Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Monsaraz Museu Aberto celebra a cultura e o património da vila medieval

Cartaz com programa Monsaraz Museu Aberto.jpg

A bienal cultural Monsaraz Museu Aberto vai decorrer de 14 a 21 de julho com um programa que tem como mote “Eu sou devedor à terra”, do poema “Alentejo, Alentejo”, do Mestre José Gato. Este certame cultural organizado desde 1986 pelo Município de Reguengos de Monsaraz e que a partir de 1998 começou a realizar-se com periodicidade bienal, aborda o que de melhor se faz na cultura e nas artes do espetáculo. Na edição deste ano pretende-se sensibilizar e inspirar os participantes a agirem pela preservação do património natural e construído de Monsaraz, estimulando a proteção e a identidade do sítio histórico e da sua envolvente através da cultura.

 

O programa da bienal cultural vai abrir no dia 14 de julho, pelas 17h, com a cerimónia de inauguração no jardim da Casa da Universidade. Segue-se a palestra “A Terra, que futuro?”, pelo astrofísico Filipe Duarte Santos, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que vai decorrer às 19h na Igreja de Santiago. A primeira noite do festival terá às 22h um concerto com Dulce Pontes, na Praça de Armas do castelo de Monsaraz. A cantora, que já atuou com Andrea Bocelli, Ennio Morricone e José Carreras, vai interpretar na vila medieval os seus sucessos musicais de mais de 35 anos de carreira, como “Lusitana Paixão”, “Canção do Mar” e “O Amor a Portugal”.

 

Na segunda-feira, dia 15 de julho, pelas 17h, o arqueólogo Manuel Calado vai proferir na Igreja de Santiago a palestra “O Pecado Original: Agricultura intensiva do Neolítico aos nossos dias”. No Centro de Convívio da Barrada decorre às 19h um concerto e uma oficina sobre gastronomia alentejana e a partir das 22h, a Praça de Armas do castelo vai receber a atuação da Banda da Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense.

 

O programa do festival Monsaraz Museu Aberto apresenta no dia 16 de julho, às 17h, na Igreja de Santiago, uma conversa sobre “O extensivo e o intensivo na paisagem do Alentejo. Transformações, valor e futuro”, com Teresa Pinto Correia, da Universidade de Évora, Marta Cortegano, da Associação Terra Sintropica de Mértola, e José Muños, da Universidade de Évora. A Casa das Avós, localizada na antiga escola primária de Motrinos e onde pode ser apreciada a exposição de bonecas “A Boda na Aldeia”, vai receber pelas 19h um concerto com Lizete Morais. No Largo D. Nuno Álvares Pereira, em Monsaraz, vai atuar às 21h o Grupo de Dança Contemporânea Sénior da Freguesia de Monsaraz e uma hora depois realiza-se o espetáculo de dança “Força da Natureza”, com a Academia de Dança e Artes Performativas da Sociedade Artística Reguenguense.

 

Na quarta-feira, dia 17 de julho, pelas 17h decorre na Igreja de Santiago a conversa com o ensaísta António Guerreiro e com Alfredo Cunhal Sendim, da Herdade do Freixo do Meio, sobre o “Alentejo – Agricultura, paisagem e despovoamento”. No Largo D. Nuno Álvares Pereira realiza-se às 18h a Oficina do Pão – Venha Pôr a Mão na Massa, iniciativa que acontecerá também nos dias 18, 19 e 20 de julho, à mesma hora e no mesmo local.

 

A partir das 19h decorre o percurso ilustrado entre a porta da vila de Monsaraz e o Convento da Orada, com passagem pelo Cromeleque do Xerez. Integrado nesta iniciativa, realiza-se no Convento da Orada um concerto com Abraham Cupeiro, músico que toca um instrumento ancestral galego denominado corna, a orquestra de câmara Eborae Música e a Companhia de Dança Contemporânea de Évora. A Moagem Sem-Fim, no Telheiro, recebe pelas 22h o concerto minimal eletronic, com o contrabaixista João Hasselberg a explorar as sonoridades da música eletroacústica.

 

O festival Monsaraz Museu Aberto terá no dia 18 de julho, às 17h, a palestra “Da terra chão à terra pão”, com o geólogo Galopim de Carvalho, na Igreja de Santiago. A partir das 18h30 realiza-se um percurso ilustrado de Monsaraz até à Ermida de Santa Catarina, local onde vai atuar o Coro Polifónico da Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense, Sara Sotiry e o Grupo Maurioneta. A Igreja de Santiago, em Monsaraz, recebe às 21h um recital de harpa com a espanhola Angélica Salvi, harpista que nos últimos anos tem participado em diversos projetos na área da música experimental, artes visuais, dança e teatro. A Praça de Armas do castelo terá pelas 22h um concerto com o acordeonista algarvio Gonçalo Pescada, acompanhado pelo Quinteto Sull’a Corda, um agrupamento clássico composto por músicos de várias origens.

 

Na sexta-feira, às 10h30, decorrem oficinas para crianças e adultos no jardim da Casa da Universidade, com fabricação de papel artesanal e cianotipia, de cerâmica com o oleiro Rui Patalim e de origami pelo Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão da Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz. Esta iniciativa vai ser repetida nos dias 20 e 21 de julho no mesmo horário e local. A partir das 17h, na Igreja de Santiago haverá uma conversa sobre “Terra chã para a agricultura, terra chão para a arquitetura integrada”, com os arquitetos Victor Mestre e Maria Fernandes.

 

O Centro de Convívio de Outeiro vai receber às 19h uma oficina do gaspacho com a atuação do Ensemble de Clarinetes da Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense e pelas 21h será exibida a curta metragem “A Tempestade”, de 2012, realizada por Teresa Garcia em Monsaraz. Na Igreja de Santiago haverá às 21h30 um recital de cravo com Cristiano Holtz, que foi oficialmente o último aluno de Gustav Leonhardt e é um dos maiores especialistas na música de Johann Sebastian Bach.

 

No sábado, dia 20 de julho, pelas 17h, realiza-se a palestra “Terra e Território com Monsaraz ao fundo”, pelo geógrafo Jorge Gaspar. Segue-se às 19h a caminhada com o grupo Monsaraz a Caminhar e o oleiro Mestre Tavares, que terá um percurso com saída de Monsaraz, passagem pela Ermida de São Sebastião onde decorrerá um recital com o afegão Ustad Fazel Sapand, mestre do loud e harmónica, e chegada à Casa do Cante, no Telheiro, que receberá a atuação do Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz.

 

Na Torre de Menagem do castelo de Monsaraz vai poder ver-se a partir das 22h um espetáculo de dança vertical com a companhia Delrevés, fundada em 2007 em Barcelona e que tem como principal objetivo a fusão de diversas linguagens artísticas, como a dança contemporânea, as artes digitais, o teatro e a dança vertical, utilizando a arquitetura como suporte de movimento. A fechar a noite, pelas 23h, realiza-se na Praça de Armas do castelo um concerto com o argentino Melingo, ator, compositor e cantor que toca vários instrumentos, como guitarra, clarinete e saxofone, aos quais junta a sua voz que lembra Charles Aznavour e Serge Gainsbourg. Daniel Melingo estudou mestres como Nick Cave, Tom Waits e a lenda do tango, El Polaco, e a partir do legado de Gardel reinventa-se com alma em performances em que mistura o tango com o rock, o jazz, o blues ou músicas folk argentinas e brasileiras.

 

O último dia do festival Monsaraz Museu Aberto terá às 11h a conversa “Eu Sou Devedor à Terra”, com os historiadores José Pacheco Pereira e Ana Paula Amendoeira. A Igreja de Santiago recebe pelas 17h a apresentação do Arquivo Digital do Cante, por Florêncio Cacete e Mariana Cristina, e às 19h haverá um recital de piano de Tiago Mileu no milenar Olival da Pega.

 

A Gala do Cante nas Terras do Grande Lago vai fechar o festival, com as atuações a partir das 21h na Praça de Armas do castelo, de Teresinha Landeiro, Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz, Grupo Coral da Casa do Povo de Reguengos de Monsaraz, Encanta Modas, Manuel Sérgio e José Farinha.

 

Durante o Monsaraz Museu Aberto, estará patente em vários locais uma exposição coletiva de pintura, desenho e cerâmica com curadoria de Rui Afonso Santos, nomeadamente no Largo de Santiago, Junta de Freguesia de Monsaraz, Casa da Praça, Cuba, Ermida de Santa Catarina, Posto de Turismo de Monsaraz, centros culturais da freguesia de Monsaraz, Restaurante Lumumba, Restaurante os Amigos de Monsaraz, Galeria de Artes e Moagem Sem-Fim, padarias do Telheiro, Restaurante Foral de Monsaraz, Loja da Fabricaal, Museu do Fresco, Convento de Orada e Restaurante Gato Preto. Nesta exposição participam os artistas Ana Catarina Pereira, Antónia Labaredas, António Faria, Alice Geirinhas, Bárbara Assis Pacheco, Gil Kalisvaart, Gloria Perez Cruz, Ivo Andrade, João Belga, João Fonte Santa, José Aurélio, José Manuel Rodrigues, José Miguel Gervásio, Lua Kalisvaart, Margarida Dias Coelho, Mariana Duarte Santos, Mariana Herédia, Miguel Palma, Niek the Wierik, Paula Estorninho, Pedro Zamith e Tiago Mestre.

 

Na Casa do Barro – Centro Interpretativo da Olaria de São Pedro do Corval haverá workshops com alunos das universidades de Aveiro, Minho e Porto, do Lab2PT e ID+, assim como palestras com Álbio Nascimento, do The Home Project Design Studio, Bernardo Providência, da Universidade do Minho, Daniel Vieira, do Lab2PT, João Sampaio, da Universidade de Aveiro, Lígia Lopes, da Universidade do Porto, Rita João, do estúdio de design Pedrita, Virgínia Frois, da Universidade de Lisboa e pelo Laboratório de Design O Imaginário, do Brasil. Na Sociedade União e Progresso Aldematense, em São Pedro do Corval, estará patente a exposição “Design português através de uma pluralidade de objetos”, com curadoria de Bernardo Providência e Daniel Vieira.

 

Pedro Calapez expõe a instalação Clausura na vila medieval de Monsaraz

Cartaz.jpg

 

 

A obra Clausura, de Pedro Calapez, está desde ontem em exposição e pode ser visitada até ao dia 31 de maio na Igreja de Santiago, em Monsaraz. Esta obra de arte da coleção António Cachola, considerada uma das mais importantes coleções privadas portuguesas, pode ser apreciada diariamente das 9h30 às 13h e entre as 14h e as 17h. A inauguração da mostra promovida pelo Município de Reguengos de Monsaraz e pelo MACE - Museu de Arte Contemporânea de Elvas decorre amanhã, dia 4 de maio, pelas 15h, com a presença de Pedro Calapez.

 

A pintura/instalação Clausura, de 2021, é, segundo João Pinharanda, Diretor do MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia de Lisboa, “um especial dispositivo, uma máquina radical, de visão. A peça é uma estrutura quadrangular de estantaria de armazém comercial sem qualquer vocação esteticizante. Virada para um espaço interior, sustém um conjunto de quatro telas e dois espelhos.

 

Nenhuma das diferentes imagens assim enclausuradas se consegue ver frontalmente, todas resistem ao olhar que lhes deitamos e todas são campos de enorme instabilidade. Essa instabilidade nasce de vários fatores: cada um dos quatro pontos de observação (colocados nas quatro arestas da estrutura) oferece-nos uma visão diferente do conjunto, mas os espelhos desencontrados que preenchem metade dos dois lados maiores da estrutura acrescentam, com as suas qualidades de reflexão, inúmeras possibilidades àquela variabilidade original”.

 

Pedro Calapez nasceu em 1953 em Lisboa, começou a participar em exposições na década de 1970 e durante a sua carreira expôs em Itália, França, Portugal, Espanha, Alemanha e Brasil, entre outros países. A pintura/instalação Clausura foi apresentada pela primeira vez no início de 2023 no Museu de Arte Contemporânea de Elvas, tendo seguido a sua digressão no Alentejo para exposições no Castelo de Marvão, no Museu Berardo, em Estremoz, na Igreja do Salvador, em Évora, e no Forte da Graça, em Elvas.

 

 

Géraldine Pillot apresenta exposição de escultura e fotografia em Monsaraz

 

Encontros-Géraldine Pillot (5).jpg

 

A pintora, fotógrafa e ceramista francesa Géraldine Pillot vai apresentar a exposição “Encontro” na vila medieval de Monsaraz. A mostra de escultura e fotografia vai estar patente de 16 de março a 28 de abril na Igreja de Santiago e pode ser apreciada diariamente das 9h30 às 13h e entre as 14h e as 17h. Esta exposição surgiu quando Géraldine Pillot visitou Monsaraz. A artista afirma que “Monsaraz soube conquistar o meu coração, como um homem conquista uma mulher, envolvendo-a no seu encanto, no calor reconfortante dos seus braços. Desta inspiração nasceu a vontade de expor diversas obras de cerâmica, pintura e fotografia, bem como de produzir um livro com fotografias inéditas de Monsaraz, pequenos detalhes que fazem deste local um local tão grandioso e mágico”. As esculturas e fotografias de Géraldine Pillot são inspiradas num “encontro com o calor do Alentejo, a brancura das ruas desta pequena vila no cimo de uma colina, que conservou a sua alma, como se permanecesse fora do tempo. Uma imagem da brancura, do azul claro do céu, da força dos contrastes, das linhas puras, suaves e nítidas. A cada esquina, novas perspetivas se abrem para nós. De repente, as luzes mutáveis de uma noite de verão envolvem-nos em suavidade. Aqui, o tempo parece ter parado. Sensações inesquecíveis que os meus olhos captaram”. A artista francesa explica que há um “encontro entre a força da matéria-prima e a delicadeza da natureza. Encontro entre o barro esculpido pela força da casca de rolhas centenárias, tão poderosa e tão intensa. A matéria-prima é moldada, transportada, impregnada com a seiva da vida para criar peças únicas. Esculturas orgânicas, um encontro entre a suavidade do toque, a delicadeza das linhas, peças delicadas como um equilíbrio sensível entre poder e delicadeza. As formas sensuais, aéreas e envolventes formam uma decoração maternal para as esculturas. Jogando entre a força do arenito e a delicadeza da porcelana, as esculturas nascem desta intensidade”. Géraldine Pillot vive em Portugal há alguns anos e o seu trabalho é inspirado na constante interação entre tensão e equilíbrio, força e delicadeza. A sua abordagem artística, através de diferentes meios, permite-lhe expressar a sua intenção de forma mais plena, para valorizar o espaço de um local. A artista refere que “cria-se um diálogo entre o lugar, a sua história e as obras para sensibilizar o olhar do espectador. O espaço volta à vida numa escala totalmente nova”.

 

Nos últimos anos, Géraldine Pillot tem apresentado as suas obras em exposições coletivas e individuais em Miami, Nova Iorque, Paris, Lyon, Lisboa e Genebra. Em 2021 fundou o seu próprio estúdio para desenvolver oficinas com uma abordagem multiartística, baseada na sensibilidade do toque e do olhar.

 

Os Anjos vão cantar na passagem de ano em Reguengos de Monsaraz

 

Anjos (4).jpg

O Município de Reguengos de Monsaraz vai organizar um espetáculo de passagem de ano no centro da cidade com os Anjos. A banda dos irmãos Sérgio e Nelson Rosado vai subir ao palco no dia 31 de dezembro, pelas 22h, para atuar até próximo da meia-noite.

 

A passagem para o novo ano vai ser celebrada com fogo de artifício e depois o espaço será uma pista de dança com a animação assegurada por um DJ durante as primeiras horas da madrugada. A autarquia vai preparar a zona do Campo 25 de Abril e da Avenida António José de Almeida com bares e entretenimento para todas as idades.

 

Os Anjos vão cantar em Reguengos de Monsaraz os sucessos musicais que editaram durante os 24 anos de carreira. No concerto vão poder ouvir-se músicas desde o primeiro álbum de originais da banda, “Ficarei”, de 1999, que atingiu a tripla platina, passando pelo disco “Espelho” (2001), “Segredos” (2004), “Alma” (2005), “Vingança” (2007), “Virar a página” (2009) e “Longe” (2017).

 

Nessa noite, os irmãos Sérgio e Nelson Rosado vão cantar músicas que atingiram grande sucesso em Portugal, como “Ficarei”, “Perdoa”, “Quero Voltar”, “Eterno”, “Bem longe, num sonho meu”, “Soprar Estrelas”, “A vida faz-me bem” e “Numa noite ao luar”. O espetáculo de passagem de ano tem entrada gratuita.

 

 

Luís Trigacheiro na Festa do Cante nas Terras do Grande Lago, em Monsaraz

Espetáculo decorre no dia 22 de julho na arena do castelo da vila medieval

 

 

Luís Trigacheiro_Promo23.jpg

O Cante Alentejano, classificado Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, vai ser celebrado em Monsaraz no dia 22 de julho na Festa do Cante nas Terras do Grande Lago. O espetáculo inicia-se às 22h e decorre na arena do castelo da vila medieval.

 

No palco vai estar Luís Trigacheiro, cantor natural de Beja que foi o vencedor do programa The Voice Portugal 2020 e que editou o seu primeiro disco no ano passado, “Fado do Meu Cante”, com trabalhos assinados por António Zambujo, Diogo Piçarra, Carminho, Paulo Abreu Lima, entre outros. No início deste ano lançou a música “Mulher Contigo é para Casar”, uma canção de António Zambujo e Marisa Liz que integrou a reedição do primeiro álbum, estando Luís Trigacheiro já a preparar o segundo disco, que prevê editar em 2024.

 

O espetáculo vai ter também as atuações do Grupo Coral e Etnográfico Os Camponeses de Pias, que tem participado nos concertos de Pedro Abrunhosa, do Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz e do poeta Manuel Sérgio, que vai declamar poemas acompanhado à guitarra por José Farinha. A Festa do Cante nas Terras do Grande Lago é organizada pelo Município de Reguengos de Monsaraz, pelo Grupo Cultural e Desportivo da Freguesia de Monsaraz e pela Junta de Freguesia de Monsaraz.

O imaginário do artista italiano Alex Cattoi em exposição em Monsaraz

Atelier (1).jpg

“The keys of time – the mystery of memory” é o título da exposição de escultura em cerâmica e acrílico que o artista italiano Alex Cattoi está a apresentar até ao dia 24 de setembro na Igreja de Santiago, em Monsaraz. A mostra pode ser visitada diariamente das 9h30 às 12h30 e entre as 14h e as 17h30.

 

Alex Cattoi levou à vila medieval 40 peças para esta exposição que fala de universalidade, de humanidade, de vida, de civilizações e da procura da verdade. Uma busca feita com chaves que entram em fechaduras universais inspiradas nas que o autor viu em 2019 nas portas de Monsaraz.

 

O escultor considera que “The keys of time – the mystery of memory” é uma jornada de abertura e liberdade mental que conecta passado e futuro em busca das “chaves” para ter acesso ao mistério da vida. O artista cria obras de arte em duas e três dimensões: pintura, desenho e escultura são o meio que usa para moldar a sua visão do mundo.

 

Inspira-se nas formas da natureza e da Terra, mas também no imaginário das antigas civilizações e dos mundos perdidos. Imagina criaturas e formas de outros mundos, pois quer fazer a pergunta crucial que preocupava os artistas do passado: "De onde viemos?"

 

Para Alex Cattoi, as figuras arcaicas que representa evocam o mundo enigmático da arqueologia, onde as formas recorrentes procuram uma resposta ao mistério da vida. As cores pálidas e riscadas sugerem a passagem inexorável do tempo e o movimento perpétuo do mundo, que remete à unidade das coisas.

 

Evolução e mudança são marcadas pelo estado de desgaste do material cerâmico, semelhante ao bronze, uma liga que na sua fase de oxidação passa para uma cor esverdeada. Alex Cattoi usa métodos diferentes para dar os retoques finais nas obras de arte, especialmente Betume da Judeia, um composto químico que serviu no século XIX para o desenvolvimento das primeiras fotografias heliográficas.

Exposição de Lu Mourelle une tradição e modernidade em Monsaraz

Obra 3_120cmx100cm_LuMourelle.jpg

 

A Igreja de Santiago – Galeria de Arte, em Monsaraz, vai receber de 11 de setembro a 14 de novembro a exposição “Noivas do Caminho”, de Lu Mourelle. Esta mostra pode ser apreciada diariamente entre as 9h30 e as 12h30 e das 14h às 17h30 e integra o ciclo de exposições Monsaraz Museu Aberto, organizado pelo Município de Reguengos de Monsaraz.

 

As “Noivas do Caminho” são mulheres coloridas, com personalidade forte e cheias de vida. Todas elas habitam o imaginário da artista plástica Lu Mourelle, que promove o casamento entre a arte e o público com obras que chamam a atenção pela originalidade.

 

A exposição mostra trabalhos inéditos e particularmente criados para a apresentação na Igreja de Santiago. A artista aproveita a ambiência do espaço para exibir personagens enigmáticas, como é habitual na sua trajetória artística. Com o tema relacionado com o matrimónio, Lu Mourelle explora a subtileza feminina estampada nos olhares e trejeitos de figuras carregadas de emoção.

 

“Acredita-se que toda a noiva é feliz e que está a realizar um sonho. As noivas que encontramos pelo caminho demonstram algo além da pura felicidade: são sábias e independentes, mas também podem ser afetuosas, companheiras e muito mais. Tudo vai depender da outra metade, com quem se partilha esse caminho”, considera Lu Mourelle, que se tem dedicado a pesquisar diferentes maneiras de pintar as mulheres.

 

Para materializar as suas personagens sobre a tela, todas elas imaginárias, a artista recorre ainda às memórias e ao contato com as pessoas que conhece ao longo da vida. Cada pormenor é aproveitado para que as suas mulheres transmitam sentimentos e emoções, mesmo que não sejam pinturas realistas.

 

Essa identidade temática amadurece ao longo da sua carreira e levou Lu Mourelle a ser especialmente convidada para a 12.ª Bienal de Florença, ocupando um lugar de destaque durante o evento em 2019. Para esta nova exposição, a artista apresenta as suas típicas pinturas em acrílico com mensagens subliminares e recorre à instalação para exibir noivas contemporâneas na Igreja de Santiago.

 

Presépio com figuras em tamanho real há duas décadas nas ruas de Monsaraz

Presépio de Monsaraz (7).JPG

 

 

O presépio com figuras em tamanho real vai celebrar duas décadas nas ruas de Monsaraz. A inauguração desta edição comemorativa do presépio vai decorrer no dia 1 de dezembro, às 15h, junto à Porta da Vila, com a atuação do Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz.

 

Até ao dia 6 de janeiro, quem percorrer as ruas da vila medieval pode passear ao lado das figuras do presépio, como os Reis Magos, o pastor, os guardas do castelo, o oleiro, o almocreve, a lavadeira e a fiadeira, que se dirigem para junto da Virgem Maria, São José e o Menino Jesus, que estão colocados no Castelo. O presépio de rua de Monsaraz é um projeto concebido há 20 anos pela escultora Teresa Martins, que também vai estar presente na inauguração, e apresenta 46 figuras em tamanho real. As esculturas estão feitas em ferro e rede recobertas por panos impermeabilizados de cor crua, pintadas em tons pastel, rosa velho e lilases, têm as caras e as mãos feitas em cerâmica e estão iluminadas durante a noite.

 

A programação do Natal das Freguesias integra também a festa de Natal dos seniores da freguesia de Monsaraz, no dia 15 de dezembro, pelas 13h, no Centro Cultural da Barrada. A vila medieval vai receber no dia 21 de dezembro, às 17h, o tradicional Cante ao Menino, na Igreja de Nossa Senhora da Lagoa, com as participações do Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz, Grupo Coral As Margaridas de Peroguarda, Manuel Sérgio e José Farinha. O Cante de Reis, igualmente com a atuação do Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz, realiza-se no dia 5 de janeiro, a partir das 19h, pelas ruas da vila medieval.

 

Em Reguengos de Monsaraz, o Natal das Freguesias inclui no dia 8 de dezembro, às 13h, a festa de Natal dos seniores e reformados no Pavilhão Multiusos do Parque de Feiras e Exposições. O programa integra ainda espetáculos de magia para as crianças do ensino pré-escolar e do ensino básico da freguesia, nomeadamente, no dia 11 de dezembro na Caridade (às 10h30) e em Perolivas (14h), no dia 12 de dezembro no Jardim de infância de Reguengos de Monsaraz e na Creche e Aparece (10h) e nas turmas dos 1º e 2º anos (13h30) e dos 3º e 4 anos (14h30) da Escola Básica Manuel Augusto Papança, e no dia 16 de dezembro no Jardim de Infância da Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz (10h).

 

Neste dia haverá também espetáculos de magia no Lar da Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz (14h) e no dia seguinte no Lar da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva (10h) e no Solar de São Lucas (14h). O Cante ao Menino com a participação do Grupo Coral da Casa do Povo de Reguengos de Monsaraz realiza-se no dia 26 de dezembro na Ermida de Nossa Senhora da Caridade (19h30) e no dia seguinte na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em Perolivas (19h), e na Igreja Matriz de Reguengos de Monsaraz (20h).

 

Em S. Pedro do Corval, no dia 1 de dezembro, às 17h, será inaugurado o presépio de rua com a atuação da Banda da Sociedade Filarmónica Corvalense. A banda filarmónica vai também desfilar no dia 7 de dezembro, pelas 17h, em Carrapatelo, e no dia 14 de dezembro, às 16h, em Santo António do Baldio. No dia 22 de dezembro, pelas 18h, realiza-se a Festa de Natal da Sociedade Filarmónica Corvalense na Sociedade União e Progresso Aldematense.

 

O Natal das Freguesias integra também presépios de rua em S. Marcos do Campo, Campinho e Cumeada. A inauguração dos presépios vai decorrer no dia 1 de dezembro, a partir das 16h, com a atuação dos Al-Canti. Este grupo vai também participar no Cante ao Menino, que decorre no dia 5 de dezembro, a partir das 19h, em S. Marcos do Campo, Campinho e Cumeada. No dia 14 de dezembro, pelas 13h, realiza-se o almoço dos seniores na Sociedade Harmonia Sanmarquense.