento e ação no CIAJG (24 abril a 13 maio)

Arthomem, Vânia Rovisco, João Fiadeiro e outros artistas convidados habitam o CIAJG entre 24 de abril e 13 de maio

 

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Entre 24 de abril e 13 de maio, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) acolhe uma exposição com uma dinâmica invulgar. “Ação/Decisão” é uma exposição em que se mostra oque acontece. Os autores, artistas ou coletivos, habitarão o espaço e apresentarão, ao vivo, o seu trabalho no museu. O público vai poder confrontar-se com a obra dos Arthomem - Fernando Brito, Manuel João Vieira, Pedro Portugal e Pedro Proença - durante a primeira semana, depois com Vânia Rovisco e, na terceira parte, com João Fiadeiro e um grupo de artistas seus convidados. As três partes da exposição serão acompanhadas por três realizadores que vão criar o catálogo, desta vez fílmico, de trabalhos em que a relevância da transiência, do atrito, das tomadas de decisão e da ação serão agudizadas e vigorosamente problematizadas, por serem intrínsecas a esta experiência.

 

A primeira parte desta mostra em movimento acontece de 24 a 29 de abril, entre as 14h00 e as 19h00, e será protagonizada por Arthomem, coletivo de artistas constituído por Fernando Brito, Manuel João Vieira, Pedro Portugal e Pedro Proença, aos quais se juntarão alguns convidados. Conscientes de que, hoje, o performer é a sombra da sua expansão digital e que no mundo da super-gravação e dos acontecimentos onlinea performance torna-se ecrã em propensão interativa, os arthomens apresentam uma performance em que vão fazer filmar uma fábula que será simultaneamente gravada quer por uma equipa documental, quer por uma câmara que transmitirá em streaming.

 

Perante a obsolescência dos statment que ornamentam o art world, estes artistas são como maestros que dirigem várias orquestras num diálogo reflexivo e desconcertante. Freud disse que o trauma e a neurose são repetição. Hegel e Marx que a história está destinada, pela mesma repetição, a ser uma farsa. O coletivo parte destas afirmações históricas para levantar algumas questões. O espetador torna-se assim o espetro da farsa da sua interação? E o performer? Perante isto a alternativa seria a festa. Em carne e osso?

 

Na segunda parte desta “Ação/Decisão”, a decorrer de 01 a 06 maio, das 14h00 às 19h00, é Vânia Rovisco que se lança para este palco para levantar questões trazidas por uma dassuas práticas profissionais mais recentes, nomeadamenteno âmbito do projeto REACTING TO TIME, portuguesesna performance. Talvez por viver no estrangeiro durante bastante tempo, esta artista ligada à Arte ao vivo apercebeu-se recentemente de parte da génese da Performance em Portugal e tem desde então investigado, muito através do seu corpo enquanto ferramenta, quais as possibilidades de transmissão das obras fundadoras da Performance em Portugal. Tirando proveito deste interesse e percurso da artista, o CIAJG procede a uma destas “transmissões”, simultaneamente aceitando a complexa problemática que se levanta no que diz respeito às questões de autoria, legitimidade, valor da documentação, identidade da obra, e várias outras. Neste caso, a escolha incidiu sobre a última performance de José de Carvalho, realizada em 1985 no estúdio onde estava a ser fotografado por Mário Cabrita Gil, e que se reveste de caraterísticas muito particulares e misteriosas.

 

Esta mostra artística a três tempos fecha com João Fiadeiro e alguns convidados que revelarão ao público o seu trabalho de 08 a 13 de maio, das 14h00 às 19h00. EXISTÊNCIAreprise retoma a experiência do projeto Existência, que João Fiadeiro criou em 2002 com estreiano Centro Georges Pompidou em Paris. A sua dramaturgia consistia em colocar os performers em frente a um público sem qualquer tipo de partitura, ao mesmo tempo que recusava a ideia de que se tratava de uma improvisação. Era uma Composição em Tempo Real, ou seja, uma composição (uma presença, uma duração) como outra qualquer, coma (enorme) diferença de que a decisão da direção, das relações criadas e do sentido dos acontecimentos, mesmo sendo definidas em tempo real, eram ensaiadas pelos performers até à exaustão e em função de critérios e premissas absolutamente rigorosas. Se os performers não sabiam ao que iam, o espetador tão pouco tinha acesso à informação de que aquilo que vianão era a repetição de uma peça previamente ensaiada.

 

Através de um olhar carregado de expetativa (de pré-conceito), João Fiadeiro dá a um acontecimento imprevisível a qualidade de um gesto inevitável.Existência movia-se na fronteira entre processo eproduto, obra e ensaio, ação e pensamento. É essamesma hibridez que João Fiadeiro convoca agora comesta reprise, expressão utilizada aqui no sentido que lhe dá Kierkegaard e que nos diz que “la reprise est cette “catégorie paradoxale” qui unit dans l’existence concrète ce qui a été (le “même”) à ce qui est nouveau (1’”autre”)”. Ou seja, não se trata de repetir o Existência, mas de retomar a sua dimensão irredutível: a experiência do desconhecido, do inacabado, do inesperado. A experiência da existência.

 

A exposição “Ação/Decisão” tem a curadoria de Mariana Viterbo Brandão. Luciana Fina está responsável pela curadoria do catálogo fílmico, que conta com os realizadores Filipe Bessa Viera, Joana Silva Fernandes e Raquel Teixeira, sob a coordenação de João Milagre da Escola Superior de Teatro e Cinema.

 

Recordamos que o CIAJG tem atualmente à disposição do público a mais recente montagem da sua coleção permanente – “Teoria das Exceções – Ensaio para uma História Noturna” – e duas exposições individuais – “When Science Fiction was dead”, de Christian Andersson, e “Duplo Negativo”, de Miguel Leal – que propõem pensar o museu como uma grande máquina de viajar no tempo e de atravessar o espaço, que produz verdade e ficção, expõe significados ocultos e induz o visitante a uma nova perceção da realidade mantendo com esta uma relação criativa e inventiva. Estas mostras expositivas podem ser visitadas até 10 de junho, de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita.

CDMG | Festa das Cruzes de Serzedelo estende o tapete à programação de maio da Casa da Memória

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O dia 01 de maio leva a Festa das Cruzes de Serzedelo até à Casa da Memória de Guimarães (CDMG), abrindo a programação deste mês na Casa. Uma conversa em torno desta Festa – na presença de um dos seus principais responsáveis – estende o tapete à programação de maio, numa viagem que junta Paulo Cunha como Guia de Visita, a apresentação de uma publicação focada na Colecção de Fotografia da Muralha e uma saborosa sessão do Domingos em Casa. A riqueza e diversidade das propostas da CDMG permitem, mais uma vez, novos olhares e interpretações sobre a cidade de Guimarães e o mundo.

 

No primeiro dia do mês, às 11h00, Fernando Oliveira – um dos conhecedores do saber-fazer dos tapetes floridos dos caminhos de Serzedelo na Festa das Cruzes, que decorre anualmente nos dias 05 e 06 de maio – vem à CDMG conversar sobre esta tradição com rituais de festa ancestrais, cujo legado se vai transmitindo entre a sua comunidade, geração após geração. Este momento integra também uma demonstração das técnicas de manufatura associadas. A conversa é gratuita e aberta a todas as idades, estando a participação condicionada ao espaço existente.

 

No sábado, 05 de maio, às 17h00, a CDMG e o seu público conhecem um novo Guia de Visita. Paulo Cunha, investigador em História do Cinema Português, é Doutorado em Estudos Contemporâneos pela Universidade de Coimbra e docente na Universidade da Beira Interior, onde dirige o curso de Mestrado em Cinema. Em mês de 60º aniversário do Cineclube de Guimarães, a visita guiada deste cineclubista e vimaranense militante terá paragens obrigatórias nestes predicados: o cinema de (e em) Guimarães. Esta atividade, gratuita e dirigida a todas as idades, inclui uma visita pela exposição permanente da Casa da Memória, acompanhada por uma conversa com o público.

 

A 19 de maio, às 17h00, a Casa da Memória serve de palco para a apresentação do primeiro número de uma coleção de livros centrada na interpretação e representação fotográfica de Guimarães: “Prisma #1 Colecção de Fotografia da Muralha”. A investigadora Susana Lourenço Marques debruça-se sobre a Colecção de Fotografia da Muralha, através de um ensaio sobre a temática da ausência neste espólio fotográfico. Esta publicação assinala também a chegada da referida Colecção ao Repositório da Casa da Memória de Guimarães. A apresentação contará com a presença da investigadora. A apresentação desta publicação é igualmente aberta ao público, apenas com limite de participação condicionado ao espaço existente.

 

Como habitualmente, o penúltimo domingo do mês está reservado para uma sessão de Domingos em Casa. No dia 20, pelas 11h00, a CDMG convida as famílias e todos os interessados para conhecer (e experimentar) as voltas da colher de pau de Álvaro Dinis Mendes e Liliana Duarte, do Cor de Tangerina, que nos guiarão, no aconchego da Casa, por uma viagem gastronómica recheada de histórias, tradições, lendas, pessoas, lugares ou objetos, sempre em relação com o espaço expositivo. O mês de maio chega-nos, assim, com cobertura de açúcar. Foi em 1907 que a Sra. Joaquina da Silva descobriu a receita do Bolinhol, o pão-de-ló de Vizela, que é cozido numa forma com uma caraterística muito especial. As inscrições para esta oficina, dirigida a maiores de 3 anos, têm o custo de 2,00 euros e encontram-se disponíveis até 17 de maio através do telefone 253424700, e-mail mediacaocultural@aoficina.pt ou mediante o preenchimento do formulário disponível no site www.casadamemoria.pt.

 

Ao longo do mês, a Casa da Memória convida-nos a explorar a exposição permanente “Território e Comunidade”, onde podemos encontrar histórias, documentos, factos e objetos que permitem conhecer diferentes aspetos da comunidade vimaranense através de um largo arco temporal, bem como a exposição temporária “A Batalha Perdida. La Lys, 9 de Abril de 1918” – programada no âmbito do ciclo de exposições temporárias “Memento (Lembra-te)” – que apresenta, cem anos depois da tragédia militar portuguesa em La Lys, uma pequena evocação da grande batalha a partir de fotografias dos arquivos do Imperial War Museum de Londres (imagens da Frente Portuguesa na Flandres) e da Coleção de Fotografia da Muralha (imagens dos regimentos de Guimarães), bem como de objetos e anotações de soldados vimaranenses de Infantaria que combateram na Primeira Guerra Mundial.

 

Recordamos que a Casa da Memória se encontra aberta de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita. A programação pode ser consultada em www.casadamemoria.pt.

Casa da Memória de Guimarães celebra 2º aniversário a 25 de abril

2º aniversário da Casa da Memória de Guimarães assinala-se a 25 de abril com programação com entrada livre ao longo de todo o dia

 

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No simbólico mês da liberdade, a Casa da Memória de Guimarães (CDMG) celebra o seu 2º aniversário de portas abertas a todos quantos queiram conhecer os cantos da Casa. No próximo dia 25 celebra-se para lembrar que a Casa da Memória está aberta ao mundo há dois anos e prossegue o seu caminho como espaço de lembrança, de inclusão e tolerância, de conhecimento e partilha, de pluralidade e diversidade. É desta forma que a CDMG se posiciona no território a que pertence e na comunidade que serve. É assim desde a sua abertura, assim promete continuar no ano que há de vir.

 

Neste dia comemorativo, a Casa da Memória propõe ao público uma série de atividades com entrada livre que promovem a experimentação, a visita, o intercâmbio e, claro, a memória. Com atividades em modo contínuo, durante a manhã e a tarde, a Casa oferece um vasto programa de visitas e oficinas (10h00-13h00 e 14h00-18h00) que estimula a descoberta, a pertença e a participação. Dos bordados à expressão plástica, da olaria ao movimento, da cozinha à música, da fotografia à narração. A entrada é livre e para todas as idades. O programa de visitas e oficinas disponíveis ao longo deste dia pode ser consultado em www.casadamemoria.pt.

 

Às 15h00 terá lugar uma conversa que tem como mote a pergunta “Onde estava no 25 de abril de 1974?”, juntando o público às convidadas Ana Maria Lopes, Joaquina Campos, Manuela Juncal, Milice Ribeiro dos Santos e Rosa Guimarães, numa conversa participada pela assistência e moderada por Matilde Seabra. A pergunta ficou célebre na caricatura de Herman José a Baptista Bastos. Agora, é tempo de lhe dar resposta na Casa, derivando do plano do humor para o vasto campo da memória. Onde estávamos a 25 de abril de 1974? O que fazíamos? O que lembramos? Pelo segundo ano consecutivo na CDMG, este encontro coletivo na sala do Repositório recebe memórias de um dia inesquecível.

 

As atividades deste dia incluem também a projeção do filme “Toute La Mémoire du Monde” (Alain Resnais, 1956, 21 min.). Apresentado por Eduardo Brito, o filme “Toda a Memória do Mundo” é tanto um olhar sobre o funcionamento interno da Bibliothèque Nationale de France em Paris como uma peça meditativa sobre a fragilidade da memória humana e as formas pelas quais tentamos fortalecê-la.

 

Volvidos dois anos desde a sua inauguração, a Casa da Memória projeta o futuro assegurando continuar, na sua exposição permanente, a receber interpretações do indivíduo ao grupo, da oficina à visita guiada; continuar com as suas atividades de mediação destinadas a todas as idades, continuar com o seu Repositório não só como espaço de reflexão e de lembrança (seja pelo acolhimento de debates, conferências e conversas, seja pela disponibilização em intranet e internet de acervos), mas também como lugar de onde saem projetos de investigação que unem a memória, nas suas múltiplas formas a Guimarães. O terceiro ano da CDMG promete acolher edições em torno da fotografia de e em Guimarães, bem como investigações sobre árvores-memória e à volta de uma certa marginália do Concelho.

 

Recordamos que a Casa da Memória se encontra aberta de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita. A programação pode ser consultada em www.casadamemoria.pt.

Comboio do Westway LAB a caminho de Guimarães para a maior e mais internacional edição do festival (11 a 14 abril)

 

 

28 concertos, novos palcos, um país convidado (Áustria), mais áreas temáticas nas Conferências PRO, um Projeto de Criação, Talks, Residências Artísticas

e City Showcases

 

Comboio do Westway LAB a caminho de Guimarães para a maior e mais internacional edição do festival

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A partir desta quarta-feira, 11 de abril, e até sábado, dia 14, Guimarães recebe uma carruagem carregada de criações musicais, inovação e criatividade em dose ilimitada. A Portugal juntam-se, na 5ª edição do Westway LAB Festival, a Áustria, França, Hungria, Eslovénia, Letónia e ainda Japão e Estados Unidos da América. Na maior e mais ambiciosa edição do Westway LAB, o festival cresce tanto em amplitude geográfica como em número e diversidade de atividades. Haverá um país convidado (Áustria), novos palcos, mais áreas temáticas nas conferências PRO (Westway PRO, WHY Portugal, INES), um projeto de criação, city showcases, residências artísticas, talks e muitos concertos. 28 no total. Ao longo de quatro dias, promove-se um encontro surpreendente de público, artistas e figuras de relevo da indústria musical nacional e internacional em diversos locais carismáticos da cidade, com o Centro Cultural Vila Flor como coração do evento. A maioria dos concertos é de fruição gratuita e existem passes disponíveis para assistir aos restantes.

 

De 11 a 14 de abril, Guimarães volta a ser invadida pela criação musical e pelo debate das mais recentes temáticas em torno desta indústria. Com o Centro Cultural Vila Flor (CCVF) como base de operações, o festival irá contaminar vários locais da cidade, como o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), o Paço dos Duques de Bragança e seis espaços comerciais que se associaram ao evento. A estes espaços junta-se ainda o Centro de Criação de Candoso (CCC), onde tudo se inicia cerca de uma semana antes do contacto com o público.

 

Desde o passado dia 02 de abril e até dia 10, este espaço (CCC) dedicado à criação é vivido pelos Cari Cari, O Gajo, Ana, Perkins Sisters (Sparky In The Clouds), Vita, :papercutz, Laure Briard e Mister Roland, artistas de diversas nacionalidades e experiências culturais que pisam o palco do Café Concerto do CCVF nos dias 11 e 12, às 21h45, para revelar, em showcases surpreendentes e irrepetíveis, o trabalho desenvolvido nesta intensa estadia em Candoso. Estas duas noites encerram com atuações dos Dope Calypso, banda de enorme vitalidade proveniente de Budapeste, e de Bowrain, compositor, pianista e produtor esloveno que traz calma aos dias agitados, traz paz aos tempos de caos, traz serenidade à angústia que nos consome.

 

O dia 13 de abril conduz-nos por novos palcos do festival, com concertos que preenchem a tarde e a noite vimaranenses. Às 17h00, a Black Box do CIAJG dá lugar ao WHY Portugal Stage: a Associação WHY Portugal, cumprindo com a sua missão de fomento de internacionalização da música portuguesa, apresenta quatro projetos portugueses – Moonshiners, Isaura, OMIRI e Stereossauro – aos profissionais estrangeiros no Westway. A noite é dedicada à Áustria, país convidado, em foco nesta edição do festival. Às 20h00, o Paço dos Duques de Bragança serve de magnífico cenário para a Austrian Reception, um momento de networking com a presença de representantes da indústria, media e artistas daquele país. Esta ligação ocorrerá também em sentido inverso, com Portugal a ser o país em destaque no Waves Vienna 2018.

 

Às 21h45, o Café Concerto do CCVF recebe Cari Cari, duo austríaco composto pela envolvente e misteriosa multinstrumentista Stephanie Widmer e pelo carismático baixista Alexander Köck (também envolvidos nas residências artísticas). Às 22h30, o caminho da música leva-nos até ao palco do Grande Auditório do CCVF, para ouvirmos AVEC que, com voz e alma delicada, se afirma como uma estrela austríaca em ascensão.

 

Pelo meio dos concertos dedicados ao país convidado, às 23h15 o Pequeno Auditório do CCVF recebe um projeto de criação comissariado pelo Westway LAB. Desenvolvido por músicos portugueses, Lobos de Barro é o encontro singular de Valter Lobo com André Barros, cujo resultado será revelado neste concerto, com direito a edição e circulação futura.

 

A Áustria regressa ao palco do Grande Auditório do CCVF, pela meia-noite, com Molly – uma banda que tem a capacidade de atingir o nervo do tempo e deixar o público extasiado, tantas são as camadas com que revestem a sua música – e termina no Café Concerto com MOTSA. Em tournée pela Europa, o músico chega agora ao Westway LAB.

 

Com a propagação da música a atingir amplitudes geográficas (e de estilo) cada vez maiores, o festival chega ao seu último dia com 13 concertos ainda no bolso. São 8 os City Showcases que irão converter a cidade num grande palco internacional, tomado por artistas e público, que se interligam pela magia da música. Gobi Bear, Daily Misconceptions, Joana Guerra, Time For T, Elizabete Balcus, Nery, Vita and The Woolf e Mathilda atuarão entre as 15h00 e as 18h30 no Convívio Associação Cultural, no CAAA (Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura), no All Guimarães e no Bar da Ramada. Esta iniciativa reafirma a abertura, inclusão e participação no evento de cada vez mais artistas, público e outros intervenientes culturais na cidade.

 

Na última noite do festival, a música alastra-se por todas as salas do CCVF numa grande celebração. Às 21h45, o Pequeno Auditório recebe os portugueses Dear Telephone, que trarão com eles as músicas do último trabalho, “Cut”. Chegadas as 22h30, é tempo de dar o palco do Grande Auditório aos Leyya, duo austríaco de eletrónica pop, de quem se espera um concerto cativante com músicas que, sem perderem profundidade, são impossíveis de deixar os corpos inertes. Às 23h15, são os Toulouse que assumem as rédeas, desta vez no Café Concerto. A tocarem em casa, deixarão marca no festival com um concerto cheio de força e energia ao som das músicas de “Yuhng”, o seu primeiro álbum.

 

O penúltimo concerto deste Westway LAB chega na hora certa (00h00) com Manel Cruz a aterrar no palco do Grande Auditório do CCVF. Se lhe é atribuído o cunho de ser um dos mais naturais contadores de estórias, também detém a patente de fazer das tripas coração desde o início da sua carreira, já desde os tempos de Ornatos Violeta. Foram várias as paragens que se foi obrigando a fazer para assentar os pés e calcar a terra. Pluto, Super Nada, Foge Foge Bandido e Estação de Serviço foram alguns dos projetos em que nos foi mostrando recortes, vozes e memórias da viagem. Não é certo qual será a próxima estação em que Manel Cruz sairá. Mas sabemos, ainda assim, que será uma inesquecível. Por agora, podemos ouvi-lo no Westway LAB.

 

O festival acaba em clima de festa, no Café Concerto do CCVF, com o japonês Stereociti, nome incontornável do universo eletrónico, amplamente aclamado tanto pelos fãs de música de dança como pelos críticos, sendo já considerado um marco neste género musical pela amálgama de influências que consegue reunir com profunda mestria. É desta forma, em espírito festivo, que encerra a 5ª edição do Westway LAB.

 

O programa de Conferências PRO desenrola-se ao longo dos 4 dias do evento. O Westway PRO nasceu há 5 anos com a primeira edição do Westway LAB Festival. Na altura, as suas conferências, coorganizadas em parceria com a AMAEI - Associação de Músicos Artistas e Editoras Independentes, afirmaram este evento como a mais pequena conferência profissional de música da Europa – mas sempre com excelentes oradores como Peter Jenner, keynote speaker da primeira edição. Este ano, o festival traz a Guimarães Peter Smidt, fundador do Eurosonic. Contudo, as conferências não ficam por aí, triplicando-se no Palácio Vila Flor em 3 salas temáticas: Westway PRO, WHY Portugal Event e INES Sessions, esta última fruto da recém criada INES - Innovation Network of European Showcases, uma nova rede de cooperação originada por oito parceiros europeus, entre os quais o Westway LAB Festival, para potenciar a descoberta de artistas e o desenvolvimento da indústria da música.

 

A juntar às Conferências PRO, a 11 e 12 de abril o festival promove as já habituais Talks no Cor de Tangerina e no Tio Júlio, sempre às 18h30, momentos em que os artistas em residência, depois de uma jornada de trabalho no Centro de Criação de Candoso (CCC), se abrem à conversa com o público e profissionais da área musical para testemunhar a importância de criar em Guimarães e trocar ideias sobre a experiência.

 

Anuncia-se, assim, a 5ª edição do Westway LAB. O crescimento, que tem sido contínuo ano após ano, é, nas palavras do seu diretor artístico (Rui Torrinha), “o resultado de uma evolução natural, estruturada e comandada por uma visão criativa sem precedentes. Mas também fruto de uma rede de parceiros nacionais e internacionais, que têm acreditado e investido no projeto sem reservas.”. Hoje, o festival é cada vez mais um corpo vivo instalado na cidade, constituído por um público transversal e artistas locais, que acolhem e trabalham com as comitivas nacionais e internacionais, confirmando o Westway LAB como fonte de conhecimento e experiência inesgotáveis.

 

Rui Torrinha atesta ainda: “O fator surpresa, a descoberta, o intercâmbio, o empoderamento artístico, o cosmopolitismo e o lugar ao sonho, cabem neste território de criação e fruição chamado Westway LAB. E cabe aqui também o enorme magnetismo gerado pelos vários momentos singulares, que possibilitam regressos ou novos caminhos conjuntos. Afinal, a criação é o grande motor do mundo.”

 

O festival tem disponíveis dois tipos de passes, em número limitado, que dão acesso aos concertos do dia 14 de abril: Westway LAB Total (acesso a todos os concertos, até à lotação das salas, por ordem de entrada) por 12 euros e Westway LAB Stage (acesso aos concertos Leyya + Manel Cruz e gratuitos, até à lotação das salas, por ordem de entrada), pelo valor de 7,5 euros. Os passes poderão ser adquiridos nas bilheteiras do Centro Cultural Vila Flor e do Centro Internacional das Artes José de Guimarães, bem como online em oficina.bol.pt, www.ccvf.pt e www.westwaylabfestival.com, onde é igualmente possível realizar o registo nas Conferências PRO do evento.

CDMG | Em mês de aniversário, a Casa da Memória inaugura a exposição “A Batalha Perdida. La Lys, 9 de Abril de 1918”

O simbólico mês da liberdade recheia a Casa da Memória de Guimarães com uma nova exposição, atividades regulares e um programa especial

no dia do seu 2º Aniversário

 

Em mês de aniversário, a Casa da Memória inaugura a exposição “A Batalha Perdida. La Lys, 9 de Abril de 1918”

 

 

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No mês de abril, a Casa da Memória de Guimarães (CDMG) convoca o fotógrafo Carlos Lobo como Guia de Visita, inaugura a exposição A Batalha Perdida. La Lys, 9 de Abril de 1918” integrada no ciclo de exposições temporárias “Memento”, junta a família em mais um Domingos em Casa, apresenta uma sessão de Memórias da Memória com Maria Augusta Babo e celebra o seu 2º Aniversário de portas abertas a todos quantos queiram conhecer os cantos da Casa.

 

Este sábado, 07 de abril, às 17h00, o fotógrafo Carlos Lobo é o Guia de Visita convidado da Casa da Memória. Nascido em Guimarães, é autor de uma obra já longa, depurada e reconhecida, realizada da Coreia do Norte ao Vale do Ave, via Estados Unidos, e exposta e publicada um pouco por todo o mundo. É também músico – guitarrista dos Evols – e doutorado em fotografia com a tese A fotografia entre a experiência do real e a expressão fragmentária do artista. A sua visita guiada será, portanto, um modo de ver a memória – fotográfica e pessoal – ao longo da exposição da CDMG e que discursos e partilhas ela provoca no convidado deste mês. Realizada sempre no primeiro sábado de cada mês, esta atividade é gratuita e destinada a todas as idades, estando condicionada ao espaço existente.

 

No dia 09 de abril, cem anos depois da tragédia militar portuguesa em La Lys, a Casa da Memória apresenta uma pequena evocação da grande batalha, inaugurando, no mesmo dia do centenário, a exposição “A Batalha Perdida. La Lys, 9 de Abril de 1918”. A partir de fotografias dos arquivos do Imperial War Museum de Londres (imagens da Frente Portuguesa na Flandres) e da Coleção de Fotografia da Muralha (imagens dos regimentos de Guimarães), bem como de objetos e anotações de soldados vimaranenses de Infantaria que combateram na Primeira Guerra Mundial, traça-se um plano geral do conflito, com pontos de paragem na participação de Portugal na frente europeia da Grande Guerra, no Batalhão de Infantaria n.º 20 de Guimarães (pertencente à 8ª Divisão do Exército de Guarnição do Minho) e no seu soldado Joaquim Magalhães, cuja história se recorda, ao lado de tantas outras que ficam por contar. Programada no âmbito do ciclo de exposições temporárias “Memento (Lembra-te)”, a nova exposição da Casa da Memória tem inauguração marcada para as 19h00 do dia 09 de abril, com entrada livre.

 

No penúltimo domingo do mês, dia 22, às 11h00, o Domingos em Casa convida-nos uma vez mais a pensar, olhar, escutar, criar, fazer, sentir. Em abril, a Casa da Memória vai levantar voo. Inspirada por histórias de Ícaros e Rodolfos, a CDMG desafia o público a criar asas, feitas de cera e liberdade. Recordamos que no penúltimo domingo de cada mês, a Casa da Memória procura diferentes interpretações para factos históricos, tradições, lendas, pessoas, lugares ou objetos, que encontramos no espaço expositivo para, no aconchego da Casa, promover encontros entre famílias, amigos, gerações, artistas e artesãos. E ideias também. A inscrição nesta edição do Domingos em Casa, criada e orientada por Rita Faustino, tem o custo de 2,00 euros e é sujeita a inscrição prévia até ao dia 19 de abril através do telefone 253424716, e-mail mediacaocultural@aoficina.pt ou mediante o preenchimento do formulário disponível no site www.casadamemoria.pt.

 

No dia 25 de abril, celebra-se para lembrar que a Casa da Memória de Guimarães está aberta ao mundo há dois anos e prossegue o seu caminho como espaço de lembrança, de inclusão e tolerância, de conhecimento e partilha, de pluralidade e diversidade. É desta forma que a CDMG se posiciona no território a que pertence e na comunidade que serve. É assim desde a sua abertura, assim promete continuar no ano que há de vir. Neste dia comemorativo, a CDMG propõe ao público uma série de atividades com entrada livre que promovem a experimentação, a visita, o intercâmbio e, claro, a memória. Com atividades em modo contínuo, durante a manhã e a tarde, a Casa oferece um programa de visitas e oficinas (10h00-13h00 e 14h00-18h00) que estimula a descoberta, a pertença e a participação. Dos bordados à expressão plástica, da olaria ao movimento, da cozinha à música, da fotografia à narração.

 

Pelas 15h00 do mesmo dia, segue-se uma conversa que tem como mote a pergunta “Onde estava no 25 de Abril de 1974?”, juntando o público às convidadas Ana Maria Lopes, Joaquina Campos, Manuela Juncal, Milice Ribeiro dos Santos e Rosa Guimarães, numa conversa participada pela assistência e moderada por Matilde Seabra. Pelo segundo ano consecutivo na CDMG, este encontro coletivo na sala do Repositório recebe memórias de um dia inesquecível. As atividades deste dia incluem também a projeção do filme “Toute La Mémoire du Monde” (Alain Resnais, 1956, 21 min). Apresentado por Eduardo Brito, o filme “Toda a Memória do Mundo” é tanto um olhar sobre o funcionamento interno da Bibliothèque Nationale de France em Paris como uma peça meditativa sobre a fragilidade da memória humana e as formas pelas quais tentamos fortalecê-la.

 

No último sábado de abril, dia 28, às 17h00, está ainda programada uma sessão de Memórias da Memória com Maria Augusta Babo, Professora Associada com Agregação no Departamento de Ciências da Comunicação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Na sua comunicação falar-nos-á da escrita como técnica inaugural e paradigmática de registo, quer pela sua economia, quer pela sua sistematicidade. Esta atividade, também gratuita, é dirigida a maiores de 12 anos, com limite de participação condicionada ao espaço existente.

 

Âncora da História e da Cultura de Guimarães, a Casa da Memória de Guimarães tem à disposição do público, ao longo do mês, a sua exposição permanente “Território e Comunidade”, onde podemos encontrar histórias, documentos, factos e objetos que permitem conhecer diferentes aspetos da comunidade vimaranense. A CDMG encontra-se aberta de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita. A programação pode ser consultada em www.casadamemoria.pt.

WORKSHOP Distribuição Digital - Guimarães - 13/04/2018

 

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Em Abril, viajamos até Guimarães para um novo workshop AMAEI sobre Distribuição e Marketing Digital na Música, este inserido na programção do Westway LAB PRO. Dia 13 de Abril, sexta-feira, pelas 16h, no Palácio do Centro Cultural Vila Flor.

São nossos convidados Raquel Lains (Let's Start a Fire) e Vítor Macedo (Altafonte).

 

1ª Parte: Distribuição Digital com Vítor Macedo (Country Manager Altafonte)

2ª Parte: Marketing e Comunicação Digital com Raquel Lains (Let’s Start a Fire)

Em 2016, a distribuição digital gerou 50% das receitas globais da música editada. No entanto, são muitas as questões relativas à rentabilidade e credibilidade das plataformas de distribuição. É fundamental perceber como funcionam estas plataformas para fazer escolhas de forma informada no momento de assinar um contrato de distribuição digital.

A par da distribuição digital, a comunicação e o marketing online revestem-se hoje da maior importância na divulgação de música. Com as novidades tecnológicas em constante desenvolvimento, uma actualização constante de conhecimentos é uma necessidade na comunicação cultural.

O desafio atual de cada artista/empresa passa por uma estratégia integrada, entre o offline e o online.


A programação Workshops AMAEI 2018 tem o apoio da AUDIOGEST.

As inscrições estão abertas até dia 12 de abril, às 17h, para anarita@amaei.org ou 963314208.

Condições: Gratuito para associados AMAEI, AUDIOGEST e para os profissionais registados no Westway LAB PRO. Custo 10€ para o público em geral.

 

Sobre a AMAEI:
AMAEI, Associação Profissional de Músicos Artistas e Editoras Independentes em Portugal, é uma Associação Profissional Fonográfica que reúne os Produtores Fonográficos Independentes em Portugal, sejam eles editoras independentes ou músicos artistas auto-editados. É associada da WIN e da IMPALA. Defender, unir, organizar, promover e profissionalizar o setor da música independente nacional, tanto em Portugal como no estrangeiro, é a sua missão.

“A Arte da Comédia” candidata-se a conquistar Guimarães (23 e 24 março)

Estreia da primeira criação de 2018 do Teatro Oficina é apresentada a 23 e 24 de março no Centro Cultural Vila Flor

 

“A Arte da Comédia” candidata-se a conquistar Guimarães

 

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O final do mês de março brinda-nos com a estreia da primeira criação de 2018 do Teatro Oficina, “A Arte da Comédia”, uma peça sobre a importância do teatro... municipal. O espetáculo, com texto de Eduardo de Filippo e encenação de João Pedro Vaz, pisa as tábuas do Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor (CCVF) nos dias 23 e 24, sempre às 21h30.

 

“A Arte da Comédia” é um texto do comediante (e chefe de companhia) Eduardo de Filippo em que a bela representação e o disfarce parecem enganar os novos políticos locais, numa trama em que o virtuosismo dos atores é posto à prova e discutido o papel do teatro numa cidade de província. As personagens centrais são o ator/diretor da companhia de teatro local (interpretado por João Pedro Vaz) e o novo presidente da câmara nomeado pelo governo para gerir a cidade (interpretado por Valdemar Santos). É entre eles que se debate o papel do teatro municipal. Um espetáculo considerado ideal para início de mandato.

 

O restante elenco da nova criação da companhia de teatro de Guimarães é recheado por atores e atrizes pertencentes ao Gangue de Guimarães (artistas de artes performativas cartografados pelo Teatro Oficina que são provenientes de Guimarães ou com íntima relação com este território, encontrando-se espalhados pela cidade, pelo país e pelo mundo), entre estes Carolina Amaral, Diana Sá, Emílio Gomes, Gil Mac, João Ventura e Mário Alberto Pereira, contando ainda com a presença de Nuno Preto e as participações especiais de António Matos e Elvira Oliveira.

 

Depois de um ano intensamente participativo (2017), em que o Teatro Oficina abriu as portas para um novo ciclo de relação com o território, em 2018 a companhia de teatro de Guimarães quer investigar o que é essa arte do teatro de que todos falam com tanta propriedade. O ano em que se afirmou como “o lugar de onde se vê” o território serviu também para debater com centenas de pessoas qual pode ser a missão da companhia de teatro de Guimarães. Mas, segundo o diretor artístico do Teatro Oficina, João Pedro Vaz, faltou ainda partilhar aquilo que entendem e sabem de teatro, prometendo, em 2018, voltar ao princípio.

 

Criada a Rede Teatro Oficina, este ano estão prometidos mais projetos que ligam a companhia com os grupos de amadores de teatro, os artistas do Gangue de Guimarães, os alunos das Oficinas do Teatro Oficina (OTO’s) e a Licenciatura em Teatro da Universidade do Minho. A formação estará também na ordem do dia, propondo-se a companhia de teatro de Guimarães a dar esse contributo e ser um laboratório teatral (ou performativo) permanente. Neste sentido, os maiores parceiros do Teatro Oficina, este ano, são a Programação Regular do CCVF e o serviço de Educação e Mediação Cultural, “lugares” do projeto cultural da Oficina onde a relação do território com as artes performativas explode.

 

Assim, a juntar a esta primeira criação do ano (“A Arte da Comédia”), o programa do Teatro Oficina para o ano de 2018 contempla outras duas novas criações, que contam novamente com a intervenção de atores e atrizes do Gangue de Guimarães e da Rede Teatro Oficina. A 08 de junho estreia “Retábulos” no âmbito dos Festivais Gil Vicente, uma criação a partir de Miguel de Cervantes. A terceira e última peça de 2018, “Caixa Negra”, apresentar-se-á ao público, famílias e escolas, em articulação com a Educação e Mediação Cultural da Oficina, a 09 e 10 de setembro, 07 e 08 de outubro, 04 e 05 de novembro e 02 e 03 de dezembro.

 

Na órbita da Rede Teatro Oficina, o ano de 2018 prevê um leque de atividades – entre oficinas para diversas idades, formações, residências artísticas, bolsas de criação, leituras encenadas – que interligam elementos do Gangue de Guimarães, alunos e ex-alunos da Licenciatura em Teatro da Universidade do Minho e que se desdobram entre o Espaço Oficina, o Centro Cultural Vila Flor, o Centro de Criação de Candoso e várias freguesias do concelho de Guimarães. De relevar, ainda, a Mostra de Amadores de Teatro que terá lugar durante o mês de outubro, resultado de uma convocatória aberta aos grupos de teatro de amadores do concelho.

 

Os bilhetes para “A Arte da Comédia” encontram-se disponíveis por 5,00 euros, 3,50 euros com desconto ou 2,50 euros para portadores do Cartão Rede TO e podem adquiridos nas bilheteiras do CCVF, do CIAJG e da Casa da Memória de Guimarães, bem como nas Lojas Fnac e El Corte Inglés, e via online em www.ccvf.pt e oficina.bol.pt.

 

Foto alusiva ao espetáculo pode ser descarregada através do link: https://we.tl/ik0R4qykXt

“A Arte da Comédia [Estreia]” no facebook:  www.facebook.com/events/1909860822659879

 

Westway 2018

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O Westway LAB PRO, primeiro evento profissional da música em Portugal, caminha para a sua 5ª edição em Guimarães este mês de Abril. Trata-se de um showcase festival não só para novos talentos do mundo da música internacional, com um country focus dedicado este ano à Áustria, mas também de uma conferência ímpar para profissionais da música e dos seus sectores relacionados.

Através do WHY Portugal Event, a decorrer em paralelo, o Westway LAB PRO acolhe em Portugal 26 Export Offices de toda a Europa, de 11 a 14 de Abril de 2018 no Palácio Vila Flor. Com Peter Smidt, fundador histórico do Festival Eurosonic (Holanda), como keynote speaker, o evento conta ainda com a participação de 10 outros showcase festivals de toda a Europa através do projecto INES Festivals: Live at Heart (Suécia), Liverpool Sound City (Reino-Unido), Monkey Week (Espanha), Waves Vienna (Austria), MENT (Eslovénia), Spring Break (Polónia) e Sonic Visions (Luxemburgo).

Assim, vêm a Guimarães vários profissionais da indústria musical internacional, estando já entre os convidados confirmados:

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