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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Nathan Thornburgh realiza masterclass sobre Viagens no Mercado de Matosinhos

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Dia 14 de setembro às 10h00

 

Nathan Thornburgh realiza masterclass sobre Viagens no Mercado de Matosinhos

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Nathan Thornburgh irá realizar uma Masterclass no dia 14 de Setembro, entre as 10h00 as 13h00 dedicada ao tema “Travel Journalism”. De acordo com Thornburgh “quanto mais aprendemos, melhor viajamos”. Foi com esta máxima em mente que fundou o Roads & Kingdoms depois de ter trabalhado durante 10 anos como editor e correspondente estrangeiro da revista TIME. Nathan produziu para a CNN a plataforma “Anthony Bourdain: Explore Parts Unknown”, vencedora de um Emmy. Ao longo desta formação vamos analisar a abordagem da Roads & Kingdoms à narrativa de viagem. Da construção da história à sua distribuição. Debatendo também onde está a fronteira entre jornalismo e o entretenimento.

 

Realizada no âmbito da 1ª Edição do Festival de Cinema de Aventura, a Masterclass “Travel Journalism” terá lugar no Mercado Municipal de Matosinhos, e irá debater onde está a fronteira entre jornalismo e o entretenimento. Embora gratuita esta ação é limitada à presença de 20 pessoas.

 

 

O Festival de Cinema de Aventura pretende destacar o poder do vídeo como elemento unificador entre culturas. Assim, ao longo de três noites, o Mercado de Matosinhos irá projetar mais de 20 filmes que despertam a sede de aventura e que, sobretudo, se propõem a inspirar. O evento irá ser também, um ponto de encontro e partilha entre viajantes, exploradores e curiosos, de troca de ideias e conhecimento. O programa do festival inclui ainda conferências, exposições fotográficas, festas, workshops, conversas e muito mais.

 

Da Terra à Lua 50 anos depois

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Matosinhos vai assinalar a chegada de Armstrong e Aldrin à Lua

20 de julho // 22 horas // Museu da Quinta de Santiago

No dia 20 de julho de 1969, há 50 anos, o módulo lunar Eagle, integrado na missão espacial Apolo 11, chegou à superfície da Lua. Algumas horas depois, já no dia 21 de julho, Neil Armstrong e Buzz Aldrin tornaram-se os primeiros homens a pisar o solo do satélite natural da Terra. Para assinalar a data, e um dos mais notáveis feitos da Humanidade, o Museu da Quinta de Santiago, em Leça da Palmeira, preparou um serão especial do programa Mucéu, no qual vai ser possível conversar com Ana Pires e José Matos, dois portugueses com os olhos postos nas estrelas.

 

A iniciativa “Da Terra à Lua: 50 anos depois”, de entrada gratuita, decorrerá nos jardins do museu, sob o céu estrelado e 399 quilómetros abaixo da superfície branca da Lua, que estará convenientemente cheia. Recordar-se-á, é obrigatório, a frase que Neil Armstrong proferiu há 50 anos e que se tornou uma das mais célebres do século XX: "Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade”.

 

Para guiar a conversa, e a viagem da Terra ao Mar da Tranquilidade, onde ocorreu a primeira alunagem, estarão presentes Ana Pires, a investigadora do ISEP e do INESC TEC que, no ano passado, se tornou a primeira mulher cientista-astronauta portuguesa ao obter o diploma da NASA, e José Matos, astrónomo e divulgador científico formado pela Universidade Central de Lancashire.

 

Para além das implicações técnicas, científicas e filosóficas da viagem de há 50 anos, a conversa não deixará de explorar os atuais limites da investigação espacial e a ilimitada curiosidade humana, com eventuais incursões a Marte e mais além.

 

A missão Apolo 11, recorde-se, partiu da Flórida no dia 16 de julho de 1969, a bordo do foguetão Saturn V, tendo constituído uma das mais incríveis viagens da História da Humanidade, transmitida em direto pela televisão para 500 milhões de espectadores. Cinquenta anos depois da primeira alunagem, e 47 anos após a sexta e última viagem, em 1972, a Rússia anunciou esta semana que pretende fazer o homem regressar à Lua em 2030.

Acervo dos arquitetos Francisco Melo e Jorge Gigante vai ser doado à Casa da Arquitectura / 11 julho, 17h00

 

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O acervo dos arquitetos Francisco Melo e Jorge Gigante vai ser doado à Casa da Arquitectura, numa cerimónia que decorre no próximo dia 11 de julho, às 17h00, no Arquivo da instituição. A apresentação da obra estará a cargo do Professor Domingos Tavares.

Vai decorrer no próximo dia 11 de julho, às 17h00, no Arquivo da Casa da Arquitectura, em Matosinhos, a cerimónia de Assinatura “Contrato de Doação do Acervo de Francisco Melo e Jorge Gigante”. Entrada livre.

 

O contrato de doação vai ser assinado por Francisco Melo e pelos herdeiros de Jorge Gigante e, pela parte da Casa da Arquitectura, por Nuno Sampaio, Diretor Executivo.

 

Esta cerimónia conta com a presença da Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, e do Professor Domingos Tavares, que fará o enquadramento da obra.

 

O acervo dos arquitetos Francisco Melo e Jorge Gigante é constituído por peças desenhadas, peças escritas e uma vasta coleção de fotografias, e cobre a sua atividade desde o final da década de cinquenta até ao início dos anos 90, num total de 152 projetos de várias tipologias: central telefónica (31), urbanismo (22) habitação unifamiliar (21), serviços/comércio (19), habitação coletiva 815), equipamento (15), indústria (8) e hotelaria (5).

 

 

Francisco Melo e Jorge Gigante constituem gabinete conjunto, no Porto, em 1956. A sua atividade desenvolve-se em torno do urbanismo e da arquitetura, sendo de destacar o conjunto de centrais telefónicas que projetam e constroem para os TLP (Telefones de Lisboa e Porto). Obras de grande exigência técnica e construtiva, são o laboratório de experimentação de muitas soluções que virão a ser aplicadas noutras obras da sua autoria e que serão base de formação para muitos arquitetos. A ampliação da Central Telefónica do Bonfim ou a Central Telefónica de Arcozelo, são obras de referência neste conjunto.

 

 

 

A habitação unifamiliar e coletiva, em particular a habitação social e cooperativa, é outra das áreas de concentração de maior número de trabalhos do gabinete sendo de destacar as cooperativas de Mafamude (Gaia) e Cohaemato (Matosinhos).

 

 

 

Já na década de 90 do século XX, projetam e constroem a ampliação do Centro Social da Sé do Porto, que se localiza junto às escadas dos Guindais, e é uma marca contemporânea na arquitetura da cidade medieval.

 

 

 

Este gabinete foi durante anos local de formação de muitas gerações de arquitetos que lá trabalharam por períodos mais ou menos prolongados. Manuel Correia Fernandes, José Quintão, Domingos Tavares, Manuel Mendes, José Manuel Gigante, Pedro Mendo, Conceição Melo, João Álvaro Rocha, usufruíram desta escola prática e dos conhecimentos e capacidade pedagógica desta dupla de arquitetos. Destes, José Manuel Gigante e João Álvaro Rocha vêm a integrar permanentemente o gabinete em 1989, mantendo-se até ao seu encerramento.

 

 

 

O escritório da Rua de D. Hugo 37, onde Jorge Gigante e Francisco Melo se instalaram na década de 70 do século passado, será para sempre referência incontornável na história dos arquitetos e da arquitetura portuguesa da segunda metade do século XX.

 

Dancem Todos em Matosinhos

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Sexta-feira, 12 de julho // 21 horas // Escadaria da Casa do Design

Duas centenas e meia de alunos de dez escolas de dança de Matosinhos apresentam-se esta sexta-feira, 12 de julho, para mais uma edição do festival Dancem Todos, que há 13 anos dá a conhecer o trabalho coreográfico realizado pelos jovens bailarinos do concelho. O espectáculo, de entrada livre, voltará este ano a ter como palco o anfiteatro formado pela escadaria da Casa do Design, com a fachada norte do edifício dos paços do concelho a servir de cenário à graciosa movimentação dos corpos.

 

Promovido pela Câmara Municipal de Matosinhos, em parceria com escolas de dança do concelho, o Dancem Todos constitui uma mostra da atividade realizada ao longo do ano letivo, reunindo a comunidade ligada à dança, em franco crescimento ao longo dos últimos anos, mas também todos os interessados no fenómeno cultural e nesta expressão artística em particular, na qual se harmonizam várias artes do espetáculo, da música à encenação.

 

O Dancem todos contará este ano com mais duas escolas participantes, o Double Dance Studio e a academia Attitude, que se somam à Just Dance School, à Ballet Art, à Academia de Dança de Matosinhos, à escola Le Petit Pas, à Eu Danço, à Escola de Ballet de Leça da Palmeira, à Dance 4U e à Academia de Dança do Norte nesta grande celebração.

 

Criado em 2006, o Dancem Todos conta também, desde 2009, com uma edição de inverno, no Teatro Municipal de Matosinhos-Constantino Nery, afirmando a dança como uma das grandes apostas da Câmara Municipal de Matosinhos, reforçada nos últimos anos com a concretização do festival internacional Dias da Dança, em colaboração com as autarquias do Porto e de Gaia.

 

“O Dancem Todos tem vindo a impor-se como um dos mais significativos momentos de celebração da nossa comunidade educativa, nomeadamente daqueles e daquelas que se dedicam ao ensino e à aprendizagem da dança. Celebra-se, neste momento tão especial, o talento e a graciosidade dos corpos em movimento, o ritmo feito carne, mas também a partilha dos resultados de um ano de trabalho intenso e de dedicação a uma arte na qual se condensam a música e a dramaturgia, mas também a coordenação motora, o trabalho conjunto e árduo, a sociabilização e o processo de aprendizagem”, realça a presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro.

Concerto música antiga em Matosinhos

Música de outros tempos para escutar em Santa Cruz do Bispo

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Sexta-feira, 5 de julho // 21h30 / Igreja de Santa Cruz do Bispo

 

 

A música é antiga, dos séculos XVII e XVIII, e vai ser tocada com recurso a réplicas dos instrumentos da época, procurando reconstituir com a exatidão histórica possível o modo como foram interpretadas as peças de Henry Purcell, António Vivaldi, Georg Philipp Telemann e Johan Joachim Agrell no tempo em que foram compostas. No cenário barroco da Igreja Matriz de Santa Cruz do Bispo, também datada do século XVIII, só os intérpretes e os ouvintes do recital do grupo Mvsica Antiqva do Porto, marcado para as 21h30 de sexta-feira, 5 de julho, estarão a par com o tempo que vivemos.

 

Esta autêntica viagem musical no tempo arrancará com a “Sonata em Ré maior para trompete e cordas”, do inglês Henry Purcell, que foi, para além de compositor, organista na Abadia de Westminster no final do século XVII. Seguir-se-ão duas peças de Vivaldi, “Sinfonia em Dó maior, RV 112” e “Trio sonata em Sol menor para alaúde, violino e baixo, RV 85”, apenas uma pequeníssima parte das 750 obras que o veneziano deixou escritas.

 

O recital incluirá ainda a suíte “Dom Quixote”, que Georg Philipp Telemann compôs a partir da imortal obra literária de Miguel de Cervantes, moldando-a ao gosto da suíte orquestral francesa. Do alemão que em 1701 se propôs a compor duas cantatas mensais para a igreja de Santo Tomás, e chegou a ser diretor da Ópera de Leipzig, escutar-se-á ainda o “Concerto para trompete e cordas”, antecedido pela “Sinfonia para cordas e contínuo”, do sueco Johan Joachim Agrell.

 

Parte do movimento musical de Interpretação Historicamente Informada, o grupo Mvsica Antiqva do Porto é composto por Ana Clérigo e Hugo Santos (violinos barrocos), Rogério Monteiro (viola barroca), Leonor Sá (violoncelo barroco), Pedro Martins (tiorba), João Milheiro (trompete natural), Raquel Martins e João Lima (traversos).

 

Este concerto na Igreja Matriz de Santa Cruz do Bispo integra o programa de música erudita da Câmara Municipal de Matosinhos, Música em Matosinhos, que há mais de uma década procura descentralizar e democratizar o acesso e a fruição da música clássica.

Plano Municipal de Leitura - Matosinhos

Álvaro Laborinho Lúcio é o próximo escritor na cidade

Amanhã, 27 de junho // 21h30 // Biblioteca Municipal Florbela Espanca

Depois de uma vida consagrada à Justiça e à causa pública – foi ministro da Justiça, ministro da República para a Região Autónoma dos Açores e juiz conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça –, Álvaro Laborinho Lúcio tem dedicado os últimos anos à escrita literária, tendo publicado os romances “O Chamador” e “O Homem Que Escrevia Azulejos”. Esta conversão à ficção pode bem ser um dos temas de conversa da próxima sessão do ciclo “Encontros com autores na cidade”, que terá lugar amanhã, 27 de junho, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal Florbela Espanca.

 

Integrados no Plano Municipal de Leitura de Matosinhos, os “Encontros com autores na cidade” têm uma periodicidade mensal e trarão ainda à biblioteca escritores como Daniel Jonas (25 de julho), João Tordo (26 de setembro), Fernando Pinto do Amaral (31 de outubro) e José Luís Peixoto (28 de novembro). A participação nas sessões é gratuita e carece apenas de inscrição através do link https://forms.gle/LkpszBvHSBEUAHBn7.

 

Também integrada no Plano Municipal de Leitura, decorrerá no próximo sábado, 29 de junho, mais uma sessão do ciclo Poesia Maldita. Os diseurs residentes (João Rios, Isaque Ferreira e Rui Spranger) levarão desta vez a contundente leveza das palavras a apanhar a nortada da marginal de Matosinhos – para que cheguem ainda mais longe. A sessão está marcada para as 10 horas e contará com a participação dos formandos do Laboratório Poético de Matosinhos.

 

Criado em 2015, o Plano Municipal de Leitura de Matosinhos foi concebido para promover e disseminar os hábitos de leitura entre os matosinhenses de todas as faixas etárias e extratos sociais, constituindo uma estratégia integrada de promoção do livro e da leitura. O PML inclui um vasto conjunto de iniciativas, como encontros com autores e workshops de leitura e escrita criativa nas escolas e instituições do concelho, sessões inesperadas de poesia em espaços públicos, tertúlias poéticas e lançamentos de livros.

Concerto Marta Menezes

Sábado, 22 de junho // 19 horas // Estúdio da Orquestra Jazz de Matosinhos

 

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Uma sonata de Ludwig van Beethoven, quatro mazurcas de Chopin, duas peças de Vianna da Motta e as “Harmonies du soir”, do húngaro Franz Liszt, compõem o programa do penúltimo recital do ciclo de piano de Matosinhos, oficiado por Marta Menezes. O concerto tem início marcado para as 19 horas de sábado, 22 de junho, no Estúdio da Orquestra Jazz de Matosinhos (Avenida Menéres, 456), sendo, como é habitual, de entrada gratuita.

 

Marta Menezes interpretará obras de alguns dos compositores mais notáveis do reportório para piano, iniciando o recital com a “Sonata nº 7 em Ré Maior, op. 10 nº 3”, de Ludwig van Beethoven, peça marcada pelo humor, pela paixão e pelo dramatismo, mas também pela gravidade e pela controvérsia.

 

Nas quatro mazurcas (op. 17, 24, 68 e 59) que Marta Menezes interpretará, compostas entre 1831 e 1849, fica evidente o génio de Frédéric Chopin, transformando a dança popular polaca num conjunto de sofisticadas peças de salão, cromáticas e compostas para serem ouvidas e não para serem dançadas.

 

Seguir-se-ão “Balada op. 16” e “Meditação”, de José Vianna da Motta, composições marcadas ora pelo pendor nacionalista, ora pela complexidade harmónica e melódica. O recital encerrará com as “Harmonies du soir”, um dos estudos mais deslumbrantes do reportório para piano solo de Franz Liszt. Com óbvios propósitos simbolistas, a obra cruza a eloquência da poesia da imagem com o virtuosismo técnico e musical.

 

Vencedora de vários prémios nacionais e internacionais, Marta Menezes estudou na Escola Superior de Música de Lisboa, no Royal College of Music, em Londres, e na Universidade de Indiana (EUA), tendo sido distinguida, em 2014, com a "Medalha de Prata de Valor e Distinção", atribuída pelo Instituto Politécnico de Lisboa, pelo seu percurso enquanto pianista. Como solista, colaborou com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Orchestre Régional de Cannes, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras e a Orquestra Sinfónica da Escola Superior de Música de Lisboa, entre outras.

 

O ciclo de piano do programa Música em Matosinhos vai, recorde-se, decorrer até 29 de junho, reunindo nomes como os de Mário Laginha, Pedro Burmester, Fausto Neves, Luís Pipa ou Vasco Dantas. A Música em Matosinhos, programa de música erudita da CMM, acontece há mais de uma década e inclui este ano, entre outros, um conjunto de recitais também gratuitos do Quarteto de Cordas de Matosinhos nas igrejas do concelho, com o objetivo de descentralizar e democratizar o acesso e a fruição da música clássica.

 

 

Matosinhos, paços do concelho, 19 de junho de 2019  

 

 

Concerto Luís Pipa

 

Depois de Mário Laginha, Pedro Burmester, Fausto Neves e Artur Pizarro, é agora a vez de Luís Pipa no ciclo de piano do programa Música em Matosinhos. O recital marcado para sábado, 15 de junho, às 19 horas, no Estúdio da Orquestra Jazz de Matosinhos (Avenida Menéres, 456), contará com a interpretação de peças de Mozart, Beethoven, Piazzolla e Óscar da Silva. A entrada para o concerto é gratuita.

 

Marcada por vestígios de influência barroca, a “Fantasia em Ré menor, K. 397”, que Wolfgang Amadeus Mozart escreveu em 1782, apenas viria a ser editada após a morte do compositor, com um final que se presume ser da autoria de August Eberhardt Müller. Luís Pipa interpretará, todavia, uma versão alternativa daquela que continua a ser uma das mais populares peças de Mozart, recuperando o espírito dramático e intimista da parte inicial da obra.

 

O recital prosseguirá com a sonata “Tempestade”, composta por Ludwig van Beethoven entre 1801 e 1802. Impetuosa e dramática, a “Sonata para Piano Nº 17 em ré menor, op. 31 nº 2” é constituída por três andamentos contrastantes, todos representado o mais sublime da escrita beethoveniana.

 

Do matosinhense Óscar da Silva, falecido em Leça da Palmeira em março de 1958, escutar-se-ão as sete peças que constituem o ciclo “Images”. A obra reflete o universo romântico da escrita pianística de tradição alemã, herdeira de Clara Schumann, com quem Óscar da Silva estudou em Leipzig. A pianista, viúva de Robert Schumann, considerou, aliás, que o português era um intérprete privilegiado da obra do seu falecido marido, cuja influência é notória neste ciclo de peças.

 

Para o final do recital está reservada a “Milongda del angel”, composta em 1965 pelo mestre e reinventor do tango argentino. A série dedicada ao anjo (angel) resultou de uma encomenda para uma peça de teatro estreada em 1962, na qual um anjo desce a um bloco de apartamentos de Buenos Aires com o intuito de purificar as almas dos seus moradores.

 

Luís Pipa tem, refira-se, uma extensa carreira a solo, tendo colaborado com grandes solistas, maestros e orquestras de renome. A sua interpretação tem sido descrita como “ sedutora”, “profunda” e “comovente” por diversas publicações internacionais, que destacam também a “profundidade, poder e nobreza” e a “magnitude e delicadeza de expressão” das suas atuações.

 

O ciclo de piano do programa Música em Matosinhos vai, recorde-se, decorrer até 29 de junho, seguindo-se a Luís Pipa recitais de Marta Meneses e Vasco Dantas. A Música em Matosinhos, programa de música erudita da CMM, acontece há mais de uma década e inclui este ano, entre outros, um conjunto de recitais também gratuitos do Quarteto de Cordas de Matosinhos nas igrejas do concelho, com o objetivo de descentralizar e democratizar o acesso e a fruição da música clássica.

Senhor de Matosinhos

Primeira edição do Congresso Internacional do Senhor de Matosinhos é a grande novidade do programa das festas e incluirá o lançamento da terceira edição do livro que Joel Cleto dedicou à celebração.

 

 

As autoridades policiais e de proteção civil estimam que os 200 mil metros quadrados do recinto das Festas do Senhor de Matosinhos acolham cerca de 840 mil pessoas entre a noite de sexta-feira, 7 de junho, e o fim de terça-feira, 11 de junho, dia do feriado municipal dedicado ao Bom Jesus de Matosinhos. A previsão consta do Plano de Coordenação de Segurança preparado para aquela que é uma das maiores romarias do norte do país, com mais de seis séculos de história.

 

A programação do grande fim-de-semana do Senhor de Matosinhos inclui o grande espetáculo pirotécnico de sábado à noite, a procissão solene, os concertos de Blaya e dos GNR (acompanhados pela Banda de Matosinhos-Leça), a eucaristia presidida pelo bispo do Porto e o tradicional Fogo de Bonecos, tendo como ponto alto, e principal novidade, a primeira edição do Congresso Internacional do Senhor de Matosinhos, que decorrerá nos Paços do Concelho, entre os dias 11 e 13 de junho.

 

Concebido para celebrar a dispersão do culto do Senhor de Matosinhos, o congresso contará com a participação de especialistas portugueses, espanhóis, peruanos e brasileiros, estes vindos nomeadamente do estado de Minas Gerais, onde existe um grande número de templos dedicados ao Bom Jesus de Matosinhos. O encontro tratará não só destes cultos tributários – em Congonhas do Campo o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos está mesmo classificado como Património Mundial –, mas também de lendas semelhantes à de Matosinhos, como a do Santo Cristo de Ourense.

 

No âmbito do congresso será ainda apresentada a terceira edição (revista e aumentada) do livro “Senhor de Matosinhos. Lenda. História. Património”, do historiador Joel Cleto. A obra conta agora com um texto do arquiteto Álvaro Siza Vieira, narrando a sua passagem, na década de 1950, pela comissão de festas do Senhor de Matosinhos, e com um desenho original da sua autoria, produzido para o cartaz da romaria, mas então recusado. A capa do livro contará também com um desenho original do arquiteto (em anexo)

 

“Sendo, como afirmou o historiador José Hermano Saraiva a propósito da primeira edição, “um livro que ensina tudo o que se pode saber sobre o Senhor de Matosinhos”, este volume é, porém, muito mais do que isso – é o espelho em que podemos rever-nos e que nos ajuda a compreender o que somos e o que fomos, mas também o trajeto de fé que transformou o Bom Jesus de Matosinhos em objeto de devoção em terras tão distantes (e recônditas) como Congonhas do Campo, Conceição do Mato Dentro, São Miguel do Piracicaba, São João del-Rei, Santo Antônio do Pirapetinga, Jaboatão dos Guararapes ou Terra Nova (onde o Bom Jesus de Bouças se transformou em Bom Jesus de Bolsas)”, escreveu a presidente da Câmara Municipal de Matosinhos no texto que serve de preâmbulo a esta terceira edição.

 

O Congresso Internacional do Senhor de Matosinhos deverá, refira-se, passar a realizar-se alternadamente em Portugal e no Brasil, procurando valorizar o património e a fé disseminados pela diáspora portuguesa e dar corpo a um grande movimento transatlântico de preservação da história e da devoção comum ao Bom Jesus de Bouças.

 

O programa completo das Festas do Senhor de Matosinhos poderá ser consultado em http://www.cm-matosinhos.pt/cmmatosinhos/uploads/writer_file/document/20934/programa_senhor_de_matosinhos_2019.pdf. De referir ainda que o Plano de Coordenação de Segurança da romaria determinou a instalação de um posto de assistência pré-hospitalar e de transferências de eventuais vítimas de acidentes no recinto das festas, localizado na Casa da Juventude. (Avenida D. Afonso Henriques, 487, com acesso também a partir do Parque 25 de Abril).

Festas do Senhor de Matosinhos

GNR e Blaya são cabeças de cartaz das Festas do Senhor de Matosinhos

Entre 24 de maio e 16 de junho, uma das maiores romarias do país cruza a dimensão religiosa com a cultura popular, a animação e as artes contemporâneas, reunindo este ano o primeiro Congresso Internacional Senhor de Matosinhos.

 

 

Pode parecer, mas a colaboração dos GNR com a Banda de Matosinhos-Leça não é um milagre do Senhor de Matosinhos. O concerto que juntará as duas formações, marcado para o dia 10 de junho, pelas 22 horas, no jardim da Biblioteca Municipal Florbela Espanca, limita-se a unir os dois projetos musicais em que Rui Reininho está atualmente envolvido.

 

Após quase quarenta anos na banda de pop-rock que mudou a música em Portugal, Reininho preside há quase um ano à associação da banda filarmónica, com 132 anos de história. Desafiado pela Câmara Municipal de Matosinhos, decidiu juntar os músicos dos GNR e da Banda de Matosinhos-Leça para um concerto único que vai, decerto, constituir um dos pontos altos da edição desde ano das Festas do Senhor de Matosinhos.

 

Para além do imperdível espetáculo pirotécnico, marcado para a meia-noite do dia 8 de junho, as festas, que arrancam esta sexta-feira, 24 de maio, ficarão ainda marcadas pela realização do primeiro Congresso Internacional Senhor de Matosinhos, que juntará outras cidades com cultos tributários do de Matosinhos, e pelo concerto da cantora e bailarina Blaya.

 

Depois do êxito do single “Faz Gostoso”, Blaya lança o novo disco, “Blaya con Dios”, no dia 27 de maio. No domingo seguinte, 9 de junho, a ex-Buraka Som Sistema, que participa também no mais recente disco de Madonna, estará em Matosinhos para o primeiro grande concerto da edição deste ano do Senhor de Matosinhos.

 

Aquela que é uma das maiores romarias do país, com seis séculos de história, e que traz a Matosinhos cerca de um milhão de visitantes, incluirá também este ano a celebração, a  31 de maio, do Dia do Pescador, que sublinhará a importância do sector das pescas para a economia do concelho de Matosinhos, homenageando o trabalho árduo dos pescadores, operários e empresários conserveiros matosinhenses, de hoje e do passado.

 

O programa incluirá a apresentação do documentário “Portugal tem lata”, com argumento e realização de Rui Pregal da Cunha, antigo vocalista da banda “Heróis do Mar”, e João Trabulo, dedicado à indústria conserveira, e com a reabertura do Núcleo Museológico do Mar, na antiga Escola do Bairro dos Pescadores, após obras de beneficiação realizada pela Câmara Municipal de Matosinhos.

 

Com as ruas de Matosinhos iluminadas a preceito, o programa das festas (disponível em http://www.cm-matosinhos.pt/cmmatosinhos/uploads/writer_file/document/20934/programa_senhor_de_matosinhos_2019.pdf) inclui, como é habitual, as feiras de artesanato e da louça, os divertimentos mecânicos e a zona de alimentação, sem esquecer a tradição do Fogo de Bonecos, única no país. No sábado, 1 de maio, destaque ainda para a inauguração da exposição “No Reino do Cavaleiro Cayo Carpo”, que ficará patente na Biblioteca Municipal Florbela Espanca, contando em palavras e barro as principais lendas de Matosinhos.

 

No mesmo dia, pelas 16 horas, o Rancho Típico da Amorosa fará a encenação das antigas romarias a Matosinhos, seguindo-se, pelas 21h30, um concerto da Orquestra barroca da Casa da Música do Porto na Igreja do Bom Jesus de Matosinhos.