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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Dia 15 outubro: Jaques Morelenbaum e Fred Martins fazem concerto em Sintra

Foto Fred Martins e Jaques Morelenbaum.JPG

 

A  digressão 2021 dos artistas começa por Lisboa, em única apresentação no dia 15 de outubro, às 19 horas, na quinta Camélia Gardens, em Sintra
 

Lisboa foi a capital europeia escolhida por Fred Martins e Jacques Morelenbaum para dar início à digressão internacional que ambos irão realizar em conjunto este ano. Os artistas estarão juntos novamente no palco da Quinta Camélia Gardens, em Sintra, dois anos após o primeiro concerto, para uma única apresentação no dia 15 de outubro (sexta-feira), às 19 horas. As reservas devem ser feitas pelo email shownopalacio@gmail.com. Em seguida, a dupla segue para a Itália, com concertos em Roma, Perugia, Padova e Latina, com encerramento na cidade da Praia, em Cabo Verde.

Esta não será a primeira vez que estes dois grandes artistas brasileiros se juntam para um memorável encontro em palcos lisboetas. Em 2019, o violoncelista Jacques Morelenbaum esteve por aqui  para três apresentações ao lado do cantor, compositor e violonista Fred Martins. Naquela altura, além do Camélia Gardens, eles também se apresentaram no Palacete do Príncipe Real, na Rua das Pretas (veja aqui a performande dos dois em Coração Vagabundo neste dia), e Jaques ainda participou da gravação da canção Doceamargo, parceria de Fred Martins e Marcelo Diniz inspirada nos afro-sambas de Baden Powell e Vinicius de Moraes, que faz parte de Ultramarino, novo álbum de Fred Martins, lançado em maio deste ano.

O alinhamento do concerto minimalista reúne clássicos do samba e da bossa nova em homenagem a compositores como Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Chico Buarque, Carlos Lyra e Nelson Cavaquinho. O duo irá apresentar também músicas autorais como A Filha da Porta Bandeira e Zona Sul, ambas de autoria de Fred Martins, além da já citada Doceamargo.

 Playlist Fred Martins & Jaques Morelenbaum:  https://www.youtube.com/playlist?list=PLCSiNQP61LmQQ_bSph5yEKWteGqKABzMK

Um pouco sobre Fred Martins
Destacado entre os artistas de sua geração, o cantor, compositor e violonista Fred Martins oferece um repertório tão diverso quanto qualificado e que remete aos emblemáticos compositores brasileiros. Fred acaba de lançar o álbum “Ultramarino”, que reúne canções compostas nos anos que viveu entre Portugal e Espanha e conta com produção musical de Hector Castillo (ganhador de quatro Grammy Awards e colaborador de David Bowie, Björk, Lou Reed e Philip Glass, entre outros). O repertório condensa de forma contemporânea elementos do samba, da bossa nova, do blues e da música ibérica como o fado e o flamenco. Com oito álbuns lançados, suas composições também foram gravadas e executadas por Adriana Calcanhoto, Ney Matogrosso, Maria Rita, Zélia Duncan, MPB4, Joana Amendoeira e Susana Travassos, entre outros. As músicas de Fred Martins fazem parte de bandas sonoras de novelas e séries da Rede Globo e o artista integra o grupo de músicos do especial Rua das Pretas, da RTP. Fred Martins também gravou o especial de TV Tempo Afora (Canal Brasil), posteriormente lançado em DVD. Recentemente lançou o DVD A Música é meu País, exibido como especial de TV pela RTP1, em Portugal, e pela Globosat/Canal Brasil, no Brasil.

 

Fred Martins no YouTube: https://www.youtube.com/FredMartins  

Um pouco sobre Jaques Morelenbaum
O violoncelista, arranjador e diretor musical Jaques Morelenbaum é uma figura central na música brasileira. Conhecido mundialmente por suas participaçoes em álbuns e concertos de Tom Jobim, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marisa Monte, Gal Costa, Sting, Mariza, Cesária Évora, Henri Salvador e Ryuichi Sakamoto, entre outros. Morelenbaum ganhou um Grammy Award, compôs trilhas sonoras para filmes e dirigiu importantes Orquestras Sinfônicas.

SERVIÇO:
Fred Martins e Jaques Morelenbaum

Data: Sexta, 15 de outubro às 19 horas
Local: Camélia Gardens - https://www.camelia-gardens.com/pt/
Morada: Rua Rodrigo Delfim Pereira, 5 - Jardim da Vigia - 2710-500 Sintra, Lisboa, Portugal. Telefones: 210 501 487  /926 843 157
Ingressos: 20€, mediante reservas pelo email shownopalacio@gmail.com

'Agamémnon' estreia a 2 de Setembro num museu

Teatro | Cinco colectivos sintrenses em co-produção

Teatro em Odrinhas, no Museu Arqueológico, de 2 Setembro a 9 de Outubro. Todas as Quintas, Sextas e Sábados às 21h30 para maiores de 16 anos. Uma produção MUSGO Produção Cultural

Trilogia da Guerra – Agamémnontem a duração de uma hora e trinta minutos e o preço do bilhete ronda os quinze euros

Texto de Jaime Rocha, encenação de Paulo Campos dos Reis. Promotor: Fundação CulturSintra. Co-produtores: teatromosca, Efémero, Madrasta e RUGAS.

 

Depois de CULTO em Oeiras, a MUSGO regressa com mais uma criação site specific que, desta vez, se apropria cenicamente de um espaço museológico (um cemitério medieval e outros lugares) para revisitar, através da dramaturgia de Jaime Rocha - dramaturgo residente do colectivo -, a figura mitológica de Agamémnon, herói grego vencedor da guerra de Tróia.

Trilogia da Guerra

Agamémnon, Filoctetes, Aquiles

de Jaime Rocha

“Agamémnon” é a primeira peça de uma trilogia intitulada “A Trilogia da Guerra”. A Grécia declara guerra a Tróia, após o rapto da grega Helena, mulher de Menelau, pelo troiano Páris. Estamos na Antiguidade Clássica. Agamémnon, Filoctetes e Aquiles, três dos maiores heróis gregos, são protagonistas desta saga que faz derramar muito sangue, desperta enormes paixões e mostra o homem nas suas facetas mais íntimas, comovedoras, filosóficas e animalescas. A partir destes mitos fundadores do teatro grego, uma Trilogia da Guerra, ao mesmo tempo tragédia e comédia, responde às preocupações, utopias, angústias, ideais não só do homem antigo, como também do homem contemporâneo.

Ao reconstruir estes mitos gregos, reflecte-se também sobre como eles perduram no tempo e como se adaptam aos dias de hoje, como chegam até nós e são enquadrados no mundo moderno. De facto, a guerra nunca acabou, continua a ser uma presença constante e uma ameaça ainda mais mortífera, já que põe em causa a própria existência humana.

Jaime Rocha nasceu em 1949. Estudou na Faculdade de Letras de Lisboa. Viveu em França nos últimos anos da ditadura. Foi jornalista durante mais de três décadas. É poeta e dramaturgo residente no colectivo MUSGO Produção Cultural, de Sintra, e dramaturgista no grupo Hipérion-Projecto Teatral. No teatro, destaca-se O Construtor (peça seleccionada para o Prémio Europeu de Teatro, Berlim, 1994) e O Terceiro Andar (Grande Prémio APE de Teatro 1998), Seis Mulheres Sob Escuta, Casa de Pássaros, O Jogo da Salamandra e Homem Branco-Homem Negro (Grande Prémio de Teatro Português SPA/Novo Grupo 2004 – peça traduzida e representada em Inglaterra, Alemanha, França e Holanda), Azzedine e Outras Peças, O Mal de Ortov, Agamémnon – A Herança das Sombras e Filoctetes – A Condição do Guerreiro, O Regresso de Ortov, 2013 e As Troianas, com Hélia Correia, 2018.

 

 

 

 

 

EM ANEXO FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA

Preço do bilhete: 10 €
10% desconto para munícipes
Não é possível reservar!
Bilhetes já à venda em Ticketline, na bilheteira da Quinta da Regaleira e nas lojas Fnac e Worten

 

 

 

Reservas: Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas 219 238 608

Produção MUSGO: 933 156 590 / 916 429 602

 

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA

Designação: Trilogia da Guerra - Agamémnon

Texto: Jaime Rocha

Encenação: Paulo Campos dos Reis

Dramaturgia: Jaime Rocha e Paulo Campos dos Reis

Interpretação: Miguel Moisés, Milene Fialho, Ricardo G. Santos, Philippe Araújo, Rute Lizardo, Clara Marchana, Catarina Rodrigues, Cirila Bossuet e Raquel Pereira (Projeto TEIAS)

Bailarina: Clara Marchana

Canto lírico: Catarina Rodrigues

Cenografia: Paula Hespanha e Manuel Pedro Ferreira Chaves

Figurinos: Nuno Barracas

Videógrafo: Ricardo Reis

Assistência de encenação: Ricardo Soares

Desenho de luz: Paulo Campos dos Reis

Produção executiva: Regina Gaspar

Direcção técnica e operação de som e luz: Show Ventura

Apoio à cenografia: Pedro Cóias

Costureira: Carina Soares

Direcção de produção: MUSGO Produção Cultural

Co-produção: Efémero, Madrasta, Musgo, Rugas e teatromosca

Agradecimento especial: Hélia Correia, Nuno Cintrão, Valdevinos Teatro de Marionetas

Promotor: Fundação CulturSintra

ALEGRO SINTRA E ALEGRO MONTIJO COM EXPOSIÇÃO DE OBRAS DE ARTE EM 3D

Entrar num quadro de Van Gogh, atravessar um desfiladeiro ou fugir de Tubarões? 12 cenários e muita ilusão para fotografias surpreendentes

 

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“Play With Art” é o nome da exposição de obras de arte em 3D que chega ao Centro Comercial Alegro Sintra, de 8 a 21 de agosto, e ao Alegro Montijo, de 22 de agosto a 5 de setembro, com um conceito mágico e que promete divertir visitantes de todas as idades!

 

Esta exposição permite interagir com a ilusão produzida pelas obras em 3D, de grande formato, criando a sensação de se estar dentro da própria cena representada. Entrar num quadro de Van Goghescapar a tubarões ou a um comboio sem freio, abraçar uma baleia ou um tigre, subir um prédio com o Homem-Aranha, são apenas algumas das várias experiências que esta exposição vem trazer. É só deixar a imaginação seguir o tema da obra e diversão não vai faltar, que merece ser registada em fotografias e vídeos para partilhar com os amigos e deixá-los espantados com o efeito surpresa da ilusão!

 

Adicionalmente, é possível conhecer também a origem destas obras de talentosos artistas que fazem parte do universo visual urbano e descobrir como a arte se funde com a realidade através da técnica 3D.

 

E porque o efeito surpresa não fica por aqui, o Alegro Sintra e o Alegro Montijo vão lançar um passatempo* online, nas respetivas páginas de facebook, em que as fotografias acompanhadas da frase mais criativa habilitam-se a ganhar a ganhar um dos seis kits de máquina polaroid e cartuchos a atribuir em cada um dos centros comerciais.

 

No Alegro Sintra a exposição estará presente na Praça Central, no piso 0 e piso 1, e no Alegro Montijo na Praça do Moinho, no piso 0. A participação é gratuita e o único requisito é a diversão e a partilha da ilusão desta arte com os amigos!

 

 

*Consulta de regulamento obrigatória em alegro.pt.

 

  • “Play with Art” integra 12 obras de arte 3D em exposição;
  • Centro Comercial Alegro Sintra de 8 a 21 de agosto;
  • Centro Comercial Alegro Montijo de 22 de agosto a 5 de setembro;

Últimas apresentações JACK

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5 a 8 agosto (quinta a domingo)

11 a 14 de agosto (quarta a sábado)

18 a 21 de agosto (quarta a sábado)

26 a 27 de agosto (quinta e sexta) 
 

"A origem do medo, está enclausurada em cada um de nós."

Sinopse:

Nas ruas de Whitechappel corre o rumor de que um monstro anda à solta. Várias pessoas são assassinadas de um modo brutal e desumano.
Quem é o autor deste hediondo crime? Que "Ser" é este? Com que motivos deambula por estreitas ruelas de negrume?
Esta é a viagem ao nosso interior, à descoberta de quem somos e de que besta se esconde dentro de nós.



M/16 
Duração: 75 min

O preço é de 12€ (desconto de 10% para Munícipes de Sintra mediante apresentação de um comprovativo de morada válido por bilhete. Desconto aplicável a bilhetes vendidos/levantados na bilheteira da Quinta da Ribafria e restantes postos de venda exceto Internet).



FICHA TÉCNICA
Texto: João Ascenso
Encenação: Paulo Cintrão
Assistência de Encenação: Catarina Ramos
Interpretação: Alexandra Pato, Ana Lúcia Magalhães, Carlos Gonçalves, Maria Curado Ribeiro, Mariana Sardinha e João Ascenso
Música Original: Nuno Cintrão
Figurinos: Piedade Cintrão
Cenografia: Carlos Gonçalves
Imagem: José Frutuoso
Movimento: Daniel Cerca Santos
Som e Luz: David Cipriano e Tiago Santos
Apoio a montagens: Eugénio Cruz e Fernandes Fernandes
Fotografia: Ricardo Rodrigues
Vídeo: Ricardo Reis
Produção: Sandra Cruz e Telma Grova  
Agradecimentos: Lázaro Prego
Promotor: Fundação Cultursintra FP
 


*O espetáculo sofreu alteração de horário devido às novas medidas impostas pela DGS no âmbito da fase pandémica da COVID-19, sendo o novo horário das apresentações às 21h00.

teatromosca com progrAMAS para toda a família

Em junho, o teatromosca programa diversos espetáculos dedicados a toda a família. Sempre às 16h, estes dias serão preenchidos com propostas teatrais e um concerto muito especial.

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ZUMBA ZUMBA ZAIA M/3 

5 de junho > 16h
AMAS - Auditório Municipal António Silva [Agualva-Cacém]

 

Num sotão duas meninas encontram duas grandes malas enquanto estão a jogar às escondidas. Essas malas estão cheias de lembranças de alguém que viveuem África. A partir da descoberta desses objetos o espetador é transportado para um universo de cores, imagens e sons vindos do continente africano. "Zumba zumba zaia" é um espetáculo de teatro físico, onde usamos o corpo como meio privilegiado de expressão.

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ALDEBARàM/12

12 de junho > 16h
AMAS - Auditório Municipal António Silva [Agualva-Cacém]

 

Portugal, ano 2118. Os recursos naturais da Terra estão esgotados e a humanidade está à beira da extinção. Como último recurso, a Agência Espacial Lusitana vai enviar uma expedição em busca de outro planeta habitável. Destino: a estrela Aldebarã, uma das mais próximas do nosso sistema solar. Uma nave veloz é construída e buscam-se tripulantes para esta missão repleta de perigos e incertezas. Mas os únicos voluntários a oferecer-se formam uma tripulação de párias, desajustados e estouvados. Agora estes argonautas futuristas devem unir as suas forças e lançar-se no desconhecido. Conseguirão eles salvar o planeta que os rejeitou? 

 

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CINE-CONCERTO:
FILMES MUSICADOS M/6

19 de junho > 16h
AMAS - Auditório Municipal António Silva [Agualva-Cacém]


Depois de mais de 120 sessões em território nacional e internacional, o músico e compositor residente em Sines, Charlie Mancini, apresenta o seu cine-concerto ao ar livre, no qual irá musicar o clássico do cinema pré-sonoro, “Sete Oportunidades”, de Buster Keaton. Similar a como um músico presta atenção ao maestro, Charlie Mancini mantém-se focado nas personagens projetadas no ecrã para que o acompanhamento musical substitua na perfeição os diálogos e crie um ambientedistinto e único para cada cena. Esta é uma experiência singular e memorável. Uma verdadeira máquina do tempo!

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BILHETEIRA ONLINE

teatromosca celebra a diversidade em família

 

A companhia sintrense teatromosca, apresenta, durante o mês de junho, um conjunto de espetáculos dedicado a toda a família. Com os eventos a decorrer no AMAS — Auditório Municipal António Silva, sempre às 16h, o coletivo aposta numa programação que prima pela diversidade nas ofertas artísticas e temáticas, estimulando o espetador através de propostas de reflexão sobre temas atuais.

 

A 5 de junho, recebemos a companhia belga Baobá Theater, que irá apresentar "Zumba Zumba Zaia", na semana seguinte é a vez do espetáculo "Aldebarã" pela Terra Amarela e, por fim, a 19 de junho, acolhemos um cine-concerto pelo músico e compositor Charlie Mancini.  

Paisagem Efémera: Refletir sobre o passado e o presente de Riba d'Ave

Estreia do primeiro ato acontece na quinta-feira

Paisagem Efémera: Refletir sobre o

passado e o presente de Riba d’Ave

 

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Espetáculo do Teatro da Didascália olha agora para a paisagem industrial e urbana do território, apresentando-se na Fábrica Sampaio Ferreira

 

Riba d’Ave é uma vila indissociável da componente industrial que, durante décadas, permitiu o seu desenvolvimento, numa “revolução” que se deu à escala daquele território. A Fábrica Sampaio Ferreira foi o “átomo” instigador de um fenómeno que perdura na memória coletiva. O que resta depois da falência da indústria? Como ficaram as vidas dos operários? Tendo como ponto de partida um espaço vazio que se projeta para o imaginário, o Teatro da Didascália vai procurar responder a estas questões na sua mais recente criação: Paisagem Efémera – industrial e urbana. O primeiro ato do projeto vai estrear-se esta quinta-feira, às 19h00, e tem como palco o espaço da própria fábrica.

 

Os registos dizem que eram 200 os teares da Fábrica Sampaio Ferreira, a empresa fundada por Narciso Ferreira, em 1896. Foi a primeira empresa têxtil moderna de Vila Nova de Famalicão. O seu marco no território é inquestionável e, mesmo depois de desativada, os ecos do seu legado ainda se fazem sentir por toda a vila: no mercado, no hospital, nas escolas, no cineteatro e até dentro das próprias casas. Na forma como olha para a paisagem industrial e urbana de Riba d’Ave, o Teatro da Didascália procura dar voz aos operários anónimos que permanecem na sombra da história, onde por norma sobressaem apenas os nomes dos grandes empresários.

 

No espaço onde agora impera o silêncio e o vazio vão projetar-se sons de máquinas, personagens e narrativas imaginárias. Bruno Martins (diretor artístico do Teatro da Didascália), António Júlio, Margarida Gonçalves e Rui Souza, criadores e intérpretes do primeiro ato do Paisagem Efémera – industrial e urbana, vão explorar diferentes elementos que compõem o universo industrial, fazendo da antiga fábrica uma página em branco para escrever o presente.

 

Desde o som das máquinas do passado em paralelo com a atual ausência de ruído; passando pela representatividade da figura feminina na classe operária da época, através da análise da repetição das tarefas que esta exercia no seu trabalho e depois no lar; sem esquecer a relação emocional que os operários estabeleciam com a fábrica e a vida dos que “perderam a função” depois da falência. A tudo isto, junta-se ainda o processo de transição da ruralidade para a industrialização e a influência que esta mudança aportou em tradições tão simples como os cantares de trabalho. Estes são alguns dos temas abordados pelo espetáculo, que resultam do trabalho de investigação dos quatro criadores.

 

Um projeto artístico de continuidade

Paisagem Efémera – industrial e urbana vai ainda contar com mais dois atos, que vão ser apresentados nos próximos meses. O foco continuará a ser a paisagem do território ribadavense, espaço que o Teatro da Didascália “tomou” como uma “segunda casa” até ao final do ano. Recorde-se que em 2020, a companhia apresentou o projeto Paisagem Efémera – natural e rural, através do qual deu a conhecer a vila de Joane, incitando uma reflexão sobre as suas consequências sociais, políticas e ambientais da transformação daquele território.

 

O primeiro ato de Paisagem Efémera – industrial e urbana pode ser visto quinta e sexta-feira, às 19h00, e no sábado, às 11h00, na Fábrica Sampaio Ferreira (Av. Narciso Ferreira 4765, 4765-202 Riba d'Ave), cuja lotação está limitada a 53 lugares. O preço dos bilhetes é de cinco euros.

O festival MUSCARIUM#6 começa já amanhã!!!

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Temos consciência que esta pandemia afetou (infetou) também o modo como vivemos o Teatro, a Dança, a Música, o Cinema, mas queremos relevar o gesto de  insistir em organizar um festival de artes performativas durante duas semanas, com propostas artísticas tão distintas apresentadas em espaços dispersos por boa parte do território sintrense, como um ato de resistência e de amor. Não vamos parar de criar e não vamos deixar de querer marcar encontro regular com os nossos públicos, e, cada vez mais, o MUSCARIUM assinala apenas o início de uma longa temporada do teatromosca e do espaço que, tão afetuosamente, chamamos AMAS.

MUSCARIUM#6

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REGRESSA EM SETEMBRO O MAIOR FESTIVAL EM SINTRA

O festival MUSCARIUM mantém a sua periodicidade anual e, em 2020, decorrerá entre 17 e 27 de setembro. A atuação inaugural estará a cargo do Quorum Ballet, uma das mais importantes companhias de dança nacionais. Este ano, tendo em conta as contingências sociais e sanitárias, consideramos ainda mais urgente enaltecer as principais caraterísticas do festival que se pretende orgânico e vivo, promovendo um acesso cada vez mais democratizado à cultura, através da programação de um conjunto de espetáculos multidisciplinares que serão apresentados em diferentes espaços do concelho de Sintra. Neste sentido, apostámos numa programação maioritariamente nacional contando com um muito aguardado concerto de Surma no Palácio Nacional de Queluz e ainda com espetáculos das companhias de teatro: Trincheira Teatro, Visões Úteis, Teatro do Silêncio, Companhia Mascarenhas Martins, Musgo - Produção Cultural e o próprio teatromosca em coprodução com o Centro Dramático Rural.

PLASTICUS - Um espetáculo de teatro por um oceano limpo - 14 Março

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A RUGAS - Associação Cultural, a partir de um personagem de um livro de Rute Sousa, Takumi, criou o espectáculo Plasticus para promover sensibilização ambiental por um oceano livre de Plástico.

O Plástico está a invadir o nosso planeta.
O que podemos fazer para evitar o excesso de lixo plástico ? 
Que futuro queremos deixar às futuras gerações?

Estas são perguntas que a companhia se colocou para dar forma e vida a esta criação artística, dirigida à infância e famílias, que reflete sobre essa entidade que está por todo o lado e se reproduz a uma velocidade muito maior que qualquer ser vivo.
Uma "conferência" em forma de jogo teatral vai levar o público a uma reflexão mais atenta e além do problema, é lançado o desafio de propor recomendações de ações que todos podemos fazer por um planeta sem plástico.

Plasticus estreia dia 14 de Março, com entrada livre, pelas 16:00h no Centro Cultural Olga Cadaval, no Auditório Acácio Barreiros.