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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

10.º FESTIVAL VERÃO AZUL - Pauliana Valente Pimentel, M̶i̶g̶u̶e̶l̶ Bonneville, ZA!, Sérgio Pelágio e muito mais. 4 a 20 nov - Lagos, Loulé e Faro

FESTIVAL VERÃO AZUL

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Festival Transdisciplinar de Artes Contemporâneas
Lagos, Loulé e Faro
4 - 20 Novembro 2021


Uma bomba relógio prestes a explodir no Algarve com novos trabalhos de Pauliana Valente Pimentel, M̶i̶g̶u̶e̶l̶ Bonneville, ZA!, Sérgio Pelágio, entre muitos outros.


Festival Verão Azul chega este ano à 10.ª edição e celebra uma década dedicada à descentralização e criação em arte contemporânea, e suas variantes e cruzamentos.

De 4 e 20 de Novembro, em Lagos, Loulé e Faro, o festival transdisciplinar de artes contemporâneas apresenta 29 surpreendentes propostas artísticas em áreas como fotografia, música, teatro, performance, cinema, entre outras, continuando a promover a forte criação e difusão de expressões artísticas e singularidades estéticas na região do Algarve.

Com direcção artística da dupla de artistas Ana Borralho e João Galante e curadoria de Catarina Saraiva, em 2021, a programação do Verão Azul centra-se em temas da contemporaneidade como o ambiente, os direitos humanos, a igualdade e a precariedade, através do que de mais experimental se faz na produção artística nacional, internacional e local.

Seguindo a lógica de interligação entre municípios do eixo Barlavento-Sotavento algarvio, em cada semana do evento, uma cidade será o centro do festival, com a missão de sensibilizar e de aproximar a comunidade às novas formas de arte. Com esse intuito, o programa aposta forte numa componente educativa, apresentando uma lista extensa de propostas para escolas e famílias.

No arranque do festival, a dia 4 de novembro, "Faro Oeste", a nova exposição da fotógrafa Pauliana Valente Pimentel, lança um olhar empático e intimista das comunidades ciganas locais, nomeadamente as das zonas de Faro, Loulé e Boliqueime. Esta nova colecção de fotografias vê o quotidiano destas famílias, realçando as suas tradições, com o intuito de combater preconceitos e estereótipos racistas e xenófobos de que são constantemente alvo. A mostra permanece em exibição até 19 de Dezembro, no Museu Municipal de Faro.

No Teatro das Figuras, o artista multidisciplinar M̶i̶g̶u̶e̶l̶ Bonneville, na performance “A Importância de Ser Alan Turing”, prossegue o projecto de uma série de espectáculos sobre as vidas e obras de artistas e pensadores cuja importância tem sido vital no seu percurso artístico. Neste trabalho, Bonneville toma como ponto de partida Alan Turing (1912-1954), o matemático, criptoanalista e cientista da computação de primeira geração.

Fruto do desafio feito pelo Verão Azul para três residências de criação, o colectivo de música catalão ZA! estreia “Cantos de Trabalho Impossíveis” - um concerto-fanfarra ou um espectáculo-percurso. Eduard Pou e Pau Rodríguez, actualizam o repertório tradicional das canções de trabalho algarvias centradas na agricultura e na pesca, que serão apresentadas numa caminhada, do hotel ao centro comercial, terminando no Teatro das Figuras, em Faro. O resultado é uma obra etno-musicológica feita através da experimentação e do humor, com a participação de cantores e improvisadores locais. Também em Faro.

Em Loulé, Tiago Gandra e de Daniel V. Melim, responsáveis pelo projecto Galeria de Arte Ambulante, estão ao volante do “Centro Cultural do Carro”, que é, simultaneamente, uma performance e uma exposição de artes plásticas. A partir de um velho Mercedes Benz, objecto automobilístico considerado em desuso, descobrem-se obras de arte nos seus mais ínfimos espaços interiores e exteriores. Uma galeria ambulante que junta peças pouco conhecidas de artistas consagrados às de artistas algarvios, para uma reflexão poética sobre o contexto de criação e a difícil relação da arte com o mercado. Os artistas promovem ainda duas actividades dedicadas ao público mais novo, em que este é convidado a transformar um carro num objecto de exposição.

No Centro Cultural de Lagos, em “Válvula”, o ilustrador António Jorge Gonçalves e o MC e activista Flávio Almada aka LBC Soldjah dirigem-se aos adolescentes, jovens e adultos com uma conferência-performance a partir da história do graffiti e do rap para nos transportar numa viagem com diversas perguntas que se cruzam com os direitos sociais e humanos. Ambos são ainda os condutores de masterclasses para jovens: António Jorge Gonçalves vai explicar o método e a dinâmica performativa do desenho digital em tempo real e Flávio Almada partilhar uma experiência exploratória e participativa no universo do hip-hop, por via do ritmo, de técnicas de escrita e da improvisação.

Com uma grande componente infanto-juvenil, o festival revela as “Histórias Magnéticas”, o projecto do guitarrista e compositor Sérgio Pelágio dedicado à composição de bandas sonoras para histórias infantis. Ao longo do Verão Azul o músico faz-se acompanhar da narração de Isabel Gaivão para, juntos, apresentarem um conjunto de histórias para guitarra eléctrica e voz, onde sobressaem temas como o ambiente, a democracia e os sonhos, seguido de uma oficina criativa para crianças.

A comunidade artística local também é chamada a intervir no Verão Azul. Através de uma convocatória a criadores que participaram no Programa de Formação Artística desenvolvido pelo festival em 2020, este ano a programação conta com Flávio Martins e José Jesus, com a performance sonora “Orelhas de Burro”, António Guerreiro e Carolina Cantinho, com o espectáculo de teatro e dança “Chama-se Amor, Amor”, e João Caiano e Martim Santos, com a peça de teatro “Ele Escreveu por 25 Tostões”.

Quem também mergulha no Verão Azul, de volta a Loulé, é o encenador brasileiro Alex Cassal, que traz “A Biblioteca do Fim do Mundo” - um espectáculo que recria a última noite antes do apocalipse, concebido para ser apresentado em bibliotecas, também com a participação da população local (uma ligação estabelecida durante a fase de criação no âmbito da residência artística Verão Azul).
Neste mar cristalino, somos ainda confrontados com o alerta à devastação e à alteração da paisagem portuguesa, no poema visual da realizadora italiana Luciana Fina. “Questo è il piano” é um filme que pretende provocar um debate urgente sobre o ambiente.

Segundo a curadora Catarina Saraiva, “este ano focamos a atenção no encontro, na possibilidade de que cada peça permita criar um espaço para que cada espectador possa encontrar o seu íntimo e a sua alegria. Nesta edição trabalhámos para conseguir chegar a alguma felicidade, àquela que nos permita ter consciência da importância de viver. E de percebermos como por vezes, explodir não é negativo”.

Produzido pela associação cultural casaBranca, o Verão Azul tem financiamento da DG Artes e Câmara Municipal de Lagos, contando com co-produção com o Teatro das Figuras de Faro e a Câmara Municipal de Loulé.

Num mundo em constante mudança e sufoco, prestes a implodir, a transdisciplinaridade das artes contemporâneas apela ao despertar para uma inadiável e necessária transformação.

Tick Tack Tick Tack!
Contagem decrescente para a 10.ª edição do Verão Azul, de 4 a 20 de Novembro.


SOBRE O FESTIVAL VERÃO AZUL

A 1.ª edição realizou-se em 2011 durante 4 dias, em Lagos, com uma programação essencialmente nacional. Sempre com direcção artística de Ana Boralho e João Galante, desde então, o festival estendeu-se também ao sotavento algarvio. Afirmando-se como um evento de características únicas na região, tem apresentado de forma continuada projectos de teatro, dança, performance, música, cinema e artes visuais, conciliando obras de artistas nacionais e estrangeiros, com um percurso já firmado e reconhecido, com projectos de jovens criadores de carácter mais experimental. Em 2018, abriu um novo ciclo e passou a festival bienal. Nos seus anos intercalares, dedica-se a trabalhar, juntamente com artistas convidados, a sua intenção artística de descentralização e aprofundamento de relações com os contextos, as comunidades e o tecido artístico locais, promovendo residências de criação, laboratórios de pesquisa e co-produções, cujos resultados serão apresentados em cada edição do festival.


FOTOGRAFIAS SOBRE TRADIÇÃO ALENTEJANA EM EXPOSIÇÃO EM LOULÉ

 

"O Canto às Santas Cruzes" é o nome da exposição de fotografia que André Pires Santos apresenta na Galeria de Arte do Convento do Espírito Santo, em Loulé, de 10 de setembro a 23 de outubro.

André Pires Santos é um alentejano de 28 anos, nascido em Vila Nova de S. Bento, a viver em Faro. Licenciado em Educação e Comunicação Multimédia e, desde há muito, apaixonado por fotografia, elegeu-a como o seu principal elemento de trabalho. Para além do que a profissão lhe exige como fotógrafo, nos tempos de lazer dedica-se a fotografar, sobretudo, aquilo que o toca emocionalmente. É aí que, no encontro com as suas raízes regista, através da fotografia, de uma forma simbólica, os costumes e as tradições das suas gentes, na tentativa de as fazer perdurar no tempo e manter viva a identidade da terra.

Cresceu a ouvir a voz dos homens da sua terra que, apaixonados pelas modas alentejanas, emprestavam, com todo o orgulho, a sua voz aos grupos de cantadores. Pretende através das imagens captadas dar a conhecer em cada expressão, cada gesto e cada ritual a intensidade emocional com que estes homens expressam, em homenagem ao seu padroeiro e louvando a tradicional Santa Cruz, os seus sentimentos que são, também, os sentimentos do seu povo.

A exposição "O Canto às Santas Cruzes" tem entrada livre e pode ser visitada de terça-feira a sábado, das 10h00 às16h30. A inauguração acontece esta sexta-feira, pelas 18h00.

 

CML/GAP /RP

MÚSICA E TEATRO NO DIA INTERNACIONAL DA PESSOA IDOSA EM LOULÉ

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No dia 1 de outubro assinala-se o Dia Internacional da Pessoa Idosa e o Município de Loulé promove um programa de atividades recreativas direcionado à população sénior do concelho, no fim de semana seguinte.

Assim, nos dias 2 e 3 de outubro, pelas 15h00, o Cineteatro Louletano será palco de um momento musical que integrará atuações na área do fado mas contará também com a participação dos alunos do Conservatório de Música de Loulé Francisco Rosado. Haverá ainda animação teatral, com o grupo Ao Luar Teatro que leva à cena “Caminhos da Terra – A carroça da tradição oral”.

Os interessados em assistir a esta tarde de animação cultural terão de inscrever-se através do telefone 289400882, até ao próximo dia 28 de setembro. A Autarquia assegurará o transporte até ao Cineteatro.

O Dia Internacional do Idoso foi instituído em 1991, pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o objetivo de sensibilizar a sociedade para as questões do envelhecimento e a necessidade de proteger e cuidar da população mais idosa. O Município de Loulé associa-se anualmente a esta celebração, através da dinamização de iniciativas que pretendem proporcionar um dia diferente a pessoas idosas, com momentos de convívio, até porque algumas delas vivem sozinhas, em zonas isoladas do concelho.

 

CML/GAP /RP

MAIOR EVENTO DE AUTOMÓVEIS CLÁSSICOS REGRESSA ÀS ESTRADAS ALGARVIAS

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O Algarve Classic Cars arranca esta sexta-feira, 27 de agosto, e irá prolongar-se até ao próximo domingo, 29 de agosto. Este evento automobilístico pretende, uma vez mais, e pelo vigésimo oitavo ano, afirmar-se como um dos grandes palcos dos automóveis clássicos na Península Ibérica.

Na edição 2021, este rali de regularidade histórica, organizado pelo Portugal Classic em conjunto com o Clube Português de Automóveis Antigos, com base na Marina de Vilamoura e no concelho de Loulé, conta com 6 etapas, envolvendo no seu programa também os municípios de Albufeira, Monchique, Lagoa, Silves e S. Brás de Alportel.

Hoje, dia 27, o Algarve Classic tem início por volta das 19h00, altura em que será dada a partida da etapa Murganheira, no circuito Casino de Vilamoura, terminando por volta das 19h30.

No dia 28, sábado, o Algarve Classic Cars, arranca com a partida da Marina de Vilamoura, pelas 9h00, com passagens por Lagoa às 10h40, e uma prova especial de classificação no Autódromo Internacional do Algarve, que irá proporcionar os habituais momentos de adrenalina, num dos melhores circuitos do mundo. Este momento está agendado para as 11h00, prevendo-se a chegada a Monchique pelas 12h30.

No mesmo dia, às 15h30, acontecerá a partida de Monchique para a etapa Turismo do Algarve, com passagem por Porches, por volta das 16h00, e uma neutralização na Vila Vita Parc, pelas 16h20. Logo a seguir, às 17h00, será dada a partida para a etapa Viborel e o Circuito Opticalia em Armação de Pêra. Cinco minutos depois, às 17h30 passagem no AlgarveShopping e, às 18h00, chegada ao Casino de Vilamoura.

No último dia de prova, 29, domingo, este icónico rali começa com a partida para a etapa Mercedes-Benz/Starsul, por volta das 9h30, e com uma prova especial no Cerro S.Miguel, às 11h00. Neste dia haverá uma neutralização em S. Brás de Alportel, pelas 11h30, e outra no Concessionário Mercedes-Benz / Starsul, pelas 12h20. A distribuição dos prémios que consagrará os vencedores acontecerá às 15h30, no Tivoli Marina de Vilamoura.

Para este ano, a organização destaca o percurso no Concelho de Monchique, carinhosamente apelidado de "Jardim do Algarve”, onde os participantes irão desfrutar de magnificas paisagens naturais, e que os levará até á Fóia, o ponto mais alto do Algarve.

Apesar de estar previsto um elevado número de participantes, os responsáveis da prova estão a organizar todo o evento seguindo as orientações e recomendações da Direção-Geral de Saúde, com as mais avançadas medidas de segurança sanitárias, para proporcionar uma elevada qualidade na experiência dos participantes, parceiros, patrocinadores e público.

O Algarve Classic Cars conta com o apoio de várias entidades públicas e privadas, onde se destaca os municípios de Loulé, Monchique, S. Brás de Alportel e Albufeira, e as marcas Starsul, Murganheira, Turismo do Algarve, Solverde, Vila Vita Parc e Viborel entre outras.

 

 

CML/GAP /RP

CINETEATRO “REGRESSA” EM FORÇA EM SETEMBRO

O arranque da nova temporada do Cineteatro Louletano não podia ser melhor: numa altura em que escalam na Europa alguns discursos populistas, o Cineteatro traz uma peça de teatro que versa sobre a democracia, questionando se os fins, afinal, justificam os meios. “Catarina e a beleza de matar fascistas”, de Tiago Rodrigues - o primeiro estrangeiro a dirigir o Festival de Avignon - é uma estreia a sul a 11 de setembro, vinda do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa. Conta com a participação de Sara Barros Leitão, atriz que ganhou o Prémio Revelação Ageas Teatro Nacional D. Maria II em 2020.

A estória passa-se em Baleizão, no Alentejo, no seio de uma família que tem uma tradição antiga: matar fascistas. Catarina tem a seus pés a primeira “presa”, mas é incapaz de matar, recusa-se a fazê-lo. Estala o conflito familiar, acompanhado de várias questões. O que é um fascista? Há lugar para a violência na luta por um mundo melhor? Podemos violar as regras da democracia para melhor a defender? Em Lisboa, “Catarina” esgotou a sala.

Entre 11 e 25 de setembro, mas no exterior, em Loulé e em Alte, espaço para mais uma edição do FOME, Festival de Objectos e Marionetas & Outros Comeres, uma parceria Algarve Central dos municípios de Faro, Loulé, Albufeira, Olhão, S. Brás de Alportel e Tavira, com a direção artística da ACTA, Companhia de Teatro do Algarve e o financiamento do CRESC 2020.

Um grande concerto do pianista Júlio Resende, que traz a Loulé, a 12 de setembro, “Júlio Resende Fado Jazz Ensemble”, um álbum que se carateriza, como o nome indica, por uma surpreendente e original combinação entre os dois estilos musicais.

Para além de 9 temas originais, Júlio Resende dá ainda azo à escrita, com uma letra de um fado cantado pela fadista Lina Rodrigues, em “Profecia”: “É um disco livre, em que a guitarra portuguesa e o piano se intersectam, e com o contrabaixo e a bateria tentam aproveitar ao máximo esse novo lugar que descobrem juntos. Passeiam-se. Se é Fado, se é Jazz, não sei, pode ser ambos, mas na realidade não sei, porque quem sabe normalmente não avança. Quem já sabe está parado nesse saber. Prefiro não saber, apenas ir, livre. Como o som”, diz o conceituado pianista português.

A 18, sábado, chega a Loulé o espetáculo do Grupo “Dançando com a Diferença”, que após uma semana intensa de trabalho local com pessoas com deficiência mostrará ao público o que significa incluir dançando, trabalhando com pessoas que muitas vezes se sentem à margem, estimulando nelas novas competências.

No domingo, 19, o CTL recebe “Vandalus”, um dos concertos Al Mutamid, no âmbito da XXI edição deste Festival, que ocorre em vários pontos do Algarve. “Vandalus” explora as semelhanças entre as raízes do flamenco e as músicas tradicionais do Mediterrâneo oriental e Magrebe. Recorde-se que a guitarra flamenca deriva do alaúde árabe e este parentesco torna-se evidente ao longo de todo o espetáculo.

A 23, quinta-feira, a Companhia Maior apresenta “O Lugar do Canto está Vazio”, peça de dança de Sofia Dias e Vítor Roriz: «O Lugar do Canto está Vazio é um jogo de alternâncias entre o abstrato e o figurativo, o reconhecível e o estranho, o individual e o coletivo, o biográfico e o ficcional. Uma composição de partituras sonoras, gestos que se ligam com palavras, breves narrativas interrompidas por movimentos e objetos que dão lugar a vozes». A peça é interpretada somente por atores séniores, da Companhia Mayor e terá uma programação cultural associada.

Por fim, ainda na área da dança, a fechar o mês, a 30 de setembro, a Companhia de Dança Paulo Ribeiro traz-nos “Last”, com direção e coreografia de São Castro e António M Cabrita, e com música ao vivo do Quarteto de Cordas de Matosinhos. Uma peça que mais do que uma inspiração, aspira à compreensão de Beethoven, num dos seus períodos de composição mais arrojados, já perto do fim da vida “Das ist Musik für eine spätere Zeit” (Isto é música para o futuro). Era assim que o próprio Beethoven respondia perante a incompreensão e incapacidade de aceitação por parte do público, relativamente às suas últimas obras. E essa reação do público não seria despropositada, quando num mesmo andamento de um dos quartetos, o público é confrontado com ritmos, estilos e emoções opostas. Beethoven acrescentava: “Die Kunst verlangt von uns, niemals still zu stehen” (A arte exige que não fiquemos parados). Por esta razão, “Last” é, acima de tudo, o desafio impossível de manter os sentidos inertes, perante uma obra que o próprio compositor nunca chegou a ouvir.

Recorde-se que, apesar da pandemia, o Cineteatro Louletano - que assinala em 2021 os 91 anos de existência, em simultâneo com os 10 anos da reinauguração – tem continuado a apostar numa programação de referência a nível nacional, granjeando o apoio do público e atraindo novos públicos para a fruição cultural, garantindo todas as condições de higiene e segurança e ostentando o selo “Clean&Safe”.

O CTL é uma estrutura cultural no domínio das artes performativas da Câmara Municipal de Loulé, e é um dos promotores da Rede Azul – Rede de Teatros do Algarve e da Rede 5 Sentidos.

 

CML/GAP /RP

"FILMES COM ESTRELAS”: CINEMA LUSÓFONO CHEGA ÀS FREGUESIAS RURAIS DO CONCELHO DE LOULÉ

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A pensar especialmente na população das zonais rurais onde o acesso à atividade cultural é mais limitado, a Câmara Municipal de Loulé/Loulé Film Office promove, entre os dias 12 e 20 de agosto, a iniciativa “Filmes com Estrelas”.

O cartaz, composto exclusivamente por produções portuguesas realizadas nos anos mais recentes, será apresentado em 5 sessões, todas com início marcado para as 21h00 e entrada gratuita.

As sessões terão lugar no espaço público, ao ar livre.

“Filmes com Estrelas” arranca esta quinta-feira, dia 12, no Largo da Igreja de Boliqueime, com “José e Pilar”. O documentário de 2010 do realizador português Miguel Gonçalves Mendes, é uma coprodução entre Portugal, Espanha e Brasil, e acompanha durante dois anos a vida do Prémio Nobel da Literatura, José Saramago, e da sua companheira, Pilar del Rio.

“Snu” é a película que será exibida no edílico cenário da Fonte Pequena, em Alte, no dia 14. A história da polémica relação entre Ebba Merete Seidenfaden (ou Snu Abecassis) a dinamarquesa que veio para Portugal e fundou as Publicações Dom Quixote, e Francisco Sá Carneiro, fundador do PPD-PSD e ex-primeiro-ministro de Portugal. Esta produção conta com as interpretações de Inês Castel-Branco e Pedro Almendra nos papéis principais. Um filme coescrito e realizado por Patrícia Sequeira, e que data de 2019.

Imigração, “bullying” e xenofobia são alguns dos temas retratados em “Gabriel”, um drama de 2019 de Nuno Bernardo, que será exibido a 16 de agosto, na antiga escola primária de Salir. Após a morte da mãe, Gabriel Silva deixa Cabo Verde e viaja para Portugal à procura de Valdo, o pai que não vê desde a infância e que se encontra gravemente doente. A tia e o primo acolhem-no em sua casa, no bairro dos Olivais, em Lisboa. Em pouco tempo, acaba por se ver envolvido com um gangue local liderado por Jorge, dono do clube de boxe e responsável pela organização de combates ilegais. A película é protagonizada pelo ator Igor Regalla.

A escola primária do Ameixial recebe, a 19 de agosto, a comédia “Ladrões de tuta e meia” (2019), do realizador Hugo Araújo. O casal de vigaristas João e Cristiane (Rui Unas e Leonor Seixas) decidem montar um último golpe: enganar um veterano do Ultramar que ganhou 190 milhões de euros na lotaria. Para isso, João faz-se passar pelo filho perdido do vencedor. Só que não são os únicos.

No encerramento desta edição dos “Filmes com Estrelas”, a 20 de agosto, no Largo da Igreja de Querença, será exibida uma das produções nacionais mais mediatizadas dos últimos anos: “Listen”, da realizadora multipremiada Ana Rocha de Sousa e co-produzido pelo ator algarvio Ruben Garcia . Este drama português de 2020 tem como protagonistas Lúcia Moniz e Sophia Myles e baseia-se em factos reais, abordando o drama de um casal português emigrado em Londres, a quem os serviços sociais retiraram os filhos. O filme retrata a luta pela união da família após um erro irreversível.  A película arrecadou quatro prémios na 77.ª edição do Festival de Veneza.

“Filmes com Estrelas” é mais uma das apostas do Município de Loulé na sétima arte e tem como media partner Rui Tendinha.

Esta iniciativa irá decorrer respeitando todas as normas e recomendações emanadas da Direção-Geral de Saúde no que respeita à pandemia da COVID-19.

 

CML/GAP /RP

FESTIVAL InterMEDio MARCA REGRESSO DAS MÚSICAS DO MUNDO AO CENTRO HISTÓRICO DE LOULÉ DEPOIS DE 2 ANOS DE “JEJUM”

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De 23 a 29 de agosto, a Câmara Municipal de Loulé apresenta interMEDio, um evento especial e de edição limitada focado na world music, que pretende fazer a ligação entre o período pré-pandémico e o que se espera que venha a ser o Festival MED quando o mundo regressar em pleno à normalidade.

O retomar da atividade económica e social, em particular as novas medidas mais permissíveis de desconfinamento em vigor desde este domingo, tornam possível a realização desta iniciativa que, de certo, permitirá ao público saciar algumas das necessidades culturais sentidas nos últimos 2 anos, mas também, para os fiéis seguidores do MED, trará novas experiências e vivências musicais únicas, fruto da constante novidade em termos dos projetos artísticos que aqui surgem.

O recinto será limitado, mas enquadrado naquele que é o território do MED e na sua ambiência – o casco histórico da cidade de Loulé, com uma forte presença de elementos do espaço mediterrânico. No entanto, dadas as restrições definidas ao nível da lotação, apenas o Palco Cerca, um dos habituais 10 palcos do festival, receberá espetáculos. Os lugares serão sentados e, durante as 7 noites de programação, estão previstos 2 concertos por noite.

A multiculturalidade musical volta a ser nota dominante e no cartaz do interMEDio, entre os 14 artistas, serão 9 os países representados. Além do espaço para a música nacional e os novos projetos, também as sonoridades originárias de vários cantos do mundo, desde as raízes tradicionais até aos ritmos e fusões mais inovadores, estarão presentes.

Para o diretor desta iniciativa, Carlos Carmo, “o interMEDio será uma excelente forma de retomar a atividade cultural e de animação em larga escala no concelho de Loulé, mas já com os olhos postos no futuro e no reposicionamento que se pretende para o Festival MED”. “Temos novas ideias e conceitos que queremos implementar nas próximas edições, mas, naturalmente, iremos manter o ADN do Festival MED e os pilares que têm feito deste um dos maiores festivais de world music da Europa”, sublinha.

Já o presidente da Autarquia de Loulé, Vítor Aleixo, salienta a importância deste evento intercalar para a recuperação e dinamização da economia local num momento particularmente difícil para os empresários: “É com alegria que anunciamos o Festival interMEDio e com ele um regresso aos grandes eventos, num formato mais restrito e intimista, mas que será um começo promissor e uma boa notícia para todos os envolvidos, não só na atividade cultural, mas também para os agentes do nosso tecido económico. Durante uma semana a cidade irá ganhar uma nova vida, ainda distante do que era antes da pandemia, mas já com uma dinâmica que ajudará aos negócios. Importa dizer que tudo isto é feito com consciência de que a COVID-19 ainda representa uma ameaça e, como tal, todas as condições de segurança sanitária estarão devidamente acauteladas”.

O cartaz do interMEDio será divulgado nos próximos dias, sendo que os bilhetes estarão à venda nessa altura. Todas as novidades do evento poderão ser acompanhadas no Facebook do Festival MED.

 

CML/GAP /RP

26º Loulé Jazz

29, 30, 31 de julho e 1 de agosto 2021

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Bilhetes já à venda

 

O Loulé Jazz regressa em 2021 com um cartaz muito especial. Na sua 26ª edição, o festival celebra o jazz nacional com músicos de todo o país. 

 

Mário Laginha, pianista, compositor e diretor artístico do Loulé Jazz, com raízes na cidade de Loulé, desenhou um cartaz totalmente português, sublinhando a qualidade artística dos músicos nacionais.  

 

Bernardo MoreiraEduardo Cardinho, João Frade, Maria João e Carlos BicaPedro Moreira, Miguel Meirinhos, Trio de Jazz de Loulé Zé Eduardo são os nomes que brilham no centro da cidade de Loulé, entre os dias 29 de julho e 1 de agosto de 2021. A nível internacional, dois nomes juntam-se ao cartaz: o lendário Jorge Pardo é convidado do Trio do algarvio João Frade, e Julian Arguelles tem uma participação especial no concerto do Trio de Jazz de Loulé, grupo que nasceu deste espírito de celebração da cidade que acolhe o universo do Jazz e da música improvisada desde 1995.  O Loulé Jazz é o Festival no ativo em Portugal, com maior número de edições realizadas. Não se realizou apenas no ano de 2020.

 

No total são oito ensembles que se reúnem ao longo de quatro dias, na Cerca do Convento do Espírito Santo, numa iniciativa da Casa da Cultura e Município de Loulé.

 

Os horários dos concertos do Loulé Jazz serão anunciados a 22 de julho, em conformidade com todas as regras de segurança definidas pela Direção Geral de Saúde.

 

“Este não é um ano como os outros, todos sabemos. A comunidade dos músicos viu, desde o primeiro período de confinamento, o seu trabalho reduzido a nada, ou quase nada. Existindo um número tão elevado de músicos e bandas de Jazz em Portugal, achámos que seria o momento de os honrar fazendo um Festival de Jazz de Loulé totalmente a eles dedicado. Queríamos que viessem músicos de todo o país, dos muito conhecidos, aos por descobrir.

Gostávamos que o “Loulé Jazz” 2021 fosse uma grande festa do Jazz Português, que tem já - gostava de dar toda a ênfase possível a isto - uma variedade de estilos e uma qualidade que precisa, urgentemente, de ter uma maior expressão nos palcos do país.

A Casa da Cultura de Loulé, com o apoio e financiamento da Câmara Municipal de Loulé, torna possível que oito grupos, todos eles portugueses, venham este ano partilhar a sua música. A escolha não foi fácil. Haveria muitos mais a convidar. Talvez por isso faça todo o sentido fazer deste ano do "Loulé Jazz" o primeiro de muitos em que se celebrará o Jazz e os músicos Portugueses.”

Mário Laginha Diretor Artístico do Loulé Jazz.

 

“Passados 19 meses de um contexto sanitário tão particular, não é conhecido qualquer surto originado por algum evento cultural. É de louvar o esforço de agentes culturais, técnicos, artistas e todas as equipas envolvidas, em assegurar que a Cultura continue a cumprir o seu papel na sociedade.

É com toda a segurança que queremos proporcionar o reencontro entre público e artistas. A arte é fundamental na regeneração da economia. É também nosso papel assegurar a continuidade e qualidade das atividades culturais.”

Casa da Cultura de Loulé 

 

26º Loulé Jazz

 

29, 30, 31 de julho e 1 de agosto 2021

 

Cerca do Convento do Espírito Santo em Loulé

 

29 Julho

 

Trio José Eduardo

Trio João Frade com Jorge Pardo

 

30 Julho 

 

Two Maybe More | Sax Ensemble de Pedro Moreira

 

Quarteto Maria João e Carlos Bica

 

31 Julho

 

Trio Miguel Meirinhos

Quinteto Eduardo Cardinho

 

1 Agosto

 

Sexteto Bernardo Moreira | Entre Paredes |

Trio de Jazz de loulé com Julian Argüelles   

 

 

Bilhetes à venda em

https://festivaisdeverao.bol.pt/Comprar/Bilhetes/97290-26o_loule_jazz_2021-convento_espirito_santo/

 

Site Oficial | Casa da Cultura de Loulé

https://www.ccloule.com/festival-de-jazz-de-loule

 

Redes Sociais

https://www.facebook.com/loulejazz

www.instagram.com/loulejazz

 

PROJETO LOULÉ CRIATIVO PROPÕE CURSO DE EMPREITA PARA DAR CONTINUIDADE A OFÍCIO

 

Tendo como propósito o apoio e promoção das artes e ofícios tradicionais, a Câmara Municipal de Loulé, através do projeto Loulé Criativo, propõe a realização de um Curso de Empreita, que decorrerá entre 10 de outubro e 14 de novembro.

O curso, com uma duração de 42 horas, constituído por 6 módulos, tem como objetivo dotar os participantes de conhecimentos que lhes permitam dominar a matéria-prima, os processos a ela associados, bem como executar diversas peças em empreita, recorrendo a várias técnicas.

Os módulos serão ministrados pelas artesãs que integram o coletivo da Casa da Empreita, em sessões com 7 horas de duração, tendo a formação lugar aos sábados, (das 9h30 às 17h30, com 1 hora de almoço), no Palácio Gama Lobo, em Loulé, sede do projeto Loulé Criativo.

O curso destina-se a maiores de 18 anos com interesse em aprender e desenvolver a técnica da empreita, sendo fator de valorização na seleção de participantes o interesse em dar continuidade à atividade, bem como a disponibilidade para integrar a escala de serviço da Casa da Empreita.

O curso terá um número mínimo de 6 e um número máximo de 8 participantes.

Parcialmente financiado pela Autarquia, o custo de participação é de 50€ (condições especiais para pessoas que se encontrem comprovativamente em situação de desemprego) + 50€ de caução que será restituída no final do curso, caso o formando conclua com aproveitamento a formação e integre o coletivo da Casa da Empreita por um período mínimo de 3 meses, assegurando turnos no funcionamento do espaço

Os interessados deverão inscrever-se através do email loulecriativo@cm-loule.pt ou do telefone 289400829, até ao dia 1 de outubro.

CML/GAP /RP

FESTIVAL JOVENS MÚSICOS ANTENA 2/RTP EM LOULÉ COM DOIS CONCERTOS

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O Festival Jovens Músicos 2020 é uma organização da Antena 2 e da RTP, em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian, a Câmara Municipal de Loulé e a ESMAE - Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (Porto), e decorre até 26 de setembro.

Nesta sua 10.ª edição, que conta com a transmissão online de concertos de edições anteriores e a realização de algumas atuações ao vivo, com público e com exibição em streaming através da Antena 2 e da RTP Palco, o festival ruma pela primeira vez a sul, a Loulé (além de Lisboa e Porto), com dois concertos imperdíveis que apresentam os mais promissores criadores e intérpretes da nova geração. A 23 de setembro, pelas 21h30, o Tomás Marques Quarteto (jazz) atua no Auditório do Solar da Música Nova e a 25 o Quarteto Tejo (música clássica) apresenta-se na Igreja da Misericórdia de Loulé também pelas 21h30. Ambos os concertos serão transmitidos em direto pela Antena 2 e RTP Palco.

Tomás Marques Quarteto é uma banda formada pelo saxofonista que dá nome à banda, propositadamente para o Prémio Jovens Músicos. Sendo todos alunos da Escola Superior de Música de Lisboa, Tomás reuniu estes amigos para o concurso, avançando assim com um novo quarteto. Tomás Marques no saxofone, Samuel Gapp no piano, Rodrigo Correia no contrabaixo e Diogo Alexandre na bateria têm tocado com os maiores nomes do jazz português e cada vez mais solidificando estes novos nomes no Jazz em Portugal. À volta de um jazz moderno cheio de influências, tocam composições do saxofonista. Este agrupamento foi reconhecido com o Prémio Jovens Músicos 2019 na categoria 'Jazz Combo’.

O Quarteto Tejo, formado em 2018, teve origem nas margens do rio que lhe dá o nome, em Belém, após os quatro músicos residentes no estrangeiro se terem encontrado num curso de aperfeiçoamento e tocado em conjunto. O entusiasmo por abordar a música sem barreiras formais e experimentar diferentes sentimentos e ideias em união, levou-os a formalizar o quarteto. Este projeto musical é um bilhete para Portugal de Inglaterra, Suíça, Bélgica e Alemanha; é uma viagem de quatro indivíduos à exploração do seu gosto comum pela música.

Ambos os concertos destinam-se ao público em geral, têm uma duração aproximada de 60 minutos cada e a entrada é gratuita (lógica de acesso que se estende a todo o festival) mas limitada, exigindo obrigatoriamente o levantamento prévio de convite na receção do Cineteatro Louletano.

Para mais informações, os interessados podem contactar o Cineteatro Louletano pelo telefone 289 414 604 (terça a sexta-feira, das 13h00 às 18h00) ou pelo email cinereservas@cm-loule.pt Além disso, podem consultar a sua página de facebook – www.facebook.com/cineteatrolouletano ou o seu renovado website http://cineteatro.cm-loule.pt, ambos em permanente atualização, bem como a sua conta no instagram (cineteatrolouletano).

O Cineteatro Louletano é uma estrutura cultural no domínio das artes performativas da Câmara Municipal de Loulé e está integrado na Rede Azul – Rede de Teatros do Algarve e na Rede 5 Sentidos.

CML/GAP /RP