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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

UMA EVOCAÇÃO DE CESÁRIO VERDE NA LIVRARIA BARATA

 

 

 

A Associação Portuguesa de Escritores promove, em Lisboa, no próximo dia 21 de Novembro, às 18h00, na Livraria Barata (Av. de Roma, 11-A) uma evocação do escritor Cesário Verde. 

A Prof. Doutora Paula Morão falará da vida e da obra do autor de “O Sentimento dum Ocidental”. 

Esta iniciativa, coordenada por Luís Machado, insere-se na série "TRAGA UM LIVRO E DÊ VOZ AOS AUTORES" e desafia a comunidade de leitores a lerem, em voz alta, alguns dos textos do poeta.

 

Recorde-se que Cesário Verde (1855-1886), um dos pioneiros do modernismo em Portugal, retracta no seu discurso lírico as figuras humanas no seu quotidiano. Deambulando pela cidade e pelo campo, Cesário constrói imagens singularmente muito visuais dignas de um poeta-pintor. 

Marco Pacheco venceu o Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís com o romance “A guerra prometida”

Marco Pacheco recebe Prémio Agustina Bessa-Luís.

Com o romance “A guerra prometida”, Marco Pacheco venceu, por unanimidade do Júri, o Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís 2022, no valor pecuniário de 10 mil euros, garantindo a sua publicação através da Editorial Gradiva, com a qual a Estoril Sol mantém uma parceria desde o lançamento do concurso, em homenagem à escritora, cujo centenário agora se celebra.

 

Sobre A guerra prometida”, o júri, ao qual presidiu Guilherme D`Oliveira Martins, considerou tratar-se de “um romance que, partindo da inovadora ação empresarial e social de Francisco Grandella, constrói uma estória familiar e pessoal de grande alcance humano. O período de transição do seculo XlX para o século XX até à Primeira Grande Guerra Mundial é sinalizado por situações de pobreza que vão determinar a evolução do protagonista”.

 

De acordo ainda com a acta, o romance “é não só de época, mas, também, de significado psicológico e social”, recorrendo a uma linguagem que está “num nível criativo que, associada à original estrutura narrativa de quatro partes, dá a esta obra um protagonismo literário assinalável do que poderá ser considerado um novo realismo”.

 

Marco Pacheco, o autor, retrata-se como um “açoriano de várias ilhas”.

E explica: “nasci em São Jorge poucos meses depois do 25 de Abril, mas vivi também na Terceira e em São Miguel, antes de vir estudar para Lisboa, onde vivo hoje na freguesia de Campolide. Joguei futebol nos escalões secundários nacionais, com uma meteórica passagem pelos juvenis do Sporting, em ambos os casos com assinalável insucesso. Por via desse desgosto e do gosto pelas letras, tornei-me redator publicitário e encontrei assim uma maneira de viver da escrita. Hoje sou Diretor Criativo Executivo da agência de publicidade BBDO, onde escrevo histórias para marcas, vulgo anúncios”.

 

Foi “ao fim de 21 anos de carreira” que o autor de “A guerra prometida” decidiu “aventurar-se na ficção”, porque, no meu trabalho, as histórias que conto não são minhas, são dos anunciantes, e eu tenho muitas que eles jamais comprariam”.

 

Quando fala das suas influências literárias, Marco Pacheco confessa que “foram mudando com a idade. Os primeiros textos de que me lembro de ter gostado (e ainda gosto) foram canções de Tom Waits, Bob Dylan, Leonard Cohen, Bruce Springsteen, Rui Reininho, Morrisey e Nick Cave, entre outros. Os ficcionistas e poetas propriamente ditos chegaram depois, muito depois, até depois da escola secundária: nessa altura só consegui entrever algum interesse no desassossego de Fernando Pessoa”.

 

E recorda que “foi já no final da Faculdade que comecei a descobrir Mário de Carvalho, Lobo Antunes, Raul Brandão, Hemingway, Proust, Almeida Faria, Agustina, Coetzee, Faulkner, Machado de Assis, Jorge Luís Borges, Don DeLillo e muitos outros que fizeram de mim leitor e, quem sabe, um dia escritor”.

 

Sobre o livro, Marco Pacheco diz que estão lá “alguns assuntos que, em graus diferentes, me fascinam: a temeridade da adolescência, a fé (mais ou menos religiosa) e, sobretudo, a morte. A morte não apenas como fatalidade, mistério ou escapatória, mas também como objetivo, como ideal, como redenção. Uma ideia muito cristã e um pouco radical que precisava de uma época também ela de radicalismos, como foi a da Primeira República Portuguesa”.

 

O autor de “A guerra prometida” confessa ainda que que foi nesse tempo que “encontrei os extremismos políticos e religiosos (entre monárquicos e republicanos), mas também o otimismo (da chegada da República) e o medo (da Primeira Grande Guerra), que me ajudaram a construir e a justificar a história de um rapaz com obsessões e sonhos um pouco mais estranhos do que o habitual para a sua idade”.

 

E concluiu com ironia: Outra razão para escolher um período histórico sobre o qual nada sabia foi a minha vontade (quiçá juvenil) de contrariar o conselho que mais ouvi enquanto romancista aspirante: escreve sobre o que sabes”.

 

Guilherme d'Oliveira Martins presidiu ao júri que foi também constituído por José Manuel Mendes, pela Associação Portuguesa de Escritores, Maria Carlos Gil Loureiro, pela Direcção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas, Manuel Frias Martins, pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários, e, ainda, por José Carlos de Vasconcelos, Liberto Cruz e Ana Paula Laborinho, convidados a título individual e Dinis de Abreu, em representação da Estoril Sol.

 

O Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís foi instituído em 2008 e já premiou vários romances inéditos.

Escritaria 2022 celebra Ana Luisa Amaral

 

Penafiel presta homenagem a grande nome da poesia

 

 

 

De 16 a 23 de outubro, a vida e obra de Ana Luisa Amaral será celebrada em Penafiel na Escritaria.

 

Penafiel prestará assim homenagem a um grande nome da poesia, que infelizmente nos deixou recentemente, mas cuja marca de excelência literária estará sempre connosco.

 

Depois de Urbano Tavares Rodrigues, José Saramago, Agustina Bessa-Luís, Mia Couto, António Lobo Antunes, Mário de Carvalho, Lídia Jorge, Mário Cláudio, Alice Vieira, Miguel Sousa Tavares, Pepetela, Manuel Alegre, Mário Zambujal e Germano Almeida, Penafiel prepara-se para contaminar as suas ruas em torno da Vida e Obra de Ana Luísa Amaral.

 

A cidade de Penafiel voltará a estar “contaminada” com literatura em todos os cantos e recantos e das mais variadas formas. Além da transformação habitual, da cidade, em torno da escritora homenageada e da sua obra – com alusões nas montras, exposições, arte de rua, teatro, música e apresentação de livros - a Escritaria contará ainda com algumas surpresas em torno da obra de Ana Luisa Amaral.


Apesar de esta ser a primeira edição daEscritaria em formato de homenagem póstuma, Penafiel irá inaugurar quer a silhueta da escritora, quer uma frase que marca a cidade para memória futura, a par com os anteriores homenageados.

Para Antonino de Sousa, Presidente da Câmara Municipal de Penafiel, “Ana Luisa Amaral construiu ao longo da sua vida uma obra singular e prestou um serviço de excelência à língua e à literatura Portuguesa, motivos que nos levaram a manter a homenagem, como previsto, à sua vida e obra, apesar de nos ter deixado recentemente. Esta será uma edição, estou certo, repleta de emoções que procurará ser uma grande homenagem à autora

 

 

 

A autora:

 

Ana Luísa Amaral ensinou na Faculdade de Letras do Porto e doutorou-se sobre Emily Dickinson. É autora de mais de duas dezenas de livros de poesia e livros infantis, e traduziu diversos autores para a nossa língua, como John Updike ou Emily Dickinson. A sua obra encontra-se traduzida e publicada em vários países, tendo obtido diversos prémios, de que destacamos o Prémio Literário Correntes d'Escritas, o Premio Letterario Poesia Giuseppe Acerbi ou o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores. Em outubro de 2020, foi galardoada com o Prémio Literário Espanhol Leteo. Em novembro do mesmo ano foi-lhe atribuído o Prémio Literário Vergílio Ferreira pela totalidade da sua obra. Em maio de 2021, foi galardoada com o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana, atribuído pelo Património Nacional Espanhol e pela Universidade de Salamanca, pelo seu contributo para o património cultural do espaço ibero-americano; no mesmo ano, recebeu o Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda. Escuro (2014), E Todavia (2015), What’s in a Name (2017), Ágora (2019), Mundo (2021) e a antologia O Olhar Diagonal das Coisas (2022) são os seus títulos publicados pela Assírio & Alvim.

ESCRITARIA 2022

programa 

 

16 de outubro, domingo

9h30-13h00

- Visita guiada ficcionada pelo património literário de Penafiel, pelo Bairro dos Livros

- Campo da Feira, Termas de S. Vicente, Estalagem Bolinhos de Amor, Praça Municipal /Casa Joaquim de Araújo, Recreatório

11h00

- Histórias Mágicas – “Viajar nas Histórias”, por Cândida da Luz

CINEMAX

14h30-18h00

- Visita guiada ficcionada pelo património literário de Penafiel, pelo Bairro dos Livros

- Campo da Feira, Termas de S. Vicente, Estalagem Bolinhos de Amor, Praça Municipal /Casa Joaquim de Araújo, Recreatório

18h30

- Apresentação do livro Escritaria 2021 dedicado a Germano Almeida- Concerto Desligado + Fernando Soares

Recreatório Paroquial

(c/ transmissão direta on-line)

21h30

- Espetáculo inaugural de Videomapping ISCE (inauguração), com participação do grupo teatral Boca do Mundo

Largo da Ajuda

 

 

17 de outubro, segunda-feira

10h30

- Caminhos da Poesia: na comunidade escolar com Gusta Santos

Escola Básica D.António Ferreira Gomes

(2º ciclo)

10h30

- Caminhos da Poesia: na comunidade escolar com Fernando Soares e Desligado 

Escola Básica e  Secundária  de Pinheiro

10h30

- Caminhos da Poesia: na comunidade local com a Biblioteca Itinerante

Freguesias

14h30

- Caminhos da Poesia: na comunidade escolar com Gusta Santos

Escola Básica

D. António Ferreira Gomes 

(3º ciclo)

14h30

- Caminhos da Poesia: na comunidade local com a Biblioteca Itinerante

Freguesias

21h30

- Espetáculo de Videomapping, pelos alunos do curso de…. ISCE Douro

Largo da Ajuda

21h30

- Exibição do filme "Carol”, de Todd Haynes

CINEMAX     

18 de outubro, terça-feira

10h30

- Caminhos da Poesia: na comunidade escolar com Gusta Santos

Escola Básica Penafiel Sudeste 

(2º ciclo)

10h30

- Caminhos da Poesia: na comunidade escolar com Fernando Soares e Desligado 

Escola Secundária Joaquim de Araújo

10h30

- Caminhos da Poesia: na comunidade local com a Biblioteca Itinerante

IPSS Freguesias

10h30

- Hora do Conto: “Histórias de uma menina inteligente, mas muito indisciplinada”

Biblioteca Municipal         

(Pré-escolar            e 1.º Ciclo)

14h30

- Caminhos da Poesia: na comunidade escolar com Gusta Santos

Escola Básica Penafiel Sudeste 

(3º ciclo)

14h30

- Caminhos da Poesia: na comunidade local com a Biblioteca Itinerante

Freguesias

14h30

- Hora do Conto: “Histórias de uma menina inteligente, mas muito indisciplinada”

Biblioteca Municipal         

(Pré-escolar            e 1.º Ciclo)

21h30

- Espetáculo de Videomapping ISCE

Largo da Ajuda

21h30

- Apresentação da peça “Shakespeare Jantou em Minha Casa”, com encenação de John Mowat, pelo grupo Jangada Teatro

Recreatório Paroquial            

 

 

19 de outubro, quarta-feira

10h30

- Caminhos da Poesia: na comunidade escolar com Gusta Santos

Escola Básica Penafiel Sul

(2º ciclo)

10h30

- Caminhos da Poesia: na comunidade escolar com Fernando Soares e Desligado 

Escola Secundária de Penafiel

10h30

- Caminhos da Poesia: na comunidade local com a Biblioteca Itinerante

Freguesias

10h30

- Hora do Conto: “Histórias de uma menina inteligente, mas muito indisciplinada”

Biblioteca Municipal         

(Pré-escolar            e 1.º Ciclo)

14h30

- Caminhos da Poesia: na comunidade escolar com Gusta Santos

Escola Básica Penafiel Sul

(3º ciclo)

14h30

- Caminhos da Poesia: na comunidade local com a Biblioteca Itinerante

IPSS Freguesias

14h30

- Hora do Conto: “Histórias de uma menina inteligente, mas muito indisciplinada”

Biblioteca Municipal  (Pré-escolar e 1.º Ciclo)

16h30

- Inauguração da Arte Pública e mural da Escritaria 2022

(c/ transmissão direta on-line)

21h30

- Espetáculo de Videomapping ISCE

Largo da Ajuda

21h30

- Espetáculo “RUGE: poemas e canções”, com Daniela Ónis, Rodrigo Guedes de Carvalho e Rúben Alves

Museu Municipal              

 

 

20 de outubro, quinta-feira

10h30

- Caminhos da Poesia: na comunidade escolar com Gusta Santos

Escola Básica de Paço de Sousa

(2º ciclo)

10h30

- Caminhos da Poesia: na comunidade local com a Biblioteca Itinerante

Freguesias

10h30

- Hora do Conto: “Histórias de uma menina inteligente, mas muito indisciplinada”

Biblioteca Municipal         

(Pré-escolar            e 1.º Ciclo)

14h30

- Caminhos da Poesia: na comunidade escolar com Gusta Santos

Escola Básica de Paço de Sousa

(3º ciclo)

14h30

- Caminhos da Poesia: na comunidade local com a Biblioteca Itinerante

Freguesias

14h30

- Hora do Conto: “Histórias de uma menina inteligente, mas muito indisciplinada”

Biblioteca Municipal         

(Pré-escolar            e 1.º Ciclo)

21h30

- Espetáculo de Videomapping ISCE

Largo da Ajuda

21h30

- Exibição do documentário “Entre Dois Rios e Outras Noites: trechos de um filme comentado”, por Nuno F. Santos e João Nuno Soares

 

Recreatório Paroquial

 

21 de outubro, sexta-feira

10h30

- Caminhos da Poesia: na comunidade escolar com Gusta Santos

Escola Básica e Secundária de Pinheiro

(2º ciclo)

10h30

- Caminhos da Poesia: na comunidade local com a Biblioteca Itinerante

IPSS Freguesias

10h30

- Hora do Conto: “Histórias de uma menina inteligente, mas muito indisciplinada”

Biblioteca Municipal         

(Pré-escolar            e 1.º Ciclo)

14h30

- Caminhos da Poesia: na comunidade escolar com Gusta Santos

Escola Básica e Secundária de Pinheiro

(3º ciclo)

14h30

- Caminhos da Poesia: na comunidade local com a Biblioteca Itinerante

Freguesias

14h30

- Hora do Conto: “Histórias de uma menina inteligente, mas muito indisciplinada”

Biblioteca Municipal         

(Pré-escolar            e 1.º Ciclo)

15h00

- Visita guiada à arte pública: Escritaria 2008-2022

Cidade

17h30

- Descerramento da frase e inauguração escultura, com participação do grupo teatral Boca do Mundo

Gaveto da Rua Marquês de Pombal com Rua D. António Ferreira Gomes

(c/ transmissão direta on-line)

21h30

- Espetáculo de Videomapping

Largo da Ajuda

22h00

- Apresentação da peça “A Tempestade”, de Ana Luísa Amaral, com encenação de Vítor Fernandes, pelo grupo Jangada Teatro

Museu Municipal

       

 

 

 

 

 

 

22 de outubro, sábado

11h00

- Inauguração da exposição “Ana Luísa Amaral: a poesia como o espaço da possibilidade”, com ilustrações de Fedra Santos e Raúl Constante Pereira

Biblioteca Municipal

(transmissão direta on-line)           

16h30

- “Ana Luísa Amaral: beijos e cebolas em quase perfeição”, com Filipa Leal, Raquel Patriarca e Maria João Cantinho – Moderação de Maria Adelaide Galhardo

- Momento de poesia, com Isaque Ferreira e Rui Spranger

Museu Municipal (transmissão direta on-line)           

21h30

- Espetáculo de Videomapping ISCE

Largo da Ajuda

22h00

- Conversa em torno da poesia de Ana Luísa Amaral, com Fernando Pinto do Amaral e Luís Filipe Castro Mendes - Moderação de Fernanda Almeida 

Museu Municipal  (c/ transmissão direta on-line)

 

 

 

 

23 de outubro, domingo

9h30-13h00

- Visita guiada ficcionada pelo património literário de Penafiel, pelo Bairro dos Livros

- Campo da Feira, Termas de S. Vicente, Estalagem Bolinhos de Amor, Praça Municipal /Casa Joaquim de Araújo, Recreatório

11h00

- Histórias Mágicas – “Viagem pelas Histórias Mágicas”, por Carina Novo

CINEMAX

15h30

- Conferência “Vida e Obra de Ana Luísa Amaral”, com Joana Espain, Marinela Freitas e Teresa Carvalho – Moderação de João Céu e Silva

- Espetáculo “Manifesto pelos leitores de poesia”, com Filipa Leal e Pedro Lamares, e participação de Carolina Rocha

Museu Municipal (c/ transmissão direta on-line)

 

 

APE anuncia vencedor do Grande Prémio de Literatura de Viagens Maria Ondina Braga

Um júri, coordenado por José Manuel Mendes, constituído por Annabela Rita, Guilherme d’Oliveira Martins e Isabel Cristina Mateus, atribuiu, por unanimidade, o Grande Prémio de Literatura de Viagens Maria Ondina Braga APE/CM de Braga ao livro Crónicas Italianas, (Sextante Editora), de António Mega Ferreira.

 

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Na acta o júri fundamenta: «António Mega Ferreira em “Crónicas Italianas” dá-nos uma obra de grande qualidade literária, na qual a viagem se associa à grande literatura, à arte e à cultura e onde o clássico “Grand Tour” cede lugar à descoberta das narrativas ocultas nas cidades de Itália e ao diálogo que com elas estabeleceram turistas apaixonados e grande autores da cultura europeia como Stendhal, Rilke, Proust e Freud.
Viajar ganha, assim, uma rica dimensão de procura da vida, da História e da valorização do património cultural para além da imediata apreensão do que se vê e sente.
Pode dizer-se que se trata de um precioso vademecum capaz de enriquecer a viagem e o viajante.»

 

Nesta 5.ª edição da Grande Prémio de Literatura de Viagens Maria Ondina Braga, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores com o patrocínio da Câmara Municipal de Braga, concorreram obras publicadas no ano de 2021.

 

O valor monetário deste Grande Prémio é, para o autor distinguido, de € 12.500,00.

 

A cerimónia de entrega do prémio será anunciada oportunamente.

 

                                                                             

 Nota Biográfica

António Mega Ferreira, escritor, gestor e jornalista, nasceu em Lisboa em 1949. Estudou Direito e Comunicação Social, foi jornalista no Jornal Novo, no Expresso, em O Jornal e na RTP, onde chefiou a redação da Informação do segundo canal. Foi chefe de redação do JL — Jornal de Letras, Artes e Ideias. Fundou as revistas Ler e Oceanos. Chefiou a candidatura de Lisboa à Expo’98, de que foi comissário executivo. Foi presidente da Parque Expo, do Oceanário de Lisboa e da Atlântico, Pavilhão Multiusos de Lisboa. S.A. De 2006 a 2012, presidiu à Fundação Centro Cultural de Belém. De 2013 a 2019, desempenhou as funções de diretor executivo da AMEC/Metropolitana. Tem cerca de 40 obras publicadas, entre ficção, ensaio, poesia e crónicas.

António Mega Ferreira vence Grande Prémio de Literatura de Viagens Maria Ondina Braga

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António Mega Ferreira é o vencedor do Grande Prémio de Literatura de Viagens Maria Ondina Braga pela sua obra ‘Crónicas Italianas’. O júri, coordenado por José Manuel Mendes e constituído por Annabela Rita, Guilherme d’Oliveira Martins e Isabel Cristina Mateus, justifica a atribuição do prémio pela “grande qualidade literária, na qual a viagem se associa à grande literatura, à arte e à cultura”.

Segundo o júri, com esta obra “o clássico ‘Grand Tour’ cede lugar à descoberta das narrativas ocultas nas cidades de Itália e ao diálogo que com elas estabeleceram turistas apaixonados e grande autores da cultura europeia como Stendhal, Rilke, Proust e Freud. Viajar ganha, assim, uma rica dimensão de procura da vida, da História e da valorização do património cultural para além da imediata apreensão do que se vê e sente. Pode dizer-se que se trata de um precioso vade-mécum capaz de enriquecer a viagem e o viajante”.

Para esta 5.ª edição da Grande Prémio de Literatura de Viagens Maria Ondina Braga, instituído pelo Município de Braga e pela Associação Portuguesa de Escritores, concorreram obras publicadas no ano de 2021.

A cerimónia de entrega do prémio, cujo valor monetário é de €12.500,00, será oportunamente anunciada.

Nota Biográfica

António Mega Ferreira, escritor, gestor e jornalista, nasceu em Lisboa em 1949. Estudou Direito e Comunicação Social, foi jornalista no Jornal Novo, no Expresso, em O Jornal e na RTP, onde chefiou a redacção da Informação do segundo canal. Foi chefe de redacção do JL — Jornal de Letras, Artes e Ideias. Fundou as revistas Ler e Oceanos. Chefiou a candidatura de Lisboa à Expo’98, de que foi comissário executivo. Foi presidente da Parque Expo, do Oceanário de Lisboa e da Atlântico, Pavilhão Multiusos de Lisboa. S.A. De 2006 a 2012, presidiu à Fundação Centro Cultural de Belém. De 2013 a 2019, desempenhou as funções de director executivo da AMEC/Metropolitana. Tem cerca de 40 obras publicadas, entre ficção, ensaio, poesia e crónicas.

 

Amanhã, dia 15 de Setembro, Julieta Monginho recebe o Grande Prémio de Romance e Novela

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A Associação Portuguesa de Escritores informa que a cerimónia pública de entrega do Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLAB – 2021 terá lugar amanhã, dia 15 de Setembro, pelas 18h00, na Sala Foyer da Fundação Calouste Gulbenkian, à escritor Julieta Monginho pelo seu livro Volta ao Mundo em Vinte Dias e Meio (Porto Editora) e, antes, o lançamento do n.º 8 da revista O Escritor, dedicada a José Saramago, no contexto do centenário do seu nascimento.

 

O Prémio, actualmente de 15.000 euros, teve como coordenador do júri, José Manuel de Vasconcelos, e foi constituído por Carlos Nogueira, Helena Carvalhão Buescu, Fernando Batista, Maria Etelvina Santos e Rita Marnoto.

 

A sessão será presidida pelo Senhor Ministro da Cultura, Prof. Doutor Pedro Adão e Silva.

 

Literatura, música e workshops: a 92.ª Feira do Livro de Lisboa chega maior e mais completa

EVOCANDO FLORBELA ESPANCA

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Dando continuidade ao ciclo "Traga Um Livro e Dê Voz à Autora", a Associação Portuguesa de Escritores promove uma evocação a Florbela Espanca, com coordenação de Luís Machado.

A sessão, com a participação de Ana Cristina Silva, terá lugar na próxima terça-feira, 19 de Julho, pelas 18H00, na Biblioteca Palácio Galveias, em Lisboa. 

Recorde-se que Florbela Espanca ( 1894/1930 ) é uma das mais destacadas vozes da poesia feminina das primeiras décadas  do século  XX.

Com um pendor acentuadamente romântico  muitos dos seus sonetos elegem como temática o amor, a saudade, o sofrimento, a solidão e a morte.

Evento com entrada livre.

Grande Prémio de Romance e Novela atribuído a JULIETA MONGINHO

GRANDE PRÉMIO DE ROMANCE E NOVELA APE/DGLAB ‒ 2021

   para JULIETA MONGINHO

         com o romance

  VOLTA AO MUNDO EM VINTE DIAS E MEIO

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O júri, coordenado por José Manuel de Vasconcelos, e constituído por Carlos Nogueira, Helena Carvalhão Buescu, Fernando Batista, Maria Etelvina Santos e Rita Marnoto, deliberou, por unanimidade, atribuir o Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLAB à obra Volta ao Mundo em Vinte Dias e Meio (Porto Editora), de Julieta Monginho, num conjunto de 57 livros admitidos a concurso.

 

Destaca-se da acta a fundamentação: “O júri salientou o modo exímio como o romance de Julieta Monginho, «Volta ao Mundo em Vinte Dias e Meio», no seu amplo domínio da escrita literária, concebe e articula uma narrativa compósita, através da justa articulação de diferentes planos e registos de linguagem, mantendo grande coesão e dinâmica narrativa. Dos temas mais universais, como o amor e a morte, aos mais prementes e actuais, como a reformulação do conceito de família e suas implicações no universo da infância versus mundo dos adultos, o romance desenvolve uma trama original onde a articulação entre a literatura e a pintura, o mundo da pequena aldeia alentejana e o da grande cidade europeia (Amesterdão), o do grande museu e o da literatura oral e tradicional ultrapassa o tratamento mais comum, vindo a constituir um espaço textual onde as próprias figuras transpõem o estatuto de personagens. Pelo modo criativo como concebe e dá forma à narrativa, o livro de Julieta Monginho imprime uma dimensão inovadora no actual panorama literário do romance português.”

 

O Prémio, actualmente de 15.000 euros, foi já atribuído a 31 autores.

 

Julieta Monginho vence, pela segunda vez, o Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLAB - 2021, instituído em 1982, que teve, nesta 40.ª edição, os seguintes patrocínios: Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, Câmara Municipal de Grândola, Fundação Calouste Gulbenkian e Instituto Camões.

 

 

Biografia

Julieta Monginho nasceu em Lisboa, em 1958. É escritora e magistrada do Ministério Público. Em 1996, publicou o primeiro romance, Juízo Perfeito. Seguiram-se A Paixão Segundo os Infiéis (1998), À Tua Espera (2000, Prémio Máxima de Literatura), Dicionário dos Livros Sensíveis (2000), Onde Está J? (2002), A Construção da Noite (2005), Metade Maior (2012, finalista dos Prémios Fernando Namora e Correntes d'Escritas) e Os Filhos de K. (2015, finalista dos Prémios Fernando Namora e PEN Clube Português).

Na Porto Editora, publicou Um Muro no Meio do Caminho (2018, Prémio Fernando Namora 2019 e Prémio PEN Clube Português 2019) e reeditou A Terceira Mãe (2008, Grande Prémio de Romance e Novela da APE).                                                                                                                                                                                                                                                                                          

(Fonte https://www.portoeditora.pt/autor/julieta-monginho/3813)

Vencedor da 4.ª edição Grande Prémio de Poesia Maria Amália Vaz de Carvalho APE/CM de Loures

Um júri constituído por Carlos Mendes de Sousa, Cristina Robalo Cordeiro e José Viale decidiu por unanimidade, atribuir o Grande Prémio de Poesia Maria Amália Vaz de Carvalho APE/C.M. de Loures, ao livro Diamante, de António Carlos Cortez (D. Quixote).

 

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Na acta pode ler-se: “A atribuição deste galardão a Diamante, de António Carlos Cortez, contempla o rico fazer poético deste escritor em diversas vertentes. Destacaríamos o exemplar uso do idioma, assim como a inteligência rara na criação a nível de metapoesia, à concepção de belíssimos sonetos, aliás bem na linha clássica não isenta de audaciosa modernidade. De notar também os poemas em prosa, bem como a valorização do jogo sintáctico, retórico-textual, que já vem da obra anterior do poeta, em especial do seu livro Jaguar...”

 

O Grande Prémio de Poesia Maria Amália Vaz de Carvalho, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores patrocinado pela Câmara Municipal de Loures, destina-se a galardoar anualmente uma obra de poesia em cada ano, em português e de autor português, publicado integralmente e em primeira edição. Nesta 4.ª edição foram admitidas 77 obras publicadas no ano de 2021.

 

O valor monetário deste Grande Prémio é, para o autor distinguido, de € 12.500,00 (doze mil e quinhentos euros).

 

Nas anteriores edições, o Grande Prémio de Poesia Maria Amália Vaz de Carvalho, distinguiu já os poetas Gastão Cruz, Fernando Guimarães e Nuno Júdice.

 

A cerimónia de entrega do prémio realizar-se-á no próximo dia 20 de Julho, na Biblioteca Ary dos Santos (Sacavém).

 

  

António Carlos Cortez nasceu em Lisboa, em 1976.

Poeta, ensaísta e crítico literário, é professor de Português e de Literatura Portuguesa e investigador do CEHUM (Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho).

Publicou o seu primeiro livro de poesia em 1999. Recebeu em 2011, com Depois de Dezembro (Licorne), o Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores para melhor livro de poesia publicado em Portugal em 2010. Na sua obra destacam-se os seguintes livros: O Nome Negro (2013), Animais Feridos (2016), a antologia A Dor Concreta (2016) – vencedora do Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes da Associação Portuguesa de Escritores em 2018 –, e Jaguar (2019) – galardoado em 2020 com o Prémio Literário Ruy Belo e o Prémio de Poesia António Gedeão/FENPROF.

É ainda autor de livros de ensaio e de crítica literária.

Tem obras publicadas no México e no Brasil e está incluído em várias antologias de poesia em Portugal e no estrangeiro.