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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Gala do Centenário de Amália a 4 de outubro no Porto e 9 de outubro em Lisboa

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Concerto nos Coliseus do Porto e de Lisboa em homenagem aos 100 anos do nascimento de Amália Rodrigues
 
 
 

A Gala de Comemorações do Centenário do Nascimento de Amália Rodrigues realiza-se nos Coliseus do Porto e de Lisboa, nos próximos dias 4 e 9 de Outubro, respetivamente.

Os dois concertos, organizados pela Fundação Amália Rodrigues (FAR) e produzidos pela Vibes & Beats, juntam em palco Katia Guerreiro, Ricardo Ribeiro, Cuca Roseta, Joana Amendoeira, Gonçalo Salgueiro e Peu Madureira acompanhados por Pedro de Castro e Luis Guerreiro, na Guitarra Portuguesa; André Ramos, na viola de Fado e Jaime Santos, no baixo e ainda Lúcia Moniz que declamará palavras de Amália. 

Com estes dois espetáculos originais que se incluem na programação do Centenário, a FAR reforça a riqueza e diversidade artística da obra de Amália, intérprete maior que juntou ao reconhecimento universal como uma das melhores vozes e intérpretes do século XX, as facetas de poetisa, atriz e mulher de vanguarda na Cultura popular contemporânea. A Gala vai surpreender ao integrar num mesmo palco as diversas áreas em que Amália se destacou, numa sentida homenagem a uma portuguesa que levou aos quatro cantos do mundo a identidade de um povo.

“Vamos prosseguir com os festejos de um século de vida de uma mulher única com uma Gala apresentada no Porto e em Lisboa, para sentir, celebrar e renovar a vida e obra de Amália Rodrigues, com a certeza de que continuará a ser uma inspiração no presente e no futuro”, refere Vicente Rodrigues, presidente da FAR. “Continuando a missão de preservar, estudar e divulgar a vida e obra de Amália e cumprir a missão para a qual foi instituída por vontade da fundadora: ajudar os mais desfavorecidos”, conclui.
 

Seiva Trupe

“URRO”

Júlio do Carmo Gomes, editor e escritor ‘emigrado’ para Berlim há uma dezena e meia de anos, escreveu um texto que é difícil dizer se é de raiva ou amargura, revolta ou desistência, compaixão ou luta… Com um só actor em cena (Castro Guedes, que por ele anuncia a sua despedida de palco como actor (em 995 possibilidades em 1000, segundo diz) numa encenação de Rui Spranger, em co-produção com a Apuro Teatro e a parceria do Café Lusitano, onde se estreia dia 23 de Outubro. Mas foi mundialmente estreado em Berlim, numa Leitura encenada, em 2015, numa das mais prestigiadas estruturas teatrais alemãs: a Volksbuhne.

 

Poderá adquirir os bilhetes para o espetáculo através de campanha de compra antecipada.

A campanha é válida para as sessões de dias 23, 27 e 30 de Outubro e estará disponível até dia 9 de Outubro ou até ao stock existente.

O valor de cada bilhete em compra antecipada são 10€ com oferta de um copo de vinho (M18). Envie e-mail para producao.seivatrupe@gmail.com para efectuar a sua compra.

Para outras informações também poderá ligar para: 913414050

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No passado dia 11 de Setembro fez 48 anos que o Júlio Cardoso, o António Reis e a Estrela Novais tornaram em forma jurídica o que vinha germinando.
"Escreve-se SeivaTrupe, lê-se TeatroVivo".

transferir (4).jpgO Crime de Aldeia Velha de Bernardo Santareno.
OBRIGADO, MATOSINHOS!
OBRIGADO, PORTO!
TAXA DE OCUPAÇÃO 100%

 

 

Glam Celebrity - JOÃO PAULO RODRIGUES NO COLISEU DO PORTO NO DIA DA MÚSICA - Setembro 2021

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Num concerto em nome próprio, João Paulo Rodrigues irá atuar pela primeira vez, no Coliseu do Porto, no próximo dia 1 Outubro, às 21h30.

 

É a propósito do Dia Mundial da Música que o  humorista e apresentador sobe ao palco de uma das salas mais icónicas do país, com temas originais como o “Castelo de Cartas”, o muito conhecido “Teu”, tal como diversas versões de várias canções internacionalmente aclamadas.

 

No Dia Mundial da Música, João Paulo Rodrigues irá presentear o público com a apresentação do novo tema de Rita Guerra, “Por Mim”, um dueto com o próprio. Ainda a palco vão subir David Antunes e o Saint Dominic’s Choir.

 

“É a primeira vez que faço algo assim, desta dimensão. Estar em palco em nome próprio, com as minhas músicas. E para esta estreia, nada melhor do que ter os amigos ao meu lado. No palco e na plateia, a comemorar um dia especial, o Dia Mundial da Música! Há muito tempo que queria juntar amigos e celebrar a música!”, partilha João Paulo Rodrigues.

 

Apresentador e humorista, nunca escondeu a sua paixão pela música e foi em 2012 que surpreendeu o país com a suz voz, ao vencer o programa “A Tua Cara Não Me É Estranha”. Desde aí, tem assumido cada vez mais a vontade de cantar, com o lançamento de vários singles.

 

Agora, sobe ao palco do Coliseu do Porto Ageas, a 1 Outubro, às 21h30, para partilhar esta paixão com amigos e público.

 

 

Os bilhetes já estão à venda aqui: https://ticketline.sapo.pt/evento/we-are-together-jpr-friends-57304

 

TeCA: Paisajes Para No Colorear dá voz a vítimas de atos de violência (reminder)

TeCA: Paisajes Para No Colorear dá voz a vítimas de atos de violência

 

Evento: Paisajes Para No Colorear

Local: Teatro Carlos Alberto, Porto

Data: 18 de setembro

Preço: 10 euros

Horário:

Sábado, às 19h00

 

Compor “o retrato de uma sociedade que interiorizou e normalizou a violência de género”. É este o mote de Paisajes Para No Colorear, espetáculo da companhia chilena La Re-Sentida que assinala mais uma passagem do MEXE – Encontro Internacional de Arte e Comunidade pelos espaços do Teatro Nacional São João (TNSJ). Este sábado, dia 18 de setembro, às 19h00, um grupo de nove adolescentes chilenas sobe ao palco do Teatro Carlos Alberto (TeCA) para dar voz aos depoimentos de mais de cem raparigas vítimas de atos de violência, procurando superar as injustiças e desigualdades sociais que as mulheres, menores de idade, enfrentam diariamente, numa revolução cultural sem precedentes.

 

Com encenação de Marco Layera, Paisajes Para No Colorear coloca a tónica no feminino – menor, estigmatizado e desempoderado na sociedade chilena e na América Latina – para responder a questões como “Quais os processos de socialização das adolescentes chilenas?”, “Como veem o seu país, a sua história, relações geracionais e o presente?”, “Quais os discursos, paradigmas e revolta social do seu tempo?”, entre outras. Como complemento ao espetáculo, nos dias 20 e 21 de setembro, o Teatro Carlos Alberto recebe também a oficina Tenemos Mucho que Decir, em que o coletivo La Re-Sentida se propõe explorar os mundos subjetivos de cada participante, as suas experiências imediatas, referências, preocupações, necessidades e imaginários.

O Teatro Nacional São João (TNSJ) é, desde 2007, uma Entidade Pública Empresarial, assumindo ainda a responsabilidade da gestão de mais dois espaços culturais da cidade do Porto: Teatro Carlos Alberto e Mosteiro São Bento da Vitória. O TNSJ é o único membro português na União dos Teatros da Europa (UTE), organização que congrega alguns dos mais importantes teatros públicos do espaço europeu, integrando o Conselho de Administração da entidade.

 

16 de setembro de 2021

 

Informações à comunicação social:
www.centraldeinformacao.pt

 

Regressa ao Porto a mostra de cinema que nos faz pensar a Europa

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A Europa 61 - Semana do Cinema Europeu está de regresso à cidade do Porto. Entre 23 e 29 de Setembro, a segunda edição da mostra de cinema europeu ocupará as salas do Cinema Trindade. Uma seleção de 13 filmes, oriundos de 13 países distintos, pretende refletir não só as preocupações imediatas de uma Europa em contexto pandémico, mas também todas as suas transformações de base, sejam políticas, económicas ou sociais. 

 

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Em 2019, a primeira edição da Europa 61 partia da questão “existimos verdadeiramente enquanto europeus?”. Dois anos e uma pandemia depois, a interrogação mantém-se oportuna. No continente, muitas coisas estão diferentes, mas nada de essencial mudou. Se, por um lado, a ideia de uma Europa aberta e progressista nos oferece oportunidades, encontros e descobertas, aumentam, por outro lado, as crispações e os conflitos sociais, muitas vezes associados a uma crescente narrativa de estranheza perante o outro. Enfrentamos os mesmos desafios económicos, as sucessivas questões relacionadas com a imigração e a diversidade cultural, a gentrificação provocada pela migração interna, a falta de perspetivas que impera dentro da população mais jovem, ou a evidente dificuldade em debater os traumas de um passado histórico ainda recente. Temas que, de uma forma ou de outra, estão presentes em muitos dos 13 filmes selecionados para o  programa deste ano, com a curadoria de Carlos Nogueira. 

Do realizador espanhol Jonás Trueba, “A Virgem de Agosto” marca a abertura da mostra, no dia 23 de Setembro, às 21:30. A obra, que integrou a lista de 10 Melhores Filmes de 2020 para a Cahiers du Cinéma e foi nomeado para Melhor Filme Estrangeiro nos Césars do mesmo ano, é um filme-diário íntimo sobre uma mulher em busca de revelações, que se deixa levar pelos encontros e reencontros que uma cidade como Madrid - aqui filmada por Trueba com uma clara devoção - lhe proporciona. Na sessão de encerramento, às 21:30 do dia 29 de setembro, será exibido “Não Voltará a Nevar”, da dupla polaca Małgorzata Szumowska e Michał Englert. Tendo passado por diversos festivais europeus como Veneza e Sevilha, o filme explora alguns medos e fantasmas da Europa atual, confrontando-nos com a iminência de um apocalipse que, graças à imaginação, fantasia e humor com que os realizadores polvilham o filme, acaba por nunca chegar. Que assim seja. 

A II Semana de Cinema Europeu é organizada pela Representação da Comissão Europeia em Portugal, pela EUNIC-Portugal, rede constituída pelos institutos nacionais de cultura e por algumas embaixadas da União Europeia, e pela Embaixada Britânica em Lisboa. 

A mostra decorre entre 23 e 29 de setembro de 2021, no Cinema Trindade, no Porto. Serão exibidos filmes de 13 países diferentes - Alemanha, Áustria, Bélgica, Chéquia, Espanha, França, Hungria, Índia (país convidado), Irlanda, Itália, Luxemburgo, Polónia, Reino Unido. Todas as sessões têm entrada gratuita mediante o levantamento de bilhete.


PROGRAMA

A ESTREIA, DE ALEJANDRO FERNÁNDEZ ALMENDRAS 
Chéquia, 2019, ficção, 93’

A RAPOSA NA TOCA, DE ARMAN T. RIAHI
Áustria, 2020, ficção, 103’

A SOMBRA DA VIOLÊNCIA, DE NICK ROWLAND
Irlanda, 2019, ficção, 100’

A VIRGEM DE AGOSTO, DE JONÁS TRUEBA
Espanha, 2019, ficção, 125’

AS COISAS QUE DIZEMOS, AS COISAS QUE FAZEMOS, DE EMMANUEL MOURET
França, 2020, ficção, 122’

CAMARADA DRAKULICH, DE MÁRK BODZSÁR
Hungria, 2019, ficção, 95’

CONTOS DO RIO, DE JULIE SCHROELL
Luxemburgo, 2020, documentário, 82’

GHOST TROPIC, DE BAS DEVOS
Bélgica, 2019, ficção, 85’

ISCO, DE MARK JENKIN
Reino Unido, 2019, ficção, 89’

NÃO VOLTARÁ A NEVAR, DE MAŁGORZATA SZUMOWSKA E MICHAŁ ENGLERT
Polónia, 2020, ficção, 113’

NASIR, DE ARUN KARTHICK
Índia, 2020, ficção, 85’

SOLE, DE CARLO SIRONI
Itália, 2019, ficção, 102’

UM ANO DE VOLUNTARIADO, DE ULRICH KÖHLER E HENNER WINCKLER
Alemanha, 2019, ficção, 86’

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SERRALVES // 11 & 12 SETEMBRO // O MUSEU COMO PERFORMANCE (7ª EDIÇÃO)

O MUSEU COMO PERFORMANCE

-7ª EDIÇÃO -

 

 

Museu / Auditório / Biblioteca / Parque / Casa

11 - 12 SET 2021

 

 

 

Artistas: CECILIA BENGOLEA (AR) & FRANÇOIS CHAIGNAUD (FR), COLETIVO LOA (PT), GUILLEM MONT DE PALOL (ES) & MIGUEL PEREIRA (PT), INÊS TARTARUGA ÁGUA(PT), JACK SHEEN (UK), MARGHERITA MORGANTIN (IT), PAZ ROJO (ES), ROGÉRIO NUNO COSTA (PT)

 

 

O Museu Como Performance regressa a Serralves em setembro para a sua 7ª edição. Mais um passo para a afirmação do lugar da performance no espaço do Museu, mas também para o seu questionamento. Em tempos de negociações dramáticas da presença, derivadas e agudizadas por crises sanitárias, emergências ambientais e por fricções sociopolíticas que somatizam as dores de crescimento dos ideais cosmopolitas à escala global, a performance oferece-se como uma possibilidade e campo de reflexão e experimentação, de encontros e de tensões cuja urgência parece inescapável. Novamente, reúnem-se neste programa um conjunto de artistas e de trabalhos que oferecem uma trama de encontros e cruzamentos disciplinares onde se incluem performance, ações, dança, música e instalação.

 

Curadoria: Cristina Grande, Pedro Rocha, Ricardo Nicolau

 

O Museu como Performance conta com o apoio da Morgan Phoa Family

 

 

CECILIA BENGOLEA & FRANÇOIS CHAIGNAUD

“SYLPHIDES”

 

 

Os Silfos são seres sobrenaturais, uma invenção da imaginação de seres humanos e psíquicos presos entre mundos (principalmente entre o dos mortos e o dos vivos, mas também o da fantasia e da realidade, o do que é possível e o do que não é ...). Tendo-se tornado uma tendência literária e coreográfica respetivamente nos séculos XVIII e XIX, a figura do silfo ainda aparece nos dias de hoje como um importante enigma na nossa imaginação. Enquanto questionam quão materiais são o corpo e a vida após a morte, bem como a nossa relação com os mortos e os seus corpos terrenos, os silfos lançam dúvidas sobre alguns grandes aspetos mais solidificados do pensamento ocidental: o dualismo, o tempo linear, o racionalismo ...

A meio caminho entre o rito fúnebre e a anfidromia (celebração do nascimento), “Sylphides” parece destinada a ser uma tentativa literal de reencarnação. Por meio de uma abordagem que possibilita vivenciar a suspensão das funções vitais, pretende aceder a uma nova compreensão do nosso corpo e dos seus potenciais aniquilamentos e renascimentos.

 

Cecilia Bengolea (Buenos Aires, 1979), trabalha com vários media, incluindo performance, vídeo e escultura, usando a dança como uma ferramenta e um meio de empatia radical e troca emocional. Bengolea encara o movimento, a dança e a performance como escultura animada, onde ela própria é objeto e sujeito da sua própria obra. Imbuída de energias simbólicas encontradas na natureza e nas relações empáticas, as suas composições formam-se em torno de ideias do corpo como um médium - tanto individual como coletivo. Bengolea colaborou com artistas de dancehall como Craig Black Eagle, Bombom DHQ, Damion BG e com os artistas Dominique Gonzalez Forster e Jeremy Deller. O trabalho colaborativo com o coreógrafo francês François Chaignaud, “Pâquerette” (2005-2008) e “Sylphides” (2009), ganhou vários prémios, como o Award de la Critique de Paris em 2010 e o Young Artist Prize na Bienal de Gwangju em 2014. Também co-criaram peças para a sua companhia Vlovajob Pru, bem como para o Ballet de Lyon (2013), o Ballet de Lorraine (2014) e Pina Bausch Tanztheater Wuppertal.

 

François Chaignaud (Rennes, 1983) licenciou-se no Conservatoire National Supérieur de Danse de Paris, em 2003, trabalhando em seguida com, entre outros, os coreógrafos Boris Charmatz, Emmanuelle Huynh, Alain Buffard e Dominique Brun. Criou várias peças performativas usando diferentes formas de dança e voz partindo de diversas inspirações. Na sua obra, vemos a possibilidade de um corpo que se alonga entre a demanda sensual e a força da voz, bem como a convergência de múltiplas referências históricas heterogéneas - da literatura erótica às artes sacras.

Ele também é historiador e publicou, pela PUR, “L'Affaire Berger-Levrault: le féminisme à l’épreuve (1898-1905)”. A sua curiosidade pela história levou-o a iniciar uma série de colaborações artísticas, nomeadamente com a lendária drag queen Rumi Missabu, com o artista de cabaret Jérôme Marin, a artista Marie Caroline Hominal, os estilistas Romain Brau e Charlie Le Mindu, o artista plástico Theo Mercier, o fotógrafo Donatien Veismann, o artista Nino Laisné, a música Marie-Pierre Brébant, entre outros.

Chaignaud colabora estreitamente com Cecilia Bengolea desde 2005.

 

 

COLETIVO LOA

“NKISI”

 

Quatro entidades elementares, recetáculos de forças cósmicas, testam os limites do corpo num desejo transfigurador da matéria. Exploram as possibilidades de transcendência através da ativação mágica do espaço performativo, laboratório de iniciação ritual aos mistérios do invisível. Guiados por dispositivos sónicos robóticos e mutações lumínicas, estes seres desafiam a perceção da realidade. Associada ao espetáculo foi desenvolvida uma instalação que propõe um confronto hologramático com um nkisi nkondi, uma figura de poder portadora de forças sobrenaturais. Esta proposta estabelece uma relação fantasmagórica entre o espetador e objeto de museu que ganha vida e assombra as relações de dominação colonial a que foi sujeito, revelando e restituindo a sua capacidade mágica.

 

coletivo LOA reúne músicos, performers, artistas visuais, investigadores e espíritos ancestrais, convocando pensamentos e ações mágicas, que subvertem fronteiras conceptuais estereotipadas e fragmentam narrativas imperialistas. O LOA trabalha a partir de cosmogonias afro-atlânticas propondo disrupções performáticas pós-coloniais que se materializam em espaços de resistência criativa.

 

Direção Artística: Gil Mac

Intérpretes Criadores: Ana Rita Xavier, Cláudio Vidal, Dori Nigro, Wura Moraes

Música, construção e programação: Tiago Ângelo

Investigação e vídeo: Gonçalo Mota

Desenho de luz: Nuno Patinho

Interatividade: Grandpaslab

Coordenação de produção: Liliana Abreu

Apoio à direção: Rodrigo Malvar

Apoio ao movimento: Vânia Rovisco

Apoio na investigação: Ana Stela Cunha

Apoio figurinos: Mário Calisto

Co-produção: Teatro Oficina e Mafagafa

Apoio residências: Projecto Agit Lab, CRL - Central Elétrica, gnration, Oficinas Do Convento, Sonoscopia Associacão

Apoio: Direção-Geral das Artes

 

 

GUILLEM MONT DE PALOL & MIGUEL PEREIRA

“FALSOS AMIGOS

 

 

“Falsos Amigos” é um novo projeto em cocriação de Miguel Pereira com o coreógrafo catalão Guillem Mont de Palol. Partindo da origem etimológica comum de palavras de línguas diferentes, e de como por vezes essa aparente simbiose resulta em conceitos bastante distintos, “Falsos Amigos” posiciona os dois criadores num espaço de contraste entre o que há de semelhante e o que há de diferente entre eles. Entre a língua castelhana e o português são frequentes os chamados falsos amigos, ou seja, palavras com grafia ou pronúncia parecidas, mas que na realidade possuem significados totalmente diferentes ("embaraçada"/"embarazada", por exemplo). Desta correspondência de significados inadequada, baseada numa relação de amizade semântica falsa, Miguel Pereira e Guillem Mont de Palol desenvolvem a sua relação de falsa amizade - uma comédia de enganos a partir da exploração do movimento.

 

Conceito e Performance: Guillem Mont de Palol e Miguel Pereira

Desenho de Luz: Hugo Coelho - Aldeia da Luz

Produção: O Rumo do Fumo

Co-produção: Teatro Viriato

Parceiros: Citemor, Institut Ramon Llull, La Poderosa, La Caldera, Teatro das Figuras

Apoio: Fundação Calouste Gulbenkian, Novo Negócio/ZDB

Apoio à Criação: Opart, E.P.E./Estúdios Victor Córdon

Residências Artísticas: Citemor, Estúdios Victor Córdon, Festival Sálmon/Graner e Mercat de les Flors, Forum Dança, La Caldera, La Poderosa, O Rumo do Fumo, Novo Negócio/ZDB

 

“Falsos Amigos” partiu de uma residência artística desenvolvida no âmbito do programa CRUZADOS, de La Poderosa (Barcelona).

 

Guillem Mont de Palol (Girona, 1978).

Coreógrafo e intérprete, formou-se na SNDO (School for New Dance Development), em Amesterdão (2006). Desde então, tenho vindo a trabalhar em dança contemporânea e performance, tanto a nível nacional como internacional.

Colabora com Jorge Dutor (intérprete, cenógrafo e designer de iluminação e figurinos) desde 2008, com quem criou UUUHHH, YO FUI UN HOMBRE LOBO ADOLESCENTE INVENTANDO HORRORES (2009), Y POR QUÉ JOHN CAGE? (2011), #LOSMICRÓFONOS (2013) e o filme THISMOVIE (2013) e GRAND APPLAUSE (2016).  Estes trabalhos foram apresentados em vários locais e contextos, tais como: La Casa Encendida (Madrid), Julidans Festival (Amsterdão), Festival Panorama (Rio de Janeiro), Buda Kunstenzentrum (Kortrijk), Antic Teatre Mercat de les Flors (Barcelona), Festival Escena Abierta (Burgos), AltVigo, Short Festival de Teatro (Roma), Royal Exchange Theatre (Manchester), La Alhóndiga (Bilbau), entre outros.

Trabalhou com os coreógrafos Xavier Le Roy (Retrospective, 2012), Mette Ingvartsen (Giant City, 2009; All the way out there, 2010; The Artificial Nature Project, 2012), Frederic Gies (7 thirty in tights, 2013), Vincent Dunoyer (Encore, 2007), Andrea Bozic (Nothing Can Surprise Us, 2008), entre outros.

Desde 2013, é professor convidado de Movement Research na School for New Dance Development.

 

Miguel Pereira estudou na Escola de Dança do Conservatório Nacional e na Escola Superior de Dança, em Lisboa. Foi bolseiro em Paris, Nova Iorque e em Amesterdão. Como intérprete trabalhou, entre outros, com Filipa Francisco, Francisco Camacho e Vera Mantero. Como criador destaca os trabalhos “Antonio Miguel”, com o qual recebeu o Prémio Revelação José Ribeiro da Fonte do Ministério da Cultura e uma menção honrosa do prémio Acarte/Maria Madalena Azeredo Perdigão (2000), “Notas Para Um Espectáculo Invisível” (2001), Data/Local (2002), “Corpo de Baile” (2005), “Karima meets Lisboa meets Miguel meets Cairo”, uma colaboração com a coreógrafa egípcia Karima Mansour (2006), “Doo” (2008), “Antonio e Miguel”, uma nova colaboração com Antonio Tagliarini (2010), “Op. 49” (2012), “WILDE” (2013) em colaboração com a mala voadora, “Repertório para Cadeiras, Figurinos e Figurantes” (2015) para o Ballet Contemporâneo do Norte, “Peça para Negócio”, “Peça feliz” (2017) “Era um peito só cheio de promessas” (2019), e “Falsos Amigos”  (2021), uma colaboração com Guillem Mont de Palol. O seu trabalho tem sido apresentado em toda a Europa, Brasil, Uruguai e Chile, e é professor convidado em diferentes estruturas nacionais e internacionais.

 

A apresentação de “Falsos Amigos” conta com o apoio de: Mostra Espanha 2021, Ministerio de Cultura y Deporte de España, Embajada de España en Portugal.

 

 

INÊS TARTARUGA ÁGUA

“VARIAÇÕES PARA PIÕES N.º 1”

 

 

Conceção: Inês Tartaruga Água

Performers e cocriação: Beatriz Bizarro, Inês Tartaruga Água, Rui Fonseca e Xavier Paes

 

“Variações para Piões” são um conjunto de exercícios que têm como ponto de partida o lançamento do pião e o encontro desse corpo giratório com diversas matérias. Em “Variação n.º 1” explora-se a sonoridade de piões de cerâmica, cujas formas variadas resultam em ressonâncias de timbres e alturas distintas por efeito da rotação contínua do próprio objeto.

Entram em jogo o corpo, matéria e movimento, usando o pião como instrumento que ocupa e se distribui no espaço através de trajetórias aleatórias criando uma dimensão sonora espacializada e composições únicas a cada ato, onde o silêncio e a escuta atenta sublimam momentos de tensão, hipnose e meditação.

 

Inês Tartaruga Água (Válega, 1994)

Artista multidisciplinar centrada nas questões da ecologia profunda e da biopolítica, exploradora sonora e adepta da filosofia DIY bem como de práticas colaborativas e participativas em espaço público. Participa em exposições colectivas desde 2013, com destaque para a “XIII Bienal Internacional de Cerâmica Artística” (Aveiro, 2017), “Убежище/Suoja/Shelter Festival - Laboratory” (Helsínquia, 2019), «48 часов Новосибирск» (Sibéria, 2019), ou “Soundscapes” (Bahrain, 2019) com o coletivo artístico internacional “Mycelium” (RU, DEN, IT, EUA e PT). Funda com Xavier Paes a galeria OV/ (2021), o coletivo ecologista REFLUXO (2017) e DIES LEXIC (2015), duo de exploração musical. Integra a pseudo banda-falsa “MOSCXS” com sede no Porto.

 

 

JACK SHEEN

“CROON HARVEST”

 

 

A música de Jack Sheen manifesta uma preocupação em evitar narrativas lineares em favor de formas mais esculturais e ecológicas, muitas vezes usando ideias simples, como a repetição e a estática, enquanto questiona noções mais difusas, como processo, memória e clímax.

“Croon harvest” (2020) centra-se no potencial da voz para criar uma intimidade notável quando no seu estado mais silencioso e não projetado, um estado no qual marcas, grãos e imperfeições ornamentam o som resultante. A peça é composta de pequenos fragmentos de som vocal, com duração de uma respiração, com cada cantor instruído a cantar de uma forma que se assemelhe a um murmúrio ou balbucio, em vez de cantar de forma projetada.

A peça - uma instalação performática espacializada - convida a uma celebração da vacuidade, colocando suaves lamentos vocais em diálogo com gravações lo-fi de silêncio doméstico tomadas pelo grande corpo de cantores que interpretam a obra para criar uma delicada tapeçaria de atividade ritualística, murmúrios suaves e ruído branco.

Para O Museu Como Performance, Sheen apresenta duas versões da obra. Uma na sequência da original e apresentada ao ar livre no Parque de Serralves, e a estreia mundial de uma nova versão que inclui instrumentos de corda a ter lugar na Casa de Serralves.

 

Composição, direção: Jack Sheen

Interpretação:

Ensemble Vocal Pro Música, dirigido por José Manuel Pinheiro

Gil Fesch (guitarra), Nuno Pinto (guitarra), Hugo Simões (guitarra), Laura Peres (violino), Ana Tedim (violino), Sofia Belo (violino).

 

Trailer video: Laura Hilliard

 

 

Jack Sheen é um compositor e maestro de Manchester.

Trabalha regularmente com reputadas orquestras, ensembles, galerias e artistas em apresentações de concertos e performances operáticas, encomendas, instalações e projetos interdisciplinares. A própria música abrange obras para orquestras, ensembles e solistas, assim como instalações performativas imersivas que dispersam músicos, áudio, filmes e bailarinos em grandes espaços abertos e sem lugares sentados, confundindo as linhas entre composição de longa duração e a escultura. Suas composições recentes frequentemente existem em ambos os formatos.

2021 vê Jack Sheen estrear com a London Symphony Orchestra, London Philharmonic Orchestra, Basel Sinfonietta, Britten Sinfonia e FontanaMIX Ensemble em diversos programas, incluindo estreias de sua própria música, o regresso à Lucerne Festival Academy como maestro, a criação de um nova instalação áudio para a Bienal de Música de Veneza com o Neue Vocalsolisten Stuttgart, uma nova obra de concerto em grande escala e instalação performática para o Octandre Ensemble, o início de uma residência artística na PINK Gallery no centro da cidade de Manchester e a conclusão da bolsa enquanto Carne Fellow no Trinity Laban Conservatoire of Music & Dance, o primeiro compositor a ocupar esta posição.

Jack é o codiretor do London Contemporary Music Festival (‘o mais aventureiro e ambicioso festival de música nova da capital’, The Guardian; ‘o mais importante festival de Londres’, The Wire) e cofundador da aclamada orquestra LCMF.

 

A apresentação de “Croon harvest” em Serralves conta com o apoio da British Embassy Lisbon.

 

 

MARGHERITA MORGANTIN

“COSMIC SILENCE (Fluorescence)”

 

 

“COSMIC SILENCE (Fluorescence)” é um dos momentos de “VIP = Violation of the Pauli exclusion principle, UNDER THE MOUNTAIN, ABOVE THE MOUNTAIN”, um percurso de pesquisa que parte da observação de algumas imagens da física subnuclear e das astro partículas em relação com o imaginário artístico, praticado através da sensibilidade pessoal enquanto uma forma de dados científicos. O título toma emprestado o nome de uma das experiências de física de partículas que vem sendo realizada há anos nos laboratórios subterrâneos Gran Sasso do Istituto Nazionale di Fisica Nucleare sob o maciço Gran Sasso, a cadeia de montanhas no centro da Itália que se torna o centro físico e simbólico da investigação de Margherita Morgantin, graças à sua excecional dupla perspetiva.

VIP é a sigla que denomina a busca experimental por 'átomos impossíveis', cujo aparecimento representaria uma violação do princípio de exclusão de Pauli, ainda considerado um dos pilares de nossa compreensão científica do universo e da matéria. Em VIP, o corpo e a experiência da artista passam a fazer parte das ferramentas científicas utilizadas para a pesquisa de campo.

VIP é articulado entre 2020 e 2021 através de diferentes graus de envolvimento de vários interlocutores e públicos no processamento e apresentação dos seus resultados.

Em “COSMIC SILENCE (Fluorescence)” a tradução direta dos dados da experiência de física nuclear (VIP) em espectros sonoros é realizada em colaboração com a música eletrónica Ilaria Lemmo. A acompanhar, o farfalhar de uma manga de vento e texto.

As experiências conduzidas no âmbito de “COSMIC SILENCE”, atualmente em desenvolvimento, visam aprofundar o estudo dos mecanismos moleculares envolvidos na resposta biológica à radiação ambiental em sistemas modelo, tanto in vitro quanto in vivo, a diferentes níveis da escala filogenética.

 

Margherita Morgantin é uma artista visual italiana nascida em Veneza que vive e trabalha em Milão. Formou-se em Arquitetura no Departamento de Física Técnica do IUAV pesquisando sistemas de previsão de luz natural. O seu trabalho articula-se por meio de diferentes linguagens, que vão do desenho e instalação à performance, movendo-se por uma linha que liga linguagem, filosofia, matemática e cultura visual. Contato e convivência, observação e imaginação, são os intervalos abertos que caracterizam a obra de Morgantin. Tem participado em exposições coletivas shows e festivais em Itália e noutros países. Projetos recentes dela incluem: “VIP = Violação do princípio de exclusão de Pauli, SOTTO LA MONTAGNA, SOPRA LA MONTAGNA” (2020-21), “Doing Desculturalization” (Museion, Bolzano 2019); “Mi-abito” (Farmacia Wurmkos e Museo del 900, Milão 2019), “BienNolo” (Spazio ex Cova, Milano 2019); “Vetrine di Libertà, La Libreria delle donne di Milano, ieri, oggi” (Fabbrica del Vapore, Milão 2019); “Artworks that ideas can buy” (Arte Fiera/Oplà.Performing Activities, Bologna 2019). Publicações recentes incluem os livros de textos curtos e desenhos “Lo spazio dentro” (com Maddalena Buri) (nottetempo e-pub 2020), “Sotto la montagna Sopra la montagna” (nottetempo 2021). Desde 2013, trabalha como Pawel und Pavel, um projeto colaborativo de escrita e performance com Italo Zuffi. Colaborou com artistas sonoros/visuais e coreógrafos como Michele Di Stefano/mk, Roberta Mosca, Richard Crow, Mattin, Alice Guareschi e com o coletivo filosófico de mulheres Diotima. Ensina anatomia artística, ilustração científica e técnicas de performance na Accademy of Fine Arts em L'Aquila.

 

“VIP = Violation of the Pauli exclusion principle, SOTTO LA MONTAGNA, SOPRA LA MONTAGNA” é realizado com o apoio do Italian Council (VIII edizione 2020)

 

Produção: Xing, 2021

 

 

PAZ ROJO

“ECLIPSE : MUNDO”

 

“ECLIPSE: MUNDO” propõe um dispositivo de dissociação audiovisual em que a dança aparece como um vazio, como uma separação, como uma retração e como um abandono, correspondentes à origem etimológica da palavra “eclipse”. Como se fosse uma coreografia interrompida pela sua própria preparação, esta é uma dança que, embora não queira nada, faz alguma coisa. Tendo-se tornado um grave contínuo, uma ruína, um murmúrio, esta dança procura para si um outro ponto de partida, outra forma de voltar a dançar. Esta performance é acompanhada pelo livro “To Dance in the Age of No-Future”, de Paz Rojo, (publicado pela Circadian, Berlim 2019).

 

Paz Rojo (1974, Madrid).

Durante mais de uma década, Rojo tem pesquisado a produção de dança para além da estrutura da produção capitalista de valor. É doutorada em Filosofia em Belas Artes e em Práticas Performativas e de Media com especialização em coreografia pela Stockholm University of the Arts, Suécia. O seu trabalho tem sido desenvolvido por meio de dispositivos coreográficos, textuais, audiovisuais, curatoriais, coletivos e experimentais. Mais informação em https://www.researchcatalogue.net/view/727172/727185

 

Direção: Paz Rojo.

Desenho de Som: Fran MM Cabeza De Vaca

Dança: Oihana Altube, Arantxa Martínez, Jaime Llopis, Paz Rojo, Ricardo Santana.

Desenho de Luz: Carlos Marquerie.

Figurinos: Jorge Dutor.

Coordenação técnica: David Benito.

Assistência de som: Adolfo García.

Fotografia e trailer vídeo: Emilio Tomé; 

 

Apoiado por: Uniarts (Stockholm University of The Arts) Sweden; Naves Matadero – Internacional Center of Live Arts and City Council, Madrid.

 

A apresentação de “ECLIPSE : MUNDO” conta com o apoio de: Mostra España 2021, Ministerio de Cultura y Deporte de España, Embajada de España en Portugal.

 

 

ROGÉRIO NUNO COSTA

“MISSED-EN-ABÎME”

 

Em 1917, Marcel Duchamp escreve “1917” num urinol virado ao contrário. Em 1919, desenha um bigode no mais importante retrato da história da arte, não o original (ele não é Banksy), nem sequer uma reprodução (a Pop não havia ainda sido inventada), antes um retrato que ele próprio pintou, assim copiando o original e, ao fazê-lo, quase repetindo Melville: I would prefer not to. Em 1921, Man Ray fotografa Duchamp enquanto Rose Sélavy, fechando o ciclo, ou então abrindo o caminho para o desaparecimento do artista por trás do retrato. Um século depois, ainda não sabemos relacionar-nos, histórica ou artisticamente, com a radicalidade de tais gestos, ora descredibilizando-os (ou procurando-lhes novas autorias), ora atribuindo-lhes uma qualquer intransponibilidade ou irresolução histórica. MISSED-EN-ABÎME quer falar sobre um gesto (centenário) que pode ser lido enquanto destruição, revelação, ou simplesmente ostracismo autoimposto, como se fosse impossível fazer seja o que for depois de se ter obliterado (quase) tudo. Duchamp terá passado décadas da sua vida a fazer nada, razão pela qual Enrique Vila-Matas lhe terá dedicado algumas notas no seu romance dos autores-do-não (“Bartleby & Cia.”, 2000): « Uma vez, em Paris, o artista Naum Gabo pergunta a Marcel Duchamp porque havia ele parado de pintar. “Mais que voulez-vous?”, responde Duchamp, levantando os braços no ar. “Je n’ai plus d’idées!” ». A partir deste impasse, e através da ritualização de um isolacionismo queer e sacrificial, MISSED-EN-ABÎME atreve-se a revisitar a negligência de Duchamp, não para lhe atribuir uma solução — « …parce qu’il n’y a pas de problème » —, antes para aceitar o insucesso, o afastamento, a invisibilidade e o esquecimento, quiçá o desaparecimento, não como rituais de vitimização ou opressão autoinfligida, mas enquanto gestos de resistência/sobrevivência.

 

O projeto, subintitulado “Psicobiografia de um Herói Perdedor (1917-1921)”, contempla um dispositivo tripartido (performance/instalação, livro e filme) pensado para o espaço do museu de arte contemporânea, assim concluindo um percurso investigativo em torno da tríade Arte-História-Solidão realizado por Rogério Nuno Costa em colaboração com artistas e pensadores de Portugal e da Finlândia.

 

Criação, Direção, Edição e Performance: Rogério Nuno Costa

Produção: Inês Carvalho e Lemos

Dispositivo Cénico: Luís Lázaro Matos

Desenho de Luz & Direção Técnica: Kristian Palmu

Arte Sonora: Niko Skorpio

Dramaturgia de Movimento: Pie Kär

Design Gráfico: Jani Nummela

Workshop e Apoio Dramatúrgico: Colectivo FACA (Andreia Coutinho e Maribel Sobreira)

Fotografia de Cena: Miguel Refresco

 

Rogério Nuno Costa (Amares, 1978).

Performer, investigador, professor e escritor, desenvolve trabalho artístico transdisciplinar. Vive e trabalha entre Portugal e a Finlândia. Apresenta espetáculos, performances, conferências e textos ensaísticos que exploram os campos do teatro, dança, artes visuais e literatura. Com formação académica em Comunicação Social, História da Arte Contemporânea e Cultura Contemporânea & Novas Tecnologias, desenvolve atualmente investigação em Visual Cultures, Curating and Contemporary Art na Aalto University (Finlândia) e no Grupo de Investigação em Estudos Performativos da Universidade do Minho. Como intérprete, co-criador e colaborador artístico, trabalhou com Mariana Tengner Barros, Patrícia Portela, Teatro Praga, Sónia Baptista, Lúcia Sigalho, Teresa Prima, Joclécio Azevedo, Susana Mendes Silva, entre outros. Colaborador assíduo da companhia Estrutura. Faz curadoria para projetos artísticos e educacionais. Professor Assistente Convidado na licenciatura em Teatro da Universidade do Minho (Guimarães). Leccionou na Escola Superior de Artes e Design (Caldas da Rainha) e ArtEZ University of the Arts (Arnhem). Trabalha com vários artistas na condição de coordenador editorial e dramaturgo. Dirige o projeto documental do Ballet Contemporâneo do Norte, estrutura na qual é artista associado. Desde 1999, o seu trabalho já foi apresentado em Portugal, França, Reino Unido, Bélgica, Países Baixos, Alemanha, Croácia, Finlândia, Roménia e Canadá.

 

 

São João: Castro termina digressão no Centro Cultural de Belém

Nos dias 27 e 28 de agosto, às 19h00

São João: Castro termina digressão

no Centro Cultural de Belém

 

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Após a passagem pelo Festival de Almagro, em Espanha, regresso do espetáculo a Portugal encerra a programação fora de portas da Casa

 

A programação fora de portas do Teatro Nacional São João para a temporada abril/julho de 2021 está prestes a terminar, com a apresentação da peça Castro no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa. O espetáculo, que conta com encenação de Nuno Cardoso, diretor artístico do São João, parte da obra homónima do poeta António Ferreira, desvendando a modernidade e densidade intrínsecas ao drama histórico/lenda/mito do amor entre Pedro e Inês. A produção da Casa – que assinalou a primeira incursão de Nuno Cardoso na dramaturgia portuguesa – sobe ao palco do CCB nos dias 27 e 28 de agosto, às 19h00. Os bilhetes estão disponíveis a partir dos 17 euros.

 

Castro coloca-nos perante a intimidade concreta de personagens que se revelam cativas de si próprias, explorando a questão da utopia e do seu negro avesso: o amor/desejo e o poder como vício e caos, como cegueira que “escurece daquela luz antiga o claro raio”. Após as recentes passagens pelo Luxemburgo e pelo Festival de Almagro, em Espanha, o regresso a Portugal marca assim o fim da digressão da peça – estreada em março de 2020 no Teatro Aveirense –, e representa mais uma vertente da política de descentralização do São João.

O Teatro Nacional São João (TNSJ) é, desde 2007, uma Entidade Pública Empresarial, assumindo ainda a responsabilidade da gestão de mais dois espaços culturais da cidade do Porto: Teatro Carlos Alberto e Mosteiro São Bento da Vitória. O TNSJ é o único membro português na União dos Teatros da Europa (UTE), organização que congrega alguns dos mais importantes teatros públicos do espaço europeu, integrando o Conselho de Administração da entidade.

 

M.Ou.Co. enche o Porto de música com programação de soft opening

 

Ciclo de verão vai decorrer até 4 de setembro

M.Ou.Co. enche o Porto de música

com programação de soft opening

 

Novo espaço multicultural vai acolher seis concertos. Momentos são gratuitos e estão sujeitos a inscrição prévia

 

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Os finais de tarde e noites de verão são sinónimo de música e boa companhia. A pensar nisso, o M.Ou.Co. – novo espaço cultural e hoteleiro com um conceito multidisciplinar dirigido para a componente musical que abrirá oficialmente portas em setembro – vai, durante as próximas duas semanas, acolher artistas dos diferentes cantos do mundo: da Guiné-Bissau ao Brasil, passando por Espanha e Gâmbia. A programação cultural de soft opening, que resulta da parceria com o Programa Garantir Cultura, vai decorrer até 4 de setembro, estando agendado já para este sábado, às 21h00, o concerto do músico e compositor guineense Kimi Djabaté. Cumprindo com todas as recomendações de higiene e segurança da Direção-Geral da Saúde, os momentos, que decorrem ao ar livre, são de entrada gratuita, estando sujeitos à lotação do espaço, pelo que é obrigatória a inscrição através do e-mail info@mouco.pt.

 

Incorporando diferentes estilos de música, como jazz, blues, mandinga ou gumbé, Kimi Djabaté conta já com três álbuns na sua discografia – “Teriké” (2005), “Karam” (2009) e “Kanamalu” (2016) – e com uma colaboração no tema “Ciao Bella”, de Madonna, lançado em 2019. O concerto do músico guineense vai decorrer nos jardins exteriores do M.Ou.Co., que também vão servir de palco, desta feita, na quarta-feira, 25 de agosto, a Rui Trintaeum. A atuação do DJ natural do Porto, cujas sessões vão do “Do Jazz ao Techno, Música com Alma”, como o próprio as descreve, decorre às 21h00.

 

Já no dia 28 de agosto, às 19h00, apresenta-se no átrio do M.Ou.Co. a cantora e compositora brasileira LaBaq. A artista “livre e aberta a todas possibilidades estéticas” é responsável por temas como “Quiça”, “Pausa” ou “Clara”. Para encerrar o mês de agosto, no dia 31, às 19h00, o cantor e tocador de kora Mbye Ebrima, também tido como contador de história oral mandinga-kaabunké, irá receber o público num concerto que vai do blues à música tradicional mandinga. O mês de setembro arranca ao som da harpa de Angélica Salvi. A compositora espanhola que “habita” no mundo do jazz, pop, rock e eletrónica será responsável por encerrar a programação de soft opening do M.Ou.Co. no dia 4 de setembro, às 19h00.

 

O M.Ou.Co. é um novo projeto que agrega Turismo, Cultura e Comunidade num único espaço, tendo a Música como fio condutor e elemento convergente. Situado na zona do Bonfim (Rua de Frei Heitor Pinto, nº 67, 4300-081 Porto), o espaço cultural e hoteleiro integra um total de 62 quartos, um restaurante, uma sala de espetáculos e uma musicoteca. Mais informações disponíveis em www.moucohotel.pt.

 

Fazer das Tripas Festival | A música está de regresso ao palco do Hard Club no Porto

 

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Fazer das Tripas Festival é um ciclo de eventos no Porto com o objetivo de incluir a maior variedade de estilos (Blues, Cantautor, Fado, Jazz, Latina, Heavy Metal, Música Popular Brasileira e Rock) no palco do Hard Club. O festival decorre no mês de setembro. A promotora responsável pelo Fazer das Tripas Festival é a A Octomágica.

Alinhamento do Fazer das Tripas Festival

8 de setembro (4ª feira) - Redemptus e Verbian
9 de setembro (5ª feira) - André Sarbib e Kinteto António Ferro
14 de setembro (3ª feira) - Los Cubanitos e Samba Sem Fronteiras
15 de setembro (4ª feira) - Diogo Tigre e Rui David
16 de setembro (5ª feira) - Peter Storn & The Blues Society e Minnemann Blues Band
28 de setembro (3ª feira) - Trio Pagu e Márcia Barros Quartet
29 de setembro (4ª feira) - Hunderdogs e Norte
30 de setembro (5ª feira) - Ana Cristina e Sandra Cristina

A lotação dos concertos estará de acordo com as atuais regras da Direção Geral de Saúde.

Os bilhetes podem ser adquiridos na  bilheteira do Hard Club. O valor do bilhete é €5.

Fazer das Tripas Festival é co-financiado pelo COMPETE 2020 e Portugal 2020.
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