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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

'Caos e Ritmo' desenha um círculo e enuncia um regresso a 'Para Além da História', exposição que em 2012 fundou o CIAJG

 

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Este sábado, abre-se uma nova janela no Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) com Caos e Ritmo #1, o novo ciclo expositivo que visita e bebe da obra maior de José Gil, fundada sobre os poderes do corpo, para pensar os sortilégios da criação num mundo em modo de autodestruição. Uma exposição-estrutura que alberga vários discursos e práticas transversais às disciplinas, às geografias e às culturas.  

Em exposição, nas 13 salas do CIAJG, vão estar peças de vários artistas: José de Guimarães, Mariana Caló e Francisco Queimadela, Rosa Ramalho, Quintino Vilas Boas Neto, Jonathan Uliel Saldanha, Susana Chiocca, Joaquim Pires, SKREI, Agostinho Santos, Hugo Canoilas, Franklin Vilas Boas, Pedro A. H. Paixão e ainda obras de Augusto Mesquitela Lima reunidas por André Príncipe, a Coleção de Arte Popular de Agostinho Santos e as Coleções de Arte Africana, Arte Pré-Colombiana e Arte Antiga Chinesa de José de Guimarães. 

A inauguração deste 1º ciclo expositivo de 2020 do CIAJG, com curadoria de Nuno Faria, terá lugar este sábado, 7 de março, às 21h30, com entrada livre. Este momento de inauguração será sucedido por Plantasia, espetáculo musical protagonizado por Bruno Pernadas e Moullinex integrado no ‘Museu do Futuro’, programa de atividades que, ao longo de todo o fim de semana, convida todos os públicos (com destaque para as famílias na manhã de domingo) a viver o CIAJG e a Casa da Memória de Guimarães para desvendar novas exposições, assistir a espetáculos de teatro e música, e participar em conferências, visitas e oficinas.

A exposição Caos e Ritmo, que se estende a todas as salas do Centro Internacional das Artes José de Guimarães, desenha um círculo e enuncia um regresso a Para Além da História, exposição que fundou o CIAJG em 2012. Projetado como um “museu dos museus”, no sentido de instaurar uma permanente atenção à ética de expor e de dar a ver, escrutinando práticas museológicas mais ou menos antigas, o programa do CIAJG foi construído a partir de conceitos, modos e dispositivos que procuram desconstruir e corroer o primado da história e a conceção linear do tempo.  

Nas palavras de Nuno Faria, curador da exposição, “O corpo, os fluxos de energia, o negativo como esconjuração da forma, o invisível, o ar, o som, a condição xamânica e propiciatória do artista, são temas recorrentes que regressam em forma de eco ou como eco da forma, e mais do que conceitos foram materiais trabalhados ao longo destes anos, com artistas, curadores e mediadores. Por isso mesmo, não é estranho que convoquemos agora, neste momento de passagem, nesta torção da narrativa deste lugar, aquele cujo pensamento é uma das mais incandescentes fontes de inspiração para o nosso trabalho — José Gil, que em 2016 apresentou no CIAJG a conferência “Objeto de arte, objeto mágico”, em antecipação da sua obra maior, Caos e Ritmo, um livro-legado filosófico-ecológico de inesgotável concentração energética oferecido a uma geração que hoje manifestamente se declara órfã de um rumo político.” 

Fundado sobre os poderes do corpo e a consciência individual enquanto uma entre tantas outras entidades que partilham e convivem num mundo feito de diversidade, Caos e Ritmo serve de mote para uma reflexão encantada e desencantada, poética e política, sobre o lugar do homem e, em particular, da criação artística num mundo doente e amnésico — uma exposição-estrutura que servirá de lugar para a fundação de discursos, reflexões e práticas transversais às disciplinas, às geografias e às culturas. 

O novo ciclo expositivo do CIAJG integra obras de vários artistas entre os quais encontramos José de Guimarães, Mariana Caló e Francisco Queimadela, Rosa Ramalho, Quintino Vilas Boas Neto, Jonathan Uliel Saldanha, Susana Chiocca, Joaquim Pires, SKREI, Agostinho Santos, Hugo Canoilas, Franklin Vilas Boas, Pedro A. H. Paixão e ainda obras de Augusto Mesquitela Lima reunidas por André Príncipe, a Coleção de Arte Popular de Agostinho Santos e as Coleções de Arte Africana, Arte Pré-Colombiana e Arte Antiga Chinesa de José de Guimarães. Após a inauguração de Caos e Ritmo, a área expositiva do CIAJG volta a poder ser visitada de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00, sendo a entrada gratuita aos domingos de manhã.  

Neste primeiro fim de semana de março (7 e 8 março), o Centro Internacional das Artes José de Guimarães e a Casa da Memória de Guimarães vão ser palco do ‘Museu do Futuro #1’, programa que se apresenta como um convite aberto à comunidade, de verdadeira fruição dos museus da cidade, e do futuro. Estes espaços serão assim habitados por novas exposições, espetáculos de teatro e música, conferências, visitas e oficinas, para todos os públicos, com destaque para as famílias, na manhã de domingo. Todas as atividades são de entrada gratuita, até ao limite da lotação disponível. O programa completo do ‘Museu do Futuro #1’ pode ser consultado online, nos sites www.ciajg.pt e www.casadamemoria.pt.

CIAJG e CDMG convidam para um fim de semana preenchido por diferentes atividades de entrada gratuita » 'Museu do Futuro', 7 e 8 março

Centro Internacional das Artes José de Guimarães e

Casa da Memória convidam para um fim de semana preenchido por diferentes atividades de entrada gratuita

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No primeiro fim de semana de março, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães e a Casa da Memória de Guimarães vão ser habitados por novas exposições, espetáculos de teatro e música, conferências, visitas e oficinas, para todos os públicos, com destaque para as famílias, na manhã de domingo. ‘Museu do Futuro #1’, assim se intitula este programa que se apresenta claramente como um convite aberto à comunidade, de verdadeira fruição dos museus da cidade, e do futuro. 

7 e 8 de março serão dias de intensa atividade nos museus mais recentes da cidade de Guimarães: o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) e a Casa da Memória (CDMG). Novas exposições, espetáculos, conferências, visitas orientadas e oficinas terão entrada gratuita nos dois espaços culturais vimaranenses que se pretendem dinâmicos, vividos e usufruídos em pleno, por toda a comunidade. 

A primeira proposta de sábado, 7 de março, tem a assinatura de Tânia Dinis, criadora que venceu a 2ª Bolsa de Criação do PACT – Plano de Apoio à Criação Territorial, promovido pelo Teatro Oficina. Tânia Dinis apresenta Álbuns da Terra na Casa da Memória, às 11h00 e às 15h00, um projeto sobre intimidade, arquivo de família, documento, relação tempo-imagem-memória, que atravessa diversas perspetivas e campos artísticos, como o da fotografia, o da performance e o do cinema. Através da recolha, investigação e manipulação de fotografias, filmes, cartas e objetos, Tânia Dinis construiu pequenas narrativas, num exercício de confrontação e exploração da imagem como uma experiência da efemeridade do tempo e da memória. 

Às 14h00, tem início Atlas Revisitado, uma oficina de imagem e representação, orientada por Melissa Rodrigues, na icónica Sala da Máscaras do Centro Internacional das Artes José de Guimarães. O que as imagens dizem sobre nós? O que podemos compreender do mundo que nos rodeia através de uma fotografia? Como me vejo? Como me represento? Como o que conheço do mundo limita a minha relação com o desconhecido, com aquilo que considero o outro, o estranho? Para responder a estas questões será preciso mergulhar no escuro do museu, observar, pensar imagens, pensar o mundo. Alteridade, dissidência, preconceito e discriminação serão alguns dos conceitos com os quais os participantes vão trabalhar, para coletivamente construírem novas narrativas e outros discursos visuais que contrariem as narrativas hegemónicas e normativas que habitam o nosso imaginário comum.  

A partir das 17h00, vamos poder assistir a uma conferência da artista Fernanda Fragateiro que, depois de expor no CIAJG a sua obra “Caixa para Guardar o Vazio”, nos falará agora sobre as matérias, as metodologias e os processos inerentes ao seu trabalho. Operando no campo da tridimensionalidade e desafiando relações de tensão entre a arquitetura e a escultura, a obra de Fernanda Fragateiro potencia relações com o lugar, convocando o espetador para uma posição de performatividade. A sua obra tem sido exposta em diferentes museus e instituições nacionais e internacionais. 

No final da tarde de sábado, as atenções viram-se para a Casa da Memória, onde Gil Mac – artista igualmente vencedor da 2ª Bolsa de Criação do PACT – Plano de Apoio à Criação Territorial – apresentará Pátria, uma visita performativa que percorre a Casa da Memória, onde outrora existiu a Fábrica de Plásticos Pátria. A partir das 19h00, quatro performers demiurgos conduzem o público, entre factos e ficções, formas e sabores, numa viagem pelo território e comunidade de Guimarães. Do espírito da matéria à matéria do espírito, explora-se a memória que perdura nos gestos que nos tornam humanos, propondo a encenação sensual de uma investigação etimológica das origens da nacionalidade. Esta deriva parte da perspetiva do racionalismo emocional que caraterizou a modernidade vimaranense do séc. XIX, fruto das descobertas arqueológicas do seu passado ancestral e habitada pela fé positivista no progresso tecnológico, promessa utópica de futuras eras douradas. Um acontecimento único que serve como dispositivo de ativação da exposição Matéria que habitará a Casa do Pátio da CDMG a partir deste fim de semana, ficando patente até 19 de abril. 

A noite de sábado será particularmente intensa com a inauguração de Caos e Ritmo, o mais recente ciclo expositivo do Centro Internacional das Artes José de Guimarães, com início às 21h30. Caos e Ritmo desenha um círculo e enuncia um regresso a Para Além da História, exposição que fundou o Centro Internacional das Artes José de Guimarães em 2012. Caos e Ritmo serve de mote para uma reflexão encantada e desencantada, poética e política, sobre o lugar do homem e, em particular, da criação artística num mundo doente e amnésico – uma exposição-estrutura que servirá de lugar para a fundação de discursos, reflexões e práticas transversais às disciplinas, às geografias e às culturas. Em exposição vão estar peças de vários artistas: José de Guimarães, André Príncipe, Mesquitela Lima, Mariana Caló e Francisco Queimadela, Rosa Ramalho, Quintino, Susana Chiocca, Skrei, Agostinho Santos, Hugo Canoilas, 
Franklin Vilas Boas, e ainda a Coleção de Arte Popular de Agostinho Santos e as Coleções de Arte Africana, Arte Pré-Colombiana e Arte Antiga Chinesa de José de Guimarães 

A noite onde se celebra a abertura de novas exposições no CIAJG terminará, da melhor forma, a partir das 23h00, ao som de Plantasia, de Bruno Pernadas e Moullinex. Composto em 1976 pelo pioneiro da música eletrónica Mort Garson, Plantasia é um disco de culto escrito para plantas e para pessoas que as amam. No final de 2019, a propósito da reedição da Sacred Bones, Bruno Pernadas e Moullinex decidiram revisitar em conjunto o mundo fantástico de Plantasia. Para os dois músicos e compositores, uma coisa é certa: é um disco inigualável cheio de lugares que ainda estão por descobrir. E é essa mesma viagem que se comprometem a fazer, acompanhados por Diogo Sousa (bateria), Guilherme Salgueiro (teclados) e Diogo Duque (trompete). O que vai acontecer promete ficar para história: uma reinterpretação-homenagem sem igual de um disco ao qual não foi dada a atenção devida. Mas vamos sempre a tempo. 

A manhã de domingo, 8 de março, é particularmente destinada às famílias. A partir das 10h00, o público é convidado para uma nova sessão da oficina de imagem e representação, Atlas Revisitado, que vai despertar a atenção e a curiosidade de miúdos e graúdos, na fantástica Sala da Máscaras do Centro Internacional das Artes José de Guimarães. Em simultâneo, é também disponibilizada uma visita à Casa da Memória, guiada por Francisco Neves, que despertará novas e diferentes narrativas no encontro com os objetos expostos que contribuem para um melhor conhecimento da cultura, território e história de Guimarães. 

Às 11h00 segue-se a oportunidade de conhecer, mais profundamente, o recém-inaugurado ciclo expositivo do CIAJG, Caos e Ritmo, através de uma visita orientada por Rita Senra. Reunindo peças de diferentes épocas, lugares e contextos, lado a lado com obras de artistas contemporâneos, o CIAJG propõe nesta visita orientada uma releitura da história da arte e um novo desígnio para o museu, enquanto lugar para o espanto e a reflexão.  

A 1ª edição do ‘Museu do Futuro’ termina com uma oficina de reciclagem de plástico, da responsabilidade da Precious Plastic, uma comunidade global de centenas de pessoas que se dedicam a arranjar soluções para combater a poluição causada pelo plástico. Com a equipa Precious Plastic Portugal, os participantes ficarão a conhecer este projeto global e o substrato a que se dedica – o plástico e as suas várias formas de transformação, com recurso às máquinas criadas por Dave Hakkens. A seguir, as famílias poderão experimentar o círculo completo do plástico com origem no “lixo” até se transformar numa peça nova, para a criação de objetos. 

Todas as atividades terão entrada gratuita, até ao limite da lotação disponível. O programa completo do ‘Museu do Futuro #1’ pode ser consultado online, nos sites www.ciajg.pt e www.casadamemoria.pt.

‘Caos e Ritmo’ marca 8ª edição dos Encontros para Além da História (18 janeiro, CIAJG)

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Os Encontros para Além da História estão de volta ao Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) a partir das 15h00 do próximo dia 18 de janeiro. Para que nos encontremos e giremos (especialmente) em torno da admirável obra do filósofo José Gil, ‘Caos e Ritmo’, para pensar os sortilégios e as tensões da criação num mundo ameaçado pelo fantasma da extinção. A edição dos Encontros deste ano conta com as participações de António Poppe, Alexandra Lucas Coelho, Catarina Santiago Costa, Eglantina Monteiro, Francisco Janes, Hugo Canoilas, Luís Quintais, SKREI, Tomás Cunha Ferreira e Domenico Lancellotti e de todos aqueles que aceitem o desafio de aqui se encontrar. A entrada é livre até ao limite da capacidade da Black Box do CIAJG. 

Estamos em contagem decrescente para nos reunirmos (e ligarmos) uma vez mais numa espécie de espaço-tempo suspenso, numa reflexão e imaginação coletiva condimentada com uma combinação de várias disciplinas artísticas e autores de diferenciados campos do conhecimento e diversas formas de expressão artística. Como quem diz, num tempo decrescente para mais uma edição dos Encontros para Além da História no CIAJG, em Guimarães. Numa conjugação de várias disciplinas artísticas, Nuno Faria imaginou uma coreografia em torno de palavras, sons e movimentos. 

Tendo como plano de base o livro 'Caos e Ritmo', de José Gil, estes Encontros fazem-se com as palavras, objetos, gestos e imagens de António Poppe, Alexandra Lucas Coelho, Catarina Santiago Costa, Eglantina Monteiro, Francisco Janes, Hugo Canoilas, Luís Quintais, SKREI, Tomás Cunha Ferreira & Domenico Lancellotti. A entrada é livre, apenas limitada à capacidade da Black Box do Centro Internacional das Artes José de Guimarães. 

Estes Encontros de caráter anual criados no seio do programa concetual e curatorial do CIAJG – como forma de expandir e mapear as forças, a potência, assim como os limites, as transgressões e as fragilidades da ação do Centro – têm vindo a desconstruir os protocolos e os formatos de instâncias como a conferência ou a exposição, expandindo as possibilidades performativas, poéticas, musicais e políticas do encontro enquanto momento único de partilha, de escuta e de reflexão. Desde 2017 que o programa dos Encontros Para Além da História vem assumindo um formato que se configura como um desenho cénico realizado no ar — curadorias-coreografias no limiar entre a cultura material e imaterial, entre o corpo, a palavra e a obra enquanto objeto –, decorrendo na Black Box do CIAJG com a duração aproximada de quatro horas, com intervalo.  

Depois de abordar os universos criativos de Herberto Helder (2017) e Georges Bataille (2018) e de propor uma reflexão sobre a fratura em que se constituiu o museu no contexto do projeto colonialista europeu (2019) – tendo como horizonte e metáfora o incêndio que destruiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro –, os Encontros para Além da História visitam a extraordinária obra do filósofo José Gil, ‘Caos e Ritmo’, para pensar os sortilégios e as tensões da criação num mundo ameaçado pelo fantasma da extinção. Ar, sopro, palavra, em flutuação constante neste Caos e Ritmo que invade o CIAJG nesta 8ª edição que antecipa também a entrada em cena, no próximo mês de março, da exposição Caos e Ritmo, mostra que serve de mote para uma reflexão encantada e desencantada, poética e política, sobre o lugar do homem e, em particular, da criação artística, desenhando um círculo que enuncia um regresso a 'Para Além da História', exposição que fundou o Centro Internacional das Artes José de Guimarães em 2012.  

De lembrar ainda que as exposições ‘Plant Revolution!’, ’Geometria Sónica’ e ‘Júlio Fernandes da Silva’ permanecerão patentes até 16 de fevereiro no CIAJG. Recorda-se ainda que neste espaço é possível realizar visitas orientadas e oficinas criativas ao longo de todo o ano, sujeitas a marcação através de telefone 253424700 ou e-mail mediacaocultural@aoficina.pt. O CIAJG encontra-se aberto de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita. 

'HHY & The Macumbas' no CIAJG e 'Do Avesso' CCVF integram 9ª edição do Guimarães noc noc (5 e 6 outubro)

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No fim de semana em que decorre a 9ª edição do Guimarães noc noc, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) propõe a atuação de HHY & The Macumbas na sua Black Box (5 outubro, 21h30) e o Centro Cultural Vila Flor (CCVF) abre as suas portas para uma visita performativa em que o público explora este espaço Do Avesso (6 outubro, 17h00), investigando o que se esconde atrás do que está por trás – o que não se vê, o que não está em cena. Ambas as iniciativas têm entrada livre, estando integradas no programa do Guimarães noc noc, mostra artística informal organizada pela Associação Cultural Ó da Casa!, que se dedica à promoção das artes e artistas desenvolvendo projetos no âmbito cultural. 

 

Este sábado, 5 de outubro, às 21h30, a Black Box do CIAJG recebe o concerto do coletivo HHY & The Macumbas. Há uma década Jonathan Uliel Saldanha, artista multifacetado e que integra o elenco de “Geometria Sónica”, exposição que está patente no CIAJG desde junho, criou um coletivo musical, que integra nomes fundamentais da cena experimental do Porto, como João Pais Filipe, André Rocha, Frankão, Filipe Silva e Brendan Hemsworth. A intenção era criar um laboratório para o desenvolvimento de uma linguagem sincrética a partir de música periférica, a que chamou HHY & The Macumbas. Ao segundo álbum, “Beheaded Totem”, lançado no final do ano passado, confirmam-se como uma das grandes potências de criadores nacionais. No concerto deste sábado em Guimarães, a receita promete misturar percussão, eletrónica, sopros e bateria, em conjunto com uma teatralidade e um jogo com o espaço dos sons, a juntar à variedade e conjunção rítmica e tímbrica da acústica com a eletrónica. 

 

No domingo, às 17h00, a magia começa fora do palco com Do Avesso, da autoria de Manuela Ferreira.  Nesta visita encenada – que é também um espetáculo – aos lugares secretos do Centro Cultural Vila Flor faz-se o percurso inverso que por norma fazemos quando chegamos ao teatro. Em Do Avesso, o público investiga o que se esconde atrás do que está por trás – o que não se vê, o que não está em cena. Acompanhados por um grupo inusitado, descobrem-se armazéns, elevadores e outras passagens (quase) secretas, que abrigam memórias e preservam saberes das pessoas que preenchem o quotidiano de uma sala de espetáculos. Os bastidores do CCVF são assim o cenário e a inspiração para esta visita especial que mostra um lado deste centro cultural (habitualmente reservado aos artistas e profissionais do teatro) raramente visto pelo público.   

 

Do Avesso foi o projeto vencedor da 1ª Bolsa do Gangue de Guimarães (artistas de artes performativas cartografados pelo Teatro Oficina que são provenientes de Guimarães ou com íntima relação com este território, encontrando-se espalhados pela cidade, pelo país e pelo mundo). Entre os elementos que constituem este projeto encontramos Manuela Ferreira, responsável pela encenação e dramaturgia, Mário Alberto Pereira, Rita Morais e Tiago Porteiro, no papel de intérpretes, sendo o texto da autoria de Ana Arqueiro. 

Centro Cultural Vila Flor oferece concerto ao público para celebrar 14º aniversário

A 17 de setembro, o CCVF convida o público a celebrar com um espetáculo original nascido em Guimarães: “At the still point of the turning world”, de Joana Gama e Luís Fernandes
 

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A 17 de setembro, dia em que assinala os seus 14 anos, o Centro Cultural Vila Flor (CCVF) abre as portas e convida o público a celebrar com o espetáculo “At the still point of the turning world”, peça musical criada em 2017 por Joana Gama e Luís Fernandes para o Westway Lab, com José Alberto Gomes e a Orquestra de Guimarães – que nesta reposição é apresentada com um ensemble de músicos clássicos e com componente vídeo de Miguel C. Tavares. “At the still point of the turning world”  põe a descoberto o potencial criativo da música e a mestria de quem tenta dominar este universo de possibilidades infindáveis e surpreendentes. Com carimbo vimaranense, esta criação já percorreu diversas salas nacionais e junta-se agora à celebração do 14º aniversário do CCVF. As cortinas do Grande Auditório abrem-se às 21h30 para mais um momento de celebração, em conjunto.
 
“At the still point of the turning world” é uma peça transformadora e desde a estreia no festival Westway Lab, em 2017, já colecionou amplos elogios da crítica. Quando responderam ao desafio deste festival, Joana e Luís criaram um trabalho original para piano, eletrónica e ensemble, aventurando-se assim por novos caminhos e tirando a orquestra da sua zona de conforto. Com a cumplicidade de José Alberto Gomes na orquestração e arranjos, amplificou-se e complexificou-se a sua sonoridade. Este trabalho, intitulado “At the still point of the turning world” - um verso do poema “Burnt Norton” de T. S. Eliot, foi lançado pela editora australiana Room40 em abril de 2018. No 26º Curtas Vila do Conde foi estreada a colaboração com Miguel C. Tavares, que acrescentou ao concerto uma componente de vídeo, operada em tempo real.
 
Desde a estreia, o concerto foi apresentado em diversas salas portuguesas, nomeadamente no passado mês de janeiro no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, com a Orquestra Metropolitana, e no Teatro Micaelense, como concerto de abertura da edição de 2019 do Festival Walk&Talk. O espetáculo tem agora regresso marcado ao palco onde nasceu, desta vez com um ensemble de músicos clássicos dirigidos por José Alberto Gomes e vídeo de Miguel C. Tavares.
 
No caminho que têm traçado em conjunto, Joana e Luís somam o lançamento do álbum Shhpuma (com génese num concerto encomendado pelo Theatro Circo), considerado um dos melhores desse ano por diversos críticos nacionais e realizaram concertos nas principais salas nacionais e nos festivais Novas Frequências (Rio de Janeiro), MadeiraDiG (Madeira), Rooster Gallery (Nova Iorque) e Festa da Palavra (Praia, Cabo Verde). Nos últimos anos, o duo fez duas bandas sonoras para curtas-metragens que estrearam no Curtas Vila do Conde, A Glória de Fazer Cinema em Portugal de Manuel Mozos e Penúmbria de Eduardo Brito. Fizeram igualmente uma versão de Music for Amplified Toy Pianos de John Cage para a série Old New Electronic Music Sessions, promovida pela Digitópia / Casa da Música.
 
“At the still point of the turning world” é um projeto de Joana Gama e Luís Fernandes, promovido pelo Westway Lab e coproduzido pelo Centro Cultural Vila Flor. A entrada neste espetáculo é gratuita até ao limite da lotação da sala e o levantamento dos convites pode ser realizado no dia do concerto nas bilheteiras do Centro Cultural Vila Flor (CCVF), Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), Casa da Memória de Guimarães (CDMG) e Loja Oficina, até ao limite de 2 bilhetes por pessoa.

 

 

Manta dá os primeiros passos da nova temporada cultural em Guimarães » 6 e 7 setembro, CCVF

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Pelo 13º ano consecutivo, o Manta atrai-nos aos jardins do Centro Cultural Vila Flor para celebrar a música em harmonia com a natureza, num cenário arquitetónico e histórico que serve também para abrir o livro da nova temporada cultural em Guimarães

O verão pode estar quase a acabar, mas programação cultural em Guimarães está de volta e vem para ficar. E impele-nos a celebrar o seu regresso, já a partir do primeiro fim de semana de setembro, nos convidativos jardins do Centro Cultural Vila Flor (CCVF) com uma nova edição do Manta que muitas histórias e novidades tem para nos contar. Os dois dias de programação do Manta 2019 constroem-se – ao longo de cinco concertos com acesso gratuito – entre as costas do Oceano Atlântico, de Portugal aos EUA, com passagem pelo Brasil. Na sexta-feira, Bruno Pernadas surge acompanhado pelos seus cúmplices habituais, com o disco “Those who throw objects at the crocodiles will be asked to retrieve them” como elemento central do repertório. O músico volta ao palco no dia seguinte num concerto pensado especialmente o público infantil e as famílias. A primeira noite inicia-se com sotaque do Brasil, com Momo a apresentar o seu novo disco – o segundo criado desde que passou a viver em Portugal, sucessor de “Voá” (2017), produzido por Marcelo Camelo. A noite de sábado arranca com o rock de influências folk de Serushio, banda de Sérgio Silva, que já passou pelo Westway Lab. O Manta encerra com a poderosa voz de Holly Miranda, que depois de ter escrito e produzido para gigantes como Lou Reed ou The XX, se lançou em nome próprio em 2015. E é a solo que se apresenta, num concerto em formato intimista. É assim, a sentir o cheiro da relva e das folhas, com a cidade histórica à distância de um olhar, que o Manta nos desafia a apurar os sentidos e contemplar o início de um novo ciclo, em conjunto.
 
A temporada cultural em Guimarães inicia-se no jardim do CCVF na presença de artistas de variadas origens e estilos, sempre com uma forte presença autoral nacional e internacional, convidando todos os públicos a afluir ao relvado para momentos de pura fruição. A noite de sexta-feira, 6 de setembro, conjuga duas propostas que nos farão viajar por um universo algo exótico e sonhador. O encantautor brasileiro Momo – admirado por Patti Smith e David Byrne, com Camané como outro dos seus fãs confessos e com o qual gravou o tema Alfama – tem um novo álbum pronto a lançar com repertório autoral composto por dez canções gravadas em três idiomas. Gravado em Los Angeles (EUA), este seu mais recente trabalho conta com a produção musical de Tom Biller, que tem no currículo artistas como Elliott Smith, Fiona Apple, Sean Lennon, Karen O, Warpaint e Kanye West, entre outros. E vai partilhá-lo no relvado do Manta (21h30) antes de uma longa caminhada pelos palcos nacionais e internacionais.
 
22h30 é a hora reservada para a entrada em cena da superbanda de Bruno Pernadas, um dos mais inspirados e interessantes compositores pop portugueses, numa combinação perfeita para uma noite de verão. Músico multi-instrumentista, para além de produtor, Pernadas lançou-se desde cedo à guitarra, ao piano, ao baixo, sintetizadores e bateria, entre outros instrumentos que o levaram a participar ativamente em variados projetos e a apresentar-se em festivais de música na Europa, América do Sul e Japão. Bruno Pernadas lançou até ao momento três álbuns em nome próprio: “How can we be joyful in a world full of knowledge” (2014), “Those who throw objects at the crocodiles will be asked to retrieve them” (2016) e “Worst Summer Ever” (2016), percorrendo vários estilos musicais como jazz, pop, folk, música do mundo e eletrónica. O seu trabalho tem sido aclamado pela crítica, colecionando elogios e tendo já sido nomeado para melhor álbum do ano em diversas publicações dedicadas ao universo musical. Como músico freelancer, reparte-se pelo trabalho com diferentes bandas e artistas, participando ainda como compositor de temas para filmes como Patrick, de Gonçalo Waddington, e Four men on a raft, de Orson Wells. Não é fácil decorar os títulos dos seus discos. Já a sua música, essa fica para sempre no corpo.
 
O dia seguinte começa mais cedo, aproveitando o sol da tarde no arborizado jardim. Às 15h30 de sábado, 7 de setembro, Bruno Pernadas regressa ao palco com nova atuação, desta vez em concerto especial para os mais novos, uma proposta acrescentada na edição anterior do Manta e reforçada este ano. No repertório estão temas que fazem parte do imaginário de miúdos e graúdos, que conhecemos dos filmes de animação e dos desenhos animados, como “A Pantera Cor-de-Rosa”, “Os Simpsons”, “Dartacão e os Três Moscãoteiros”, “Os Piratas da Terra do Nunca”, entre muitos outros.
Da tarde, saltamos para o primeiro concerto da noite (21h30) com Serushio, acompanhado em palco pelos seus habituais cúmplices e as suas melhores canções. Com duas participações no Westway LAB em formatos diferentes (Residências Artísticas e City Showcases), bem como atuações no Vodafone Paredes de Coura e além-fronteiras no Canadá (CMW2014), França, Espanha e Holanda (Eurosonic - ESNS 2018), Sérgio Silva encabeça Serushio, conhecidos pelas suas entusiasmantes performances ao vivo e criatividade instrumental, desenhando um som que navega pelo blues tradicional e melódico e pelo rock'n'roll. A variedade instrumental é uma das imagens de marca deste multi-instrumentista, compositor e produtor. Com quatro discos editados, os Serushio desembrulham em Guimarães o recém-lançado trabalho “Open Range”, álbum que os eleva a um novo e vasto leque sonoro, sem perder a sua verdadeira identidade.
 
Holly Miranda, aclamada artista internacional convidada para fechar o Manta, em versão mais intimista, surge em palco às 22h30. A cantautora nascida em Detroit, em 1982, iniciou a sua carreira em 2001. O carisma e talento de Miranda cedo despontaram, tendo começado a tocar piano com apenas seis anos de idade. Pegou na guitarra na adolescência, período em que se muda para Nova Iorque à procura de viver o sonho da música acompanhada pelas suas próprias canções. Num percurso construído essencialmente a solo, há a registar a sua passagem pela banda The Jealous Girlfriends, que integrou até 2008. Da sua discografia contam-se cinco álbuns. Além dos discos a solo e com a referida banda, Holly já colaborou com Scarlett Johansson e tocou com artistas tão reputados como Florence And The Machine, Karen O, Lou Reed, The XX ou Lesley Gore. Miranda, muitas vezes comparada a Feist e Cat Power, esgotou o Hard Club no final de 2018 e seguramente trará essa mesma força ao relvado do jardim do CCVF através do seu mais recente álbum “Mutual Horse” (2018), momento em que poderemos ouvir a sua voz celestial, ao vivo, no Manta. Assim se pratica este ritual urbano de eleição, no final de verão: no regressar à cidade, encontrar a comunidade no inspirador jardim do CCVF, estender a Manta e sentir o poder da música.
 
A informação alusiva ao Manta 2019, bem como à restante programação do mês de setembro no Centro Cultural Vila Flor, pode ser consultada em www.ccvf.pt.
 

MANTA 2019
 
Sexta 6 setembro
21h30 MOMO
22h30 BRUNO PERNADAS
 
Sábado 7 setembro
15h30 “CONCERTO ESPECIAL PARA OS MAIS NOVOS” BRUNO PERNADAS
21h30 SERUSHIÔ
22h30 HOLLY MIRANDA

A Oficina relança Feira de Artesanato de Guimarães no Jardim da Alameda de São Dâmaso (26 julho a 5 agosto)

XXII Feira de Artesanato de Guimarães decorre de 26 de julho a 5 de agosto
Inauguração acontece esta sexta-feira às 18h00

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De 26 de julho a 5 de agosto, a Feira de Artesanato de Guimarães regressa ao seu local de origem: o Jardim da Alameda de São Dâmaso, convertido num bosque urbano em 2012 no âmbito da Capital Europeia da Cultura e localizado no Centro Histórico de Guimarães, Património Mundial da UNESCO desde 2001. Diversas artes e ofícios, desde a Olaria à Cerâmica, passando pela Tecelagem, o Bordado e o Ferro Forjado, vão estar representados em 25 stands. Os diversos espetáculos programados para o Jardim da Alameda percorrem também várias artes – música, teatro, humor, performance, marionetas – e prometem animar as noites e o quotidiano dos habitantes e visitantes de Guimarães, na XXII Feira de Artesanato e nas Festas da Cidade e Gualterianas. O momento inaugural da Feira de Artesanato está marcado para esta sexta-feira, às 18h00, com a presença da Presidente da cooperativa A Oficina, Adelina Paula Pinto, e do Presidente do Município de Guimarães, Domingos Bragança.
 
O percurso permite ao visitante um contacto direto com os modos de fazer específicos de cada uma das atividades, que vão materializando, pelo talento criativo dos artesãos, os seus diversos objetos. As técnicas ancestrais, transmitidas de geração em geração ao longo de muitos séculos, constituem um património imaterial valioso que hoje é salvaguardado por pessoas que dedicam a sua vida a um trabalho alicerçado em memórias profundamente pessoais, avivadas pelo seu espírito inventivo constante. Do interior para o gesto, o material transmuta-se em coisa útil ou de forma singular, pensado para usos no presente. Fruto de muito labor, no girar lento de uma roda de oleiro, na agulha ao correr das fibras, no som do bater de um tear, são artes que nos fazem parar para contemplar e para levar connosco.

Os espetáculos apresentados (sempre às 21h30) convocam vários géneros artísticos ao Coreto do Jardim da Alameda e prometem animar, também, a vivência deste jardim na XXII edição da Feira de Artesanato de Guimarães, que, por estes dias, se torna ainda espaço para uma cidade em celebração no decorrer das afamadas Gualterianas.
 
A abrir a programação da Feira, a Associação Guimarães Fado apresenta-se esta sexta-feira (26 julho) com o seu Fado1111, uma viagem através dos principais autores, cultores e intérpretes da Canção de Coimbra, aos olhos do Minho, com Luís Teixeira de Campos, Francisco Carvalho, Magina Pedro e Manuel Pereira.
Com inspiração na tradição oral que dita ter sido 1111 o ano de nascimento de D. Afonso Henriques e Guimarães a génese da nossa Portugalidade, nasceu o projeto Fado1111. Este projeto musical
- materialização artística da Associação Guimarães Fado - propõe-se representar este cantar trovadoresco de raiz estudantil, popular
e erudito: a Canção de Coimbra. Pautando-se por óbvios critérios de rigor estético e qualidade musical desde a sua fundação (agosto de 2014), este grupo possui já uma assinalável expressão no norte de Portugal e na Galiza.
 
No sábado, o espetáculo Cordofonias com Daniel Pereira & Diogo Riço ocupa novamente o Coreto. Desde muito cedo na sua vida que os instrumentos tradicionais, e os cordofones em particular, fazem parte da existência e da música de Daniel Pereira, artista distinguido em 2018 com o Prémio Carlos Paredes. O próprio já atuou em alguns dos mais importantes teatros e festivais em Portugal e um pouco por toda a Europa, a juntar a passagens pelo Brasil, Estados Unidos e Canadá. Nas suas viagens militantes por instrumentais, cordofones, canto e música tradicional, procura manter viva uma etnicidade identitária do noroeste peninsular, partilhando
a alegria vibrante dos cordofones, músicas
e composições tradicionais, o peso das suas existências seculares e a vontade de os tornar mais vivos do que nunca, fazendo música o mais intemporal, cuidada e contemporânea possível. O músico e compositor Daniel Pereira, que aqui se faz acompanhar por Diogo Riço, explora as sonoridades dos instrumentos ancestrais da tradição minhota. Do cavaquinho à braguesa, passando pelo bandolim, faz uma viagem ora
por sons da tradição oral, nas músicas cantadas, ora por instrumentais que compõe, nos quais afirma que são os próprios instrumentos que comunicam com o público através do seu pulso. O projeto Cordofonias é a visão de Daniel Pereira sobre os cordofones, com especial ênfase nos cordofones minhotos.
 
A fechar este fim de semana, no domingo, o Coreto será palco d’ A Cerimónia, um espetáculo de teatro visual e humor absurdo. Especialista em concertos divertidos e inesperados, Dona Melódica Melancólica traz-nos uma opereta clownesca inspirada
nas canções tradicionais e infantis. Com
um grande coração e uma veia trágica, a protagonista surpreende todos ao interpretar de forma inesperada temas clássicos como “O balão do João” ou “Atirei o pau ao gato”. Da pauta ao poema, vamos entrando no universo desta palhaça que, de trejeitos bem especiais, não deixa o público suster nem uma lágrima. De riso, pois claro!
 
No dia seguinte (29 julho), um casal de marionetas ganha vida numa estória que transforma momentaneamente a vida num feitiço mágico. Ai Xico Xica, concebido e produzido por Sofia Pimentão,
com assistência artística de Miguel Moreira, coreografia de Sandra Rosado e marionetas de Tó Quintas, é um espetáculo de teatro de rua, dirigido a crianças
e adultos, que nos leva para fora da realidade por breves instantes e contamina os espetadores
que naturalmente percorrem o jardim da Alameda de São Dâmaso. Todas as expressões das marionetas, os seus movimentos, roupas, adornos e a música são influenciadas pelo folclore português, invocando todas as regiões de Portugal, que têm as suas próprias danças e cantos tradicionais cujas origens se desvanecem no tempo. Este espetáculo, inspirado pelas danças, instrumentos, sons e letras regionais como “Vira”, “Chula”, “Corridinho” a “Tirana” e o “Fandango”, mistura novas tendências artísticas
 e experimentais. O par de marionetas dança uma coreografia ao som das palmas dos espetadores, guitarras e acordeões misturam sons tradicionais com sons novos e curiosos, eletronicamente compostos ou manipulados por outros instrumentos ou objetos contemporâneos. A felicidade e a exuberância de uma dança que tem como lema o elegante ritual de flirt e namoro.
 
Na terça-feira, 30 de julho, o teatro de marionetas volta a assaltar o Coreto do Jardim com Zé do Telhado e Castelo Assombrado, uma saga de teatro de fantoches numa técnica centenária denominada de Teatro Dom Roberto. Duas histórias num espetáculo. Dois heróis, o Zé do Telhado e o Dom Roberto. Um tenta levar a sua lenda de Robin dos Bosques português a um patamar cómico e repleto de história; o outro tenta salvar a sua amada das mais variadas assombrações do castelo de Santa Maria da Feira.

A música regressa ao Coreto na quarta-feira com Cindazunda. Quando 4 jovens músicos hibernam para explorar a sua música debaixo de um céu em constante mudança, submersos nos movimentos rítmicos do continente europeu, nasce Cindazunda, um projeto que tem inspirado o público com uma nova paleta de sons da música folk do século XXI. A banda é formada por Hugo Oliveira (saxofone, flauta transversal, gaita de foles), João Fragoso (contrabaixo), João Tavares (concertina) e Rodrigues Vila (bateria). Sentindo uma forte pulsação de origem tradicional, surgem criativamente os ritmos e harmonias
do jazz, do rock, e das músicas do mundo em torno desta base, construindo camadas sonoras ricas, que dão forma a um espetáculo desafiante de composições originais, baseadas em danças ancestrais apresentadas com uma nova vibração.
 
O último espetáculo leva As Tresmoças (Rita Só, Elina Sto, Nezia Alex) a subir ao Coreto do Jardim para cantar músicas tradicionais portuguesas acompanhadas ao ritmo do adufe, acordeão e outros pequenos engenhos de percussão. Projeto surgido em dezembro de 2014, as Tresmoças interpretam um repertório diverso, que abarca diferentes regiões do país, desde o Douro Litoral, ao Minho, às Beiras, até Trás-os-Montes.
 
O Jardim da Alameda de São Dâmaso e o seu Coreto continuarão a ser espaço de eleição dos vimaranenses e todos quantos visitem Guimarães ao longo desta Feira de Artesanato e das Festas da Cidade e Gualterianas, como quem diz, até 5 de agosto. A Feira de Artesanato de Guimarães estará em funcionamento das 17h00 às 01h00 nos dias 26 e 27 julho, das 17h00 às 24h00 de 28 julho a 1 agosto, das 17h00 às 01h00 a 2 e 3 de agosto e das 17h00 às 24h00 nos dois últimos dias, 4 e 5 agosto.

Vaudeville Rendez-Vous “enche” cidades minhotas com circo contemporâneo

Evento: Vaudeville Rendez-Vous

Local: V.N. Famalicão, Braga, Barcelos, Guimarães

Dias: Até 27 de julho

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Após o espetáculo de abertura de ontem – a estreia de “A Simple Space” do grupo Gravity & Other Myths –, o Vaudeville Rendez-Vous regressa hoje às cidades de Braga, Guimarães, Barcelos e Famalicão. O mais influente festival de circo contemporâneo do norte do país apresenta uma programação diversificada, com 40 atividades públicas – 28 apresentações de 13 espetáculos programados, dos quais três coproduções, em estreia absoluta e seis estreias nacionais –, a decorrer até sábado, dia 27. Todas os espetáculos e atividades são gratuitas.

Hoje, às 22h00, em Barcelos, Elvis Mendes – vencedor da primeira Bolsa de Criação do Festival, atribuída no ano passado – apresenta “A Fábrica da Mentira”, uma estreia absoluta. À mesma hora, mas em Braga, o grupo inglês Gandini Juggling estreia o espetáculo “Sigma”, um diálogo entre os mundos do malabarismo, da música e da dança clássica indiana. Durante os restantes dias do Festival há mais espetáculos a não perder, como “Augustus”, de Jonathan Frau e Jorge Lix, amanhã, às 19h00, em Famalicão; ou “Um belo dia”, de Dulce Duca, dia 27, às 11h00, em Barcelos. É, ainda, possível, participar nas oficinas de circo e assistir às restantes propostas da edição deste ano do Vaudeville Rendez-Vous.

 

Festival Vaudeville Rendez-Vous arranca já na próxima semana

De 24 a 28 de julho, na malha urbana da região minhota

Festival de circo contemporâneo apresenta 40 atividades, durante quatro dias, em quatro cidades do Minho. Todos os espetáculos são gratuitos

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É já na próxima semana que tem início o mais influente festival de circo contemporâneo da região norte do país. A sexta edição do Vaudeville Rendez-Vous, a decorrer entre 24 e 28 de julho, em quatro cidades do Minho – Famalicão, Guimarães, Braga e, pela primeira vez, em Barcelos, –, apresenta 40 atividades públicas, nomeadamente 28 apresentações de 13 espetáculos programados, dos quais três coproduções, em estreia absoluta, e seis estreias nacionais. 

 

Mais de 50 artistas, de diferentes geografias, vão revelar todo o potencial do circo contemporâneo, apresentando espetáculos que conjugam engenho e inovação. A abrir a sexta edição, no dia 24 de julho, o Vaudeville Rendez-Vous recebe, pela primeira vez, uma companhia australiana. A Gravity & Other Myths vai apresentar o seu espetáculo “A Simple Space”, em Barcelos, às 22h00. O grupo de sete acrobatas vai desafiar os seus limites físicos, acompanhado por uma percussão tocada ao vivo.

 

Outro dos muitos destaques dos primeiros dias da edição de 2019 é a performance da companhia inglesa Gandini Juggling, que estreia o seu espetáculo “Sigma”, no dia 25 de julho, em Braga, às 22h00. Interpretado por quatro malabaristas mulheres de origem inglesa e indiana, onde se inclui a conceituada bailarina Seeta Patel – uma referência na interpretação da dança clássica indiana Bharatanatyam –,o espetáculo celebra o diálogo entre os mundos do malabarismo, da música e da dança clássica indiana e “confirma a ideia de que o Brexit não é senão um grande equívoco”.

 

Circo contemporâneo no feminino

A criação da Gandini Juggling é um dos três projetos interpretados e concebidos por mulheres nesta edição do Vaudeville Rendez-Vous, uma participação no feminino que o festival pretende incentivar e ampliar em edições futuras. As outras propostas são “Chá das Cinco”, da companhia nacional Coração nas Mãos –  que vai ser apresentado no dia 25 de julho, às 19h00, em Barcelos; no dia 26, às 19h00, em Braga; e no dia 27, às 19h00, em Guimarães –, e o projeto “Um belo dia”, da portuguesa Dulce Duca, no dia 27 de julho, às 11h00, em Barcelos, uma combinação de teatro físico e malabarismo, que culmina num universo poético, entre a realidade e o absurdo.

 

Atividades paralelas marcam a programação do Vaudeville

Não é preciso ser-se especialista de circo ou estudante para proceder à inscrição nas oficinas da sexta edição do Vaudeville. Durante os quatros dias do Festival, vão decorrer três workshops – acrobacia aérea, manipulação de objetos e equilíbrio –, também de entrada gratuita, nas quatro cidades. A par das oficinas, o programa contempla ainda um debate sobre redes de cooperação artística, no dia 27 de julho, e um showcase, no dia 26 de julho, que pretende promover e mostrar junto de programadores nacionais e internacionais a criação portuguesa de circo contemporâneo. Com estas iniciativas, o Vaudeville Rendez-Vous, criado pelo Teatro da Didascália, destaca-se, mais uma vez, pela sua diversidade e afirma o seu compromisso de valorização e projeção do circo contemporâneo. É a partir da força regional que o festival pretende dinamizar a internacionalização da cultura e dos artistas portugueses, através das redes europeias que o festival integra – CircusNext e Circostrada.

 

Vaudeville Rendez-Vous "abre" sexta edição com estreia nacional

Amanhã, quarta-feira, em Barcelos, às 22h00

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Entre 24 e 27 de julho, o mais influente festival de circo contemporâneo do norte do país apresenta mais de 40 atividades gratuitas no Minho

 

É já amanhã, quarta-feira, que arranca a sexta edição do mais influente festival de circo contemporâneo do norte do país, com a estreia de “A Simple Space”, do grupo australiano Gravity Others Myths. O momento está agendado para as 22h00, no Largo da Porta Nova (Chafariz), em Barcelos. Este é apenas o primeiro espetáculo dos quatro dias do evento que decorre em simultâneo nas cidades de Vila Nova de Famalicão, Braga, Guimarães e Barcelos, entre 24 e 27 de julho.

 

Criado e organizado pelo Teatro da Didascália, o Festival Vaudeville Rendez-Vous apresenta o melhor do que se tem produzido a nível nacional e internacional do circo contemporâneo, através de uma vasta programação. No total, vão ser mais de 40 atividades públicas – nomeadamente, 28 apresentações de 13 espetáculos, dos quais três coproduções, em estreia absoluta, e seis estreias nacionais – a marcar a programação. Em paralelo, decorrem atividades complementares, como três oficinas, um showcase, um laboratório de criação para o circo contemporâneo e um debate sobre as redes de cooperação artística.

 

Estreias nacionais marcam a programação de Vaudeville

Além da estreia nacional do espetáculo inaugural desta sexta edição, o Vaudeville recebe “Sigma”, do grupo inglês Gandini Juggling, com a “deslumbrante” bailarina e coreógrafa especializada na dança clássica indiana Betaatanatyam, Seeta Patel. A celebrar o diálogo entre os mundos do malabarismo, da música e da dança clássica indiana e a confirmar “a ideia de que o Brexit não é senão um grande equívoco”, “Sigma” – composto apenas por mulheres – pode ser visto no dia 25 de julho, às 22h00, em Braga; e no dia 27 de julho, às 22h00, em Guimarães.

 

O par de acrobatas Amir and Hemda estreia “Zoog”, um jogo de amor e ódio que representa a história íntima do casal, com os seus altos e baixos, intimidade, e a alegria inerente à construção de todas as relações. O espetáculo vai ser apresentado em Guimarães, no dia 25 de julho, às 19h00, mas pode ainda ser visto em Barcelos, no dia 26, às 19h00; em Braga, dia 27, às 11h00; e em Famalicão, dia 27, às 19h00.

 

A completar as estreias nacionais do Festival Vaudeville Rendez-Vous está o espetáculo “Pelat”, de Joan Català – performance original que combina dança, teatro e circo – e “Furieuse Tendresse”, de Cirque Exalté, um espetáculo que expressa a intensidade da vida e do instante. O primeiro vai ser apresentado em Famalicão, no dia 25; em Guimarães, no dia 26; e em Barcelos, no dia 27, todos às 19h00. O segundo, do grupo francês, pode ser visto no dia 25, em Famalicão, às 22h00; no dia 26, às 22h00, em Barcelos; e em Braga, no dia 26, às 19h00.

 

Vaudeville apresenta Bolsa de Criação e outras coproduções

Após a atribuição, no ano passado, da primeira Bolsa de Criação a Elvis Mendes, aluno finalista do INAC, o Festival Vaudeville recebe este ano em estreia absoluta o resultado da parceria. “Fábrica da Mentira” estreia-se em Barcelos, no dia 25 de julho, às 22h00, e pode ser visto, ainda, em Famalicão, no dia 26, às 22h00. O Festival é, ainda, coprodutor da peça “Angustus”, do francês Jonathan Frau e do português Jorge Lix. A estreia está marcada para dia 26 de julho, em Vila Nova de Famalicão, às 19h00, e será apresentada ainda no dia 27, em Guimarães, às 11h00.

 

A completar o eixo da Inovação Artística, o festival é também palco da apresentação da criação coletiva do Instituto Nacional de Artes do Circo (INAC). Com direção de Roberto Magro, os alunos da primeira instituição de formação circense do norte do país apresentam a sua criação “Before The Rain”, no dia 25 de julho, às 22h00, em Guimarães. Dia 27 de julho, às 22h00, poderá ser visto em Braga.

 

O Vaudeville Rendez-Vous – reconhecido pelo júri internacional do Europe For Festivals/Festivals For Europe, com o selo EFFE Label 2019-2020 – tem como missão a sensibilização da comunidade para as artes circenses e a formação de novos públicos. O Festival integra, ainda, as redes europeias CircusNext e Circostrada que impulsionam a internacionalização da cultura e dos artistas portugueses. A última edição daquele que é considerado o mais influente festival de circo contemporâneo do país reuniu mais de 15 mil pessoas em Braga, Guimarães e Vila Nova de Famalicão e contou com mais de 60 artistas portugueses e internacionais.

 

Programação Festival Internacional Vaudeville Rendez-Vous 2019: http://bit.ly/2Sl4xxU

O Festival Internacional Vaudeville Rendez-Vous – criado pelo Teatro da Didascália, companhia de Vila Nova de Famalicão –  assinala em 2019 a sua sexta edição e decorre nos espaços públicos de Vila Nova de Famalicão, Braga, Guimarães e Barcelos, com o apoio dos respetivos municípios. O Festival tem como objetivo promover a valorização da criação nacional nas áreas do circo contemporâneo, teatro físico e formas transdisciplinares. O projeto é cofinanciado pelo Programa Operacional Regional do Norte, Norte 2020, através do Portugal 2020 e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).