Lamego, 02 de novembro de 2025 | Teatro Ribeiro Conceição
Agendada para 2 de novembro, a Gala de Encerramento do Festival Japão. Torna-viagem propõe um programa em torno de várias propostas no domínio da Literatura, Artes Plásticas e Dança.
Com início às 16h00, a primeira convidada a subir ao palco é Inês Camaño Garcia, com o projeto artístico Sombras em Movimento – O inesperado, como se traduzem as peças? Quatro pinturas, encomendadas pelo Museu de Lamego, inspiradas em quem escolheu a sombra como território de criação, com referência ao designer de moda japonês, Yohji Yamoto, que passarão a integrar a coleção do museu.
Com incursões na pintura experimental, Inês Camaño Garcia é designer e investigadora de moda, fundadora e diretora criativa da marca de vestuário infantil möm(e) reconhecida internacionalmente pelo seu compromisso com a sustentabilidade.
Dando continuidade ao espaço dedicado à criação plástica, seguir-se-á a apresentação Japão. Torna-viagem, o Álbum, que reúne os desenhos de esboço realizados pelos alunos de artes visuais, da professora Sara Fernandes, durante as sessões da primeira parte do Festival, ocorrida em maio passado. Os alunos foram convidados a captar momentos através do desenho, registando as expressões, gestos e a atmosfera criada nos diálogos entre oradores e moderadores. Mais do que um simples exercício de observação, esta atividade foi uma experiência de escuta visual: palavras transformadas em traços, emoções em formas e discursos em imagens. A arte encontrou a palavra, nas pessoas, na energia do diálogo, no ritmo da conversa e na emoção da partilha de ideias (Sara Fernandes).
A ligação de Paulo Malekith Rema ao Festival, ocorreu no âmbito do projeto partilhado com Sandra Pereira, OKEDAMAS, de criações artesanais inspiradas no imaginário japonês, dado a conhecer na segunda parte do Festival, em setembro passado. Amante de viagens e homem dos sete ofícios, Paulo Malekith Rema é também escritor, trazendo para o palco do Festival o seu mais recente livro Da minha boca, navios cansados, de poesia haiku, mote para uma conversa com Alexandra Guedes (vaagostudio).
A viagem segue. Com a peça Kokoro & Saudade, a celebrar a união entre o coração japonês e a alma portuguesa, proposta pela AD Art Dance Academy, com coreografia do bailarino e diretor artístico da academia Roberto Sabença. São dele as seguintes palavras: Do Japão a Portugal, o corpo narra histórias de embarques e encontros, de saudade e descoberta. A estética japonesa encontra a emoção portuguesa num diálogo sem palavras, onde cada movimento é memória e cada pausa, transformação.
O mote perfeito para selar o Festival, com cerimónia de entrega de prémios do Prémio Literário Japão. Ir. Organizado com o fito de levar o museu, por meio da sua coleção de cerâmica japonesa, além-muros, fazendo-o viajar através da Literatura, o objetivo cumpriu-se. Com um total de 184 trabalhos a concurso, distribuídos pelas categorias de conto e micronarrativa, é de sublinhar a criatividade literária e inovação das narrativas apresentadas, bem como a abrangência territorial do prémio, que contou com participações da Alemanha, Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e Reino Unido. A cerimónia conta com a participação especial do escritor Tiago Salazar, ligado a vários projetos literários promovidos pelo Museu de Lamego, beneficiário da doação realizada pelo escritor, em 2022, aquando da sua participação no Festival Literário Textemunhos, da sua biblioteca pessoal de livros de viagem.
Montra de projetos inspiradores, com marca portuguesa, que promovam a ligação Portugal-Japão, o encerramento do festival conta ainda com a participação da obra do ceramista Paulo Alves e Chá Camélia.
Sela-se assim um ano de comemoração da relação Portugal-Japão, a de ontem e a dos dias atuais, a arte como um abraço, em parceria com a EXPO Osaka 2025.
PROGRAMA:
16h00 - Abertura
Sombras em Movimento - apresentação da peça criada por Inês Camaño Garcia, no âmbito do Festival.
Japão. Torna-Viagem. O álbum - apresentação do álbum de desenhos inspirados no Festival, pelos alunos de artes visuais da professora Sara Fernandes.
Da minha boca, navios cansados– apresentação do livro de poesia haiku de Paulo Malekith Rema, com Alexandra Guedes.
KOKORO & SAUDADE – performance pela Art Dance Company, com coreografia de Roberto Sabença.
Prémio Literário Japão. Ir e Voltar, nas categorias de micronarrativa e conto.
Entrega de prémios
Participação especial:
Tiago Salazar
Participação:
Projeto Okedamas, de criações artesanais inspiradas no imaginário japonês, por Sandra Pereira e Paulo Malekith Rema
Festival regressa de 31 de julho a 2 de agosto com residências, concertos, exposições e oficinas abertas à comunidade
OZigurFestestá de volta aLamegopara celebrar15 ediçõesmarcadas pelaliberdade artística e reinvenção permanente.De 31 de julho a 2 de agosto, o festival reafirma o seu compromisso com a pluralidade, a inclusão e o território, apresentando um programa multidisciplinar que cruza música, artes visuais, performance e criação comunitária, sem nunca perder o diálogo com o património e a comunidade local.
Criado em 2011, o ZigurFest tem vindo a afirmar-se como um espaço de descoberta, colaboração e resistência cultural, e também de renovação, continuando a cumprir a sua tradição de não repetir artistas de edições passadas na programação. Este ano, o festival volta a apostar em parcerias com artistas e instituições locais, e em propostas que transformam Lamego num laboratório de criação e partilha.
O festival arranca oficialmente a 31 de julho, com aapresentação do programa (14h30) e a inauguração da exposição “Lá Está, o Sol” (15h00), fruto da residência artística de Bá Álvares e Oro Íris com a Associação Portas Prá Vida, com curadoria de Philippe Pires da Luz e apoio do Museu de Lamego. Esta colaboração estende-se ao design da edição: todos os materiais gráficos do festival partem de trabalhos dos utentes da associação. Uma parceria que pode ser levada para casa, através do merch que o festival terá este ano: t-shirts, totes e posters.
O mesmo dia marca a estreia doZigurFest em Cambres, com concertos deEvaya, Amijas e a apresentação do projeto de residência entre a Banda Marcial de Cambres e Jerry the Cat.
À semelhança dos últimos dois anos, voltamos a aliar-nos àFundação de Serralvespara apresentar“De um ponto nasce o mundo”. Esteworkshop de Filipa Valentedialoga com a exposição “ecos, rastos, ritmos” (patente na Casa do Artista de Lamego) que reúne obras de Pedro Tudela e Jorge Pinheiro.O workshop irá decorrer no dia 31 de Julho, pelas 16h30, na Casa do Artista. A participação é gratuita e a inscrição será feita no dia, por ordem de chegada.
Oworkshop de criação musical "Furor Iminente"decorre ao longo dos três dias e está aberto à comunidade que goste de música, quer tenha conhecimentos musicais ou não. A apresentação final acontece noPalco Ponte, a 2 de agosto. As inscrições podem ser feitas através do site oficial do festival:www.zigurfest.com.
No mesmo espírito de abertura, regressa também aZIGUR.FM,uma rádio temporária online, com chamadas abertas a criações sonoras (mixtapes, dj-sets, colagens, etc.) de todo o país. As submissões podem ser feitas atravésdo formulário disponível no site oficial.
Entre os destaques desta edição surge também “Ocupação para o Fim do Mundo”, de Cárin Geada e Cristina Planas Leitão, uma criação encomendada pelo ZigurFest que ocuparádiversos espaços do Teatro Ribeiro Conceição, podendo ser vivida pelo público entre as21h00 e as 23h00 nos dias 1 e 2 de Agosto. Também a programação doPalco Pontepromete dar que falar, com os concertos deVan Der, I’A’V, Paulo Vicente 4tet (com Joana Guerra, Luís Vicente e Jerry the Cat) e Just Fisha acontecerem à beira do rio Balsemão, onde o público é convidado a mergulhar — no corpo e na escuta — numa experiência profundamente sensorial.
Oicónico Palco Olariavolta a afirmar-se como ponto de encontro incontornável na noite de1 de agosto, recebendo os concertos de Ideal Victim, Deambula e Spitbender. Já no dia 2 de agosto, todos os caminhos vão dar à Alameda, onde, sob as copas das árvores e o céu aberto, se celebra o encerramento do festival com os concertos de Rafeiro, bcc e Fidju Kitxora.
Este ano, o ZigurFest reforça a acessibilidade com umserviço de pick-up exclusivo para cegos, componto de encontro no Teatro Ribeiro Conceição. O serviço pode ser requisitado via email: zigurfest@gmail.com.Os concertos de Rafeiro e bcc, no Palco Alameda, terão interpretação em Língua Gestual Portuguesa.
O ZigurFest conta com o apoio daCâmara Municipal de Lamego.
O programa completo, informações úteis e formulários de inscrição podem ser consultados emwww.zigurfest.com.
PROGRAMA COMPLETO
31 de Julho 14h30 — Apresentação do Programa (Centro Cívico) 15h00 — Inauguração e visita guiada à exposição “Lá Está, o Sol” (Centro Cívico) 16h30 — “De um ponto nasce o mundo”, de Filipa Valente e em parceria com a Fundação Serralves (Casa do Artista) — Workshop 17h00 — Início do workshop Furor Iminente (Centro Cívico) — [Inscrição obrigatória] 21h30 — Evaya (Cambres) 22h30 — Jerry the Cat + Banda Marcial de Cambres (Cambres) 23h30 — Amijas (Cambres)
1 de Agosto 15h30 — Conversa Aberta 1 (Centro Cívico) 16h30 — Furor Iminente (Centro Cívico) - Workshop 17h30 — I’A’V (Palco Ponte) 18h30 — Van Der (Palco Ponte) 21h00 — Ocupação para o Fim do Mundo, de Cárin Geada e Cristina Planas Leitão (Teatro Ribeiro Conceição) 23h00 — Ideal Victim (Palco Olaria) 00h00 — Deambula (Palco Olaria) 01h00 — Spitbender (Palco Olaria)
2 de Agosto 15h00 — Conversa Aberta 2 (Centro Cívico) 17h00 — Concerto de apresentação do workshop Furor Iminente (Palco Ponte) 17h30 — Just Fish (Palco Ponte) 18h30 — Paulo Vicente 4tet c/ Joana Guerra, Luís Vicente, Jerry the Cat (Palco Ponte) 21h00 — Ocupação para o Fim do Mundo, de Cárin Geada e Cristina Planas Leitão (Teatro Ribeiro Conceição) 23h00 — Rafeiro (Palco Alameda) 00h00 — bcc (Palco Alameda) 01h00 — Fidju Kitxora (Palco Alameda)
15.º ZigurFest: as datas estão marcadas! Festival acontece nos dias 31 de Julho, 1 e 2 de Agosto em Lamego
Desde 2011, o ZigurFest tem sido um ponto de encontro essencial para a comunidade, a cultura e a expressão artística. Em 2025, a 15.ª edição volta a querer transformar Lamego num epicentro cultural nos dias 31 de Julho, 1 e 2 de Agosto, procurando continuar a ser uma espaço de partilha e criação coletiva, explorando novos caminhos.
Serão três dias intensos de concertos, residências, exposições, conversas e oficinas criativas, espalhados por vários pontos do concelho. A entrada é totalmente gratuita.
Desde o início, o ZigurFest conta com o apoio fundamental do Município de Lamego. As datas estão marcadas e o cartaz será revelado em breve.
O disco "Ao Vivo em Penude de Baixo" é o registo fiel de uma noite especial: gravado a 27 de Julho de 2023 na aldeia de Penude, capta a energia e a magia da actuação de Puçanga (voz e electrónica), acompanhado por João Pereira (bombardino), Leonardo Carvalho (percussão), Amanda Gonçalves (voz) e Lívia Silva (voz).
A gravação ficou a cargo de José Miguel Silva, a mistura e masterização foram assinadas por Ricardo Cabral, com grafismo de Filipe Peixoto e fotografias de Pedro Jafuno. A edição, com selo da Combustão Lenta Records, já está disponível no Bandcamp da editora.
Inclusão, representatividade, igualdade, respeito e solidariedade têm reflexo directo na programação deste ano.
Começámos como tantas outras histórias, com uma ideia alimentada por ingenuidade e paixão em doses iguais. Uma espécie de sonho febril que parecia ser só nosso, mas que com o passar dos anos foi sendo abraçado e partilhado pelas pessoas, ruas e paisagens da região. Hoje, prestes a celebrar a15ª edição, acreditamos que o ZigurFest pertence ao imaginário colectivo da cidade deLamego.
Em 2025 como em 2011, impera neste festival a vontade de transformar Lamego em tantos palcos quantos sejam precisos para que a expressão artística possa ser verdadeiramente livre. Cultura sem espartilhos, seja onde for, custe o que custar.
Nunca escondemos a crença no poder transformador da arte, não fugimos à imaginação e abraçamos todas as visões com a mesma força. É por isso que valores como inclusão, representatividade, igualdade, respeito e solidariedade são matrizes essenciais do nosso pensamento e têm reflexo directo na programação que vai ocupar Lamego de31 de Julho a 2 de Agosto.
Olhos postos então num alinhamento que se desdobra em múltiplas expressões. Começando pelos posters, merchandise e outros elementos gráficos ainda em desenvolvimento, todos eles criados a partir de peças assinadas pelos utentes da Associação Portas Prá Vida, os mesmos que vão estar em residência artística com Bernardo Álvares e a artista plástica Oro Íris. Desta residência - que em 2023 originou a Tribo Improviso e em 2024 nos deu o filme “Os Focados da Vida Leve” - irá sair ainda uma exposição que reúne os melhores trabalhos desenvolvidos neste período.
Ainda no campo da criação artística, apresentamos uma colaboração inédita entre o lendário músico e produtorJerry The Cat- residente em Portugal há quase duas décadas e com percurso feito em linguagens que vão do jazz ao funk, do blues à disco, do rock à electrónica - e a centenáriaBanda Marcial de Cambres. E no que às artes de palco diz respeito, damos carta branca à designer de luz lamecense Cárin Geada e à coreógrafa Cristina Planas Leitão para ocuparem o Teatro Ribeiro Conceição com uma peça onde a performance será também um acto de resistência, reflexão e afeto.
O arranque do festival faz-se em Cambres, freguesia onde nos estreamos com a pop sonhadora deEvaya(na foto - num concerto que será interpretado emLíngua Gestual Portuguesa), o punk a sete vozes dasAmijas(na foto) e a apresentação da residência deJerry The Cat com a Banda Marcial de Cambres.
Regressamos também aoBairro da Pontepara duas tardes de comunhão banhadas pelo rio (não se esqueçam do fato de banho) e pela música deVan Der,I’A’V(o novíssimo trio de Inês Malheiro, Violeta Azevedo e Arianna Casellas),Paulo Vicente 4tet(com Joana Guerra, Luís Vicente e Jerry the Cat) eJust Fish. Agitamos a Rua da Olaria com o hardcore dosIdeal Victim, a fusão dosDeambulae a electrónica deSpitbender. E terminamos na Alameda com o hip-hop aguçado deRafeiro(também interpretado em Língua Gestual Portuguesa), as palavras de ordem daBanda de Call Center (na foto) e o afrofuturismo misterioso deFidju Kitxora (na foto).
Mas há mais: durante os três dias do festival, o colectivo Furor Iminente irá desenvolver um workshop de criação musical inspirado nas ruas e espaços da cidade como locais de encontro, história e identidade. O workshop é destinado a qualquer pessoa que goste de música, não requer conhecimentos musicais prévios e terá inscrições abertas em www.zigurfest.com.
Também aZIGUR.FMregressa à cidade para se afirmar com um espaço laboratorial e intergeracional de cariz efémero. A ZIGUR.FM estará aberta a todos aqueles que queiram conhecer a realidade por detrás do éter durante os dias do festival, mas também aceita submissões de programas vindas de todo o país. Inscrevam-se já emwww.zigurfest.com.
Nas próximas semanas será anunciado o programa deConversas Abertasdo festival, assim como a distribuição de concertos e restantes actividades por dias e locais.
Aentrada para o ZigurFest e acesso a todas as actividades do festivalsão totalmentegratuitas. O festival tem o apoio doMunicípio de Lamego.
Museu de Lamego acolhe em abril a sétima edição do Programa Visitas em Rede, com o tema [Não] Visitem a Sala Colonial
O Museu de Lamego será a próxima paragem do programa “Visitas em Rede”, iniciado em outubro passado, com o objetivo de aproximar os profissionais de museus RPM de Norte a Sul do país.
Agendada para o dia 23 de abril, a visita será dedicada à exposição Não visitem a sala colonial, como pretexto para uma reflexão sobre a missão dos museus na atualidade e principais desafios.
A visita inicia-se pelas 10h00, com uma apresentação das equipas do Museu de Lamego e do projeto de mediação em torno da exposição Não visitem a sala colonial, resultante de uma parceria, envolvendo, além do Museu anfitrião, a curadora, Catarina Simão, o serviço educativo do Museu do Douro e o projeto ping!, da Galeria Municipal do Porto.
O programa prossegue, da parte da manhã, com uma visita ao museu, numa altura em que este vive um momento particularmente desafiante da sua história, relacionado com a reabilitação do edifício e da renovação de todo o programa de exposição das coleções, a obrigar ao esforço de uma programação regular de exposições temporárias, enquanto grande parte das galerias se encontra encerrada ao público, desde 2021, transformada numa grande reserva. Após o périplo pelos espaços de acesso restrito, seguir-se-á a visita à exposição Não visitem a sala colonial, acompanhada pela curadora.
Após o intervalo para o almoço, terá lugar um debate antecipado pelo visionamento da curta-metragem Sala Colonial, o filme, realizado por Catarina Simão, a que se seguirá uma mesa-redonda, moderada pela investigadora e museóloga Inês Fialho Brandão, com a participação de vários convidados – Amélia Polónia, Manuela Cantinho, Nyangala Zolho e Paulo Catrica - ligados à investigação, à expressão artística e ao ensino, para uma reflexão sobre os grandes temas que a exposição equaciona: 1. Os arquivos podem mentir?; 2. Os museus refletem quem somos ou quem não somos?; 3. Lembrar o passado: aprender ou desaprender?; 4. O racismo vem da história?.
Iniciado no passado dia 1 de outubro de 2024, o Programa "Visitas em Rede" nos Museus do Município de Leiria, m|i|mo - museu da imagem em movimento e Museu de Leiria, com a temática “Parcerias estratégicas em museus RPM”, a segunda edição decorreu no Museu das Comunicações, a 3 de dezembro, dedicada às “Boas práticas museológicas”. A terceira edição realizada no Museu Marítimo de Sesimbra, a 29 de janeiro passado, foi orientada para a questão dos “Museus Portugueses, estratégias de internacionalização”. A quarta edição foi organizada pelo Palácio Nacional de Sintra, a 12 de março, e dedicada ao tema “Heterogeneidade de estratégias integradas num Palácio-Museu”. A quinta edição teve lugar no Museu Nacional de Arqueologia, no dia 21 de março, e o tema abordado foi “Programa Museológico como ferramenta de gestão”.
A sexta sessão vai realizar-se no Museu da Comunidade Concelhia da Batalha e no Museu Escolar de Marrazes, dia 15 de abril, com as temáticas “Acessibilidade e inclusão” e “Redes dentro da Rede – A importância das Parcerias”.
PROGRAMA | 23 abril
10h00 | Apresentação de equipas
(Museu de Lamego + projeto Sala Colonial)
11h00 | Pausa para café
11h15 | Visita ao Museu + Visita à exposição Não visitem a sala colonial
12h30 | Almoço livre
14h30 | Visionamento da curta-metragem realizada por Catarina Simão, Sala Colonial, o filme
Debate
15h30 | Pausa para café
15h45 | Mesa-redonda
. Inês Fialho Brandão | Moderação
. Amélia Apolónia | Os arquivos podem mentir?
. Manuela Cantinho | Os museus refletem quem somos ou quem não somos?
. Paulo Catrica | Lembrar o passado: aprender ou desaprender?
. Nyangala Zolho | O racismo vem da história?
Todos os profissionais de Museus RPM estão convidados a participar. A inscrição é gratuita, mas obrigatória, e necessariamente limitada.
As inscrições decorrem até ao dia 20 de abril de 2025.
Após a sessão de pré-abertura da exposiçãoNão visitem a sala colonial, que se traduziu, no passado dia 16 de novembro, no EncontroA sala que não visitamos: escola, memória e arquivo,no Museu de Lamego, no próximo sábado, dia 14 de dezembro, pelas 15h30, inaugura a exposição de Catarina Simão, resultante do projeto artístico e de mediação cultural e educativa Sala Colonial, desenvolvido em colaboração com a Escola Secundária de Latino Coelho, desde 2021.
Realizado em torno de um arquivo colonial escolar constituído por espécies bibliográficas, antigos mapas, espécies naturais, que ainda se conservam na escola, além de uma coleção significativa de arte africana, esta última, em depósito no Museu de Lamego, o projeto expositivo alargou o seu âmbito de ação inicial, Escola-Museu, a outros territórios, por meio da ligação a outros contextos e parcerias, cujo campo de reflexão, questionamento, investigação e ação de mediação se cruzam com a ativação crítica de arquivos da nossa história mais recente, nos dias de hoje.
A exposiçãoNão visitem a sala colonialficará patente no Museu de Lamego até 27 de abril de 2025.
O Porto de João Amaral [1874-1955]. Nos 150 anos do seu nascimento
Exposição temporária
Casa dos Livros. Palacete Burmester. Porto
13 de novembro 2024 – 31 de janeiro de 2025
Com inauguração marcada para a próxima quarta-feira, 13 de novembro, pelas 17h30, na Casa dos Livros - Palacete Burmester, no Porto, a exposição O Porto de João Amaral (1874-1955) assinala os 150 anos do nascimento de uma figura incontornável de finais do século XIX e primeira metade do século XX, em Lamego, de onde era natural.
Após concluir o exame da 4.ª classe, João Amaral, parte para o Porto, em 1887 em debanda da estrela que [o havia de guiar] os passos pela vida fora. (João Amaral). De ajudante de ourives, na rua das Flores, uma das palpitantes na transição do século, João Amaral foi depois caixeiro num estabelecimento de tecidos, ao mesmo tempo que se matrícula na então Academia de Portuense de Belas-Artes, no curso de Desenho Histórico, do mestre João Marques de Oliveira, onde se distingue ao lado de colegas como Aurélia de Sousa, a irmã Sofia e Acácio Lino de Magalhães. Inesperadamente, abandona os estudos para se dedicar a outra paixão: o Teatro, e ao jornalismo humorístico ilustrado, com referência a Rafael Bordalo Pinheiro, de início com o jornalista Alberto Bessa, na Galeria Portugueza e, mais tarde, como diretor artístico do jornal com maior tiragem do Porto, o Charivari (1898), na companhia do primo, Acácio Trigueiro (pseudónimo de Acácio Guedes do Amaral), diretor literário. Após uma breve estada no Brasil, regressa definitivamente a Lamego, c.1900, voltando as costas a uma carreira auspiciosa, para se dedicar ao ensino e à primeira direção e organização do Museu de Lamego, entre 1917 e 1955.
Com curadoria de Alexandra Braga Falcão e Nuno Resende, e a coorganização do Museu de Lamego e a Casa dos Livros – Faculdade de Letras da Universidade do Porto, a exposição parte do primeiro caderno de esquiços que se conhece de João Amaral, o seu Álbum de Serões (1891), para um périplo pela cidade burguesa, militar, intelectual, boémia e artística, pontuada pelas convulsões sociais e políticas, que antecederam a queda da Monarquia. Os desenhos que preenchem as páginas deste primeiro álbum, ingénuos, a maior parte, fazem, no entanto, intuir o talento e o olhar mordaz sobre a sociedade, que atingem o seu expoente na participação no Charivari.
A exposição prossegue com a formação obtida na Academia, num núcleo que põe em diálogo o trabalho de João Amaral com o da condiscípula Aurélia de Sousa, através de trabalhos cedidos pela Câmara Municipal de Matosinhos, para pôr em evidência assimetrias de percurso que, no entanto, revelam um matiz comum, da aprendizagem com o Mestre Marques de Oliveira, representado na exposição através de um trabalho pertencente à Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto.
O núcleo seguinte reúne um conjunto de trabalhos de João Amaral, reproduções e originais provenientes de coleções particulares e do Museu de Lamego, executados quer ainda no Porto, quer já em Lamego, nos domínios do desenho “ao natural” da pintura e da caricatura, este último, onde indubitavelmente se sentia mais confortável e se notabilizou.
A exposição termina com uma evocação dos alunos do curso de Artes Visuais do Colégio de Lamego, ao antigo mestre de desenho e de teatro, João Amaral, que lecionou nessa instituição de ensino, entre 1906 e 1943, a convite do Pe. Alfredo Pinto Teixeira, reconhecendo a importância do ensino artístico na formação dos discentes.
Coorganizada pelo Museu de Lamego e pela Casa dos Livros – FLUP, a exposição conta com o apoio da Freguesia de Lamego – Almacave e Sé e a Seguradora Lusitânia.
No próximo dia 19 de outubro, pelas 15h00, o Museu de Lamego vai reunir três investigadoras numa mesa-redonda, dedicada à investigação, no feminino, sobre o museu e as suas coleções.
A mesa-redonda Boas Raparigas insere-se na programação complementar da exposição temporária “Boas raparigas. Lamego nas décadas de 1930-1950, por Manuel Pinheiro da Rocha”, para a partilha do conhecimento que tem vindo a ser produzido, sobre o Museu de Lamego, a sua história e as suas coleções, no âmbito da investigação académica, levada a efeito mediante parcerias, com a Faculdade de Letras da Universidade do Porto e Universidade de Salamanca.
Inaugurada a 22 de junho de 2024, no contexto das comemorações dos 50 Anos do 25 de Abril, “Boas Raparigas”,a exposição parte de um conjunto de fotografias de Manuel Pinheiro da Rocha (n.1893, Britiande. Lamego), do Centro Português de Fotografia, captadas em Lamego, durante as décadas de 1930-1950, para pôr em relevo uma iconografia visual da Mulher, disseminada durante o Estado Novo. Propondo uma reflexão crítica sobre modelos estereotipados da Mulher, marcadamente masculinos e vinculadora a uma imagem assaz redutora, em simultâneo com a abertura da exposição, o Museu de Lamego apresentou a peça “Memórias de uma Falsificadora”, a partir do livro de memórias de Margarida Tengarrinha, a que se sucedeu por um debate sobre o papel da Mulher na sociedade atual, a que se pretende dar continuidade, na mesa-redonda “Boas Raparigas”.
Com um painel moderado pela museóloga e docente universitária Patrícia Remelgado e, tendo como convidado o historiador e igualmente docente da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Nuno Resende, participam na mesa-redonda três investigadoras, de diferentes proveniências – Brasil, Espanha e Portugal - que, no âmbito de cursos de mestrado ou pós-doutoramento, trabalham diretamente as coleções do Museu de Lamego, com um contributo inestimável para uma melhor e mais abrangente compreensão desta Instituição centenária.
Remetendo-nos para o mosteiro das clarissas de Lamego, o extinto mosteiro das Chagas, Luiza Farias realizou uma tese de mestrado de compilação do conhecimento produzido sobre a capela de São João Evangelista (inv. ML123), a maior e mais opulenta de todas as capelas e altares erigidos nos claustros desse cenóbio feminino. Também para esse mosteiro, nos orienta o objeto de estudo da investigadora Joana Amoroso, que se encontra a trabalhar duas pinturas, das mais icónicas, que integram o conjunto decorativo da capela de São João Batista – “A Virgem com o Menino” e “Santa Maria Madalena” – ambas atribuídas a uma monja artista, natural de Évora, Soror Maria Josefa dos Anjos.
Numa outra vertente de investigação, Elena Muñoz convida-nos a refletir sobre o papel das mulheres que transformaram o Museu de Lamego, através do trabalho que realizou no Arquivo, de levantamento dos bens incorporados, doações e legados, por iniciativa de mulheres, com um contributo decisivo para diversificar as coleções, além da sua natureza religiosa primeva, que esteve no fundamento da criação do Museu.
Organizada pelo Museu de Lamego, com a Junta de Freguesia de Britiande, a mesa-redonda conta com o apoio da ESTGL – Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego.
A entrada é gratuita.
PROGRAMA:
| Elena Muñoz (Espanha)
“Uma lembrança nossa. De mujeres que transformaron el Museo de Lamego (revisitando el Archivo de Donaciones)”
| Joana Rosas Amoroso (Portugal)
“Duas pinturas do Retábulo de São João Baptista atribuídas a Maria dos Anjos: questões de abordagem e orientações para o seu estudo”
| Luiza Freitas Faria (Brasil)
“João, (o amado) evangelista. Análise plástica e iconográfica da capela do santo evangelista para exposição interativa no Museu de Lamego”
| Nuno Resende (Portugal)
Investigador | Docente da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (convidado)
| Patrícia Remelgado (Portugal)
Museóloga | Docente da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (moderação)
De 3 a 16 de julho, a convite do Museu de Lamego, o Colégio de Lamego presta tributo ao artista plástico, antigo professor de Desenho e Teatro e primeiro diretor do Museu de Lamego, João Amaral, com uma exposição de artes visuais. Inspirados nos desenhos, caricaturas e retratos, do mestre, os alunos Ema Mendes, Kelly Pedro, Núria Guedes e Raúl Mateus desenharam, pintaram e fotografaram, e Guilherme Gomes escreveu: “… Saber ver, através de cada face, por detrás de cada olhar, uma alma… O traço é emoção; a cor é sentimento; cada rosto é um ser, particular, porém, colectivamente, dado ao Mundo.”
A inauguração da exposição “Nos 150 anos de João Amaral” está agendada para dia 3 de julho, pelas 17h00, no Museu de Lamego.