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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Fevereiro no Museu Coleção Berardo

Exposições temporárias

WAIT
Até 14 de abril.

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Saudade, China e Portugal – Arte Contemporânea
Até 10 de fevereiro.

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Quel Amour!?
Até 17 de fevereiro.

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Purple
de John Akomfrah.
Até 10 de março.

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Exposição permanente

Coleção Berardo (1900-1960)

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Programação de encerramento da exposição Quel Amour!?

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Conversa / mesa redonda: Falem-nos de Amor
Oradores: Éric Corne, José Gameiro, Marta Crawford, Rita Lougares. Moderador: Fabrícia Valente.
16 de fevereiro, sábado | 16h00 | Entrada gratuita.

 

Visitas à exposição Quel Amour!?

Visita geral à exposição Quel Amour!?
3, 10 e 17 de fevereiro, domingos | 16h00 | Sem marcação prévia | Participação gratuita, mediante aquisição de bilhete de entrada no Museu.

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Fogo que arde sem se ver
Visita temática à exposição Quel Amour!? | 9 de fevereiro, sábado | 16h00 | Sem inscrição prévia | Entrada e participação gratuitas.

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All you need is Love / Tudo o que é preciso é Amor
Visita temática à exposição Quel Amour!? | 16 de fevereiro, sábado | 15h00 | Sem inscrição prévia | Entrada e participação gratuitas.

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Visita à exposição WAIT

A Máquina do Tempo
Visita temática em torno da exposição WAIT | 23 de fevereiro, sábado | 16h00 | Sem marcação prévia | Entrada e participação gratuitas.

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Púrpura imagem para o futuro
Visita temática à exposição Purple, de John Akomfrah | 23 de fevereiro, sábado | 16h00 | Sem inscrição prévia | Entrada e participação gratuitas.

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Outras atividades em fevereiro

Todas as cartas de amor são ridículas

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Atividade contínua em torno da exposição Quel Amour!? | 2, 9 e 16 de fevereiro, sábados | 15h00-18h00 | Sem inscrição prévia | Entrada e participação gratuitas.

 

O futuro é um filme incerto

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Atividade contínua em torno da exposição temporária Purple de John Akomfrah.
23 de fevereiro, sábado (entrada e participação gratuitas), e domingos (participação gratuita, mediante aquisição de bilhete de entrada no Museu) | 15h00-18h00 | Sem marcação prévia.

 

Tratado do Tempo: ciclo de conversas temáticas em torno da exposição Purple


1.ª sessão: Alegoria.
24 de fevereiro, domingo | 16h00 | Sem marcação prévia | Participação gratuita, mediante aquisição de bilhete de entrada no Museu.

 

CCB | Moving Constructions > Workshop > dia 20 de fevereiro das 17:00 às 20:00 , na Garagem Sul, Exposições de Arquitetura do CCB

Moving Constructions 
Workshop

20 FEV 17H às 20H GARAGEM SUL 

Por ocasião da exposição Construções em Movimento: Filmes do Arquivo de Arquitetura do gta / ETH Zurique, patente na Garagem Sul do Centro Cultural de Belém de 19 de fevereiro a 26 de maio.

Uma sessão de trabalho e debate em torno do estatuto do filme e dos modos de produção da história nos arquivos de arquitetura. Com a participação de Tiago Baptista, Véronique Boone, Francisco Ferreira, Mélanie van der Hoorn, Andreas Kalpakci, Jacqueline Maurer, Joaquim Moreno, Daniela Ortiz dos Santos, François Penz, André Tavares e Filine Wagner.

Entrada livre com inscrição até 15 de fevereiro para garagemsul@ccb.pt.

 

O workshop será conduzido em inglês.

 

Organização: Garagem Sul + Lab2PT, Laboratório de Paisagens, Património e Território
Comissário: André Tavares
Curadores: Andreas Kalpakci, Jacqueline Maurer, Daniela Ortiz dos Santos
Colaboração: gta Institute at ETH Zurich
Apoio: Swiss Arts Council Pro Helvetia

Futuro Doméstico Primitivo | O mundo de Sou Fujimoto em exposição no Museu do Oriente

“Futuro Doméstico Primitivo”

 

O mundo de Sou Fujimoto em exposição no Museu do Oriente

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Uma arquitectura inspirada na ideia de floresta, que se mostra através de um percurso sinuoso com núcleos que replicam o jogo de escalas e volumetrias característico da obra de Sou Fujimoto, é a premissa da exposição “Futuro Doméstico Primitivo” que o Museu do Oriente inaugura no dia 21 de Fevereiro, às 18h30.

 

Comissariada por João Almeida e Silva, arquitecto e investigador que contactou de perto com a obra de Fujimoto, em cujo ateliê estagiou ao abrigo de uma bolsa da Fundação Oriente em 2013, esta exposição procura reconduzir o público às origens do espaço construído, partindo de uma selecção de 14 casas projectadas e construídas em território nipónico, apresentadas através de plantas de grandes dimensões, maquetas, vídeos e fotografias.

 

“Futuro Doméstico Primitivo” incide sobre a concepção do habitar explorada por aquele que é um dos mais influentes arquitectos japoneses da sua geração, com especial enfoque no modo flexível como este actua através das diversas escalas, afirmando a pluralidade da actividade humana e a diversidade espacial daí decorrente, dando a conhecer a esfera do privado japonês.

 

Edifícios de assinalável rigor geométrico, espacial e construtivo diluem a percepção da escala dos objectos, dos seus limites e respectivos usos, procurando conformar, assim, uma arquitectura ligada à história primordial da humanidade, definindo um futuro primitivo.

 

Ao investigar a relação mais íntima do indivíduo com o espaço que habita, e consequentes relações deste com o contexto, as construções daqui resultantes potenciam novas noções de natureza e outras formas de ambiente construído (a casa como cidade e a cidade como casa), tornando o habitante em elemento orgânico desta concepção do ambiente doméstico.

 

Explorando gradações onde, no Ocidente, se encontram tradicionalmente oposições (transparência/opacidade, interior/exterior, luz/sombra), este enquadramento conceptual é particularmente operativo nos projectos de âmbito residencial, onde a casa se assume simultaneamente elemento singular (árvore-casa) e parte interactiva de um todo plural (floresta-cidade), onde materiais, mobiliários e fachada se encontram organicamente ligados.

 

Sou Fujimoto (Hokkaido, 1971) é licenciado em Arquitectura pela Universidade de Tóquio. Fundou o seu ateliê - Sou Fujimoto Architects – em 2000, onde desenvolve um trabalho de cunho pessoal, paradigmático no contexto da história da Arquitectura e que rompe com princípios e métodos habituais da disciplina. Inspirada pela cultura tradicional japonesa, e pela cidade de Tóquio, a sua prática projectual está fortemente marcada pelas ideias de cidade-floresta e edifícios-árvore. Defende o retorno à origem do espaço construído, a uma arquitectura que nos reconduza ao primitivo, à gruta, à inversão criativa (creative miscronstruction), como ponto de partida para chegar ao futuro, a uma prática constructiva morfologicamente complexa e variada, à semelhança de uma floresta e das suas árvores que, apesar de entidades singulares e distintas, se organizam numa rede de co-relações e interdependências. Uma arquitectura que espelhe a árvore e a floresta, promove simultaneamente a autonomia de cada elemento e a integração da complexidade social na cidade. Entre os seus projectos mais icónicos encontram-se o Serpentine Gallery Pavillion (Londres), L’Arbre Blanc (Montpellier) e House NA (Tóquio).

 

A exposição está patente até 26 de Maio.

 

Exposição “Futuro Doméstico Primitivo” - Sou Fujimoto

Inauguração | 21 Fevereiro | 18.30

Até 26 Maio

Horário: terça-feira a domingo, 10.00-18.00

(à sexta-feira o horário prolonga-se até às 22.00, com entrada gratuita a partir das 18.00)

Preço: 6 €

"Três Embaixadas Europeias à China" em conferência no Museu do Oriente

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Pacheco de Sampaio na China dos Qing

 

O Museu do Oriente organiza um ciclo de conferências em torno da exposição “Três Embaixadas Europeias à China”, com a primeira a realizar-se a 25 de Janeiro, às 18h00, com entrada gratuita, sobre o percurso de Pacheco de Sampaio na China dos Qing.

 

Numa sessão intitulada “Num mundo diferente: Pacheco de Sampaio na China dos Qing (1752-1753)”, o historiador António Vilhena de Carvalho regressa aos tempos de uma Europa ainda à procura da Ásia, em novos moldes e com novos protagonistas. Um mundo em que já participam activamente a América e África, graças a novos caminhos marítimos, mais largos e mais rápidos. Um mundo no qual se começam a descortinar já as grandes mudanças que a Revolução Científica e a Revolução Industrial iriam trazer à escala global, às quais a China da dinastia Qing não foi impermeável, como muitos ainda julgam. Este mundo que levou a embaixada de Francisco Pacheco de Sampaio ao Imperador Qianlong, da dinastia Qing, em 1752, numa altura delicada para os interesses portugueses em Macau e na China.

 

António Vilhena de Carvalho é doutorando pela Universidade Católica Portuguesa (PiudHist, Programa Interuniversitário de Doutoramento em História) e possui um mestrado em Estudos Asiáticos e uma licenciatura em Direito pela mesma universidade. Os seus trabalhos de investigação actuais centram-se sobre a China das primeiras décadas do século XX e sobre a imagem que ela projecta, à época, em países como Portugal e o Reino Unido.

 

As próximas sessões são dedicadas aos temas “O primeiro embaixador europeu à China Ming: Tomé Pires (1517-1577)”, por Jorge dos Santos Alves (22 Fevereiro) e “A Europa e a Pax Mongólia. A embaixada de Frei Lourenço de Portugal (1245)”, com Ana Cristina Costa Gomes (29 Março).

 

Ciclo de Conferências “Três Embaixadas Europeias à China”

25 Janeiro, 22 Fevereiro, 29 Março

18.00

Entrada gratuita

 

25 Janeiro

“Num mundo diferente: Pacheco de Sampaio na China dos Qing (1752-1753)”

António Vilhena de Carvalho

 

22 Fevereiro

“O Primeiro embaixador europeu à China Ming: Tomé Pires (1517-1577)”

Jorge dos Santos Alves

 

29 Março

“A Europa e a Pax Mongólica. A embaixada de Frei Lourenço de Portugal (1245)”

Ana Cristina Costa Gomes

 

MAAT inaugura as três primeiras exposições de 2019

Exposição retrospetiva de Carlos Bunga no MAAT: The Architecture of Life

 

Carlos Bunga. The Architeture of Life. Environments, Sculptures, Paintings and Films, com curadoria de Iwona Blazwick, é a primeira exposição retrospetiva da obra de Carlos Bunga, em Portugal. Reunindo obras dos últimos 15 anos, a exposição documenta as construções de grande escala que o artista cria e destrói como performance, e é animada por vídeos das suas interações com o mundo material. O artista apresenta também três instalações, readaptadas especialmente para o espaço do MAAT, que envolvem o espectador numa complexa experiência espacial.  ‘O meu projeto é uma espécie de arquitetura; não é um espaço real, mas uma ideia mental.’ As estruturas escultóricas e pictóricas de Bunga sugerem a arquitetura como corpo e espaço mental.

 

Hello, Robot! do Vitra Design Museum para o MAAT.

 

Hello, Robot. Design Between Human and Machine examina a atual explosão no mundo da robótica. Inclui mais de 200 peças das áreas de design e arte, e contém robôs utilizados no nosso quotidiano, na medicina e na indústria, bem como em jogos de computador, instalações de media, e exemplos cinematográficos e literários. As máquinas inteligentes são muito mais comuns do que a maioria das pessoas pensa. Os nossos carros, máquinas de lavar, caixas multibanco, e muitos outros equipamentos incluem pelo menos algumas partes robóticas. E no futuro – isso é garantido – o ambiente que nos rodeia será cada vez mais inteligente, autónomo e autodidata.

 

Novas obras de Ana Santos na exposição Anátema, com curadoria de Ana Anacleto.

 

Anátema, exposição reúne um conjunto de obras resultantes da mais recente produção da artista Ana Santos. Vencedora do Prémio Novos Artistas em 2013, a sua prática enquadra-se no campo expandido da escultura — ou, mais concretamente, da produção de objetos — e assenta na procura de um muito particular estado de atenção. Promovendo o recurso à sensibilidade e à intuição como instâncias que permitem sublinhar a unicidade do ato criativo, as suas peças resultam de um processo de reflexão sobre as características formais, funcionais, morfológicas ou cromáticas de determinados materiais ou objetos encontrados e das relações que entre eles possa querer testar ou estabelecer.

 

 

Multidisciplinaridade ● Fevereiro na Rua das Gaivotas 6

TEATRO
NINA, NINA
ColectivoRetorno

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7-9 fevereiro | quinta-sábado | 21h30
10 fevereiro | domingo | 19h30
7,50€ | 5€ [desconto] | 60min



"Nina, Nina" resulta num pequeno retrato ficcional de Nina, personagem fulcral na obra “A Gaivota” de Anton Tchékhov, que tenta dialogar com o nosso tempo. Por outro lado, há uma Nina ficcional do nosso tempo que tenta dialogar com o tempo da Nina da obra. 
 
 
ARTES VISUAIS
RED SEES
Exposição de Francisca Sousa

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inauguração 7 fevereiro | quinta | 18h
8-10 fevereiro | sexta-domingo | 14h-20h
entrada gratuita


"Red Sees" é um ensaio sobre o Vermelho, um projeto que fala sobre o domínio dos corpos e sobre demonstrações de poder, invertendo os papéis que ainda nos são incutidos em sociedade. Este projeto expositivo reúne trabalhos que vão da pintura, à ilustração e à produção de objetos que nos falam sobre violências escondidas, problemas de género e que defendem um debate aberto sobre a importância do sexo.​​​​​​​
 
 
WORKSHOP
A (IN)VISIVILIDADE
DA POPULAÇÃO LGBTI
Acesso Cultura

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18 fevereiro | segunda | 9h30-17h
30€ | 25€ [estudantes / desempregados]
20€ [associados Acesso Cultura]


Esta acção de sensibilização vem no seguimento da nossa conferência “E este património? A presença LGBTQI+ no Ano Europeu do Património Cultural” (2018). Procuraremos conhecer melhor as especificidades da discriminação contra pessoas lésbicas, gay, bissexuais, trans e intersexo e a forma como a discriminação, muitas vezes de forma subtil, afecta a visibilidade das experiências e realidade da população LGBTI. 
 
 
TEATRO
TRISTANA:
O NOME QUE NUNCA TIVE
Bárbara Bruno

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20-24 fevereiro | quarta-domingo | 21h30
7,50€ | 5€ [desconto]  | 50min | M/12



​​​Este espectáculo surge num ambiente de discoteca dos anos 80, a partir do universo literário e biográfico de Susan Sontang e Patty Smith. Poderia dizer que estes dois universos se cruzam com os meus próprios dados biográficos, eu que sou Tristana, o nome que a minha mãe me teria dado, não fosse ter escolhido aquele que hoje me designa.
 
 
DANÇA 
SLOWSTEPPER
Hygin Delimat

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28 fevereiro - 2 março | quinta-sábado | 21h30
10€ | 50min


No Limite Da Sobrevivência. Na necessidade essencial de Sobrevivência, não somos diferentes de outras espécies. No entanto, o que é que somente nós humanos precisamos para sobreviver? A Sobrevivência é visível em dualidades físicas: fraca-forte, virtuosa-vulnerável … Por um lado, há corpo na borda, corpo em crise, corpo de um sobrevivente de acidente de avião, corpo drenado de água e energia. 
 
 
LANÇAMENTO DE JORNAL
COREIA
com uma leitura-demonstração
de Ana Rita Teodoro

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24 fevereiro | domingo | 18h
entrada livre


"Coreia" é um novo projecto editorial de carácter artístico, crítico e discursivo, a propósito das artes em geral, firmado numa relação umbilical com a dança. Independente, experimental e internacionalista, o jornal, de tiragem semestral e distribuição gratuita, está focado no discurso produzido pelas obras e pelos artistas, e preocupado em divulgar formatos vários como partituras, manifestos, entrevistas, crónicas, ensaios, críticas e reflexões em língua portuguesa. 
 
 

Conversas <Mataram o Presidente

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“Sidónio Pais 1918-2018. Mataram o Presidente. Salvem a Pátria!.

Local: Auditório do Palácio Nacional de Belém
Data: 23 de março de 2019
Horário: 14h30 - 18h30
Entrada gratuita mediante inscrição prévia (museu@presidencia.pt) e limitada à lotação do auditório
Contactos: 21 361 46 60 | sítio web | facebook

Em dezembro de 1918, o Presidente da República portuguesa foi assassinado. A morte de Sidónio Pais foi um dos momentos trágicos que marcaram o século XX português e que acabaria por conduzir ao desfecho da Primeira República.

A propósito desta efeméride, e da exposição temporária, trazemos à conversa, no Palácio de Belém, o regime de Sidónio Pais e o atentado que o vitimou. Reunimos especialistas que estudaram o sidonismo, bem como aspetos menos conhecidos da investigação sobre o assassinato do Presidente.

DocLisboa no Museu do Oriente | Entrada livre

Aos domingos de Fevereiro com entrada livre

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O Museu do Oriente associa-se ao DocLisboa e apresenta, todos os domingos de Fevereiro - dias 3, 10, 17 e 24 -, às 17h00, cinco filmes directamente relacionados com as grandes transformações geopolíticas da modernidade. A entrada é livre e todas as sessões serão apresentadas por programadores do Doclisboa, seguindo-se uma conversa com o público.

 

Em estreia nacional, “City of Jade” (Midi Z, Taiwan / Birmânia, 2016, 99’), no dia 3 de Fevereiro, centra-se na história pessoal do realizador Midi Z. Quando tinha apenas cinco anos, o seu irmão mais velho, então com 16, abandonou a família. Surgiram rumores de que haveria encontrado tesouros na mítica “Cidade do Jade”. Só o voltou a ver anos depois, afinal um homem pobre e viciado em ópio. Anos passaram, o realizador sai da escola de cinema em Taiwan, e o irmão é libertado da prisão de Mandalay. Fraco, mas ainda agarrado à esperança de encontrar uma grande pedra de jade e ficar rico do dia para a noite, decide voltar para as minas, como inúmeros outros no estado de Kachin, na fronteira da Birmânia com a China, um lugar devastado pela guerra. Midi Z seguiu-o. Este é um lugar onde heróis, aventureiros e almas desesperadas vivem, escavam, e buscam o jade, perseguidos pelos militares, doentes de malária, com o ópio como consolo na sua furiosa busca do grande tesouro.

 

“The Great North Korean Picture Show” (James Leong e Lynn Lee, Singapura (filmado na Coreia do Norte), 2012, 93’) é apresentado no dia 10 e retrata o poder da indústria cinematográfica norte-coreana, uma ferramenta crucial na maquinaria de propaganda do regime. Pela primeira vez, realizadores estrangeiros puderam entrar na única escola de cinema do país - uma instituição de elite, onde jovens talentos são treinados para criar obras, não apenas para entreter, mas para ajudar a moldar a psique de uma nação inteira, construindo assim, pelo cinema, a auto-representação de um país e de um povo.

 

A 17 de Fevereiro, o Museu do Oriente apresenta uma dupla sessão com “Ismyrna” e “Dis-Moi”. “Ismyrna” (Joana Hadjithomas e Khalil Joreige, Líbano / França / EAU, 2016, 50’) é sobre a história de Joana Hadjithomas e da poetisa Etel Adnan, que se conheceram há 15 anos. Rapidamente se tornaram próximas, pela partilha de uma cidade onde nunca estiveram: Esmirna, na Turquia. As suas histórias pessoais, as imagens que possuem e as remetem para esse lugar de um passado seu, mas onde nunca estiveram, dão-nos o pano de fundo para as mudanças na região após a queda do Império Otomano.

 

“Dis-Moi” (Chantal Akerman, França, 1982, 45’) é um documentário realizado no quadro de uma série de televisão sobre avós. A realizadora visita três mulheres idosas de ascendência judia e pede-lhes que lhe falem das suas avós. Sentadas nas suas salas de estar, filmadas em planos fixos, um mundo inteiro desaparecido em campos de concentração regressa à vida nas suas palavras.

 

No último domingo do mês, “Once I Entered a Garden” (Avi Mograbi, França / Israel, Suíça, 2012, 97’) fantasia um Velho Médio Oriente, em que as comunidades não se dividiam étnica ou religiosamente, em que nem as fronteiras metafóricas tinham lugar. Na aventura conjunta de Ali e Avi, na viagem que empreendem às próprias histórias partilhadas, o Médio Oriente de outrora - aquele em que podiam coexistir sem esforço - ressurge facilmente.

 

Da emigração para novos ‘El Dorado’, à construção de um país simbólico através de uma indústria de cinema, das cidades de pertença onde nunca se foi, às memórias de lugares que já não podem ser encontrados, esta programação centra-se em filmes que nascem de um duplo movimento: a transmissão de histórias, mitos e desejos, associada à territorialidade e à imaginação, através do cinema.

DocLisboa no Museu do Oriente

3, 10, 17 e 24 Fevereiro

Auditório do Museu do Oriente

17.00

Gratuito

 

Programa:

 

3 Fevereiro

CITY OF JADE

Midi Z, Taiwan / Birmânia, 2016, 99’

Estreia em Portugal

 

10 Fevereiro

THE GREAT NORTH KOREAN PICTURE SHOW

James Leong e Lynn Lee, Singapura (filmado na Coreia do Norte), 2012, 93’

 

17 Fevereiro

ISMYRNA
Joana Hadjithomas e Khalil Joreige, Líbano / França / EAU, 2016, 50’

 

17 Fevereiro

DIS-MOI
Chantal Akerman, França, 1982, 45’

 

24 Fevereiro

ONCE I ENTERED A GARDEN

Avi Mograbi, França / Israel, Suíça, 2012, 97’