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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Chimamanda, Djamila Ribeiro, Thais Carla e Juliana Oliveira em destaque no terceiro dia do Rock in Rio Humanorama

IPS promove maratona de criatividade online aberta à região

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Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) e os seus cinco parceiros no âmbito da Universidade Europeia E³UDRES² promovem, entre os próximos dias 23 e 24 de setembro, uma maratona de criatividade online (hackathon) dirigida a estudantes, cidadãos e parceiros locais, que visa encontrar soluções concretas para regiões mais inteligentes e sustentáveis.

 

Com inscrições abertas até ao próximo dia 20 de setembro, o Hack2Change – Smart & Sustainable Regions HackathON consiste num desafio de 36 horas em torno de problemas concretos identificados por organizações locais das seis regiões envolvidas, em Portugal, Áustria, Hungria, Bélgica, Roménia e Letónia.

 

Serão formadas equipas segundo o subtema escolhido – Economia Circular, Envelhecimento Ativo e Bem-estar e Contribuição Humana para a Inteligência Artificial – às quais é oferecido um programa de atividades que inclui mentoria individual, pequenos desafios lúdicos para estimular o lado criativo e ainda uma variada componente de entretenimento.

 

O Hack2Change surge como uma oportunidade única de contribuir para mudar o futuro das regiões envolvidas nesta aliança europeia, permitindo aos participantes ganhar prémios com as suas ideias inovadoras, bem como expandir a sua rede internacional de contactos.

 

Para mais informações e inscrição (gratuita) na competição, consultar https://eudres.eu/hackathon-2021.

 

Sob o lema “Da Europa, para a Europa”,  a E³UDRES² (sigla inglesa de Universidade Europeia Empreendedora e Envolvida como motor para Regiões Europeias Inteligentes e Sustentáveis) é um consórcio coordenado pela St. Pölten University of Applied Sciences (Áustria), integrando, além do IPS, a Hungarian University of Agriculture and Life Sciences (Hungria), a UC Leuven-Limburg (Bélgica), a Politehnica University Timișoara (Roménia), e a Vidzeme University of Applied Sciences (Letónia), sendo uma das 41 universidades financiadas pela Comissão Europeia.

 

TNAF 20_21 | Estará a arte à beira de um evento singular?

Estará a arte à beira de um evento singular? 

Destacam-se nos próximos dias, os debates e a masterclass, inseridos na programação do The New Art Fest, que se irão realizar presencialmente, em Lisboa e virtualmente, na plataforma Zoom. 


Até ao final de setembro The New Art Fest propõe as exposições: “WHISPERING MIRRORS” nas Carpintarias de São Lázaro (até 26 setembro) e “PANDEMIA”, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência (até 30 de setembro). Ainda em setembro, graças à parceria do festival com a MOP, poderá encontrar nos painéis electrónicos, teasers de algumas obras presentes nesta edição.

The New Art Fest é um festival internacional de ‘new media’ focado na relação instrumental entre arte, electrónica digital, programação computacional, inteligência artificial, robótica, Internet e redes sociais. The New Art Fest tem como opções curatoriais as relações entre arte e a sociedade a partir das interações entre teoria, crítica, ciência e novas tecnologias. 
 
 
  • 15 de setembro: Painel de discussão “NFTs TAKE OFF”
Conferência Virtual no Zoom | Lisboa e Londres 15:00 (UTC-time) | Bruxelas 16:00 (UTC-time) | Nova York 10:00 (UTC-time) | Hong Kong 22:00 (UTC-time)

Com a participação de Kevin McCoyPak e Robert Alice e moderação de António Cerveira Pinto, director artístico do festival.
 
“Estará a arte à beira de um evento singular?
Há, pelo menos, uma metamorfose cultural em curso que levanta questões às quais é preciso responder.
Qual o grau de transformação imposto às convenções artísticas e à arte em geral pelas sociedades digitais?

Será alguma vez possível proteger a autoria digital, nomeadamente recorrendo ao paradigma conhecido por Blockchain? Se houver, por exemplo, uma grande tempestade elétrica, ou uma guerra mundial, quem garante a fiabilidade das redes computacionais? E se os governos assumirem o controle do ciberespaço (como a PCC decidiu fazer na China comunista depois da chegada de Xi Jinping ao poder)? Garantir a autenticidade da arte digital asseguraria, por si só, o valor intrínseco das mesmas, para artistas, colecionadores, mercados de arte e museus?

Poderá, por outro lado, a criptografia ao serviço de bases de dados distribuídas e transparentes (“blockchain) ameaçar a velha ordem capitalista, ou será que, pelo contrário, as bases de dados encriptadas, encadeadas e partilhadas acabarão por ultrapassar mais um estrangulamento da lógica reprodutiva do capitalismo, provocado desta vez por uma crise de recursos e demográfica, bem como pela monetização geral das dívidas públicas e privadas?

Em suma, até que ponto podemos confiar nas Blockchain? Protegerão as autorias e o trabalho criativo em geral, ou serão mais um estímulo à especulação desenfreada e à construção de novas e gigantescas Pirâmides de Ponzi? Será razoável acreditar no advento de uma desejável democracia, simultaneamente transparente, partilhada e segura, bem como no acesso gratuito a bens virtuais protegidos por NFTs?”

António Cerveira Pinto (Diretor artístico do The New Art Fest)

Estas e muitas outras questões serão debatidas nesta conversa.

LINK: Sete tópicos sobre arte e “blockchains” (NFTs)
LINK: Sobre os oradores
LINK: Join Zoom Meeting
Find your local numberhttps://us02web.zoom.us/u/kbUiv1L4tU

 
Uma conversa a partir da exposição “Whispering Mirrors”, movendo-se pelas dobras do especular e do especulativo, das possibilidades da inteligência artificial e das problemáticas em torno do pós-humano. Com a presença do artista Rodrigo Gomes, do curador David Revés e de outros oradores convidados.

“Imagens aquém e além do humano” é uma produção das Carpintarias de São Lázaro e insere-se no  seu Ciclo de Programação "Para os olhos mas não só".

LINK: Sobre a Exposição e os Oradores

Carpintarias de São Lázaro | Rua de São Lázaro, 72, Lisboa | sexta-feira, dia 25 setembro, às 17h 
Entrada Livre | Lotação máx.: 60 pax | Para reserva de lugar, por favor contacte: reservas@csl-lisboa.pt 

 
  • dia 30 setembro: Conversa Debaixo da pandemia
na plataforma ZOOM (15h Lisboa)

Nesta conversa, moderada por António Cerveira Pinto,  três artistas da exposição Pandemia - Jonas Runa, Kristina Petukhina e Robert B. Lisek -  irão partilhar os seus interesses e seus processos criativos durante o período de confinamento.

LINK: Sobre a Exposição e os Oradores

 

"A difusão e a virtualização de imagens influenciam a nossa forma de comunicar, conservar, recordar e definir o que é real ou falso. Por consequência, a realidade consiste num arquivo de imagens falsas, em virtualidade e ficções que ao serem por nós consumidas mudam de sentido. Cada vez mais, o mundo está embebido em imagens que atravessam ecrãs.

Num mundo em que a difusão de imagens é regida pelo seu próprio consumo, a realidade revela-se esquizofrénica. Há que tomar colírio para que as nossas pupilas passem a conhecer uma realidade que através do mínimo erro se revela pré-desenhada
."
Rodrigo Gomes

Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa FBAUL | Grande Auditório da FBAUL
Entrada livre  | Lotação max 100 pax


LINK: Bio Rodrigo Gomes

 

A exposição “WHISPERING MIRRORS” do artista Rodrigo Gomes e curadoria de David Revés, pode ser visitada de 5ª a domingo das 12h às 18h, nas Carpintarias de São Lázaro, até 26 de Setembro.
"WHISPERING MIRRORS” propõe pensar a aparente linearidade do tempo e do espaço através das suas mediações objetivas e ligações subjetivas, explorando dispositivos ambientais nos quais objetos técnicos e os seus terminais multimediais se podem constituir enquanto realidades orgânicas e desenvolver os seus próprios modos de existência e configurações espaço- temporais.


Carpintarias de São Lázaro | Rua de São Lázaro, 72, Lisboa | de quinta a domingo das 12h às 18h 

Para marcação de visitas guiadas, por favor contactar geral@ocupart.pt
Esta exposição é uma co-produção Ocupart-Carpintarias de São Lázaro.

 

Exposição colectiva com os artistas: Daniela Lucato, Daria Milyukhina and Anton Sosulnikov, Fabrizio de Potestad i Fornari, João Bettencourt Bacelar, João Parente Moita, Jonas Runa, Kristina Petukhina, Nenad Nedelkov, Regina Frank, Robert B. Lisek, Robert Jarvis e Sam Heydt, com curadoria de Sofia Marçal.

A ideia curatorial desta exibição é infectar o Museu com o virus e levar o visitante a refletir sobre este fenómeno que tanto alterou os nossos padrões comportamentais e de vivência em sociedade. Para tal, foram seleccionados 12 trabalhos da edição online de 2020, cujas temáticas focam em específico o Covid19 e a pandemia, para serem exibidos por todo o Museu, tanto em salas de exposição permanente como em zonas comuns.

A exposição "Pandemia" pode ser visitada de terça a domingo, das 10h às 17h, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, até 30 de setembro.
 

Museu Nacional de História Natural e da Ciência  | Rua da Escola Politécnica, 54, Lisboa |  3ª a dom. das 10h às 17h
Para marcação de visitas guiadas, por favor contactar geral@ocupart.pt

LINK:
 Imagens para divulgação

 

O encerramento oficial do festival tem data marcada para o dia 6 outubro, na Faculdade Nacional de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. 

 

Com direção artística de António Cerveira Pinto, The New Art Fest é uma produção da Ocupart. 

The New Art Fest 20_21 tem o apoio da Direção Geral das Artes e da Câmara Municipal de Lisboa, e as parcerias do Museu Nacional de História Natural e das Ciências da Universidade de Lisboa, das Carpintarias de São Lázaro, da MOP, da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, da Companhia de Seguros Fidelidade, do Escritório de Advogados Sérvulo & Associados, da Associação de Turismo de Lisboa, da rádio SBSR, do Luggage City CenterAcrilferFabLab Lisboa e da Fixol.

 

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#CCBDigital | GONÇALO M. TAVARES escreve sobre RICHARD SERRA em Dicionário de Artistas > textos sobre artistas contemporâneos nas plataformas digitais do CCB

#CCBDigital  #CCBPodcasts

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(#46) Dicionário de Artistas

As Mãos, dedicado a Richard Serra

Por Gonçalo M. Tavares

 

À quarta-feira, o CCB disponibiliza um texto inédito de Gonçalo M. Tavares

sobre artistas contemporâneos, com leitura de Ana Zanatti.

Para ler em www.ccb.pte ouvir no spotify do CCB

As mãos

dedicado a Richard Serra

 

A mão é um elemento que abre e fecha como uma vulgar torneira. É um elemento que agarra ou deixa cair como uma vulgar pinça. E a mão bebe: a água pousada sobre ela perde quantidade para um sítio que não se sabe exactamente qual é, mas será um buraco, um espaço vazio que se torna receptor, como um copo. Se fossemos minuciosos na medição das quantidades que se perdem na mão atenciosa que segura a água, veríamos: a mão bebe.

E há também as múltiplas maneiras de a mão raciocinar: não fala, mas pensa (nos mudos fala), e desenha e escreve. E faz.

Sem mãos o homem seria apenas um animal falante. Não poderia fazer o que diz. Poderia apenas dizer o que os outros fazem. Não seria o rei da Criação, seria apenas o Imperador do Discurso.

 

Gonçalo M. Tavares

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#CCBDigital | GONÇALO M. TAVARES escreve sobre GREGOR SCHNEIDER em Dicionário de Artistas > textos sobre artistas contemporâneos nas plataformas digitais do CCB

#CCBDigital  #CCBPodcasts

 

(#44) Dicionário de Artistas

O Grande Intervalo, dedicado a Gregor Schneider

Por Gonçalo M. Tavares

 

À quarta-feira, o CCB disponibiliza um texto inédito de Gonçalo M. Tavares

sobre artistas contemporâneos, com leitura de Ana Zanatti.

Para ler em www.ccb.pte ouvir no spotify do CCB

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O grande intervalo

dedicado a Gregor Schneider

 

Um resto que surge no meio do espaço limpo. A morte é assim: está a mais no percurso de quem existe.

Ninguém é educado para dar atenção aos vestígios, a não ser os detectives e certos poetas que têm como qualidade única (e basta) esta: a de abrirem mais os olhos quando os outros os fecham.

Estar diante do sol que faz mal aos olhos e do vestígio que é o seu inverso – porque é símbolo do apagamento, da coisa que foi escurecida – tais situações podem exigir, por vezes, atitudes semelhantes. Olho de frente para o sol e para os vestígios - e a inteligência trabalha.

O corpo morto que está caído pode não estar morto. Talvez seja apenas um intervalo.

 

Gonçalo M. Tavares

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Maratona da Saúde | Encontros Esperança

A Maratona da Saúde (www.maratonadasaude.pt) vai realizar o 5º e último Evento no âmbito da iniciativa “Encontros de Esperança” apoiada pela Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, dedicado às DOENÇAS AUTOIMUNES E ALERGIAS que decorrerá online já no próximo dia 29 de Junho das 17h às 18h30. 

 

Os “Encontros de Esperança” têm como missão promover interação a nível nacional entre a sociedade civil, pacientes, cuidadores e seus representantes, médicos, estudantes e os cientistas premiados pela Maratona da Saúde e financiados com os donativos dos portugueses. Este projeto, financiado através do Concurso “Comunicar Saúde” lançado pela Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, tem como objetivo melhorar a comunicação da informação médica e de promover a literacia em saúde dos cidadãos.

Dominguinhos Online Algarve: a floresta está em apuros. Será que o rei leão a pode salvar?

Os “Dominguinhos” de 27 de junho salvam a floresta

 

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A vida na floresta corria bem e todos os animais viviam felizes a comer, brincar e a divertirem-se, depois de terem expulsado o leão. De repente, começaram a perceber que algo estava errado. Havia pouca água no riacho, armadilhas escondidas e as flores não abriam porque as abelhas não transportavam o pólen. Os “Dominguinhos” de 27 de junho do MAR Shopping Algarve são um teatro sobre a floresta e como os animais chamaram de volta o seu Rei Leão.

 

Agora online, a programação dos “Dominguinhos” continua a animar as manhãs de domingo das crianças que visitem as páginas de Facebook e Instagram do MAR Shopping Algarve, pelas 11h00. O programa das atividades online pretende continuar a proporcionar momentos mágicos, com espaço para a brincadeira e experiências pedagógicas. As crianças ficam bem entregues às suas atividades favoritas de domingo de manhã, e os pais podem descansar ou, se quiserem, inspirar-se nestes vídeos para outras histórias e atividades divertidas para fazer em família.

 

3 sugestões culturais online que dão o pontapé de saída para um fim de semana de emoções

3 sugestões culturais online que dão o pontapé de saída para um fim de semana de emoções

As opções culturais gratuitas estão disponíveis na FLUX TV, plataforma de streaming gratuita

 
Lisboa, 17 de junho de 2021: Para todos os que não querem deixar o sofá este fim de semana, mesmo enquanto aguardam por mais um jogo da Seleção Nacional, a solução passa pela Flux TV, a plataforma de streaming gratuita criada pela Companhia João Garcia Miguel. Recheada de peças e séries para assistir num momento em família, a plataforma deixa 3 sugestões culturais a não perder nos próximos dias, que prometem marcar pontos:
  1. A série “A Vida é Teatro, Mamã” | É uma série para crianças e para todos os adultos que mantêm vivas as crianças dentro de si. Com um tom sempre de comédia, mas com uma leve passagem pela tragédia, cruza o teatro e a vida, na voz de uma personagem irreverente interpretada por Sara Ribeiro. Esta é a sugestão que pretende juntar toda a família no sofá este fim-de semana, num momento de descontração pré-europeu. 
     
  2. “Mundo Interior” | Mundo interior é uma peça que junta o melhor do mundo da dança e do circo, despertando para o silêncio como forma de levar o público a embarcar nesta história, que conta a aventura de um velejador solitário que parte à descoberta de um mundo interior. Uma procura constante que pretende ser um momento de introspecção.

  3. “Romeu e Julieta” | É um clássico que tornará o fim de semana mais especial, ao estar presente na imaginação de todos. A versão disponível na FLUX TV tem uma grande dimensão de atualidade, ao transportar o clássico Shakespeariano para os tempos de hoje: para a sociedade e a cultura portuguesa do século XXI. Sem esquecer o seu cunho trágico, mas simultaneamente romântico, pretende ser um turbilhão de emoções para todos os amantes culturais.
Além destas três produções, a FLUX TV conta com séries, espetáculos de teatro, tanto em direto como gravados, e outros conteúdos 100% portugueses que serão introduzidos continuamente, permitindo que os amantes de teatro possam assistir às suas produções favoritas, em qualquer momento e no conforto de sua casa.

Imagens aqui.
Links para assistir às peças:

#CCBDigital | WALTER DE MARIA em Dicionário de Artistas > textos de GONÇALO M. TAVARES sobre artistas contemporâneos nas plataformas digitais do CCB

#CCBDigital  #CCBPodcasts

 

(#37) Dicionário de Artistas

Terra, dedicado a Walter De Maria

Por Gonçalo M. Tavares

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À quarta-feira, o CCB  disponibiliza um texto inédito de Gonçalo M. Tavares

sobre artistas contemporâneos, com leitura de Ana Zanatti.

Para ler em www.ccb.pte ouvir no spotify do CCB.

A terra é uma obra de arte quando rodeada por matérias técnicas e espirituais. Porque assim é tornada rara, e fica o centro.

Instintiva e desprovida de mecanismos, a terra conhece o abecedário mais antigo. Cresce e muda de forma, de acordo com a vontade efémera do exterior. Mas é firme, paciente. Foi compreendida pelo sol. Sabe que, enquanto a luz do topo for indiferente à excitação que o progresso em ninharias provoca na cidade, ela – a terra – ainda pertence à 1.ª divisão dos elementos, enquanto o homem permanece na 2.ª.

Combinar uma certa indolência da terra com os preços contabilísticos da arte de mercado é uma tarefa bela e má, mas sobretudo irrepetível. Não se trata de vender matéria ao quilo, pelo contrário, na arte admira-se a leveza improvisada. Se um edifício cair é um desastre da engenharia, se voar é a invenção de um bom artista.

Junto à maçã podre que caiu de uma árvore há por vezes mais circulação de ideias no ar que num congresso de homens ilustres que se esqueceram de abrir a janela. O ar e a terra. E etc.

Grau Zero da Companhia ● O Melhor do Mundo (Estreia)

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Grau Zero da Companhia
Sessão #9 | 29 maio 2021
Imaginarius Festival Internacional de Artes de Rua


Traçar uma tangente entre a dança e a filosofia com Ana Mira



 

Sessão online - ZOOM
11h00- 12h30
Destinatários:
 Professores, amadores do espetáculo e outras artes; estudantes de artes; coletividades, associações e grupos
Inscrição gratuita e obrigatória: Aqui



Grau Zero da Companhia é um programa de formação para profissionais e amadores das artes performativas. O título, inspirado na obra seminal de Roland Barthes, precipita-nos para a abordagem à iniciação de técnicas que assistem à construção de uma companhia, existente, ou em formação. Os 8 laboratórios incidirão sobre funções e práticas que são centrais na atividade do BCN, e serão coordenados pelos seus colaboradores mais frequentes. O objetivo é questionar a ideia de "companhia" e assim antever estratégias para estarmos/trabalharmos juntos.
 

Nesta sessão de trabalho, vamos estudar e discutir as interseções entre Dança e Filosofia, a partir do trabalho da investigadora Ana Mira, abordando as áreas do corpo, movimento, dança, filosofia e estética.

 

Ana Mira lecciona na Escola Superior de Teatro e Cinema - Instituto Politécnico de Lisboa e no Ar.Co - Centro de Arte e Comunicação Visual nas áreas do corpo, movimento e dança, e da filosofia e estética. Estudou práticas somáticas e dança contemporânea na Europa e nos Estados Unidos, e completou o seu doutoramento em Filosofia /Estética, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade NOVA de Lisboa (2014) sob orientação do filósofo José Gil, como investigadora visitante no Center for Research in Modern European Philosophy - Kingston University e bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Foi investigadora visitante no departamento de Performance Studies da Tisch School of the Arts - New York University como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian (2007). Colabora com o grupo de investigação Arte, Crítica e Experiência Estética do Culturelab no Instituto de Filosofia da Nova (FCSH-UNL) e com centros artísticos como a Porta33 e o c.e.m. - centro em movimento. Na performance de dança, destaca a sua colaboração com os coreógrafos Pauline de Groot, Russell Dumas e Rosemary Butcher e a sua adaptação do solo “At Once” (SPCP/2009), de Deborah Hay. Tem publicado os seus ensaios de dança e filosofia internacionalmente.

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O MELHOR DO MUNDO 
Estreia dia 1 e 2 de junho no Cineteatro António Lamoso com duas sessões por dia - 18h00/19h30.
Público alvo dos 4 aos 8 anos e famílias
Bilhetes: Aqui
 

Um dia na vida de um animal raro, nunca antes visto ou nunca antes estudado. Ou então de vários animais raros, cada um pertencente a uma espécie que só tem um representante, de tal maneira que a noção de “espécie” já não serve para nada. Raridades absolutas, sem ciência, só experiência. Animais que são, porque existem. Raros. Uma família de estrangeiros onde ninguém manda e ninguém quer ter razão. Uma anti-heroica matilha de espíritos livres cuja missão consiste em salvar o mundo da derrocada, para tal exercendo, eximiamente, a nobre arte de existir. Resiliente e teimosamente. Um sapiente coletivo animalesco que ajuda, cuida e repara, para tal vivendo, fazendo, oferecendo, sem pedir nada em troca! Um/a por todos/as e todos/as por um/a, quase que diriam. Só que “O Melhor do Mundo” não é uma daquelas fábulas com conclusão moral e consoladora; é antes uma história (de acordar!) sobre animais que são humanos, ou sobre humanos que podiam ser um bocadinho mais animais.

O título, livremente inspirado no conhecido poema “Liberdade”, de Fernando Pessoa, remete para a idealização desse mundo melhor que urge, na contemporaneidade, antever e preparar. Em reação às complexas crises políticas, sociais e sanitárias que afetam o mundo de hoje, pelo avanço descontrolado das tecnologias da (des)informação, pelo reaparecimento preocupante de ideologias totalitárias, pela destruição da natureza e da biodiversidade, pela perda trágica de vínculos sociais alicerçados na lealdade, na cooperação e no respeito mútuo, queremos pensar em que modo(s) pode a arte servir de alavanca propulsora para a revelação/construção de regimes relacionais mais justos, empáticos e inclusivos. Nesse enquadramento, o animal não-humano não será metáfora, mas modelo. De amizade, de interdependência, de cuidado. O melhor do mundo, portanto. E a magna lição para as crianças, as de hoje e as de amanhã: não somos nada sozinhos. Num formato de concerto participativo e relacional, “O Melhor do Mundo” propõe um dispositivo didático baseado numa ecologia que coloca o Animal no centro da eterna discussão sobre as problemáticas do Humano. Uma peça que significa, também, o regresso do Ballet Contemporâneo do Norte à criação coreográfica dirigida ao público infantil, dando continuidade ao trabalho sobre questões de cidadania, tolerância, interajuda e anti-competição que têm consubstanciado a prática e a ética da companhia ao longo dos últimos 25 anos.

 

Ficha Artística
Criação e direcção: Susana Otero
Dramaturgia e textos: Rogério Nuno Costa
Aconselhamento artístico e interpretação: Daniel Oliveira, Filipa Duarte, Henrique Fernandes, Jorge Gonçalves e Vinicius Massucato
Composição Musical: Henrique Fernandes (Sonoscopia)
Desenho, operação de Luz e vídeo: Daniel Oliveira
Figurinos: Jordann Santos
Fotografia de processo de trabalho: Miguel Refresco
Fotografia de cena: Nelson d’Aires
Design gráfico e ilustração: Jani Nummela
Produção: BCN em colaboração com Sonoscopia - Patricia Craveiro