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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Centro Internacional das Artes José de Guimarães inaugura novas exposições a 29 de junho

 

Exposição de projetos inéditos de Julião Sarmento marca

o novo ciclo expositivo do CIAJG

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Novas exposições vão habitar o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), a partir de 29 de junho. O 2º ciclo expositivo deste ano presenteia-nos com uma exposição de projetos inéditos de Julião Sarmento, que cobrem todo o percurso de um dos mais destacados artistas portugueses. Já a coleção permanente do Centro acolhe, no seu contexto, uma mostra de desenhos e trabalhos em vídeo de Pedro A.H. Paixão, apresentados em articulação com um projeto sonoro especificamente concebido para o espaço expositivo. Destaque, ainda, para uma exposição realizada em colaboração com o serviço de Educação e Mediação Cultural, que propõe uma releitura da história da arte e para uma conversa com Ann Hamilton no âmbito da residência que a artista norte-americana fará no CIAJG. A inauguração das novas exposições, com entrada livre, está marcada para o próximo dia 29 de junho, às 21h30.

 

Neste novo ciclo expositivo, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães apresenta uma exposição integralmente dedicada à reunião de projetos inéditos de Julião Sarmento, um dos artistas visuais mais proeminentes da contemporaneidade. Projetos nunca antes vistos, ou nunca produzidos, que cobrem todo o percurso de Julião Sarmento, um dos mais destacados artistas portugueses de cuja obra, no que concerne a alguns períodos e por contingências várias, paradoxalmente não temos registo. É esse exercício de reconstituição que os curadores da exposição, Filipa Oliveira e Nuno Faria, fazem juntamente com o artista.

 

Por sua vez, o piso dedicado à coleção permanente recebe uma exposição antológica de Pedro A.H. Paixão. Os desenhos e os trabalhos em vídeo de Pedro A.H. Paixão estarão expostos em contexto nas salas da coleção permanente do CIAJG, apresentados em articulação com um projeto sonoro especificamente concebido para o espaço expositivo.

 

No piso inferior, o CIAJG acolhe a exposição “Lábios de Flamingo”, realizada em colaboração com o serviço de Educação e Mediação Cultural que propõe uma releitura da história da arte através de um dispositivo de apresentação elementar – imagens retroprojetadas – e que se apresenta como um museu imaginário, um museu de todos os museus, problematizando a questão da reprodução e da migração das imagens.  

 

As exposições de Julião Sarmento e Pedro A.H. Paixão ficarão patentes até 07 de outubro. “Lábios de Flamingo” poderá ser visitada até 12 de agosto.

 

Com as novas exposições já disponíveis ao público, o CIAJG promove, no dia 12 de julho, uma conversa com Ann Hamilton no âmbito da residência que a artista norte-americana fará no Centro para preparar a intervenção que concebeu para a Contextile 2018 - Bienal de Têxtil Contemporânea, que irá decorrer entre 01 de setembro e 20 de outubro, em Guimarães. Ann Hamilton (EUA, 1956) é uma artista visual reconhecida internacionalmente pelo envolvimento sensorial das suas instalações multimédia em grande escala. Reconhecíveis por uma acumulação densa de materiais, os seus ambientes efémeros criam experiências imersivas que respondem poeticamente à presença arquitetónica e à história social dos locais onde intervém. A participação nesta conversa é livre e aberta a todas as idades.

 

Recordamos que o Centro Internacional das Artes José de Guimarães reúne peças oriundas de diferentes épocas, lugares e contextos em articulação com obras de artistas contemporâneos, propondo uma (re)montagem da história da arte, enquanto sucessão de ecos, e um novo desígnio para o museu, enquanto lugar para o espanto e a reflexão. Junta peças das três coleções que José de Guimarães vem reunindo há cerca de cinco décadas – Arte Africana, Arte Pré-Colombiana (México, Peru, Guatemala, e Costa Rica) e Arte Chinesa Antiga –, obras da autoria do artista e de outros artistas contemporâneos e objetos do património popular, religioso e arqueológico, num roteiro espiritual e simbólico que descreve um arco geográfico e temporal que tem origem na sua terra natal – a cidade de Guimarães – e que atravessa civilizações de três continentes com culturas ricas e complexas, para regressar ao lugar de origem, proporcionando uma reflexão sobre a diversidade enquanto forma de construção da identidade. Para além da exposição da coleção permanente e outras obras, o CIAJG tem uma programação regular, plural e transversal, com diferentes ritmos de exibição, articulando uma programação de âmbito internacional com uma permanente auscultação ao lugar e ao território onde se inscreve, recuperando a potência do arcaico para a projetar no contemporâneo. As exposições podem ser visitadas de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é livre.

 

CDMG vira a cidade de pernas para o ar no mês de março

 

No mês que lança a primavera, a Casa da Memória é fértil em experiências e ideias que cruzam o passado e o futuro da cidade berço de Portugal

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Ao longo do mês de março, a Casa da Memória de Guimarães (CDMG) desafia-nos a conhecer melhor o passado da cidade berço da portugalidade, nas suas perspetivas histórica, social, cultural, económica e vivencial, para imaginarmos e debatermos futuros possíveis deste território vimaranense. Já este sábado, dia 03, a historiadora Maria José Queirós Meireles é a anfitriã do Guia de Visita deste mês. A 18 de março, o Domingos em Casa convida as famílias a (des)construir cidades, sendo seguido da última sessão do Ciclo de Conversas “Têxtil: a Memória do Futuro”, no dia 23. A juntar à sua exposição permanente “Território e Comunidade”, é possível visitar, até 04 de março, a exposição “Raimundo Fernandes, Um Colecionador de Guimarães”, programada no âmbito do ciclo de exposições temporárias “Memento (Lembra-te)”.

 

Na Casa da Memória, a celebração da chegada dos dias mais solarengos e convidativos faz-se logo a partir no primeiro sábado de março, dia 03, às 17h00, com um Guia de Visita pela mão de Maria José Queirós Meireles. Historiadora, com vasta experiência e formação no campo das ciências documentais (atualmente exerce funções na área da Gestão de Coleções Museológicas e na Biblioteca e Documentação do Museu de Alberto Sampaio), Maria José Queirós Meireles é também autora, no âmbito do seu mestrado em Arqueologia Urbana pela Universidade do Minho, da obra “O património urbano de Guimarães no contexto da idade contemporânea (Séc. XIX-XX): permanências e alterações”, essencial para a compreensão das transformações da e na cidade no referido período. Esta atividade é destinada a todas as idades e de participação gratuita.

 

No dia 18, às 11h00, o Domingos em Casa convida-nos a construir uma cidade de pernas para o ar! Ou antes, a cidade que é a nossa, da nossa imaginação e da nossa vontade coletiva. Recordamos que no penúltimo domingo de cada mês, a Casa da Memória procura diferentes interpretações para factos históricos, tradições, lendas, pessoas, lugares ou objetos, que encontramos no espaço expositivo para, no aconchego da Casa, promover encontros entre famílias, amigos, gerações, artistas e artesãos. E ideias também. A participação nesta edição do Domingos em Casa, criada e orientada por Rita Faustino, é sujeita a inscrição prévia até ao dia 15 de março através do telefone 253424716, e-mail mediacaocultural@aoficina.pt ou mediante o preenchimento do formulário disponível no site www.casadamemoria.pt.

 

A última sessão do Ciclo de Conversas “Têxtil: a Memória do Futuro”, desta vez apoiada na reflexão “Haverá espaço para o passado nos desafios do futuro para a têxtil?”, acontece a 23 de março na Casa da Memória e transporta-nos numa viagem até ao futuro cuja memória começa hoje e aqui. Nesta viagem, que inicia ao recordar as primeiras fábricas têxteis instaladas em Guimarães no século XIX, abordam-se as invenções mecânicas e a introdução da eletricidade, discute-se o aparecimento da química industrial, a introdução das fibras sintéticas e o contributo da ciência e da tecnologia para o desenvolvimento da indústria têxtil, um setor que se emaranhou na vida de milhares de vimaranenses. A teia de conversas desenroladas até aqui encaminha-nos agora para o desconhecido: que futuro espera esta indústria? Esta atividade, que conta com a intervenção de Gilberto Santos e moderação de Paula Ramos Nogueira, é gratuita e dirigida a maiores de 12 anos. As portas do Repositório da CDMG, local reservado para esta conversa, abrem-se às 21h00.

 

De recordar que a Casa da Memória de Guimarães tem à disposição do público, ao longo do mês, a sua exposição permanente “Território e Comunidade”, onde podemos encontrar histórias, documentos, factos e objetos que permitem conhecer diferentes aspetos da comunidade vimaranense, bem como a exposição temporária “Raimundo Fernandes, Um Colecionador de Guimarães”, que nos desvenda uma mostra fascinante, preservada por um dedicado colecionador vimaranense. Com entrada livre, esta exposição poderá ser (re)visitada até 04 de março.

 

A CDMG encontra-se aberta de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita. A programação pode ser consultada em www.casadamemoria.pt.