Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

António Garcez | Depois do álbum o concerto - "Vinde Ver Isto" | 26 de Março às 22h00 Hard Club no Porto

descarregar (9).jpg

Depois do Surpreendente Álbum de António Garcez - a  Lenda Viva do Rock, está quase a chegar o concerto!

 
"Vinde ver isto", será apresentado pelo veterano António Garcez (músico conhecido dos Arte & Ofício, Roxigénio, Pentágono, Psico ou Stick) no Hard Club do Porto a 26 de Março. Com ele em palco estarão Ricardo Gordo e Samuel Lupi nas guitarras, Fernando Gordo no baixo, Tom Neiva a cargo da bateria e Fábio Serrano no Sax.

Além do tema "Vinde Ver Isto" que dá nome ao álbum, prepare-se também para inéditos como "Ele toca Sax", "Get Out" ou a homenagem a Portugal, "Musa do meu Rimar" (próximo single com vídeo filmado em Portugal - em breve).

O rock mantém-se vivo e recomenda-se! Se duvidas... então "Vinde ver isto!"

Fiquem atentos ao facebook do Rocker - vamos ter álbuns e Ep's para oferecer a quem adquirir os  primeiros 60 bilhetes e participem no passatempo na página do artista. 

Já sabem: 26 de Março - Hard Club - 22h00

“Ruralidades” de Jorge Bacelar leva meio Portugal ao Ateneu do Porto

ruralidades-jorge-bacelar-pht-40.jpg

Primeira grande exposição do internacionalmente premiado fotógrafo português tem inauguração agendada para 29 de janeiro (sexta-feira), às 18 horas, e estará patente durante um mês

Corpos castigados pelas jornadas de trabalho no campo, do nascer ao pôr do sol. Jogos de luz que funcionam como torneiras que agitam as águas das nossas almas, aqui e ali candidamente prescrutadas pelos olhares e pelas mãos dos retratos. Rugas, resignadas, mas também, por entre a penumbra, iris inundadas de um azul – ou verde - cristalino onde parecem caber infindáveis horizontes ainda por descobrir, cheios de perguntas…

Assim é a fotografia de Jorge Bacelar, com a sua gente, como o próprio costuma dizer. Que é a nossa gente. De meio Portugal. Marcado pelas “Ruralidades” – título da mostra fotográfica com que o veterinário-fotógrafo (cada vez mais fotógrafo-veterinário) preencherá durante um mês o Ateneu Comercial do Porto. E que é vista como a primeira grande exposição dos trabalhos que têm conquistado inúmeros prémios internacionais. Ao ponto de atirar o autor para a ribalta mundial, bem para lá da Ria (Aveiro) onde nasceu a paixão pela imagem e dos campos onde cultivou o estilo.

Com a chancela da Eventline e o patrocínio da Whatsupintown (app portuguesa dedicada aos eventos), a iniciativa tem inauguração marcada para o próximo dia 29, às 18 horas, e manter-se-á até 28 de fevereiro.

Num mundo em que cada vez mais custa evitar contactos, por causa da pandemia que grassa, as “pinturas da vida real” de Jorge Bacelar assumem uma importância ainda maior, porque, se há linha condutora na sua arte fotográfica, ela é feita de proximidade, de cumplicidade, de amor pelas gentes. E não há maior homenagem do que essa.

Foi também isso que muitos júris nacionais e internacionais, e amantes da fotografia, viram nas capturas do autor, que venceu em 2021 o prémio do Público no Travel Photographer of the Year, uma das maiores competições de fotografia de viagens do mundo.

No ano anterior havia ficado entre os 50 finalistas mundiais no concurso "Best Photo of 2020", mas o palmarés é extenso (ver resumo em anexo), não obstante ter começado a fotografar, de forma autodidata, apenas a partir de 2013.

Nascido em 12 de junho de 1966, em Figueira de Castelo Rodrigo, Jorge Bacelar continua a exercer a profissão que aprendeu na faculdade: veterinária. O culto pela fotografia continua a ser feito por entre a naturalidade de partos a gado e o tratamento de maleitas de outros animais, em currais ou em campo aberto.

As gentes de Estarreja e Murtosa permanecem a sua grande fonte de inspiração, vertida para fotografias de qualidade crua, como que pintadas, que mostram a relação próxima que o fotógrafo tem com as pessoas retratadas.

A exposição “Ruralidades”, de Jorge Bacelar, é o primeiro de muitos eventos na agenda próxima do Ateneu Comercial do Porto. Em março, por exemplo, está programada uma visita imersiva multimédia para contar a história da instituição. No mesmo mês, a 12, comemorar-se-á os 450 anos da 1.ª edição dos Lusíadas, de que o Ateneu do Porto detém um exemplar original.

 

MUSEU DA FARMÁCIA DINAMIZA VISITAS TEMÁTICAS PARA CELEBRAR A LITERATURA

O Museu da Farmácia, em Lisboa e no Porto, vai dar destaque à Literatura durante o mês de janeiro com uma programação especial que inclui diversas visitas temáticas com foco em personalidades de relevo da literatura mundial e nacional.

 

As visitas pretendem celebrar a vida e obra de Sherlock Holmes, Agatha Christie e Eça de Queiroz, tendo um valor de 6€ para adultos e 4€ para seniores.

 

A par das visitas temáticas, o Museu da Farmácia vai ainda dinamizar várias atividades educativas, que pretendem estimular a curiosidade dos mais novos na área da ciência através de jogos, oficinas criativas e experiências científicas. Os ateliers são destinados às crianças com idade superior a cinco anos e têm um custo de 6€. O valor inclui a participação da criança na atividade e a visita ao Museu pela criança e por um adulto acompanhante.

Desenho de Conan Doyle.png

 

  • Visita Temática “Sherlock Holmes – A Época e a Ciência”

No mês em que se celebra o aniversário de Sherlock Holmes, nascido a 6 de janeiro de 1854, o Museu da Farmácia propõe um olhar sobre o detetive inglês e a forma como as suas aventuras policiais revelam o rigor do conhecimento científico e da investigação criminal, bem como o modo de vida da época vitoriana.

Programação:

13 de janeiro | 18H30 | Lisboa

21 de janeiro | 18H30 | Porto

Clicar para inscrições

 

  • Visita Temática "Agatha Christie no Museu da Farmácia”

O Museu da Farmácia oferece uma aliciante aventura ao mundo dos romances, filmes e séries televisivas de Agatha Christie, e as suas interligações com as intemporais peças arqueológicas da mesopotâmia e do Egipto do Museu da Farmácia, sem esquecer a componente farmacêutica da sua vida real aplicada ao romance criminal.

Programação:

20 de janeiro | 18H30 | Lisboa

21 de janeiro | 15H30 | Porto

Clicar para Inscrições

 

  • Visita Temática "A Farmácia na obra de Eça de Queiroz”

Nesta visita temática é proposta uma viagem única ao século XIX, em que a Saúde, a Sociedade, a Diplomacia Imperial e a Ciência na obra e época de Eça de Queiroz se materializam nas coleções do Museu da Farmácia. O início da medicina tropical, a construção dos impérios europeus, a moral sexual, e o desenvolvimento da microbiologia são alguns dos temas em diálogo com peças em exposição.

Programação:
27 de janeiro | 18H30 | Lisboa
Clicar para inscrições

 

  • Atividade “Brigada Antivírus”


Neste atelier com a duração de 60 minutos, as crianças vão poder relembrar, de forma prática, as principais medidas de prevenção contra os vírus e a importância de as aplicarmos no nosso dia-a-dia. No final, irão fabricar o seu próprio álcool gel que podem levar para casa.

Programação:
15 de janeiro, sábado | 15H00 | Lisboa e Porto
Clicar para inscrições

 

  • Atividade “Viagem Espacial”


Nesta atividade, os mais novos são desafiados a transformarem-se em super astronautas e aventurar-se por uma fantástica viagem ao espaço imaginário. Durante 60 minutos vão poder visitar planetas instáveis, com tempestades elétricas e vulcões de lava azul, e descobrir a ciência por detrás destes fenómenos.

 

Programação:
22 de Janeiro, sábado | 15H00 | Lisboa e Porto
Clicar para inscrições

 

  • Atividade "Magia da Ciência”

Neste atelier de 60 minutos, o Museu da Farmácia convida as crianças a fazerem divertidas experiências sobre o som, o ar, as reações químicas, bem como a eletricidade estática, e entender que, apesar de parecer magia, tudo o que fazem tem uma explicação científica.

Programação:
29 de Janeiro, sábado | 15H00 | Lisboa e Porto
Clicar para inscrições

FÁBIO PORCHAT: ESTRELA DO 'PORTA DOS FUNDOS' ESTREIA O SEU NOVO SOLO DE STAND-UP COMEDY, EM PORTUGAL, NO MÊS DE FEVEREIRO

Com uma tour que arranca no Porto, o espetáculo vai passar por Braga, Coimbra e Aveiro, finalizando em Lisboa com uma grande apresentação no Campo Pequeno.

image005 (1).jpg

 

É já no próximo mês que Fábio Porchat está de volta a Portugal para estrear, em terras lusas, o seu novo solo de stand-up comedy. Após o sucesso de ‘Fora do Normal’ - um espetáculo também a solo e que esgotou em Lisboa, no Campo Pequeno, no ano de 2014 - o comediante do momento no Brasil vai estar em Portugal de 5 a 18 de fevereiro para percorrer o país e levar, desta feita, o seu novo espetáculo de stand-up a um maior número de cidades. 

 

Histórias inusitadas, comédia de observação e humor acutilante serão, por certo, ingredientes presentes para uma noite única, protagonizada por um dos fundadores do ‘Porta dos Fundos’, criador e apresentador do aclamado programa “Que história é essa, Porchat?”, e um dos humoristas mais conceituados e queridos em Portugal e no Brasil.

 

Com a produção da H2N a digressão deste novo espetáculo a solo de Fábio Porchat arranca no Porto, no dia 5 de fevereiro, e vai passar pelas cidades de Braga (6.02), Coimbra (12.02) e Aveiro (13.02), sendo o encerramento da tour em Lisboa, no dia 18 de fevereiro, no emblemático Campo Pequeno.

 

O espetáculo é para maiores de 16 anos, tem a duração de 60 minutos e os bilhetes variam entre os 25 e os 30 euros. Estão disponíveis a partir de hoje e encontram-se à venda na Ticketline e nos locais habituais. 

São João entra em 2022 com O Balcão e Noite de Estreia

Programação para o primeiro mês do ano inclui ainda uma nova sessão das Leituras no Mosteiro e o espetáculo Aquilo que Ouvíamos

 

Já é conhecida a programação do Teatro Nacional São João (TNSJ) para o arranque de 2022. A partir de 6 de janeiro, o Teatro São João, o Teatro Carlos Alberto (TeCA) e o Mosteiro de São Bento da Vitória vão receber um conjunto de espetáculos e atividades: a reposição da produção própria O Balcão, depois da estreia em novembro de 2020; Noite de Estreia, espetáculo baseado no filme homónimo de John Cassavetes; uma nova sessão das Leituras no Mosteiro dedicada à dramaturgia contemporânea em língua portuguesa; e a peça-concerto Aquilo que Ouvíamos.

 

O Balcão regressa ao palco do São João

O Teatro São João recebe, de 7 a 22 de janeiro, a reposição de O Balcão, de Jean Genet. Depois da estreia, em novembro de 2020, o espetáculo, que conta com encenação de Nuno Cardoso, diretor artístico do TNSJ, regressa para refletir sobre a farsa do poder e a sua dinâmica social. A produção tem como tema central a ilusão, tornando-se num autêntico jogo de espelhos onde é permanente o equívoco entre o fingido e o autêntico. A récita de dia 9 de janeiro contará com tradução em Língua Gestual Portuguesa e ainda com mais uma sessão das Conversas com o Mestre, conduzida pelo dramaturgo e encenador Luís Mestre. O espetáculo poderá ser visto de quarta-feira a sábado, às 19h00, e ao domingo, às 16h00. Os bilhetes estão disponíveis entre os 7,50 e os 16 euros.

 

Noite de Estreia: espetáculo sobre um filme que é sobre um espetáculo

Em 1977, John Cassavetes levava o teatro para o cinema com o filme Noite de Estreia. Agora, Martim Pedroso devolve-o à cena com “um espetáculo sobre um filme que é sobre um espetáculo”. Noite de Estreia explora o percurso solitário e irreverente de Myrtle Gordon, a atriz que interpreta Virgínia na peça dentro da peça – The Second Woman –, que não se revê nas convenções do masculino e do feminino que o texto veicula. No espetáculo, Martim Pedroso encontra a capacidade íntima do teatro em procurar a esperança e de estilhaçar todos os estereótipos. O espetáculo estará em cena no Teatro Carlos Alberto entre 12 e 15 de janeiro, de quarta-feira a sábado, às 19h00. Os bilhetes têm o valor de 10 euros.

 

Leituras no Mosteiro continuam viagem pela dramaturgia portuguesa

Em dezembro, as Leituras no Mosteiro – atividade promovida pelo Centro de Documentação do São João e coordenada por Nuno M Cardoso e Paula Braga – viraram as suas atenções para a dramaturgia contemporânea em língua portuguesa, com uma sessão dedicada a textos criados por três autores no Laboratório END, uma das iniciativas promovidas pelo Festival Encontros de Novas Dramaturgias. No dia 18 de janeiro, às 19h00, esta viagem continua no Mosteiro de São Bento da Vitória, desta feita com textos de Keli Freitas, Lara Mesquita e Mariana Ferreira. A entrada é gratuita, mediante inscrição prévia.

 

Peça-concerto reflete sobre a importância de Aquilo que Ouvíamos

O Balcão © João Tuna.jpg

 

No último espetáculo de janeiro, Joana Craveiro continua a explorar a memória, revisitando um tempo em que a música conferia identidade e pertença. Aquilo que Ouvíamos é um regresso às décadas de 80 e 90, pela perspetiva do seu elenco-banda – quatro atores e cinco músicos (entre eles, a banda Loosers), autores da banda sonora original –, em que a materialidade reinava: tudo, desde a compra de vinis com as curtas mesadas às trocas de discos, cassetes gravadas ou a ida aos raros concertos, servia para se destacarem dos demais. A peça-concerto irá estar em cena no Teatro Carlos Alberto de 26 a 30 de janeiro, podendo ser vista de quarta-feira a sábado, às 19h00, e ao domingo, às 16h00. A récita de 28 de janeiro conta com uma Conversa com o Mestre e a de 30 de janeiro terá tradução em Língua Gestual Portuguesa. O preço dos bilhetes é de 10 euros.

LUAN SANTANA REGRESSA A PORTUGAL Um dos maiores artistas brasileiros regressa a Portugal para dois espetáculos.

 

descarregar (10).jpg

 

LUAN SANTANA REGRESSA A PORTUGAL

Um dos maiores artistas brasileiros regressa a Portugal para dois espetáculos.

 
 
O Porto e Lisboa vão receber em 2022 um dos maiores fenómenos da música brasileira para dois espetáculos memoráveis. O SuperBock Arena e o Altice Arena vão receber Luan Santana nos dias 19 e 20 de agosto, respetivamente.

Após concertos esgotados, o cantor e compositor brasileiro regressa finalmente a Portugal e traz na bagagem os grandes êxitos de uma carreira. “Morena” é dos últimos lançamentos e faz parte do seu recente trabalho discográfico “The Comeback”, que foi editado em novembro último e em menos de um mês já se tornou um sucesso em todas as plataformas.
Em Portugal é o artista brasileiro mais ouvido no spotify e o tema “Morena” compõe os tops de Portugal, como um dos temas mais tocados do momento. A este tema juntam-se outros sucessos que marcam a sua carreira, “Te Esperando”, “Amar não é pecado”, “Quando a Bad Bater”, “Chuva de Arroz”, são músicas do artista que contam com milhões de visualizações em todas as plataformas. Com mais de uma década de carreira, Luan Santana é um fenómeno de vendas, já vendeu mais de 10 milhões de cópias e já arrecadou mais de 65 prémios.

Fiel à nostalgia e à irreverência e dono de um grande sensibilidade artística, Luan Santana vai preparar um repertório para mexer com as emoções e a memória afetiva de todos , assim como apresentar o seu mais recente trabalho.
 
Os bilhetes já se encontram disponíveis. 
 
 
 

SERRALVES // 19 DEZ 19H00 // ADORABILIS // JONAS & LANDER NO PALCO DE SERRALVES

JONAS & LANDER NO PALCO DE SERRALVES

 

ADORABILIS

JONAS & LANDER

 

Dança

19 DEZ 19h00

Auditório de Serralves

 

 

No próximo dia 19 de Dezembro, pelas 19 horas, no Auditório de Serralves, será apresentada a peça Adorabilis, da dupla de artistas Jonas & Lander. Esta peça, interpretada pelos próprios e por Lewis Seivwright,define-se por uma fisicalidade de contrastes, situada entre o ritualismo e a precisão, e a exploração vocal e rítmica de corpos e matérias, convocados a ocupar um espaço dramaturgicamente solene e expressivo.

 

A dupla, em Adorabilis (Aerowaves Priority Company 2017), centra-se na coreografia enquanto forma de arte entre arquitetura e música. Luz, texto e o "erro" são aqui considerados como tecido coreográfico para a construção de uma dança labiríntica, repleta de sons, significados, tensões e micronarrativas.

 

Jonas & Lander iniciaram uma colaboração que se tornou reconhecida no panorama da dança portuguesa como sendo detentora de uma forte assinatura de autor, de contornos singulares, que explora a fusão entre distintas artes cénicas, com especial destaque para a música. O ano de 2021 foi particularmente relevante para a dupla de criadores face aos êxitos alcançados em diferentes palcos, o que foi amplamente reconhecido pela crítica. Regressam agora à cidade do Porto, ao Auditório de Serralves,  depois do sucesso alcançado na abertura da edição deste ano do Festival DDD. 

                                                                                   

Jonas & Lander têm contribuído para o imaginário um do outro desde o início de seu relacionamento íntimo por volta de 2011. Permanecendo juntos e constantemente divorciando-se do passado, e experienciando paradigmas contrastantes: viver numa autocaravana na companhia da sua gata ou habitar uma mansão do sec. XVIII em Sintra com uma porquinha anã organizando noites de fado semanalmente.

 

Este padrão de rutura, contraste e divórcio ecoa de igual forma nas suas criações e fontes para coreografar o pensamento. Cascas d'OvO (2013) revela de alguma forma a sua inscrição como profissionais da área artística: trabalhador, ingénuo, precário.Uma peça construída nos jardins públicos de Lisboa e Guimarães com cães e pardais como audiência à força, levou-os a reconhecer o poder de comunicação dos seus corpos.Literalmente e metaforicamente começaram a andar de olhos vendados percorrendo vários teatros europeus e da América do Sul sendo ainda selecionados como Aerowaves Priority Company 2014.

 

Se em Cascas d'OvO analisaram o ritmo de bater no rosto um do outro como um veículo dramatúrgico, em Matilda Carlota (2014) observamos seu empoderamento na música como dramaturgia, assumindo algo que eles não dominavam de todo: a ópera.Projetando a decadência das divas favoritas de Jonas em seus últimos anos, como Amália Rodrigues, Maria Callas, Marilyn Monroe e Edith Piaf, vemos Jonas (cantando) e Lander (tocando piano) realizando a solidão enquadrada numa atmosfera barroca preenchida com animais robóticos e pitadas de humor negro. Matilda Carlota trabalhou a força da presença, o vulcão dentro do silêncio. Com corpos artificiais e estilizados Jonas & Lander dissecaram a decadência glamour, provocando ao espectador a sensação de olhar para um quadro ficcional com o mesmo estado meditativo e sombrio com que se ele olha um aquário.

 

Mergulhar no desconhecido é uma afirmação assumida em Arrastão (2015) onde Jonas & Lander direcionam musicalmente o público. Inspirado pelo Soundpainting - um vocabulário desenvolvido por Walter Thompson onde um maestro pode dirigir músicos, dançarinos e atores com gestos universais - eles ensinaram ao público o básico para retirar sons de balões (esfregando, explodindo, libertando o ar, etc.). Dentro deste dispositivo de Arrastão, Lander e Jonas utilizam o público como uma extensão de seu desejo de se comunicação através da música. Ao ver e ouvir os gestos de Lander materializados e maximizados pelo público que produz paisagens sonoras caóticas, pudemos ver simultaneamente essa sonoridade estimulando o corpo de Lander para o movimento e gerando um efeito bola de neve de energia, permitindo o espectador para exteriorizar sua energia.

 

Em Adorabilis (Aerowaves Priority Company 2017), vemos a dupla explorando depositando o seu foco em coreografia, coreografia enquanto uma forma de arte entre arquitetura e música. Luz, texto e o "erro" são considerados como tecido coreográfico. Como resultado, assistimos a uma dança labiríntica que impulsiona o olho esquizofrênico do espectador, cheio de sons, significados, micronarrativas e tensão. Com alguns lampejos de humor, Jonas & Lander juntamente com Lewis Seivwright realizam tarefas virtuosas que transmitem o seu clumsiness, suas habilidades e sua incerteza quanto ao propósito da vida humana. O humanismo como uma ideologia que coloca o ser humano no centro do universo está em cheque em Adorabilis: Jonas & Lander referem-se tanto a obras de arte e comportamentos sociais como a animais e natureza em sua dança / texto / canção.

 

Juntamente com esses trabalhos, Jonas & Lander vêm realizando obras em espaços não convencionais. Vemos Jacarandá (2014) apresentado no Festival TODOS dentro de uma loja de costura onde Jonas realizou um monólogo construído através das respostas de seus amigos, artistas e moradores de rua às questões “Nasci para...? Eu vou morrer para…?”. Também vemos em Orelhão (2015) realizado nas casas-de-banho do Panorama Festival (BR) e nos sanitários na temporada 100% Marlene Monteiro Freitas (FR) em que Lander propôs a ideia de um confessionário. Cada pessoa teria a possibilidade de ficar sozinha no sanitário com instruções para jogar seus pensamentos na porta da cabine do mesmo. Cercada por luzes UV, essa porta seria de alguma forma a porta para uma experiência íntima da qual Lander declamaria um poema em resposta e gratidão a essa estranha exposição.

 

Notas biográficas:

Jonas Lopes (Portugal, 1986)

Em 2002 inicia a sua formação artística na escola Chapitô. No decorrer do curso foi premiado com uma residência artística de composição musical em Itália e fez estágio profissional no Teatro São Luiz como interprete na peça "Cabeças no Ar".

Em 2007 muda-se para Londres onde frequenta formação livre no Pineapple Dance Studios e Circus Space University. Curiosamente  inicia na capital Londrina a sua carreira como fadista profissional. Em 2011 edita o álbum "Fado Mutante" distinguido com o prémio Carlos Paredes 2012.

Em 2010 entra na Escola Superior de Dança onde conhece o seu parceiro Lander Patrick. Os dois iniciam uma dupla profissional como co-criadores que se mantém até hoje. Fazem parte do seu repertório as peças Cascas d'OvO (2013), Matilda Cartola (2014), Arrastão (2015) e Adorabilis (2017). A dupla dirigiu ainda os projectos comunitários "Playback" no festival Materiais Diversos 2013, bem como a peça "Caruma" (2014) inserida no projecto Estufa - Plataforma Cultural.   

Jonas participou ainda nos projectos Dançando Com a Diferença e no Laboratório de criação da ACCCA - Companhia Clara Andermatt (2013) contexto onde surge o solo "Jacarandá" posteriormente apresentado no festival "Todos" (2014).

Ainda em 2013 trabalha com o coreógrafo  Tiago Guedes na peça "Hoje"; em 2014 participa no projecto "Hortas" de Vera Mantero com apresentação na Culturgest e em 2016 entra na peça "Gala" de Jérôme Bel.  

 

Lander Patrick (Brasil, 1989)

Sofre de asma crónica desde que se mudou do Brasil para Portugal em 1989, ano em que nasceu. Foi federado em voleibol para rematar a doença, acabando por se formar em dança. A atribuição de dois prémios em coreografia - 1º prémio no Festival Koreografskih Minijatura (Sérvia) com a peça Noodles Never Break When Boiled (2012) e 2º prémio no No Ballet International Choreography Competition (Alemanha) com Cascas d’OvO (2013) - motivaram-no a persistir na criação coreográfica em vez trabalhar num call center. Cascas d’OvO valeu-lhe ainda a distinção como Aerowaves Priority Company 2014, tendo sido apresentada em Portugal, Itália, Suécia, França, Alemanha, Brasil, Espanha, Inglaterra, Polónia, Suíça, etc. Tem vindo a colaborar, por esse mundo fora, com pessoas que admira, tais como: Luís Guerra, Tomaz Simatovic, Marlene Monteiro Freitas, Margarida Bettencourt, André E. Teodósio, Jonas Lopes, entre outros. Vive em Lisboa numa autocaravana com o seu amor e acredita que o vegetarianismo contribuirá para uma prolongada existência do planeta.

 

Criação: Jonas & Lander

Interpretação: Jonas Lopes, Lander Patrick, Lewis Seivwright

Figurinos: Carlota Lagido a partir de ideias de Jonas&Lander

Desenho de Luz: Carlos Ramos

Sonoplastia: Lander Patrick

Animação Digital: Web4Humans

Produção e Gestão: Patrícia Soares

Difusão Nacional: Produção d’Fusão

Produção Executiva e Difusão Internacional: Inês Le Gué

Coprodução: Teatro Maria Matos e Centro Cultural Vila Flor

Residências Artísticas: O Espaço do Tempo, Alkantara (PT), Centro Cultural Vila Flor (PT), Centro de Experimentação Artística no Vale da Amoreira/Câmara Municipal da Moita, Artemrede/Projeto Odisseia (PT), DeVIR/CAPa (PT), Câmara Municipal de Lisboa/Polo Cultural | Gaivotas Boavista, PACT Zollverein (AL), Sín Culture Centre Budapeste (HU), Graner/Mercat de les Flors (ES), Nave (CL)

Apoio à Internacionalização: Fundação Calouste Gulbenkian (PT) Artistas Aerowaves 2017

 

SERRALVES // 17 DEZ 18H00 // MACNA – MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEO NADIR AFONSO, CHAVES // LINHAS DE VENTO. PERCURSOS ARTÍSTICOS NA NATUREZA

SERRALVES EXPÕE OBRAS DA SUA COLEÇÃO NO MACNA

 

LINHAS DE VENTO. PERCURSOS ARTÍSTICOS NA NATUREZA

MACNA – Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, Chaves.

 

17 DEZ 18H00

 

A exposição LINHAS DE VENTO. PERCURSOS ARTÍSTICOS NA NATUREZA é apresentada ao público no  MACNA – Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, em Chaves, dia 17 de dezembro, no âmbito da parceria entre o Município de Chaves e a Fundação de Serralves.

 

A inauguração, que terá lugar às 18h00, contará com a presença da presidente da Fundação de Serralves, Ana Pinho, sendo a cerimónia presidida pelo Presidente do Município, Nuno Vaz Ribeiro.

 

Esta iniciativa integra-se no Programa de Exposições Itinerantes da Coleção de Serralves, com o objetivo de tornar este acervo acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país. Este programa percorre o país, apresentando diferentes exposições e obras em mais de 30 municípios, cumprindo assim a missão da Fundação de Serralves de apoio efetivo à descentralização da oferta cultural.

 

LINHAS DE VENTO. PERCURSOS ARTÍSTICOS NA NATUREZA

De 18 DEZ 2021 a 17 ABR 2022

MACNA – Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, Chaves.

 

A exposição LINHAS DE VENTO. PERCURSOS ARTÍSTICOS NA NATUREZA, com curadoria de Joana Valsassina, integra o Programa de Exposições Itinerantes da Coleção de Serralves e inclui obras de:

 

Alberto Carneiro, Ana Jotta, Ana Mendieta, Fernando José Pereira, Fernando Lanhas, Hamish Fulton, Jan Dibbets, Lothar Baumgarten, Lourdes Castro, Luisa Cunha, Maria Nordman, Nancy Holt, Richard Long, Robert Smithson e Roni Horn.

 

 Linhas de vento apresenta um conjunto de obras de artistas portugueses e internacionais que reequacionam o nosso vínculo com a natureza, desenvolvendo as suas práticas artísticas em estreita relação com o meio natural, com a geologia, a antropologia e a ecologia. A exposição parte de um importante núcleo de obras de artistas associados ao movimento Land Art ou earthworks que, a partir de finais da década de 1960, procuram no território natural o lugar e a matéria para o desenvolvimento de projetos artísticos intencionalmente deslocados dos espaços tradicionais de criação e exposição.


Longe de apresentar exaustivamente as investigações artísticas desenvolvidas neste enquadramento durante as décadas de 1960 e 1970 ou de definir uma genealogia rigorosa daí em diante, Linhas de vento estabelece pontos de contacto entre obras paradigmáticas deste período e trabalhos posteriores de artistas com percursos muito distintos, traçando caminhos de aproximação de índole temática, processual e material.

 

 

Valéria Carvalho ao vivo | Convidado especial Rui Veloso - Casa da Música, 19 de Janeiro


VALÉRIA CARVALHO AO VIVO
 
"RUI VELOSO EM BOSSA"

view.jpg

 


Casa da Música, 19 de Janeiro, 21h30
No próximo dia 19 de Janeiro de 2022, na prestigiada Casa da Música, no Porto, Valéria Carvalho irá apresentar ao vivo o seu projecto "Rui Veloso em Bossa".
 
Após esgotar por completo o Teatro Tivoli BBVA em Lisboa, recebendo rasgados elogios da crítica e do público, é agora a vez de levar à cidade do Porto o espectáculo que, de acordo com as palavras da própria Valéria Carvalho, "une o que o oceano por vezes separa".
De realçar ainda que, uma vez mais o próprio Rui Veloso irá ser um convidado muito especial deste concerto que revisita, numa interpretação própria e original  em tons de Bossa Nova, alguns dos temas mais emblemáticos assinados pela dupla Veloso e Carlos Tê.
 
Valéria Carvalho desde muito cedo abraçou duas grandes paixões: a dança e a música. Nascida no Brasil, radicou-se há várias décadas  em Portugal, onde tem vindo a desenvolver uma sólida carreira artística como atriz, participando em inúmeras séries, novelas e talkshows, convertendo-se, dessa forma, numa reconhecida e querida figura de público português.
 
"Rui Veloso em Bossa", ao vivo na Casa da Música, Porto, a 19 de Janeiro de 2022, pelas 21h30
 
Comprar bilhetes AQUI