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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

KIDS FEST chega aos centros Klépierre

 

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Em Setembro, os centros Parque Nascente, Aqua Portimão e Espaço Guimarães vão receber o KIDS FEST, onde marcam presença as Winx, Vila Moleza, Pocoyo, Abelha Maia, Ursinhos Carinhosos, Super Gatinhos, Galinha Pintadinha, Ruca e Heidi. São três fins-de-semana mágicos onde os mais pequenos vão poder cantar, dançar e conhecer as personagens ao vivo.

 

Quer esteja a Norte ou a Sul do país, reúna a família e garanta lugar num dos fins-de-semana de KIDS FEST com algumas das personagens infantis mais divertidas. Dias 8 e 9 no Parque Nascente, 15 e 16 no Aqua Portimão e 22 e 23 no Espaço Guimarães, os centros comerciais geridos pela Klépierre em Portugal, vão receber as personagens mais queridas, como a Heidi, os Ursinhos Carinhosos, a Vila Moleza, o Pocoyo e o Ruca, em três fins-de-semana que prometem muita música e dança nos espetáculos interativos. No final, os pequenotes vão ter um momento muito especial de Meet & Greet com os seus heróis favoritos, muitos deles já conhecidos pela divulgação no Canal Panda.

 

O espírito é de festa, por isso aproveite para um programa diferente, que vai ficar na memória de miúdos e graúdos. Venha mais cedo e comece com uma refeição na zona de restauração onde, cada um, encontra a sua opção mais deliciosa. Com calma, consiga o melhor lugar para assistirem à parada e aos espetáculos interativos onde vai reinar a música para cantar e dançar. Não se iniba e junte a sua voz ao dos seus filhos nas músicas mais conhecidas e siga as coreografias. No final, leve uma recordação especial para casa: Aproveite o Meet & Greet para conhecer e tirar uma fotografia com os personagens favoritos.

 

Visite o Parque Nascente, Aqua portimão e Espaço Guimarães e prepare-se para cantar, dançar e saltar ao vivo com as Winx, Vila Moleza, Pocoyo, Abelha Maia, Ursinhos Carinhosos, Super Gatinhos, Galinha Pintadinha, Ruca e Heidi.

 

Não fique de fora da animação KIDS FEST nos centros Klépierre. Desfrute de um fim-de-semana em família e seja o herói dos seus filhos.

 

Casa da Memória abre-nos as portas da nova temporada com dupla internacional como Guia de Visita, instalações artísticas no âmbito da Contextile e nova oficina no Domingos em Casa

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Setembro abre-nos as portas da nova temporada e convida a comunidade e os artistas a visitarem a Casa da Memória de Guimarães (CDMG) e a conhecerem a programação que as próximas semanas reservam. Logo a abrir o mês, e acompanhando o arranque da Contextile 2018, a Casa recebe Hermionne Allsopp e Ida Blazicko como Guias de Visita e também como protagonistas de intervenções artísticas neste espaço (entre outros na cidade), numa atividade inserida no projeto e plataforma europeia Magic Carpets. O Domingos em Casa de setembro propõe-nos uma oficina de catalogação criativa e autobiográfica intitulada “Do Vazio de uma Caixa a um Museu Portátil”. Até ao final do mês é ainda possível (re)visitar as exposições temporárias “Pergunta ao Tempo” e “Momento 2”, ambas com entrada livre.

 

No primeiro dia de setembro, às 17h00, a CDMG recebe uma dupla como Guia de VisitaHermionne Allsopp (Reino Unido) e Ida Blazicko (Croácia) – para apresentar o seu trabalho resultante das residências artísticas do projeto Magic Carpets, em Portugal. Através de uma parceria entre a CDMG e Ideias Emergentes | Contextile 2018, as artistas desenvolveram, durante dois meses, um trabalho de pesquisa, interação e relação com a comunidade de Trás Gaia e São Gualter que será, agora, apresentado pelas próprias. A participação nesta atividade é gratuita e direcionada a todas as idades, estando apenas limitada ao espaço existente.

 

A partir do mesmo dia, 01 de setembro, e até 20 de outubro, a Casa da Memória é um dos espaços alvo das intervenções e instalações artísticas desta mesma dupla de artistas, Hermionne Allsopp e Ida Blazicko, resultantes de um projeto colaborativo de pesquisa, interação e residência artística com a comunidade de Trás de Gaia e S. Gualter, entre julho e agosto, tendo como referência os rituais e costumes dos lavadouros públicos. A ação, levada a cabo pela Ideias Emergentes | Contextile 2018, em parceria com a Casa da Memória de Guimarães, insere-se no projeto e plataforma europeia Magic Carpets (envolvendo 13 países e 13 parceiros europeus, 2018-2021), cujo objetivo é promover a mobilidade de artistas e curadores emergentes e o trabalho com as comunidades locais. Desta forma, fomentam-se novas relações com a comunidade e outras leituras sobre o território e o pensamento artístico e criativo em torno do têxtil. Estas mostras podem ser vistas, gratuitamente, na CDMG de terça a domingo das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00.

 

Como habitualmente, o penúltimo domingo do mês traz-nos uma nova oficina para toda a família. No dia 23, às 11h00, o Domingos em Casa de setembro convida os participantes a partir da leitura para construir caixas de memórias, numa oficina com criação e orientação de João Terras. Uma caixa pode ser o nosso sótão, o nosso arquivo, o nosso museu portátil. Afinal, de que matéria somos feitos? Esta é uma verdadeira oficina de catalogação criativa e autobiográfica designada “Do Vazio de uma Caixa a um Museu Portátil”. Recordamos que, no penúltimo domingo de cada mês, a Casa da Memória procura diferentes interpretações para factos históricos, tradições, lendas, pessoas, lugares ou objetos, que se encontram no espaço expositivo para, no aconchego da Casa, promover encontros entre famílias, amigos, gerações, artistas e artesãos. A participação nesta oficina, dirigida a maiores de 5 anos, tem o custo de 2,00 euros e é sujeita a inscrição prévia até ao dia 20 de setembro através do telefone 253424700 ou do e-mail mediacaocultural@aoficina.pt.

 

Até ao culminar deste mês é ainda possível (re)visitar as exposições temporárias “Pergunta ao Tempo” – resultado de um longo processo de investigação sobre o património cultural, desenvolvido pelas crianças do 4º ano dos 14 agrupamentos de escolas do concelho de Guimarães – e “Momento 2” – exposição de antigos alunos do curso de Artes da Escola Secundária Martins Sarmento, que apresenta um conjunto de obras (desenho, pintura, fotografia e instalação, entre outras) que medeiam entre o tempo de aulas (1988 a 2002) e a atualidade. Ambas as mostras são de entrada livre e podem ser visitadas até 30 de setembro. A Casa da Memória convida-nos igualmente a explorar a exposição permanente “Território e Comunidade”, onde podemos encontrar histórias, documentos, factos e objetos que permitem conhecer diferentes aspetos da comunidade vimaranense através de um largo arco temporal: da Pré-História à Fundação da Nacionalidade, das Sociedades Rurais e Festividades à Industrialização do Vale do Ave e à Contemporaneidade.

 

A CDMG encontra-se aberta de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita. A programação pode ser consultada em www.casadamemoria.pt.

 

Ícones da música nacional e criatividade feminina iluminam a 12ª edição do Manta

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O ponto de (re)encontro que nos reúne no primeiro fim de semana de setembro está bem assinalado: basta procurar a Manta estendida nos jardins do Centro Cultural Vila Flor (CCVF), em Guimarães. E assim nos cruzaremos inevitavelmente com a música e daremos entrada numa nova temporada cultural, num mês que celebra igualmente os 13 anos de vida do CCVF. E tudo começará nos dedos mágicos de Joana Gama, pianista e compositora – com participação dupla nesta edição ao inaugurar uma nova área do festival para um público mais jovem – que criará a atmosfera perfeita para a entrada dos Mão Morta, lendária banda nacional que aceitou o desafio de preparar um concerto especial onde haverá lugar para a antestreia de novas composições. Na segunda noite, o Manta será lugar de forte manifestação da criatividade feminina, com a artista brasileira LaBaq a anteceder a entrada em palco de Scout Niblett, cantora e compositora de talento ímpar que regressa a Guimarães com um concerto exclusivo.

 

Este ritual cultural e social que, nos últimos anos, tem preenchido o primeiro fim de semana de setembro, tem lugar num palco de relvado inteiro com horizonte entre o Castelo de Guimarães e o Centro Cultural Vila Flor, um mundo constituído por arte, natureza, arquitetura e interação comunitária – o Manta – que invade mais uma vez os jardins do CCVF para a sua 12ª edição, nos dias 07 e 08, com entrada livre.

 

Na primeira noite (21h30), a icónica banda Mão Morta, com 34 anos de carreira e 15 álbuns de originais, traz ao Manta a sua faceta mais imersiva, onde subtis crescendos e repentinas explosões se sucedem numa massa sonora mais ou menos suave e repetitiva, que nos embala pelas histórias negras e inquietantes que nos vão contando. Neste concerto, a banda promete tocar temas retirados um pouco de toda a sua discografia, mas também alguns módulos que irão integrar o seu próximo espetáculo e o seu próximo disco, e que farão no Manta a sua antestreia. Antes dos Mão Morta tomarem conta do palco, a pianista Joana Gama presenteia o público com um novo recital que intercala a obra multifacetada de Erik Satie com a de compositores que o seguiram na exploração do som, sem constrangimentos estéticos ou formais. Joana Gama faz, assim, conviver as obras de Satie – que convocam ambientes solenes, melancólicos e até dançantes – com as de Marco Franco, Federico Mompou, Morton Feldman, John Cage e Vítor Rua, num delicado jogo de afinidades.

 

No segundo dia, às 18h00, é inaugurada uma nova área do festival dedicada ao público mais jovem com um concerto comentado de Joana Gama envolto no universo do Erik Satie. Para além de compositor de música – o piano foi o seu instrumento de eleição –, Erik Satie gostava de guarda-chuvas, de desenhar e de marisco. Era uma pessoa solitária, mas com muito humor. Dirigido às crianças a partir dos 6 anos de idade, este concerto dará a conhecer, aos mais novos, uma perspetiva enriquecedora de uma das mais excêntricas personagens da história da música.

 

Chegada a noite de sábado (21h30), o Manta será lugar de forte manifestação da criatividade feminina, a começar com a prestação da artista brasileira LaBaq que, através de engenho tecnológico e beleza de composição, apresentará o seu sedutor universo de canções internacionalmente aclamadas. Com uma aura carismática que nos prende de imediato, a multinstrumentista e cantautora reclama nas suas músicas pela beleza das coisas simples da vida. De voz límpida que desliza nas melodias suaves que compõe, LaBaq tem vindo a deixar o público rendido e não para de colher um incrível reconhecimento junto da crítica. Depois o céu ficará mais estrelado e entrará em palco Scout Niblett, que visita o Manta para um concerto exclusivo, trazendo-nos à pele e ao espírito a experiência grandiosa do seu olhar criador. Cantora e compositora de talento ímpar, Scout Niblett é dona de uma voz simultaneamente doce, melancólica e cortante. Com uma sonoridade minimalista que obtém o máximo dos resultados, Niblett é conhecida pelas canções cruas e concertos intimistas que absorvem a audiência. De corpo estendido na manta do Manta, esta é, sem dúvida, uma noite para levitar.

 

Esta soma de fatores faz do Manta o ponto de (re)encontro obrigatório no regresso à cidade e também o contexto ideal para o lançamento da nova temporada cultural em Guimarães. Setembro é pois nome de código feliz.

Ann Hamilton inaugura projeto expositivo de larga escala em Guimarães a 1 de setembro

Após a residência artística no Centro Internacional das Artes José de Guimarães, a artista norte-americana apresenta, no âmbito da Contextile 2018, a exposição

“Side-by-side”, uma intervenção que restabelece uma ligação simbólica entre o lugar do novo e do antigo Mercado da cidade (agora Plataforma das Artes)

 

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No primeiro dia de setembro, com a abertura da Contextile 2018, descobrimos a intervenção que Ann Hamilton, célebre artista norte-americana, concebeu para a cidade de Guimarães. Após uma residência artística no Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) durante o mês de julho, Ann Hamilton apresenta finalmente “Side-by-side”, o projeto expositivo que criou especialmente para a Contextile 2018 - Bienal de Arte Têxtil Contemporânea, em parceria com o CIAJG.

 

“Side-by-side” (Lado-a-lado) restabelece uma ligação simbólica entre o lugar do novo e do antigo Mercado da cidade, agora Plataforma das Artes, inaugurada em 2012, que promete restaurar os laços afetivos entre dois lugares tão especiais nas dinâmicas sociais que atravessam Guimarães. Convocando duas instituições distantes no tempo mas próximas geograficamente, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães e a Sociedade Martins Sarmento, a artista propõe estabelecer uma circulação de imagens, objetos, pessoas e animais, mediada pelos cânticos do grupo coral “Outra Voz” e pelos ecos da memória do tempo passado.

 

Mais do que ser a formalização de uma exposição (mais do que formalizar enquanto exposição), “Side-by-side”, projeto que Ann Hamilton concebeu, no âmbito da Contextile 2018 - Bienal de Arte Têxtil Contemporânea, para e a partir da Cidade de Guimarães, propõe e opera uma deslocação física e mental no tempo e no espaço.

 

O projeto, que se estende por quatro lugares simbólicos de Guimarães – o Mercado, a Plataforma das Artes, sítio do antigo mercado, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães e a Sociedade Martins Sarmento – institui-se, em primeira instância, como um desenho à escala da Cidade, cujo fôlego traz consigo a potência de atravessar o tempo, através da reativação da memória do passado no presente, e de transportar-nos à origem mesma, ao ponto de cisão que conduziu a uma nova forma de ver e viver o mundo, a chegada de um tempo que é caraterizado pelo desencontro e o esquecimento: forma e função, interior e exterior, tempo e lugar, passado e presente, infância e idade adulta, corpo e espírito, terra e mesa, objeto e imagem, canto e memória, silêncio e palavra, homem e animal.

 

“Side-by-side” fala-nos sobretudo de resistência (enquanto forma de existir) – uma voz interior, anónima, que transportamos, consciente ou inconscientemente, connosco. Essa voz é uma vocação, um modo de fazer ou de dizer, que herdámos (em palavras e em gestos). É um imperativo ético que se declina e que toma existência estética quando colocado no mundo, o espaço em que coincidimos e que partilhamos com os outros seres (humanos, animais, vegetais, minerais). É dessa existência estética que nos fala Ann Hamilton, na sua obra em geral e nesta ampla intervenção em particular. Um gesto, um objeto, uma palavra, um nome, uma imagem, estabelecem uma ligação, espoletam afetos, memórias, novos modos de ver e de conceber.

 

Neste projeto, a artista faz conviver aquilo que potencialmente nos é mais familiar com algumas coisas que nos são estranhas. Qual a diferença entre o mercado e o museu? Entre homem e animal? Vida e morte? Na interseção de dois planos, na definição da existência simultaneamente como limite e como expansão, é na pele que a artista definiu o foco desta instalação – a pele como primeira roupagem, como membrana que separa e une interior e exterior, a pele que cria o contacto e que inventa a sensibilidade, a primeira e mais ancestral forma de inteligência, contemporânea do som mas anterior à palavra.

 

A instalação de Ann Hamilton reinventa o espaço simbólico do museu e do mercado (sacraliza o mercado, laiciza o museu), desloca o eixo de perceção dos objetos atribuindo-lhes um valor de troca em detrimento de uma valoração estética, propõe reaprender a ver, através do toque, do som, do olfato, da imaginação. 

 

Ann Hamilton (EUA, 1956) é uma artista visual reconhecida internacionalmente pelo envolvimento sensorial das suas instalações em grande escala. Usando o tempo como processo e material, os seus métodos invocam o lugar, a voz coletiva, as comunidades passadas e o trabalho presente, fazendo-nos despertar as capacidades sensoriais e linguísticas de compreensão que constroem as nossas faculdades de memória, razão e imaginação. Reconhecíveis por uma acumulação densa de materiais, os seus ambientes efémeros criam experiências imersivas que respondem poeticamente à presença arquitetónica e à história social dos locais onde intervém.

 

A par com a intervenção de Ann Hamilton, recordamos que o Centro Internacional das Artes José de Guimarães apresenta ao público – desde o passado dia 29 de junho – as exposições “Leopard in a Cage | Projetos inéditos (1969-2018)”, de Julião Sarmento, e “Mundo Flutuante | Trabalhos: 1996-2018”, de Pedro A.H. Paixão. “Leopard in a Cage” é uma exposição integralmente dedicada à reunião de projetos inéditos de Julião Sarmento, nunca antesvistos ou nunca produzidos, que cobrem todo o percurso de um dos mais destacados artistas portugueses. “Mundo Flutuante” é uma mostra antológica de desenhos e trabalhos em vídeo de Pedro A.H. Paixão que se encontra exposta, em contexto, nas salas dedicadas à coleção permanente do CIAJG, em articulação com um projeto sonoro especificamente concebido para o espaço expositivo.

 

No âmbito da sua programação, em setembro, o CIAJG irá ainda acolher duas conversas, de entrada livre, com convidados internacionais. No dia 13, Germain Viatte, célebre museólogo francês, fará uma intervenção sobre o seu mais recente projeto, uma exposição monográfica sobre Georges Henri-Rivière, precursor da museologia europeia. No dia 27 de setembro, Emanuele Coccia, filósofo italiano, autor da influente obra “A vida das plantas”, fará uma leitura no âmbito da exposição antológica de Pedro A.H. Paixão.

 

As exposições de Julião Sarmento e Pedro A.H. Paixão ficarão patentes até 07 de outubro. A intervenção de Ann Hamilton poderá ser visitada até 25 de novembro. Recordamos que o CIAJG se encontra aberto de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita.

Em mês de aniversário, as palavras-chave para abrir as portas do CCVF são Música, Dança, Teatro

 

 

CCVF abre temporada a comemorar 13 anos com Manta estendida e programa festivo de música, dança e teatro: Mão Morta, Scout Niblett, Joana Gama, LaBaq, MODS Collective, Olga Roriz, Teatro Oficina e mala voadora

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Em setembro, assinalam-se os 13 anos de vida do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, e a reabertura das portas ao público e à arte. A arte em estado original, diverso, contemplativo e inclusivo. O pontapé de saída para a nova temporada será dado nos jardins com o ritual cultural e social que, nos últimos anos, tem preenchido o primeiro fim de semana do mês: o Manta. E tudo começará nos dedos mágicos de Joana Gama, pianista e compositora – com participação dupla nesta edição ao inaugurar uma nova área do festival para um público mais jovem – que criará a atmosfera perfeita para a entrada dos Mão Morta, lendária banda nacional que aceitou o desafio de preparar um concerto especial onde haverá lugar para a antestreia de novas composições. Na segunda noite, o Manta será lugar de forte manifestação da criatividade feminina, com a artista brasileira LaBaq a anteceder a entrada em palco de Scout Niblett, artista inglesa radicada nos Estados Unidos que regressa a Guimarães com um concerto exclusivo.

 

O fim de semana que avizinha a data de abertura do CCVF – 17 de setembro – dirige os holofotes às artes performativas. “A meio da noite” chegará ao Grande Auditório pela mão de Olga Roriz no dia 15, numa profunda homenagem da coreógrafa a Ingmar Bergman, no ano de celebração dos 100 anos do realizador sueco. A 16 e 17 de setembro, o CCVF será investigado e desvendado pelo Teatro Oficina, em parceria com o serviço de Educação e Mediação Cultural, que levará o público a descobrir diferentes espaços “Do avesso”, percorrendo labirínticos corredores, recônditas oficinas e outras passagens (quase) secretas que abrigam memórias e preservam saberes das pessoas que aqui trabalham. A 22 de setembro, a música faz-se ouvir novamente no CCVF com a estreia nacional do espetáculo “Meet Cecil Satariano” apresentado pelo coletivo português MODS Collective. O teatro ganha especial protagonismo no final do mês com o díptico de peças “Moçambique” e “Amazónia”, da mala voadora, a subirem ao palco do Grande Auditório a 27 e 29 de setembro, respetivamente. O CCVF abre-se, assim, à cidade para, em conjunto, celebrar.

 

A celebração começa, com entrada livre, num palco de relvado inteiro com horizonte entre o Castelo de Guimarães e o Centro Cultural Vila Flor, um mundo constituído por arte, natureza, arquitetura e interação comunitária – o Manta – que invade mais uma vez os jardins do CCVF no primeiro fim de semana de setembro (dias 07 e 08) para a sua 12ª edição.

 

Na primeira noite, a icónica banda Mão Morta traz ao Manta a sua faceta mais imersiva, onde subtis crescendos e repentinas explosões se sucedem numa massa sonora mais ou menos suave e repetitiva que nos embala pelas histórias negras e inquietantes que nos vão contando. Temas retirados um pouco de toda a sua discografia, mas também alguns módulos que irão integrar o seu próximo espetáculo e o seu próximo disco, e que farão no Manta a sua antestreia. Antes dos Mão Morta tomarem conta do palco, a pianista Joana Gama presenteia o público com um novo recital que intercala a obra multifacetada de Erik Satie com a de compositores que o seguiram na exploração do som – Marco Franco, Federico Mompou, Morton Feldman, John Cage e Vítor Rua – num delicado jogo de afinidades.

 

No segundo dia, às 18h00, é inaugurada uma nova área do festival dedicada ao público mais jovem com um concerto comentado de Joana Gama envolto no universo do Erik Satie. Chegada a noite (21h30), o Manta será lugar de forte manifestação da criatividade feminina, a começar com a prestação da artista brasileira LaBaq que, através de engenho tecnológico e beleza de composição, apresentará o seu sedutor universo de canções internacionalmente aclamadas. Depois o céu ficará mais estrelado e entrará em palco Scout Niblett, que visita o Manta para um concerto exclusivo, trazendo-nos à pele e ao espírito a experiência grandiosa do seu olhar criador.

 

A 15 de setembro, a programação passa para o interior do CCVF com Olga Roriz a apresentar “A meio da noite” (21h30), uma homenagem da coreógrafa a Ingmar Bergman, no ano das celebrações do centenário do nascimento do realizador sueco. Poucos realizadores conseguiram, como este, encontrar profundidade no interior do ser humano. Os seus sonhos cheios de pesadelos foram a base inspiradora de muitos dos seus filmes. A impossibilidade de comunicação, a religião e a morte são as temáticas mais obsessivas de Bergman. No entanto, o mais importante na vida do realizador é a comunicação que conseguimos com outros seres humanos: sem isso estaríamos mortos. É nessa visão do realizador que Olga Roriz se inspira, nesses homens e mulheres assustadoramente reais, na solidão em luta constante com o interior. No final do espetáculo, a coreógrafa junta-se ao público no foyer do Grande Auditório do CCVF para um momento de conversa e partilha aberto a todos os presentes.

 

Nos dias 16 e 17 de setembro, o Teatro Oficina, em colaboração com o serviço de Educação e Mediação Cultural, abre as portas do CCVF para levar o público a descobrir “Do avesso” os lugares secretos deste espaço. Nesta visita performativa, vai-se investigar o que se esconde atrás do que está por trás – o que não se vê, o que não está em cena. Descobriremos onde nos levam os labirínticos corredores, as recônditas oficinas e outras passagens (quase) secretas que abrigam memórias e preservam saberes das pessoas que trabalham neste espaço, cuja magia começa fora do palco, na vida de todos os dias, no delicado labor de quem, com desvelo, prepara momentos tão efémeros quanto singulares. No domingo (16 de setembro), a estreia está marcada para as 17h00. Na segunda-feira (17 de setembro), haverá duas sessões para escolas, a primeira às 10h30 e a segunda às 15h00, que carecem de marcação prévia através do telefone 253 424 700 ou do e-mail mediacaocultural@aoficina.pt

 

A música volta a fazer-se ouvir a 22 de setembro, com a estreia nacional de MODS Collective Meet Cecil Satariano que chega a Guimarães depois da apresentação no âmbito do programa de Valletta 2018 - Capital Europeia da Cultura. Cecil Satariano foi um verdadeiro pioneiro do cinema em Malta, premiado internacionalmente, embora a partir dos anos 1980 tenha começado a cair no esquecimento. Este ano, por ocasião de Valletta 2018, o coletivo português MODS Collective resgatou os seus dois primeiros filmes que foram pela primeira vez digitalizados, voltando a ser exibidos publicamente. As duas curtas-metragens inspiraram uma residência artística no Centro Nacional de Cultura de Malta, onde se reuniram quatro músicos portugueses e um grupo de mais de 30 músicos malteses, incluindo um coro de que faz parte a filha do realizador. Juntos, construíram uma nova banda sonora para as duas curtas-metragens, explorando a linguagem de música improvisada que carateriza MODS Collective.

 

Na última semana do mês, a celebração alarga-se intensamente ao teatro com a companhia mala voadora a viajar até ao Grande Auditório do CCVF para apresentar o díptico de peças “Moçambique” e “Amazónia”. Com Jorge Andrade ao leme, a viagem começa com “Moçambique” a 27 de setembro. Jorge Andrade nasceu em Moçambique e veio para Portugal com 4 anos, mas em “Moçambique” (o espetáculo) constrói uma biografia como se tivesse lá ficado. Para tornar credível esta história de vida, ela é imposta à História do país. Jorge Andrade faz agora parte da História de Moçambique e, através dela, das suas vicissitudes políticas, da sua situação no contexto da Guerra Fria, das tramitações da economia internacional a que o país recém-independente foi sujeito.

 

Para encerrar esta celebração de mês inteiro, seguimos para a “Amazónia” no dia 29. Nesta que é a sequela de “Moçambique”, o mesmo grupo de personagens resolve ir para outro paraíso – a selva amazónica – para gravar uma telenovela ecológica. Os artistas procuram financiamento e as personagens da novela também, porque também elas querem empreender: querem civilizar a Amazónia, seguir o caminho universal da civilização. Como não faria sentido tratar um tema ecológico sem ser ecológico, a concretização deste espetáculo assenta na poupança de matéria-prima: o cenário é emprestado, o desenho de luz é reciclado, as músicas são de outros espetáculos da mala voadora, e as cenas são copiadas de espetáculos de outras pessoas. No fim do espetáculo, a mala voadora aterra junto do público para um momento de debate e partilha, numa conversa informal.

 

Entre os dias 24 e 26 de setembro, aproveitando a presença da mala voadora em Guimarães, o CCVF dá, ainda, a oportunidade de conhecer de perto os processos de trabalho e criação dos seus diretores, o ator e encenador Jorge Andrade e o cenógrafo José Capela, através de uma oficina dirigida a criadores e encenadores.

 

A programação completa do mês de setembro do Centro Cultural Vila Flor pode ser consultada em www.ccvf.pt. Os bilhetes para os espetáculos pagos poderão ser adquiridos, como habitualmente, nas bilheteiras do Centro Cultural Vila Flor, do Centro Internacional das Artes José de Guimarães e da Casa da Memória de Guimarães, bem como nas lojas Fnac e El Corte Inglês, entre outros pontos de venda, e na internet em www.ccvf.pt e oficina.bol.pt

CDMG | Visitas, Conversas e uma nova Exposição preenchem a programação de julho da Casa da Memória

Em julho, mês de temperaturas mais amenas, a Casa da Memória de Guimarães convida à participação do público e da cidade. O indispensável Guia de Visita realiza-se, como habitualmente, no primeiro sábado do mês, tendo Conceição Rios como guia convidada. O dia 21 será preenchido por um amplo programa de conversas sobre o território e o pensamento artístico em torno do têxtil e, no dia 28, a Casa da Memória inaugura, ainda, uma exposição de antigos alunos do curso de Artes da Escola Secundária Martins Sarmento.

 

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No próximo dia 07, às 17h00, antecipando a chegada da Contextile 2018 à Casa da Memória, Conceição Rios, coordenadora científica desta Bienal de Arte Têxtil, é a Guia de Visita de julho. Entre as artes e a filosofia, Conceição Rios tem, ao longo dos anos, desenvolvido trabalhos comunitários no norte de Portugal, nos mais variados domínios. Coordenou e produziu o Programa Cultural, em Melgaço, na apresentação da candidatura a Património Imaterial da Humanidade da UNESCO, das Tradições Orais Luso-Galaicas. Recordamos que o Guia de Visita é uma iniciativa da Casa da Memória que se realiza no primeiro sábado de cada mês. A participação nestas visitas orientadas é gratuita.

 

O dia 21 de julho será bastante preenchido. Entre as 09h30 e as 19h00, artistas e comunidade local irão partilhar histórias e rituais, em conversas, algumas mágicas, e outras tecidas. Estas conversas – “Magic Talks” – integram um projeto colaborativo de pesquisa, interação e residência artística (com as artistas residentes Hermionne Alsopp, UK e Ida Blazicko, Croácia) e com a comunidade de Trás de Gaia, tendo como referência os rituais e costumes dos lavadouros públicos. Desta forma, promovem-se novas relações com a comunidade e outras leituras sobre o território e o pensamento artístico e criativo em torno do têxtil.

A ação, levada a cabo pela Ideias Emergentes | Contextile 2018, em parceria com a Casa da Memória de Guimarães, insere-se no projeto e plataforma europeia “Magic Carpets”, cujo objetivo é promover a mobilidade de artistas e curadores emergentes e o trabalho com as comunidades locais. Esta atividade é gratuita e aberta a todos os interessados, estando apenas condicionada ao espaço existente.

 

No dia 28, às 17h00, a Casa da Memória inaugura, ainda, “Momento 2”, uma exposição de antigos alunos do curso de Artes da Escola Secundária Martins Sarmento, que apresenta um conjunto de obras que medeiam entre o tempo de aulas (1988 a 2002) e a atualidade. Depois do primeiro encontro de antigos alunos do curso de Artes da Escola Secundária Martins Sarmento, que deu origem à exposição de alguns dos seus trabalhos no Museu de Alberto Sampaio, a Casa da Memória acolhe agora um conjunto de criações – desenho, pintura, fotografia e instalação, entre outras – que refletem sobretudo os lados do testemunho e do manifesto: uma prova do forte impacto da educação artística no percurso de vida de cada um destes antigos alunos. A exposição poderá ser visitada até 30 de setembro. A entrada é livre.

 

A Casa da Memória encontra-se aberta de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita. A programação pode ser consultada em www.casadamemoria.pt.

Centro Internacional das Artes José de Guimarães converte-se em Mercado dos Objetos Incríveis (14 julho)

Espetáculos, instalações, visitas e oficinas, todos em estreia absoluta, invadem a praça da Plataforma das Artes e o CIAJG no dia 14 de julho

 

 Centro Internacional das Artes José de Guimarães converte-se em Mercado dos Objetos Incríveis

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Este sábado, 14 de julho, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) promove uma iniciativa inédita que tem como mote recuperar a memória do antigo Mercado de Guimarães, local simbólico para a cidade que, em 2012, deu lugar ao projeto infraestrutural da Plataforma das Artes e do CIAJG. O Museu abre, assim, as portas ao Mercado e, dentro e fora, há objetos incríveis para conhecer. Objetos com histórias e memórias, feitos de segredos e sentidos, com diferentes tamanhos e desenhos, uns de luz e outros de escuridão. Espetáculos, instalações, visitas e oficinas, todos em estreia absoluta, convidam ao espanto. Um Mercado e um Museu com um programa para todos!

 

A abertura do “Mercado dos Objetos Incríveis” acontece às 15h30, com a instalação “Estranhofone”, interpretada pelos participantes da Oficina de Férias coordenada por Samuel Coelho e César Estrela, que decorre entre 09 e 13 de julho, no CIAJG. Sons marginais, sem interesse, sem qualificação e acesso à academia de música. Estatuto de barulho, desafinados, poderão ser escutados vezes ao dia, não se faz caso. A pulsação de uma tarefa, de uma máquina, o suspiro da rotina, a tagarelice da natureza, o anexo que não é lido, versos vazios. Objetos despejados, fora do prazo, inúteis. O encanto caiu, a pele descolorou, enrugou, já não faz barulho, já não dá gozo. Estranho! Na sombra, na sedução entre som marginal e objeto despejado, pulsa uma melodia, levanta-se um estranhofone.

 

Entre as 16h00 e as 21h00, haverá um programa especial de Visitas Orientadas e Oficinas Criativas que transportam o interior do Centro Internacional das Artes José de Guimarães para a praça da Plataforma das Artes e vice-versa, onde todos são convidados a descobrir, questionar e construir objetos. 

 

Das 16h00 às 18h00 e das 19h00 às 21h00, o público vai poder assistir a “Guardar Segredo”, uma criação da Amarelo Silvestre, com encenação de Caroline Bergeron e dramaturgia de Fernando Giestas. “Guardar Segredo” é um conjunto de espetáculos de teatro. Espetáculos que acontecem dentro de um guarda-fatos. Um guarda-fatos colocado no Espaço Público. No Espaço Público existem muitas pessoas. Muitas pessoas não cabem dentro do guarda-fatos. Dentro do guarda-fatos apenas cabe 1 pessoa. 1 pessoa é a medida certa para assistir a um dos espetáculos de “Guardar Segredo”. Aos outros espetáculos de “Guardar Segredo” assistem outras pessoas. Outras pessoas não, 1 outra pessoa. E depois mais 1 outra pessoa. E depois outra e outra. O que se irá passar lá dentro é coisa que não deve ser sabida por mais ninguém.  Sendo assim, o melhor é dizer apenas que “Guardar Segredo” é um conjunto de espetáculos de teatro.  Não é segredo que cada espetáculo tem 5 minutos de duração. 1 espetador, 1 ator, 5 minutos.   

 

A “Objetoteca Popular Itinerante” do Teatro do Ferro também vai estacionar na Plataforma das Artes e oferecer micro-espetáculos entre as 18h00 e as 19h00, culminando num espetáculo final às 21h00. O que têm para contar um canivete suíço, uma reprodução da Guernica, uma música pop dos anos oitenta ou Moby Dick, a carrinha branca? A “Objetoteca Popular Itinerante” vai falar-nos sobre tudo isto e muito mais! A “Objetoteca Popular Itinerante” é ela própria um objeto híbrido – é a partir do encontro amoroso entre uma biblioteca itinerante e uma carrinha da feira que se faz esta performance pública da enciclopédia popular dos objetos do quotidiano. Com direção artística de Igor Gandra e Carla Veloso, este espetáculo é a primeira peça do ciclo A Revolta dos Objetos que o Teatro de Ferro irá desenvolver em 2018-2019.

 

Todas as visitas, oficinas e espetáculos integrados no evento são de entrada livre e dirigidos a todos os públicos! Mais informação em www.ciajg.pt.

Patrick Watson - Portugal recebe Mini Tour em Dezembro.

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Lisboa, Coimbra, Guimarães e Porto recebem mini-tour de 2 a 5 de dezembro

Espetáculos servirão de apresentação do seu novo álbum "Melody Noir".  Single homónimo é o primeiro avanço deste novo trabalho e é lançado hoje.

Lisboa - 2 de Dezembro - Lx Factory
Coimbra - 3 de Dezembro - Convento de São Francisco
Guimarães - 4 de Dezembro - CAE São Mamede
Porto - 5 de Dezembro - Casa da Música 
 

Patrick Watson está de regresso com um novo álbum "Melody Noir" e com ele uma luxuosa tournée em território nacional. De 2 a 4 de Dezembro, Lisboa, Coimbra, Guimarães e Porto respectivamente, vão receber um dos artistas internacionais mais acarinhados pelo publico português. 

Tendo tocado em Portugal pela última vez em 2015, Patrick Watson volta agora para apresentar o seu novo trabalho que continuará a surpreender o mundo com a sua originalidade e genialidade. Com saída prevista para este ano, o primeiro avanço com o mesmo nome sai hoje e pode ser visto e ouvido, aqui.

Também ele com uma paixão muito especial pelo nosso país, Patrick Watson e os seus acompanhantes do costume, prometem novamente uma viagem "sonora" inesquecível, repleta de ambientes fantásticos aos quais já nos habituaram através dos inúmeros discos e concertos esgotados ao longo dos tempos. Para além dos novos temas, não faltarão clássicos como "To Build A Home" entre outros...

Os bilhetes estarão à venda a partir de Sexta-Feira, dia 13 de julho e os preços variam entre os 23 e os 35 euros. 

 

Ann Hamilton em Guimarães para conversa no CIAJG e novo projeto expositivo

Esta quinta-feira, 12 de julho, às 18h30, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) promove uma conversa com Ann Hamilton no âmbito da residência artística que a norte-americana iniciou no dia 02 de julho e decorrerá até 01 de agosto numa das salas expositivas que irá acolher, entre 01 de setembro e 20 de outubro, uma importante parte do projeto concebido pela artista para a Contextile 2018 - Bienal de Têxtil Contemporânea, em Guimarães. 

 

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Ann Hamilton (EUA, 1956) é uma artista visual reconhecida internacionalmente pelo envolvimento sensorial das suas instalações multimédia em grande escala. Usando o tempo como processo e material, os seus métodos invocam o lugar, a voz coletiva, as comunidades passadas e o trabalho presente, fazendo-nos despertar as capacidades sensoriais e linguísticas de compreensão que constroem as nossas faculdades de memória, razão e imaginação. Reconhecíveis por uma acumulação densa de materiais, os seus ambientes efémeros criam experiências imersivas que respondem poeticamente à presença arquitetónica e à história social dos locais onde intervém.

 

Entre as suas distinções, Hamilton recebeu a National Medal of the Arts, Heinz Award, MacArthur Fellowship, United States Artists Fellowship, NEA Visual Arts Fellowship, Louis Comfort Tiffany Foundation Award, Skowhegan Medal for Sculpture e Guggenheim Memorial Fellowship. A exposição em nome próprio que irá inaugurar a 01 de setembro no CIAJG decorre em parceria com a Contextile 2018 - Bienal de Têxtil Contemporânea.

 

Desde o passado dia 29 de junho, novas exposições habitam o Centro Internacional das Artes José de Guimarães: “Leopard in a Cage”, de Julião Sarmento, “Mundo Flutuante”, de Pedro A.H. Paixão, e “Lábios de Flamingo”.

 

Neste novo ciclo expositivo, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães apresenta uma exposição integralmente dedicada à reunião de projetos inéditos de Julião Sarmento (Lisboa, 1948), um dos mais destacados artistas contemporâneos portugueses que vem construindo, desde o final dos anos 1960, uma obra extraordinariamente prolífica que define um notável sentido de repetição, por um lado, e de rutura, por outro. Os sucessivos trabalhos ou séries que vai concebendo apresentam uma enorme diversidade de meios – pintura, filme, fotografia, desenho, som, tapeçaria, escultura – ao mesmo tempo que obedecem a um léxico temático reduzido e desenvolvido com minuciosa coerência. 

 

Leopard in a Cage” (leopardo numa jaula) propõe, do ponto de vista curatorial, o desafio de recuperar um conjunto de projetos que nunca antes haviam sido mostrados ou mesmo realizados, que são apresentados em diálogo com trabalhos novos, especificamente concebidos e produzidos para esta exposição. O título da exposição cita um projeto de 1975, “Um Leopardo na SNBA”, que visto a esta distância temporal condensa muitos dos traços distintivos da obra do artista. O projeto, que nunca viria a realizar-se, e que é agora apresentado enquanto tal, estabelece, simultaneamente, o tema animal, referencial nestes e nos anos seguintes do trabalho de Julião Sarmento, o tema do desejo, uma estética do rigor e da contenção, um trabalho com as coordenadas invisíveis do tempo e do espaço, o campo de interpretação deixada ao espetador. 

 

A par com a exposição de Julião Sarmento, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães desafiou Pedro A.H. Paixão a interagir de forma extensiva com a coleção permanente do Centro, patente no piso 1. Esta exposição tem como mote de base lançar um olhar abrangente sobre a produção do artista, acolhendo obras dos primeiros anos do seu percurso e trabalhos muito recentes, mas abre igualmente o campo a novas abordagens e à exploração de meios que não tinham sido antes tratados de maneira tão aprofundada como agora. Assim, para além de se apresentar um amplo conjunto de trabalhos em vídeo, um meio que Pedro A.H. Paixão nunca, em rigor, deixou de explorar, mas que nos últimos anos perdeu intensidade em favor do trabalho em desenho (aqui também presente em extensão), é o projeto sonoro, especificamente concebido para o espaço da coleção e em estreito diálogo com algumas das peças que a constituem, que surge como a grande novidade e o elemento unificador e perturbador, que sublinha e confere às obras expostas o seu carácter de inquietante e familiar estranheza.

 

No piso inferior, o CIAJG acolhe, ainda, a exposição “Lábios de Flamingo”, realizada em colaboração com o serviço de Educação e Mediação Cultural. “Lábios de Flamingo” é o Museu Imaginário dentro do Museu – como se de todos os museus do mundo para aqui afluíssem todas as obras de arte que imaginámos um dia ver reunidas.

 

Numa época em que a migração das imagens se tornou tão comum, o CIAJG quis criar um observatório, um lugar da imaginação de onde pudéssemos olhar para um conjunto de imagens, que na sua grande maioria nos são familiares, e voltar a pensar sobre elas. Para tal, foi definido um conjunto de temas, mais ou menos transversais, que são o mote para reunir imagens das mais variadas proveniências e épocas, que, em conjunto, nos permitem viajar pela imaginação através do tempo e do espaço – como se entrássemos numa máquina de atravessar o tempo à velocidade da luz. A luz que vem dos retroprojetores, dispositivos que reenviam inelutavelmente para as salas de aula de antanho, onde e quando as aulas de história da arte eram uma espécie de caverna de onde surgiam imagens mágicas – mágicas como se as víssemos pela primeira vez. E as reconhecêssemos.

 

As exposições de Julião Sarmento e Pedro A.H. Paixão ficarão patentes até 07 de outubro. “Lábios de Flamingo” poderá ser visitada até 12 de agosto. Recordamos que o CIAJG se encontra aberto de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita.

 

Guimarães volta a vestir-se de branco na noite mais emblemática do calendário de verão

 

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A 07 de julho, vimaranenses e visitantes obedecem ao dress code e Guimarães transforma-se num enorme palco branco com música para todos os gostos e muita animação

 

 

Na noite de 07 de julho, Guimarães convida vimaranenses e visitantes a vestirem-se de branco, na noite de verão mais aguardada do ano. A cidade não vai parar quando a playlist dos Djs convidados começar a tocar. O Largo João Franco, a Praça de S. Tiago, o Largo de Donães, a Rua de Sto. António e a Plataforma das Artes e da Criatividade convertem-se em pistas de dança a céu aberto e as animações que percorrem as ruas da cidade prometem dar uma inigualável vivacidade a esta noite de pura diversão. Símbolo incontornável da festa, o Trio Elétrico vai arrastar Guimarães e, quando estacionar, ninguém vai querer parar de dançar.

 

A noite é longa e, para que esta seja inesquecível, Guimarães conta com a presença de todos. Basta não faltar à regra e vestir a cidade de branco. No Largo João Franco é Wilson Honrado a fazer as honras e na Praça de S. Tiago é Ana Isabel Arroja a dar música (ambos Djs da Rádio Comercial). Este ano, o Largo de Donães também recebe um dos palcos da Noite Branca com Rob Willow (Cidade FM) a animar a festa. Na Rua de Sto. António, Eduardo Duarte, Tiago TT e André Rocha são os responsáveis pela mesa de som e, na Plataforma das Artes e da Criatividade, é Nelson Miguel (M80) a passar discos para os mais nostálgicos. O Trio Elétrico, símbolo incontornável da festa, fará o percurso entre o Largo da Mumadona e o Largo do Toural, com Nuno Luz (Rádio Comercial) ao volante.

 

À semelhança dos últimos anos, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães, o Museu da Sociedade Martins Sarmento e o Museu de Alberto Sampaio associam-se à Noite Branca, abrindo as suas portas até à meia-noite. Não perca, por isso, a oportunidade de visitar as suas exposições.

 

Guimarães promete vibrar até de madrugada e a diversão é garantida na noite mais emblemática do calendário de verão.