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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Centro Internacional das Artes José de Guimarães converte-se em Mercado dos Objetos Incríveis (14 julho)

Espetáculos, instalações, visitas e oficinas, todos em estreia absoluta, invadem a praça da Plataforma das Artes e o CIAJG no dia 14 de julho

 

 Centro Internacional das Artes José de Guimarães converte-se em Mercado dos Objetos Incríveis

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Este sábado, 14 de julho, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) promove uma iniciativa inédita que tem como mote recuperar a memória do antigo Mercado de Guimarães, local simbólico para a cidade que, em 2012, deu lugar ao projeto infraestrutural da Plataforma das Artes e do CIAJG. O Museu abre, assim, as portas ao Mercado e, dentro e fora, há objetos incríveis para conhecer. Objetos com histórias e memórias, feitos de segredos e sentidos, com diferentes tamanhos e desenhos, uns de luz e outros de escuridão. Espetáculos, instalações, visitas e oficinas, todos em estreia absoluta, convidam ao espanto. Um Mercado e um Museu com um programa para todos!

 

A abertura do “Mercado dos Objetos Incríveis” acontece às 15h30, com a instalação “Estranhofone”, interpretada pelos participantes da Oficina de Férias coordenada por Samuel Coelho e César Estrela, que decorre entre 09 e 13 de julho, no CIAJG. Sons marginais, sem interesse, sem qualificação e acesso à academia de música. Estatuto de barulho, desafinados, poderão ser escutados vezes ao dia, não se faz caso. A pulsação de uma tarefa, de uma máquina, o suspiro da rotina, a tagarelice da natureza, o anexo que não é lido, versos vazios. Objetos despejados, fora do prazo, inúteis. O encanto caiu, a pele descolorou, enrugou, já não faz barulho, já não dá gozo. Estranho! Na sombra, na sedução entre som marginal e objeto despejado, pulsa uma melodia, levanta-se um estranhofone.

 

Entre as 16h00 e as 21h00, haverá um programa especial de Visitas Orientadas e Oficinas Criativas que transportam o interior do Centro Internacional das Artes José de Guimarães para a praça da Plataforma das Artes e vice-versa, onde todos são convidados a descobrir, questionar e construir objetos. 

 

Das 16h00 às 18h00 e das 19h00 às 21h00, o público vai poder assistir a “Guardar Segredo”, uma criação da Amarelo Silvestre, com encenação de Caroline Bergeron e dramaturgia de Fernando Giestas. “Guardar Segredo” é um conjunto de espetáculos de teatro. Espetáculos que acontecem dentro de um guarda-fatos. Um guarda-fatos colocado no Espaço Público. No Espaço Público existem muitas pessoas. Muitas pessoas não cabem dentro do guarda-fatos. Dentro do guarda-fatos apenas cabe 1 pessoa. 1 pessoa é a medida certa para assistir a um dos espetáculos de “Guardar Segredo”. Aos outros espetáculos de “Guardar Segredo” assistem outras pessoas. Outras pessoas não, 1 outra pessoa. E depois mais 1 outra pessoa. E depois outra e outra. O que se irá passar lá dentro é coisa que não deve ser sabida por mais ninguém.  Sendo assim, o melhor é dizer apenas que “Guardar Segredo” é um conjunto de espetáculos de teatro.  Não é segredo que cada espetáculo tem 5 minutos de duração. 1 espetador, 1 ator, 5 minutos.   

 

A “Objetoteca Popular Itinerante” do Teatro do Ferro também vai estacionar na Plataforma das Artes e oferecer micro-espetáculos entre as 18h00 e as 19h00, culminando num espetáculo final às 21h00. O que têm para contar um canivete suíço, uma reprodução da Guernica, uma música pop dos anos oitenta ou Moby Dick, a carrinha branca? A “Objetoteca Popular Itinerante” vai falar-nos sobre tudo isto e muito mais! A “Objetoteca Popular Itinerante” é ela própria um objeto híbrido – é a partir do encontro amoroso entre uma biblioteca itinerante e uma carrinha da feira que se faz esta performance pública da enciclopédia popular dos objetos do quotidiano. Com direção artística de Igor Gandra e Carla Veloso, este espetáculo é a primeira peça do ciclo A Revolta dos Objetos que o Teatro de Ferro irá desenvolver em 2018-2019.

 

Todas as visitas, oficinas e espetáculos integrados no evento são de entrada livre e dirigidos a todos os públicos! Mais informação em www.ciajg.pt.

Patrick Watson - Portugal recebe Mini Tour em Dezembro.

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Lisboa, Coimbra, Guimarães e Porto recebem mini-tour de 2 a 5 de dezembro

Espetáculos servirão de apresentação do seu novo álbum "Melody Noir".  Single homónimo é o primeiro avanço deste novo trabalho e é lançado hoje.

Lisboa - 2 de Dezembro - Lx Factory
Coimbra - 3 de Dezembro - Convento de São Francisco
Guimarães - 4 de Dezembro - CAE São Mamede
Porto - 5 de Dezembro - Casa da Música 
 

Patrick Watson está de regresso com um novo álbum "Melody Noir" e com ele uma luxuosa tournée em território nacional. De 2 a 4 de Dezembro, Lisboa, Coimbra, Guimarães e Porto respectivamente, vão receber um dos artistas internacionais mais acarinhados pelo publico português. 

Tendo tocado em Portugal pela última vez em 2015, Patrick Watson volta agora para apresentar o seu novo trabalho que continuará a surpreender o mundo com a sua originalidade e genialidade. Com saída prevista para este ano, o primeiro avanço com o mesmo nome sai hoje e pode ser visto e ouvido, aqui.

Também ele com uma paixão muito especial pelo nosso país, Patrick Watson e os seus acompanhantes do costume, prometem novamente uma viagem "sonora" inesquecível, repleta de ambientes fantásticos aos quais já nos habituaram através dos inúmeros discos e concertos esgotados ao longo dos tempos. Para além dos novos temas, não faltarão clássicos como "To Build A Home" entre outros...

Os bilhetes estarão à venda a partir de Sexta-Feira, dia 13 de julho e os preços variam entre os 23 e os 35 euros. 

 

Ann Hamilton em Guimarães para conversa no CIAJG e novo projeto expositivo

Esta quinta-feira, 12 de julho, às 18h30, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) promove uma conversa com Ann Hamilton no âmbito da residência artística que a norte-americana iniciou no dia 02 de julho e decorrerá até 01 de agosto numa das salas expositivas que irá acolher, entre 01 de setembro e 20 de outubro, uma importante parte do projeto concebido pela artista para a Contextile 2018 - Bienal de Têxtil Contemporânea, em Guimarães. 

 

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Ann Hamilton (EUA, 1956) é uma artista visual reconhecida internacionalmente pelo envolvimento sensorial das suas instalações multimédia em grande escala. Usando o tempo como processo e material, os seus métodos invocam o lugar, a voz coletiva, as comunidades passadas e o trabalho presente, fazendo-nos despertar as capacidades sensoriais e linguísticas de compreensão que constroem as nossas faculdades de memória, razão e imaginação. Reconhecíveis por uma acumulação densa de materiais, os seus ambientes efémeros criam experiências imersivas que respondem poeticamente à presença arquitetónica e à história social dos locais onde intervém.

 

Entre as suas distinções, Hamilton recebeu a National Medal of the Arts, Heinz Award, MacArthur Fellowship, United States Artists Fellowship, NEA Visual Arts Fellowship, Louis Comfort Tiffany Foundation Award, Skowhegan Medal for Sculpture e Guggenheim Memorial Fellowship. A exposição em nome próprio que irá inaugurar a 01 de setembro no CIAJG decorre em parceria com a Contextile 2018 - Bienal de Têxtil Contemporânea.

 

Desde o passado dia 29 de junho, novas exposições habitam o Centro Internacional das Artes José de Guimarães: “Leopard in a Cage”, de Julião Sarmento, “Mundo Flutuante”, de Pedro A.H. Paixão, e “Lábios de Flamingo”.

 

Neste novo ciclo expositivo, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães apresenta uma exposição integralmente dedicada à reunião de projetos inéditos de Julião Sarmento (Lisboa, 1948), um dos mais destacados artistas contemporâneos portugueses que vem construindo, desde o final dos anos 1960, uma obra extraordinariamente prolífica que define um notável sentido de repetição, por um lado, e de rutura, por outro. Os sucessivos trabalhos ou séries que vai concebendo apresentam uma enorme diversidade de meios – pintura, filme, fotografia, desenho, som, tapeçaria, escultura – ao mesmo tempo que obedecem a um léxico temático reduzido e desenvolvido com minuciosa coerência. 

 

Leopard in a Cage” (leopardo numa jaula) propõe, do ponto de vista curatorial, o desafio de recuperar um conjunto de projetos que nunca antes haviam sido mostrados ou mesmo realizados, que são apresentados em diálogo com trabalhos novos, especificamente concebidos e produzidos para esta exposição. O título da exposição cita um projeto de 1975, “Um Leopardo na SNBA”, que visto a esta distância temporal condensa muitos dos traços distintivos da obra do artista. O projeto, que nunca viria a realizar-se, e que é agora apresentado enquanto tal, estabelece, simultaneamente, o tema animal, referencial nestes e nos anos seguintes do trabalho de Julião Sarmento, o tema do desejo, uma estética do rigor e da contenção, um trabalho com as coordenadas invisíveis do tempo e do espaço, o campo de interpretação deixada ao espetador. 

 

A par com a exposição de Julião Sarmento, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães desafiou Pedro A.H. Paixão a interagir de forma extensiva com a coleção permanente do Centro, patente no piso 1. Esta exposição tem como mote de base lançar um olhar abrangente sobre a produção do artista, acolhendo obras dos primeiros anos do seu percurso e trabalhos muito recentes, mas abre igualmente o campo a novas abordagens e à exploração de meios que não tinham sido antes tratados de maneira tão aprofundada como agora. Assim, para além de se apresentar um amplo conjunto de trabalhos em vídeo, um meio que Pedro A.H. Paixão nunca, em rigor, deixou de explorar, mas que nos últimos anos perdeu intensidade em favor do trabalho em desenho (aqui também presente em extensão), é o projeto sonoro, especificamente concebido para o espaço da coleção e em estreito diálogo com algumas das peças que a constituem, que surge como a grande novidade e o elemento unificador e perturbador, que sublinha e confere às obras expostas o seu carácter de inquietante e familiar estranheza.

 

No piso inferior, o CIAJG acolhe, ainda, a exposição “Lábios de Flamingo”, realizada em colaboração com o serviço de Educação e Mediação Cultural. “Lábios de Flamingo” é o Museu Imaginário dentro do Museu – como se de todos os museus do mundo para aqui afluíssem todas as obras de arte que imaginámos um dia ver reunidas.

 

Numa época em que a migração das imagens se tornou tão comum, o CIAJG quis criar um observatório, um lugar da imaginação de onde pudéssemos olhar para um conjunto de imagens, que na sua grande maioria nos são familiares, e voltar a pensar sobre elas. Para tal, foi definido um conjunto de temas, mais ou menos transversais, que são o mote para reunir imagens das mais variadas proveniências e épocas, que, em conjunto, nos permitem viajar pela imaginação através do tempo e do espaço – como se entrássemos numa máquina de atravessar o tempo à velocidade da luz. A luz que vem dos retroprojetores, dispositivos que reenviam inelutavelmente para as salas de aula de antanho, onde e quando as aulas de história da arte eram uma espécie de caverna de onde surgiam imagens mágicas – mágicas como se as víssemos pela primeira vez. E as reconhecêssemos.

 

As exposições de Julião Sarmento e Pedro A.H. Paixão ficarão patentes até 07 de outubro. “Lábios de Flamingo” poderá ser visitada até 12 de agosto. Recordamos que o CIAJG se encontra aberto de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita.

 

Guimarães volta a vestir-se de branco na noite mais emblemática do calendário de verão

 

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A 07 de julho, vimaranenses e visitantes obedecem ao dress code e Guimarães transforma-se num enorme palco branco com música para todos os gostos e muita animação

 

 

Na noite de 07 de julho, Guimarães convida vimaranenses e visitantes a vestirem-se de branco, na noite de verão mais aguardada do ano. A cidade não vai parar quando a playlist dos Djs convidados começar a tocar. O Largo João Franco, a Praça de S. Tiago, o Largo de Donães, a Rua de Sto. António e a Plataforma das Artes e da Criatividade convertem-se em pistas de dança a céu aberto e as animações que percorrem as ruas da cidade prometem dar uma inigualável vivacidade a esta noite de pura diversão. Símbolo incontornável da festa, o Trio Elétrico vai arrastar Guimarães e, quando estacionar, ninguém vai querer parar de dançar.

 

A noite é longa e, para que esta seja inesquecível, Guimarães conta com a presença de todos. Basta não faltar à regra e vestir a cidade de branco. No Largo João Franco é Wilson Honrado a fazer as honras e na Praça de S. Tiago é Ana Isabel Arroja a dar música (ambos Djs da Rádio Comercial). Este ano, o Largo de Donães também recebe um dos palcos da Noite Branca com Rob Willow (Cidade FM) a animar a festa. Na Rua de Sto. António, Eduardo Duarte, Tiago TT e André Rocha são os responsáveis pela mesa de som e, na Plataforma das Artes e da Criatividade, é Nelson Miguel (M80) a passar discos para os mais nostálgicos. O Trio Elétrico, símbolo incontornável da festa, fará o percurso entre o Largo da Mumadona e o Largo do Toural, com Nuno Luz (Rádio Comercial) ao volante.

 

À semelhança dos últimos anos, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães, o Museu da Sociedade Martins Sarmento e o Museu de Alberto Sampaio associam-se à Noite Branca, abrindo as suas portas até à meia-noite. Não perca, por isso, a oportunidade de visitar as suas exposições.

 

Guimarães promete vibrar até de madrugada e a diversão é garantida na noite mais emblemática do calendário de verão.

 

Exposições de Julião Sarmento e Pedro A.H. Paixão inauguram a 29 de junho no Centro Internacional das Artes José de Guimarães

 

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Novas exposições vão habitar o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) a partir desta sexta-feira, 29 de junho. O 2º ciclo expositivo de 2018 do Centro desenvolve-se em duas etapas: numa primeira fase, “Leopard in a Cage”, de Julião Sarmento, “Mundo Flutuante”, de Pedro A.H. Paixão, e “Lábios de Flamingo”; a partir de setembro, um projeto expositivo de Ann Hamilton, no âmbito da Contextile 2018. A inauguração, com entrada livre, está marcada para às 21h30.

 

Neste novo ciclo expositivo, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães apresenta uma exposição integralmente dedicada à reunião de projetos inéditos de Julião Sarmento (Lisboa, 1948), um dos mais destacados artistas contemporâneos portugueses que vem construindo, desde o final dos anos 1960, uma obra extraordinariamente prolífica que define um notável sentido de repetição, por um lado, e de rutura, por outro. Os sucessivos trabalhos ou séries que vai concebendo apresentam uma enorme diversidade de meios – pintura, filme, fotografia, desenho, som, tapeçaria, escultura – ao mesmo tempo que obedecem a um léxico temático reduzido e desenvolvido com minuciosa coerência. 

 

Leopard in a Cage” (leopardo numa jaula) propõe, do ponto de vista curatorial, o desafio de recuperar um conjunto de projetos que nunca antes haviam sido mostrados ou mesmo realizados, que são apresentados em diálogo com trabalhos novos, especificamente concebidos e produzidos para esta exposição. O título da exposição cita um projeto de 1975, “Um Leopardo na SNBA”, que visto a esta distância temporal, condensa muitos dos traços distintivos da obra do artista. O projeto, que nunca viria a realizar-se, e que é agora apresentado enquanto tal, estabelece, simultaneamente, o tema animal, referencial nestes e nos anos seguintes do trabalho de Julião Sarmento, o tema do desejo, uma estética do rigor e da contenção, um trabalho com as coordenadas invisíveis do tempo e do espaço, o campo de interpretação deixada ao espetador. 

 

A par com a exposição de Julião Sarmento, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães desafiou Pedro A.H. Paixão a interagir de forma extensiva com a coleção permanente do Centro, patente no piso 1. Esta exposição tem como mote de base lançar um olhar abrangente sobre a produção do artista, acolhendo obras dos primeiros anos do seu percurso e trabalhos muito recentes, mas abre igualmente o campo a novas abordagens e à exploração de meios que não tinham sido antes tratados de maneira tão aprofundada como agora. Assim, para além de se apresentar um amplo conjunto de trabalhos em vídeo, um meio que Pedro A.H. Paixão nunca, em rigor, deixou de explorar, mas que nos últimos anos perdeu intensidade em favor do trabalho em desenho (aqui também presente em extensão), é o projeto sonoro, especificamente concebido para o espaço da coleção e em estreito diálogo com algumas das peças que a constituem, que surge como a grande novidade e o elemento unificador e perturbador, que sublinha e confere às obras expostas o seu carácter de inquietante e familiar estranheza.

 

No piso inferior, o CIAJG irá acolher, ainda, a exposição “Lábios de Flamingo”, realizada em colaboração com o serviço de Educação e Mediação Cultural que propõe uma releitura da história da arte através de um dispositivo de apresentação elementar – imagens retroprojetadas – e que se apresenta como um museu imaginário, um museu de todos os museus, problematizando a questão da reprodução e da migração das imagens.  

 

“Lábios de Flamingo” é o Museu Imaginário dentro do Museu – como se de todos os museus do mundo para aqui afluíssem todas as obras de arte que imaginámos um dia ver reunidas. Numa época em que a migração das imagens se tornou tão comum, o CIAJG quis criar um observatório, um lugar da imaginação de onde pudéssemos olhar para um conjunto de imagens, que na sua grande maioria nos são familiares, e voltar a pensar sobre elas. Para tal, foi definido um conjunto de temas, mais ou menos transversais, que são o mote para reunir imagens das mais variadas proveniências e épocas, que, em conjunto, nos permitem viajar pela imaginação através do tempo e do espaço – como se entrássemos numa máquina de atravessar o tempo à velocidade da luz. A luz que vem dos retroprojetores, dispositivos que reenviam inelutavelmente para as salas de aula de antanho, onde e quando as aulas de história da arte eram uma espécie de caverna de onde surgiam imagens mágicas – mágicas como se as víssemos pela primeira vez. E as reconhecêssemos.

 

As exposições de Julião Sarmento e Pedro A.H. Paixão ficarão patentes até 07 de outubro. “Lábios de Flamingo” poderá ser visitada até 12 de agosto. Recordamos que o CIAJG se encontra aberto de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita.

 

Com as novas exposições já disponíveis ao público, o CIAJG promove, no dia 12 de julho, às 18h30, uma conversa com Ann Hamilton no âmbito da residência que a artista norte-americana fará no Centro para preparar a intervenção que concebeu para a Contextile 2018 - Bienal de Têxtil Contemporânea, que irá decorrer entre 01 de setembro e 20 de outubro, em Guimarães. Ann Hamilton (EUA, 1956) é uma artista visual reconhecida internacionalmente pelo envolvimento sensorial das suas instalações multimédia em grande escala. Reconhecíveis por uma acumulação densa de materiais, os seus ambientes efémeros criam experiências imersivas que respondem poeticamente à presença arquitetónica e à história social dos locais onde intervém.

CDMG | “Pergunta ao Tempo” inaugura a 12 de junho na Casa da Memória de Guimarães

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A exposição “Pergunta ao Tempo” regressa a 12 de junho à Casa da Memória de Guimarães (CDMG), após o sucesso da 1ª edição, para apresentar ao público o resultado do trabalho desenvolvido ao longo do ano letivo que está a chegar ao fim.Pergunta ao Tempo” é um projeto de recolha de memórias desenvolvido pelas mãos das crianças do 4º ano dos 14 agrupamentos de escolas do concelho de Guimarães, num longo processo de investigação sobre o património cultural. Em junho, a programação da CDMG traz-nos ainda atividades que já fazem parte da vivência da cidade – Guia de Visita, Memórias da Memória e Domingos em Casa.

 

Às 10h00, e depois novamente às 14h00, do dia 12 de junho, chega o momento da Casa da Memória de Guimarães se abrir – de forma ainda mais especial – à cidade e à comunidade com “Pergunta ao Tempo”, uma exposição que resulta de um longo processo de investigação que envolve as crianças, as suas famílias, professores e a comunidade local em torno do património cultural, na sua materialidade e imaterialidade. Este projeto, que reflete sobre a memória e as formas como a representamos, recolhemos e tratamos, é desenvolvido pelas crianças do 4º ano dos 14 agrupamentos de escolas do concelho de Guimarães, envolvendo um total de 289 alunos e 14 professores. Assim, a partir de 12 de junho, estamos convidados para conhecer os objetos, as histórias e os testemunhos recolhidos pelas crianças, que coabitam e dialogam com cada um dos núcleos expositivos da exposição permanente da Casa da Memória.

 

Volvidos dois anos desde o início do projeto, a Casa da Memória apresenta, agora, a 2ª edição desta exposição. Em 2017, a CDMG levou a cabo a edição inaugural do “Pergunta ao Tempo” que foi encetado no início do ano letivo de 2016/2017, como resposta ao desafio de proximidade à comunidade escolar, lançado pela Vereação de Educação do Município de Guimarães. Esta nova exposição, aberta a todas as idades, poderá ser visitada até 30 de setembro, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00.

 

A programação do mês de junho da CDMG inclui igualmente as suas atividades regulares que já fazem parte da vivência da cidade. Logo no dia 02 de junho, pelas 17h00, surge o Guia de Visita deste mês, Andreia Martins, que fundou e dirige a Associação Coolpolitics onde desenvolve e coordena projetos de capacitação cívica e política para jovens, bem como projetos na área da literacia para os media. É igualmente consultora na empresa Comned.org fazendo a ponte entre a indústria vimaranense e o mercado holandês, onde se formou em Design de comunicação e onde trabalhou por mais de 10 anos. Veio para Guimarães em 2010 onde integrou a equipa de projeto, comunicação, relações públicas e internacionais da Capital Europeia da Cultura. É, agora, a guia de visita da CDMG de junho. Esta atividade tem participação gratuita e é aberta a todas as idades.

 

No dia 16, sábado, às 17h00, a Casa recebe Patrícia Jerónimo para uma sessão de Memórias da Memória, numa conversa com o tema “Direito individual ao esquecimento vs. direito coletivo à memória: como conciliá-los na prática?”. Patrícia Jerónimo é Professora Associada na Escola de Direito da Universidade do Minho, onde dirige o Mestrado em Direitos Humanos e leciona, entre outras disciplinas, Direito Comparado, Migrações e Refugiados, e Direitos Humanos e Diferença Cultural. Nesta sexta sessão das Memórias da Memória, fala da tensão existente entre o direito individual ao esquecimento e o direito coletivo à memória. Ilustrada por um conjunto de decisões do Superior Tribunal de Justiça brasileiro a respeito de episódios ocorridos durante da Ditadura Militar, esta conversa detém-se na ponderação de interesses/direitos feita pelo Tribunal, tendo presentes as recentes notícias chegadas do Brasil, segundo as quais um significativo número de jovens brasileiros se mostra favorável à instituição de um regime militar no país. Este momento é reservado a maiores de 12 anos e a participação é gratuita, estando a entrada apenas condicionada ao espaço existente.

 

A 17 de junho, às 11h00, a oficina Domingos em Casa desafia-nos a “Revestir a Casa”, dando a conhecer um azulejo especial que pertence à coleção da Casa da Memória, para nos inspirarmos e, depois, fazermos a nossa própria estampa em carimbo e criarmos, em conjunto, um grande painel de azulejos. Com flores, versos, formas geométricas e outros padrões personalizados. Recordamos que, no penúltimo domingo de cada mês, a Casa da Memória procura diferentes interpretações para factos históricos, tradições, lendas, pessoas, lugares ou objetos, que se encontram no espaço expositivo para, no aconchego da Casa, promover encontros entre famílias, amigos, gerações, artistas e artesãos. A participação nesta edição do Domingos em Casa, dirigida a maiores de 3 anos, tem o custo de 2,00 euros e é sujeita a inscrição prévia na CDMG até ao dia 14 de junho.

 

É de recordar que, ao longo do ano, a Casa da Memória convida-nos a explorar a exposição permanente “Território e Comunidade”, onde podemos encontrar histórias, documentos, factos e objetos que permitem conhecer diferentes aspetos da comunidade vimaranense através de um largo arco temporal. Até ao dia 24 de junho, é ainda possível conhecer a exposição temporária “A Batalha Perdida. La Lys, 9 de Abril de 1918” – programada no âmbito do ciclo de exposições temporárias “Memento (Lembra-te)” – que apresenta, cem anos depois da tragédia militar portuguesa em La Lys, uma pequena evocação da grande batalha a partir de fotografias dos arquivos do Imperial War Museum de Londres (imagens da Frente Portuguesa na Flandres) e da Coleção de Fotografia da Muralha (imagens dos regimentos de Guimarães), bem como de objetos e anotações de soldados vimaranenses de Infantaria que combateram na Primeira Guerra Mundial.

 

A Casa da Memória pode ser visitada de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita. A programação pode ser consultada em www.casadamemoria.pt.

A Arte ganha movimento e ação no CIAJG (24 abril a 13 maio)

Arthomem, Vânia Rovisco, João Fiadeiro e outros artistas convidados habitam o CIAJG entre 24 de abril e 13 de maio

 

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Entre 24 de abril e 13 de maio, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) acolhe uma exposição com uma dinâmica invulgar. “Ação/Decisão” é uma exposição em que se mostra oque acontece. Os autores, artistas ou coletivos, habitarão o espaço e apresentarão, ao vivo, o seu trabalho no museu. O público vai poder confrontar-se com a obra dos Arthomem - Fernando Brito, Manuel João Vieira, Pedro Portugal e Pedro Proença - durante a primeira semana, depois com Vânia Rovisco e, na terceira parte, com João Fiadeiro e um grupo de artistas seus convidados. As três partes da exposição serão acompanhadas por três realizadores que vão criar o catálogo, desta vez fílmico, de trabalhos em que a relevância da transiência, do atrito, das tomadas de decisão e da ação serão agudizadas e vigorosamente problematizadas, por serem intrínsecas a esta experiência.

 

A primeira parte desta mostra em movimento acontece de 24 a 29 de abril, entre as 14h00 e as 19h00, e será protagonizada por Arthomem, coletivo de artistas constituído por Fernando Brito, Manuel João Vieira, Pedro Portugal e Pedro Proença, aos quais se juntarão alguns convidados. Conscientes de que, hoje, o performer é a sombra da sua expansão digital e que no mundo da super-gravação e dos acontecimentos onlinea performance torna-se ecrã em propensão interativa, os arthomens apresentam uma performance em que vão fazer filmar uma fábula que será simultaneamente gravada quer por uma equipa documental, quer por uma câmara que transmitirá em streaming.

 

Perante a obsolescência dos statment que ornamentam o art world, estes artistas são como maestros que dirigem várias orquestras num diálogo reflexivo e desconcertante. Freud disse que o trauma e a neurose são repetição. Hegel e Marx que a história está destinada, pela mesma repetição, a ser uma farsa. O coletivo parte destas afirmações históricas para levantar algumas questões. O espetador torna-se assim o espetro da farsa da sua interação? E o performer? Perante isto a alternativa seria a festa. Em carne e osso?

 

Na segunda parte desta “Ação/Decisão”, a decorrer de 01 a 06 maio, das 14h00 às 19h00, é Vânia Rovisco que se lança para este palco para levantar questões trazidas por uma dassuas práticas profissionais mais recentes, nomeadamenteno âmbito do projeto REACTING TO TIME, portuguesesna performance. Talvez por viver no estrangeiro durante bastante tempo, esta artista ligada à Arte ao vivo apercebeu-se recentemente de parte da génese da Performance em Portugal e tem desde então investigado, muito através do seu corpo enquanto ferramenta, quais as possibilidades de transmissão das obras fundadoras da Performance em Portugal. Tirando proveito deste interesse e percurso da artista, o CIAJG procede a uma destas “transmissões”, simultaneamente aceitando a complexa problemática que se levanta no que diz respeito às questões de autoria, legitimidade, valor da documentação, identidade da obra, e várias outras. Neste caso, a escolha incidiu sobre a última performance de José de Carvalho, realizada em 1985 no estúdio onde estava a ser fotografado por Mário Cabrita Gil, e que se reveste de caraterísticas muito particulares e misteriosas.

 

Esta mostra artística a três tempos fecha com João Fiadeiro e alguns convidados que revelarão ao público o seu trabalho de 08 a 13 de maio, das 14h00 às 19h00. EXISTÊNCIAreprise retoma a experiência do projeto Existência, que João Fiadeiro criou em 2002 com estreiano Centro Georges Pompidou em Paris. A sua dramaturgia consistia em colocar os performers em frente a um público sem qualquer tipo de partitura, ao mesmo tempo que recusava a ideia de que se tratava de uma improvisação. Era uma Composição em Tempo Real, ou seja, uma composição (uma presença, uma duração) como outra qualquer, coma (enorme) diferença de que a decisão da direção, das relações criadas e do sentido dos acontecimentos, mesmo sendo definidas em tempo real, eram ensaiadas pelos performers até à exaustão e em função de critérios e premissas absolutamente rigorosas. Se os performers não sabiam ao que iam, o espetador tão pouco tinha acesso à informação de que aquilo que vianão era a repetição de uma peça previamente ensaiada.

 

Através de um olhar carregado de expetativa (de pré-conceito), João Fiadeiro dá a um acontecimento imprevisível a qualidade de um gesto inevitável.Existência movia-se na fronteira entre processo eproduto, obra e ensaio, ação e pensamento. É essamesma hibridez que João Fiadeiro convoca agora comesta reprise, expressão utilizada aqui no sentido que lhe dá Kierkegaard e que nos diz que “la reprise est cette “catégorie paradoxale” qui unit dans l’existence concrète ce qui a été (le “même”) à ce qui est nouveau (1’”autre”)”. Ou seja, não se trata de repetir o Existência, mas de retomar a sua dimensão irredutível: a experiência do desconhecido, do inacabado, do inesperado. A experiência da existência.

 

A exposição “Ação/Decisão” tem a curadoria de Mariana Viterbo Brandão. Luciana Fina está responsável pela curadoria do catálogo fílmico, que conta com os realizadores Filipe Bessa Viera, Joana Silva Fernandes e Raquel Teixeira, sob a coordenação de João Milagre da Escola Superior de Teatro e Cinema.

 

Recordamos que o CIAJG tem atualmente à disposição do público a mais recente montagem da sua coleção permanente – “Teoria das Exceções – Ensaio para uma História Noturna” – e duas exposições individuais – “When Science Fiction was dead”, de Christian Andersson, e “Duplo Negativo”, de Miguel Leal – que propõem pensar o museu como uma grande máquina de viajar no tempo e de atravessar o espaço, que produz verdade e ficção, expõe significados ocultos e induz o visitante a uma nova perceção da realidade mantendo com esta uma relação criativa e inventiva. Estas mostras expositivas podem ser visitadas até 10 de junho, de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita.

CDMG | Festa das Cruzes de Serzedelo estende o tapete à programação de maio da Casa da Memória

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O dia 01 de maio leva a Festa das Cruzes de Serzedelo até à Casa da Memória de Guimarães (CDMG), abrindo a programação deste mês na Casa. Uma conversa em torno desta Festa – na presença de um dos seus principais responsáveis – estende o tapete à programação de maio, numa viagem que junta Paulo Cunha como Guia de Visita, a apresentação de uma publicação focada na Colecção de Fotografia da Muralha e uma saborosa sessão do Domingos em Casa. A riqueza e diversidade das propostas da CDMG permitem, mais uma vez, novos olhares e interpretações sobre a cidade de Guimarães e o mundo.

 

No primeiro dia do mês, às 11h00, Fernando Oliveira – um dos conhecedores do saber-fazer dos tapetes floridos dos caminhos de Serzedelo na Festa das Cruzes, que decorre anualmente nos dias 05 e 06 de maio – vem à CDMG conversar sobre esta tradição com rituais de festa ancestrais, cujo legado se vai transmitindo entre a sua comunidade, geração após geração. Este momento integra também uma demonstração das técnicas de manufatura associadas. A conversa é gratuita e aberta a todas as idades, estando a participação condicionada ao espaço existente.

 

No sábado, 05 de maio, às 17h00, a CDMG e o seu público conhecem um novo Guia de Visita. Paulo Cunha, investigador em História do Cinema Português, é Doutorado em Estudos Contemporâneos pela Universidade de Coimbra e docente na Universidade da Beira Interior, onde dirige o curso de Mestrado em Cinema. Em mês de 60º aniversário do Cineclube de Guimarães, a visita guiada deste cineclubista e vimaranense militante terá paragens obrigatórias nestes predicados: o cinema de (e em) Guimarães. Esta atividade, gratuita e dirigida a todas as idades, inclui uma visita pela exposição permanente da Casa da Memória, acompanhada por uma conversa com o público.

 

A 19 de maio, às 17h00, a Casa da Memória serve de palco para a apresentação do primeiro número de uma coleção de livros centrada na interpretação e representação fotográfica de Guimarães: “Prisma #1 Colecção de Fotografia da Muralha”. A investigadora Susana Lourenço Marques debruça-se sobre a Colecção de Fotografia da Muralha, através de um ensaio sobre a temática da ausência neste espólio fotográfico. Esta publicação assinala também a chegada da referida Colecção ao Repositório da Casa da Memória de Guimarães. A apresentação contará com a presença da investigadora. A apresentação desta publicação é igualmente aberta ao público, apenas com limite de participação condicionado ao espaço existente.

 

Como habitualmente, o penúltimo domingo do mês está reservado para uma sessão de Domingos em Casa. No dia 20, pelas 11h00, a CDMG convida as famílias e todos os interessados para conhecer (e experimentar) as voltas da colher de pau de Álvaro Dinis Mendes e Liliana Duarte, do Cor de Tangerina, que nos guiarão, no aconchego da Casa, por uma viagem gastronómica recheada de histórias, tradições, lendas, pessoas, lugares ou objetos, sempre em relação com o espaço expositivo. O mês de maio chega-nos, assim, com cobertura de açúcar. Foi em 1907 que a Sra. Joaquina da Silva descobriu a receita do Bolinhol, o pão-de-ló de Vizela, que é cozido numa forma com uma caraterística muito especial. As inscrições para esta oficina, dirigida a maiores de 3 anos, têm o custo de 2,00 euros e encontram-se disponíveis até 17 de maio através do telefone 253424700, e-mail mediacaocultural@aoficina.pt ou mediante o preenchimento do formulário disponível no site www.casadamemoria.pt.

 

Ao longo do mês, a Casa da Memória convida-nos a explorar a exposição permanente “Território e Comunidade”, onde podemos encontrar histórias, documentos, factos e objetos que permitem conhecer diferentes aspetos da comunidade vimaranense através de um largo arco temporal, bem como a exposição temporária “A Batalha Perdida. La Lys, 9 de Abril de 1918” – programada no âmbito do ciclo de exposições temporárias “Memento (Lembra-te)” – que apresenta, cem anos depois da tragédia militar portuguesa em La Lys, uma pequena evocação da grande batalha a partir de fotografias dos arquivos do Imperial War Museum de Londres (imagens da Frente Portuguesa na Flandres) e da Coleção de Fotografia da Muralha (imagens dos regimentos de Guimarães), bem como de objetos e anotações de soldados vimaranenses de Infantaria que combateram na Primeira Guerra Mundial.

 

Recordamos que a Casa da Memória se encontra aberta de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita. A programação pode ser consultada em www.casadamemoria.pt.

Casa da Memória de Guimarães celebra 2º aniversário a 25 de abril

2º aniversário da Casa da Memória de Guimarães assinala-se a 25 de abril com programação com entrada livre ao longo de todo o dia

 

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No simbólico mês da liberdade, a Casa da Memória de Guimarães (CDMG) celebra o seu 2º aniversário de portas abertas a todos quantos queiram conhecer os cantos da Casa. No próximo dia 25 celebra-se para lembrar que a Casa da Memória está aberta ao mundo há dois anos e prossegue o seu caminho como espaço de lembrança, de inclusão e tolerância, de conhecimento e partilha, de pluralidade e diversidade. É desta forma que a CDMG se posiciona no território a que pertence e na comunidade que serve. É assim desde a sua abertura, assim promete continuar no ano que há de vir.

 

Neste dia comemorativo, a Casa da Memória propõe ao público uma série de atividades com entrada livre que promovem a experimentação, a visita, o intercâmbio e, claro, a memória. Com atividades em modo contínuo, durante a manhã e a tarde, a Casa oferece um vasto programa de visitas e oficinas (10h00-13h00 e 14h00-18h00) que estimula a descoberta, a pertença e a participação. Dos bordados à expressão plástica, da olaria ao movimento, da cozinha à música, da fotografia à narração. A entrada é livre e para todas as idades. O programa de visitas e oficinas disponíveis ao longo deste dia pode ser consultado em www.casadamemoria.pt.

 

Às 15h00 terá lugar uma conversa que tem como mote a pergunta “Onde estava no 25 de abril de 1974?”, juntando o público às convidadas Ana Maria Lopes, Joaquina Campos, Manuela Juncal, Milice Ribeiro dos Santos e Rosa Guimarães, numa conversa participada pela assistência e moderada por Matilde Seabra. A pergunta ficou célebre na caricatura de Herman José a Baptista Bastos. Agora, é tempo de lhe dar resposta na Casa, derivando do plano do humor para o vasto campo da memória. Onde estávamos a 25 de abril de 1974? O que fazíamos? O que lembramos? Pelo segundo ano consecutivo na CDMG, este encontro coletivo na sala do Repositório recebe memórias de um dia inesquecível.

 

As atividades deste dia incluem também a projeção do filme “Toute La Mémoire du Monde” (Alain Resnais, 1956, 21 min.). Apresentado por Eduardo Brito, o filme “Toda a Memória do Mundo” é tanto um olhar sobre o funcionamento interno da Bibliothèque Nationale de France em Paris como uma peça meditativa sobre a fragilidade da memória humana e as formas pelas quais tentamos fortalecê-la.

 

Volvidos dois anos desde a sua inauguração, a Casa da Memória projeta o futuro assegurando continuar, na sua exposição permanente, a receber interpretações do indivíduo ao grupo, da oficina à visita guiada; continuar com as suas atividades de mediação destinadas a todas as idades, continuar com o seu Repositório não só como espaço de reflexão e de lembrança (seja pelo acolhimento de debates, conferências e conversas, seja pela disponibilização em intranet e internet de acervos), mas também como lugar de onde saem projetos de investigação que unem a memória, nas suas múltiplas formas a Guimarães. O terceiro ano da CDMG promete acolher edições em torno da fotografia de e em Guimarães, bem como investigações sobre árvores-memória e à volta de uma certa marginália do Concelho.

 

Recordamos que a Casa da Memória se encontra aberta de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita. A programação pode ser consultada em www.casadamemoria.pt.

Comboio do Westway LAB a caminho de Guimarães para a maior e mais internacional edição do festival (11 a 14 abril)

 

 

28 concertos, novos palcos, um país convidado (Áustria), mais áreas temáticas nas Conferências PRO, um Projeto de Criação, Talks, Residências Artísticas

e City Showcases

 

Comboio do Westway LAB a caminho de Guimarães para a maior e mais internacional edição do festival

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A partir desta quarta-feira, 11 de abril, e até sábado, dia 14, Guimarães recebe uma carruagem carregada de criações musicais, inovação e criatividade em dose ilimitada. A Portugal juntam-se, na 5ª edição do Westway LAB Festival, a Áustria, França, Hungria, Eslovénia, Letónia e ainda Japão e Estados Unidos da América. Na maior e mais ambiciosa edição do Westway LAB, o festival cresce tanto em amplitude geográfica como em número e diversidade de atividades. Haverá um país convidado (Áustria), novos palcos, mais áreas temáticas nas conferências PRO (Westway PRO, WHY Portugal, INES), um projeto de criação, city showcases, residências artísticas, talks e muitos concertos. 28 no total. Ao longo de quatro dias, promove-se um encontro surpreendente de público, artistas e figuras de relevo da indústria musical nacional e internacional em diversos locais carismáticos da cidade, com o Centro Cultural Vila Flor como coração do evento. A maioria dos concertos é de fruição gratuita e existem passes disponíveis para assistir aos restantes.

 

De 11 a 14 de abril, Guimarães volta a ser invadida pela criação musical e pelo debate das mais recentes temáticas em torno desta indústria. Com o Centro Cultural Vila Flor (CCVF) como base de operações, o festival irá contaminar vários locais da cidade, como o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), o Paço dos Duques de Bragança e seis espaços comerciais que se associaram ao evento. A estes espaços junta-se ainda o Centro de Criação de Candoso (CCC), onde tudo se inicia cerca de uma semana antes do contacto com o público.

 

Desde o passado dia 02 de abril e até dia 10, este espaço (CCC) dedicado à criação é vivido pelos Cari Cari, O Gajo, Ana, Perkins Sisters (Sparky In The Clouds), Vita, :papercutz, Laure Briard e Mister Roland, artistas de diversas nacionalidades e experiências culturais que pisam o palco do Café Concerto do CCVF nos dias 11 e 12, às 21h45, para revelar, em showcases surpreendentes e irrepetíveis, o trabalho desenvolvido nesta intensa estadia em Candoso. Estas duas noites encerram com atuações dos Dope Calypso, banda de enorme vitalidade proveniente de Budapeste, e de Bowrain, compositor, pianista e produtor esloveno que traz calma aos dias agitados, traz paz aos tempos de caos, traz serenidade à angústia que nos consome.

 

O dia 13 de abril conduz-nos por novos palcos do festival, com concertos que preenchem a tarde e a noite vimaranenses. Às 17h00, a Black Box do CIAJG dá lugar ao WHY Portugal Stage: a Associação WHY Portugal, cumprindo com a sua missão de fomento de internacionalização da música portuguesa, apresenta quatro projetos portugueses – Moonshiners, Isaura, OMIRI e Stereossauro – aos profissionais estrangeiros no Westway. A noite é dedicada à Áustria, país convidado, em foco nesta edição do festival. Às 20h00, o Paço dos Duques de Bragança serve de magnífico cenário para a Austrian Reception, um momento de networking com a presença de representantes da indústria, media e artistas daquele país. Esta ligação ocorrerá também em sentido inverso, com Portugal a ser o país em destaque no Waves Vienna 2018.

 

Às 21h45, o Café Concerto do CCVF recebe Cari Cari, duo austríaco composto pela envolvente e misteriosa multinstrumentista Stephanie Widmer e pelo carismático baixista Alexander Köck (também envolvidos nas residências artísticas). Às 22h30, o caminho da música leva-nos até ao palco do Grande Auditório do CCVF, para ouvirmos AVEC que, com voz e alma delicada, se afirma como uma estrela austríaca em ascensão.

 

Pelo meio dos concertos dedicados ao país convidado, às 23h15 o Pequeno Auditório do CCVF recebe um projeto de criação comissariado pelo Westway LAB. Desenvolvido por músicos portugueses, Lobos de Barro é o encontro singular de Valter Lobo com André Barros, cujo resultado será revelado neste concerto, com direito a edição e circulação futura.

 

A Áustria regressa ao palco do Grande Auditório do CCVF, pela meia-noite, com Molly – uma banda que tem a capacidade de atingir o nervo do tempo e deixar o público extasiado, tantas são as camadas com que revestem a sua música – e termina no Café Concerto com MOTSA. Em tournée pela Europa, o músico chega agora ao Westway LAB.

 

Com a propagação da música a atingir amplitudes geográficas (e de estilo) cada vez maiores, o festival chega ao seu último dia com 13 concertos ainda no bolso. São 8 os City Showcases que irão converter a cidade num grande palco internacional, tomado por artistas e público, que se interligam pela magia da música. Gobi Bear, Daily Misconceptions, Joana Guerra, Time For T, Elizabete Balcus, Nery, Vita and The Woolf e Mathilda atuarão entre as 15h00 e as 18h30 no Convívio Associação Cultural, no CAAA (Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura), no All Guimarães e no Bar da Ramada. Esta iniciativa reafirma a abertura, inclusão e participação no evento de cada vez mais artistas, público e outros intervenientes culturais na cidade.

 

Na última noite do festival, a música alastra-se por todas as salas do CCVF numa grande celebração. Às 21h45, o Pequeno Auditório recebe os portugueses Dear Telephone, que trarão com eles as músicas do último trabalho, “Cut”. Chegadas as 22h30, é tempo de dar o palco do Grande Auditório aos Leyya, duo austríaco de eletrónica pop, de quem se espera um concerto cativante com músicas que, sem perderem profundidade, são impossíveis de deixar os corpos inertes. Às 23h15, são os Toulouse que assumem as rédeas, desta vez no Café Concerto. A tocarem em casa, deixarão marca no festival com um concerto cheio de força e energia ao som das músicas de “Yuhng”, o seu primeiro álbum.

 

O penúltimo concerto deste Westway LAB chega na hora certa (00h00) com Manel Cruz a aterrar no palco do Grande Auditório do CCVF. Se lhe é atribuído o cunho de ser um dos mais naturais contadores de estórias, também detém a patente de fazer das tripas coração desde o início da sua carreira, já desde os tempos de Ornatos Violeta. Foram várias as paragens que se foi obrigando a fazer para assentar os pés e calcar a terra. Pluto, Super Nada, Foge Foge Bandido e Estação de Serviço foram alguns dos projetos em que nos foi mostrando recortes, vozes e memórias da viagem. Não é certo qual será a próxima estação em que Manel Cruz sairá. Mas sabemos, ainda assim, que será uma inesquecível. Por agora, podemos ouvi-lo no Westway LAB.

 

O festival acaba em clima de festa, no Café Concerto do CCVF, com o japonês Stereociti, nome incontornável do universo eletrónico, amplamente aclamado tanto pelos fãs de música de dança como pelos críticos, sendo já considerado um marco neste género musical pela amálgama de influências que consegue reunir com profunda mestria. É desta forma, em espírito festivo, que encerra a 5ª edição do Westway LAB.

 

O programa de Conferências PRO desenrola-se ao longo dos 4 dias do evento. O Westway PRO nasceu há 5 anos com a primeira edição do Westway LAB Festival. Na altura, as suas conferências, coorganizadas em parceria com a AMAEI - Associação de Músicos Artistas e Editoras Independentes, afirmaram este evento como a mais pequena conferência profissional de música da Europa – mas sempre com excelentes oradores como Peter Jenner, keynote speaker da primeira edição. Este ano, o festival traz a Guimarães Peter Smidt, fundador do Eurosonic. Contudo, as conferências não ficam por aí, triplicando-se no Palácio Vila Flor em 3 salas temáticas: Westway PRO, WHY Portugal Event e INES Sessions, esta última fruto da recém criada INES - Innovation Network of European Showcases, uma nova rede de cooperação originada por oito parceiros europeus, entre os quais o Westway LAB Festival, para potenciar a descoberta de artistas e o desenvolvimento da indústria da música.

 

A juntar às Conferências PRO, a 11 e 12 de abril o festival promove as já habituais Talks no Cor de Tangerina e no Tio Júlio, sempre às 18h30, momentos em que os artistas em residência, depois de uma jornada de trabalho no Centro de Criação de Candoso (CCC), se abrem à conversa com o público e profissionais da área musical para testemunhar a importância de criar em Guimarães e trocar ideias sobre a experiência.

 

Anuncia-se, assim, a 5ª edição do Westway LAB. O crescimento, que tem sido contínuo ano após ano, é, nas palavras do seu diretor artístico (Rui Torrinha), “o resultado de uma evolução natural, estruturada e comandada por uma visão criativa sem precedentes. Mas também fruto de uma rede de parceiros nacionais e internacionais, que têm acreditado e investido no projeto sem reservas.”. Hoje, o festival é cada vez mais um corpo vivo instalado na cidade, constituído por um público transversal e artistas locais, que acolhem e trabalham com as comitivas nacionais e internacionais, confirmando o Westway LAB como fonte de conhecimento e experiência inesgotáveis.

 

Rui Torrinha atesta ainda: “O fator surpresa, a descoberta, o intercâmbio, o empoderamento artístico, o cosmopolitismo e o lugar ao sonho, cabem neste território de criação e fruição chamado Westway LAB. E cabe aqui também o enorme magnetismo gerado pelos vários momentos singulares, que possibilitam regressos ou novos caminhos conjuntos. Afinal, a criação é o grande motor do mundo.”

 

O festival tem disponíveis dois tipos de passes, em número limitado, que dão acesso aos concertos do dia 14 de abril: Westway LAB Total (acesso a todos os concertos, até à lotação das salas, por ordem de entrada) por 12 euros e Westway LAB Stage (acesso aos concertos Leyya + Manel Cruz e gratuitos, até à lotação das salas, por ordem de entrada), pelo valor de 7,5 euros. Os passes poderão ser adquiridos nas bilheteiras do Centro Cultural Vila Flor e do Centro Internacional das Artes José de Guimarães, bem como online em oficina.bol.pt, www.ccvf.pt e www.westwaylabfestival.com, onde é igualmente possível realizar o registo nas Conferências PRO do evento.