Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

5.º Concurso Literário: inspire-se nos valores de Abril e apresente o seu conto!

Concurso Literário.jpg

Em 2024, o Concurso Literário integra o “Abril para Já!”, programa comemorativo dos 50 Anos do 25 de Abril, e tem como tema “De que cor é a Liberdade?”. Inspire-se e apresente o seu conto, de 1 de abril a 30 de junho.

Podem participar nesta 5.ª edição todas/os as/os cidadãs/ãos nacionais e estrangeiras/os residentes em território português, nos escalões etários dos 6 aos 11, 12 aos 17 e mais de 18 anos. Os textos devem ser apresentados em língua portuguesa, ser individuais e inéditos e enviados até às 17h00 do dia 30 de junho, para o e-mail bibliotecas@cm-palmela.pt.

            Na avaliação dos contos, o júri, constituído por cinco personalidades ligadas à cultura local, terá como critérios o cumprimento das características técnicas, originalidade do conteúdo, adequação ao tema proposto, qualidade literária e correção linguística.

Os resultados vão ser divulgados no dia 2 de setembro, no site da Câmara Municipal de Pamela (www.cm-palmela.pt). Serão atribuídos cheques-prenda às/aos três primeiras/os classificadas/os de cada escalão, no valor de 200€, 100€ e 50€, respetivamente. Os três melhores textos de cada escalão vão também ser publicados no site do Município e em publicação a editar. Todas/os as/os participantes vão receber diplomas de participação. Os prémios serão entregues em data a anunciar.

O Concurso Literário é organizado pelo Município e enquadra-se nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4 - Educação de Qualidade, 10 - Reduzir as Desigualdades e 16 - Paz, Justiça e Instituições Eficazes.

Consulte os critérios de participação em www.cm-palmela.pt. Mais informações: 212 336 632 ou bibliotecas@cm-palmela.pt. 

 

Município promove Concurso Local de Leitura - 28 fev. e 6 de mar.

Concurso Local Leitura.jpg

 

O Município de Palmela promove o Concurso Local de Leitura, com sessões nos dias 28 de fevereiro e 6 de março, entre as 10h00 e as 13h00, no Auditório Municipal de Pinhal Novo - Rui Guerreiro e na Escola Básica 2/3 e Secundária José Saramago (Poceirão).

Esta iniciativa surge na sequência do Concurso Nacional de Leitura (CNL), que este ano letivo, por razões de estruturação, foi interrompido. Recorde-se que o Município participa desde 2019 no CNL com bons níveis de adesão e resultados alcançados.

No dia 28 de fevereiro, a sessão será dedicada às/aos alunas/os dos 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico enquanto que o dia 6 de março será destinado às leituras das/os alunas/os do 3.º Ciclo e Ensino Secundário.

As leituras têm por base a obra “Livro Livre”, dos autores Francisco Bairrão Ruivo, Joana Paz e Danuta Wojciechowska. O livro constitui uma forma de comemorar o 25 de Abril, dando a conhecer a crianças e jovens este marco da História de Portugal e o seu legado. Celebra os direitos e as liberdades fundamentais consagrados na Constituição de 1976 como a sua principal herança e sublinha a importância e responsabilidade de viver em democracia.

O Concurso Local de Leitura - que contará com animação realizada pelos autores do “Livro Livre” - enquadra-se nas Comemorações dos 50 anos do 25 Abril. As/os alunas/as participantes recebem um certificado de participação e as/os vencedoras/es (três primeiros apurados para cada ciclo de ensino) um cheque brinde.

A leitura, bem como a expressividade oral das/os participantes será avaliada por um júri constituído por uma/um representante da Rede de Bibliotecas Públicas do Município de Palmela, pela coordenadora interconcelhia da Rede de Bibliotecas Escolares e por um dos convidados do momento de animação.

ESCRITORES EVOCAM MÁRIO CESARINY 

 

 

Amanhã, dia 21 de Fevereiro, pelas 18 horas, na Biblioteca Palácio Galveias (Campo Pequeno, em Lisboa), a Associação Portuguesa de Escritores promove uma homenagem a Mário Cesariny, no âmbito da celebração do centenário do seu nascimento.

São oradores João Pinharanda, José Manuel dos Santos e José Manuel Mendes. 

Esta iniciativa, integrada no ciclo Traga Um Livro e Dê Voz aos Autores, propõe uma leitura em voz alta de fragmentos da obra poética de Cesariny por todos os presentes que queiram participar. 

Entrada livre.

𝙀𝙉𝘾𝙊𝙉𝙏𝙍𝙊 𝙀𝙈 𝙋𝘼𝙑𝙄𝘼 𝘾𝙊𝙈 𝗢 𝗘𝗦𝗖𝗥𝗜𝗧𝗢𝗥 𝗝𝗢𝗦𝗘́ 𝗟𝗨𝗜́𝗦 𝗣𝗘𝗜𝗫𝗢𝗧𝗢

LANÇADA A 9ª EDIÇÃO GRANDE PRÉMIO DE CRÓNICA E DISPERSOS LITERÁRIOS APE/C.M. DE LOULÉ

Grande Prémio.jpg

Pela 9ª vez, o Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários, iniciativa conjunta da Associação Portuguesa de Escritores e Câmara Municipal de Loulé, abre as candidaturas aos autores e respetivas publicações que se tenham destacado neste estilo literário.

O Prémio destina-se a galardoar anualmente uma obra em Português, de autor português, publicada em livro e em primeira edição, no ano anterior ao da sua entrega (neste caso referente a 2023), nos domínios da crónica e dos dispersos literários reunidos em volume.

A partir desta quarta-feira, 24 de janeiro, os candidatos deverão enviar cinco exemplares da obra à APE (Rua de S. Domingos à Lapa, 17 – 1200-832 Lisboa), destinados aos membros do júri e à Biblioteca Municipal Sophia de Mello Breyner Andresen, em Loulé, devendo ser entregues até 21 de fevereiro.

Para premiar o vencedor será atribuído um valor pecuniário de 15 mil euros.

A direção da APE designará os três elementos que constituirão o júri. No prazo de trinta dias será deliberada a decisão final do júri.

A entrega do Grande Prémio ao autor galardoado ocorrerá numa cerimónia pública em Loulé, integrada nas comemorações do Dia do Município (9 de maio).

Recorde-se que esta iniciativa alcançou já um lugar de destaque nas Letras portuguesas, sobretudo pelos prestigiados autores que receberam o Prémio ao longo dos anos, como José Tolentino de Mendonça, Lídia Jorge ou Miguel Esteves Cardoso.

Já são conhecidos os vencedores da 3ª Edição do Concurso Literário de Prosa e Poesia do CCI

Já são conhecidos os vencedores da 3ª Edição do Concurso Literário de Prosa e Poesia do CCI

 

image002 (6).jpg

Numa cerimónia repleta de emoção, a Biblioteca do Centro Comunitário de Inserção (CCI), pertencente à Cáritas Diocesana de Coimbra, realizou a entrega de prémios da 3ª edição do seu Concurso Literário de Prosa e Poesia. O evento, que teve lugar no dia 25 de novembro, contou com a presença entusiasmada de vários participantes do concurso, das suas famílias e ilustres convidados, incluindo dois membros do júri.

 

O júri desempenhou um papel crucial ao analisar os 58 trabalhos recebidos, divididos entre 32 de poesia e 26 de prosa. Os dois membros presentes, Professor Doutor João da Costa Domingues (FLUC - Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra) e Dra. Assunção Ataíde (Presidente da APBC - Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra) anunciaram os vencedores e entregaram os prémios das modalidades de poesia e prosa, respetivamente. Os restantes membros do júri, a Professora Doutora Cristina Robalo Cordeiro e a vereadora Dr.ª Ana Cortez Vaz não puderam comparecer na cerimónia por motivos de agenda profissional.

 

Na categoria de prosa, o grande vencedor do 1º prémio foi Tiago Passão Salgueiro, que encantou o júri com "As peripécias de um mascate por terras de Guadiana" sob o pseudónimo João Cristino de Gusmão. Olinda Pina Gil conquistou o 2º prémio com a envolvente narrativa "A fotografia" (Pseudónimo: Rosa de Outono), enquanto Fridolim Kamolakamwe Correia recebeu uma Menção Honrosa pelo notável trabalho intitulado "Em meu peito cumprimentam-se aranhas" (Pseudónimo: Giacoppo Di Stephano).

 

Na modalidade de poesia, Maria Antónia Gomes conquistou o 1º prémio com a poesia tocante "Lembranças esfarrapadas" (Pseudónimo: Mary), enquanto Benilde Gaião foi premiada com o 2º prémio por sua poesia reflexiva "Autorretrato" (Pseudónimo: Aurora B.).

 

Nesta 3ª edição, os premiados foram agraciados com cabazes repletos de produtos locais provenientes do comércio da Baixa de Coimbra, fortalecendo os laços entre a comunidade e o comércio local. A Cáritas Diocesana de Coimbra expressa sua sincera gratidão aos estabelecimentos comerciais locais que generosamente apoiaram o evento, tornando possível a realização desta edição tão especial do concurso literário: A Camponeza; A de amor; Café da Sofia; Casa Santa Isabel; Cerâmica Antiga de Coimbra; Chocolataria Equador; Coisas da Lena; Cosmética da Sofia; Da Serra à Cidade; Ergovisão; Farmácia; Rodrigues e Silva; Farmácia Universal; Garrafeira Baga; Herança do Passado; Loja da Carmen; Love Craft; Mac Molduras; Mercado Território Brasil; Sabores do Douro; Trouxa-Moucha.

 

A comunidade aguarda ansiosamente pela próxima edição, na certeza de que continuará a revelar talentos e a fortalecer vínculos entre a Baixa de Coimbra, o Centro Comunitário de Inserção e a sociedade.

“Misericórdia” de Lídia Jorge vence Prémio Literário Fernando Namora instituído pela Estoril Sol

Por unanimidade do Júri

Lidia Jorge.jpg

Com o romance “Misericórdia”, Lídia Jorge foi a vencedora, por unanimidade do júri, do Prémio Literário Fernando Namora, relativo ao ano de 2023, instituído pela Estoril Sol, com o valor pecuniário de 15 mil euros.

 

Na deliberação do Júri, presidido por Guilherme D ´Oliveira Martins, e após debate sobre os méritos das obras apresentadas a concurso, assinala-se que a obra “Misericórdia”, de Lídia Jorge, “é um romance, numa escrita marcada por singular criatividade, transfigura ficcionalmente a matéria do real que o suscita e, na construção da personagem nuclear como de outras, nos múltiplos momentos da efabulação, nos planos em torno dos seus universos sociais, emocionais, afectivos, e nas notações de um processo de perda sem excessos descritivos, exprime uma voz com atributos incomuns de generosidade e humanismo. Trata-se, com efeito, de uma obra maior na bibliografia da Escritora”.

 

O Júri anota, ainda, a manifesta qualidade literária de vários dos livros a concurso, entre os quais assinala “W. B. Yeats, Onde Vão Morrer os Poetas” de Cristina Carvalho, “Um Cão no Meio do Caminho” de Isabela Figueiredo, “História de Roma” de Joana Bértholo, e “Cadernos de Água” de João Reis.

 

Romancista e contista portuguesa, Lídia Jorge nasceu, a 18 de junho de 1946, em Boliqueime, Loulé. Oriunda de uma família de agricultores algarvios apreciadores da leitura, desde tenra idade que se habituou a escutar, ao serão, como entretenimento, histórias por eles contadas em voz alta.

 

Após ter feito a antiga quarta classe, a mãe, apercebendo-se do gosto que a filha tinha pelos livros e considerando que a instrução e a cultura a poderiam libertar, fez todos os esforços para que ela continuasse os estudos, matriculando-a no liceu de Faro. Um professor daquele estabelecimento de ensino, tendo constatado a sua aptidão e vendo que os familiares não dispunham de capacidade financeira para o seu ingresso na Universidade, sugeriu que se candidatasse a uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. Esta foi-lhe concedida, tendo obtido a licenciatura em Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa.

 

O tema da mulher e da sua solidão é uma preocupação central da obra de Lídia Jorge, como, por exemplo, em “Notícia da Cidade Silvestre” (1984) e “A Costa dos Murmúrios” (1988). “O Dia dos Prodígios” (1979), outro romance de relevo, encerra uma grande capacidade inventiva, retratando o marasmo e a desadaptação de uma pequena aldeia algarvia. “O Vento Assobiando nas Gruas” (2002) é mais um romance da autora e aborda a relação entre uma mulher branca com um homem africano e o seu comportamento perante uma sociedade de contrastes. Este seu livro venceu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores em 2003. Venceu o Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas 2020.

 

Lídia Jorge foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social e integrou o Conselho Geral da Universidade do Algarve, instituição de ensino superior que lhe atribuiu, a 15 de dezembro de 2010, o doutoramento Honoris Causa.

 

A sua obra, traduzida em mais de vinte línguas, é avidamente lida por um vasto público, pois, para além do seu fulgente valor literário, retrata temas muito pertinentes como o passado colonial de Portugal, os conflitos entre gerações, a condição feminina e a emigração.

 

Presidido por Guilherme d`Oliveira Martins, o Júri desta 26ª edição do Prémio Literário Fernando Namora foi ainda integrado por José Manuel Mendes, pela Associação Portuguesa de Escritores, Manuel Frias Martins, pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários, Maria Carlos Gil Loureiro, pela Direcção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas, Ana Paula Laborinho, Liberto Cruz e José Carlos de Vasconcelos, convidados a título individual, e por Dinis de Abreu, pela Estoril Sol.

Prémios Literários e de Cidadania Cultural da Estoril Sol entregues a Teresa Veiga e Marco Pacheco e Graça Morais

Em cerimónia realizada no Auditório do Casino Estoril

Guilherme Oliveira Martins, Marco Pacheco, teres a

 

Em cerimónia solene, o Auditório do Casino Estoril acolheu a entrega do Prémio Vasco Graça Moura - Cidadania Cultural a Graça Morais, e dos Prémios Literários Fernando Namora e Agustina Bessa-Luis, instituídos pela Estoril Sol, e referentes a 2022, respectivamente, a Teresa Veiga e Marco Pacheco. Guilherme d’Oliveira Martins, Presidente do Júri dos Prémios da Estoril Sol, presidiu a este importante evento, que contou com a presença de numerosas personalidades ligadas às Letras e às Artes.

 

No enquadramento das obras vencedoras, Guilherme d’Oliveira Martins analisou o romance “O senhor d`Além”, de Teresa Veiga, vencedor do Prémio Fernando Namora, realçando que “a sobriedade estilística da autora é exemplar enquanto modo de entender a escrita artística, estruturando um romance cuja legibilidade chama o leitor a participar na própria narrativa que está a ler. Quer pela notável capacidade de observar e descrever, quer pela tranquila inventividade, quer admirável economia da narrativa, é um romance que constitui um elogio à arte de bem escrever”. Já sobre Marco Pacheco, que foi galardoado com o Prémio Revelação Agustina Bessa Luís, sublinhou que a obra vencedora, “A Guerra Prometida”, “é um romance que, partindo da acção empresarial e social de carácter inovador de Francisco Grandella, constrói uma história familiar e pessoal de grande alcance humano”.

 

Em relação à vencedora do Prémio Vasco Graça Moura, o Presidente do Júri enfatizou: “com extraordinária coerência, Graça Morais traz-nos na sua obra uma permanente entrega aos outros, às tradições e à natureza. E é o reino maravilhoso de Torga a grande matéria-prima. E como afirmou José-Augusto França, perante os valores inéditos da religião e do mito, a pintura da artista é forte e seca. Há uma especial originalidade, que resulta do confronto com a aspereza do meio, ora dura ora serena, ora lírica, ora dramática, terra e luz. É a mulher que se exprime, solidária com as outras mulheres, corajosamente empenhada num apelo constante à dignidade”.

 

Por sua vez, no uso da palavra, Graça Morais referiu: “Agradeço às pessoas e instituições do meu país que continuam a apoiar e premiar artistas e escritores que lutam com tantas dificuldades, num mundo que está cada dia mais contrário à criatividade e à cultura. A vida, o homem e a criatividade continuam a ser um mistério. Precisamos lutar contra a ignorância e a maldade”.

 

Com uma curta intervenção, Teresa Veiga, vencedora do Prémio Fernando Namora, afirmou: “é uma honra receber este prémio que tem o nome de um dos mais notáveis escritores da sua geração”. E enfatizou, “eu sou, apenas, uma contadora de histórias que escreve por prazer pessoal”.

 

Já Marco Pacheco, explicou que a sua obra “A Guerra Prometida”, “tem uma parte autobiográfica, uma parte que tem a ver comigo e com uma altura especialmente complicada e intensa da minha vida, que foi a adolescência. Desde que comecei a experimentar textos de ficção, esse sempre foi o tema que me interessou, queria usar a escrita para perceber melhor o que se passa no cérebro quando ele começa a entender o mundo e, ao mesmo tempo, começa a desconfiar dele”.

Na abertura da cerimónia, o Presidente da Estoril Sol, Mário Assis Ferreira, referiu: No que à Cultura respeita, a Estoril Sol há muito que escolheu o seu caminho, ao lançar, com carácter regular, uma panóplia de Prémios Literários, abrangendo tanto romancistas consagrados como revelações, a par de uma actividade multidisciplinar que inclui as Artes cénicas, a Música, as Artes Plásticas ou a “Egoísta”, essa revista que ganhou um estatuto único como publicação de culto. Com estes pergaminhos − que enquadram o nosso orgulho como Empresa, e que se impuseram mau grado as muitas adversidades e desafios que connosco se cruzaram −, a Estoril Sol sentiu sempre este investimento cultural recompensado, como o comprova a cerimónia que nos reúne neste Auditório.

 

“A aposta na Cultura e nas Artes Cénicas continua a nortear a Estoril Sol, qual conceito original de que nos orgulhamos e que fez a diferença, comparativamente com aquilo que era a prática seguida neste segmento de actividade. Dos Prémios Literários à Galeria de Arte e às Artes Plásticas − ou à revista “Egoísta”, merecedora de uma vasta lista de prémios nacionais e internacionais −, é impressiva a panóplia de iniciativas de natureza cultural a que a Estoril Sol se obriga, como matriz do seu modelo conceptual. Pois que, a promoção da Cultura é uma “marca de água” que há muito nos acompanha e à qual nos queremos manter fiéis”, concluiu Mário Assis Ferreira.

 

“Aqui Onde Canto e Ardo” é o romance vencedor em 2023 do Prémio Literário Revelação Agustina-Bessa Luís

 “Aqui Onde Canto e Ardo” é o romance vencedor em 2023

do Prémio Literário Revelação Agustina-Bessa Luís

Prémio Agustina Bessa Luís - Francisco Mota Sara

Com o romance “Aqui Onde Canto e Ardo”, Francisco Mota Saraiva venceu o Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís 2023, no valor pecuniário de 10 mil euros, garantindo a sua publicação através da Editorial Gradiva, com a qual a Estoril Sol mantém uma parceria desde 2008, ano do lançamento do concurso, em homenagem à escritora.

 

Ao eleger “Aqui Onde Canto e Ardo” o júri presidido Guilherme D`Oliveira Martins, escreveu em acta que este romance “é a saga de uma família que a história portuguesa do século XX fez existir entre três continentes, Ásia - Índia, África – Moçambique, Europa – Portugal. A diversidade imaginária desses três mundos é dada através de narrativas da memória de algumas das principais figuras da família. Nelas se recordam diferenças promotoras de violências diversas, das dores e angústias do poder sobre todas as suas formas”.

 

O júri destacou, ainda: “a riqueza vocabular e os cruzamentos como figuras da cultura literária ocidental, que dão ao texto uma maturidade estilística com assinalável alcance literário”.

 

Francisco Mota Saraiva, pseudónimo de Francisco Saraiva, nasceu em Coimbra, em 1988, tendo vivido sempre entre Cascais e Lisboa. É licenciado em Direito, pela Universidade Nova de Lisboa, e, posteriormente, tirou um Mestrado em Direito e Gestão, pela Nova School of Business and Economics. Tem trabalhado como jurista e consultor quando a escrita não lhe ocupa nem o tempo nem o lugar. Em 2021, foi-lhe concedida, pela DGLAB / Ministério da Cultura, uma bolsa de criação literária, na categoria de prosa e narrativa, durante a qual escreveu grande parte do original agora vencedor deste Prémio.

 

Francisco Mota Saraiva recorda, “a minha primeira experiência de leitura mais vívida foi quando o meu pai, que todas as noites lia para mim para me adormecer, sugeriu que fosse eu a tentar fazê-lo sozinho. Desde então, nunca mais larguei os livros. Por volta dos meus 14 anos, inspirado pela leitura dos primeiros ditos clássicos, os quais achava tão difíceis quanto belos, comecei a escrever pequenos contos e narrativas; uma necessidade já decorrente da fraca poesia que punha no papel desde muito cedo. Cá dentro, Agustina, Lobo Antunes, Eça, Ferreira de Castro ou Gonçalo M. Tavares; lá fora, García Márquez, Dostoievski, Borges, Proust, Céline, Lispector ou Dickens. Foram estes e tantos outros os nomes que influenciaram a minha escrita, mas também o cinema (Kubrick, Bergman ou os irmãos Coen) e a pintura (Paula Rego, Graça Morais, Goya ou Rembrandt). A arte é um multiplicador”.

 

“Fui construindo a minha biblioteca. Aprendi sobre a minha escrita: um estilo confuso e enigmático, porém, creio, digno. A linguagem hoje não é a mesma. Amanhã não será. E, no entanto, as palavras, a frase escrita, permanecem. E foi por isto que decidi candidatar-me ao Prémio Literário Agustina Bessa-Luís; mas também pelo peso que tem o nome daquela que é uma das figuras maiores da nossa literatura, um nome que tenho a certeza que lerei para o resto da minha vida – nas palavras de Gonçalo M. Tavares, “os livros de Agustina duram”, explica o autor.

 

“Aqui Onde Canto e Ardo” foi o original com o qual me candidatei: passado entre Tete (Moçambique), Lisboa e Serpa, com vagas referências aos períodos pré e pós-colonial, pretende ser um conjunto de diversas narrativas que, entrelaçadas umas nas outras, e através de um coro de oito vozes, de algum modo se unem para contarem a história do absurdo da morte, tanto através da imagística como do quotidiano mais corriqueiro. Apesar das diversas narrativas se construírem como quase contos isolados, há toda uma amálgama de pormenores e detalhes que vão surgindo aos olhos do leitor como aparentemente supérfluos e secundários, mas que servem para a final contar a história única da fragilidade e do desconcerto do ser humano perante a sua condição fatal. A par disto, há relações proibidas ou devastadas pela cor da pele, pela falta de dinheiro, pelo passado, por aquilo que nos torna inevitavelmente mais frágeis. Depois disto, há o luto e mais nada sobra”, conclui Francisco Mota Saraiva.

 

O Júri que atribuiu o Prémio, além de Guilherme D`Oliveira Martins, que presidiu, em representação do CNC – Centro Nacional de Cultura, integrou José Manuel Mendes, pela Associação Portuguesa de Escritores, Maria Carlos Gil Loureiro, pela Direcção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas, Manuel Frias Martins, pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários, e, ainda, por José Carlos de Vasconcelos, Liberto Cruz e Ana Paula Laborinho, convidados a título individual e Dinis de Abreu, em representação da Estoril Sol.

 

Recorde-se que, o Regulamento do Prémio Revelação, que deixou de fixar, em 2016, um limite de idade para os concorrentes, manteve, contudo, a exigência de serem autores portugueses, ”sem qualquer obra publicada no género”. A iniciativa conta, desde o primeiro momento, com o apoio da Editorial Gradiva, que assegura a edição da obra vencedora, através de um Protocolo com a Estoril Sol.

Braga mergulha na Utopia dos “Territórios Literários”

De 2 a 12 de novembro

Braga mergulha na Utopia dos

“Territórios Literários”

 

Utopia(1).jpg

Festival Utopia – que reúne mais de 100 convidados, em vários espaços da cidade – nasce como evento estratégico para o turismo literário

 

Em Braga, toda a literatura é uma Utopia – é este o mote do festival literário que, pela primeira vez, transforma a Cidade dos Arcebispos em Amarout, a capital da Utopia imaginada por Thomas More. Entre 2 e 12 de novembro, uma programação eclética vai inundar diferentes espaços da cidade, do Theatro Circo à Capela Imaculada, sempre com a literatura como ponto de partida e de encontro. Para todas as faixas etárias e para todos os gostos, conversas, espetáculos, oficinas, workshops, sessões em escolas e, até, passeios literários são algumas das opções que estarão ao dispor dos visitantes.

 

Criado pela The Book Company, o Utopia contará, ao longo de 11 dias e de mais de 90 horas de programação, com a intervenção de mais de uma centena de convidados. A lista de nomes confirmados inclui figuras de relevo de diferentes áreas culturais e do conhecimento, a nível nacional e internacional. Com o tema “Territórios Literários”, o certame, que pretende expandir horizontes e tornar-se numa referência global de eventos desta natureza, quer promover o turismo literário a partir de Braga, criando uma oferta cultural identitária replicável internacionalmente. O projeto conta com o financiamento do Turismo de Portugal enquanto “evento estratégico” nacional.

 

À conversa com os grandes nomes da cultura contemporânea

O primeiro dia do festival é marcado pela conferência do Plano Nacional de Leitura (PNL) – que conta, pela primeira vez, com um segundo dia de programação fora de Lisboa –, assinalando-se, neste âmbito, a presença do ministro da Cultura (Pedro Adão e Silva). Às 21h30, no grande auditório do Theatro Circo, Ricardo Araújo Pereira e Frederico Lourenço dão o “pontapé de saída” para um ciclo de conversas, entrevistas e momentos de reflexão que vai reunir escritores, jornalistas, artistas, humoristas, pensadores, entre muitos outros, em torno da discussão do percurso pessoal e profissional, do processo criativo e, em geral, das questões que se cruzam no panorama literário, cultural e artístico.

 

No sábado, dia 4 de novembro, a Capela Imaculada recebe, a partir das 15h00, a conversa “O território do humor”, com a participação do humorista Bruno Nogueira e do músico, realizador e dramaturgo Filipe Melo. Os dois colegas e amigos, que colaboraram em projetos como o “Deixem o Pimba em Paz”, serão desafiados a refletir sobre as fronteiras e limites do humor e sobre o papel do “politicamente correto” na comédia atual. Às 16h00 do dia seguinte, também na Capela Imaculada, o escritor e cronista Miguel Esteves Cardoso responde às questões de David Pontes, diretor do jornal Público, numa rara entrevista de vida.

 

O segundo fim de semana do Utopia fica marcado pela participação de autores internacionais. No sábado, dia 11 de novembro, às 15h00, o romancista e argumentista inglês David Mitchell – autor dos guiões de filmes como “Cloud Atlas”, “Sense8” ou “Matrix Resurrections” junta-se a João Tordo e Oliver Balch para uma “Conversa com 24 imagens por segundo (ou um pouco mais)”. O momento vai refletir sobre a transição do guião à imagem e do livro ao filme. Às 16h00, no auditório do Espaço Vita, Ludmilla Ulitskaya, escritora russa recorrentemente apontada como forte candidata ao Prémio Nobel da Literatura e forte crítica do regime de Putin, responde às perguntas da jornalista Isabel Lucas. Já às 18h00, é a vez de uma outra entrevista de vida, conduzida por Ana Daniela Soares a Gilles Lipovetsky, filósofo francês e teórico da Hipermodernidade que integra o programa numa iniciativa patrocinada pelo grupo empresarial DST.

 

No dia 12 – último dia da primeira edição do Utopia –, a galardoada romancista venezuela Karina Sainz Borgo e o escritor espanhol Lluís Plats discutem, a partir das 17h00, a influência daquilo que comove um autor – de um animal a uma paisagem – na sua obra. A par destes, Dulce Maria Cardoso, Marta Pais Oliveira, Afonso Cruz, Fernando Ribeiro, Rita Redshoes, João Tordo, José Rodrigues dos Santos, Lídia Jorge e Teolinda Gersão são algumas das figuras que também fazem parte da lista de nomes que os visitantes do Utopia poderão ouvir e conhecer.

 

Miúdos e graúdos à descoberta da literatura

Além das conversas, sessões de entrevistas ou apresentações, a primeira edição do festival literário apresenta também uma vasta oferta de atividades interativas e de workshops. Um dos momentos mais aguardados da programação é o workshop “Como escrever um romance?”, com João Tordo, que desafia autores mais ou menos experientes a aperfeiçoar o processo criativo com a orientação de um dos mais reconhecidos romancistas portugueses da atualidade. A atividade, já esgotada, será dividida em duas partes, decorrendo na sexta-feira, 10 de novembro, às 18h30, e no sábado, 12 de novembro, às 10h00, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva.

 

Como forma de associar o conhecimento do património literário à descoberta do património histórico local, o Utopia propõe, em parceria com a Direção Regional de Cultura do Norte, um roteiro realizado a pé, pela cidade de Braga, que destaca a obra e vida da escritora bracarense Maria Ondina Braga. Ana Araújo, Cândido Oliveira Martins e Isabel Cristina Mateus serão os guias deste passeio, que relaciona o percurso pessoal e profissional da autora com os respetivos espaços. Com o Museu Nogueira da Silva como ponto de partida, a atividade decorre ao sábado – dias 4 e 11 de novembro –, a partir das 10h00.

 

Os pequenos leitores não ficam de parte. A programação do festival literário contempla atividades para todas as idades e para toda a família, pensadas para iniciar os mais novos na leitura e na escrita e para consciencializar, desde cedo, para a importância de exercitar a imaginação através da palavra, escrita ou falada. Durante a semana, diferentes escolas do concelho vão receber sessões infantojuvenis dedicadas a livros como “A melhor amiga da Menina República”, “Descobre as Abelhas” ou “Avô Minguante”. Aos sábados e domingos de manhã, o Espaço Vita assegura sessões destinadas aos mais pequenos, incluindo oficinas criativas, sessões de leitura e espetáculos.

 

Entretenimento: as múltiplas facetas da literatura

Como não só da palavra escrita se faz a literatura, a programação da primeira edição do Utopia aposta em momentos de lazer que espelham as diferentes vertentes e aplicações da escrita e da narrativa. A Capela Imaculada é o palco escolhido para a estreia de “O que a chama iluminou”, uma criação original do escritor, ilustrador e músico Afonso Cruz para o festival literário de Braga. Através de uma abordagem multidisciplinar – que faz uso de diferentes expressões artísticas, da palavra à música, passando pela imagem e pela dança –, esta produção escrita e inédita do galardoado autor aborda os dramas pessoais e os desafios civilizacionais, entrelaçando uma perspetiva global com histórias íntimas, de quem enfrenta a dor da perda e da ausência. Em última análise, o espetáculo explora a condição humana, refletida no território literário desde que há registo. A produção original será apresentada na sexta-feira, 3 de novembro, às 22h00, e no sábado, 4 de novembro, às 21h30.

 

No sábado, dia 11 de novembro, a presença da cantora brasileira Mallu Magalhães é o ponto alto da programação musical, com a apresentação de um espetáculo promovido pela dst no Theatro Circo, a partir das 21h30. Associações locais, como o Conservatório de Música do Bomfim, prometem, também, surpreender e “dar música” aos visitantes.

 

Inscrições já estão abertas – e são gratuitas

A participação nas diferentes atividades e sessões do Utopia é gratuita, mas reserva online do lugar é obrigatória, sendo que cada reserva pode assegurar até dois lugares. No dia, em caso de atraso, existe uma tolerância de cinco minutos, após a qual o lugar será libertado para a lista de espera a gerir no local. O programa completo e atualizado poderá ser consultado em festival-utopia.pt, onde é possível encontrar, também, o link para a inscrição no descritivo das sessões. Várias sessões encontram-se já esgotadas, mas o Espaço Vita, que concentra a programação de sexta a domingo, terá um ecrã instalado nos seus Claustros para emitir as sessões a decorrer na Capela e no Auditório.

 

Além da participação nos variados momentos previstos da programação, os visitantes são convidados a explorar uma das quatro exposições que estarão em permanência na Galeria do Paço: “Reconstituição”, “Múltiplo Leminski”, “Hachiko”, “100 textos em viagem”. De sexta a domingo, será possível, ainda, visitar a área dedicada à feira do livro, instalada no Espaço Vita, para conhecer as propostas dos livreiros bracarenses.

Sobre o Utopia

O Utopia Braga 2023 conta com o Município de Braga como principal parceiro e o Turismo de Portugal apoia o evento, no âmbito do Portugal Events. São parceiros e patrocinadores do Utopia: dstgroup, Assembleia da República, Imprensa Nacional Casa da Moeda, festival literário 5L (Câmara Municipal de Lisboa), CCDR-Norte, Embaixada de Itália, Instituto Ramon Llull, Confiauto,  Pingo Doce, McDonald’s Braga, Plano Nacional de Leitura, Festival Puro Conto/Casa da América Latina, Universidade do Minho, Bomfim Conservatório, DGLAB, Diário do Minho, a DRCN, Edigma, Diário do Minho, Espaço Vita, Ent’artes, F3M, Fnac, Caminhos Cruzados, Cerveja Letra, Myrtillus Dei, Porta Nova Collection House, Quiz Braga.