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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Uma casa feita de 500 mãos no ESCRITARIA

 

Instalação artística do Bairro dos Livros é inspirada na poesia de Manuel Alegre

 

 

O festival literário Escritaria, que arranca no dia 21 de outubro, vai acolher uma instalação artística, do Bairro dos Livros, iniciativa que pretende homenagear a voz revolucionária e democrática de Manuel Alegre, com um projeto comunitário junto de um bairro social de Penafiel.

 

“Não são de pedras estas casas, mas de mãos” inspira-se no conhecido verso do poeta e pretende registar através do processo de cianotipia as palmas das mãos dos habitantes do bairro social Fonte da Cruz, para criar uma instalação artística original e comunitária.

 

A iniciativa pretende mostrar que os bairros não são espaços geográficos reconhecíveis apenas pela sua arquitetura, mas sobretudo pela comunidade que os habita: e todos deixam a sua marca, mesmo que esta não seja imediatamente visível.

 

Uma casa feita de mãos

 

O Bairro dos Livros escolheu registar as mãos dos habitantes do bairro pela sua característica identitária mas também metafórica. O resultado será um conjunto de tecidos em tons de azul (ciano), onde figuram mais de quatrocentas mãos diferentes, com o qual será construída uma casa tridimensional e iluminada.

 

O registo com cianotipia das mãos dos habitantes do bairro social decorre durante as 10h00 e as 17h00 dos dias 19 e 20 de outubro, no espaço exterior do bairro Fonte da Cruz, e será acompanhado de leituras de poemas de Manuel Alegre, em cuja obra o Bairro dos Livros se inspirou para conceber a instalação comunitária.

 

Uma Nau para pescar poemas

 

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Nos dias 23 e 26 de outubro, durante a tarde, a Praça do Livro do Escritaria vai também receber uma animação especial do Bairro dos Livros, protagonizada pelas personagens de Bartolomeu Dias e Camões, com quem os jovens leitores vão poder pescar poemas e construir versos.

 

A performance “Nau de Verde Pinho” parte das divertidas figuras das obras infanto-juvenis “As Naus de Verde Pinho” e “O Barbi-Ruivo. O Meu Primeiro Camões”, de Manuel Alegre, para desafiar os mais novos a navegar pelos mares da Literatura num ambiente de fantasia, onde cabem os Descobrimentos, mas também D. Dinis e aventuras d’Os Lusíadas.

 

A instalação artística comunitária “Não são de pedras estas casas, mas de mãos” será exposta ao público no dia 22 de outubro e inaugura no dia 23, pelas 15h30, no Largo do Município, com a presença do escritor Manuel Alegre e dos moradores do bairro Fonte da Cruz, que participaram na iniciativa.

 

Nos dias 23 e 26, realiza-se a animação para a infância “Nau de Verde Pinho”.

 

Ambas as atividades integram o programa da edição de 2019 do Escritaria, de Penafiel.

ESCRITARIA leva escritores às escolas

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Manuel Alegre, Rui Zink, Sérgio Almeida e André Rodrigues vão estar “à conversa” com alunos de Penafiel

 

Festival Literário preparou ainda uma tertúlia com autores do Vale do Sousa

 

O festival literário Escritaria vai levar escritores a vários estabelecimentos de ensino de Penafiel para estarem “à conversa” com centenas de alunos.

 

Para abrir a programação, no dia 21 (segunda-feira), às 14h30, o escritor e jornalista da Rádio Renascença, André Rodrigues vai estar no auditório do ISCE Douro onde terá a oportunidade de falar sobre o seu mais recente livro “Números Que Contam Histórias”, um livro de cultura geral onde os números são as personagens principais de histórias verídicas e cheias de informações e factos que o leitor provavelmente desconhece.

 

No dia 22, é a vez de Rui Zink conversar sobre os “ismos” do tempo presente e apresentar o seu livro “Manual do Bom Fascista”, na Escola Secundário de Penafiel, às 10h10.

 

O Manual do Bom Fascista é um compêndio sobre a ascensão do fascismo dividido em 100 lições (ou mesmo mais) acessíveis a aprendizes de todos os níveis.

 

Rui Zink nasceu em Lisboa em 1961. Escritor e professor no Departamento de Estudos Portugueses na Faculdade da Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, é autor duma obra diversificada e multifacetada.

 

No âmbito da literatura publicou, entre outros, os romances Hotel Lusitano (1987), Apocalipse Nau (1996), O Suplente (2000) e Os Surfistas (2001), primeiro e-book em língua portuguesa.

 

No mesmo dia, às 10h30, o escritor e jornalista, Sérgio Almeida, está, às 10h30, na Escola Secundária Joaquim de Araújo. Nascido em Luanda, é jornalista desde os 18 anos. Trabalha no Jornal de Notícias, na secção de cultura, desde 1998, com especial enfoque na área da literatura.

 

Como autor, publicou os livros “Análise epistemológica da treta”, “Armai-vos uns aos outros”, “Não conto”, “Como ficar louco e gostar disso”, “Ob-dejectos” e “O elefante que não sabia voar”. Participou nas colectâneas “Fora de jogo”, “Luvina” (México) e “O livro do São João”.

 

Para encerrar a programação do dia 22, o Escritaria preparou uma tertúlia com autores do Vale do Sousa, no café Sociedade, às 21h00, com Nuno Meireles, Carlos Dias, Ajowan Freixo e Nuno F. Silva.

 

O poeta e declamador José Fanha também marca presença no Escritaria, dia 24, às 14h30, para estar “à conversa” no espaço do Livro, no Largo Padre Américo.

 

No dia 25, quinta-feira, o escritor homenageado do Escritaria 2019, Manuel Alegre, vai à escola secundária Joaquim Araújo, às 10h00, e à escola secundária de Penafiel, às 11h30.

ESCRITARIA COM MANUEL ALEGRE

Obra e Vida do Poeta vai “contaminar” Penafiel

Escritaria promete novidades e uma forma diferente de chegar a mais público 

Manuel Alegre (c) Luiz Carvalho.jpg

 

A cidade de Penafiel vai transformar-se na cidade de Manuel Alegre de 21 a 27 de Outubro, com especial incidência entre 23 e 27. Poeta da liberdade, da resistência, mas também clássico, Manuel Alegre é o homenageado este ano do Festival Literário Escritaria, em Penafiel.

 

Os seus primeiros livros, “Praça da Canção” e “Canto e as Armas”, são duas obras reconhecidas por terem contribuído para o derrube da ditadura salazarista, mas Alegre é também, muito provavelmente, o Poeta que mais poemas teve musicados e interpretados por, entre outros, Manuel Freire, Carlos do Carmo, Francisco Fanhais, Adriano Correia de Oliveira, Zeca Afonso, Amália Rodrigues, etc.

 

Depois de Urbano Tavares Rodrigues, José Saramago, Agustina Bessa-Luís, Mia Couto, António Lobo Antunes, Mário de Carvalho, Lídia Jorge, Mário Cláudio, Alice Vieira, Miguel Sousa Tavares, Pepetela, este ano é dedicado a um autor ligado ao universo da poesia, Manuel Alegre. Escritaria é o único festival literário, que se dedica a homenagear um escritor vivo de língua portuguesa e onde a cidade se transforma por uns dias na sua própria cidade.

 

Durante os dias da Escritaria, a cidade transforma-se visualmente para quem a visita ou circula nas ruas, onde é impossível não “tropeçar” na obra e na vida do autor homenageado, com dezenas de iniciativas desde teatro, animação de rua, exposições, apresentação de livros, música e muito mais. Enesta edição haverá novidades, com novos projectos para divulgar a obra do escritor homenageado por entre jovens e adultos, e até um projecto ligado à literacia e à vertente social, para descobrir brevemente.

 

Vários atores vão interpretar em vários cantos e recantos da cidade textos de Manuel Alegre, ao mesmo tempo que as fachadas dos edifícios e muitos outros locais da cidade vão exibir a sua obra e torna-la até “portátil” em caixas de leitura, sign floors, e muitos outros objectos, que com textos de Alegre podem ser levados para casa e partilhados com família e amigos.

 

O Poeta irá ainda, tal como sucedeu com todo os autores anteriormente homenageados, deixar uma frase que marcará a cidade, fazendo também com que Penafiel continue a ser, cada vez mais, uma cidade “contaminada” pela literatura.

“Caminhos do Ferro e da Prata” no Museu Municipal de Penafiel

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Depois de Santiago de Compostela, “Caminhos do Ferro e da Prata” regressa a Portugal e faz paragem no Museu Municipal de Penafiel. A exposição, que reflete a construção da via-férrea do Douro e Minho numa coleção de fotografias reunidas num álbum originalmente concebido para a sua apresentação pública, vai muito para além dos interesses do transporte ferroviário, por toda a informação que reúne ao nível da paisagem, da arquitetura, do traje ou dos costumes. Para visitar de 16 de dezembro de 2017 a 25 de fevereiro de 2018.