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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Exposição "É Noite na América" de Ana Vaz - 4 julho Porto

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“É Noite na América” é o nome da mais recente exposição da artista brasileira Ana Vaz, com curadoria de Daniel Ribas, que estará patente na Sala de Exposições da Escola das Artes da Universidade Católica no Porto. A inauguração da exposição está agendada para o dia 4 de julho, às 19h30, e integra o Programa Público da Porto Summer School on Art & Cinema 2022. “É Noite na América” é uma comissão e produção da Fondazione in Between Art Film e coproduzida pela Pivô Arte e Pesquisa e Spectre Productions. A exposição teve estreia mundial no prestigiado Jeu de Paume, em Paris, tendo seguido depois para Veneza. Chega, agora, ao Porto. 

 

“Nesta exposição, a partir de materiais filmados em Brasília, Ana Vaz adensa a sua pesquisa sobre o confronto entre a utopia modernista da cidade com os animais, ditos ‘selvagens’, numa espécie de filme de terror experimental, questionando as nossas preconceções sobre cidade, natureza, humano ou ecologia”, refere Daniel Ribas, coordenador do mestrado em Cinema e curador da exposição da Escola das Artes da Universidade Católica no Porto. 

 

Ana Vaz é uma das mais relevantes artistas e cineastas contemporâneas, tendo os seus filmes e exposições circulado por diversos museus, festivais e cinematecas. O seu trabalho é marcado por um constante desafio experimental sobre as formas poéticas do cinema contemporâneo, ressaltando as profundas contradições do nosso tempo, sobretudo com as práticas destruidoras das instituições.  

 

“Azul meio-dia. Sol de verão. Um corpo morto no meio da calçada. Nenhum ruído a não ser o zunido dos carros. Os passos desaceleram enquanto me aproximo do corpo: pelos ásperos, compridos, rajados de preto e rosa, patas em arco, unhas compridas como se congelado em pleno movimento, focinho longo de quem a terra quer comer. O corpo do filhote desgarrado de uma mãe em luto, atropelou-me. Na estrada da cidade-avião, Necrópole transformada em oásis pelos arquitetos, milhares de vidas acurraladas buscam refúgio nos seus jardins. Como velar por este morto? O filhote de tamanduá a quem não encontro nome a não ser Fuga, atropelado pela ferocidade dos carros, envenenado pelas peçonhentas plantações, morto pela expansiva cidade que acurrala qualquer vida que não se adapte a ela. 55 milhões de anos, neste instante. Azul meia-noite. Os bichos retornam à cidade. Fazem ninhos nos parques de estacionamento. Celebram o lixo de seus habitantes num festim noturno que foge à tirania do sol, dos monumentos, das estradas, dos palanques. Feitiço animalesco contra o império da morte na calada da noite americana: tempo que faz do dia noite. Também tempo do bicho-cinema que tenta acompanhar Fuga através de sua própria pele de flme vencido, em vias de extinção. Analógica pele escamando o fim de um século marcado pela sua maior característica: o lixo. Analógico lixo resgatado como testemunha desta fauna em fuga da extinção”  É assim que a artista Ana Vaz retrata através de uma visão muito própria as criaturas da noite do jardim, ao mesmo tempo que faz o paralelismo com a vida na cidade e as suas inquietudes.  

 

“É Noite na América” é uma exposição em formato de instalação fílmica gravada no jardim zoológico de Brasília, habitat de centenas de espécies resgatadas na cidade. Tamanduás, lobos-guará, corujas, cachorros-do-mato, capivaras, carcarás se encontram com biólogos, veterinárias, cuidadores e a polícia ambiental, que através de uma trama soturna onde os desafios da preservação da vida tecem uma trama de perspetivas cruzadas. Nesta iteração, a exposição expande-se de forma poética, assim como de arquivo, contos e conversas num diorama ilusionista onde é possível observar e sermos observados. No final de contas, quem são os verdadeiros cativos? As criaturas, ou nós? Uma exposição a não perder, patente na Escola das Artes da Universidade Católica no Porto até 7 de outubro. A entrada é livre e aberta a toda a comunidade. 

 

 

EXPOSIÇÃO “À NOITE NA AMÉRICA” 

Ana Vaz · 4 JULHO· 7 OUT 2022     

Curadoria de Daniel Ribas 

Entrada Livre · de terça a sexta · 14H00 – 19H00 

Sala de Exposições da Escola das Artes da Católica 

Rua de Diogo Botelho, 1327, 4169-005 Porto 

PARQUE NASCENTE INAUGURA PEÇA DE ARTE COLETIVA INSPIRADA NA NA SUA COMUNIDADE E NO PORTO

25 DE JUNHO | 19H00 | PISO 2

COM SHOWCASE DO CONCEITUADO PIANISTA JÚLIO RESENDE

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Para celebrar o amor incondicional e orgulho que os portuenses têm à sua cidade e à região do Porto, o Parque Nascente apresenta Azul Cale: uma peça de arte coletiva, composta por mais de 50 peças individuais, construídas em diferentes materiais e expostas ao longo de 25 metros suspensos. Poderá conhecer esta prova de amor ao Porto e à região a partir de 25 de junho.

 

A obra de arte coletiva inicia no piso 2 e termina no piso -3, tornando-se a maior peça alguma vez exposta no Parque Nascente. Composta por seis linhas que integram diferentes elementos ao longo de todo o seu comprimento, a peça é uma demonstração de amor à região composta por mais de 50 elementos suspensos.

 O processo para se chegar à Azul Cale iniciou em meados de 2021. O Parque Nascente tinha como objetivo criar um espaço para celebrar e homenagear a sua comunidade, oferecer algo único e diferenciador que orgulhasse todos. Neste sentido, lançou o Projeto #ArteComTodos, integrado no âmbito do projeto #MãosComVida, englobado na sua política de Actforgood. Numa primeira fase desenvolveram-se 2 workshops, que contaram com a participação de 20 pessoas, entre clientes e lojistas do centro comercial, que foram desafiadas a exprimir o que sentem pela região do Porto  através de desenhos e peças em plasticina. Destes workshops nasceram os vários elementos que compõe agora a peça em exposição.

 

A fase seguinte, envolveu o processo criativo de traduzir todos os elementos num único objeto de arte que pudesse ser exposto com a curadoria de Bruno Pereira do Lab Design / Departamento.

 

 Algumas das peças são palavras como Saudade, Amor, Tradição, Orgulho ou Vida. Outras remetem para monumentos da região, como as várias pontes sobre o Douro ou os Clérigos. Outras ainda são símbolos muito pessoais que os participantes do workshop quiseram evidenciar como lembrança da região.

A criação desta peça é um reflexo dos bons momentos que os clientes tem no Parque Nascente e, por isso, cada uma das peças foi pensada ao detalhe utilizando  cores vibrantes que nos transmitem a energia, felicidade e leveza da região, entre elas o amarelo, o rosa-choque, o verde fluorescente e púrpura. Sem nunca faltar o azul tão tradicionalmente associado.

A peça tem o nome de Azul Cale: conta a história que Portus Cale era uma antiga cidade da Galécia romana situada na atual região do Porto. Durante a Idade Média, a atual região, foi denominada como Condado Portucalense ficando conhecida como Porto Cale (Cale em grego quer dizer Belo).

 

Inaugura a 25 de junho às 19 horas com um concerto gratuito do Júlio Resende para todos os clientes e visitantes do Parque Nascente. Na área da exposição pode ainda ter a oportunidade de ver os testemunhos dos participantes e conhecer as caras e as histórias por trás das peças que compõe a Azul Cale.

 

Ao longo dos próximos meses o Parque Nascente irá promover  a visita de artistas das mais diversas áreas para que estes também nos possam mostrar como veem a cidade do Porto e em particular a sua interpretação da peça Azul Cale.

 

O Parque Nascente convida todos os apaixonados pela arte e pela região do Porto a verem de perto esta obra que é feita de e para a comunidade.

Porto recebe exposição sobre o Bicentenário da Independência do Brasil

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Porto recebe exposição sobre o Bicentenário da Independência do Brasil para celebrar a história partilhada entre Portugal e o país lusófono
 
-  Exposição é promovida pelo MMIPO – Museu e Igreja da Misericórdia do Porto com o apoio da corretora ActivTrades e acontece no dia 18 de maio
- Iniciativa inclui obras em formato de NFT do brasileiro Luciano Martins para dar a conhecer e recordar os factos e as figuras que unem as duas nações irmãs
No âmbito das comemorações do Bicentenário da Independência do Brasil, promovidas pela Santa Casa da Misericórdia do Porto até ao início de 2023, o MMIPO - Museu e Igreja da Misericórdia do Porto, recebe no dia 18 de maio a exposição “200 Anos da Independência do Brasil”, com o apoio da corretora financeira ActivTrades. Organizada pela Arco Real Consulting, especializada em divulgação e curadoria de arte Internacional, a exposição é composta por obras de pintura, escultura e fotografias, a mostra leva à Invicta uma abordagem expositiva que evoca as memórias da relação da Santa Casa da Misericórdia do Porto com o Brasil ao longo dos séculos.
 
Esta relação entre as duas nações irmãs é explorada através de vários rostos, muito pela querida personagem de D. Pedro IV, D. Pedro I do Brasil, provedor desta Santa Casa durante a Guerra do Cerco, bem como pelos bons homens e mulheres que desenvolveram a Misericórdia do Porto entre os séculos XIX e XX. Além do espólio da Misericórdia do Porto, a exposição apresentará o trabalho de Luciano Martins, artista plástico brasileiro que se tornou muito conhecido pela pintura com traços infantis e lúdicos. Obras tradicionais e em formato de NFT irão expor a sua perspetiva e paralelismo com a arte contemporânea e levarão os visitantes num encontro entre um passado cultural mais tradicional e um futuro artístico mais tecnológico.
 
De acordo com António Tavares, Provedor da Misericórdia do Porto, “evocar estas e outras memórias foi o mote para a Misericórdia do Porto associar-se às comemorações dos 200 anos da Independência do Brasil, que terão início a partir do dia 18 de maio, Dia Internacional dos Museus, com uma exposição retrospetiva da relação histórica e cultural entre Portugal e o Brasil, e entre esta nação e a Misericórdia do Porto.”
 
Será possível adquirir bilhetes para a exposição na bilheteira do MMIPO, todos os dias das 10h00 às 18h30 (horário de verão) entre 1 de abril e 30 de setembro, e das 10h00 às 17h30 (horário de inverno) entre 1 de outubro a 31 de março.
 
As comemorações do Bicentenário da Independência do Brasil (1822-2022) contarão ainda com inúmeras exposições, workshops e concertos, que vêm relembrar os vários momentos de encontro entre Portugal e o Brasil.
 
 

ESTREIA - Entrada gratuita | CORTEJO, de Tiago Cadete e Solange Freitas

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A performance CORTEJO, de Tiago Cadete e Solange Freitas, estreia a 16 de Junho, nos Jardins do Palácio de Cristal no Porto, precisamente 88 anos depois da data de abertura da Exposição Colonial Portuguesa (Porto, 1934).

 

CORTEJO é uma visita guiada-performática nos Jardins do Palácio de Cristal, local onde foi realizada a Exposição Colonial Portuguesa de 1934, através da qual os espaços e ideias da exposição são tensionados pela ausência dos edifícios e dos corpos ou pela sua substituição através de novas temáticas. A evocação das ruínas ou dos espaços vazios são a lógica que opera todo o percurso.

 

ESTREIA | JARDINS DO PALÁCIO DE CRISTAL, PORTO

De 16 a 19 Junho | duas sessões por dia, às 11h00 e às 15h00

Entrada gratuita mediante reserva: cortejoreservas@gmail.com

 

Sinopse:

A cidade do Porto mudou drasticamente a sua oferta turística nos últimos anos, essa mudança herda diversas tentativas de colocar o Porto no centro do turismo mundial, projecto que tem sido desenvolvido nos últimos anos com grandes eventos como Porto Capital Europeia da Cultura 2001. Este e outros eventos periféricos foram apostas estratégicas em colocar o Porto nas rotas do turismo mundial. Mas existe um projecto denominado Exposição Colonial Portuguesa 1934, que funciona como momento seminal para uma ideia de construção Monumental de identidade nacional. Na exposição com alto teor de propaganda do regime, são criadas noções de tradição e regionalismo.

 

A exposição, Exposição Colonial Portuguesa 1934, cheia de construções arquitetónicas de caráter efémero. A maioria dos edifícios era feita em ferro, madeira e gesso, reforçando o caráter teatral do evento. Durante a permanência da exposição foram realizados cortejos e encenações das figuras históricas determinantes para o processo de expansão territorial.

O Futuro da Sustentabilidade no Turismo em discussão na Porto Business School

 

Na próxima terça-feira, dia 14 de junho, pelas 15h00, a Porto Business School organiza, em parceria com o Turismo de Portugal e a Escola de Hotelaria e Turismo do Porto, uma mesa-redonda que abordará questões como o Futuro da Sustentabilidade no Turismo em Portugal, com foco ainda para um caminho mais sustentável e, quais são os desafios que os ESGs trazem ao setor turístico!

O programa conta com a presença da Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, para fazer a sessão de encerramento. 

 

PROGRAMA

15h00 | Boas-Vindas

Patrícia Teixeira Lopes – Associate Dean da Porto Business School

15h30 | Mesa-redonda – Turismo como um negócio sustentável

Elisabete Félix| Business Development Director - Turismo de Portugal

Francisco Moser | Head of Hospitality - Norfin | Board Member - Vilamoura World

Anabela Vaz Ribeiro | Managing Partner - Pedra Base Consultoria | Executive Director - Global Compact Network Portugal)

Igniter: Paulo Vaz | Docente da Porto Business School e Diretor da Escola de Hotelaria e Turismo do Porto - Turismo de Portugal

16h30 | Sessão de Encerramento

Rita Marques | Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços

16h45 | Cocktail

 

A sessão é presencial e aberta ao público. Pode inscrever-se, gratuitamente, através deste link.

"É" - Um espectáculo comunitário de integração pela arte

É! Um espectáculo comunitário que dá voz
às pessoas em situação de vulnerabilidade social


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Cerca de um ano depois, projeto SOmOS, de integração pela arte, termina com espetáculo para a cidade
 
É!ste espectáculo de teatro é o culminar de mais de um ano de trabalho com populações em situação de exclusão e reflecte sobre a forma como se pode bater no fundo, como se sobrevive à desumanização, à invisibilidade, aos enredos kafkianos da burocracia, de como pequenos gestos podem mudar uma história de vida ou de como se perde e, por vezes, se reacende a esperança.

Data única - Dia 8 de junho, às 21h30, no Teatro Campo Alegre. 
Entrada Livre
 
 
O projeto “SOmOS”, Existimos, Criamos, Somamos (P)ARTES desenvolveu entre 2021 e 2022 um intenso trabalho com diferentes grupos de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Depois de “Quem És Porto?” - Bibliotecas Vivas (que reuniu em outubro de 2021 várias dezenas de participantes decididos a contar a sua história de vida) e da oficina de Teatro Fórum que
resultou no espetáculo “Por Que Não Posso?”, já em fevereiro deste ano, fecha-se agora o círculo com a soma das partes, ou seja, este
“É!”, um espetáculo final criado a partir das experiências partilhadas e dos contributos dos participantes das oficinas anteriores, ao qual se juntou uma estrutura artística profissional.

Se nas primeiras oficinas o foco era centrado em cada um dos participantes, individualmente, nesta última, o centro é algo exterior a todos – um espetáculo! – em que todos e cada um contam como uma parte fundamental de um puzzle que ficará incompleto se alguma peça faltar. Estas são as bases da igualdade, da interdependência ou da empatia, valores que estão na base de todo o processo, assume Rui Spranger, responsável da Apuro Cultural e encenador deste espetáculo:
“Este É! resume em certa medida o caminho: revisitámos o teatro fórum, abordámos as histórias de vida de alguns dos atores para em seguida ficcioná-las, acrescentando, omitindo e desviando-nos também completamente delas, provocando hipóteses de possíveis realidades. Abordámos também
outras histórias de vida alheias aos atores para estabelecer uma cartografia dramatúrgica própria, estabelecida na união da vontade de todos.
Socorremo-nos de poemas e de excertos da dramaturgia mundial, mas a maioria das palavras ditas neste espetáculo não estão escritas. Um pouco como na Commedia dell’arte, existe um cannovaccio, uma estrutura simples a ser improvisada pelos atores, pelo que os espectadores terão acesso a algo irrepetível. Daí também a escolha deste título que ao invés da interrogativa dos
anteriores, usa a exclamação como reforço do que por vezes pode ser uma afirmação, noutras uma perplexidade e noutras ainda o desabafo que sai da garganta perante o absurdo ou a impotência.

As portas desta última oficina estiveram abertas a todos os que nela quiseram participar, promovendo a troca de experiências, saberes e a não guetização. Pelo que participam no espetáculo pessoas com percursos muito diversificados.
Diversos foram os caminhos que levaram à exclusão de alguns dos participantes, mas também diversos foram os caminhos que levaram à superação. E é esta superação que une todos os protagonistas deste espetáculo que fez um caminho traçado em conjunto, com confiança,  dedicação, respeito e generosidade”.
A iniciativa SOmOS envolveu a Apuro, Associação Cultural e Filantrópica, a PELE, Associação Social e Cultural e a Saber Compreender, estruturas locais com vasta experiência no trabalho de inclusão pela arte, e resultou de uma candidatura da Câmara Municipal do Porto ao Programa Operacional Norte 2020 do AIIA - Abordagens Integradas para a Inclusão Ativa, que teve
como objetivo reforçar e qualificar o ecossistema de empreendedorismo social do Porto e capacitar, organizar, alinhar e mobilizar os agentes envolvidos na inovação social e, mais concretamente, na capacitação e integração social pela arte.

As (p)artes de um todo
Saber Compreender
A Saber Compreender existe formalmente desde novembro de 2017 sendo uma organização sem fins lucrativos cuja missão é promover uma sociedade mais inclusiva, na qual, através do ativismo, as pessoas social e economicamente vulneráveis, em situação de privação, exclusão e risco, tenham acesso a condições para uma vida digna. Neste sentido as nossas ações orientam-se para o acompanhamento personalizado e individualizado dos cidadãos, promovendo a sua participação e envolvimento nos seus processos de inclusão e na defesa dos direitos humanos e em causas sociais.
A este nível, importa referir que a Saber Compreender possui um Conselho Consultivo (que é constituído fundamentalmente por pessoas que vivenciam ou vivenciaram situações de sem-abrigo ou outro tipo de exclusão) onde impera o princípio da participação e onde a voz dos cidadãos na primeira pessoa é primordial. Para promover a voz dos cidadãos, a Associação tem apostado no
desenvolvimento de metodologias participativas como por exemplo o Photovoice e as Bibliotecas Vivas onde os cidadãos são os verdadeiros protagonistas da ação. No entanto, temos consciência que estes processos não são fáceis e que nem todos os cidadãos se encontram no mesmo nível de
participação. Por isso, temos de garantir as condições mínimas para que a participação se concretize: respeitar os interesses e as perceções das pessoas; tempo para participar e sobretudo informação. Muito dificilmente conseguiremos a participação das pessoas se estas não tiverem
informação suficiente sobre as questões em análise e/ou em discussão. Por isso, a Saber Compreender possui know-how no desenvolvimento de processos participativos e a identificação de pessoas com estas vivências é facilitado pelo trabalho de proximidade que a associação desenvolve
diariamente com estes públicos.

PELE, Associação Social e Cultural
A PELE é um coletivo que desenvolve projetos de criação artística enquanto espaços de reflexão, ação e participação cívica e política, potenciando processos de transformação individual e coletiva.
Desde 2007 procura que a sua atuação se mantenha alinhada com as urgências dos territórios e das comunidades, privilegiando a acessibilidade e a participação artística em múltiplas centralidades. Através do cruzamento de públicos, sectores, linguagens artísticas, territórios e parceiros, gera espaços de tomada de decisão horizontais e modelos alternativos de criação coletiva.

APURO, Associação Cultural e Filantrópica
A Apuro – Associação Cultural e Filantrópica foi fundada em 2012 e desde então produziu 76 produções culturais nas suas diversas áreas de atuação: Cinema, Teatro, Spoken Words, Novo-Circo, Música e Edição de Livros que correspondem a mais de 260 eventos.
Apoiou vários intermitentes do espetáculo e cidadãos em situação de carência e foi coordenadora do Eixo “Vozes do Silêncio” do NPISA – Porto entre 2016 e 2018. Com a nova estratégia nacional para os sem-abrigo, integra o “Eixo 4 – Participação e Cidadania” do NPISA. É membro da Rede Social do Porto. Colaborou também com a Associação do Porto de Paralisia Cerebral tendo editado dois livros associados à mesma. A Apuro conta com mais de 100 associados e estabeleceu-se como uma rede dinâmica de produção cultural e apoio social.

Ficha Artística
Interpretação: Artur Fontes, Carlos Rodrigues, Daniela Couceiro, Emílio Costa, Fernando André, José Miguel Oliveira, Vilma Ranito, Ana Black Rose, Isabel Cardoso, Cândida Conceição, Simão Luis, Natércia Franco, Rui Spranger, Ricardo Mestre, Inácio Carvalho, Rui David.
Encenação- Rui Spranger (Apuro)
Música original - Rui David (Apuro)
Mediação Socioeducativa - Mara Barros e Alexandra Fiães (EAPN)
Produção- Fernando André (Apuro)
Assistência de produção - Simão Luís (Apuro)
Apoio à mobilização e dinamização - Daniela Couceiro (ASAS de Ramalde)
Comunicação - Rui David (Apuro)
Vídeo - Rita Duque
Desenho de Luz - Rui Damas
Apoio - Junta de Freguesia do Bonfim
Agradecimentos - Asas de Ramalde, Pé de Vento, Mané Carvalho
 
 
 

Nova Exposição “Campos Minados” de Alice Miceli retrata realidade em territórios de conflito

 

“Em profundidade (campos minados): Angola e Bósnia” é o nome da mais recente exposição da artista brasileira Alice Miceli, com curadoria de Luiz Camillo Osorio, que estará patente na Sala de Exposições da Escola das Artes da Universidade Católica no Porto. A inauguração, agendada para 5 de maio às 18h15, contará com um momento de conversa entre a artista e o curador, seguido de uma visita guiada à exposição e de um EA Dashed Concert do artista de som de Beirute Mhamad Safa. 

 

A exposição da artista tem por base a captação de imagens em territórios que passaram por conflito e com a existência de minas subterrâneas que continuam ativas até os dias de hoje mesmo depois de declarada a paz. “Em profundidade (campos minados): Angola e Bósnia” é composta por quatro conjuntos de imagens que se complementam, um em cada Continente, nomeadamente nos países: Camboja, Bósnia, Colômbia e Angola. Duas destas séries, referentes à Bósnia e Angola serão expostas na Escola das Artes. A mostra deste trabalho surge precisamente num momento como o atual, em que está a decorrer uma guerra em território europeu com potencial nuclear. 

 

“Não há drama nas imagens, parecem paisagens prosaicas e ao mesmo tempo estranhas, intrigantes. Se o espectador passar rápido por elas, não vai ver nada. É aí que sempre mora o perigo. A ameaça iminente está nos detalhes”, refere Luiz Camillo Osorio descrevendo a exposição. 

 

Esta obra desdobra uma interrogação que já era muito clara no projeto anterior da artista, sobre Chernobyl – o de encontrar alguma visibilidade para o que nos ameaça concretamente e que não é percetível a olho nú, nem tampouco através da câmara. É precisamente transformar em imagens esta invisibilidade que a artista concebe para esta exposição.  

A viver entre Beirute e Londres, Mhamad Safa é um produtor/arquiteto de som e investigador que se já apresentou o seu trabalho performativo no Goethe Institute em Beirut, no Arab Center for Architecture, no Institute for Contemporary Art in London, no Centre for Research Architecture in London, e no Sharjah Architecture Triennial, entre outros. O EA Dashed Concert do artista realizar-se-á pelas 21h30. 

 

A exposição “Em profundidade (campos minados): Angola e Bósnia” que será inaugurada a 5 de maio, está inserida no Spring Seminar “Traumatic Landscape”, que decorre de 4 a 6 de maio, na Escola das Artes onde Alice Miceli será uma das artistas convidadas 

EXPOSIÇÃO “EM PROFUNDIDADE” (CAMPOS MINADOS) 

Alice Miceli · 5 de MAIO · 23 de junho 

Curadoria de Luiz Camillo Osorio 

Entrada Livre · de terça a sexta · 14H00 – 19H00 

Sala de Exposições da Escola das Artes da Católica 

Rua de Diogo Botelho, 1327, 4169-005 Porto 

Casa Comum Fest encerra com eventos no dia 30 de abril

 

 

Foram 100 os eventos em abril que a Universidade do Porto realizou, no âmbito da iniciativa Casa Comum Fest, um festival cultural que promoveu o diálogo entre as várias instituições da Universidade do Porto, diversos artistas e toda a cidade.

 

Ciclo de Cinema Português

 

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UMA ABELHA NA CHUVA (1971), DE FERNANDO LOPES

30 ABRIL, 21H00, CASA COMUM – REITORIA DA U. PORTO

 

 

O ciclo cinema Memória, Cidadania e Liberdade composto por 6 filmes portugueses, inscreve-se nos meses de abril e maio, que são dias em que se festeja a memória histórica que nos trouxe, com a Revolução dos Cravos, a liberdade e o pleno exercício de uma cidadania democrática. No dia 30 de abril, pelas 21h00 será exibido o segundo filme – Uma Abelha na Chuva (1971), de Fernando Lopes, onde se destacam as interpretações admiráveis de Laura Soveral e João Guedes. A apresentação dos restantes filmes deste Ciclo de Cinema Português terá lugar nos dias 6, 13, 20 e 27 de maio.

 

 

 

 

Evento

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BAILE DE DANÇAS TRADICIONAIS PORTUGUESAS

30 ABRIL, 21H00, CASA COMUM – REITORIA DA U. PORTO

 


No próximo dia 30 de abril,  pelas 21h30, o NEFUP – Núcleo de Etnografia e Folclore da Universidade do Porto organizará, na Reitoria da Universidade do Porto, um Baile de danças sociais tradicionais portuguesas, com música ao vivo, interpretada pela Orquestra do NEFUP e pel’Os Finfas de Nespereira, uma das mais antigas e renomadas orquestras tradicionais da região duriense.

Cultura | Artist Talk com artista Rosangela Rennó - "Do analógico ao digital, sem preconceitos, sem hierarquias, contra a ignorância estrutural"

Entrada livre, a 28 de abril, 18h30, na Universidade Católica no Porto, 

 

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Artista plástica Rosangela Rennó participa em Aula Aberta sobre “Do analógico ao digital, sem preconceitos, sem hierarquias, contra a ignorância estrutural” 

 

No próximo dia 28 de abril, às 18h30, a Escola das Artes da Universidade Católica abre as portas a Rosângela Rennó, artista plástica brasileira, que participará em mais uma Aula Aberta, desta vez sob o tema “Do analógico ao digital,sem preconceitos, sem hierarquias, contra a ignorância estrutural”. O evento irá decorrer em modo presencial, no Auditório Ilídio Pinho, e é aberto aos estudantes e a toda a comunidade.  

 

O trabalho da artista caracteriza-se pela apropriação de imagens descartadas, sendo a grande maioria encontradas em mercados e feiras, e pela investigação das relações entre a memória e o esquecimento. Nas suas fotografias, objetos, vídeos ou instalações, Rosângela Rennó trabalha com álbuns de família e imagens obtidas em arquivos públicos ou privados. Partindo da apropriação e releitura de arquivos fotográficos, públicos e particulares, ou através da reinvenção de modos de arquivo de imagens, a artista desenvolve o tema do estatuto da fotografia e da transformação desde o modelo analógico ao digital há mais de 30 anos.  

 

Na aula aberta do dia 28 de abril, Rosângela Rennó apresentará uma seleção de trabalhos de diferentes épocas, realizados a partir de imagens de acervos históricos, que colocam em evidência as políticas de amnésia e da ‘ignorância estrutural’, percebidas tanto no Brasil como noutros países que têm uma considerável herança colonial. As suas obras já foram expostas individualmente em diversos países e instituições, como por exemplo, na Pinacoteca de São Paulo, Cristina Guerra Contemporary Art, Photographers’ Gallery, Instituto Moreira Salles, Centro Atlántico de Arte Moderno CAAM, Museum of Contemporary Art MOCA e Fundação Calouste Gulbenkian.  

 

“Anualmente, a Escola das Artes da Universidade Católica organiza estas Aulas Abertas para expor temas de maior relevância em torno das práticas artísticas contemporâneas. Nestas sessões públicas abertas à comunidade, os nossos estudantes têm uma oportunidade única de entrar em contacto com artistas, curadores e pensadores que estão na vanguarda das suas respetivas áreas”, afirma o professor Daniel Ribas, coordenador do mestrado em Cinema da Escola das Artes. 

 

O programa das Aulas Abertas 2022 da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa no Porto integra artistas, investigadores e ativistas de áreas e contextos distintos. Os encontros têm como objetivo contribuir para os debates contemporâneos que circundam as práticas artísticas e o pensamento crítico.  

 

As aulas abertas arrancaram no mês de fevereiro e além de Rosângela Rennó, os outros nomes já confirmados são Filipa Lowndes Vicente (12 de maio), Jessica Sarah Rinland (19 de maio) e Marinho de Pina (26 de maio). 

As Aulas Abertas são de entrada gratuita e realizam-se às quintas-feiras (18h30), entre fevereiro e maio de 2022, no Auditório Ilídio Pinho na Escola das Artes, Universidade Católica Portuguesa. 

 

AULA ABERTA COM ROSÂNGELA RENNÓ  

  • 28 ABRIL · 18H30

Entrada Livre  

Escola das Artes 

Universidade Católica Portuguesa no Porto 

Rua de Diogo Botelho, 1327, 4169-005 Porto