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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

TNSJ: clássico de Alfred de Musset em estreia nacional "fora de portas"

Em cena de 23 de outubro a 14 de novembro

TNSJ: clássico de Alfred de Musset

em estreia nacional “fora de portas”

 

Lorenzaccio © Créditos Reservados.jpg

 

Lorenzaccio conta com encenação de Rogério de Carvalho e resulta de uma coprodução do Teatro do Bolhão e do Teatro Nacional São João

 

Lorenzaccio, de Alfred de Musset (1834), é apresentado pela primeira vez em Portugal, numa coprodução do Teatro do Bolhão e do Teatro Nacional São João (TNSJ). A peça – tida como “irrepresentável ou encenada em versões amputadas” – conta com a encenação de Rogério de Carvalho e com tradução e dramaturgia de Alexandra Moreira da Silva. O espetáculo estará em cena entre 23 de outubro e 14 de novembro, no Palácio do Bolhão, indo ao encontro da estratégia de descentralização do TNSJ reforçada em ano de Centenário.

 

Contada a partir de relatos de Florença, do século XVI, o texto – considerado uma obra crucial do drama romântico francês – é uma sátira à fácil corrupção dos valores humanos perante o desejo de poder. O protagonista deste drama é Lorenzo – mais conhecido pelo nome depreciativo “Lorenzaccio” –, um jovem inquieto que acaba por assassinar o seu primo, Alessandro de’ Medici, a representação do vício, da degradação moral e da corrupção. O texto aborda uma comunidade humana impotente face ao desmoronamento do poder e à sua capacidade de dissimulação. Um retrato do nosso tempo?

 

O espetáculo pode ser visto às quartas e quintas-feiras, às 19h00; às sextas-feiras e sábados, às 21h30; e aos domingos às 16h00. No dia 25 de outubro, está agendada uma conversa pós-espetáculo. Já no dia 1 de novembro, a sessão conta com interpretação em Língua Gestual Portuguesa. O preço dos bilhetes é de 10 euros.

 

 

O Teatro Nacional São João (TNSJ) é, desde 2007, uma Entidade Pública Empresarial, assumindo ainda a responsabilidade da gestão de mais dois espaços culturais da cidade do Porto: Teatro Carlos Alberto e Mosteiro São Bento da Vitória. O TNSJ é o único membro português na União dos Teatros da Europa (UTE), organização que congrega alguns dos mais importantes teatros públicos do espaço europeu, integrando o Conselho de Administração da entidade.

Escola das Artes arranca 2020/2021 com Pathosformel de Vasco Araújo

Inauguração a 16 de outubro, às 17h30

Escola das Artes arranca 2020/2021

com Pathosformel de Vasco Araújo

Still de Pathosformel (2020) de Vasco Araújo.jpg

 

Exposição de trabalhos inéditos do artista resulta de residência realizada na Escola. Instalação ficará patente até 29 de janeiro de 2021

 

A Escola das Artes (EA) da Católica no Porto prepara-se para receber a primeira exposição do novo ano letivo. Pathosformel, trabalho inédito de Vasco Araújo, é uma exposição/filme/vídeo que tem como premissa a desconstrução e reconstrução de códigos comportamentais que refletem sobre a relação do sujeito com o mundo exterior a ele.

 

A inauguração será no dia 16 de outubro, às 17h30 e contará com dois momentos: às 17h30, a exposição será aberta ao público e, às 18h30, a versão fílmica de Pathosformel será apresentada no Auditório Ilídio Pinho, seguida de uma conversa com o artista e o curador Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes. A instalação poderá ser visitada de terça a sexta-feira, das 14h00 às 19h00, sem marcação prévia, ficando patente até 29 de janeiro de 2021.

 

Amplamente alicerçado na Literatura, na Filosofia, nos Estudos Clássicos, na Ópera, na Etiqueta Palaciana e na Mitologia Greco-Romana, Vasco Araújo pretende expor, criticamente, temas como o olhar do outro, a ambiguidade potencial das relações interpessoais, a fragilidade dos sistemas tomados por garantidos, a tragédia versus melodrama, a construção de uma ideia de real, as relações entre identidade e sexualidade, a virtude e a moral do dever, a geografia dos afetos e as pulsões do desejo e da paixão.

 

Pathosformel resulta de uma residência artística de Vasco Araújo na Escola das Artes durante o ano letivo de 2019/2020. Com curadoria de Nuno Crespo, diretor da EA, esta exposição teve o apoio do Criatório da Câmara Municipal do Porto e da Direção-Geral das Artes.

SERRALVES // 06 OUT 19H00 // CONFERÊNCIA: POLITICAL ACTIVISM por ALEXANDRA MUNROE

ATIVISMO DE YOKO ONO DEBATIDO EM SERRALVES

 

CONFERÊNCIA: POLITICAL ACTIVISM

Conferência em live streaming

 

06 OUT 2020

19:00

 

 

Nesta conferência, Alexandra Munroe, curadora sénior de arte asiática no Guggenheim Museum em Nova Iorque, abordará o ativismo político na obra de Yoko Ono. Ativismo que se manifesta ao longo da sua extensa carreira e que Alexandra Munroe relacionará com as obras presentes na exposição Yoko Ono: O jardim da aprendizagem da liberdade, patente no Museu de Serralves até ao dia 15 de novembro de 2020.

 

 

Alexandra Munroe, trabalhou com Yoko Ono ao longo da sua carreira curatorial e organizou a premiada exposição retrospetiva YES: Yoko Ono, que percorreu 13 cidades mundiais em 2000-2003.

 

Acesso: Conferência em live streaming, com acesso gratuito, a partir de inscrição prévia.

Mais informações em www.serralves.pt

 

Nuno Carinhas e João Cardoso encenam Comédia de Bastidores no TNSJ

 

Comédia de Bastidores 3 ©TUNA_TNSJ.jpg

 

Evento: Comédia de Bastidores

Local: Teatro Nacional São João, Porto

Data: de 1 a 11 de outubro 

Preço: entre 7,50 e 16 euros

Horário:

Quarta-feira e sábado, às 19h00

Quinta e sexta-feira, às 21h00

Domingo, às 16h00

 

A estreia de Comédia de Bastidores, no dia 1 de outubro, marca o regresso de Nuno Carinhas ao Teatro Nacional São João (TNSJ), Casa que foi sua enquanto diretor artístico por uma década. A ele junta-se João Cardoso que em 1997 levou este mesmo espetáculo a palco, numa encenação para o Teatro Experimental do Porto. De Alan Ayckbourn, refinado experimentalista e praticante do “divertimento teatral”, a peça vai transportar o público para um contexto que se aproxima: a ceia de Natal. O espetáculo fica em cena até ao dia 11 de outubro.

 

Comédia de Bastidores divide-se em três atos, distribuindo a ação por três Natais sucessivos, que têm como bastidores três cozinhas onde figuram três casais disfuncionais. “Dolorosamente divertido”, o espetáculo explora questões como o casamento burguês, o adultério, os conflitos de classe e as pequenas obsessões. A peça sobe ao palco à quarta-feira e sábado, às 19h00; à quinta e sexta-feira, às 21h00; e ao domingo, às 16h00. A récita de dia 4 de outubro conta com tradução simultânea em Linguagem Gestual Portuguesa, assim como com uma conversa no final do espetáculo. O preço dos bilhetes varia entre os 7,50 e os 16 euros.

 

Deftones - Novo álbum e Apresentação no North Music Festival a 21 de Maio

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Finalmente, é chegado o dia do lançamento do novo álbum discográfico dos Deftones: o tão esperado “Ohms” está agora disponível ao público. O álbum é assinado por Terry Date, produtor que trabalhou com o grupo em Around the Fur, White Pony e homónimo.
“Ohms” é o disco sucessor de Gore (2016) e, através dos singles “Ohms” e “Génesis” entretanto já disponibilizados, é perceptível que o caminho escolhido pela banda remete para a sonoridade do seu passado, como era de se esperar pela parceria com o produtor Date.
Chino Moreno já teceu comentários sobre o novo álbum de estúdio dos Deftones e reforçou a necessidade da banda continuar a desafiar-se criativamente: “Há pequenas coisas que tentámos fazer e que têm o objectivo de separação com o que já foi feito no passado”.

Chino Moreno refere que “Ohms” é um álbum  inequivocamente Deftones, pois a banda continua a expandir-se e a construir com base nas suas raízes e no seu próprio ADN. «Escrever e formatar uma canção não é difícil. Mas penso que é mais ou menos tentar não cair nessas fórmulas e apenas repetir as coisas que se fizeram no passado. Mesmo antes de fazermos isto, a cada entrevista que eu dava, perguntavam-me: ‘Como é que é o novo disco? Parece-te o White Pony? Será que soa assim?’ Acho que não. Acho que se tivesse de escolher um disco, provavelmente poderia encontrar um que soasse mais parecido. Obviamente, vai haver elementos. Penso que ainda somos nós, e a minha voz continua a ser a minha voz. Todos nós temos as nossas próprias características. Penso que quando se ouve uma canção dos Deftones, pode dizer-se que somos nós, mas a ideia é expandir o que fizemos no passado, para que isso possa ser um desafio».
O vocalista afirmou também que os Deftones não tentaram reinventar-se completamente em “Ohms”, mas sublinha: «Há pequenas coisas que eu penso que tentámos fazer para o separar do que fizemos no passado. Esses são os desafios, e com cada registo essa parte fica um pouco mais difícil. Quanto mais coisas se tem no paladar, mais fácil é repetir algumas dessas coisas. Portanto, a ideia é tentar chegar a outro paladar aqui e ali, e sacar coisas de diferentes influências».
Deftones marcam presença no North Music Festival, concretamente no dia 21 de Maio de 2021, onde, claro está, incluirão a apresentação do novo álbum no seu espetáculo.

SERRALVES // 19 & 20 SET // CINEMA DE YOKO ONO PARA VER EM SERRALVES

 

 

O CINEMA DE YOKO ONO PARA VER EM SERRALVES

 

SETE CURTAS DE YOKO ONO (E JOHN LENNON)

&

IMAGINE

 

Imagem: https://we.tl/t-K5sgNgDiK7

Yoko Ono, CUT PIECE, 1964/1965; Performed by the artist, as part of NEW WORKS OF YOKO ONO, Carnegie Recital Hall, New York City; (March 21, 1965); Photo: Minoru Niizuma

© Yoko Ono

 

A primeira parte do programa inicia no sábado, dia 19, pelas 17.00 com SETE CURTAS DE YOKO ONO E JOHN LENNON. A japonesa Yoko Ono, nome seminal da arte conceptual, experimentou a realização de cinema em meados dos anos 1960, em Nova Iorque, através do coletivo Fluxus, comandado por George Maciunas. Nestas sete curtas, Ono dá a ver a variedade e complexidade dos filmes feitos por si realizados, começando pelos trabalhos com câmara de alta velocidade (Film no. 1 (Match) Eyeblink), passando pelas performances filmadas (tanto as mais antigas, Lion Wrapping Event, 1967, e Museum of Modern Art, 1971, como as mais recentes, Painting to Shake Hands, 2012), sem esquecer, naturalmente, as suas colaborações com John Lennon (Two Virgins e Apotheosis). Sete filmes que pensam o próprio meio do cinema, exploram os limites da representação,  investigam as possibilidades desta arte do tempo e que, também, nos divertem, surpreendem e interrogam.

 

No dia seguinte, domingo,  à mesma hora, 17h00, no auditório de Serralves, os olhares vão para  IMAGINE.  Filme icónico, Filmado de forma improvisada a partir do álbum homónimo de John Lennon (mas também com temas do álbum de Yoko Ono, FLY),  é um filme solar, de uma enorme liberdade formal, repleto de elementos surrealistas que, segundo Ono, remetem para a obra do poeta e realizador Jean Cocteau.  Praticamente sem palavras, apenas guiada pelas letras das canções e por obras da artista (surgem, ao longo do filme, Play it by Trust, o tabuleiro de xadrez composto apenas por peças brancas, o livro Grapefruit e performances como a Bag Piece e a Whisper Piece), o filme conta com a participação de amigos do casal como George Harrison e o cineasta de vanguarda Jonas Mekas, mas também Andy Warhol, o ator Jack Nicholson, o apresentador de televisão Dick Cavett e um número musical com Fred Astaire. Restaurado e remasterizado em 2018, a partir dos elementos originais, esta será a primeira apresentação da nova cópia do filme em Portugal.

 

 

PROGRAMA:

            SÁBADO (19 SET), 17:00

 

 

SETE CURTAS DE YOKO ONO (E JOHN LENNON)

Auditório do Museu

 

USA,UK | 1966-2012 | 68 min.

Yoko Ono, John Lennon

 

  1. FilmNo. 1 ('Match') [Fluxfilm No. 14], 1966, USA, 5 min.

© 1966 Yoko Ono

  1. Eyeblink[Fluxfilm No. 15], 1966, USA, 2 min.

© 1966 Yoko Ono

  1. Two Virgins, 1968, UK, John Lennon/Yoko Ono, 19 min.

© 1968 Yoko Ono Lennon

  1. Lion Wrapping Event, 1967, UK, 26 min.

© 1967 Yoko Ono

  1. Museum Of Modern Art, 1971, USA, 9 min.

© 1971 Yoko Ono

  1. Painting To Shake Hands, 2012, UK, 5 min.

© 2012 Yoko Ono

  1. Apotheosis, 1970, UK, John Lennon/Yoko Ono, 18 min.

© 1970 Yoko Ono Lennon

 

DOMINGO (20 SET), 17:00

 

IMAGINE

CINEMA

Auditório

USA | 1972 | 74 min.

Yoko Ono, John Lennon

Estreia portuguesa na nova cópia digital restaurada

 

 

 

TNSJ recebe antestreia do filme O Ano da Morte de Ricardo Reis

Este domingo, 20 de setembro, no Porto

O Ano da Morte de Ricardo Reis 2 © Créditos Rese

 

 

Pilar del Río é uma das personalidades que assistirá à adaptação do cineasta João Botelho, juntamente com os atores que compõem o elenco

 

O Teatro Nacional São João (TNSJ) vai ser o primeiro espaço a exibir O Ano da Morte de Ricardo Reis, o mais recente filme do cineasta João Botelho. Concebida a partir da obra homónima de José Saramago, a longa-metragem tem antestreia marcada para o dia 20 de setembro, às 21h00, e exalta o encontro peculiar entre o criador Fernando Pessoa (já defunto) e um dos seus heterónimos: Ricardo Reis. Na sessão, estarão presentes Pilar del Río, assim como os atores que compõem o elenco do filme.

 

Fernando Pessoa, Almeida Garrett, Eça de Queirós, Agustina Bessa-Luís ou Fernão Mendes Pinto são alguns dos autores de referência da literatura portuguesa que João Botelho já adaptou para o cinema – agora, chegou a vez do Prémio Nobel de Literatura de 1998, José Saramago. Juntando a imaginação de Fernando Pessoa e a ousadia de Saramago, o filme vai levar o público até ao ano de 1936, uma época marcada por extremos políticos: o fascismo de Mussolini e o nazismo de Hitler, o Estado Novo de Salazar e o deflagrar da Guerra Civil Espanhola.

 

Nesse ano “de todos os perigos”, Pessoa (Luís Lima Barreto) e Ricardo Reis (Chico Diaz) são dois “observadores”, aos quais se juntam duas mulheres: Lídia, interpretada por Catarina Wallenstein, e Marcenda, personagem de Victoria Guerra. “Para estar à altura deste notável romance de realismo fantástico” o cineasta optou por filmar a preto e branco, deixando para o final “uma explosão de cores” que irá transportar o espectador para os tempos contemporâneos. O Ano da Morte de Ricardo Reis é, para João Botelho “a luta contra o esquecimento, a afirmação da necessidade da leitura”.

 

Com produção da Ar de Filmes e coprodução da Fundação José Saramago, o filme vai ainda apresentar-se no Centro Cultural de Belém (CCB), nos dias 22 e 23 de setembro, ficando depois disponível nas salas de cinema nacionais. O preço do bilhete é de 6 euros.

TNSJ acolhe lançamento de 14 obras inéditas de Abel Neves

No próximo sábado, 12 de setembro, às 16h00

TNSJ acolhe lançamento de

14 obras inéditas de Abel Neves

 

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Sessão será conduzida por Jorge Louraço Figueira. Excertos das obras serão lidos pelo elenco residente do Teatro Nacional São João

 

No próximo sábado, 12 de setembro, às 16h00, o Salão Nobre do Teatro Nacional São João (TNSJ) acolhe o lançamento de 14 obras inéditas de Abel Neves, um dos dramaturgos portugueses mais prolíficos. A sessão conta com a apresentação de Jorge Louraço Figueira e com o contributo do elenco residente do TNSJ que assumirá a leitura de excertos das obras.

 

Os 14 volumes* são publicados pela Editora Húmus, parceira de longo curso do TNSJ, que alarga, desta forma, o seu catálogo de teatro, onde constam também vários títulos da coleção de textos dramáticos do Teatro São João. Abel Neves (1956), natural de Montalegre, conta com um vasto leque de obras publicadas, que transcendem a dramaturgia teatral, explorando poesia, ensaio e ficção narrativa.

 

A sessão do próximo sábado é aberta ao público, sendo necessária confirmação prévia. As reservas podem ser efetuadas através dos contactos: 223 401 951 ou relacoespublicas@tnsj.pt.

 

*Livros Abel Neves: Às Vezes Uma RoseiraAs Voltas da LuaAtlânticaCampos ElísiosCasinoChove e Sol em ParisFlor e CinzaMadressilvaMagnéticoNero – Príncipe do UniversoO Franguito das Bodas de PrataPertinho da Torre EiffelSniperSolitário

O Teatro Nacional São João (TNSJ) é, desde 2007, uma Entidade Pública Empresarial, assumindo ainda a responsabilidade da gestão de mais dois espaços culturais da cidade do Porto: Teatro Carlos Alberto e Mosteiro São Bento da Vitória. O TNSJ é o único membro português na União dos Teatros da Europa (UTE), organização que congrega alguns dos mais importantes teatros públicos do espaço europeu, integrando o Conselho de Administração da entidade.

Teatro Municipal do Porto retoma ligação a 17 de setembro

Teatro Municipal do Porto retoma ligação a 17 de setembro

Temporada 2020/2021 integra propostas de programação em sala e no digital. Após pausa forçada, o TMP recentra a sua missão, com a dança a ocupar lugar de destaque.  

 

 

A temporada 20/21 do Teatro Municipal do Porto (TMP) começa a 17 de setembro, com uma clara promessa de abrir caminho a novos formatos de apresentação, criação e fruição. A programação, que assegura os compromissos da temporada anterior, apresentará, entre setembro de 2020 e fevereiro de 2021, um total de 69 espetáculos, dos quais 22 estreias absolutas e oito nacionais. Das 44 coproduções anunciadas, 33 são com artistas e estruturas que trabalham a partir da cidade e três são internacionais. Haverá ainda 14 sessões que serão transmitidas online no âmbito do novo programa “TMP Online”. 

 

A Vida Vai Engolir-vos, uma criação do ator e encenador português Tónan Quito, será o ‘pontapé de saída’ da nova temporada do TMP. O espetáculo, que se divide em duas partes que decorrem alternadamente no Rivoli (17 e 19 de setembro) e no Teatro Nacional São João (18 e 19 de setembro), é uma maratona de 10 horas em que é possível ver quatro das principais peças do dramaturgo russo Anton Tchékhov: A Gaivota, O Tio Vânia, Três Irmãs e O Ginjal.

 

Ao longo do primeiro semestre da programação, não vão faltar alguns nomes já conhecidos do público do TMP, como Companhia Nacional de Bailado, Teatro Experimental do Porto, Raimund Hoghe, Patrícia Portela, Cláudia Gaiolas, Jérôme Bel ou Joris Lacoste. O TMP prossegue ainda a sua ligação aos festivais da cidade, acolhendo, até fevereiro, Festival Internacional de Marionetas do Porto (FIMP), Porto Post Doc, MICAR – Mostra Internacional de Cinema Anti-Racista, Queer Porto 6 – Festival Internacional de Cinema Queer, Indie Júnior Allianz e Festival Porta-Jazz.  

 

Seis meses depois de suspender a programação devido ao surto da Covid-19, o TMP retoma a sua atividade adotando as diretivas da DGS para salvaguarda do público e dos profissionais. Haverá um conjunto de regras sanitárias que se irão cumprir de forma escrupulosa nos espaços do Rivoli e do Campo Alegre como, entre outras, a lotação das salas condicionada a 50%, a separação de dois metros entre pessoas, a criação de circuitos separados de entradas e saídas, ou a limpeza e desinfeção periódica dos espaços, equipamentos, objetos e superfícies.

 

Remontar a História da dança

Seis temporadas depois da associação entre o Rivoli e o Campo Alegre ter sido rebatizada de Teatro Municipal do Porto, a programação, que se distingue pela sua multidisciplinaridade, voltará, a partir de setembro, a ter a dança enquanto disciplina central. Assim, foi desenvolvido um programa de remontagens de espetáculos que dá a conhecer a história da dança através de algumas das suas criações mais emblemáticas, como A Mesa Verde (1932) e Chronicle (1936) — que se inserem no programa Dançar em tempo de guerra (19 e 20 de fevereiro), da Companhia Nacional de Bailado; RainForest (1968) e Sounddance (1975), duas peças de Merce Cunningham dançadas pelo CCN - Ballet de Lorraine, que apresenta ainda, nos mesmos dias (13 e 14 de novembro), For four walls, uma nova criação de Petter Jacobsson e Thomas Caley; The show must go on (12 e 13 de fevereiro), espetáculo de culto do coreógrafo francês Jérôme Bel, que foi apresentado pela primeira vez há 20 anos e será remontado com intérpretes locais do Porto e Lisboa; e Guintche (21 e 22 de outubro), solo de Marlene Monteiro Freitas que estreou em 2010 e que integra o foco de programação do TMP dedicado à artista.

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TMP dedica programa especial a Marlene Monteiro Freitas

MAL_Marlene Monteiro Freitas_5_Cred_Peter Hönnem

 

O TMP apresenta um ciclo especial de programação dedicado à obra e universo artístico de Marlene Monteiro Freitas — figura incontornável da dança contemporânea que recebeu, em 2018, o Leão de Prata da Bienal de Veneza. Neste foco, que se realiza de 21 a 30 de outubro, serão apresentadas três peças que marcam o percurso da coreógrafa e bailarina cabo-verdiana, por ordem cronológica: Guintche (21 e 22 de outubro), Jaguar (24 de outubro) e a sua mais recente criação Mal - Embriaguez Divina (29 e 30 de outubro). Paralelamente aos espetáculos, este ciclo de 10 dias contará com várias sessões de cinema, conferências e workshops, num programa com curadoria de Alexandra Balona. 

 

Um ‘teatro’ habitado e vivido por artistas

Jonathan Uliel Saldanha será o próximo artista associado do TMP, iniciando assim um novo processo de criação e colaboração em vários momentos da programação das próximas duas temporadas — 20/21 e 21/22. O músico e artista visual, também conhecido por ser um dos fundadores dos colectivos SOOPA e HHY & The Macumbas, distingue-se pela criação projetos onde se combinam as artes plásticas, o vídeo, a dança e o som. O seu trabalho já foi apresentado em várias salas, festivais e instituições culturais nacionais e internacionais, como Palais de Tokyo (França), Unsound (Polónia), Primavera Sound e Sónar (Espanha), Teatro Municipal do Porto, Culturgest ou Serralves. O primeiro momento de Uliel Saldanha será com a performance/instalação Mercúrio Vermelho (11 e 12 de dezembro), no Teatro Rivoli. 


Destaque também para o programa JAA! – Jovens Artistas Associados, que continua esta temporada com Ana Isabel Castro e a dupla Pedro Azevedo e Guilherme de Sousa. Mantêm-se ainda as residências de curta e longa duração, bem como o mais recente programa de bolsas para pesquisa e investigação artística Reclamar Tempo, que apoia atualmente 11 projetos de artistas a residir ou a trabalhar no concelho do Porto com 3.000 euros cada.

 

89º Aniversário do Rivoli

Entre 20 e 24 de janeiro, celebra-se o 89º aniversário do Teatro Rivoli com uma extensa programação que atravessa várias áreas, desde a literatura à dança, da música ao circo contemporâneo, passando pelo teatro. Nestes dias, será possível assistir à estreia nacional do comovente e envolvente Falaise (23 e 24 de janeiro), uma criação de Baro D’Evel, companhia franco-catalã de circo e artes performativas dirigida por Camille Decourtye e Blaï Mateu Trias; e às apresentações de Noite de Primavera (21 a 24 de janeiro), do Teatro Nova Europa, IO (23 e 24 de janeiro), de Né Barros, e de Caixa para guardar o vazio (20 a 24 de janeiro), de Fernanda Fragateiro e Aldara Bizarro. As celebrações contam ainda com o início do ciclo Modos de Comer (20 de janeiro), constituído por um programa com curadoria de Hugo Dunkel, em que serão organizados quatro jantares-conferência — um evento por mês, que culminará num festival de três dias em junho — que celebram a alimentação e as suas manifestações sociais, políticas, culturais e ecológicas. Há ainda um concerto organizado pela Matéria Prima e uma apresentação do projeto de Solveig Phyllis Rocher, que começou a ser desenvolvido em 2019 por ocasião do 88º aniversário do Rivoli.

 

Programar e produzir para o online. Apostar no experimental.

Nesta nova temporada, o TMP dá início a um conjunto de propostas com novos formatos de apresentação, de criação e modos de trabalho, nomeadamente no digital. Um dos projetos é o “TMP Online” que vai além do live streaming. Os espetáculos selecionados — incluindo as Quintas de Leitura — serão criteriosamente filmados e editados, de forma a permitir melhor tradução para o ecrã, sobretudo nas redes sociais. Os vídeos ficarão disponíveis online durante 24 horas. Desta forma, o TMP alargará o seu alcance, fazendo com que os seus conteúdos possam chegar a novos públicos, de diferentes geografias.

 

Ainda no âmbito do digital, destaque também para o PAR(S), programa para o qual foram convidados 10 artistas para uma colaboração especificamente desenhada para as plataformas online, onde um realizador e um artista performativo desenvolvem um novo objeto artístico. Serão cinco momentos de programação, protagonizados pelas duplas: Cláudia Varejão e Joana Castro, Diogo Baldaia e Daniel Seabra, Pedro Neves e Teresa Coutinho, Helena Estrela e Manuel Tur, Sofia Arriscado e Constanza Givone. 

 

Outra novidade desta temporada é o foco de programação Double Trouble, que contará com duas edições e onde será possível descobrir formatos menos convencionais que permitem novas interações com o público. O primeiro momento decorre a 27 e 28 de novembro, com a participação de três artistas — as portuguesas Xana Novais e Susana Chiocca e a canadiana Dana Michel —, cujos projetos abordam conceitos em torno das políticas do corpo, da relação entre sexualidade e poder. Double Trouble #2 realiza-se em março de 2021 com os projetos de Kate Mcintosh (Nova Zelândia), Ingri Fiksdal (Noruega), Flávio Rodrigues (Portugal), Renata Portas (Portugal) e Tales Frey (Brasil).

 

TMP revela alguns dos destaques até ao final da temporada

Em maio, a Companhia Nacional de Bailado regressa ao Porto pela segunda vez nesta temporada, com as coreografias de Marco da Silva Ferreira e Filipe Portugal. Euripides Laskaridis é outro nome em destaque na programação internacional do TMP. O coreógrafo, encenador, realizador e performer grego apresenta em junho, Elenit, uma criação “neurótica e cómica, trágica e sarcástica”.

 

Programa exclusivo para crianças e famílias 

O Teatro Campo Alegre irá acolher durante quatro dias (10 a 13 de dezembro) a quarta edição do Foco Famílias, um programa com várias atividades e espetáculos para ver e fazer com a escola ou em família. Inserido no programa desenvolvido pelo Paralelo – Programa de Aproximação às Artes Performativas do TMP, este foco de programação vai estar ancorado no conceito de “tempo”. Serão apresentadas as peças de teatro Boas Memórias (12 e 13 de dezembro), de Patrícia Portela com Leandro Simões e Irmã Lúcia, e Lágrimas de Crocodilo (10,11,12 e 13 de dezembro), de Guilherme de Sousa e Pedro Azevedo; a instalação Haiku (10,11,12 e 13 de dezembro), de Joana Magalhães; e dois filmes de cinema de animação em parceria com a Casa da Animação (12 e 13 de dezembro). 

 

Modos de ocupar regressa com debate sobre a cultura

O ciclo de conferências Modos de Ocupar está de volta a 23 de setembro e será inteiramente dedicado ao estado da cultura em Portugal. Com curadoria e moderação do jornalista Pedro Santos Guerreiro, o encontro intitulado Dedos nas feridas, mãos na cultura vai juntar Rui Moreira (Presidente da Câmara Municipal do Porto), Marta Martins (diretora executiva da Artemrede), Paulo Brandão ( diretor artístico do Theatro Circo de Braga), Pedro Quintela (sociólogo), Teresa Coutinho (criadora, atriz e membro da Ação Cooperativista) e Zia Soares (encenadora, atriz e diretora artística do Teatro Grito). A conferência é de entrada gratuita mediante levantamento de bilhete e a lotação da sala. Será também transmitida online, às 19h00, nas redes sociais do TMP.


Todas as informações úteis encontram-se disponíveis no site do TMP: www.teatromunicipaldoporto.pt 

FINS DE TARDE DE MÚSICA E CINEMA NA QUINTA DO SEIXO

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Com o Douro a seus pés e uma paisagem inspiradora, a Quinta do Seixo vai ser palco de uma iniciativa inédita de música e cinema que arranca já em setembro – The Don Presents

Iniciativa inédita de música e cinema arranca a 5 de setembro
PVP por pessoa: 70€