🍿 Cinema Português ao Ar Livre • Agosto 2025 • Concelho de Ourém | ALBARDEIRA ASSOCIAÇÃO CULTURAL
|
Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]
|
Pelo segundo ano consecutivo, a Albardeira Associação Cultural propõe um Ciclo de Cinema Português — disperso, desta vez, por 4 freguesias do concelho de Ourém. A 15, 17, 24 e 31 de agosto, há sessões no Olival, Rio de Couros, Caxarias e Alburitel. Esta iniciativa segue-se aos ciclos temáticos de cinema que a Albardeira programou no Teatro Municipal de Ourém entre fevereiro e maio deste ano, e que culminaram com uma mostra de filmes premiados (incluindo "Dias Perfeitos" de Wim Wenders).
Programa completo:
15 agosto | Parque de Lazer do Olival — O Filme do Bruno Aleixo (João Moreira e Pedro Santo, 2020, 1h32m)
17 agosto | Junta de Freguesia de Rio de Couros — Volta à Terra (João Pedro Plácido, 2014, 1h18m)
24 agosto | Feira de São Bartolomeu, Caxarias — Capitão Falcão (João Leitão, 2015, 1h46m)
31 agosto | Jardim da Oliveiras, Toucinhos — Bustarenga (Ana Maria Gomes, 2019, 30m) + Os Últimos Dias de Emanuel Raposo (Diogo Lima, 2021, 47m)
Todas as sessões são de entrada livre e têm início às 21h45.
Este ciclo de cinema é programado pelo Cineclube Albardeira, produzido pela Albardeira Associação Cultural e conta com o apoio do Município de Ourém, do Teatro Municipal de Ourém e das Juntas de Freguesia de Rio de Couros e Casal dos Bernardos, Gondemaria e Olival, Alburitel, e Caxarias.
Segue em anexo materiais gráficos desta atividade.
Agradecemos a divulgação deste ciclo de cinema.
Qualquer questão adicional, não hesitem em contactar-nos.
SINOPSES:
O Blog Cultura de Borla em parceria com a ALBARDEIRA ASSOCIAÇÃO CULTURAL tem uma inscrição na OFICINA DE TEATRO dia 9 e 10 de Dezembro em Ourém (ver desccrição abaixo) para a primeira pessoa que nos:

Ourém dedica um fim de semana ao Teatro, com a Oficina de Preparação do Ator
dirigida por Sara Carinhas
Sabemos que o Teatro é uma arte que une e cria laços fortes, entre colegas e com o público. É a arte do presente, do instante e do irrepetível — o mesmo espetáculo, a cada apresentação, é diferente. No segundo em que se entra em cena, inicia-se uma viagem que só termina com os aplausos no final — e que sensação de adrenalina esta, que inquieta e traz vida.
Porque um dia não seria suficiente para toda a intensidade descrita, ao longo de um fim de semana — 9 e 10 de dezembro — a Albardeira convida a atriz e encenadora Sara Carinhas a "virar oureense" e a partilhar o seu olhar perante esta profissão, passando técnicas, exercícios e conhecimento aos participantes, fruto dos 20 anos de percurso artístico com que já conta.
Sara Carinhas é uma referência nas artes cénicas contemporâneas, tendo uma relação estável com a representação.
• Enquanto encenadora já criou vários espetáculos, dos quais destaca "As Ondas" e "Orlando", a partir da obra de Virgínia Woolf; "Limbo" ainda hoje em digressão, tendo passado recentemente por Londres; e o mais recente monólogo, "Última memória", que para além de encenado, foi também escrito e interpretado pela artista, estando ainda em digressão.
• Fez trabalho de direção de atores em projetos como "Snu", filme de Patrícia Sequeira, onde foi também responsável pela dramaturgia e direção de casting, e "Terapia", série da mesma realizadora.
• Enquanto atriz já foi premiada mais do que uma vez, com o prémio SPA de melhor atriz de teatro; Menção Honrosa da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro; Globo de Ouro de melhor atriz pela sua interpretação em "A farsa" de Luís de Castro (2015); e com o prémio Jovem Talento L’Oreal Paris, do Estoril Film Festival, pela sua interpretação no filme “Coisa Ruim” (2008).
• Trabalhou com criadores portugueses de muita relevância, como Beatriz Batarda, Marco Martins, Nuno M. Cardoso, Olga Roriz, em Teatro; Manoel de Oliveira, Tiago Guedes, João Mário Grilo, Valeria Sarmiento, em Cinema — são alguns exemplos, no meio de muitos outros.
• Tem-se dedicado à vertente do ensino, lecionando aulas de escrita e improvisação na Formação Olga Roriz, na Academia Gerador, na Sala de Escrita e na ACT — Escola de Atores.
Conteúdos da Oficina
Sábado, 9 de dezembro· Primeira parte | 10:00 - 13:00
- A profissão do performer. Saúde. Princípios. Crenças.
- Escrita e improvisação.
· Segunda parte | 14:30 - 17:30
- Aquecimento e trabalho de corpo.
- Jogos de grupo e explorações.
Domingo, 10 de dezembro· Primeira parte | 10:00 - 13:00
- Referências. Observações. Dúvidas.
- Monólogos e cenas a experimentar.
· Segunda parte | 14:30 - 17:30
- Dirigir e ser dirigido.
- Conversa final de debate de ideias e questões.
Recital de Canto e Concerto do coro Essence Voices abrem a III Academia de Verão Essence Voices — dia 16 de julho, no Castelo de Ourém. | |
Nos dias que antecedem a III Academia de Verão Essence Voices, Ourém vai, também, receber um Masterclass de Canto orientado pela professora e soprano Carla Sofia Pais. Dois dias onde cantores líricos terão oportunidade de aperfeiçoar a sua técnica vocal individualmente.
Por isso, no próximo domingo, dia 16 de julho, pelas 19h, no auditório do Paço dos Condes (Castelo de Ourém), iremos receber um Recital Final com todos os participantes da Masterclass. Além disso, o coro de câmara oureense Essence Voices irá realizar um pequeno Concerto de Abertura da III Academia de Verão Essence Voices. | |
📝 Auditório do Paço dos Condes, Castelo de Ourém 🗓 16 de julho | 19h00 🎟 Entrada Livre |
Caminhos da Pedra
a partir de 12 de outubro no Médio Tejo

O terceiro e último momento do Caminhos do Médio Tejo 2018 - Caminhos da Pedra – realiza-se nos dias 12-14 e 18-21 de outubro, na região do Médio Tejo. Depois do Caminhos do Ferro e do Caminhos da Água, em abril e em julho, respetivamente, chega agora a altura de fechar o ciclo, neste terceiro momento, com mais de 50 espetáculos gratuitos durante dois fins-de-semana, em Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.
Um conjunto de ofertas culturais, organizado pela CIMT - Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e pelos 13 municípios integrantes que inclui espetáculos de música, teatro, dança, teatro de rua, circo contemporâneo, histórias e percursos artísticos, seguindo os caminhos e as estradas da região.
Na música, há Lula Pena que, com a sua voz e guitarra, vagueia pelo português, francês, espanhol, inglês e grego (Tomar), LST – Lisboa String Trio, de José Peixoto, na guitarra, Carlos Baretto, no contrabaixo, e Bernardo Couto, na guitarra portuguesa (Entroncamento), Cristina Branco, que tem um álbum lançado este ano, Branco (Ourém), Norberto Lobo, acompanhado por Marco Franco e Ricardo Jacinto (Torres Novas), Marta Pereira da Costa, Uma Mulher, Uma Guitarra em palco (Tomar), La Negra, projeto que nos traz a voz e o piano de Sara Ribeiro (Sardoal), paisagens sonoras de Senza (Sardoal), Crassh Babies 2.0, de CRASSH, dirigido às famílias (Ferreira do Zêzere) e o projeto comunitário Voz à Solta que, sob a direção musical de Rui Souza junta as gentes de Ourém e Vila Nova da Barquinha numa Marcha de Almas (Ourém e Vila Nova da Barquinha).
No teatro, há Catabrisa, pela Companhia Instável (Sardoal), Se eu vivesse, tu morrias, de Miguel Castro Caldas (Torres Novas) e Aurora, de Mandrágora (Ferreira do Zêzere). No âmbito do teatro de rua, Mulier, da companhia espanhola Maduixa (Tomar e Entroncamento), a estreia nacional de Flagrant Délire, da companhia francesa Yann Lheureux (Entroncamento) e há Bestiário à Solta, onde se descobrem Histórias do Bestiário Tradicional Português (Entroncamento, Ferreira do Zêzere e Tomar) que irão agradar a todos, desde os mais novos aos mais velhos.
As propostas de circo contemporâneo são Gigante, de La Pequeña Victoria Cen (Ferreira do Zêzere e Vila Nova da Barquinha) e SAVAR A.M., de Erva Daninha (Ourém e Torres Novas).
Há ainda percursos de quatro artistas em diversas localidades: Iria - percurso sonoro, de Tiago Correia (Tomar), Pedra a pedra, de Ana Bento (Sardoal), De mapa na mão, de BURILAR (Ourém) e Andão mortos por sima dos vivos, de Francisco Goulão (Torres Novas).
Toda a programação do Caminhos do Médio Tejo é gratuita e apresenta-se, uma vez mais, com um programa cultural completo e apelativo, para todos os gostos e idades.
CAMINHOS DO MÉDIO TEJO 2018
O Caminhos do Médio Tejo 2018 – Programação Cultural em Rede – divide-se em três ciclos programáticos, que percorrem os acessos viários da região para chegar a todas as comunidades.
Em abril deste ano, teve lugar o Caminhos do Ferro, que acompanhou as linhas ferroviárias, em julho, o programa seguiu os cursos dos rios com o Caminhos da Água e agora, em outubro, percorre as estradas para assistirmos ao Caminhos da Pedra.
Criado em 2017 pela CIMT - Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e os 13 municípios integrantes, este projeto pretende proporcionar encontros em redor da cultura, colocando os recursos e espaços naturais ao serviço das comunidades. Encontros dos artistas com as comunidades, dos residentes com os vizinhos ou com outros visitantes, da arte com o entretenimento e da cultura com a paisagem natural.
CAMINHOS DA PEDRA
12-14 / 18-21 OUTUBRO
Entroncamento
Ferreira do Zêzere
Ourém
Sardoal
Tomar
Torres Novas
Vila Nova da Barquinha
PROGRAMA
POR DIAS
DIA 12 (SEXTA)
09:30 Iria - percurso sonoro, Tiago Correia – percurso
Posto de Turismo - Mata dos Sete Montes, TOMAR
10:00 Bestiário à Solta, Histórias do Bestiário Tradicional Português – teatro de rua
Centro Escolar de Areias, F. ZÊZERE
10:30 Bestiário à Solta, Histórias do Bestiário Tradicional Português – teatro de rua
Parque Infantil, TOMAR
11:00 Bestiário à Solta, Histórias do Bestiário Tradicional Português – teatro de rua
Jardim José Pereira Caldas (Jardim da Aranha), ENTRONCAMENTO
Catabrisa, Companhia Instável - teatro
Bombeiros Municipais, SARDOAL
14:00 Bestiário à Solta, Histórias do Bestiário Tradicional Português – teatro de rua
Centro Escolar de F.Zêzere, F. ZÊZERE
Bestiário à Solta, Histórias do Bestiário Tradicional Português – teatro de rua
Jardim José Pereira Caldas (Jardim da Aranha), ENTRONCAMENTO
Catabrisa, Companhia Instável - teatro
Bombeiros Municipais, SARDOAL
15:30 Bestiário à Solta, Histórias do Bestiário Tradicional Português – teatro de rua
Centro Escolar de F.Zêzere, F. ZÊZERE
17:30 Pedra a pedra, Ana Bento – percurso
Lg. do Pelourinho, SARDOAL
21:30 Lisboa String Trio – música
Centro Cultural_ENTRONCAMENTO
22:30 Lula Pena – música
Complexo Cultural da Levada, TOMAR
DIA 13 (SÁBADO)
09:30 Iria - percurso sonoro, Tiago Correia – percurso
Posto de Turismo - Mata dos Sete Montes, TOMAR
10:00 Crassh Babies 2.0, CRASSH - teatro
Centro Cultural, F. ZÊZERE
11:00 Bestiário à Solta, Histórias do Bestiário Tradicional Português – teatro de rua Complexo Cultural da Levada, TOMAR
Catabrisa, Companhia Instável - teatro
Bombeiros Municipais, SARDOAL
Bestiário à Solta, Histórias do Bestiário Tradicional Português – teatro de rua
Jardim Afonso Serrão Lopes (Zona Verde), ENTRONCAMENTO
11:30 Crassh Babies 2.0, CRASSH - teatro
Centro Cultural, F. ZÊZERE
14:00 Catabrisa, Companhia Instável - teatro
Bombeiros Municipais, SARDOAL
15:00 Bestiário à Solta, Histórias do Bestiário Tradicional Português – teatro de rua
Parque Infantil, TOMAR
15:30 Bestiário à Solta, Histórias do Bestiário Tradicional Português – teatro de rua
Biblioteca Municipal, F. ZÊZERE
16:30 Iria - percurso sonoro, Tiago Correia – percurso
Posto de Turismo - Mata dos Sete Montes, TOMAR
17:00 Mulier, Maduixa – teatro de rua
Praça da República, TOMAR
21:30 Yann Lheureux, Flagrant Délire – teatro de rua
Praça Salgueiro Maia_ENTRONCAMENTO
Pedra a pedra, Ana Bento – percurso
Largo do Pelourinho, SARDOAL
DIA 14 (DOMINGO)
09:30 Iria - percurso sonoro, Tiago Correia – percurso
Posto de Turismo - Mata dos Sete Montes, TOMAR
11:00 Bestiário à Solta, Histórias do Bestiário Tradicional Português – teatro de rua
Jardim do Mouchão, TOMAR
Bestiário à Solta, Histórias do Bestiário Tradicional Português – teatro de rua
Jardim José Pereira Caldas (Jardim da Aranha), ENTRONCAMENTO
11:30 Pedra a pedra, Ana Bento – percurso
Largo do Pelourinho, SARDOAL
16:00 Pedra a pedra, Ana Bento – percurso
Largo do Pelourinho, SARDOAL
16:30 Iria - percurso sonoro, Tiago Correia – percurso
Posto de Turismo - Mata dos Sete Montes, TOMAR
18:00 Mulier, Maduixa – teatro de rua
Praça Salgueiro Maia, ENTRONCAMENTO
21:30 Marta Pereira da Costa – música
Cineteatro Paraíso, TOMAR
***
DIA 18 (QUINTA)
14:00 De mapa na mão, BURILAR - percurso
Museu Municipal - Casa do Administrador, OURÉM
21:30 Se eu vivesse, tu morrias, Miguel Castro Caldas - teatro
Teatro Virgínia, TORRES NOVAS
DIA 19 (SEXTA)
10:00 De mapa na mão, BURILAR - percurso
Museu Municipal - Casa do Administrador, OURÉM
11:00 Gigante, La Pequeña Victoria Cen - circo contemporâneo
Escola Pedro Ferreiro, F.ZÊZERE
21:00 Gigante, La Pequeña Victoria Cen - circo contemporâneo
Largo 1º de Dezembro, VNBARQUINHA
21:30 SAVAR A.M., Erva Daninha – circo contemporâneo
Junta de Freguesia de Caxarias, OURÉM
21:30 La Negra – música
Centro Cultural Gil Vicente, SARDOAL
DIA 20 (SÁBADO)
10:30 Andão mortos por sima dos vivos, Francisco Goulão - percurso
Zona Ribeirinha - Lapas, TORRES NOVAS
11:00 De mapa na mão, BURILAR - percurso
Museu Municipal - Casa do Administrador, OURÉM
16:00 SAVAR A.M., Erva Daninha – circo contemporâneo
Praça 5 de Outubro, TORRES NOVAS
17:30 Andão mortos por sima dos vivos, Francisco Goulão - percurso
Zona Ribeirinha - Lapas, TORRES NOVAS
18:00 Marcha das Almas, Projeto Comunitário – música
Praça Luís Kondor - Fátima, OURÉM
21:30 Aurora, Mandrágora - teatro
Cineteatro Ivone Silva, F. ZÊZERE
22:00 Norberto Lobo Trio – música
Teatro Meia Via, TORRES NOVAS
DIA 21 (DOMINGO)
10:30 Andão mortos por sima dos vivos, Francisco Goulão - percurso
Zona Ribeirinha - Lapas, TORRES NOVAS
11:00 De mapa na mão, BURILAR - percurso
Museu Municipal - Casa do Administrador, OURÉM
16:00 Senza – música
Exterior do Centro Cultural, SARDOAL
17:30 Andão mortos por sima dos vivos, Francisco Goulão - percurso
Zona Ribeirinha - Lapas, TORRES NOVAS
18:00 Marcha das Almas, Projeto Comunitário Voz à Solta – música
Largo 1º de Dezembro, VNBARQUINHA
21:30 Cristina Branco - música
Cineteatro Municipal, OURÉM

LST - Lisboa String Trio
É nas cordas da guitarra de José Peixoto, do contrabaixo de Carlos Barretto e da guitarra portuguesa de Bernardo Couto que os LST - Lisboa String Trio levam o público numa viagem alucinante pelas ruas da capital portuguesa. Mas não é só de caminhos pelas pedras da calçada que são feitos os trilhos sonoros deste trio instrumental. A sonoridade dos LST é um fenómeno onde entroncam Portugal, a Península Ibérica de hoje e a da época Medieval, podendo escutar-se até laivos de jazz entre sonoridades mais próximas do fado. Uma viagem imperdível com partida e chegada no Centro Cultural do Entroncamento.

Lula Pena
Ao terceiro disco, Lula Pena mostra o Archivo Pittoresco que a tem inspirado desde que em 2010 lançara Troubadour. Por entre as pinceladas de guitarra que dão a pulsação a uma forma distinta de interpretar, a artista vagueia pelo português, francês, espanhol e inglês. Mas também pelo grego, para nos lembrar que por mais diversos que sejam os caminhos que percorremos desde então, é na cultura helénica que encontramos a pedra basilar do léxico português. Pes mou mia lexi foi o single de estreia. Diga-me uma palavra. Será através da música e da palavra de Lula Pena que este ciclo começa a ganhar forma, no Complexo Cultural da Levada, em Tomar.

La Negra
Com percurso firmado como atriz, o mais recente trilho criativo de Sara Ribeiro conduziu-a à música, sob a pele de La Negra. O projeto surge do encontro entre as luzes e as sombras da multifacetada artista e acende os fantasmas que lhe habitam o imaginário. Histórias de personagens femininas ganham vida e gravitam na atmosfera dos ritmos criados pelos teclados mágicos e a bateria pungente acompanham a voz densa de La Negra. Neste caminho onde parece estar de pedra e cal, Sofia Ribeiro afirma aspirar apenas a criar um momento de beleza, uma ambição para comprovar no Sardoal.

Norberto Lobo
Depois de esculpido em 2017, o mais recente álbum de Norberto Lobo deixou um rasto luminoso no caminho que o levou a entrar na atmosfera da visibilidade do público. Surgiu como Estrela ascendente que depressa se fixou no firmamento. No Teatro Meia Via, em Torres Novas, espera-se mais um momento de brilho intenso. Uma oportunidade para contemplar o Universo que tem a guitarra de Norberto Lobo como astro-rei, e o violoncelo de Ricardo Jacinto e a bateria de Marco Franco a gravitarem na sua órbita. Um ambiente de mistério para ser admirado na plenitude.

Senza
Pedras no Caminho? Guardamos todas, um dia vamos construir um CD. Podia ter sido qualquer coisa assim que pensaram Catarina Duarte e Nuno Caldeira quando decidiram fazer música inspirados pelas suas viagens. Os Senza nasceram das experiências e memórias que a dupla trouxe na bagagem de uma viagem pelo sudeste asiático, e que resultou no primeiro álbum – Praia da Independência. E depois da bonança trazida por esses postais cantados e envolvidos em música de fusão lusófona, este ano chegou Antes da Monção, com os Senza a apresentarem as paisagens sonoras de uma outra viagem, desta vez à Índia. Será o Sardoal inspiração para uma nova expedição musical?

Cristina Branco
Menina foi a pedra angular na mudança de caminho da música de Cristina Branco. O álbum de 2016 tem nele os fundamentos para a construção de uma artista que agora se mostra em pleno com as múltiplas cores que encontramos em Branco. Com ele, a cantora diz sentir-se livre e completamente dona da sua música. A sorte de todos nós é que Cristina Branco é uma dona pouco possessiva com algo que se tornou património do mundo. E é todo esse tesouro que Cristina Branco vai partilhar no Cineteatro Municipal de Ourém, cabendo-lhe a responsabilidade de colocar uma Pedra sobre este Caminhos.

Marta Pereira da Costa
O caminho musical explorado por Marta Pereira da Costa funcionou quase como uma pedrada no charco no panorama musical. Emergindo no mundo da guitarra portuguesa, que parecia restrito a homens, a guitarrista conferiu uma nova sensibilidade e estética feminina ao objeto que transporta o som de Portugal. E foi sem surpresa que recebeu da Fundação Amália o Prémio Instrumentista, em 2014. Em palco, Uma Mulher, Uma Guitarra e todo o coração de quem fez do instrumento o prolongamento da alma, no que promete ser um momento irrepetível. Tudo para contemplar no Cineteatro Paraíso.

|
TEATRO

Companhia Instável - Catabrisa
Foi da força do vento - o mesmo que espalha sementes e planta pelo caminho a vontade de mudar o mundo – que nasceu o mote para que um menino parta em busca das maiores aventuras que podem existir. Movido pela curiosidade do desejo, do espanto e da invenção, o protagonista do espetáculo trazido à pedra pela Companhia Instável vai à conquista do mundo, num jogo entre texto, ilustração, luz e sombra. Catabrisa, um espaço de ideias em forma de sensação, vai esvoaçar pelos ventos do Entroncamento e de Sardoal.

CRASSH - Crassh Babies 2.0
Palhaços que inventam figuras em balões? Isso parece uma coisa da idade da Pedra. Hoje, o caminho é outro. Pelo menos, é isso que defendem os Crassh Babies num espetáculo para toda a família em que combinam percussão, movimento e comédia visual. Em tudo, buscam o som para encontrar as reações do seu público. Uma forma educativa de olhar para a música não como arte, mas como o caminho para o desenvolvimento dos mais pequenos. Porque até os bebés têm uma crush pelos sons, algo para comprovar no Centro Cultural de Ferreira do Zêzere.

Cia Maduixa - Mulier
O direito de as mulheres poderem mostrar o seu lado instintivo mais selvagem e livre não pode ser decidido na aleatoriedade de um pedra, papel ou tesoura. Em Mulier, a companhia espanhola Maduixa atira a primeira pedra, embrulha os preconceitos e recorta-os de cena. Num multipremiado espetáculo de dança em espaço público, cinco performers femininas elevam-se para homenagear todas as mulheres que durante séculos foram oprimidas e lutaram para viver o seu lado mais selvagem, dançando e correndo livres. E que melhores espaços para exaltar a Liberdade, nesta estreia nacional, do que as Praças da República em Tomar e a Salgueiro Maia, no Entroncamento?

Miguel Castro Caldas - Se eu vivesse, tu morrias
Palavra fora da boca é pedra fora da mão. Mas e se lhe trocarmos as voltas e pelo caminho inscrevermos as palavras num livro? Se eu vivesse, tu morrias. E neste espetáculo concebido por Miguel Castro Caldas, Lígia Soares e Filipe Pinto, todos vivem. Todos morrem. E no fim, apenas sobrevive a palavra escrita, que viveu antes na boca dos personagens e promete não ser apagada da memória de quem vê o espetáculo. É essa a proposta feita ao público que for ao Teatro Virgínia conhecer a peça que recebeu o prémio SPA 2017 para melhor Texto Português representado.

Mandrágora - Aurora
Aurora é o mais recente espetáculo que a companhia Mandrágora traz à luz e que pretende ir à (re)descoberta da natureza, das tradições e das raízes do Parque Nacional da Peneda Gerês. Essa é a essência que guia um espetáculo que tem associada a preocupação com a preservação da Natureza e alerta para o caminho que está a ser feito gradualmente do espaço natural para o citadino. Na leveza de uma peça de teatro de marionetas que vai flutuar no palco do Cineteatro Ivone Silva, em Ferreira do Zêzere, pretende lançar-se uma nova primeira pedra na consciência ambiental de todos.
TEATRO DE RUA |

Yann Lheureux - Flagrant Délire
Algures entre o século XVII e o XVIII, uma maçã ajudou Newton a contrariar o conhecimento vigente, inscrevendo o nome na criação da Lei da Gravidade. Acontece que, qual Ícaro, num delírio flagrante, a companhia francesa Yann Lheureux decidiu, agora, desafiar esse conceito. Entre saltos, voos e quedas coordenadas num cenário com múltiplas dimensões, um performer mergulha na génese das suas dúvidas e convicções, criando a vertigem de um espetáculo que, pelo caminho, promete fazer estremecer as pedras da calçada da Praça Salgueiro Maia. Flagrant Délire, um fenómeno com estreia nacional no Entroncamento.

Yann Lheureux - Flagrant Délire
Algures entre o século XVII e o XVIII, uma maçã ajudou Newton a contrariar o conhecimento vigente, inscrevendo o nome na criação da Lei da Gravidade. Acontece que, qual Ícaro, num delírio flagrante, a companhia francesa Yann Lheureux decidiu, agora, desafiar esse conceito. Entre saltos, voos e quedas coordenadas num cenário com múltiplas dimensões, um performer mergulha na génese das suas dúvidas e convicções, criando a vertigem de um espetáculo que, pelo caminho, promete fazer estremecer as pedras da calçada da Praça Salgueiro Maia. Flagrant Délire, um fenómeno com estreia nacional no Entroncamento.