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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Terra continua a girar ao ritmo do Funaná

Programação do segundo ano do ciclo Terra arranca com o concerto do cabo-verdiano Julinho da Concertina, a 18 de setembro (21h30), no CIAJG

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O mito-vivo da música de Cabo Verde Julinho da Concertina é o primeiro convidado do segundo ano de programação do Terra, um ciclo de músicas do mundo promovido pela Capivara Azul – Associação Cultural. Depois de um adiamento motivado pela crise sanitária, as músicas do mundo voltam a ouvir-se no Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), em Guimarães, a 18 de Setembro. 

Desde os anos 1970 que Julinho da Concertina é um dos intérpretes dos movimentos de modernização da música de Cabo Verde. O músico participou em discos revolucionários como Trapiche, de Alexandre Monteiro, acompanhou Cesária Évora nas suas primeiras digressões internacionais e colaborou com General D nos anos 1990.


A solo, é um dos grandes criadores do Funaná, a mais vibrante das músicas tradicionais do arquipélago cabo-verdiano, tendo voltado às edições em nome próprio há dois anos com Diabo tocador, um disco com o selo da CelesteMariposa Discos, que o recuperou numa altura em que o Funaná voltava a merecer atenção de um público mais alargado.


Julinho da Concertina toca no ciclo Terra a 18 de setembro (21h30), na Black Box do CIAJG. Os bilhetes para cada um dos concertos têm preços entre os 5 euros (para portadores do Cartão Quadrilátero Cultural), 7,5 euros (menores de 30 anos e outros descontos A Oficina) e 10 euros (público geral). O passe para os três concertos deste novo ciclo custa 25 euros.


Tendo em conta as limitações impostas pela pandemia, os espectadores são obrigados a usar máscara ao longo de todo o concerto. Por isso, na compra de um bilhete para o Terra 2020 será oferecida uma máscara com design exclusivo. Os ingressos já podem ser adquiridos online em www.aoficina.pt ou nas bilheteiras da cooperativa A Oficina, concretamente no Centro Cultural Vila Flor, Centro Internacional das Artes José de Guimarães, Casa da Memória de Guimarães e Loja Oficina, bem como nas lojas Fnac, Worten e El Corte Inglés.


As normas sanitárias implicam também uma redução na lotação da Black Box do CIAJG e todas as imposições das autoridades de saúde serão escrupulosamente cumpridas.


O ciclo Terra é uma organização da Capivara Azul – Associação Cultural, com o apoio do Município de Guimarães e da Direção-Regional de Cultura do Norte, com coprodução da cooperativa A Oficina, entidade gestora do Centro Internacional das Artes José de Guimarães.


A programação deste ciclo prolonga-se até novembro, estando ainda agendados os concertos de Baiuca, um projeto do músico e produtor Alejandro Guillán, que se constrói no cruzamento entre o cancioneiro tradicional da Galiza, onde este nasceu, e a música eletrónica, a 2 de outubro, e Kel Assouf, (28 de novembro), banda criada por Anana Harouna em 2006, quando se estabeleceu na Bélgica, depois de um longo exílio na Líbia, após ter deixado o Níger, onde nasceu, durante a rebelião tuaregue do início dos anos 1990.

 

Espetáculo de Teresa Salgueiro com Orquestra de Guimarães marca 15 anos do Centro Cultural Vila Flor

Concerto de Teresa Salgueiro com Orquestra de Guimarães e exposição Observatório Natural assinalam 15 anos de atividade do Centro Cultural Vila Flor

Inauguração da exposição acontece às 18h00 e concerto tem início marcado para as 21h30. 
Tudo a 12 de setembro, com entrada gratuita, no CCVF.

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A Oficina apresenta uma renovada temporada cultural com palco para todas as artes em Guimarães

Projeto educativo 'Pergunta ao Tempo' transforma-se em 'Cápsula do Tempo' em Guimarães

O projeto educativo que reúne desde 2016, a cada ano letivo, todos os alunos das turmas do 4º ano do concelho de Guimarães, reinventou-se em tempos de pandemia para evitar o encerramento precoce da sua 4ª edição, que se aproximava da fase final. E assim, os esperados resultados dos trabalhos desenvolvidos no âmbito do Pergunta ao Tempo transformam-se na Cápsula do Tempo que irá permanecer abrigada na Casa da Memória de Guimarães até à chegada do momento que a dará a conhecer e explorar, com os testemunhos partilhados pelos alunos, em variados formatos, durante a pandemia que atravessamos.

Fruto deste tempo interrompido, o projeto Pergunta ao Tempo não quis deixar fugir o que o tempo (de agora) tem para nos dar e desafiou todos os alunos do quarto ano do ensino básico dos 14 agrupamentos escolares de Guimarães – que investigavam até então as histórias guardadas no tempo – para que refletissem sobre o tempo que estão a viver nos dias que atravessamos, envoltos no contexto da presente pandemia. 

Assim, ao invés de colocarem questões ao tempo e as interpretarem – procedimento habitual no Pergunta ao Tempo – as crianças são colocadas no centro da ação e passam a ser elas a contar ao tempo, partilhando testemunhos sobre o período que atravessamos, que dita um distanciamento físico que é também, inevitavelmente, um afastamento das rotinas, mas também das relações que tínhamos estabelecidas. E deste modo tem origem a Cápsula do Tempo, concretizando a sugestão do serviço de Educação e Mediação Cultural d’A Oficina para que sejam elas, as crianças, a contar ao tempo. 

Na impossibilidade de apresentar e expor os aguardados resultados da 4ª edição do Pergunta ao Tempo – projeto de investigação e artístico, em comunidade – em que se envolveram ao longo do ano letivo, surge assim uma oportunidade para inverter um pouco a ordem das coisas e colocar os alunos no centro das histórias, ocupando eles próprios o lugar de contadores e fazedores das histórias que se estão a criar nestes dias de adversidade e adaptação, convocando-os para partilhar os seus testemunhos, de forma livre, incidindo em aspetos como as coisas de que tinham mais saudades, que dificuldades sentiam, como decorria o relacionamento com os pais, entre outros. Testemunhos individuais que a Cápsula do Tempo preservará temporariamente cerrados e que constituirão um testemunho público e coletivo que viajará no tempo, sendo uma peça de comunidade e para a comunidade, que deixará um pequeno contributo para a nossa história... global. 

Um desafio transformou-se noutro, ao evitar que se perdesse o processo criativo e de investigação em curso, ao mesmo tempo que se procuravam respostas às dificuldades e que, em simultâneo, se refletisse sobre o período pandémico. E é com esta experiência, como que uma aula coletiva que coloca todos a debater e dá continuidade ao trabalho desenvolvido em sala de aula no decurso do ano letivo, que o projeto Pergunta ao Tempo se metamorfoseia em Cápsula do Tempo

Esta Cápsula do Tempo será preservada na sala de acolhimento da Casa da Memória de Guimarães, onde permanecerá em exposição e se cruzará com todos os visitantes da Casa. Haverá o tempo em que se voltará a abrir esta cápsula e analisar o seu conteúdo. Aí deverão ser percebidas, com o distanciamento do tempo, em perspetiva, todas as dúvidas, receios, dificuldades, ansiedades e desafios dos tempos que vivemos à escala planetária. Talvez nos vejamos de uma outra forma e que tal nos lance numa renovada espiral de inspiração.  

Ao longo dos últimos anos, pequenos investigadores andaram a procurar o que o tempo guardava e tinha escondido. Pequenos mas curiosos investigadores foram pesquisar histórias, expressões e costumes guardados em caixas, arquivos pessoais e nas memórias pessoais de familiares, amigos e a comunidade na qual se inserem. Assim nasceu o Pergunta ao Tempo – com base e destino na exposição ‘Território e Comunidade’ da Casa da Memória de Guimarães – com o intuito de pôr diferentes gerações em contacto direto, buscando elos de ligação que estavam por explorar. Com a informação recolhida, os pequenos pesquisadores foram construindo uma exposição a cada ano letivo, traduzindo o processo, a recolha e as descobertas da sua longa investigação sobre o património cultural. 

Pergunta ao Tempo tem sido um trabalho desenvolvido desde 2016 com crianças do primeiro ciclo do ensino básico do concelho vimaranense, respondendo a um repto da Vereação de Educação do Município de Guimarães para promover a proximidade à comunidade escolar. A cada ano, o ponto de partida têm sido os temas abordados na exposição permanente da Casa da Memória de Guimarães, descobrindo-a e reinterpretando-a através de objetos, histórias e testemunhos recolhidos pelas próprias crianças, debruçando-se sobre o património, nas suas múltiplas vertentes: material e imaterial; móvel e imóvel, originando trabalhos de investigação e artísticos subsequentemente avaliados, classificados e catalogados. Desta forma, o património cultural, a reflexão sobre a memória e as formas como a representamos envolvem anualmente cerca de 300 alunos e respetivos professores, famílias e a comunidade local.  

O ano letivo de 2019/2020 tem sido particular a uma escala tal que se manterá na memória dos que viveram este período durante as suas vidas. Uma pandemia transformou os modos de vida e transtornou todos os planos. As escolas foram fechadas, os trabalhos letivos interrompidos. Foi com este pensamento que o serviço de Educação e Mediação Cultural d’A Oficina lançou este desafio às crianças e aos professores que estavam a trabalhar no projeto Pergunta ao Tempo. Os resultados destas reflexões começaram a chegar sob diversas formas e suportes. Estas reflexões, uma espécie de instantâneo do momento presente, serão guardadas nesta cápsula – como uma mensagem que fosse fazer uma viagem pelo cosmos.

As músicas do mundo voltam ao CIAJG reunindo artistas de Cabo-Verde, Galiza e Níger entre setembro e novembro

Programação do segundo ano do ciclo 'Terra' reúne artistas de Cabo-Verde, Galiza e Níger entre setembro e novembro

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'Caos e Ritmo' desenha um círculo e enuncia um regresso a 'Para Além da História', exposição que em 2012 fundou o CIAJG

 

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Este sábado, abre-se uma nova janela no Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) com Caos e Ritmo #1, o novo ciclo expositivo que visita e bebe da obra maior de José Gil, fundada sobre os poderes do corpo, para pensar os sortilégios da criação num mundo em modo de autodestruição. Uma exposição-estrutura que alberga vários discursos e práticas transversais às disciplinas, às geografias e às culturas.  

Em exposição, nas 13 salas do CIAJG, vão estar peças de vários artistas: José de Guimarães, Mariana Caló e Francisco Queimadela, Rosa Ramalho, Quintino Vilas Boas Neto, Jonathan Uliel Saldanha, Susana Chiocca, Joaquim Pires, SKREI, Agostinho Santos, Hugo Canoilas, Franklin Vilas Boas, Pedro A. H. Paixão e ainda obras de Augusto Mesquitela Lima reunidas por André Príncipe, a Coleção de Arte Popular de Agostinho Santos e as Coleções de Arte Africana, Arte Pré-Colombiana e Arte Antiga Chinesa de José de Guimarães. 

A inauguração deste 1º ciclo expositivo de 2020 do CIAJG, com curadoria de Nuno Faria, terá lugar este sábado, 7 de março, às 21h30, com entrada livre. Este momento de inauguração será sucedido por Plantasia, espetáculo musical protagonizado por Bruno Pernadas e Moullinex integrado no ‘Museu do Futuro’, programa de atividades que, ao longo de todo o fim de semana, convida todos os públicos (com destaque para as famílias na manhã de domingo) a viver o CIAJG e a Casa da Memória de Guimarães para desvendar novas exposições, assistir a espetáculos de teatro e música, e participar em conferências, visitas e oficinas.

A exposição Caos e Ritmo, que se estende a todas as salas do Centro Internacional das Artes José de Guimarães, desenha um círculo e enuncia um regresso a Para Além da História, exposição que fundou o CIAJG em 2012. Projetado como um “museu dos museus”, no sentido de instaurar uma permanente atenção à ética de expor e de dar a ver, escrutinando práticas museológicas mais ou menos antigas, o programa do CIAJG foi construído a partir de conceitos, modos e dispositivos que procuram desconstruir e corroer o primado da história e a conceção linear do tempo.  

Nas palavras de Nuno Faria, curador da exposição, “O corpo, os fluxos de energia, o negativo como esconjuração da forma, o invisível, o ar, o som, a condição xamânica e propiciatória do artista, são temas recorrentes que regressam em forma de eco ou como eco da forma, e mais do que conceitos foram materiais trabalhados ao longo destes anos, com artistas, curadores e mediadores. Por isso mesmo, não é estranho que convoquemos agora, neste momento de passagem, nesta torção da narrativa deste lugar, aquele cujo pensamento é uma das mais incandescentes fontes de inspiração para o nosso trabalho — José Gil, que em 2016 apresentou no CIAJG a conferência “Objeto de arte, objeto mágico”, em antecipação da sua obra maior, Caos e Ritmo, um livro-legado filosófico-ecológico de inesgotável concentração energética oferecido a uma geração que hoje manifestamente se declara órfã de um rumo político.” 

Fundado sobre os poderes do corpo e a consciência individual enquanto uma entre tantas outras entidades que partilham e convivem num mundo feito de diversidade, Caos e Ritmo serve de mote para uma reflexão encantada e desencantada, poética e política, sobre o lugar do homem e, em particular, da criação artística num mundo doente e amnésico — uma exposição-estrutura que servirá de lugar para a fundação de discursos, reflexões e práticas transversais às disciplinas, às geografias e às culturas. 

O novo ciclo expositivo do CIAJG integra obras de vários artistas entre os quais encontramos José de Guimarães, Mariana Caló e Francisco Queimadela, Rosa Ramalho, Quintino Vilas Boas Neto, Jonathan Uliel Saldanha, Susana Chiocca, Joaquim Pires, SKREI, Agostinho Santos, Hugo Canoilas, Franklin Vilas Boas, Pedro A. H. Paixão e ainda obras de Augusto Mesquitela Lima reunidas por André Príncipe, a Coleção de Arte Popular de Agostinho Santos e as Coleções de Arte Africana, Arte Pré-Colombiana e Arte Antiga Chinesa de José de Guimarães. Após a inauguração de Caos e Ritmo, a área expositiva do CIAJG volta a poder ser visitada de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00, sendo a entrada gratuita aos domingos de manhã.  

Neste primeiro fim de semana de março (7 e 8 março), o Centro Internacional das Artes José de Guimarães e a Casa da Memória de Guimarães vão ser palco do ‘Museu do Futuro #1’, programa que se apresenta como um convite aberto à comunidade, de verdadeira fruição dos museus da cidade, e do futuro. Estes espaços serão assim habitados por novas exposições, espetáculos de teatro e música, conferências, visitas e oficinas, para todos os públicos, com destaque para as famílias, na manhã de domingo. Todas as atividades são de entrada gratuita, até ao limite da lotação disponível. O programa completo do ‘Museu do Futuro #1’ pode ser consultado online, nos sites www.ciajg.pt e www.casadamemoria.pt.

CIAJG e CDMG convidam para um fim de semana preenchido por diferentes atividades de entrada gratuita » 'Museu do Futuro', 7 e 8 março

Centro Internacional das Artes José de Guimarães e

Casa da Memória convidam para um fim de semana preenchido por diferentes atividades de entrada gratuita

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No primeiro fim de semana de março, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães e a Casa da Memória de Guimarães vão ser habitados por novas exposições, espetáculos de teatro e música, conferências, visitas e oficinas, para todos os públicos, com destaque para as famílias, na manhã de domingo. ‘Museu do Futuro #1’, assim se intitula este programa que se apresenta claramente como um convite aberto à comunidade, de verdadeira fruição dos museus da cidade, e do futuro. 

7 e 8 de março serão dias de intensa atividade nos museus mais recentes da cidade de Guimarães: o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) e a Casa da Memória (CDMG). Novas exposições, espetáculos, conferências, visitas orientadas e oficinas terão entrada gratuita nos dois espaços culturais vimaranenses que se pretendem dinâmicos, vividos e usufruídos em pleno, por toda a comunidade. 

A primeira proposta de sábado, 7 de março, tem a assinatura de Tânia Dinis, criadora que venceu a 2ª Bolsa de Criação do PACT – Plano de Apoio à Criação Territorial, promovido pelo Teatro Oficina. Tânia Dinis apresenta Álbuns da Terra na Casa da Memória, às 11h00 e às 15h00, um projeto sobre intimidade, arquivo de família, documento, relação tempo-imagem-memória, que atravessa diversas perspetivas e campos artísticos, como o da fotografia, o da performance e o do cinema. Através da recolha, investigação e manipulação de fotografias, filmes, cartas e objetos, Tânia Dinis construiu pequenas narrativas, num exercício de confrontação e exploração da imagem como uma experiência da efemeridade do tempo e da memória. 

Às 14h00, tem início Atlas Revisitado, uma oficina de imagem e representação, orientada por Melissa Rodrigues, na icónica Sala da Máscaras do Centro Internacional das Artes José de Guimarães. O que as imagens dizem sobre nós? O que podemos compreender do mundo que nos rodeia através de uma fotografia? Como me vejo? Como me represento? Como o que conheço do mundo limita a minha relação com o desconhecido, com aquilo que considero o outro, o estranho? Para responder a estas questões será preciso mergulhar no escuro do museu, observar, pensar imagens, pensar o mundo. Alteridade, dissidência, preconceito e discriminação serão alguns dos conceitos com os quais os participantes vão trabalhar, para coletivamente construírem novas narrativas e outros discursos visuais que contrariem as narrativas hegemónicas e normativas que habitam o nosso imaginário comum.  

A partir das 17h00, vamos poder assistir a uma conferência da artista Fernanda Fragateiro que, depois de expor no CIAJG a sua obra “Caixa para Guardar o Vazio”, nos falará agora sobre as matérias, as metodologias e os processos inerentes ao seu trabalho. Operando no campo da tridimensionalidade e desafiando relações de tensão entre a arquitetura e a escultura, a obra de Fernanda Fragateiro potencia relações com o lugar, convocando o espetador para uma posição de performatividade. A sua obra tem sido exposta em diferentes museus e instituições nacionais e internacionais. 

No final da tarde de sábado, as atenções viram-se para a Casa da Memória, onde Gil Mac – artista igualmente vencedor da 2ª Bolsa de Criação do PACT – Plano de Apoio à Criação Territorial – apresentará Pátria, uma visita performativa que percorre a Casa da Memória, onde outrora existiu a Fábrica de Plásticos Pátria. A partir das 19h00, quatro performers demiurgos conduzem o público, entre factos e ficções, formas e sabores, numa viagem pelo território e comunidade de Guimarães. Do espírito da matéria à matéria do espírito, explora-se a memória que perdura nos gestos que nos tornam humanos, propondo a encenação sensual de uma investigação etimológica das origens da nacionalidade. Esta deriva parte da perspetiva do racionalismo emocional que caraterizou a modernidade vimaranense do séc. XIX, fruto das descobertas arqueológicas do seu passado ancestral e habitada pela fé positivista no progresso tecnológico, promessa utópica de futuras eras douradas. Um acontecimento único que serve como dispositivo de ativação da exposição Matéria que habitará a Casa do Pátio da CDMG a partir deste fim de semana, ficando patente até 19 de abril. 

A noite de sábado será particularmente intensa com a inauguração de Caos e Ritmo, o mais recente ciclo expositivo do Centro Internacional das Artes José de Guimarães, com início às 21h30. Caos e Ritmo desenha um círculo e enuncia um regresso a Para Além da História, exposição que fundou o Centro Internacional das Artes José de Guimarães em 2012. Caos e Ritmo serve de mote para uma reflexão encantada e desencantada, poética e política, sobre o lugar do homem e, em particular, da criação artística num mundo doente e amnésico – uma exposição-estrutura que servirá de lugar para a fundação de discursos, reflexões e práticas transversais às disciplinas, às geografias e às culturas. Em exposição vão estar peças de vários artistas: José de Guimarães, André Príncipe, Mesquitela Lima, Mariana Caló e Francisco Queimadela, Rosa Ramalho, Quintino, Susana Chiocca, Skrei, Agostinho Santos, Hugo Canoilas, 
Franklin Vilas Boas, e ainda a Coleção de Arte Popular de Agostinho Santos e as Coleções de Arte Africana, Arte Pré-Colombiana e Arte Antiga Chinesa de José de Guimarães 

A noite onde se celebra a abertura de novas exposições no CIAJG terminará, da melhor forma, a partir das 23h00, ao som de Plantasia, de Bruno Pernadas e Moullinex. Composto em 1976 pelo pioneiro da música eletrónica Mort Garson, Plantasia é um disco de culto escrito para plantas e para pessoas que as amam. No final de 2019, a propósito da reedição da Sacred Bones, Bruno Pernadas e Moullinex decidiram revisitar em conjunto o mundo fantástico de Plantasia. Para os dois músicos e compositores, uma coisa é certa: é um disco inigualável cheio de lugares que ainda estão por descobrir. E é essa mesma viagem que se comprometem a fazer, acompanhados por Diogo Sousa (bateria), Guilherme Salgueiro (teclados) e Diogo Duque (trompete). O que vai acontecer promete ficar para história: uma reinterpretação-homenagem sem igual de um disco ao qual não foi dada a atenção devida. Mas vamos sempre a tempo. 

A manhã de domingo, 8 de março, é particularmente destinada às famílias. A partir das 10h00, o público é convidado para uma nova sessão da oficina de imagem e representação, Atlas Revisitado, que vai despertar a atenção e a curiosidade de miúdos e graúdos, na fantástica Sala da Máscaras do Centro Internacional das Artes José de Guimarães. Em simultâneo, é também disponibilizada uma visita à Casa da Memória, guiada por Francisco Neves, que despertará novas e diferentes narrativas no encontro com os objetos expostos que contribuem para um melhor conhecimento da cultura, território e história de Guimarães. 

Às 11h00 segue-se a oportunidade de conhecer, mais profundamente, o recém-inaugurado ciclo expositivo do CIAJG, Caos e Ritmo, através de uma visita orientada por Rita Senra. Reunindo peças de diferentes épocas, lugares e contextos, lado a lado com obras de artistas contemporâneos, o CIAJG propõe nesta visita orientada uma releitura da história da arte e um novo desígnio para o museu, enquanto lugar para o espanto e a reflexão.  

A 1ª edição do ‘Museu do Futuro’ termina com uma oficina de reciclagem de plástico, da responsabilidade da Precious Plastic, uma comunidade global de centenas de pessoas que se dedicam a arranjar soluções para combater a poluição causada pelo plástico. Com a equipa Precious Plastic Portugal, os participantes ficarão a conhecer este projeto global e o substrato a que se dedica – o plástico e as suas várias formas de transformação, com recurso às máquinas criadas por Dave Hakkens. A seguir, as famílias poderão experimentar o círculo completo do plástico com origem no “lixo” até se transformar numa peça nova, para a criação de objetos. 

Todas as atividades terão entrada gratuita, até ao limite da lotação disponível. O programa completo do ‘Museu do Futuro #1’ pode ser consultado online, nos sites www.ciajg.pt e www.casadamemoria.pt.

‘Caos e Ritmo’ marca 8ª edição dos Encontros para Além da História (18 janeiro, CIAJG)

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Os Encontros para Além da História estão de volta ao Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) a partir das 15h00 do próximo dia 18 de janeiro. Para que nos encontremos e giremos (especialmente) em torno da admirável obra do filósofo José Gil, ‘Caos e Ritmo’, para pensar os sortilégios e as tensões da criação num mundo ameaçado pelo fantasma da extinção. A edição dos Encontros deste ano conta com as participações de António Poppe, Alexandra Lucas Coelho, Catarina Santiago Costa, Eglantina Monteiro, Francisco Janes, Hugo Canoilas, Luís Quintais, SKREI, Tomás Cunha Ferreira e Domenico Lancellotti e de todos aqueles que aceitem o desafio de aqui se encontrar. A entrada é livre até ao limite da capacidade da Black Box do CIAJG. 

Estamos em contagem decrescente para nos reunirmos (e ligarmos) uma vez mais numa espécie de espaço-tempo suspenso, numa reflexão e imaginação coletiva condimentada com uma combinação de várias disciplinas artísticas e autores de diferenciados campos do conhecimento e diversas formas de expressão artística. Como quem diz, num tempo decrescente para mais uma edição dos Encontros para Além da História no CIAJG, em Guimarães. Numa conjugação de várias disciplinas artísticas, Nuno Faria imaginou uma coreografia em torno de palavras, sons e movimentos. 

Tendo como plano de base o livro 'Caos e Ritmo', de José Gil, estes Encontros fazem-se com as palavras, objetos, gestos e imagens de António Poppe, Alexandra Lucas Coelho, Catarina Santiago Costa, Eglantina Monteiro, Francisco Janes, Hugo Canoilas, Luís Quintais, SKREI, Tomás Cunha Ferreira & Domenico Lancellotti. A entrada é livre, apenas limitada à capacidade da Black Box do Centro Internacional das Artes José de Guimarães. 

Estes Encontros de caráter anual criados no seio do programa concetual e curatorial do CIAJG – como forma de expandir e mapear as forças, a potência, assim como os limites, as transgressões e as fragilidades da ação do Centro – têm vindo a desconstruir os protocolos e os formatos de instâncias como a conferência ou a exposição, expandindo as possibilidades performativas, poéticas, musicais e políticas do encontro enquanto momento único de partilha, de escuta e de reflexão. Desde 2017 que o programa dos Encontros Para Além da História vem assumindo um formato que se configura como um desenho cénico realizado no ar — curadorias-coreografias no limiar entre a cultura material e imaterial, entre o corpo, a palavra e a obra enquanto objeto –, decorrendo na Black Box do CIAJG com a duração aproximada de quatro horas, com intervalo.  

Depois de abordar os universos criativos de Herberto Helder (2017) e Georges Bataille (2018) e de propor uma reflexão sobre a fratura em que se constituiu o museu no contexto do projeto colonialista europeu (2019) – tendo como horizonte e metáfora o incêndio que destruiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro –, os Encontros para Além da História visitam a extraordinária obra do filósofo José Gil, ‘Caos e Ritmo’, para pensar os sortilégios e as tensões da criação num mundo ameaçado pelo fantasma da extinção. Ar, sopro, palavra, em flutuação constante neste Caos e Ritmo que invade o CIAJG nesta 8ª edição que antecipa também a entrada em cena, no próximo mês de março, da exposição Caos e Ritmo, mostra que serve de mote para uma reflexão encantada e desencantada, poética e política, sobre o lugar do homem e, em particular, da criação artística, desenhando um círculo que enuncia um regresso a 'Para Além da História', exposição que fundou o Centro Internacional das Artes José de Guimarães em 2012.  

De lembrar ainda que as exposições ‘Plant Revolution!’, ’Geometria Sónica’ e ‘Júlio Fernandes da Silva’ permanecerão patentes até 16 de fevereiro no CIAJG. Recorda-se ainda que neste espaço é possível realizar visitas orientadas e oficinas criativas ao longo de todo o ano, sujeitas a marcação através de telefone 253424700 ou e-mail mediacaocultural@aoficina.pt. O CIAJG encontra-se aberto de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita. 

'HHY & The Macumbas' no CIAJG e 'Do Avesso' CCVF integram 9ª edição do Guimarães noc noc (5 e 6 outubro)

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No fim de semana em que decorre a 9ª edição do Guimarães noc noc, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) propõe a atuação de HHY & The Macumbas na sua Black Box (5 outubro, 21h30) e o Centro Cultural Vila Flor (CCVF) abre as suas portas para uma visita performativa em que o público explora este espaço Do Avesso (6 outubro, 17h00), investigando o que se esconde atrás do que está por trás – o que não se vê, o que não está em cena. Ambas as iniciativas têm entrada livre, estando integradas no programa do Guimarães noc noc, mostra artística informal organizada pela Associação Cultural Ó da Casa!, que se dedica à promoção das artes e artistas desenvolvendo projetos no âmbito cultural. 

 

Este sábado, 5 de outubro, às 21h30, a Black Box do CIAJG recebe o concerto do coletivo HHY & The Macumbas. Há uma década Jonathan Uliel Saldanha, artista multifacetado e que integra o elenco de “Geometria Sónica”, exposição que está patente no CIAJG desde junho, criou um coletivo musical, que integra nomes fundamentais da cena experimental do Porto, como João Pais Filipe, André Rocha, Frankão, Filipe Silva e Brendan Hemsworth. A intenção era criar um laboratório para o desenvolvimento de uma linguagem sincrética a partir de música periférica, a que chamou HHY & The Macumbas. Ao segundo álbum, “Beheaded Totem”, lançado no final do ano passado, confirmam-se como uma das grandes potências de criadores nacionais. No concerto deste sábado em Guimarães, a receita promete misturar percussão, eletrónica, sopros e bateria, em conjunto com uma teatralidade e um jogo com o espaço dos sons, a juntar à variedade e conjunção rítmica e tímbrica da acústica com a eletrónica. 

 

No domingo, às 17h00, a magia começa fora do palco com Do Avesso, da autoria de Manuela Ferreira.  Nesta visita encenada – que é também um espetáculo – aos lugares secretos do Centro Cultural Vila Flor faz-se o percurso inverso que por norma fazemos quando chegamos ao teatro. Em Do Avesso, o público investiga o que se esconde atrás do que está por trás – o que não se vê, o que não está em cena. Acompanhados por um grupo inusitado, descobrem-se armazéns, elevadores e outras passagens (quase) secretas, que abrigam memórias e preservam saberes das pessoas que preenchem o quotidiano de uma sala de espetáculos. Os bastidores do CCVF são assim o cenário e a inspiração para esta visita especial que mostra um lado deste centro cultural (habitualmente reservado aos artistas e profissionais do teatro) raramente visto pelo público.   

 

Do Avesso foi o projeto vencedor da 1ª Bolsa do Gangue de Guimarães (artistas de artes performativas cartografados pelo Teatro Oficina que são provenientes de Guimarães ou com íntima relação com este território, encontrando-se espalhados pela cidade, pelo país e pelo mundo). Entre os elementos que constituem este projeto encontramos Manuela Ferreira, responsável pela encenação e dramaturgia, Mário Alberto Pereira, Rita Morais e Tiago Porteiro, no papel de intérpretes, sendo o texto da autoria de Ana Arqueiro.