Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Noite da Literatura Europeia 2022

APE anuncia vencedor da 7.ª edição do Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários

 

 

Um júri constituído por Carina Infante do Carmo, Carlos Albino Guerreiro e Fernando Batista decidiu, por unanimidade, atribuir o Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários APE/ C.M. de Loulé ao livro O Mais Belo Fim do Mundo, de José Eduardo Agualusa (Quetzal).

 

Na acta pode ler-se: O júri decidiu atribuir o Prémio pela destreza na escrita da crónica, que se matiza nas formas do conto, do ensaio e do apontamento diarístico sem comprometer o desenho calibrado do livro. Na mão de José Eduardo Agualusa a crónica é uma sonda apurada dos dias comuns pessoais e do tempo colectivo que é o nosso, tenso, conturbado, alargando-nos o horizonte para geografias sobretudo africanas mediante uma escrita bela, lúcida e poética.

 

Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores com o patrocínio da Câmara Municipal de Loulé, destina-se a galardoar anualmente uma obra em português, de autor português, publicada em livro e em primeira edição em Portugal, no ano de 2021. Na presente edição, o valor monetário deste galardão para o autor distinguido é de € 12.000,00 (doze mil euros).

 

A cerimónia de entrega do prémio decorrerá no Dia do Município de Loulé, no próximo dia 26 de Maio.

 

O Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários distinguiu já os autores José Tolentino Mendonça, Rui Cardoso Martins, Mário Cláudio, Pedro Mexia, Mário de Carvalho e Lídia Jorge.

image006.jpg

José Eduardo Agualusa nasceu na cidade do Huambo, em Angola, a 13 de Dezembro de 1960. Estudou Agronomia e Silvicultura. Viveu em Lisboa, Luanda, Rio de Janeiro e Berlim. É romancista, contista, cronista e autor de literatura infantil. Os seus romances têm sido distinguidos com os mais prestigiados prémios nacionais e estrangeiros, como, por exemplo, o Grande Prémio de Literatura RTP (atribuído a Nação Crioula, 1998); também os seus contos e livros infantis foram merecedores de prémios, como o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco da APE (Fronteiras Perdidas) e o Grande Prémio de Literatura para Crianças da Fundação Calouste Gulbenkian, respectivamente. O Vendedor de Passados ganhou o Independent Foreign Fiction Prize, em 2004, e, mais recentemente, o romance Teoria Geral do Esquecimento foi finalista do Man Booker Internacional, em 2016, e vencedor do International Dublin Literary Award (antigo IMPAC Dublin Award), em 2017.       

 

 

 

Hoje, João Barrento recebe o PRÉMIO VIDA LITERÁRIA VÍTOR AGUIAR E SILVA

 

Hoje, pelas 17h30, no salão Nobre dos Paços do Concelho, em Braga, terá lugar a cerimónia oficial de entrega do Prémio Vida Literária Vítor Aguiar e Silva, a João Barrento.

O Prémio Vida Literária Vítor Aguiar e Silva, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores com o patrocínio da Câmara Municipal de Braga, dotado de  € 20.000,00 foi atribuído, na primeira edição, relativa ao biénio 2020/2021, a JOÃO BARRENTO, docente universitário, ensaísta, tradutor e promotor de singular iniciativa cultural. Considerando o percurso notável do Autor, seja nomeadamente enquanto académico e cronista no espaço mediático ao longo de muitos anos, seja pelo brilho incomum das suas traduções de grandes poetas (Hölderlin, Goethe, Walter Benjamin entre outros) e da acção no Espaço Llansol, a todos os títulos modelar. João Barrento é uma personalidade maior da cultura portuguesa contemporânea.

Este prémio, já distinguiu no passado, Miguel Torga, José Saramago, Sophia de Mello Breyner Andresen, Óscar Lopes, José Cardoso Pires, Eugénio de Andrade, Urbano Tavares Rodrigues, Mário Cesariny, Vitor Aguiar e Silva, Maria Helena da Rocha Pereira, João Rui de Sousa, Maria Velho da Costa e Manuel Alegre.

 

3.ª edição do Concurso Literário: envie o seu conto até 30 de abril!

3.ª edição do Concurso Literário: envie o seu conto até 30 de abril!

Concurso Literário.jpg

A 3.ª edição do Concurso Literário, com o tema “De que é feito o meu coração”, promovida pelo Município de Palmela, através das Bibliotecas Municipais, é lançada a 20 de março.

O Concurso, cuja modalidade é o conto, destina-se a todas/os as/os cidadãs/ãos, nacionais e estrangeiras/os, residentes em território nacional, e está dividido em três escalões etários: 6 a 11, 12 a 17 e mais de 18 anos.

Os textos devem ser entregues até 30 de abril. Os três melhores trabalhos de cada escalão serão premiados com cheques-brinde e todas/os as/os participantes receberão um diploma de participação. As/os vencedoras/es do Concurso serão anunciadas/os no site da Autarquia (www.cm-palmela.pt), a 1 de junho, Dia do Concelho.

Esta iniciativa, que tem por objetivo promover e valorizar a escrita, a leitura e o livro e criar oportunidades para que as/os escritoras/es apresentem o seu trabalho, enquadra-se nas Comemorações do Centenário do Nascimento de José Saramago. O tema deste ano, “De que é feito o meu coração”, foi precisamente inspirado numa frase do Prémio Nobel da Literatura: “Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu coração fizeram-no de carne e sangra todo o dia”.

O Concurso assinala ainda outras três datas importantes: 2 de abril - Dia Internacional do Livro Infantil, 23 de abril - Dia Mundial do Livro e 25 de Abril - Dia da Liberdade.

Mais informações: bibliotecas@cm-palmela.pt ou 212 336 632.

 

Porto de Lisboa apoia ciclo de palestras sobre Almada Negreiros_ próxima palestra dia 22 de janeiro, às 17h00, via ZOOM

 

No próximo dia 22 de janeiro (sábado) realiza-se a sétima palestra do ciclo de nove palestras mensais dedicadas à vida artística e obras de pintura mural de Almada Negreiros, uma iniciativa que será transmitida gratuitamente pela Internet e conta com o apoio da Administração do Porto de Lisboa (APL).

 

Recorde-se que este ciclo sobre a vida e obra de Almada inclui seis palestras já realizadas em 2021 e três palestras a realizar em 2022 (6+3), sempre às 17h00 (GMT), via ZOOM, que decorrem no âmbito do Projeto “ALMADA NEGREIROS - O desvendar da Arte da Pintura Mural de Almada Negreiros (1938-1956)”.

 

Esta sétima palestra será apresentada pela investigadora Mercedes Sánchez Pons, abordando o tema “What about Spanish murals of the 20th century? Needs and opportunities”, podendo ser acompanhada via ZOOM, através desta ligação.

Recorde-se que o Projeto “ALMADA NEGREIROS - O desvendar da Arte da Pintura Mural de Almada Negreiros (1938-1956)” é uma iniciativa transdisciplinar apoiada pela APL, que resulta da colaboração entre o laboratório HERCULES da Universidade de Évora, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC-IJF e DEPOF), e o Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (IHA-FCSH / UNL).

 

O projeto pretende estudar pela primeira vez com técnicas de imagem e de análise o legado de pintura mural de Almada Negreiros, uma das figuras-chave da vanguarda e do modernismo em Portugal.

Em destaque estão os cinco núcleos de pinturas murais encomendados na cidade de Lisboa entre 1938 e 1956, que são as Gares Marítimas da APL (de Alcântara e Rocha do Conde de Óbidos), Igreja de Nossa Sr.ª do Rosário de Fátima, Edifício DN e o Liceu EB Patrício Prazeres.

Os objetivos são a identificação e caracterização das técnicas pictóricas, constituintes dos suportes e das camadas cromáticas, e suas implicações nos processos de deterioração para sua conservação futura.

 

Os resultados obtidos ao longo dos três anos serão um passo vital no conhecimento, valorização e conservação da arte da pintura mural de Almada Negreiros.

 

 

 

Mais informações em: https://www.portodelisboa.pt/

- Sétima Palestra: 22 de janeiro de 2022 às 17h00 GMT – Assistir aqui!

- Programa completo das nove palestras

- Vídeo Promocional sobre o Projeto Almada

- Saiba mais sobre o projeto: Almada Negreiros – O desvendar da arte da pintura mural de Almada Negreiros (1938-1956) (uevora.pt)

 

 

Catarina Gomes vence o Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís

Catarina Gomes-768x512.jpg

 

Com o romance original “Terrinhas”, Catarina Gomes, sagrou-se vencedora da 14ª edição do Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís, por unanimidade do Júri, presidido por Guilherme d’Oliveira Martins. Em homenagem à grande escritora, o Prémio, no valor de 10 mil euros, foi instituído, pela primeira vez, em 2008, pela Estoril Sol, no quadro das comemorações do cinquentenário da Empresa.

 

Ao eleger “Terrinhas”, o júri considerou tratar-se de “um romance que, a partir do ponto de vista de uma mulher tipicamente citadina, coloca em confronto o mundo rural e o mundo urbano. A memória dos pais, que quase religiosamente vão à terra para trazer batatas, as quais invadem a cozinha e o imaginário da narradora, fornece a visão irónica e, por vezes, mesmo hilariante, com que esta avalia a infância e enfrenta dores e dramas da idade adulta. A alegria e a comovente ternura na avaliação da vida e da morte, associadas a uma escrita fluida e elegante, dão a este romance, um indiscutível alcance literário, que importa valorizar e divulgar.

 

Pode ler-se na sinopse do romance “Terrinhas”: “O que raio é uma bouça? Um lameiro? Um corgo? Quantos nomes pode ter uma terra, além de terreno ou lote de terreno?”. É com perplexidade que Cláudia M. Mendes, designer de interiores, se vê, de um dia para o outro, herdeira de umas nesgas de terra na aldeia da avó, de onde todos os verões a família voltava com o tejadilho do carro cheio de batatas. Forçada a voltar ao sítio onde era obrigada a passar férias, Cláudia vê-se no meio do campo a tentar chegar a terras que não vêm nem em mapas nem em GPS. Seguindo uma estranha trama de linhas desenhadas a calhaus e cruzes, abre-se entre Cláudia e a aldeia de Arrô uma nova e forçada ligação.

 

Segundo Catarina Gomes: “A ideia para o romance “Terrinhas” nasce de uma herança verdadeira. Há uns anos, vieram parar-me às mãos um conjunto de terras numa aldeia do Norte de Portugal que, para mim, eram apenas nomes estranhos. Nunca as tinha pisado e nem sabia o que fazer para lá ir dar. Eram terras que me chegavam de um tempo em que a terra era tudo, mas que agora pouco valiam, eram terras como as que aparecem nos noticiários de Verão sobre incêndios, de quem já ninguém cuida e que acabam por arder sozinhas. Há uma geração de portugueses com origens rurais que já herdou ou vai herdar terras como as de Cláudia e para quem elas já não representam quase nada. Das histórias das terras que herdei não descobri grande coisa, o que aconteceu foi pôr-me a imaginar o que lá se podia ter passado na altura em que terra era sinónimo de vida. Imaginava como aquelas terrinhas um dia tinham sido amealhadas, disputadas, amadas. Assim nasceu Cláudia, Arrô e a sua avó Adozinda”.

 

Catarina Gomes explica ainda que “escrever um romance era um sonho tão antigo que quase não tem idade, parece que me acompanhou toda a minha vida adulta. Sou jornalista há mais de 20 anos e o que tentei fazer nos últimos anos da minha prática profissional foi aproximar-me da ficção. Nos três livros de jornalismo literário que escrevi conto histórias de vida verdadeiras como se escrevesse um romance”.

 

Numa retrospectiva sobre o seu percurso literário, Catarina Gomes revela: “Em “Pai, tiveste medo” (edições Matéria-Prima, 2014) abordo a forma como a experiência da Guerra Colonial foi contada em casa e de que maneira chegou à geração dos portugueses filhos de ex‑combatentes. Em ”Furriel não é Nome de Pai” (Tinta‑da‑china, 2018) conto, pela primeira vez, a história dos filhos que os militares tiveram com mulheres africanas e que deixaram para trás. “Coisas de Loucos-O que eles deixaram no manicómio” ( Tinta‑da‑china, 2020) teve origem na descoberta acidental de uma caixa de cartão cheia de objectos de antigos doentes no primeiro hospital psiquiátrico português, o Miguel Bombarda. Este livro, onde conto a vida de oito antigos doentes a partir dos seus pertences abandonados, resultou de uma bolsa de investigação jornalística atribuída pela Fundação Calouste Gulbenkian. As três obras foram incluídas no Plano Nacional de Leitura”.

 

A autora do romance vencedor do Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís, Catarina Gomes, nasceu em Lisboa, em 1975. Jornalista do Público durante quase 20 anos, as suas reportagens receberam alguns dos prémios mais importantes da área, como o Prémio Gazeta (multimédia). Foi duas vezes finalista do Prémio de Jornalismo Gabriel García Márquez e recebeu o Prémio Internacional de Jornalismo Rei de Espanha. Os seus trabalhos de jornalismo literário mais significativos encontram‑se no site Vidas Particulares .

 

O Júri que atribuiu o Prémio, além de Guilherme D`Oliveira Martins, que presidiu, em representação do CNC – Centro Nacional de Cultura, integrou José Manuel Mendes, pela Associação Portuguesa de Escritores; Maria Carlos Gil Loureiro, pela Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas; Manuel Frias Martins, pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários; e, ainda, Maria Alzira Seixo, José Carlos de Vasconcelos e Liberto Cruz, convidados a título individual e Dinis de Abreu, em representação da Estoril Sol.

 

Recorde-se que, o Regulamento do Prémio Revelação, que deixou de fixar, em 2016, um limite de idade para os concorrentes, manteve, contudo, a exigência de serem autores portugueses,” sem qualquer obra publicada no género”. A iniciativa conta, desde o primeiro momento, com o apoio da Editorial Gradiva, que assegura a edição da obra vencedora, através de um Protocolo com a Estoril Sol.

 

Estoril Sol institui novamente o Prémio Vasco Graça Moura - Cidadania Cultural

10 - Vasco Graça Moura - 2009 (2).jpg

 

Com o valor de 20 mil euros

 

Estoril Sol institui novamente

o Prémio Vasco Graça Moura - Cidadania Cultural

 

  • Termina a 26 de novembro o prazo de candidaturas exteriores ao Júri

 

Está aberto o concurso para atribuição da 7ª edição do Prémio Vasco Graça Moura - Cidadania Cultural, instituído pela Estoril Sol e com o valor pecuniário de 20 mil euros. Lançado em 2015, este Prémio é considerado uma das mais prestigiadas iniciativas que integram o calendário de eventos culturais a nível nacional. Expira no dia 26 de novembro o prazo de recepção das candidaturas exteriores ao júri.

 

Com periodicidade anual, o Prémio Vasco Graça Moura, está reservado a uma personalidade de nacionalidade portuguesa, que se tenha notabilizado por um conjunto de obras, ou por uma obra original e inovadora de excepcional valia para a Cidadania Cultural do País.

 

Segundo o regulamento, o Prémio poderá ser atribuído a um escritor, ensaísta, poeta, jornalista, tradutor ou produtor cultural que, ao longo da carreira haja contribuído para dignificar e projectar no espaço público o sector a que pertença.

 

Ao promover este Prémio, a Estoril Sol assume a convicção de que a sua natureza e abrangência serão o justo reconhecimento pela obra multidisciplinar de Vasco Graça Moura, e pela sua imensa, profícua e invulgar polivalência criativa.     

 

As candidaturas deverão ser apresentadas e fundamentadas pelos membros do Júri e por personalidades ou entidades que o desejem fazer.

 

Todas as candidaturas exteriores ao Júri deverão ser remetidas em correio registado, ou serem entregues, por protocolo, até 26 de Novembro de 2021, no seguinte endereço: “Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural ” Gabinete de Imprensa da Estoril Sol – Casino Estoril – Av. Dr. Stanley Ho - 2765-190 Estoril."

 

Recorde-se que, o escritor e ensaísta Eduardo Lourenço venceu, em 2016, a primeira edição e, no ano seguinte, foi distinguido o director do quinzenário JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias” José Carlos Vasconcelos. Em 2018, foi a vez de Vítor Aguiar e Silva, académico, ensaísta e prestigiado camoniano, enquanto na edição seguinte, em 2019, foi Maria do Céu Guerra a receber o galardão, como reconhecimento pelo trabalho que desenvolveu, ao longo de mais de cinco décadas, uma carreira ímpar ligada às artes.

 

Em 2020, o prémio coube a Carlos do Carmo, figura impar do meio artístico nacional, que se distinguiu como uma das vozes mais relevantes do fado e que com o seu talento projectou o nome de Portugal a nível internacional. Já este ano, em sexta edição, foi galardoado Emílio Rui Vilar, pela constante, importante e significativa acção cultural desenvolvida durante um longo percurso, mormente como administrador ou gestor com responsabilidades em grandes instituições.

 

O Prémio será atribuído por um Júri presidido por Guilherme D`Oliveira Martins, cuja base é comum à dos Prémios Literários Fernando Namora e Revelação Agustina Bessa-Luís ao qual presidiu Vasco Graça Moura.

João Tordo vence Prémio Literário Fernando Namora instituído pela Estoril Sol

João Tordo.jpg

 

Com o romance “Felicidade”, João Tordo foi o grande vencedor da 24ª edição do Prémio Literário Fernando Namora, relativo ao ano de 2021, instituído pela Estoril Sol, com o valor pecuniário de 15 mil euros.

 

Na deliberação do Júri, presidido por Guilherme D ´Oliveira Martins, e após debate sobre os méritos das obras apresentadas a concurso, assinala-se que a obra “Felicidade”, de João Tordo, “é um romance de formação emocional e afectiva de um homem constituído em narrador, embora sem nome que o identifique ao longo do livro. O dramatismo de solidão do narrador e protagonista de romance assume grande intensidade e poder de envolvência no leitor. Também a engrenagem se situa num plano de realização preciso mas criativo. Os nomes das três figuras femininas, Felicidade, Esperança e Angélica, projetam um simbolismo que expande o próprio processo imaginativo”.

 

Em acta, o Júri evidenciou, ainda, outros romances concorrentes, constando da lista de finalistas as obras de: Tânia Ganho, “Apneia”; João de Melo, “Livro de Vozes e Sombras”; José Gardeazabal, “A Melhor Máquina Viva”; Teresa Veiga, “Cidade infecta” e João Pinto Coelho, “ Um Tempo a Fingir“.

 

João Tordo nasceu, em Lisboa, em 28 de Agosto de 1975. Formou-se em filosofia e estudou jornalismo e escrita criativa em Londres e Nova Iorque. Venceu o Prémio Literário José Saramago 2009, com “As Três Vidas”, tendo sido finalista, com o mesmo livro, do Prémio Portugal Telecom, em 2011. Publicou doze romances, entre eles “O Livro dos Homens sem Luz”(2004), “Hotel Memória”(2007), “Anatomia dos Mártires” (2011), “O Ano Sabático” (2013), “Biografia Involuntária dos Amantes” (2014), “O Luto de Elias Gro” (2015), “O Paraíso Segundo Lars D.” (2015), “O Deslumbre de Cecilia Fluss” (2017) e “Ensina-me a Voar Sobre os Telhados” (2018).

 

Foi finalista do Prémio Melhor Livro de Ficção Narrativa da Sociedade Portuguesa de Autores (2011 e 2015), do Prémio Literário Fernando Namora (2011, 2012, 2015, 2016), e do Prémio Literário Europeu em 2012. Os seus livros estão publicados em vários países, incluindo França, Itália, Alemanha, Hungria, Espanha, México, Argentina, Brasil, Uruguai, entre outros.

 

Como guionista, participou em várias séries de televisão, incluindo “O Segredo de Miguel Zuzarte” (RTP), 4 (RTP), e “Liberdade XXI” (RTP). Trabalha, ainda, como cronista e formador em workshops de ficção dedicados à escrita criativa e ao romance.

 

 

 

Recorde-se que, o Júri desta 24ª edição do Prémio Literário Fernando Namora, para além de Guilherme d`Oliveira Martins, integrou, ainda, José Manuel Mendes, pela Associação Portuguesa de Escritores; Maria Carlos Gil Loureiro, pela Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas; Manuel Frias Martins, pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários; e, ainda, Maria Alzira Seixo, José Carlos de Vasconcelos e Liberto Cruz, convidados a título individual, além de Dinis de Abreu, em representação da Estoril Sol.

 

O Prémio Literário Fernando Namora será entregue oportunamente em cerimónia a anunciar.

 

 

 

 

#CCBDigital | ANDREAS SLOMINSKI por GONÇALO M. TAVARES em Dicionário de Artistas > textos sobre artistas contemporâneos nas plataformas digitais do CCB

CCBDigital  #CCBPodcasts

image001 (1).png

 

(#51) Dicionário de Artistas

Casas, Luz Vento, dedicado a Andreas Slominski

Por Gonçalo M. Tavares

 

Todas as semanas, o CCB disponibiliza um texto inédito de Gonçalo M. Tavares

sobre artistas contemporâneos, com leitura de Ana Zanatti.

Para ler em www.ccb.pte ouvir no spotify do CCB

 

 

 

Casas, Luz, Vento

dedicado a Andreas Slominski

 

As casas cortadas em pedaços para que a possibilidade de descansar não exista. Se não existir espaço para o homem se deitar, o homem permanecerá em pé.

Mas há também a luz, que sendo um elemento impessoal e sem nome ou forma, é coisa importante, porque é, no que vemos do mundo, uma espécie de febre que por aí anda e não nos toca, um vento mais lento e claro que vem do sol e fica.

Por que não pensar ser possível um vento como a luz, um vento que ficasse num metro quadrado de terreno, imobilizado, como quem exibe o gosto de estar no sítio onde está? A luz existe em cima de uma estaca – e pousa o seu acampamento nos momentos em que nada cobre o sol. O vento, pelo contrário, é, na natureza, uma das suas partes telegráficas; uma velocidade de cavalo, desnecessária por vezes.

Gonçalo M. Tavares

 _________

LOULÉ E LAGOS LANÇAM 16ª EDIÇÃO DO CONCURSO LITERÁRIO

Cartaz_16 CL Sophia.jpg

 

Naquela que já é uma tradição na vida escolar algarvia, as Autarquias de Loulé e Lagos, através das suas Bibliotecas (Sophia de Mello Breyner Andresen e Júlio Dantas), voltam a juntar-se para lançar mais uma edição - a 16ª - do Concurso Literário Sophia de Mello Breyner Andresen, iniciativa que tem como principal objetivo incentivar para a leitura das obras de Sophia de Mello Breyner Andresen.

O concurso destina-se aos estudantes do 2º e 3º ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário ou equiparado, da região do Algarve. São admitidos trabalhos de Poesia, Prosa ou Ensaio, em língua portuguesa, e Ilustração (originais e inéditos até à data da decisão final), que incidam sobre a obra literária de Sophia, devendo os mesmos indicar a obra original sobre a qual refletem.

Os trabalhos apresentados terão que estar identificados com pseudónimo e ano de escolaridade do aluno. No caso de um autor apresentar mais do que um trabalho a concurso, os pseudónimos devem ser diferentes para cada um deles.

Os trabalhos a concurso devem ser entregues até ao dia 26 de fevereiro de 2022, na Biblioteca Municipal de Loulé ou na Biblioteca Municipal de Lagos.

O júri é constituído por um representante da Câmara Municipal de Loulé, da Câmara Municipal de Lagos, da Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, da DGESTE – Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DSR-Algarve) e um autor convidado.

Este concurso tem uma periodicidade anual e a entrega de prémios, que decorre de forma rotativa, acontece nesta edição na Biblioteca de Loulé, a 23 de abril de 2022.

 

 

 

 

Os prémios são entregues em cartões-oferta a levantar em livrarias locais, nos concelhos de Loulé ou Lagos. O júri atribui quatro prémios a cada nível de escolaridade, dois por categoria - modalidade de Texto (Poesia, Prosa, Ensaio) e modalidade de Ilustração: 1º Prémio: cartão-oferta no valor 400€ + diploma de participação; 2º Prémio: cartão-oferta no valor 200€ + diploma de participação. existe a possibilidade de atribuir menções honrosas: livros + diploma de participação.

Para as escolas frequentadas pelos alunos premiados são oferecidos livros, como contributo às Bibliotecas Escolares.

Mais informações através dos emails biblioteca@cm-loule.pt ou biblioteca@cm-lagos.pt

É de salientar que o Concurso Literário Sophia de Mello Breyner tem-se assumido como um importante veículo de promoção dos hábitos de leitura junto dos estudantes algarvios, bem como do legado de um dos nomes maiores da Literatura Portuguesa.

 

CML/GAP /RP