Mostra de presépios vai estar patente na Igreja de Santiago de 1 de dezembro a 6 de janeiro de 2026
A Igreja de Santiago, na vila medieval de Monsaraz, recebe de 1 de dezembro a 6 de janeiro de 2026 a exposição “Natividade. Presépios na Coleção Cristóvam Dias”, que pertence à Câmara Municipal de Matosinhos. Esta mostra integra 38 presépios em cerâmica e pode ser visitada diariamente das 9h30 às 13h e entre as 14h e as 17h.
Os presépios pertencem ao vasto espólio do fotógrafo José Cristóvam Dias (1931-2014), constituído por três mil peças de louça utilitária e figurado, doado à autarquia pelos seus descendentes. A coleção reúne diversas interpretações da Natividade, abrangendo peças de caráter clássico, naïf, minimalista, grotesco ou caricatural, provenientes de vários centros oleiros, como de Estremoz, Évora, Barcelos, Famalicão, Santo Tirso, Bisalhães, Bragança e Caldas da Rainha, mas também oriundas do Brasil, México, Perú e China.
Entre os autores representados em Monsaraz, destacam-se nomes amplamente reconhecidos na arte do figurado, como Manuel Macedo, Júlio Alonso, Laurinda Pias, Conceição Sapateiro, Delfim Manuel, Sérgio Amaral, Fábrica Bordalo Pinheiro, Isabel Reis e Fernando Baraça. A exposição valoriza não só o património artístico reunido por Cristóvam Dias durante décadas, mas também a sua ligação pessoal aos artesãos, como Manuel Macedo, com quem manteve uma relação de grande proximidade e que terá expostas em Monsaraz obras marcantes, desde presépios de inspiração minhota, reinterpretados com elementos simbólicos como o galo de Barcelos, até composições de maior complexidade narrativa.
A exposição “Natividade. Presépios na Coleção Cristóvam Dias” que vai ser apresentada em Monsaraz amplia o alcance público da coleção, permitindo que novos visitantes contactem de perto com a diversidade criativa dos presépios. Cada peça contribui para um percurso expositivo que valoriza a criatividade, a memória e a riqueza cultural associadas ao presépio em Portugal e no mundo.
No dia 17 de outubro, pelas11 horas, inaugura a minha exposição “Espirito Elevado” na Igreja de Santiago – Galeria de Arte em Monsaraz.
SINOPSE
Uma reflexão sobre a prática da religião em ambientes modernos, intelectuais, urbanos, em sociedades onde a Inteligência Artificial é apreciada, a informática imprescindível., o virtual uma linguagem vulgar.
Acaso teremos seres humanos mecanizados e robôs humanizados!
LOCAL:
Igreja de Santiago | Galeria de Arte
Rua de Santiago, Monsaraz 7200-175 Monsaraz
De fundação remota e data desconhecida sabe-se, segundo os documentos existentes, que esta igreja já existia na segunda metade do século XIII. Primitiva benesse de Ordem de Santiago da Espada e, mais tarde, integrada na Ordem de Cristo, a igreja original desapareceu por completo, com exceção da moldura de uma obra gótica. A traça atual pertence ao reinado de D. José I, que encetou obras de reparação após os estragos provocados pelo terramoto de 1755. Na década de 80 do século XX, a Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz procede ao restauro desta igreja, que se situa na falda ocidental da vila e contígua às casas que pertenceram a D. Durando Pais no período medieval. Presentemente, este monumento acolhe exposições de arte.
Esta igreja é uma das salas de exposição do Ciclo de Exposições Monsaraz Museu Aberto.
De fundação remota e data desconhecida, a igreja de Santiago já existia, de acordo com fontes conhecidas, na segunda metade do século XIII. Sabe-se, no entanto, que teria sido uma primitiva benesse da Ordem de Santiago da Espada e mais tarde integrada na Ordem de Cristo.
O primitivo templo medieval ducentista desapareceu por completo, com exceção da moldura de uma porta gótica. A construção atual é obra tardia do reinado de D. José I.
Foi destruída com o terramoto e mais tarde recuperada pela Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, transformando o templo religioso num espaço cultural, onde se realizam atualmente debates, colóquios e exposições.
PERIODO EXPOSIÇÃO: 17/10/2025 A 16//11/2025
Horário de funcionamento:
Verão (abril a setembro): 09h30-12h30 | 14h00-18h00. Inverno (outubro a março: 09h30-13h00 | 14h00-17h00.
A Festa do Cante nas Terras do Grande Lago vai decorrer nos dias 25 e 26 de julho na vila medieval de Monsaraz. Este evento é organizado pelo Município de Reguengos de Monsaraz, em parceria com o Grupo Cultural e Desportivo da Freguesia de Monsaraz e a Junta de Freguesia de Monsaraz.
No dia 25 de julho, às 19h, realiza-se um desfile de grupos corais na vila medieval, da Rua Direita até ao Largo Dom Nuno Álvares Pereira, com as atuações do Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz, Grupo Coral Feminino de Santa Vitória “Estrelas do Alentejo” e Grupo Coral “Os Ganhões” de Castro Verde.
A Gala do Cante realiza-se no dia 26 de julho, pelas 22h, no Largo Dom Nuno Álvares Pereira. No espetáculo vão participar o Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz, o Grupo Coral de Ourique, a fadista Beatriz Felício e o poeta Manuel Sérgio, que vai declamar poemas acompanhado à guitarra por José Farinha.
Beatriz Felício é uma das principais vozes da nova geração do fado. O álbum de estreia, “Beatriz Felício”, tem 13 temas, incluindo composições tradicionais e originais com letras de Teresinha Landeiro, Helder Moutinho, Francisco Guimarães e dos cantautores Carlos Leitão e Cátia Oliveira, conhecida como A Garota Não.
O artista plástico Tavares Manuell vai apresentar a exposição “Retrospetiva 20 anos” na Igreja de Santiago, em Monsaraz. A mostra de escultura e pintura a óleo sobre tela vai estar patente de 25 de janeiro a 23 de fevereiro e pode ser apreciada diariamente das 9h30 às 13h e entre as 14h e as 17h.
Tavares Manuell encontrou na arte uma forma de comunicar, iniciou-se na escultura e depois testou a técnica do óleo sobre tela, definindo o seu estilo no abstracionismo. Os trabalhos do artista são maioritariamente compostos por tonalidades quentes, com pinturas que exploram os vários tons de determinada cor, sem que exista uma perda da expressividade, mas apesar desta tendência também tem pinturas policromáticas. Os seus quadros viajam entre o abstrato e o figurativo das representações humanas.
O artista participou em centenas de exposições individuais e coletivas em Portugal, Espanha, Brasil, Estados Unidos da América, Itália, República Dominicana, Inglaterra, Hungria, Áustria, Eslováquia, França, Chile, Alemanha, República Checa e Holanda. As suas obras estão incluídas em coleções particulares e institucionais em Portugal e no estrangeiro e alguns dos seus trabalhos estão publicados em livros e edições culturais.
“My way” é o título da exposição de pintura que Duarte Botelho vai apresentar de 10 de agosto a 29 de setembro na Igreja de Santiago, em Monsaraz. Esta mostra organizada pelo Município de Reguengos de Monsaraz poderá ser apreciada diariamente das 9h30 às 12h30 e entre as 14h e as 17h30 e assinala os 50 anos dedicados à pintura por Duarte Botelho.
O artista nasceu em Lisboa em 1953 e nesta exposição apresenta o seu percurso e as suas escolhas desde a adolescência, através de obras que representam a paisagem urbana, mas também figurativas e abstratas. A sua pintura centra-se no património histórico e arquitetónico, que tem trabalhado de forma metódica com o seu estilo de cores vibrantes e rigor arquitetónico.
Para a exposição “My way”, Duarte Botelho escolheu obras a óleo sobre tela e acrílico sobre tela, como o tríptico “Cromeleque do Xerez”, as pinturas da vila medieval de Monsaraz que retratam a Rua Direita e o Pelourinho, a Igreja Matriz de Reguengos de Monsaraz, a Sé Catedral de Évora, o Castelo de Mourão e o Palácio de Monserrate. A mostra está sequencialmente dividida em temas, começando com os primeiros trabalhos do artista, seguindo-se “A cor do património”, pintura abstrata inspirada na natureza, um tributo ao filme “Casablanca”, realizado em 1942 por Michael Curtiz, terminando com seis serigrafias de António Inverno.
Duarte Botelho realizou os primeiros estudos de desenho em 1966 com o pintor Miguel Arruda e durante o seu percurso artístico apresentou as suas obras em exposições individuais, como no Palácio Nacional da Pena com o tema “A cor do património”, na Galeria de Arte dos CTT com o título “Estação Central” e no Fórum Picoas com o tema “Atelier Aberto”, mas também em mostras coletivas, como na Exposição de Pintura Prémio Malhoa e na Exposição Ibero-americana de Pintura e Escultura, ambas na Sociedade Portuguesa de Autores. Os seus trabalhos têm sido encomendados por diversas entidades, pelo que o artista realizou selos comemorativos para os Correios de Portugal para assinalar o centenário da Estação do Rossio e para a CP – Caminhos de Ferro de Portugal sobre os “100 anos da Estação Central”, tendo também exportado reproduções de pinturas sobre o Alentejo, originais e serigrafias para o Japão.
A bienal cultural Monsaraz Museu Aberto vai decorrer de 14 a 21 de julho com um programa que tem como mote “Eu sou devedor à terra”, do poema “Alentejo, Alentejo”, do Mestre José Gato. Este certame cultural organizado desde 1986 pelo Município de Reguengos de Monsaraz e que a partir de 1998 começou a realizar-se com periodicidade bienal, aborda o que de melhor se faz na cultura e nas artes do espetáculo. Na edição deste ano pretende-se sensibilizar e inspirar os participantes a agirem pela preservação do património natural e construído de Monsaraz, estimulando a proteção e a identidade do sítio histórico e da sua envolvente através da cultura.
O programa da bienal cultural vai abrir no dia 14 de julho, pelas 17h, com a cerimónia de inauguração no jardim da Casa da Universidade. Segue-se a palestra “A Terra, que futuro?”, pelo astrofísico Filipe Duarte Santos, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que vai decorrer às 19h na Igreja de Santiago. A primeira noite do festival terá às 22h um concerto com Dulce Pontes, na Praça de Armas do castelo de Monsaraz. A cantora, que já atuou com Andrea Bocelli, Ennio Morricone e José Carreras, vai interpretar na vila medieval os seus sucessos musicais de mais de 35 anos de carreira, como “Lusitana Paixão”, “Canção do Mar” e “O Amor a Portugal”.
Na segunda-feira, dia 15 de julho, pelas 17h, o arqueólogo Manuel Calado vai proferir na Igreja de Santiago a palestra “O Pecado Original: Agricultura intensiva do Neolítico aos nossos dias”. No Centro de Convívio da Barrada decorre às 19h um concerto e uma oficina sobre gastronomia alentejana e a partir das 22h, a Praça de Armas do castelo vai receber a atuação da Banda da Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense.
O programa do festival Monsaraz Museu Aberto apresenta no dia 16 de julho, às 17h, na Igreja de Santiago, uma conversa sobre “O extensivo e o intensivo na paisagem do Alentejo. Transformações, valor e futuro”, com Teresa Pinto Correia, da Universidade de Évora, Marta Cortegano, da Associação Terra Sintropica de Mértola, e José Muños, da Universidade de Évora. A Casa das Avós, localizada na antiga escola primária de Motrinos e onde pode ser apreciada a exposição de bonecas “A Boda na Aldeia”, vai receber pelas 19h um concerto com Lizete Morais. No Largo D. Nuno Álvares Pereira, em Monsaraz, vai atuar às 21h o Grupo de Dança Contemporânea Sénior da Freguesia de Monsaraz e uma hora depois realiza-se o espetáculo de dança “Força da Natureza”, com a Academia de Dança e Artes Performativas da Sociedade Artística Reguenguense.
Na quarta-feira, dia 17 de julho, pelas 17h decorre na Igreja de Santiago a conversa com o ensaísta António Guerreiro e com Alfredo Cunhal Sendim, da Herdade do Freixo do Meio, sobre o “Alentejo – Agricultura, paisagem e despovoamento”. No Largo D. Nuno Álvares Pereira realiza-se às 18h a Oficina do Pão – Venha Pôr a Mão na Massa, iniciativa que acontecerá também nos dias 18, 19 e 20 de julho, à mesma hora e no mesmo local.
A partir das 19h decorre o percurso ilustrado entre a porta da vila de Monsaraz e o Convento da Orada, com passagem pelo Cromeleque do Xerez. Integrado nesta iniciativa, realiza-se no Convento da Orada um concerto com Abraham Cupeiro, músico que toca um instrumento ancestral galego denominado corna, a orquestra de câmara Eborae Música e a Companhia de Dança Contemporânea de Évora. A Moagem Sem-Fim, no Telheiro, recebe pelas 22h o concerto minimal eletronic, com o contrabaixista João Hasselberg a explorar as sonoridades da música eletroacústica.
O festival Monsaraz Museu Aberto terá no dia 18 de julho, às 17h, a palestra “Da terra chão à terra pão”, com o geólogo Galopim de Carvalho, na Igreja de Santiago. A partir das 18h30 realiza-se um percurso ilustrado de Monsaraz até à Ermida de Santa Catarina, local onde vai atuar o Coro Polifónico da Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense, Sara Sotiry e o Grupo Maurioneta. A Igreja de Santiago, em Monsaraz, recebe às 21h um recital de harpa com a espanhola Angélica Salvi, harpista que nos últimos anos tem participado em diversos projetos na área da música experimental, artes visuais, dança e teatro. A Praça de Armas do castelo terá pelas 22h um concerto com o acordeonista algarvio Gonçalo Pescada, acompanhado pelo Quinteto Sull’a Corda, um agrupamento clássico composto por músicos de várias origens.
Na sexta-feira, às 10h30, decorrem oficinas para crianças e adultos no jardim da Casa da Universidade, com fabricação de papel artesanal e cianotipia, de cerâmica com o oleiro Rui Patalim e de origami pelo Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão da Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz. Esta iniciativa vai ser repetida nos dias 20 e 21 de julho no mesmo horário e local. A partir das 17h, na Igreja de Santiago haverá uma conversa sobre “Terra chã para a agricultura, terra chão para a arquitetura integrada”, com os arquitetos Victor Mestre e Maria Fernandes.
O Centro de Convívio de Outeiro vai receber às 19h uma oficina do gaspacho com a atuação do Ensemble de Clarinetes da Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense e pelas 21h será exibida a curta metragem “A Tempestade”, de 2012, realizada por Teresa Garcia em Monsaraz. Na Igreja de Santiago haverá às 21h30 um recital de cravo com Cristiano Holtz, que foi oficialmente o último aluno de Gustav Leonhardt e é um dos maiores especialistas na música de Johann Sebastian Bach.
No sábado, dia 20 de julho, pelas 17h, realiza-se a palestra “Terra e Território com Monsaraz ao fundo”, pelo geógrafo Jorge Gaspar. Segue-se às 19h a caminhada com o grupo Monsaraz a Caminhar e o oleiro Mestre Tavares, que terá um percurso com saída de Monsaraz, passagem pela Ermida de São Sebastião onde decorrerá um recital com o afegão Ustad Fazel Sapand, mestre do loud e harmónica, e chegada à Casa do Cante, no Telheiro, que receberá a atuação do Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz.
Na Torre de Menagem do castelo de Monsaraz vai poder ver-se a partir das 22h um espetáculo de dança vertical com a companhia Delrevés, fundada em 2007 em Barcelona e que tem como principal objetivo a fusão de diversas linguagens artísticas, como a dança contemporânea, as artes digitais, o teatro e a dança vertical, utilizando a arquitetura como suporte de movimento. A fechar a noite, pelas 23h, realiza-se na Praça de Armas do castelo um concerto com o argentino Melingo, ator, compositor e cantor que toca vários instrumentos, como guitarra, clarinete e saxofone, aos quais junta a sua voz que lembra Charles Aznavour e Serge Gainsbourg. Daniel Melingo estudou mestres como Nick Cave, Tom Waits e a lenda do tango, El Polaco, e a partir do legado de Gardel reinventa-se com alma em performances em que mistura o tango com o rock, o jazz, o blues ou músicas folk argentinas e brasileiras.
O último dia do festival Monsaraz Museu Aberto terá às 11h a conversa “Eu Sou Devedor à Terra”, com os historiadores José Pacheco Pereira e Ana Paula Amendoeira. A Igreja de Santiago recebe pelas 17h a apresentação do Arquivo Digital do Cante, por Florêncio Cacete e Mariana Cristina, e às 19h haverá um recital de piano de Tiago Mileu no milenar Olival da Pega.
A Gala do Cante nas Terras do Grande Lago vai fechar o festival, com as atuações a partir das 21h na Praça de Armas do castelo, de Teresinha Landeiro, Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz, Grupo Coral da Casa do Povo de Reguengos de Monsaraz, Encanta Modas, Manuel Sérgio e José Farinha.
Durante o Monsaraz Museu Aberto, estará patente em vários locais uma exposição coletiva de pintura, desenho e cerâmica com curadoria de Rui Afonso Santos, nomeadamente no Largo de Santiago, Junta de Freguesia de Monsaraz, Casa da Praça, Cuba, Ermida de Santa Catarina, Posto de Turismo de Monsaraz, centros culturais da freguesia de Monsaraz, Restaurante Lumumba, Restaurante os Amigos de Monsaraz, Galeria de Artes e Moagem Sem-Fim, padarias do Telheiro, Restaurante Foral de Monsaraz, Loja da Fabricaal, Museu do Fresco, Convento de Orada e Restaurante Gato Preto. Nesta exposição participam os artistas Ana Catarina Pereira, Antónia Labaredas, António Faria, Alice Geirinhas, Bárbara Assis Pacheco, Gil Kalisvaart, Gloria Perez Cruz, Ivo Andrade, João Belga, João Fonte Santa, José Aurélio, José Manuel Rodrigues, José Miguel Gervásio, Lua Kalisvaart, Margarida Dias Coelho, Mariana Duarte Santos, Mariana Herédia, Miguel Palma, Niek the Wierik, Paula Estorninho, Pedro Zamith e Tiago Mestre.
Na Casa do Barro – Centro Interpretativo da Olaria de São Pedro do Corval haverá workshops com alunos das universidades de Aveiro, Minho e Porto, do Lab2PT e ID+, assim como palestras com Álbio Nascimento, do The Home Project Design Studio, Bernardo Providência, da Universidade do Minho, Daniel Vieira, do Lab2PT, João Sampaio, da Universidade de Aveiro, Lígia Lopes, da Universidade do Porto, Rita João, do estúdio de design Pedrita, Virgínia Frois, da Universidade de Lisboa e pelo Laboratório de Design O Imaginário, do Brasil. Na Sociedade União e Progresso Aldematense, em São Pedro do Corval, estará patente a exposição “Design português através de uma pluralidade de objetos”, com curadoria de Bernardo Providência e Daniel Vieira.
A obra Clausura, de Pedro Calapez, está desde ontem em exposição e pode ser visitada até ao dia 31 de maio na Igreja de Santiago, em Monsaraz. Esta obra de arte da coleção António Cachola, considerada uma das mais importantes coleções privadas portuguesas, pode ser apreciada diariamentedas 9h30 às 13h e entre as 14h e as 17h. A inauguração da mostra promovida pelo Município de Reguengos de Monsaraz e pelo MACE - Museu de Arte Contemporânea de Elvas decorre amanhã, dia 4 de maio, pelas 15h, com a presença de Pedro Calapez.
A pintura/instalação Clausura, de 2021, é, segundo João Pinharanda, Diretor do MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia de Lisboa, “um especial dispositivo, uma máquina radical, de visão. A peça é uma estrutura quadrangular de estantaria de armazém comercial sem qualquer vocação esteticizante. Virada para um espaço interior, sustém um conjunto de quatro telas e dois espelhos.
Nenhuma das diferentes imagens assim enclausuradas se consegue ver frontalmente, todas resistem ao olhar que lhes deitamos e todas são campos de enorme instabilidade. Essa instabilidade nasce de vários fatores: cada um dos quatro pontos de observação (colocados nas quatro arestas da estrutura) oferece-nos uma visão diferente do conjunto, mas os espelhos desencontrados que preenchem metade dos dois lados maiores da estrutura acrescentam, com as suas qualidades de reflexão, inúmeras possibilidades àquela variabilidade original”.
Pedro Calapez nasceu em 1953 em Lisboa, começou a participar em exposições na década de 1970 e durante a sua carreira expôs em Itália, França, Portugal, Espanha, Alemanha e Brasil, entre outros países.A pintura/instalação Clausura foi apresentada pela primeira vez no início de 2023 no Museu de Arte Contemporânea de Elvas, tendo seguido a sua digressão no Alentejo para exposições no Castelo de Marvão, no Museu Berardo, em Estremoz, na Igreja do Salvador, em Évora, e no Forte da Graça, em Elvas.
A pintora, fotógrafa e ceramista francesa Géraldine Pillot vai apresentar a exposição “Encontro” na vila medieval de Monsaraz. A mostra de escultura e fotografia vai estar patente de 16 de março a 28 de abril na Igreja de Santiago e pode ser apreciada diariamente das 9h30 às 13h e entre as 14h e as 17h.Esta exposição surgiu quando Géraldine Pillot visitou Monsaraz. A artista afirma que “Monsaraz soube conquistar o meu coração, como um homem conquista uma mulher, envolvendo-a no seu encanto, no calor reconfortante dos seus braços. Desta inspiração nasceu a vontade de expor diversas obras de cerâmica, pintura e fotografia, bem como de produzir um livro com fotografias inéditas de Monsaraz, pequenos detalhes que fazem deste local um local tão grandioso e mágico”.As esculturas e fotografias de Géraldine Pillot são inspiradas num “encontro com o calor do Alentejo, a brancura das ruas desta pequena vila no cimo de uma colina, que conservou a sua alma, como se permanecesse fora do tempo. Uma imagem da brancura, do azul claro do céu, da força dos contrastes, das linhas puras, suaves e nítidas. A cada esquina, novas perspetivas se abrem para nós. De repente, as luzes mutáveis de uma noite de verão envolvem-nos em suavidade. Aqui, o tempo parece ter parado. Sensações inesquecíveis que os meus olhos captaram”.A artista francesa explica que há um “encontro entre a força da matéria-prima e a delicadeza da natureza. Encontro entre o barro esculpido pela força da casca de rolhas centenárias, tão poderosa e tão intensa. A matéria-prima é moldada, transportada, impregnada com a seiva da vida para criar peças únicas. Esculturas orgânicas, um encontro entre a suavidade do toque, a delicadeza das linhas, peças delicadas como um equilíbrio sensível entre poder e delicadeza. As formas sensuais, aéreas e envolventes formam uma decoração maternal para as esculturas. Jogando entre a força do arenito e a delicadeza da porcelana, as esculturas nascem desta intensidade”.Géraldine Pillot vive em Portugal há alguns anos e o seu trabalho é inspirado na constante interação entre tensão e equilíbrio, força e delicadeza. A sua abordagem artística, através de diferentes meios, permite-lhe expressar a sua intenção de forma mais plena, para valorizar o espaço de um local. A artista refere que “cria-se um diálogo entre o lugar, a sua história e as obras para sensibilizar o olhar do espectador. O espaço volta à vida numa escala totalmente nova”.
Nos últimos anos, Géraldine Pillot tem apresentado as suas obras em exposições coletivas e individuais em Miami, Nova Iorque, Paris, Lyon, Lisboa e Genebra. Em 2021 fundou o seu próprio estúdio para desenvolver oficinas com uma abordagem multiartística, baseada na sensibilidade do toque e do olhar.
O Município de Reguengos de Monsaraz vai organizar um espetáculo de passagem de ano no centro da cidade com os Anjos. A banda dos irmãos Sérgio e Nelson Rosado vai subir ao palco no dia 31 de dezembro, pelas 22h, para atuar até próximo da meia-noite.
A passagem para o novo ano vai ser celebrada com fogo de artifício e depois o espaço será uma pista de dança com a animação assegurada por um DJ durante as primeiras horas da madrugada. A autarquia vai preparar a zona do Campo 25 de Abril e da Avenida António José de Almeida com bares e entretenimento para todas as idades.
Os Anjos vão cantar em Reguengos de Monsaraz os sucessos musicais que editaram durante os 24 anos de carreira. No concerto vão poder ouvir-se músicas desde o primeiro álbum de originais da banda, “Ficarei”, de 1999, que atingiu a tripla platina, passando pelo disco “Espelho” (2001), “Segredos” (2004), “Alma” (2005), “Vingança” (2007), “Virar a página” (2009) e “Longe” (2017).
Nessa noite, os irmãos Sérgio e Nelson Rosado vão cantar músicas que atingiram grande sucesso em Portugal, como “Ficarei”, “Perdoa”, “Quero Voltar”, “Eterno”, “Bem longe, num sonho meu”, “Soprar Estrelas”, “A vida faz-me bem” e “Numa noite ao luar”. O espetáculo de passagem de ano tem entrada gratuita.
Espetáculo decorre no dia 22 de julho na arena do castelo da vila medieval
O Cante Alentejano, classificado Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, vai ser celebrado em Monsaraz no dia 22 de julho na Festa do Cante nas Terras do Grande Lago. O espetáculo inicia-se às 22h e decorre na arena do castelo da vila medieval.
No palco vai estar Luís Trigacheiro, cantor natural de Beja que foi o vencedor do programa The Voice Portugal 2020 e que editou o seu primeiro disco no ano passado, “Fado do Meu Cante”, com trabalhos assinados por António Zambujo, Diogo Piçarra, Carminho, Paulo Abreu Lima, entre outros. No início deste ano lançou a música “Mulher Contigo é para Casar”, uma canção de António Zambujo e Marisa Liz que integrou a reedição do primeiro álbum, estando Luís Trigacheiro já a preparar o segundo disco, que prevê editar em 2024.
O espetáculo vai ter também as atuações do Grupo Coral e Etnográfico Os Camponeses de Pias, que tem participado nos concertos de Pedro Abrunhosa, do Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz e do poeta Manuel Sérgio, que vai declamar poemas acompanhado à guitarra por José Farinha. A Festa do Cante nas Terras do Grande Lago é organizada pelo Município de Reguengos de Monsaraz, pelo Grupo Cultural e Desportivo da Freguesia de Monsaraz e pela Junta de Freguesia de Monsaraz.