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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Escultor Paulo Neves apresenta "De Ferro" na Árvore, Porto

 

24 FEVEREIRO A 23 MARÇO

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“(…) O ferro é o que fica da boda dos quatro elementos.

Por isso o ferreiro é um Homem sábio.

Faz a enxada, faz a machada, faz a faca. (…) - MUTIMATI

 

No dia 24 de Fevereiro é inaugurada às 16h a Exposição de escultura “De Ferro” de Paulo Neves, na emblemática Árvore, no Porto.  

 

O escultor Paulo Neves é um artista plástico com reconhecimento incontornável a nível nacional e internacional. É sócio da Cooperativa Árvore há mais de 30 anos, onde tem participado regularmente em projetos, simpósios, exposições individuais e coletivas.

 

Paulo Neves, nascido em 1959, revelaria a sua maturidade artística durante a década de 90 do séc. XX. Com peças em diversas coleções portuguesas, o escultor está também representado nos Estados Unidos, França, Espanha, Brasil, Holanda, Bélgica, Roménia, Austrália, Marrocos e Alemanha. Embora tenha frequentado a Escola de Belas Artes do Porto, a sua aprendizagem é, na tradição moderna europeia, exclusivamente autodidata.
A expressão morfológica das suas peças apela ao expressionismo e ao barroco, embora a sua linguagem pareça totalmente original, construída à margem dos movimentos e tendências estéticas do seu tempo. Partindo muito jovem à descoberta do mundo pelas suas próprias mãos, Paulo Neves conheceu artistas, visitou museus, descobriu outros mundos, experiência sem dúvida determinante para a obra que viria a realizar.

 

Esta exposição reúne um conjunto com cerca de 30 obras criadas a partir de um único elemento, o ferro. Será a primeira vez que estas peças são apresentadas ao público.

A exposição contempla ainda um conjunto de desenhos em papel, com linhas e figurações que refletem as formas das esculturas.

 

O pintor José Emídio (e presidente do Conselho de Administração da Árvore) dedica estas palavras a Paulo Neves: “O seu trabalho é e deve ser visto, por todos, como um dos grandes exemplos da verdadeira grandeza dos artistas - Ser, no seu trabalho, aquilo que são como indivíduos. Por isso, sentimos no trabalho de Paulo Neves, a Natureza, o cheiro natural dos materiais o valorizar permanente da nossa relação com a terra, com os animais e com os outros. Paulo Neves cumpre-se a si próprio, questionando e transformando, formas e materiais, para que, dessa maneira, mais nos transformemos, nós todos, em  melhores, mais elevados e mais esclarecidos seres humanos, neste nosso mundo controverso, muitas vezes, injusto e trágico, mas também grandioso, deslumbrante, pleno de esperança e futuro. Assim queiramos todos... O Paulo ajuda-nos nesse caminho.”  

 

“De Ferro” estará patente na Árvore até 23 de Março.

 

 

Horário:

Sábados – 14h00 – 19h00

Terça a sexta: 10h00 – 13h00 | 14h00 – 18h30

Segunda: 10h00 – 13h00 | 14h00 – 18h00

Rua de Azevedo De Albuquerque 1, 4050-091 Porto

Entrada livre

Escultor Paulo Neves apresenta "De Ferro" na Árvore, Porto

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O escultor é um artista plástico com reconhecimento incontornável a nível nacional e internacional. Esta exposição reúne um conjunto com cerca de 30 obras criadas a partir de um único elemento, o ferro. Será a primeira vez que estas peças são apresentadas ao público. A exposição contempla ainda um conjunto de desenhos em papel, com linhas e figurações que refletem as formas das esculturas.

 

O autor está disponível para entrevista e aproveito para fazer o convite a visitar a Exposição a partir de dia 24.

 

Fotos: Paulo Neves - De Ferro

 

HARD ROCK CAFE PORTO INAUGURA EXPOSIÇÃO DE TRIBUTO ÀS LENDAS DO ROCK

Esta sexta-feira, dia 1, às 19h, o Hard Rock Cafe Porto inaugura uma exposição de tributo às lendas do rock, unindo a arte e a música. A Exposição “Duo’s Tribute to Rock Legends” reúne obras dos artistas Diogo Landô e Leandro Machado, que prestam homenagem a artistas icónicos, como Kurt Cobain, Eddie Vedder ou Kirk Mammett.  

Leandro Machado, professor e artista plástico, tem a sua obra, distinguida com vários prémios, em várias coleções particulares em Portugal e no estrangeiro, assim como em coleções públicas como na Fundação Bissaya Barreto em Coimbra e no Museu do Fado, em Lisboa.

Diogo Landô é um artista plástico que se tem distinguido pela sua abordagem inovadora, envolvendo a fusão de várias ferramentas digitais, incluindo a foto-manipulação, a colagem e a pintura digital. Inspira-se em diversas fontes, da arte clássica à pop art, da natureza aos grandes centros urbanos. O trabalho do Landô explora as histórias que entrelaçam passado, presente e futuro e definem a Humanidade.

A Exposição “Duo’s Tribute to Rock Legends” está patente até 1 de maio e tem entrada gratuita. A iniciativa insere-se na programação cultural do Hard Rock Cafe Porto, que privilegia as artes e os autores, e é organizada em parceria com a Galeria Nuno Sacramento.

 

Sobre o Hard Rock Café Porto: O Hard Rock Porto, instalado num edifício histórico na Rua do Almada, tem dois bares, três salas de restaurante e uma loja. As paredes estão cheias de objetos de artistas - uma camisa de Elvis Presley, uns ténis de David Bowie, um chapéu de Elton John, um colete e uma letra inédita de Prince, as botas de Madonna, uns óculos e uns auscultadores de Steve Aoki e várias guitarras, de Paul McCartney, Cliff Richard, Ace Frehley, Nikki Sixx, entre outros.

UCP_EA lança programa arrojado de conferências inspirado na música da MC Carol | “Não foi Cabral: revendo silêncios e omissões”

Entre 15 de fevereiro e 29 de maio, todas as quintas, na Católica no Porto

 

Escola das Artes lança programa de concertos, conferências, exposições e performances para não silenciar histórias

 

“Não foi Cabral: revendo silêncios e omissões” é o tema do programa cultural da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa que pretende estimular o debate sobre o fazer da(s) História(s), mostrando como muitos artistas contemporâneos têm contribuído para a alteração de paradigmas. Uma parceria da Escola das Artes com a Universidade de São Paulo (Brasil) e a Universidade de Princeton (EUA). De 15 de fevereiro a 29 de maio, ao final da tarde de quinta-feira, a cidade do Porto vai receber concertos, conferências, exposições e performances para não silenciar histórias.

 

Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes e co-curador do programa, sublinha que o ciclo “pretende construir um espaço de debate onde juntos possamos pensar as narrativas históricas e o modo como artistas de diferentes geografias e culturas têm sido motores fundamentais no alargamento e transformação dessa história oficial.” Sobre esta nova edição do programa, o diretor da Escola das Artes completa que “é fruto de um trabalho continuado da Escola das Artes em trazer temáticas com expressão no mundo não só artístico, como atual e global.”

 

Através da interseção de várias áreas e de conhecimentos múltiplos, onde se cruzam perspetivas de artistas, realizadores, ativistas ou intelectuais, o ciclo “Não foi Cabral: revendo silêncios e omissões” procura criar um espaço de debate conjunto, onde se reflita sobre como se pode juntar à História outros sujeitos, corpos ou objetos, de modo a, progressivamente, construir um recorte mais amplo e diverso do mundo, dos seus habitantes e dos processos de transformação.

 

Estão confirmados os concertos, conferências e performances de Lilia Schwarcz, Denilson Baniwa, Pedro Barateiro, Nuno Crespo e Dalton Paula, João Salaviza e Renée Messora, Paulo Catrica, Hélio Menezes, Ayrson Heráclito, Margarida Cardoso, Artur Santoro, Flávio Cerqueira e de Francisco Vidal. A Escola das Artes anunciou também a agenda da Sala de Exposições, que contará com Carla Filipe, Pedro Barateiro, Paulo Catrica e Letícia Ramos.

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O ciclo “Não foi Cabral: revendo silêncios e omissões” é um projeto em co-curadoria entre a intelectual e curadora brasileira Lilia Schwarcz e Nuno Crespo. O ciclo é organizado pela Escola das Artes, em parceria com a Universidade de São Paulo (Brasil) e a Universidade de Princeton (EUA). Vai decorrer entre 15 de fevereiro e 29 de maio, às quintas, na Universidade Católica Portuguesa, no Porto.

Exposição Expurgar Papel: Reconstruindo Narrativas do Colonialismo por Carla Filipe| Escola das Artes| Universidade Católica Portuguesa

Inauguração dia 16 de fevereiro, às 19h30, na Sala de Exposições da Escola das Artes no Porto

 

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Entre Documentos e Diálogos: A Arte Única na Desconstrução do Colonialismo Europeu

 

Conhecida pela sua envolvente série de trabalhos intitulada "Mastigar papel mastigado, o desejo de compreender o velho continente para cuspir a sua história", iniciada em 2014 durante sua residência artística na Antuérpia, Carla Filipe apresenta, no dia 16 de fevereiro, na Sala de Exposições da Escola das Artes da Universidade Católica, a sua abordagem distinta com a exposição "Expurgar Papel". Neste novo capítulo, a artista explora as complexidades do colonialismo europeu, utilizando documentação do séc. XVII ao séc. XX adquirida em alfarrabistas e em mercados de segunda mão. Um trabalho que desafia as convenções artísticas, focando-se exclusivamente na colagem como meio expressivo. No mesmo dia, a anteceder a inauguração da exposição, vai realizar-se uma Conferência de Lilia Schwarcz sobre “Imagens da branquitude: a presença da ausência.”

 

A arte é uma jornada complexa e completa, uma privilegiada forma de provocar reflexão e transformar consciências, um passeio fascinante pela mente e pela história. Expurgar Papel é uma contribuição valiosa para o diálogo crítico sobre a história europeia. Através do minucioso trabalho de Carla Filipe, somos convidados a questionar, refletir e, acima de tudo, a compreender as nuances do passado que continuam a moldar o nosso presente”, indica Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa.

 

Carla Filipe trabalha somente em torno desta documentação, sem recorrer ao desenho ou pintura, usando apenas a colagem enquanto veículo e metodologia percorrendo as linhas ténues entre o respeito e o desrespeito do documento muitas vezes considerado uma “entidade imaculada”. Em resumo, esta exposição será um corte e cose de documentos do séc. XVI até à modernidade.

 

Na construção destas colagens a imaginação é uma constante, a imaginação que vem na ação de combinação de ideias, manipulação de conteúdos, usando o humor, o drama, a realidade. Todos os elementos usados para as colagens são frágeis, onde tudo é informação, desde os vários tipos de papéis usados, como jornais, notas ou papel de fantasia.

 

Nesta singular exposição temos igualmente representada a revolução industrial, onde o papel tem outra manufatura, que distingue a sua durabilidade enquanto documento, sendo o elemento mais contemporâneo assim como, a introdução do cabelo, que também é arquivo (ADN).

 

A inclusão do cabelo relaciona o trabalho com o corpo, que também é um “arquivo”, fazendo ligação ao próprio título “mastigar” e “cuspir”; o acto de mastigar é também um acto de mascar, criando saliva misturada com a matéria sem engolir. É triturar toda a documentação entre os dentes, e cuspir este arquivo sem organização, sem categorias e sem preservação.

 

Seguindo a mesma ideia de repulsa, temos igualmente o “escarro” devido à inalação do pó desta documentação que acumula e necessitamos de expurgar (para não ficarmos contaminados: limpeza). Como se a artista quisesse adquirir todo a documentação possível e mastigar tudo para um novo início, através de uma ação de repulsa e de libertação transformando toda a matéria que é expulsa da sua boca numa espécie de cola que fica peganhenta na superfície. Tomando assim, consciência de que o arquivo é colonizador.

 

Esta é a primeira de quatro exposições do ciclo “Não foi Cabral: revendo silêncios e omissões”, um programa em co-curadoria entre Lilia Schwarcz e Nuno Crespo, que contempla uma agenda de concertos, conferências, exposições e performances, que vão decorrer entre 16 de fevereiro e 24 de maio. O ciclo é organizado pela Escola das Artes, em parceria com a Universidade de São Paulo (Brasil) e a Universidade de Princeton (EUA). A exposição de Carla Filipe estará patente ao público entre 16 de fevereiro e 15 de março.

Católica e Serralves inauguram exposição “Travelogue” de Pedro Barateiro no Porto

Dia 29 de fevereiro, às 18h30, na Universidade Católica Portuguesa no Porto

 

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Artista dá ainda a conhecer a sua performance "Como Fazer uma Máscara"

 

No dia 29 de fevereiro, às 18:30, vai ser apresentada a instalação Travelogue (2006), de Pedro Barateiro, no campus Porto da Universidade Católica Portuguesa. Esta exposição, com curadoria de Joana Valsassina, é a quarta iniciativa organizada no âmbito da adesão da Universidade Católica Portuguesa ao corpo de Fundadores da Fundação de Serralves e integra o Programa de Exposições Itinerantes da Coleção de Serralves.

Pedro Barateiro encontra na investigação de arquivo e na criação de microficções, estratégias para desmontar narrativas históricas e contemporâneas que continuam a sustentar a cultura hegemónica ocidental. Na obra Travelogue, o artista apresenta uma compilação de imagens retiradas de filmes de propaganda do Estado Novo, outrora exibidos no início de sessões de cinema enquanto reportagens que documentavam o crescimento de cidades e a criação de infraestruturas nas antigas colónias portuguesas, em Angola e Moçambique. A estrutura de projeção concebida por Barateiro reforça o anacronismo destas imagens, que revelam hoje, mais do que a construção de cidade, a edificação de uma ideologia.

 

A exposição “Mãos sobre a cidade” apresenta um conjunto de obras de artistas portugueses e internacionais representados na Coleção de Serralves que se debruçam sobre a realidade urbana contemporânea, investigando processos de ordem física, económica, social e cultural que moldam a vida na cidade. Mãos sobre a cidade inclui também um núcleo expositivo que reúne obras de diversos artistas no campus de Lisboa, e a apresentação de obras dos artistas E. M. Melo e Castro e Gordon Matta-Clark, nos Centros Regionais de Braga e Viseu.

 

No mesmo dia, 29 de fevereiro, Pedro Barateiro realizará uma performance, pelas 19h, no Auditório Ilídio Pinho. Denominada "Como Fazer uma Máscara / How to Make a Mask”, a obra assume a forma de um monólogo, acompanhado por um conjunto de imagens projetadas, onde a pessoa que lê o texto tenta pensar a questão da máscara, através de dispositivos de linguagem e imagem e exemplos que vão da história do teatro ocidental a testes de personalidade. O evento faz parte do ciclo “Não foi Cabral: revendo silêncios e omissões”, um programa com co-curadoria de Lilia Schwarcz (antropóloga e historiadora brasileira) e Nuno Crespo (diretor da Escola das Artes), que contempla uma agenda de concertos, conferências, exposições e performances, que vão decorrer entre 16 de fevereiro e 24 de maio. O ciclo é organizado pela Escola das Artes, em parceria com a Universidade de São Paulo (Brasil) e a Universidade de Princeton (EUA).

Expurgar Papel: Reconstruindo Narrativas do Colonialismo por Carla Filipe

Inauguração dia 16 de fevereiro, às 19h30, na Sala de Exposições da Escola das Artes no Porto

 

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Entre Documentos e Diálogos: A Arte Única na Desconstrução do Colonialismo Europeu

 

Conhecida pela sua envolvente série de trabalhos intitulada "Mastigar papel mastigado, o desejo de compreender o velho continente para cuspir a sua história", iniciada em 2014 durante sua residência artística na Antuérpia, Carla Filipe apresenta, no dia 16 de fevereiro, na Sala de Exposições da Escola das Artes da Universidade Católica, a sua abordagem distinta com a exposição "Expurgar Papel". Neste novo capítulo, a artista explora as complexidades do colonialismo europeu, utilizando documentação do séc. XVII ao séc. XX adquirida em alfarrabistas e em mercados de segunda mão. Um trabalho que desafia as convenções artísticas, focando-se exclusivamente na colagem como meio expressivo. No mesmo dia, a anteceder a inauguração da exposição, vai realizar-se uma Conferência de Lilia Schwarcz sobre “Imagens da branquitude: a presença da ausência.”

 

A arte é uma jornada complexa e completa, uma privilegiada forma de provocar reflexão e transformar consciências, um passeio fascinante pela mente e pela história. Expurgar Papel é uma contribuição valiosa para o diálogo crítico sobre a história europeia. Através do minucioso trabalho de Carla Filipe, somos convidados a questionar, refletir e, acima de tudo, a compreender as nuances do passado que continuam a moldar o nosso presente”, indica Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa.

 

Carla Filipe trabalha somente em torno desta documentação, sem recorrer ao desenho ou pintura, usando apenas a colagem enquanto veículo e metodologia percorrendo as linhas ténues entre o respeito e o desrespeito do documento muitas vezes considerado uma “entidade imaculada”. Em resumo, esta exposição será um corte e cose de documentos do séc. XVI até à modernidade.

 

Na construção destas colagens a imaginação é uma constante, a imaginação que vem na ação de combinação de ideias, manipulação de conteúdos, usando o humor, o drama, a realidade. Todos os elementos usados para as colagens são frágeis, onde tudo é informação, desde os vários tipos de papéis usados, como jornais, notas ou papel de fantasia.

 

Nesta singular exposição temos igualmente representada a revolução industrial, onde o papel tem outra manufatura, que distingue a sua durabilidade enquanto documento, sendo o elemento mais contemporâneo assim como, a introdução do cabelo, que também é arquivo (ADN).

 

A inclusão do cabelo relaciona o trabalho com o corpo, que também é um “arquivo”, fazendo ligação ao próprio título “mastigar” e “cuspir”; o acto de mastigar é também um acto de mascar, criando saliva misturada com a matéria sem engolir. É triturar toda a documentação entre os dentes, e cuspir este arquivo sem organização, sem categorias e sem preservação.

 

Seguindo a mesma ideia de repulsa, temos igualmente o “escarro” devido à inalação do pó desta documentação que acumula e necessitamos de expurgar (para não ficarmos contaminados: limpeza). Como se a artista quisesse adquirir todo a documentação possível e mastigar tudo para um novo início, através de uma ação de repulsa e de libertação transformando toda a matéria que é expulsa da sua boca numa espécie de cola que fica peganhenta na superfície. Tomando assim, consciência de que o arquivo é colonizador.

 

Esta é a primeira de quatro exposições do ciclo “Não foi Cabral: revendo silêncios e omissões”, um programa em co-curadoria entre Lilia Schwarcz e Nuno Crespo, que contempla uma agenda de concertos, conferências, exposições e performances, que vão decorrer entre 16 de fevereiro e 24 de maio. O ciclo é organizado pela Escola das Artes, em parceria com a Universidade de São Paulo (Brasil) e a Universidade de Princeton (EUA). A exposição de Carla Filipe estará patente ao público entre 16 de fevereiro e 15 de março.

 

Mais informações: https://artes.porto.ucp.pt/pt-pt/art-center/conferencias/programa-de-concertos-conferencias-exposicoes-e-performances-2024/programa

 

Artista indígena Denílson Baniwa fala sobre “Tupi ou não tupi, essa é a questão” no Porto

Aula Aberta, a 22 fevereiro, às 18h30, na Escola das Artes da Universidade Católica no Porto

 

A arte e o fortalecimento das narrativas cosmológicas como reescritura histórica do Brasil

 

“Tupi ou não tupi, essa é questão” (“Tupy or not tupy, xukui purandusaua”), será o tema da conferência conduzida pelo artista indígena Denílson Baniwa, um artista “antropófago”, que se apropria de linguagens ocidentais para descolonizá-las. Um evento aberto ao público, organizado pela Escola das Artes, que se realiza a 22 de fevereiro, às 18h30, no Auditório Ilídio Pinho da Universidade Católica Portuguesa no Porto.

Podemos confiar na Intuição? Hélia Correia, Miguel Moura e José Neto conversam sobre Intuição no Coliseu Porto Ageas

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Há quem tenha na intuição a sua força invisível do processo de decisão, e até de criação artística. Mas como é que a intuição opera? E até que ponto podemos confiar nela? No dia 22 de fevereiro, Dia Mundial do Pensamento, o Coliseu Porto Ageas organiza a conversa “O Sexto Sentido - Podemos Confiar na Intuição?”. O painel será constituído pela escritora Hélia Correia, pelo neuropsicólogo Miguel Moura e por José Neto, professor e investigador em Desporto de Alta Competição.

 

Desde o início dos tempos que a intuição desperta mitos e curiosidades. Há quem a descreva como “o sexto sentido”, e é possível defini-la como a sensação de sermos capazes de saber, sem razão aparente, o que fazer ou como decidir em determinado momento: na concretização de um negócio importante, na mudança de emprego, na confiança numa certa pessoa ou até na escolha do melhor lado da baliza para marcar um penálti. Mas estará a intuição mais próxima da noção de pressentimento ou de conhecimento efetivo?

 

Nesta conversa de entrada livre, a escritora Hélia Correia, galardoada com o Prémio Camões em 2015 e um dos maiores nomes da literatura em Portugal, vai partilhar com o público o porquê de descrever a sua escrita como intuitiva. “Escrevo de uma forma completamente cega. Por instinto. Fico à espera de que a frase venha, às vezes durante bastante tempo – porque sei, por exemplo, que “ali” deve ficar um trissílabo –, tenho a música na cabeça e ainda não sei qual é a palavra. Não há, de forma alguma, uma premeditação. Quando me perguntam qual foi a minha intenção ao escrever isto ou aquilo, só sei dizer que me apareceu”, disse recentemente, em entrevista ao jornal Público.

 

O neuropsicólogo Miguel Moura irá explicar quais as conexões que ocorrem no cérebro quando recorremos à intuição e como é que ela opera, recolhendo informação sensorial e também conhecimento depositado nas memórias de experiências passadas.

 

O painel fica completo com a presença de José Neto, histórico do futebol que colaborou com várias equipas técnicas a nível nacional e internacional nas áreas das ciências da educação e comportamento humano. Membro da equipa técnica de José Maria Pedroto no Futebol Clube do Porto, José Neto é Mestre em Psicologia do Desporto e Doutorado em Ciências do Desporto e vai explicar como a intuição é parte das competências e estratégias operacionais para uma melhor performance em contexto de alta competição.

 

Com moderação da jornalista Helena Teixeira da Silva, a conversa “O Sexto Sentido - Podemos confiar na Intuição?” acontece na próxima quinta-feira, às 18h00, e insere-se no projeto “Mantras Coliseu”, que em cada mês aborda uma temática diferente. O mês de fevereiro tem como tema o binómio Intuição > Decidir, inspirado pelo momento eleitoral do próximo dia 10 de março, em que todos somos chamados a decidir com especial responsabilidade, neste ano em que se assinalam os 50 anos do 25 de Abril.

 

A entrada é livre, mediante levantamento prévio de bilhete, a partir de dia 21 de fevereiro, às 13h00, na bilheteira do Coliseu, até à hora do debate. Lotação sujeita à limitação do espaço.

Exposições na Árvore - Benvindo de Carvalho e Antónia Gomes

Exposições na Cooperativa Árvore: de 13 Janeiro a 17 Fevereiro 2024

 

"A TENTAÇÃO DOS SIGNIFICADOS" DE BENVINDO DE CARVALHO

E

"AMOR COM AMOR SE PAGA" DE ANTÓNIA GOMES

 

Inaugurações dia 13 Janeiro - 16h00

 

Terminadas as comemorações do seu 60º aniversário, a Cooperativa Árvore arranca o ano de 2024 com duas exposições que vão ocupar integralmente o seu espaço expositivo. O consagrado Benvindo de Carvalho ocupará a sala 1, com a Exposição “A Tentação dos Significados”; nas salas 2 e 3 estará patente a Exposição “Amor com Amor se Paga” de Antónia Gomes – pela mão da curadora Katia Andrade.

 

"A TENTAÇÃO DOS SIGNIFICADOS" - BENVINDO DE CARVALHO | PINTURA - SALA 1  

 

“Há na minha obra, uma contínua oscilação entre a abstração e uma vaga figuração, corporizada na representação de formas, com a evidência do desenho em gestos expressivos, onde a tentação do significado é frequente. Na procura de uma lógica de organização formal e cromática, surge uma dinâmica de linhas, contrastes e superfícies texturadas, onde a intensidade da mancha e do gesto se apresentam como forma de pensar a pintura, que não pretende ser descritiva, mas antes colocar-nos perante o indeterminado, dando assim a possibilidade de outras leituras.” - Benvindo de Carvalho

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Biografia

Cabeceiras de Basto, 1947.

Curso de Escultura Escola Superior de Belas Artes do Porto. Bolsa Fundação Calouste Gulbenkian (1966-1969). Docente até 2006. Cofundador Galeria do Barredo, Porto e Domus Arte, Matosinhos. Realizou mais de quarenta exposições Individuais e inúmeras coletivas e grupo.

 

Coleções: Museu Amadeo de Souza Cardoso / Fundação Portugal Telecom, Porto / Totta & Açores, Porto / C.M. de  Barcelos, Gondomar, Matosinhos, Casa Cultura Cabeceiras de Basto/ Stª Casa Misericórdias: Cabeceiras de Basto, Borba, Valpaços, Porto / Seguros Bonança / Hotéis: Porta do Sol, Porto Antigo, Cinfães Douro e Monte Prado.

 

Prémios:

2014 – “Arte Hoje” SNBA, Lisboa

2000 – Prémio Pintura Tallens

1992 - Prémio Fotografia Trienal Latina

1990 – Prémio Pintura “Um Rio Duas Cidades”

1969 – Prémio Escultura IX Exp. Artes Plásticas da U.P.

 

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"AMOR COM AMOR SE PAGA " -  ANTÓNIA GOMES | PINTURA - SALAS 2 e 3

Curadoria Katia Andrade

 

“Maria Antónia Marques Gomes é uma ave, uma mulher-ave, que pousa nesta folha e naquela, fazendo nascer flores, e outras aves, e princesas em fuga do convento, ou mulheres como ela, ao mesmo tempo maduras e joviais, sem medo de existir.

 

Uma mulher encantada e encantadora, assim é, de facto, Antónia Gomes, a artista plástica que ora expõe na Cooperativa Árvore, aqui, no coração desta cidade que é sua, o Porto.

 

Expõe o seu traço delicado, tão leve, qual voo rente à folha de papel, mais ou menos saturado de cor, mas sempre inacabado, ténue sugestão. E profundo. Como tudo o que nasce da alma.

 

Porque Antónia Gomes, uns sabê-lo-ão já, outros ficarão a sabê-lo agora, é uma artista plástica de uma delicadeza rara e profunda, cuja obra nos revela um olhar em perfeita sintonia consigo própria, ou com a Beleza, tantas vezes escondida, dos dias. O olhar singular de quem sempre se ilumina com a Poesia solar de Eugénio de Andrade. Porque “é urgente o amor”. Amor [que] com amor se paga.

 

Esta exposição compreende sete trípticos, ou seja, 21 obras, que podendo ser “lidas” separadamente, constituem — neste tempo e neste espaço — sete viagens pelo interior de nós próprios, pelo interior da Natureza humana. O convite está feito. Tardemo-nos, pois, na obra de Antónia Gomes, esta artista plástica portuense, cujo reconhecimento tarda, mas é tão merecido. Através da sua obra, estou certa, ganharemos asas.” – Katia Andrade

 

Biografia

Maria Antónia Marques Gomes nasceu no Porto, estudou pintura na Escola Superior de Belas Artes do Porto sob a orientação do Mestre Sá Nogueira. Na Cooperativa Árvore tirou o curso de pintura e desenho. Foi aluna do Mestre Jaime Isidoro, Mestre Jorge Curval e da pintora Cristina Guise.

Participou em exposições dentro e fora do País.

 

Obteve o 1º prémio na Exposição de Pintura em Penedono, Viseu, e teve várias menções honrosas. Está representada em inúmeras coleções particulares e instituições: Fundação Luís de Araújo, Fundação Telo de Morais –Coimbra, Museu Serpa Pinto em Cinfães e ANJE.

Participou no Plural Out Project da Bienal de Arte de Vila Nova de Cerveira. Participou ainda no Projecto 50 Anos, 50 Mulheres da Cooperativa Árvore. Expôs individualmente, entre outros locais, na Galeria REM em Miguel Bombarda- Porto, na Galeria do Teatro Rivoli a convite do Fantasporto, na Casa Tait, no Ateneu Comercial do Porto e na Cooperativa Árvore. Coletivamente, expôs no Salão Nacional de Pintura do Casino do Estoril, Galeria Ap’Arte do Porto, Galeria Vértice em Lisboa, Museu de Arte Contemporânea da Baía no Brasil, Exposição “Gois Arte” em Oroso, Espanha, Mostra Porto 2013, Galeria Municipal Almeida Garrett, Galeria Porto Oriental, Espace 181 em Paris, Galeria Retângulo de Ouro de Cerveira e Museu Soares dos Reis do Porto. Está representada em Espanha, Portugal, Brasil e França. Lançou o livro “Pássaros” em 2019. É co-fundadora do Galeria REM com a pintora Helena Leão e escultora Beatriz Pacheco Pereira.