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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Dança e Yoga sem sair de casa :: Cursos online com o Museu do Oriente

Cursos online com o Museu do Oriente

 Aprender a dançar como uma deusa hindu, conhecer as técnicas da dança oriental e praticar Yoga Nidra, sem sair de casa, são as sugestões do Museu do Oriente com os cursos online que se realizam durante o mês de Outubro.

 

Já no dia 2, sábado, “Dançando com as Deusas!” faz uma introdução à dança clássica indiana, através de posturas, movimentos e gestos com as mãos, a par de expressões faciais, que representam o sentido filosófico de cada deusa hindu. Organizada em parceria com a Isha Artes, a sessão desafia os participantes a viajarem até ao tempo em que as deusas eram dançarinas e a tornarem-se numa verdadeira deusa hindu.

 

No dia 6, e prolongando-se por mais três sessões (13, 20 e 27 Outubro), decorre o Curso de Introdução à Dança Oriental, uma dança de mulheres, para mulheres de todas as idades e formas físicas. Tendo como característica principal o movimento rítmico das ancas e dos músculos do ventre, esta dança é composta por uma série de movimentos que trabalham o corpo como um todo. Sobretudo, permite descobrir que é possível divertirmo-nos dançando, libertando e controlando o corpo ao mesmo tempo. Os benefícios físicos e emocionais da Dança Oriental fazem com que seja uma autêntica terapia para o corpo e para a mente.

 

O Curso Introdutório ao Yoga Nidra está organizado em quatro sessões (9 e 23 Outubro, 6 e 27 Novembro), com o objectivo de aprofundar o conhecimento teórico e a prática desta modalidade, levando cada participante a fazer uma viagem ao seu interior, aprofundando o seu caminho e conhecimento em cada sessão. Embora literalmente signifique "sono de Yoga" ou "sono que é Yoga", ou "sono causado por Yoga", na verdade não é o sono, mas um despertar. Durante o Yoga Nidra, os praticantes entram num estado profundo de relaxamento receptivo, permanecendo totalmente conscientes e alerta durante todo o processo.

 

Todos os cursos são realizados em formato online, transmitidos em tempo real e em directo através da plataforma Zoom. Mais informações em foriente.pt.

Bilhetes à venda online na Bol

 

Workshop “Dançando com as Deusas!”

Online

2 de Outubro

Horário: 16.00-17.15

Público-alvo: M/ 18 anos sem necessidade de experiência prévia

Participantes: mín. 10

Preço: 12 €/ participante

 

Curso de Introdução à Dança Oriental

Online

6, 13, 20 e 27 de Outubro

Horário: 18.00-19.30

Público-alvo: M/ 15 anos sem necessidade de experiência prévia

Participantes: mín. 5

Preço: 40 €/ participante

 

Curso Introdutório ao Yoga Nidra

Online

9 e 23 de Outubro, 6 e 27 de Novembro

Horário: 16.00-18.30

Público-alvo: praticantes, professores de Yoga e todas as pessoas que queiram saber mais sobre a prática de Yoga Nidra

Preço: 60 €/ participante

 

Visitas guiadas ao Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho

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Durante o mês de agosto, o Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho irá promover visitas guiadas que darão a conhecer este novo equipamento cultural.

As visitas decorrem ao domingo, estando previstas para os dias 15, 22 e 29 de agosto. A cada domingo irão decorrer cinco visitas (às 11h00, 12h00, 14h00, 15h00 e 16h00), cada uma com cerca de 45 minutos. 

As visitas serão orientadas por Daniela Salazar e Rita Agostinho. A participação é gratuita, à semelhança do que acontece com as entradas no equipamento: durante o mês de agosto, o Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho é de entrada gratuita.

Recorde-se que o Museu abriu no passado dia 5 de agosto, no mesmo dia em que a primeira etapa em linha da Volta a Portugal em Bicicleta teve início junto ao equipamento.

O Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho assume-se como um elemento de preservação da memória do ciclista torriense Joaquim Agostinho e de promoção do ciclismo enquanto prática desportiva e social, pretendendo ser um observatório permanente e uma estrutura de mediação cultural para investigar, conservar, interpretar, divulgar e valorizar os testemunhos materiais e imateriais mais relevantes da história do ciclismo, do uso da bicicleta e da memória e identidade da comunidade ciclística.

O novo espaço cultural encontra-se no Bairro Arenes, no edifício que chegou a albergar o antigo refeitório da Casa Hipólito.

Agenda

15 agosto 2021 | domingo

Visita guiada ao Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho

No dia 15 de agosto, o Museu do Ciclismo Joaquim agostinho irá realizar um conjunto de visitas guiadas.  Cada visita terá a duração de 45 minutos. Orientação: Daniela Salazar (...)

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22 agosto 2021 | domingo

Visita guiada ao Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho

No dia 22 de agosto, o Museu do Ciclismo Joaquim agostinho irá realizar um conjunto de visitas guiadas.  Cada visita terá a duração de 45 minutos. Orientação: Daniela Salazar (...)

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29 agosto 2021 | domingo

Visita guiada ao Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho

No dia 29 de agosto, o Museu do Ciclismo Joaquim agostinho irá realizar um conjunto de visitas guiadas.  Cada visita terá a duração de 45 minutos. Orientação: Rita Agostinho (...)

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SERRALVES // 11 & 12 SETEMBRO // O MUSEU COMO PERFORMANCE (7ª EDIÇÃO)

O MUSEU COMO PERFORMANCE

-7ª EDIÇÃO -

 

 

Museu / Auditório / Biblioteca / Parque / Casa

11 - 12 SET 2021

 

 

 

Artistas: CECILIA BENGOLEA (AR) & FRANÇOIS CHAIGNAUD (FR), COLETIVO LOA (PT), GUILLEM MONT DE PALOL (ES) & MIGUEL PEREIRA (PT), INÊS TARTARUGA ÁGUA(PT), JACK SHEEN (UK), MARGHERITA MORGANTIN (IT), PAZ ROJO (ES), ROGÉRIO NUNO COSTA (PT)

 

 

O Museu Como Performance regressa a Serralves em setembro para a sua 7ª edição. Mais um passo para a afirmação do lugar da performance no espaço do Museu, mas também para o seu questionamento. Em tempos de negociações dramáticas da presença, derivadas e agudizadas por crises sanitárias, emergências ambientais e por fricções sociopolíticas que somatizam as dores de crescimento dos ideais cosmopolitas à escala global, a performance oferece-se como uma possibilidade e campo de reflexão e experimentação, de encontros e de tensões cuja urgência parece inescapável. Novamente, reúnem-se neste programa um conjunto de artistas e de trabalhos que oferecem uma trama de encontros e cruzamentos disciplinares onde se incluem performance, ações, dança, música e instalação.

 

Curadoria: Cristina Grande, Pedro Rocha, Ricardo Nicolau

 

O Museu como Performance conta com o apoio da Morgan Phoa Family

 

 

CECILIA BENGOLEA & FRANÇOIS CHAIGNAUD

“SYLPHIDES”

 

 

Os Silfos são seres sobrenaturais, uma invenção da imaginação de seres humanos e psíquicos presos entre mundos (principalmente entre o dos mortos e o dos vivos, mas também o da fantasia e da realidade, o do que é possível e o do que não é ...). Tendo-se tornado uma tendência literária e coreográfica respetivamente nos séculos XVIII e XIX, a figura do silfo ainda aparece nos dias de hoje como um importante enigma na nossa imaginação. Enquanto questionam quão materiais são o corpo e a vida após a morte, bem como a nossa relação com os mortos e os seus corpos terrenos, os silfos lançam dúvidas sobre alguns grandes aspetos mais solidificados do pensamento ocidental: o dualismo, o tempo linear, o racionalismo ...

A meio caminho entre o rito fúnebre e a anfidromia (celebração do nascimento), “Sylphides” parece destinada a ser uma tentativa literal de reencarnação. Por meio de uma abordagem que possibilita vivenciar a suspensão das funções vitais, pretende aceder a uma nova compreensão do nosso corpo e dos seus potenciais aniquilamentos e renascimentos.

 

Cecilia Bengolea (Buenos Aires, 1979), trabalha com vários media, incluindo performance, vídeo e escultura, usando a dança como uma ferramenta e um meio de empatia radical e troca emocional. Bengolea encara o movimento, a dança e a performance como escultura animada, onde ela própria é objeto e sujeito da sua própria obra. Imbuída de energias simbólicas encontradas na natureza e nas relações empáticas, as suas composições formam-se em torno de ideias do corpo como um médium - tanto individual como coletivo. Bengolea colaborou com artistas de dancehall como Craig Black Eagle, Bombom DHQ, Damion BG e com os artistas Dominique Gonzalez Forster e Jeremy Deller. O trabalho colaborativo com o coreógrafo francês François Chaignaud, “Pâquerette” (2005-2008) e “Sylphides” (2009), ganhou vários prémios, como o Award de la Critique de Paris em 2010 e o Young Artist Prize na Bienal de Gwangju em 2014. Também co-criaram peças para a sua companhia Vlovajob Pru, bem como para o Ballet de Lyon (2013), o Ballet de Lorraine (2014) e Pina Bausch Tanztheater Wuppertal.

 

François Chaignaud (Rennes, 1983) licenciou-se no Conservatoire National Supérieur de Danse de Paris, em 2003, trabalhando em seguida com, entre outros, os coreógrafos Boris Charmatz, Emmanuelle Huynh, Alain Buffard e Dominique Brun. Criou várias peças performativas usando diferentes formas de dança e voz partindo de diversas inspirações. Na sua obra, vemos a possibilidade de um corpo que se alonga entre a demanda sensual e a força da voz, bem como a convergência de múltiplas referências históricas heterogéneas - da literatura erótica às artes sacras.

Ele também é historiador e publicou, pela PUR, “L'Affaire Berger-Levrault: le féminisme à l’épreuve (1898-1905)”. A sua curiosidade pela história levou-o a iniciar uma série de colaborações artísticas, nomeadamente com a lendária drag queen Rumi Missabu, com o artista de cabaret Jérôme Marin, a artista Marie Caroline Hominal, os estilistas Romain Brau e Charlie Le Mindu, o artista plástico Theo Mercier, o fotógrafo Donatien Veismann, o artista Nino Laisné, a música Marie-Pierre Brébant, entre outros.

Chaignaud colabora estreitamente com Cecilia Bengolea desde 2005.

 

 

COLETIVO LOA

“NKISI”

 

Quatro entidades elementares, recetáculos de forças cósmicas, testam os limites do corpo num desejo transfigurador da matéria. Exploram as possibilidades de transcendência através da ativação mágica do espaço performativo, laboratório de iniciação ritual aos mistérios do invisível. Guiados por dispositivos sónicos robóticos e mutações lumínicas, estes seres desafiam a perceção da realidade. Associada ao espetáculo foi desenvolvida uma instalação que propõe um confronto hologramático com um nkisi nkondi, uma figura de poder portadora de forças sobrenaturais. Esta proposta estabelece uma relação fantasmagórica entre o espetador e objeto de museu que ganha vida e assombra as relações de dominação colonial a que foi sujeito, revelando e restituindo a sua capacidade mágica.

 

coletivo LOA reúne músicos, performers, artistas visuais, investigadores e espíritos ancestrais, convocando pensamentos e ações mágicas, que subvertem fronteiras conceptuais estereotipadas e fragmentam narrativas imperialistas. O LOA trabalha a partir de cosmogonias afro-atlânticas propondo disrupções performáticas pós-coloniais que se materializam em espaços de resistência criativa.

 

Direção Artística: Gil Mac

Intérpretes Criadores: Ana Rita Xavier, Cláudio Vidal, Dori Nigro, Wura Moraes

Música, construção e programação: Tiago Ângelo

Investigação e vídeo: Gonçalo Mota

Desenho de luz: Nuno Patinho

Interatividade: Grandpaslab

Coordenação de produção: Liliana Abreu

Apoio à direção: Rodrigo Malvar

Apoio ao movimento: Vânia Rovisco

Apoio na investigação: Ana Stela Cunha

Apoio figurinos: Mário Calisto

Co-produção: Teatro Oficina e Mafagafa

Apoio residências: Projecto Agit Lab, CRL - Central Elétrica, gnration, Oficinas Do Convento, Sonoscopia Associacão

Apoio: Direção-Geral das Artes

 

 

GUILLEM MONT DE PALOL & MIGUEL PEREIRA

“FALSOS AMIGOS

 

 

“Falsos Amigos” é um novo projeto em cocriação de Miguel Pereira com o coreógrafo catalão Guillem Mont de Palol. Partindo da origem etimológica comum de palavras de línguas diferentes, e de como por vezes essa aparente simbiose resulta em conceitos bastante distintos, “Falsos Amigos” posiciona os dois criadores num espaço de contraste entre o que há de semelhante e o que há de diferente entre eles. Entre a língua castelhana e o português são frequentes os chamados falsos amigos, ou seja, palavras com grafia ou pronúncia parecidas, mas que na realidade possuem significados totalmente diferentes ("embaraçada"/"embarazada", por exemplo). Desta correspondência de significados inadequada, baseada numa relação de amizade semântica falsa, Miguel Pereira e Guillem Mont de Palol desenvolvem a sua relação de falsa amizade - uma comédia de enganos a partir da exploração do movimento.

 

Conceito e Performance: Guillem Mont de Palol e Miguel Pereira

Desenho de Luz: Hugo Coelho - Aldeia da Luz

Produção: O Rumo do Fumo

Co-produção: Teatro Viriato

Parceiros: Citemor, Institut Ramon Llull, La Poderosa, La Caldera, Teatro das Figuras

Apoio: Fundação Calouste Gulbenkian, Novo Negócio/ZDB

Apoio à Criação: Opart, E.P.E./Estúdios Victor Córdon

Residências Artísticas: Citemor, Estúdios Victor Córdon, Festival Sálmon/Graner e Mercat de les Flors, Forum Dança, La Caldera, La Poderosa, O Rumo do Fumo, Novo Negócio/ZDB

 

“Falsos Amigos” partiu de uma residência artística desenvolvida no âmbito do programa CRUZADOS, de La Poderosa (Barcelona).

 

Guillem Mont de Palol (Girona, 1978).

Coreógrafo e intérprete, formou-se na SNDO (School for New Dance Development), em Amesterdão (2006). Desde então, tenho vindo a trabalhar em dança contemporânea e performance, tanto a nível nacional como internacional.

Colabora com Jorge Dutor (intérprete, cenógrafo e designer de iluminação e figurinos) desde 2008, com quem criou UUUHHH, YO FUI UN HOMBRE LOBO ADOLESCENTE INVENTANDO HORRORES (2009), Y POR QUÉ JOHN CAGE? (2011), #LOSMICRÓFONOS (2013) e o filme THISMOVIE (2013) e GRAND APPLAUSE (2016).  Estes trabalhos foram apresentados em vários locais e contextos, tais como: La Casa Encendida (Madrid), Julidans Festival (Amsterdão), Festival Panorama (Rio de Janeiro), Buda Kunstenzentrum (Kortrijk), Antic Teatre Mercat de les Flors (Barcelona), Festival Escena Abierta (Burgos), AltVigo, Short Festival de Teatro (Roma), Royal Exchange Theatre (Manchester), La Alhóndiga (Bilbau), entre outros.

Trabalhou com os coreógrafos Xavier Le Roy (Retrospective, 2012), Mette Ingvartsen (Giant City, 2009; All the way out there, 2010; The Artificial Nature Project, 2012), Frederic Gies (7 thirty in tights, 2013), Vincent Dunoyer (Encore, 2007), Andrea Bozic (Nothing Can Surprise Us, 2008), entre outros.

Desde 2013, é professor convidado de Movement Research na School for New Dance Development.

 

Miguel Pereira estudou na Escola de Dança do Conservatório Nacional e na Escola Superior de Dança, em Lisboa. Foi bolseiro em Paris, Nova Iorque e em Amesterdão. Como intérprete trabalhou, entre outros, com Filipa Francisco, Francisco Camacho e Vera Mantero. Como criador destaca os trabalhos “Antonio Miguel”, com o qual recebeu o Prémio Revelação José Ribeiro da Fonte do Ministério da Cultura e uma menção honrosa do prémio Acarte/Maria Madalena Azeredo Perdigão (2000), “Notas Para Um Espectáculo Invisível” (2001), Data/Local (2002), “Corpo de Baile” (2005), “Karima meets Lisboa meets Miguel meets Cairo”, uma colaboração com a coreógrafa egípcia Karima Mansour (2006), “Doo” (2008), “Antonio e Miguel”, uma nova colaboração com Antonio Tagliarini (2010), “Op. 49” (2012), “WILDE” (2013) em colaboração com a mala voadora, “Repertório para Cadeiras, Figurinos e Figurantes” (2015) para o Ballet Contemporâneo do Norte, “Peça para Negócio”, “Peça feliz” (2017) “Era um peito só cheio de promessas” (2019), e “Falsos Amigos”  (2021), uma colaboração com Guillem Mont de Palol. O seu trabalho tem sido apresentado em toda a Europa, Brasil, Uruguai e Chile, e é professor convidado em diferentes estruturas nacionais e internacionais.

 

A apresentação de “Falsos Amigos” conta com o apoio de: Mostra Espanha 2021, Ministerio de Cultura y Deporte de España, Embajada de España en Portugal.

 

 

INÊS TARTARUGA ÁGUA

“VARIAÇÕES PARA PIÕES N.º 1”

 

 

Conceção: Inês Tartaruga Água

Performers e cocriação: Beatriz Bizarro, Inês Tartaruga Água, Rui Fonseca e Xavier Paes

 

“Variações para Piões” são um conjunto de exercícios que têm como ponto de partida o lançamento do pião e o encontro desse corpo giratório com diversas matérias. Em “Variação n.º 1” explora-se a sonoridade de piões de cerâmica, cujas formas variadas resultam em ressonâncias de timbres e alturas distintas por efeito da rotação contínua do próprio objeto.

Entram em jogo o corpo, matéria e movimento, usando o pião como instrumento que ocupa e se distribui no espaço através de trajetórias aleatórias criando uma dimensão sonora espacializada e composições únicas a cada ato, onde o silêncio e a escuta atenta sublimam momentos de tensão, hipnose e meditação.

 

Inês Tartaruga Água (Válega, 1994)

Artista multidisciplinar centrada nas questões da ecologia profunda e da biopolítica, exploradora sonora e adepta da filosofia DIY bem como de práticas colaborativas e participativas em espaço público. Participa em exposições colectivas desde 2013, com destaque para a “XIII Bienal Internacional de Cerâmica Artística” (Aveiro, 2017), “Убежище/Suoja/Shelter Festival - Laboratory” (Helsínquia, 2019), «48 часов Новосибирск» (Sibéria, 2019), ou “Soundscapes” (Bahrain, 2019) com o coletivo artístico internacional “Mycelium” (RU, DEN, IT, EUA e PT). Funda com Xavier Paes a galeria OV/ (2021), o coletivo ecologista REFLUXO (2017) e DIES LEXIC (2015), duo de exploração musical. Integra a pseudo banda-falsa “MOSCXS” com sede no Porto.

 

 

JACK SHEEN

“CROON HARVEST”

 

 

A música de Jack Sheen manifesta uma preocupação em evitar narrativas lineares em favor de formas mais esculturais e ecológicas, muitas vezes usando ideias simples, como a repetição e a estática, enquanto questiona noções mais difusas, como processo, memória e clímax.

“Croon harvest” (2020) centra-se no potencial da voz para criar uma intimidade notável quando no seu estado mais silencioso e não projetado, um estado no qual marcas, grãos e imperfeições ornamentam o som resultante. A peça é composta de pequenos fragmentos de som vocal, com duração de uma respiração, com cada cantor instruído a cantar de uma forma que se assemelhe a um murmúrio ou balbucio, em vez de cantar de forma projetada.

A peça - uma instalação performática espacializada - convida a uma celebração da vacuidade, colocando suaves lamentos vocais em diálogo com gravações lo-fi de silêncio doméstico tomadas pelo grande corpo de cantores que interpretam a obra para criar uma delicada tapeçaria de atividade ritualística, murmúrios suaves e ruído branco.

Para O Museu Como Performance, Sheen apresenta duas versões da obra. Uma na sequência da original e apresentada ao ar livre no Parque de Serralves, e a estreia mundial de uma nova versão que inclui instrumentos de corda a ter lugar na Casa de Serralves.

 

Composição, direção: Jack Sheen

Interpretação:

Ensemble Vocal Pro Música, dirigido por José Manuel Pinheiro

Gil Fesch (guitarra), Nuno Pinto (guitarra), Hugo Simões (guitarra), Laura Peres (violino), Ana Tedim (violino), Sofia Belo (violino).

 

Trailer video: Laura Hilliard

 

 

Jack Sheen é um compositor e maestro de Manchester.

Trabalha regularmente com reputadas orquestras, ensembles, galerias e artistas em apresentações de concertos e performances operáticas, encomendas, instalações e projetos interdisciplinares. A própria música abrange obras para orquestras, ensembles e solistas, assim como instalações performativas imersivas que dispersam músicos, áudio, filmes e bailarinos em grandes espaços abertos e sem lugares sentados, confundindo as linhas entre composição de longa duração e a escultura. Suas composições recentes frequentemente existem em ambos os formatos.

2021 vê Jack Sheen estrear com a London Symphony Orchestra, London Philharmonic Orchestra, Basel Sinfonietta, Britten Sinfonia e FontanaMIX Ensemble em diversos programas, incluindo estreias de sua própria música, o regresso à Lucerne Festival Academy como maestro, a criação de um nova instalação áudio para a Bienal de Música de Veneza com o Neue Vocalsolisten Stuttgart, uma nova obra de concerto em grande escala e instalação performática para o Octandre Ensemble, o início de uma residência artística na PINK Gallery no centro da cidade de Manchester e a conclusão da bolsa enquanto Carne Fellow no Trinity Laban Conservatoire of Music & Dance, o primeiro compositor a ocupar esta posição.

Jack é o codiretor do London Contemporary Music Festival (‘o mais aventureiro e ambicioso festival de música nova da capital’, The Guardian; ‘o mais importante festival de Londres’, The Wire) e cofundador da aclamada orquestra LCMF.

 

A apresentação de “Croon harvest” em Serralves conta com o apoio da British Embassy Lisbon.

 

 

MARGHERITA MORGANTIN

“COSMIC SILENCE (Fluorescence)”

 

 

“COSMIC SILENCE (Fluorescence)” é um dos momentos de “VIP = Violation of the Pauli exclusion principle, UNDER THE MOUNTAIN, ABOVE THE MOUNTAIN”, um percurso de pesquisa que parte da observação de algumas imagens da física subnuclear e das astro partículas em relação com o imaginário artístico, praticado através da sensibilidade pessoal enquanto uma forma de dados científicos. O título toma emprestado o nome de uma das experiências de física de partículas que vem sendo realizada há anos nos laboratórios subterrâneos Gran Sasso do Istituto Nazionale di Fisica Nucleare sob o maciço Gran Sasso, a cadeia de montanhas no centro da Itália que se torna o centro físico e simbólico da investigação de Margherita Morgantin, graças à sua excecional dupla perspetiva.

VIP é a sigla que denomina a busca experimental por 'átomos impossíveis', cujo aparecimento representaria uma violação do princípio de exclusão de Pauli, ainda considerado um dos pilares de nossa compreensão científica do universo e da matéria. Em VIP, o corpo e a experiência da artista passam a fazer parte das ferramentas científicas utilizadas para a pesquisa de campo.

VIP é articulado entre 2020 e 2021 através de diferentes graus de envolvimento de vários interlocutores e públicos no processamento e apresentação dos seus resultados.

Em “COSMIC SILENCE (Fluorescence)” a tradução direta dos dados da experiência de física nuclear (VIP) em espectros sonoros é realizada em colaboração com a música eletrónica Ilaria Lemmo. A acompanhar, o farfalhar de uma manga de vento e texto.

As experiências conduzidas no âmbito de “COSMIC SILENCE”, atualmente em desenvolvimento, visam aprofundar o estudo dos mecanismos moleculares envolvidos na resposta biológica à radiação ambiental em sistemas modelo, tanto in vitro quanto in vivo, a diferentes níveis da escala filogenética.

 

Margherita Morgantin é uma artista visual italiana nascida em Veneza que vive e trabalha em Milão. Formou-se em Arquitetura no Departamento de Física Técnica do IUAV pesquisando sistemas de previsão de luz natural. O seu trabalho articula-se por meio de diferentes linguagens, que vão do desenho e instalação à performance, movendo-se por uma linha que liga linguagem, filosofia, matemática e cultura visual. Contato e convivência, observação e imaginação, são os intervalos abertos que caracterizam a obra de Morgantin. Tem participado em exposições coletivas shows e festivais em Itália e noutros países. Projetos recentes dela incluem: “VIP = Violação do princípio de exclusão de Pauli, SOTTO LA MONTAGNA, SOPRA LA MONTAGNA” (2020-21), “Doing Desculturalization” (Museion, Bolzano 2019); “Mi-abito” (Farmacia Wurmkos e Museo del 900, Milão 2019), “BienNolo” (Spazio ex Cova, Milano 2019); “Vetrine di Libertà, La Libreria delle donne di Milano, ieri, oggi” (Fabbrica del Vapore, Milão 2019); “Artworks that ideas can buy” (Arte Fiera/Oplà.Performing Activities, Bologna 2019). Publicações recentes incluem os livros de textos curtos e desenhos “Lo spazio dentro” (com Maddalena Buri) (nottetempo e-pub 2020), “Sotto la montagna Sopra la montagna” (nottetempo 2021). Desde 2013, trabalha como Pawel und Pavel, um projeto colaborativo de escrita e performance com Italo Zuffi. Colaborou com artistas sonoros/visuais e coreógrafos como Michele Di Stefano/mk, Roberta Mosca, Richard Crow, Mattin, Alice Guareschi e com o coletivo filosófico de mulheres Diotima. Ensina anatomia artística, ilustração científica e técnicas de performance na Accademy of Fine Arts em L'Aquila.

 

“VIP = Violation of the Pauli exclusion principle, SOTTO LA MONTAGNA, SOPRA LA MONTAGNA” é realizado com o apoio do Italian Council (VIII edizione 2020)

 

Produção: Xing, 2021

 

 

PAZ ROJO

“ECLIPSE : MUNDO”

 

“ECLIPSE: MUNDO” propõe um dispositivo de dissociação audiovisual em que a dança aparece como um vazio, como uma separação, como uma retração e como um abandono, correspondentes à origem etimológica da palavra “eclipse”. Como se fosse uma coreografia interrompida pela sua própria preparação, esta é uma dança que, embora não queira nada, faz alguma coisa. Tendo-se tornado um grave contínuo, uma ruína, um murmúrio, esta dança procura para si um outro ponto de partida, outra forma de voltar a dançar. Esta performance é acompanhada pelo livro “To Dance in the Age of No-Future”, de Paz Rojo, (publicado pela Circadian, Berlim 2019).

 

Paz Rojo (1974, Madrid).

Durante mais de uma década, Rojo tem pesquisado a produção de dança para além da estrutura da produção capitalista de valor. É doutorada em Filosofia em Belas Artes e em Práticas Performativas e de Media com especialização em coreografia pela Stockholm University of the Arts, Suécia. O seu trabalho tem sido desenvolvido por meio de dispositivos coreográficos, textuais, audiovisuais, curatoriais, coletivos e experimentais. Mais informação em https://www.researchcatalogue.net/view/727172/727185

 

Direção: Paz Rojo.

Desenho de Som: Fran MM Cabeza De Vaca

Dança: Oihana Altube, Arantxa Martínez, Jaime Llopis, Paz Rojo, Ricardo Santana.

Desenho de Luz: Carlos Marquerie.

Figurinos: Jorge Dutor.

Coordenação técnica: David Benito.

Assistência de som: Adolfo García.

Fotografia e trailer vídeo: Emilio Tomé; 

 

Apoiado por: Uniarts (Stockholm University of The Arts) Sweden; Naves Matadero – Internacional Center of Live Arts and City Council, Madrid.

 

A apresentação de “ECLIPSE : MUNDO” conta com o apoio de: Mostra España 2021, Ministerio de Cultura y Deporte de España, Embajada de España en Portugal.

 

 

ROGÉRIO NUNO COSTA

“MISSED-EN-ABÎME”

 

Em 1917, Marcel Duchamp escreve “1917” num urinol virado ao contrário. Em 1919, desenha um bigode no mais importante retrato da história da arte, não o original (ele não é Banksy), nem sequer uma reprodução (a Pop não havia ainda sido inventada), antes um retrato que ele próprio pintou, assim copiando o original e, ao fazê-lo, quase repetindo Melville: I would prefer not to. Em 1921, Man Ray fotografa Duchamp enquanto Rose Sélavy, fechando o ciclo, ou então abrindo o caminho para o desaparecimento do artista por trás do retrato. Um século depois, ainda não sabemos relacionar-nos, histórica ou artisticamente, com a radicalidade de tais gestos, ora descredibilizando-os (ou procurando-lhes novas autorias), ora atribuindo-lhes uma qualquer intransponibilidade ou irresolução histórica. MISSED-EN-ABÎME quer falar sobre um gesto (centenário) que pode ser lido enquanto destruição, revelação, ou simplesmente ostracismo autoimposto, como se fosse impossível fazer seja o que for depois de se ter obliterado (quase) tudo. Duchamp terá passado décadas da sua vida a fazer nada, razão pela qual Enrique Vila-Matas lhe terá dedicado algumas notas no seu romance dos autores-do-não (“Bartleby & Cia.”, 2000): « Uma vez, em Paris, o artista Naum Gabo pergunta a Marcel Duchamp porque havia ele parado de pintar. “Mais que voulez-vous?”, responde Duchamp, levantando os braços no ar. “Je n’ai plus d’idées!” ». A partir deste impasse, e através da ritualização de um isolacionismo queer e sacrificial, MISSED-EN-ABÎME atreve-se a revisitar a negligência de Duchamp, não para lhe atribuir uma solução — « …parce qu’il n’y a pas de problème » —, antes para aceitar o insucesso, o afastamento, a invisibilidade e o esquecimento, quiçá o desaparecimento, não como rituais de vitimização ou opressão autoinfligida, mas enquanto gestos de resistência/sobrevivência.

 

O projeto, subintitulado “Psicobiografia de um Herói Perdedor (1917-1921)”, contempla um dispositivo tripartido (performance/instalação, livro e filme) pensado para o espaço do museu de arte contemporânea, assim concluindo um percurso investigativo em torno da tríade Arte-História-Solidão realizado por Rogério Nuno Costa em colaboração com artistas e pensadores de Portugal e da Finlândia.

 

Criação, Direção, Edição e Performance: Rogério Nuno Costa

Produção: Inês Carvalho e Lemos

Dispositivo Cénico: Luís Lázaro Matos

Desenho de Luz & Direção Técnica: Kristian Palmu

Arte Sonora: Niko Skorpio

Dramaturgia de Movimento: Pie Kär

Design Gráfico: Jani Nummela

Workshop e Apoio Dramatúrgico: Colectivo FACA (Andreia Coutinho e Maribel Sobreira)

Fotografia de Cena: Miguel Refresco

 

Rogério Nuno Costa (Amares, 1978).

Performer, investigador, professor e escritor, desenvolve trabalho artístico transdisciplinar. Vive e trabalha entre Portugal e a Finlândia. Apresenta espetáculos, performances, conferências e textos ensaísticos que exploram os campos do teatro, dança, artes visuais e literatura. Com formação académica em Comunicação Social, História da Arte Contemporânea e Cultura Contemporânea & Novas Tecnologias, desenvolve atualmente investigação em Visual Cultures, Curating and Contemporary Art na Aalto University (Finlândia) e no Grupo de Investigação em Estudos Performativos da Universidade do Minho. Como intérprete, co-criador e colaborador artístico, trabalhou com Mariana Tengner Barros, Patrícia Portela, Teatro Praga, Sónia Baptista, Lúcia Sigalho, Teresa Prima, Joclécio Azevedo, Susana Mendes Silva, entre outros. Colaborador assíduo da companhia Estrutura. Faz curadoria para projetos artísticos e educacionais. Professor Assistente Convidado na licenciatura em Teatro da Universidade do Minho (Guimarães). Leccionou na Escola Superior de Artes e Design (Caldas da Rainha) e ArtEZ University of the Arts (Arnhem). Trabalha com vários artistas na condição de coordenador editorial e dramaturgo. Dirige o projeto documental do Ballet Contemporâneo do Norte, estrutura na qual é artista associado. Desde 1999, o seu trabalho já foi apresentado em Portugal, França, Reino Unido, Bélgica, Países Baixos, Alemanha, Croácia, Finlândia, Roménia e Canadá.

 

 

Museu da Farmácia prolonga atividades de férias de verão para crianças

Lisboa e Porto | 31 de Agosto a 3 de Setembro

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Com o novo ano letivo prestes a começar e depois do sucesso obtido com a edição anterior, o Museu da Farmácia vai estender o programa de férias de verão para os mais novos, oferecendo mais uma semana de atividades educativas que incentivam ao conhecimento científico e à diversão.

 

As crianças podem usufruir de um amplo conjunto de atividades pensadas para estimular a aprendizagem e imaginação, e que incluem visitas interativas ao Museu da Farmácia, oficinas temáticas, jogos, yoga, trabalhos manuais e caças ao tesouro.

 

“A recetividade ao nosso programa de ações educativas durante o período de férias de verão tem sido excelente e as crianças reagiram de forma muito positiva às atividades propostas, ao mesmo tempo que tiveram oportunidade de explorar várias novas áreas e despertar a imaginação. Em função do interesse gerado pelas crianças e pais, decidimos prolongar estas atividades durante mais uma semana e continuar a disponibilizar uma oferta diversificada para os mais novos até perto do início das aulas”, refere Mafalda Koppensteiner, responsável pelos serviços educativos do Museu da Farmácia.

 

As atividades decorrem no Museu da Farmácia de Lisboa e do Porto, de 31 de Agosto a 3 de Setembro, organizadas em módulos de dois dias, das 10h00 às 18h00. O programa é dirigido a crianças entre os 5 e os 10 anos de idade e garante todas as medidas de segurança recomendadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS) relativamente à Covid-19.

 

Este programa de férias de verão é promovido pela Vila Saúda, o serviço educativo do Museu da Farmácia.

 

A participação nas atividades requer uma inscrição prévia, através de envio de e-mail para museudafarmacia@anf.pt. O valor de inscrição é de 30€/módulo (dois dias).

 

Férias de Verão no Museu da Farmácia

 

Local: Museu da Farmácia Porto e Lisboa

Data: 31 de Agosto a 3 de Setembro, organizado em módulos de 2 dias

Horário: 10h00 – 18h00

Destinatários: 5 a 10 anos

Preço: 30€/módulo (dois dias) - Preço para a realização de todas as atividades. Não inclui refeições. O almoço pode ser trazido de casa ou adquirido no local, desde que solicitado previamente.

Necessária pré-inscrição através de envio de e-mail para museudafarmacia@anf.pt

 

Mais informações: museudafarmacia@anf.pt

 

 

Dia da Juventude assinalado com entrada livre nos museus e monumentos

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A Direção Regional de Cultura do Norte associa-se à celebração do Dia Internacional da Juventude e concede entrada gratuita a todos os jovens com idades compreendidas entre os 12 e os 29 anos de idade.

 

O Dia Internacional de Juventude é celebrado no dia 12 de agosto desde 1999, depois da resolução 54/120 da Assembleia Geral das Nações Unidas que endossou as recomendações feitas pela Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude que decorreu em Lisboa entre 8 e 12 de agosto de 1998.

 

Dado o impacto catalisador da juventude nas várias áreas da sociedade, é definido, anualmente, um tema sobre o qual se deve refletir e evidenciar à sociedade, em geral, os contributos da juventude para um mundo mais justo, equilibrado e intergeracionalmente mais equitativo.

 

Assim, as Nações Unidas definiram “Transforming Food Systems: Youth Innovation for Human and Planetary Health”, como o tema do Dia Internacional de Juventude de 2021, tendo por objetivo destacar que a transformação inovadora para a saúde global terá de passar pelo envolvimento e participação efetiva da população jovem.

 

Considerando a importância do tema e associando-se à celebração do Dia Internacional de Juventude, a Direção Regional de Cultura do Norte determinou que seja concedida entrada gratuita a todos os jovens com idades compreendidas entre os 12 e os 29 anos, nos museus, monumentos e demais equipamentos culturais sob gestão da DRCN, no período de 9 a 14 agosto 2021.

 

A lista do Património a Norte onde será aplicada a gratuitidade de acesso pode ser consultada aqui: https://culturanorte.gov.pt/patrimonio-a-norte/

 

 

Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho abriu em dia dedicado ao ciclismo

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O Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho abriu na manhã desta quinta-feira, 5 de agosto. O novo espaço cultural encontra-se no Bairro Arenes, no edifício que chegou a albergar o antigo refeitório da Casa Hipólito. O dia ficou, ainda, marcado pela primeira etapa em linha da Volta a Portugal em Bicicleta, que teve início junto ao Museu.

"Somos um concelho de ciclismo e de ciclistas" afirmou a presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Laura Rodrigues. Sobre o local onde agora se encontra o Museu, a autarca sublinhou tratar-se de "uma escolha feliz", recordando que "era na Casa Hipólito que trabalhava uma legião de operários, grandes apoiantes do ciclismo, como resultado das vitórias e da notoriedade trazida à época por torrienses como João Roque, Leonel Miranda e Joaquim Agostinho."

Laura Rodrigues saudou a Volta a Portugal em Bicicleta e o seu regresso à cidade de Torres Vedras, destacando que esta edição da prova-rainha do ciclismo português conta com a participação de 18 equipas e 126 atletas.

O presidente do Conselho Consultivo do Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho, Eduardo Marçal Grilo, destacou a importância deste dia, tendo em conta a "consagração do ciclismo como uma modalidade que merece um museu como este." Nas palavras de Eduardo Marçal Grilo, Joaquim Agostinho "tem uma história que se confunde com a história do ciclismo português. Este museu vai, certamente, prestar essa sucessiva homenagem a um dos maiores atletas portugueses."

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As qualidades desportivas e humanas e o reconhecimento internacional de Joaquim Agostinho foram evocados pelo secretário de Estado da Juventude e do Desporto. "É fundamental e é um grande contributo que sai de Torres Vedras para o aumento da cultura desportiva no nosso país" sublinhou João Paulo Rebelo, que, à semelhança dos outros oradores destacou o contributo do falecido presidente da Câmara Municipal, Carlos Bernardes, para que este Museu se tornasse realidade.

Entre as várias personalidades que estiveram presentes, destaca-se a esposa de Joaquim Agostinho, Ana Agostinho, os antigos atletas Leonel Miranda, Artur Lopes e Cândido Barbosa, assim como o mecânico de Joaquim Agostinho, Francisco Araújo. O momento contou, ainda, com a presença do secretário de Estado Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Carlos Miguel, do presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Delmino Pereira, e do diretor-geral da Volta a Portugal, Joaquim Gomes.

Às intervenções seguiram-se visitas guiadas ao Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho, a que se sucedeu o arranque da primeira etapa da Volta a Portugal em Bicicleta. Recorde-se que o projeto do Museu começou a ser desenvolvido em 2013, tendo sido integralmente financiado pelo Município de Torres Vedras. Até ao final de agosto, o Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho terá entrada gratuita.

Museu do Oriente mostra-se no Porto | 19 de Agosto a 4 de Setembro | Cooperativa ÁRVORE

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“Cartazes de Propaganda Chinesa” e “Omocha. Brinquedos Rituais Japoneses” são as duas exposições que o Museu do Oriente dá a conhecer, de 19 de Agosto a 4 de Setembro, no Porto, no âmbito do programa Oriente nas Virtudes, organizado pela Cooperativa ÁRVORE.

 

Pertencentes à colecção Kwok On da Fundação Oriente, quer os cartazes de propaganda chinesa, quer os brinquedos japoneses, oferecem duas perspectivas singulares sobre a sociedade e cultura dos respectivos países – China e Japão –, a sua história recente e tradições, ritos e valores intemporais.

 

Produzidos entre 1959 e 1981, os cartazes de propaganda chinesa constituem um documento histórico do período que vai do Grande Salto em Frente e da criação das Comunas Populares ao fim da Revolução Cultural. Seleccionados de um total de 200, os 33 cartazes expostos ilustram os temas mais correntemente abordados à época, como a glorificação do presidente Mao e dos heróis comunistas, a prosperidade da economia, a luta contra o imperialismo, a felicidade do povo e o poder do exército.

 

Com tiragens de dezenas de milhares de exemplares, estes cartazes, cujo objectivo era o de mostrar ao povo o caminho a seguir, viam-se em todo o lado e faziam parte do quotidiano dos chineses. Na sua maioria, anteviam o futuro radioso da China comunista, com o super-herói Mao a conduzir o país à felicidade e à glória. Paradigmáticos do design da época, apresentam também um interesse estético que a função de propaganda política não pode, naturalmente, escamotear.

 

A apresentação está organizada em núcleos alusivos às diversas temáticas utilizadas na propaganda política deste período: Mao Zedong e os Heróis da Revolução Comunista; a Luta de Classes; as Políticas do Partido Comunista Chinês; as Pinturas de Ano Novo; Cultura popular e diversidade étnica da China e as Lutas Revolucionárias Internacionais.     

 

A segunda exposição é dedicada aos omocha, os brinquedos rituais japoneses. Não existe, nas línguas ocidentais, tradução exacta da palavra “omocha”, que quase sempre traduzimos por brinquedo. A tradução é, contudo, enganadora. Estes objectos destinam-se a crianças, mas também a adultos. Omocha também significa “objecto tradicional” que, embora com uma função lúdica, representa divindades, monstros, seres lendários, homens ou animais, saídos do folclore, dos rituais e da arte populares e está, sobretudo, ligado a crenças religiosas, de origem xintoísta e budista.

 

São usados para a brincadeira, mas também como amuletos da sorte, objectos que protegem crianças e adultos de maleitas, recordação de peregrinações e símbolos de festividades anuais e locais, muito vendidas em santuários e templos, e amplamente conhecidas e adquiridas. Concebidos a partir de materiais tão diversos como a madeira, argila, pedra, papel, palha ou tecido, reúnem tradições estéticas e técnicas, e revelam-nos as identidades social e religiosa dos japoneses.

 

Os omocha existem desde tempos remotos, havendo mesmo documentos do período Heian (794-1185), que comprovam que, por exemplo, o jogo de sugoroku (uma espécie de Jogo da Glória), era já muito popular. Todavia, os brinquedos que hoje encontramos são, na sua maioria, do período Edo (1603-1867) ou réplicas destes. A sua produção é gigantesca e representa um recurso económico que não pode ser menosprezado. Alguns são fabricados indiferentemente na totalidade do território japonês, outros originários de regiões ou lugarejos específicos. O Ano Novo é a época em que se compra o maior número de omocha. A raridade dos omocha mais antigos não se deve, única e exclusivamente, à fragilidade dos seus materiais, mas antes, ao facto de grande parte destes ser queimada ou lançada aos rios todos os anos, para levarem com eles os malefícios que visam combater, atingindo assim, plenamente, a sua função protectora. Um simples sininho pode trazer boa sorte, divertir uma criança, representar um herói e atrair o interesse de um coleccionador.

 

Além de exposições, o programa Oriente nas Virtudes integra música e workshops, bem como a realização de um mercado oriental, entre outras atividades desenvolvidas com as comunidades japonesa e chinesa, com o objetivo de promover um maior conhecimento da cultura oriental nas suas mais variadas representações.

                   

A ÁRVORE - Cooperativa de Actividades Artísticas é uma Instituição de Utilidade Pública da cidade do Porto, sem fins lucrativos que, desde 1963, tem vindo a afirmar-se no panorama cultural nacional pelos relevantes serviços prestados no apoio e dinamização da Cultura e das Artes, contando no seu historial com uma série de iniciativas nacionais e internacionais.

 

Oriente nas Virtudes

19 Agosto a 4 Setembro

Programa detalhado arvorecoop.pt

Segunda-feira a sábado | 11h00-20h00

 

Cooperativa ÁRVORE

(Rua Azevedo de Albuquerque, N.º 1 - 4050-076 Porto)

 

 

 

CASA-MUSEU MEDEIROS E ALMEIDA ASSINALA DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS COM ENTRADAS GRATUITAS

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Casa-Museu Medeiros e Almeida convida a celebrar o Dia Internacional dos Museus, a 18 de maio, com uma série de iniciativas para todas as idades. A entrada é livre e há atividades para crianças e famílias que podem ser consultadas no site e nas redes sociais.

 

Para além das entradas gratuitas, a Casa-Museu Medeiros e Almeida oferece ainda a possibilidade de todos os interessados se inscreverem para duas visitas guiadas, também gratuitas, a acontecer às 9h30 e às 17h30, a cargo das conservadoras do museu. É necessário agendamento através do e-mail info@casa-museumedeirosealmeida.pt.

 

Para os mais jovens e famílias a Casa-Museu preparou um atelier para descobrir a “bicharada” que habita a coleção e criar os seus próprios animais sem sair de casa. Fiquem atentos ao site e redes sociais da Casa-Museu.

 

A 18 de maio decorre também a primeira de duas visitas guiadas virtuais numa viagem no tempo pelos segredos da cultura greco-romana presentes nas coleções da Casa-Museu. Com início às 18h00, via Zoom, a iniciativa será conduzida por André Ferreira, investigador e responsável pelo projeto Mythos, sob o tema “Hesíodo e o fio dos Deuses”. A participação é gratuita, mas carece de inscrição obrigatória, sujeita a confirmação, através do e-mail mithosgrecoromanos@gmail.com.

 

Todas as iniciativas respeitam rigorosamente as recomendações da Direção-Geral de Saúde e podem ser consultadas no site da Casa-Museu: https://www.casa-museumedeirosealmeida.pt/info-covid-19/.

 

A Casa-Museu Medeiros e Almeida, localizada no coração da capital, residência do empresário de sucesso António de Medeiros e Almeida (1895-1986), apresenta uma coleção de artes decorativas com mais de 2000 obras expostas.

SERRALVES // 11 DEZ // SERRALVES ABRE-SE A NOVOS FUTUROS COM DEZASSETE NOVOS FUNDADORES

 

 

·        O Conselho de fundadores contou com a participação da Ministra da Cultura, Graça Fonseca. No final da sessão foi exibido um vídeo contendo uma mensagem do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

·        Nova década, novo futuro é a ideia-força para 2021, um futuro que Serralves construirá sobre os eixos essenciais da diversidade, a inclusividade e a sustentabilidade.

 

Ana Pinho, Presidente da Fundação de Serralves, fez um balanço da intensa atividade que Serralves ofereceu ao público durante 2020, apesar de todos os constrangimentos causados pela pandemia.

 

Os responsáveis pelo Museu e Casa, pelo Parque e pela Casa do Cinema de Manoel de Oliveira fizeram a antevisão do que será a atividade de Serralves em 2021, nas suas diversas áreas de intervenção -  a arte contemporânea, a arquitetura, o cinema, a paisagem, o ambiente e a reflexão e intervenção sobre temas críticos para a sociedade e o seu futuro -, prometendo um reforço da atividade da Fundação dentro e fora de portas, alargando assim a sua área de influência e atuação junto de diferentes públicos e comunidades.

 

Esta reunião foi, ainda, palco para a aprovação e integração de 17 novos Fundadores no Conselho de Fundadores de Serralves. Este número muito expressivo de novos Fundadores é revelador da relevância crescente da atividade de Serralves e também do esforço de descentralização da atividade protagonizado ao longo dos últimos anos. O ano, que está agora prestes a terminar, traduziu-se numa programação intensa e multidisciplinar nos espaços da Fundação e em mais de duas dezenas de exposições da Coleção de Serralves, complementadas por outras atividades desenvolvidas em parceria com autarquias fundadoras realizadas por todo o país. Foram, ainda, realizadas exposições no estrangeiro, fruto também de parcerias com algumas das mais importantes instituições culturais do mundo.

 

O Conselho de Fundadores de Serralves passou a integrar um total de 296 fundadores.