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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

#CCBDigital | ANDREAS SLOMINSKI por GONÇALO M. TAVARES em Dicionário de Artistas > textos sobre artistas contemporâneos nas plataformas digitais do CCB

CCBDigital  #CCBPodcasts

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(#51) Dicionário de Artistas

Casas, Luz Vento, dedicado a Andreas Slominski

Por Gonçalo M. Tavares

 

Todas as semanas, o CCB disponibiliza um texto inédito de Gonçalo M. Tavares

sobre artistas contemporâneos, com leitura de Ana Zanatti.

Para ler em www.ccb.pte ouvir no spotify do CCB

 

 

 

Casas, Luz, Vento

dedicado a Andreas Slominski

 

As casas cortadas em pedaços para que a possibilidade de descansar não exista. Se não existir espaço para o homem se deitar, o homem permanecerá em pé.

Mas há também a luz, que sendo um elemento impessoal e sem nome ou forma, é coisa importante, porque é, no que vemos do mundo, uma espécie de febre que por aí anda e não nos toca, um vento mais lento e claro que vem do sol e fica.

Por que não pensar ser possível um vento como a luz, um vento que ficasse num metro quadrado de terreno, imobilizado, como quem exibe o gosto de estar no sítio onde está? A luz existe em cima de uma estaca – e pousa o seu acampamento nos momentos em que nada cobre o sol. O vento, pelo contrário, é, na natureza, uma das suas partes telegráficas; uma velocidade de cavalo, desnecessária por vezes.

Gonçalo M. Tavares

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LOULÉ E LAGOS LANÇAM 16ª EDIÇÃO DO CONCURSO LITERÁRIO

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Naquela que já é uma tradição na vida escolar algarvia, as Autarquias de Loulé e Lagos, através das suas Bibliotecas (Sophia de Mello Breyner Andresen e Júlio Dantas), voltam a juntar-se para lançar mais uma edição - a 16ª - do Concurso Literário Sophia de Mello Breyner Andresen, iniciativa que tem como principal objetivo incentivar para a leitura das obras de Sophia de Mello Breyner Andresen.

O concurso destina-se aos estudantes do 2º e 3º ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário ou equiparado, da região do Algarve. São admitidos trabalhos de Poesia, Prosa ou Ensaio, em língua portuguesa, e Ilustração (originais e inéditos até à data da decisão final), que incidam sobre a obra literária de Sophia, devendo os mesmos indicar a obra original sobre a qual refletem.

Os trabalhos apresentados terão que estar identificados com pseudónimo e ano de escolaridade do aluno. No caso de um autor apresentar mais do que um trabalho a concurso, os pseudónimos devem ser diferentes para cada um deles.

Os trabalhos a concurso devem ser entregues até ao dia 26 de fevereiro de 2022, na Biblioteca Municipal de Loulé ou na Biblioteca Municipal de Lagos.

O júri é constituído por um representante da Câmara Municipal de Loulé, da Câmara Municipal de Lagos, da Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, da DGESTE – Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DSR-Algarve) e um autor convidado.

Este concurso tem uma periodicidade anual e a entrega de prémios, que decorre de forma rotativa, acontece nesta edição na Biblioteca de Loulé, a 23 de abril de 2022.

 

 

 

 

Os prémios são entregues em cartões-oferta a levantar em livrarias locais, nos concelhos de Loulé ou Lagos. O júri atribui quatro prémios a cada nível de escolaridade, dois por categoria - modalidade de Texto (Poesia, Prosa, Ensaio) e modalidade de Ilustração: 1º Prémio: cartão-oferta no valor 400€ + diploma de participação; 2º Prémio: cartão-oferta no valor 200€ + diploma de participação. existe a possibilidade de atribuir menções honrosas: livros + diploma de participação.

Para as escolas frequentadas pelos alunos premiados são oferecidos livros, como contributo às Bibliotecas Escolares.

Mais informações através dos emails biblioteca@cm-loule.pt ou biblioteca@cm-lagos.pt

É de salientar que o Concurso Literário Sophia de Mello Breyner tem-se assumido como um importante veículo de promoção dos hábitos de leitura junto dos estudantes algarvios, bem como do legado de um dos nomes maiores da Literatura Portuguesa.

 

CML/GAP /RP

#CCBDigital | GONÇALO M. TAVARES escreve sobre ANDRES SERRANO em Dicionário de Artistas > textos sobre artistas contemporâneos nas plataformas digitais do CCB

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(#47) Dicionário de Artistas

Imagens, texto e tristeza, dedicado a Andres Serrano

Por Gonçalo M. Tavares

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À quarta-feira, o CCB disponibiliza um texto inédito de Gonçalo M. Tavares

sobre artistas contemporâneos, com leitura de Ana Zanatti.

Para ler em www.ccb.pte ouvir no spotify do CCB

 

 

Imagens, texto e tristeza

 

dedicado a Andres Serrano

 

Certas imagens lembram certos versos – e os versos não são elementos orgânicos que se movam como os cavalos; são elementos parados, como árvores na linguagem; árvores, sim, que também crescem, no mesmo sítio, mas lentamente; um verso cresce permanecendo sempre no mesmo local da página, crescendo assim em quem o lê, espantado, pela primeira vez, pela segunda, pela terceira, pela quinta vez.

Certas fotografias paradas têm, então, o movimento de certos versos, também parados. E há, em algumas imagens, uma densidade que mede a curvatura da tristeza humana e animal com um qualquer instrumento desconhecido e impossível de descrever, mas exacto. A curvatura da melancolia começa na imagem que vemos, e termina depois no coração, órgão principal da inteligência e do choro.

A tristeza de alguém é incalculável quando vista de fora, como uma equação estranha que o melhor dos matemáticos não soubesse agarrar. Imagens e versos ajudam por vezes a entendê-la, mas sim, é uma equação informe: a tristeza dos outros.

Gonçalo M. Tavares

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#CCBDigital | GONÇALO M. TAVARES escreve sobre RICHARD SERRA em Dicionário de Artistas > textos sobre artistas contemporâneos nas plataformas digitais do CCB

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(#46) Dicionário de Artistas

As Mãos, dedicado a Richard Serra

Por Gonçalo M. Tavares

 

À quarta-feira, o CCB disponibiliza um texto inédito de Gonçalo M. Tavares

sobre artistas contemporâneos, com leitura de Ana Zanatti.

Para ler em www.ccb.pte ouvir no spotify do CCB

As mãos

dedicado a Richard Serra

 

A mão é um elemento que abre e fecha como uma vulgar torneira. É um elemento que agarra ou deixa cair como uma vulgar pinça. E a mão bebe: a água pousada sobre ela perde quantidade para um sítio que não se sabe exactamente qual é, mas será um buraco, um espaço vazio que se torna receptor, como um copo. Se fossemos minuciosos na medição das quantidades que se perdem na mão atenciosa que segura a água, veríamos: a mão bebe.

E há também as múltiplas maneiras de a mão raciocinar: não fala, mas pensa (nos mudos fala), e desenha e escreve. E faz.

Sem mãos o homem seria apenas um animal falante. Não poderia fazer o que diz. Poderia apenas dizer o que os outros fazem. Não seria o rei da Criação, seria apenas o Imperador do Discurso.

 

Gonçalo M. Tavares

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#CCBDigital | GONÇALO M. TAVARES escreve sobre GREGOR SCHNEIDER em Dicionário de Artistas > textos sobre artistas contemporâneos nas plataformas digitais do CCB

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(#44) Dicionário de Artistas

O Grande Intervalo, dedicado a Gregor Schneider

Por Gonçalo M. Tavares

 

À quarta-feira, o CCB disponibiliza um texto inédito de Gonçalo M. Tavares

sobre artistas contemporâneos, com leitura de Ana Zanatti.

Para ler em www.ccb.pte ouvir no spotify do CCB

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O grande intervalo

dedicado a Gregor Schneider

 

Um resto que surge no meio do espaço limpo. A morte é assim: está a mais no percurso de quem existe.

Ninguém é educado para dar atenção aos vestígios, a não ser os detectives e certos poetas que têm como qualidade única (e basta) esta: a de abrirem mais os olhos quando os outros os fecham.

Estar diante do sol que faz mal aos olhos e do vestígio que é o seu inverso – porque é símbolo do apagamento, da coisa que foi escurecida – tais situações podem exigir, por vezes, atitudes semelhantes. Olho de frente para o sol e para os vestígios - e a inteligência trabalha.

O corpo morto que está caído pode não estar morto. Talvez seja apenas um intervalo.

 

Gonçalo M. Tavares

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#CCBDigital | WALTER DE MARIA em Dicionário de Artistas > textos de GONÇALO M. TAVARES sobre artistas contemporâneos nas plataformas digitais do CCB

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(#37) Dicionário de Artistas

Terra, dedicado a Walter De Maria

Por Gonçalo M. Tavares

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À quarta-feira, o CCB  disponibiliza um texto inédito de Gonçalo M. Tavares

sobre artistas contemporâneos, com leitura de Ana Zanatti.

Para ler em www.ccb.pte ouvir no spotify do CCB.

A terra é uma obra de arte quando rodeada por matérias técnicas e espirituais. Porque assim é tornada rara, e fica o centro.

Instintiva e desprovida de mecanismos, a terra conhece o abecedário mais antigo. Cresce e muda de forma, de acordo com a vontade efémera do exterior. Mas é firme, paciente. Foi compreendida pelo sol. Sabe que, enquanto a luz do topo for indiferente à excitação que o progresso em ninharias provoca na cidade, ela – a terra – ainda pertence à 1.ª divisão dos elementos, enquanto o homem permanece na 2.ª.

Combinar uma certa indolência da terra com os preços contabilísticos da arte de mercado é uma tarefa bela e má, mas sobretudo irrepetível. Não se trata de vender matéria ao quilo, pelo contrário, na arte admira-se a leveza improvisada. Se um edifício cair é um desastre da engenharia, se voar é a invenção de um bom artista.

Junto à maçã podre que caiu de uma árvore há por vezes mais circulação de ideias no ar que num congresso de homens ilustres que se esqueceram de abrir a janela. O ar e a terra. E etc.

9ª Edição da Noite da Literatura Europeia - Dia 5 de junho, das 17h30 às 23h30, no Parque dos Poetas em Oeiras - Evento gratuito e ao ar livre

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No próximo dia 5 de junho das 17h30 às 23h30, vai realizar-se a 9ª Edição da Noite da Literatura Europeia, no Parque dos Poetas em Oeiras.

 

O evento começa com uma sessão literária dedicada ao público infantil, às 17h30, e a partir das 18h30, e pela noite fora, vão decorrer leituras encenadas de obras de 15 autores contemporâneos europeus, incluindo da portuguesa, Ana Margarida de Carvalho.

 

Cada leitura encenada para cada um dos 15 autores, terá uma duração de 15 minutos, decorrendo em simultâneo nos 15 países presentes no Parque dos Poetas e será repetida de 30 em 30 minutos, permitindo ao público desfrutar de várias obras à sua escolha em horários diferentes.

No mesmo sábado à tarde, a Noite da Literatura Europeia oferece aos amantes de literatura uma degustação de mini leituras nas ondas da rádio, no programa de Luís Caetano "A Força das Coisas", na Antena 2.

Neste evento realizado pela EUNIC Portugal e a Comissão Europeia, em parceria com a Câmara Municipal de Oeiras, os participantes podem, num ambiente bucólico que convida ao romance e ao sonho, apreciar e abraçar a poesia e a prosa, europeia.

 

Primeiro Encontro Literário Internacional “Cidades Invisíveis” arranca amanhã em Coimbra

 

Evento: I Encontro Literário Internacional “Cidades Invisíveis”

Data: De 26 a 29 de maio

 

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É já amanhã, quarta-feira, 26 de maio, que tem início a primeira edição do Encontro Literário Internacional “Cidades Invisíveis”, iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Coimbra e que integra o programa da candidatura da cidade a Capital Europeia da Cultura 2027. Durante quatro dias – de 26 a 29 de maio –, o evento oferece atividades gratuitas, abertas ao público e que decorrem em vários locais da cidade de Coimbra. Do programa, destaque-se a homenagem aos 40 anos de carreira da escritora Teolinda Gersão, a visita à exposição “O Livro Transformado”, que ficará patente no Convento São Francisco até 5 de setembro, ou, ainda, a visita à exposição "Diário de um Orfeu Rebelde. 80 anos da publicação do 1.º volume do Diário de Miguel Torga".

 

O Encontro Literário, que tem como objetivo percorrer as relações múltiplas entre a Cidade e a Literatura, terá uma periodicidade anual e cada edição contará com escritores convidados de uma cidade diferente. Para o ano de estreia da iniciativa, foi escolhida Santiago de Compostela, contando o evento com a presença de vários escritores galegos, como Teresa Moure, Susana Sanchéz Arins, Elias Torres Feijó, Cesáreo Sánchez Iglesias e Carlos Quiroga – que realizará uma residência literária na Casa da Escrita, em Coimbra, e que participará nas atividades culturais da cidade. A representar a literatura nacional, estarão presentes os escritores Marlene Ferraz, Vasco Pereira da Costa, José Manuel Mendes, Viale Moutinho, Francisco Duarte Mangas, entre outros. Mais informações disponíveis aqui.

 

Óbidos | FOLIO volta a realizar-se de 14 a 24 de Outubro

FOLIO volta a realizar-se de 14 a 24 de Outubro
Festival Literário Internacional de Óbidos terá como tema principal “O Outro”

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O FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos volta a realizar-se entre os dias 14 e 24 de Outubro, numa edição que terá como tema “O outro”.

O evento regressa a Óbidos, numa vertente presencial, tendo a organização entendido que estarão reunidas as condições de segurança para a sua realização no último trimestre deste ano. Este será o primeiro evento a ser retomado, no seu formato original, desde que pandemia, causada pela Covid-19, provocou uma paragem abrupta na atividade cultural da vila.

As principais mesas de escritores e sessões do evento estarão concentradas numa tenda na Praça de Santa Maria, com lotação limitada e com emissão de bilhetes (gratuitos), com lugares marcados, para garantir o cumprimento da lotação do espaço. O mesmo acontecerá com o Palco Inatel - tenda dos concertos – localizada na Cerca do Castelo.

O FOLIO vai contar com as seguintes áreas de programação e curadorias:
•    FOLIO Autores - Ana Sousa Dias e Pedro Sousa
•    FOLIO Educa - Ana Sofia Godinho
•    FOLIO Ilustra - Mafalda Milhões
•    FOLIA - programação a cargo da Fundação Inatel
•    FOLIO Mais - José Pinho

O FOLIO teve a sua primeira edição em 2015 e passou a ser um evento estratégico, quer no contexto nacional, quer no território de Óbidos.

Oferecendo um programa que incluirá lançamentos de livros, debates, mesas redondas, entrevistas, sessões de autógrafos e conversas, entre escritores e leitores, o FOLIO pretende voltar a trazer à vila aquele dinamismo cultural e turístico que tanto a caracteriza.

 

www.obidos.pt

Atribuição do vencedor do Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes

Um júri constituído por Clara Rocha, Isabel Cristina Mateus e José Tolentino Mendonça decidiu, por unanimidade, atribuir o Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes APE/C.M. de Amarante ao livro Poemas Reunidos, de Luís Filipe Castro Mendes (Assírio & Alvim).

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Da acta destaca-se: “O júri teve em conta a revisitação e renovação das formas clássicas, elegia e soneto, e, em especial, a relação com a tradição camoniana (…) Valorizou ainda o jogo dialógico com os autores do cânone cultural ocidental, bem como a ponte intercultural com o Oriente e o Brasil. Mereceu igualmente destaque uma visão irónica e auto-irónica relativamente à contemporaneidade.

 

O Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes, bienal, da Associação Portuguesa de Escritores  com o patrocínio da Câmara Municipal de Amarante, admitiu a concurso obras completas de poesia ou antologias poéticas de autor publicadas nos anos 2018 e 2019, em português e de autor português.


O valor deste Grande Prémio é de € 12.500,00 (doze mil e quinhentos euros).

 

A cerimónia pública de entrega do Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes APE/C. M. de Amarante será oportunamente anunciada.