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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Texto distinguido pela SPA ganha agora mais Alma com jovem elenco

Grande Prémio de Teatro Português, em 2018

Texto distinguido pela SPA ganha

agora mais Alma com jovem elenco

 

Espetáculo conta com texto e encenação de Tiago Correia e estreia-se amanhã, às 21h30, no Teatro Municipal da Guarda

 

Só. Desanimado. Incompreendido. Assim se encontra um rapaz, que se vê perante a impossibilidade de se mover após um acidente. Mas como é que ele foi ali parar? Alma, espetáculo que se estreia amanhã, no Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda, propõe uma reflexão sobre a perda, o luto, a solidão, a importância e o papel da família, a violência do primeiro amor, as grandes amizades, a transmissão de valores entre gerações. Com texto original de Tiago Correia – distinguido pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), em 2018, com o Grande Prémio de Teatro Português – a produção própria da estrutura A Turma ganha agora vida pelas mãos de um jovem elenco. O espetáculo sobe amanhã ao palco, às 21h30, para uma récita única.

 

É por entre desabafos, silêncios, gritos e omissões que a verdade é desvendada. A “linguagem tão coloquial quanto poética” aliada à “autenticidade surpreendente” das personagens de Alma convida à vivência de um período especialmente conturbado da vida do jovem. As visitas do amigo, da namorada e de uma desconhecida vão revelar a verdade sobre as relações, colocar à prova a confiança na amizade e no amor e questionar a futilidade do novo mundo contemporâneo, tão propenso a relações virtuais e ambíguas.

 

Destacando-se pela aposta num elenco mais jovem, composto por Bernardo Gavina, Inês Filipe, Rafael Ferreira e Telma Cardoso, a peça resulta de uma coprodução com o Teatro Nacional São João e Teatro Virgínia. O espetáculo é para maiores de 14 anos e o preço dos bilhetes é de 5 euros. Em outubro, a peça vai ainda apresentar-se no Theatro Circo, em Braga, entre os dias 9 e 10, e no Teatro Virgínia, em Torres Novas, a 17 de outubro. Alma avança depois para uma digressão nacional, passando por Viana do Castelo (Teatro Sá de Miranda, 14 de novembro), Ponte de Lima (Teatro Diogo Bernardes, 20 de novembro), Porto (Teatro Carlos Alberto, 26 a 29 de novembro) e Caldas da Rainha (Teatro da Rainha, 21 e 22 de maio).

 

Primeiro autor distinguido pela SPA pelo segundo ano consecutivo

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Em 2016, o texto Pela Água foi distinguido com o Grande Prémio de Teatro Português pela SPA. Dois anos depois, na edição seguinte do prémio, Tiago Correia garante novamente o galardão com Alma. O cofundador e diretor artístico da estrutura a Turma, desde 2018, foi distinguido com o Prémio de Melhor Ator no Festival Ver e Fazer Filmes da Capital Europeia da Cultura Guimarães, em 2012. Tiago Correia é responsável pela encenação de espetáculos como História de Amor (Últ. Cap.), de Jean-Luc Lagarce, Do Discurso Amoroso, a partir de Roland Barthes, Gaspar de Peter Handke e A Noite Canta, de Jon Fosse, e mais recentemente, Turismo. O encenador é ainda responsável por vários textos dramáticos (oito peças de teatro, uma média-metragem, dois documentários e três audiowalks).

“O NOSSO REINO” NO FESTIVAL NOUVEAU CINEMA

 

23 de setembro, 2020 – Vila do Conde – Agência da Curta Metragem

O Nosso Reino”, última curta-metragem de Luís Costa, terá a sua estreia internacional na 49ª edição do Festival du Nouveau Cinema de Montreal que irá decorrer de 7 a 18 de outubro, no Canadá.
 
Com produção da Bando À Parte e distribuição da Agência da Curta Metragem, “O Nosso Reino” é o segundo filme do realizador Luís Costa a integrar a competição internacional do Festival du Nouveau Cinema de Montreal e conta com a participação dos atores Afonso Lobo e António Júlio Duarte. O filme, que terá estreia mundial no próximo Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, é inspirado no romance homónimo de Valter Hugo Mãe e tem como pano de fundo uma aldeia onde o espaço e o tempo se esgotam.
 
“Criar um filme a partir de uma obra anterior pressupõe sempre um desafio natural de gerir a referência e o afastamento dela.” – explica Luís Costa – “Ainda que não siga formalmente a estrutura narrativa do livro do Valter, "O Nosso Reino" tenta compor uma espécie de poema visual que transporta o peso da obra literária, trabalhando a ideia de um tempo e espaço suspensos através das personagens e do universo que as rodeia.”
 
Na sua 49ª edição, o festival irá decorrer numa versão mista: presencial e online. O Festival du Nouveau Cinema, é o maior festival de cinema internacional do Quebec e o mais antigo do Canadá, conhecido pela sua programação de qualidade. Mais informações sobre o festival aqui.


​Biografia de Luís Costa:
​Luís Costa nasceu em 1993, no Porto. Em 2014 conclui a Licenciatura de Som e Imagem, na Escola das Artes da Universidade Católica do Porto. Trabalhou em diversos projectos na área audiovisual, tendo as suas duas curtas-metragens de contexto académico sido reconhecidas em vários festivais nacionais e internacionais. Tem também desenvolvido projectos paralelos de fotografia e videoclips, entre outros. É co-fundador e realizador do projecto Pinehouse Concerts e em 2017 estreou “O Homem Eterno”, onde se destaca o prémio Sophia de melhor curta-metragem documental pela Academia Portuguesa de Cinema.

“A Herdade” e “Variações” são os grandes vencedores dos Prémios Sophia 2020

 

 

Os grandes vencedores da oitava edição dos Prémios Sophia, que decorreu ontem no Casino Estoril, foram as longas-metragens A Herdade, do realizador Tiago Guedes, e Variações, do realizador João Maia. Ambos arrecadaram sete estatuetas.

A Herdade vence os prémios mais importantes de Melhor Filme, Melhor Realizador (Tiago Guedes), Melhor Argumento Original, Melhor Atriz Principal (Sandra Faleiro), Melhor Atriz Secundária (Ana Vilela da Costa), Melhor Montagem e Melhor Direção de Fotografia.

As distinções de Variações aconteceram nas categorias de Melhor Ator Principal e Secundário (Sérgio Praia e Filipe Duarte) e em cinco prémios mais técnicos - Melhor Guarda-Roupa, Melhor Maquilhagem e Cabelos, Melhor Banda Sonora, Melhor Canção Original e Melhor Som.

Fazendo o balanço da cerimónia o Presidente da Academia Portuguesa de Cinema, Paulo Trancoso, salientou “No balanço, a felicidade de se ter vencido «contra ventos e tempestades» e ter dado mais um passo na maturidade da Academia, sempre na homenagem e defesa intransigente do cinema português!“

Durante a gala, animada pelas atrizes Ana Bola e Joana Pais de Brito, foram ainda entregue o prémio Sophia Estudante a Ricardo M. Leite, da Escola Superior de Media Artes e Design e três prémios Sophia Carreira a Alfredo Tropa, António-Pedro Vasconcelos e Fernando Matos Silva. Numa noite atípica, pautada por fortes medidas de controlo sanitário, foram ainda recordados os grandes nomes da Sétima Arte portuguesa que faleceram no último ano, num momento In Memoriam, ao som da guitarra portuguesa.

Conheça aqui a lista completa de premiados

 

9SET | Arroios inaugura Cabine de Leitura

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Junta de Freguesia de Arroios, em colaboração com o Goethe-Institut Portugal e a Fundação Altice, vai inaugurar uma Cabine de Leitura que visa incentivar e promover a leitura, através da troca de livros. A inauguração terá lugar amanhã, dia 9 de setembroàs 17h, no Jardim do Campo dos Mártires da Pátria e contará com a presença de Alexandre Fonseca, CEO da Fundação Altice, com Susanne Sporrer, diretora do Goethe-Institut Portugal e Margarida Martins, presidente da Junta de Freguesia de Arroios.

 

O projeto da Cabine de Leitura nasce com a intenção de estimular o hábito de leitura e tornar o acesso a livros possível para todas as pessoas que vivem ou visitam Arroios, estreitando assim os laços comunitários e exercitando a cidadania com a partilha de livros, para uso de toda a comunidade.

 

Filmes Vencedores do IndieLisboa 2020

 

A realizadora Maya Da-Rin vence o Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa com o seu filme A Febre, um filme que explora as pressões de um modo de vida urbano e moderno. O júri da Competição Internacional galardoou ainda Victoria, de Isabelle Tollenaere, Liesbeth De Ceulaer e Sofie Benoot, com o Prémio Especial do Júri Canais TVCine. O Prémio Allianz para Melhor Longa Metragem Portuguesa foi entregue a O Fim do Mundo, de Basil da Cunha, enquanto que o Prémio de Melhor Realização para uma Longa Metragem Portuguesa foi para A Metamorfose dos Pássaros, de Catarina Vasconcelos. Enquanto isso, o Prémio Dolce Gusto para Melhor Curta Metragem Portuguesa foi atribuído a Meine Leibe, de Clara Jost. E o Prémio Novo Talento FCSH/NOVA revelou a "irreverência cinematográfica" de Bernardo e Afonso Rapazote, em Corte. O Grande Prémio de Curta Metragem foi entregue a Tendre, de Isabel Pagliai.

 

 

 

 

 

 

 

 

Sessões Filmes Premiados
 
Como sempre, a seguir ao festival, segue-se a semana com sessões dos filmes premiados - no Cinema Ideal. Aqui ficam as datas: 
 
Cinema Ideal
 
7 setembro
19:30 Meine Liebe, de Clara Jost + O Fim do Mundo, de Basil da Cunha | Bilhetes
22:00 A Febre, de Maya Da-Rin | Bilhetes
 
8 setembro
19:30 White Riot, de Rubika Shah | Bilhetes
22:00 Breve Miragem de Sol, de Eryk Rocha | Bilhetes

9 setembro
19:30 Curtas Premiadas | Bilhetes
22:00 Todos os Mortos, de Caetano Gotardo, Marco Sutra | Bilhetes
 

“Aqui Há Gato” é a Livraria Preferida dos Portugueses


 



 



 



 



 



 




 



 

Projeto educativo 'Pergunta ao Tempo' transforma-se em 'Cápsula do Tempo' em Guimarães

O projeto educativo que reúne desde 2016, a cada ano letivo, todos os alunos das turmas do 4º ano do concelho de Guimarães, reinventou-se em tempos de pandemia para evitar o encerramento precoce da sua 4ª edição, que se aproximava da fase final. E assim, os esperados resultados dos trabalhos desenvolvidos no âmbito do Pergunta ao Tempo transformam-se na Cápsula do Tempo que irá permanecer abrigada na Casa da Memória de Guimarães até à chegada do momento que a dará a conhecer e explorar, com os testemunhos partilhados pelos alunos, em variados formatos, durante a pandemia que atravessamos.

Fruto deste tempo interrompido, o projeto Pergunta ao Tempo não quis deixar fugir o que o tempo (de agora) tem para nos dar e desafiou todos os alunos do quarto ano do ensino básico dos 14 agrupamentos escolares de Guimarães – que investigavam até então as histórias guardadas no tempo – para que refletissem sobre o tempo que estão a viver nos dias que atravessamos, envoltos no contexto da presente pandemia. 

Assim, ao invés de colocarem questões ao tempo e as interpretarem – procedimento habitual no Pergunta ao Tempo – as crianças são colocadas no centro da ação e passam a ser elas a contar ao tempo, partilhando testemunhos sobre o período que atravessamos, que dita um distanciamento físico que é também, inevitavelmente, um afastamento das rotinas, mas também das relações que tínhamos estabelecidas. E deste modo tem origem a Cápsula do Tempo, concretizando a sugestão do serviço de Educação e Mediação Cultural d’A Oficina para que sejam elas, as crianças, a contar ao tempo. 

Na impossibilidade de apresentar e expor os aguardados resultados da 4ª edição do Pergunta ao Tempo – projeto de investigação e artístico, em comunidade – em que se envolveram ao longo do ano letivo, surge assim uma oportunidade para inverter um pouco a ordem das coisas e colocar os alunos no centro das histórias, ocupando eles próprios o lugar de contadores e fazedores das histórias que se estão a criar nestes dias de adversidade e adaptação, convocando-os para partilhar os seus testemunhos, de forma livre, incidindo em aspetos como as coisas de que tinham mais saudades, que dificuldades sentiam, como decorria o relacionamento com os pais, entre outros. Testemunhos individuais que a Cápsula do Tempo preservará temporariamente cerrados e que constituirão um testemunho público e coletivo que viajará no tempo, sendo uma peça de comunidade e para a comunidade, que deixará um pequeno contributo para a nossa história... global. 

Um desafio transformou-se noutro, ao evitar que se perdesse o processo criativo e de investigação em curso, ao mesmo tempo que se procuravam respostas às dificuldades e que, em simultâneo, se refletisse sobre o período pandémico. E é com esta experiência, como que uma aula coletiva que coloca todos a debater e dá continuidade ao trabalho desenvolvido em sala de aula no decurso do ano letivo, que o projeto Pergunta ao Tempo se metamorfoseia em Cápsula do Tempo

Esta Cápsula do Tempo será preservada na sala de acolhimento da Casa da Memória de Guimarães, onde permanecerá em exposição e se cruzará com todos os visitantes da Casa. Haverá o tempo em que se voltará a abrir esta cápsula e analisar o seu conteúdo. Aí deverão ser percebidas, com o distanciamento do tempo, em perspetiva, todas as dúvidas, receios, dificuldades, ansiedades e desafios dos tempos que vivemos à escala planetária. Talvez nos vejamos de uma outra forma e que tal nos lance numa renovada espiral de inspiração.  

Ao longo dos últimos anos, pequenos investigadores andaram a procurar o que o tempo guardava e tinha escondido. Pequenos mas curiosos investigadores foram pesquisar histórias, expressões e costumes guardados em caixas, arquivos pessoais e nas memórias pessoais de familiares, amigos e a comunidade na qual se inserem. Assim nasceu o Pergunta ao Tempo – com base e destino na exposição ‘Território e Comunidade’ da Casa da Memória de Guimarães – com o intuito de pôr diferentes gerações em contacto direto, buscando elos de ligação que estavam por explorar. Com a informação recolhida, os pequenos pesquisadores foram construindo uma exposição a cada ano letivo, traduzindo o processo, a recolha e as descobertas da sua longa investigação sobre o património cultural. 

Pergunta ao Tempo tem sido um trabalho desenvolvido desde 2016 com crianças do primeiro ciclo do ensino básico do concelho vimaranense, respondendo a um repto da Vereação de Educação do Município de Guimarães para promover a proximidade à comunidade escolar. A cada ano, o ponto de partida têm sido os temas abordados na exposição permanente da Casa da Memória de Guimarães, descobrindo-a e reinterpretando-a através de objetos, histórias e testemunhos recolhidos pelas próprias crianças, debruçando-se sobre o património, nas suas múltiplas vertentes: material e imaterial; móvel e imóvel, originando trabalhos de investigação e artísticos subsequentemente avaliados, classificados e catalogados. Desta forma, o património cultural, a reflexão sobre a memória e as formas como a representamos envolvem anualmente cerca de 300 alunos e respetivos professores, famílias e a comunidade local.  

O ano letivo de 2019/2020 tem sido particular a uma escala tal que se manterá na memória dos que viveram este período durante as suas vidas. Uma pandemia transformou os modos de vida e transtornou todos os planos. As escolas foram fechadas, os trabalhos letivos interrompidos. Foi com este pensamento que o serviço de Educação e Mediação Cultural d’A Oficina lançou este desafio às crianças e aos professores que estavam a trabalhar no projeto Pergunta ao Tempo. Os resultados destas reflexões começaram a chegar sob diversas formas e suportes. Estas reflexões, uma espécie de instantâneo do momento presente, serão guardadas nesta cápsula – como uma mensagem que fosse fazer uma viagem pelo cosmos.

LÍDIA JORGE DISTINGUIDA COM O PRÉMIO FIL DE LITERATURA LÍNGUAS ROMÂNICAS 2020 NA FEIRA INTERNACIONAL DO LIVRO DE GUADALAJARA

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Lídia Jorge foi hoje distinguida com um dos maiores prémios de literatura para autores latinos, o Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas 2020, atribuído pela organização da Feira Internacional do Livro de Guadalajara, na cidade do México.

É com imensa honra e orgulho que o executivo municipal, em representação de todos os louletanos, vem expressar a sua alegria e emoção pela notícia e enviar publicamente à prestigiada escritora louletana, melhor dito à escritora de referência mundial, Lídia Jorge, uma palavra de felicitação pelo Prémio, assim como de profundo reconhecimento, respeito e gratidão pela sua obra e pelo seu pensamento, sempre atual, acutilante e desafiador. Uma escritora com uma implicação cívica que é uma referência para a nossa comunidade e para o nosso país.

Vítor Aleixo, Presidente da Câmara de Loulé, considera que o Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas 2020 “é um reconhecimento justíssimo de uma escritora e grande humanista que, ao longo da sua carreira, tem contribuído para a promoção da língua portuguesa e, simultaneamente, da cultura latina no mundo”, acrescentando que “para mim, autarca louletano, admirador e leitor da escritora, é uma enorme felicidade ter a honra de, em nome de todos os louletanos, dar os parabéns à nossa conterrânea por esta distinção que tanto nos enobrece e nos confere uma responsabilidade acrescida para continuar a trabalhar no sentido de fortalecer o papel da Cultura na comunidade”.

Lídia Jorge e o seu enorme Humanismo obtêm, assim, este galardão. “Convida sempre os seus leitores a ir com ela a algum lado e fá-lo com uma subtileza estética eu não pode, nem deve, passar desapercebida”, sublinha o júri do Prémio.

A entrega do galardão máximo da FIL Guadalajara à narradora, poeta, ensaísta e dramaturga portuguesa acontece a 28 de novembro.

A Feira Internacional do Livro de Guadalajara (1987) foi idealizada e criada pela universidade daquela cidade mexicana, é hoje um dos maiores acontecimentos literários a nível universal. Tem um forte impacto local e uma grande participação internacional, sendo o maior evento literário de língua espanhola, sendo a segunda  maior feira do livro a nível mundial, a seguir à de Frankfurt, na Alemanha.

O Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas, criado em 1991, tem como objetivo distinguir uma obra de criação de qualquer género literário, e já premiou, entre outros, os seguintes escritores: Nicanor Parra (1991), Nélida Piñón (1995), Rubem Fonseca (2003), António Lobo Antunes (2008), Claudio Magris (2014), Enrique Vila-Matas (2015).

Lídia Jorge foi distinguida ao longo da sua carreira por vários prémios, dos quais: Prémio Ricardo Malheiros (1980),  Prémio Literário Município de Lisboa (1982, 1984),  Prémio Bordalo de Literatura da Casa da Imprensa (1995, 1998),  Prémio D. Dinis (1998),  Prémio P.E.N. Clube Português de Novelística (1999),  Prémio Máxima de Literatura (1999),  Prémio Jean Monet de Literatura Europeia, Escritor Europeu do Ano (2000),  Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLB (2002),  Prémio Literário Casino da Póvoa (2004), Prémio Internacional Albatroz de Literatura da Fundação Günter Grass (2006),  Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura (2014), Prémio Vergílio Ferreira (2015) e Prémio Urbano Tavares Rodrigues (2015) e o Grande Prémio de Literatura dst (2019).

Foi condecorada com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal (9 de Março de 2005) e com a distinção de Dama da Ordem das Artes e das Letras de França (13 de Abril de 2005).

Tem uma vasta obra publicada, passando pelos diversos estilos literários desde o romances, contos, literatura infantil, ensaio, teatro, poesia e crónicas.

A sua primeira obra “O Dia dos Prodígios” (1980) teve uma excelente aceitação e nos trinta anos da sua publicação a Câmara Municipal de Loulé, em 2010, dedicou-lhe uma grande exposição, realizada no Convento de Santo António.

Para mais informações sobre a obra de Lídia Jorge: https://www.lidiajorge.com/

Para mais informações sobre o Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas: www.facebook.com/filgdl

FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA PROMOVE MANHÃS COM EMPREENDEDORES SOCIAIS

Iniciativa decorre até 8 de setembro, no Centro de Inovação Social, e dirige-se a crianças e jovens

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Com o propósito de apresentar à comunidade uma alternativa de ocupação dos tempos livres no atual contexto de pandemia, o Centro de Inovação Social (CIS) da Fundação Eugénio de Almeida promove a atividade Manhãs com Empreendedores Sociais. A iniciativa, dinamizada por empreendedores em processo de incubação no CIS, pretende dinamizar, gratuitamente, oficinas pedagógicas temáticas, dirigidas a crianças e jovens, nas quais são testadas e desenvolvidas metodologias inovadoras.

Na próxima sessão, a decorrer dia 31 de agosto, será Marta Pereira, CEO da MindTrain, a desenvolver um laboratório de computação criativa, o qual visa estimular o raciocínio lógico, abstrato e sistemático das crianças e jovens, trabalhando colaborativamente em ambiente Scratch no desenvolvimento de jogos interativos e outras animações. Ao oferecer uma alternativa ao processo tradicional de aprendizagem e compreensão da matemática, Marta Pereira pretende contribuir para diminuição do insucesso escolar nesta área especifica.

Na última sessão das Manhãs com Empreendedores Sociais, que decorrerá no dia 8 de setembro, crianças e jovens terão a oportunidade de participar numa iniciativa, conduzida por Cátia Ambrósio. A fundadora do projeto AlénFala propõe-se a facilitar a aprendizagem de Língua Gestual Portuguesa através de metodologias alternativas, sensibilizando para a necessidade da inclusão social de pessoas com fortes limitações na comunicação oral.

O primeiro convidado desta iniciativa foi Luís Barrigoto, responsável pelo projeto Xadrez Terapêutico, da Associação AXAT. Este empreendedor utiliza o xadrez tradicional para desenvolver competências como a concentração, a persistência, a intuição, a memória, a análise critica e a tomada de decisão. A sua metodologia incide nas áreas do treino e reabilitação cognitiva, perturbações de hiperatividade/défices de atenção (PHDA) e perturbações do espectro do autismo (PEA).

No dia 27 de agosto, a sessão foi dinamizada por Carlos Ramos, fundador do projeto Board Games For Training da B de Brincar que, utilizando modernos e estimulantes jogos de tabuleiro, procura treinar a atenção, a partilha, a cooperação, a capacidade de aguardar pela vez, a tolerância à frustração e a aprendizagem de lidar adequadamente com a vitória ou com a derrota, de forma lúdica e divertida.

“Perante o atual contexto pandémico, a Fundação Eugénio de Almeida compromete-se a participar ativamente na construção de uma comunidade forte e unida. Por esta razão, o Centro de Inovação Social – que pretende investir em diferentes segmentos geracionais da comunidade para incentivar o interesse pelo empreendedorismo – irá dinamizar as Manhãs com Empreendedores Sociais, acreditando que esta é uma alternativa de ocupação dos tempos livres que beneficiará crianças e jovens”, afirma Henrique Sim-Sim, Coordenador da Área Social e de Desenvolvimento da Fundação Eugénio de Almeida.

As sessões, com participação gratuita, mediante inscrição préviae limitada às vagas existentes, decorrem preferencialmente nos espaços exteriores do Centro de Inovação Social da Fundação Eugénio de Almeida, cumprindo todas as orientações de segurança e higiene indicadas pela DGS.

Esta é uma iniciativa financiada pelo POISE, Portugal 2020 e Portugal Inovação Social, através de Fundos da União Europeia, e dos investidores sociais DECSIS (em parceria com OutSystems e CISCO), Montepio, E&Y e CIMAC.

 

FNAC lança movimento de incentivo à leitura

 

  • Ricardo Araújo Pereira, Ana Bacalhau, João Tordo, Rita Redshoes são alguns dos embaixadores que dão a cara pelo movimento
     
  • Campanha arranca amanhã, dia 27 de agosto, na Feira do Livro de Lisboa e do Porto, nas lojas físicas e nos canais digitais da FNAC

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No atual contexto pandémico, o setor dos livros foi um dos mais afetados com uma quebra superior a 60% nos meses de confinamento. Portugal já era um dos países na Europa que menos lia e a FNAC há já vários anos que abraça a causa da promoção da leitura, com diferentes iniciativas tais como a oferta de livros no Dia Mundial do Livro. Durante este período, houve a expectativa que os portugueses aproveitariam o tempo para ler mais, o que não aconteceu.  
 
Neste contexto, a FNAC, como um dos maiores promotores culturais em Portugal, quer inverter esta tendência, apelando agora a todos os portugueses para se juntarem a este movimento “livros de uso obrigatório”. O conceito é simples: usar um livro como se fosse uma máscara. É este o mote lançado pela FNAC para promover e incentivar os portugueses a lerem mais. 
 
O objetivo desta campanha que arranca amanhã, dia 27 de agosto, é realçar que a leitura é tão vital como as máscaras que agora todos nos vemos obrigados a usar diariamente, da mesma forma que os livros nos protegem da falta de conhecimento, abrindo horizontes, estimulando a criatividade e a imaginação.
 
Para promover esta missão, juntaram-se à FNAC alguns nomes conhecidos do panorama cultural português como Ricardo Araújo Pereira, Ana Bacalhau, João Tordo, José Luis Peixoto, Rita Redshoes, entre outros. 
 
Paralelamente, ao longo do mês de setembro, e de forma a tornar este movimento transversal, a FNAC desafia todos os booklovers a tirarem uma fotografia com a sua “máscara literária”. Depois, é só partilhar a imagem nas redes sociais com o hashtag #bookmask e #usoobrigatorio e identificar a página da FNAC Portugal. A fotografia mais criativa ganha 50€ em cartão FNAC e ainda uma máscara social muito especial. 
 
A campanha lançada pela FNAC vai também estar presente na televisão e na rádio, com sugestões de leitura para os portugueses, além das lojas físicas e canais digitais, entre outros meios da marca.  
 
Para iniciar este movimento da melhor forma, a FNAC terá descontos até 50% na Feira do Livro de Lisboa e do Porto. A apostar na diferenciação, a FNAC dispõe ainda de uma grande oferta de livros em inglês e francês e terá ainda áreas dedicadas ao KOBO, o e-reader exclusivo da FNAC, e a livros de arte. 
 
O compromisso da FNAC com a cultura está mais forte que nunca e depende de todos nós! Por isso, é tempo de promover a leitura. Junta-te ao movimento! #bookmask #usoobrigatorio