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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Está quase a chegar o Lisboa na Rua

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Lisboa na Rua está de regresso, animando a cidade com cinema, música, teatro e dança, mas este ano com um programa um pouco diferente e com algumas regras.
 
Escolhemos espaços e locais da cidade que permitam manter a devida distância e com acesso limitado para podermos, assim, regressar devagar à cidade, e celebrar a cultura ao ar livre e em segurança, através de uma programação multidisciplinar entre 13 de agosto e 27 de setembro. A entrada é gratuita em todos os eventos, mas sujeita, obrigatoriamente, a inscrição ou levantamento prévio de bilhete.
 
Abrimos o programa com o Festival Política (que normalmente acontece em abril) no Cinema São Jorge que apresenta propostas variadas durante 4 dias (entre 13 e 16 de agosto), num convite à reflexão sobre a temática do Ambiente e do desenvolvimento sustentável, no ano em que Lisboa é a Capital Verde Europeia.
 
Celebramos também a Capital Verde com a estreia de “Outro Olhar”, uma instalação artística da dupla de artistas Luke Egan e Pete Hamilton (do Reino Unido), que se destacou pela sua inovação no panorama internacional de arte urbana e que durante um mês dará vida às árvores um pouco por toda a cidade
 
Em setembro assinalamos um aniversário muito especial, os 70 anos de Jorge Palma, com um concerto exclusivo que será transmitido online no Facebook da Câmara Municipal de Lisboa e EGEAC – Cultura na Rua, no dia 12, pelas 21h30. Neste espetáculo, intitulado “70 Voltas ao Sol”, o cantor, compositor e músico estará ao piano, acompanhado por uma pequena orquestra e com Cristina Branco e Dead Combo, como convidados.
 
Ainda antes, nos primeiros dias de setembro, continuamos a celebrar Amália, dando voz à diva maior do Fado, desta vez no grande ecrã com “Amália no Cinema”, um ciclo de cinema no jardim do Museu de Lisboa - Palácio Pimenta. Quatro filmes protagonizados por Amália e comentados, ao vivo, por vários convidados.
 
O jardim do Museu de Lisboa, será igualmente palco para o Dançar a Cidade. Um desafio para experimentar vários estilos de dança, ao ar livre e a solo, que se estende ao Palácio Baldaya (em Benfica), todos os domingos de setembro.
 
Na Estufa Fria apresentamos, especialmente para os mais novos, mais uma das Antiprincesas, dando a conhecer, desta vez, a médica feminista Beatriz Ângelo em histórias dramatizadas com sessões de manhã e à tarde, durante todos os fins de semana também do mês de setembro.
 
Ainda no âmbito da Capital Verde Europeia, o festival Lisboa Soa (24 a 27 de setembro) ocupará vários locais da cidade com esculturas sonoras, e a comunidade de leitura em espaços verdes Ecotemporâneos instala-se na Quinta da Alfarrobeira (em São Domingos de Benfica), para mais duas sessões à volta dos livros, desta vez protagonizadas por Jorge Silva Melo (29 de agosto) e Gisela João (27 de setembro).
 
Nesta edição do Lisboa na Rua reservamos música clássica para todos, com a Orquestra Gulbenkian e os seus Solistas a interpretarem obras intemporais em três concertos de entrada gratuita. Continuamos também a aliar a cultura à descoberta de novos lugares e é a isso mesmo que convida a Open House, este ano num novo formato, com um programa de passeios sonoros realizado apenas no exterior.
 
Entre agosto e setembro o Lisboa na Rua convida ainda a ver Cinema no Estendal, a desfrutar dos festivais Bairro em FestaFUSOLisboa Mágica e Chapéus na Rua ou a ouvir música experimental nas Noites de Verão da Galeria Quadrum (em Alvalade) e também no espaço O’Culto da Ajuda com Formações Extraordinárias.
 
Este ano a ilustração do programa tem a assinatura de AKA Corleone (alter ego de Pedro Campiche), numa combinação original de cores, personagens e formas que caracterizam este artista visual natural de Lisboa.
 
Toda a programação em www.culturanarua.pt 

Teatro no Fórum Cultural - Baixa da Banheira

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“Ermelinda do Rio, Noturno Para Voz e Concertina”

 

Com encenação e interpretação de Maria João Luís e texto de João Monge, “Ermelinda do Rio, Noturno Para Voz e Concertina”, pelo Teatro da Terra, sobe ao palco do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, no dia 26 de setembro, pelas 21:30h.

 

“Noturno para Voz e Concertina é o subtítulo do testemunho dorido de quem perdeu grande parte da família na maior catástrofe natural em Portugal, desde o terramoto de 1755. As cheias do Tejo a 26 de novembro de 1967, no Ribatejo e arredores de Lisboa, serviram de inspiração para João Monge escrever, na primeira pessoa, um poema narrativo pelos olhos de uma menina e de sua mãe que vivem a tragédia de sobreviver para assistir impotentes ao desaparecimento da sua família, de amigos, de conhecidos. Bastou uma noite de chuva, como tantas outras, para que, de madrugada, o mundo estivesse virado do avesso. “A noite do fim do mundo”, como alguém lhe chamou, 50 anos depois, é ainda hoje uma história mal contada. O Portugal de Salazar não quis que a tragédia falasse da sua real dimensão. Maria João Luís, naquele dia com 4 anos, é uma dessas pessoas que juntamente com o pai, a mãe e irmão, sobreviveram àquela noite de novembro. Ermelinda do Rio é assim um poema vivido por Maria João Luís, que ela própria encena, numa auto expiação dos seus fantasmas que ainda hoje a visitam, de tempos a tempos.

Texto: João Monge | Encenação: Maria João Luís | Com Maria João Luís e os músicos Miguel Leiria Pereira, Sofia Pires e Sofia Queiroz Ôre-ibir | Música para três contrabaixos: José Peixoto | Cenografia: José Carretas | Desenho de luz: Pedro Domingos | Produção executiva: Rita Costa | Assistência de encenação e design gráfico: Clarisse Ricardo | Pintura do cartaz: Soledad Lagruta | Fotografia de cena: Vitorino Coragem | Assistência de produção: Filipe Gomes | Direção de produção: Pedro Domingos | Produção: Teatro da Terra 2019.

 

 

Destinatários: Geral | M/12 anos

Duração: 55 min.

Bilhete: 3,56 euros

Lotação limitada, sendo periodicamente avaliada de acordo com as indicações da DGS.

 

 

Reserva de Bilhetes (a partir de 16 de setembro):

Fórum Cultural José Manuel Figueiredo

Rua José Vicente, Baixa da Banheira

Tel. 210888900


Horário da Bilheteira: terça-feira a sábado, das 14:30h às 19:30h. Dias de espetáculo e cinema: uma hora antes do início do espetáculo ou sessão; encerra aquando do início do espetáculo ou sessão.

As reservas têm que ser levantadas até à véspera do espetáculo/sessão, com um limite de cinco bilhetes por reserva.

 

O Fórum Cultural José Manuel Figueiredo cumpre todas as normas da Direção-Geral de Saúde para o sector da Cultura.

ESTREIA | O Evangelho de Van Gogh

D. Mona apresenta
O EVANGELHO DE VAN GOGH

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Depois da carreira de sucesso dos espectáculos Não Kahlo (2018/19) e Kusama e Warhol (2019/20) nas mais reconhecidas redes de teatro de Madrid, Lisboa e Cantábria, as produções D. Mona estreiam agora O Evangelho de Van Gogh.
Um dos mais famosos pintores de sempre ganha vida numa experiência única que une a história do pintor pós-impressionista Vincent Van Gogh, com o seu espírito missionário e artístico irreverentes, aos universos fantásticos da Biblioteca de Nag Hammadi. O espectáculo estreia mundialmente em Sevilha, integrando o festival EL FOC e estando nomeado ao Prémio de teatro Nazario, chegando a Lisboa em Outubro de 2020 no Centro Cultural de Carnide e iniciando digressão nacional e internacional a partir desse mês por Cabo Verde e Madrid. Um espectáculo multilingue, falado em português e espanhol e, pontualmente, em inglês, onde a dimensão plástica se destaca em figurinos que se apresentam enquanto autênticas telas.
 
Vincent Willem van Gogh foi um pintor holandês considerado uma das figuras mais famosas e influentes da história da arte ocidental. Criou mais de dois mil trabalhos em pouco mais de uma década, tendo pintado cerca de 860 pinturas a óleo, entre as mais famosas estão A Noite Estrelada (1889), Auto-retrato com a orelha cortada (1889) ou Amendoeira em flor (1890). O teatro une-se à pintura, à música e à dança numa experiência multisensorial.

Artistas Unidos | Setembro - Outubro

Os Artistas Unidos estão nos últimos dias de UMA SOLIDÃO DEMASIADO RUIDOSA a partir de Bohumil Hrabal no Teatro da Politécnica, só até sábado, dia 19. Em seguida, o epectáculo segue para Almada, no Teatro Municipal Joaquim Benite de 25 a 27 de Setembro e depois no Cacém, no Auditório Municipal António Silva a 3 de Outubro.

 

A 30 de Setembro, estreia QUARTOS de Enda Walsh. Um espectáculo com encenação de Jorge Silva Melo e as vozes de Américo Silva e Vânia Rodrigues.

 

 

UMA SOLIDÃO DEMASIADO RUIDOSA a partir do romance de Bohumil Hrabal de e Com António Simão Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos M12

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No Teatro da Politécnica de 27 de Agosto a 19 de Setembro

No Teatro Municipal Joaquim Benite de 25 a 27 de Setembro
No Cacém, no Auditório Municipal António da Silva a 3 de Outubro

 

“O céu não é humano e o homem que pensa nem sequer pode ser humano.”
Bohumil Hrabal

 

Criado em 1997, com estreia no CCB, os Artistas Unidos retomam agora, 23 anos depois, um espectáculo criado por António Simão a partir da novela de Bohumil Hrabal, autor maior. Não é uma reposição, é uma revisão da matéria dada.

 

Em Praga, há uma cave. Brilhante como uma gruta de tesouros. Sombria e suja como um esgoto. Nessa cave há milhares de livros, centenas de ratos, visões passageiras e palavras que tornam o mundo grande. E há um homem, Hanta. Que há 30 anos empurra afectuosamente os livros, os mais belos e mais banais, para a prensa que os tritura e transforma em cubos de papel. Mas Hanta é um “carniceiro terno”. Sabe salvaguardar as palavras guardando-as na memória, para que elas brilhem que nem sóis, e para que esses sóis o ajudem a ver como pode ser a vida de um homem. Por entre a poeira, o suor e o cheiro a cerveja que não pára de beber, Hanta fala-nos.

 

Evelyne Pieiller

 

 

 

QUARTOS de Enda Walsh Tradução Eduardo Calheiros Figueiredo Vozes  Américo Silva e Vânia Rodrigues Cenografia Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Som André Pires Encenação Jorge Silva Melo M12

 

 

No Teatro da Politécnica de 30 de Setembro a 7 de Novembro

3ª a 6ª:  19h / 20h / 21h 

Sábs: 16h / 17h / 18h / 19h / 20h  / 21h

 

 

E foi então que comecei a conversar com o meu quarto – inventando histórias para ursos e bonecas – com a escuridão a ameaçar lá fora.

 

Enda Walsh, Quarto da Rapariga

 

A partir de Quarto 303 de 2012, Enda Walsh tem vindo a escrever vários Quartos apresentados como instalações teatrais quer no Festival de Galway quer em Nova Iorque. Apresentamo-los agora aqui, neste pós-confinamento,  A mesma palavra luxuriante, herdeira de Beckett ou Joyce, a mesma claustrofobia ( como em Acamarrados ou A Farsa da Rua W), um mundo pobre de onde não se consegue escapar, E, no entanto, há quem se tenha escapado. Um autor maior, um teatro singular.

JSM

 

Um homem velho sozinho, à espera, à medida que o tempo se aproxima do fim. A verdade esquecida. Morto. Completamente.

Com seis anos, uma rapariga deixa o seu quarto e família e anda. Sem parar. Até agora.

 

 

Quando era criança (digamos com seis anos) era muito bom a ler a atmosfera de uma divisão, com ou sem pessoas. Os traços de uma discussão terrível que acabara há meia hora, eram ainda visíveis para mim no ar entre os meus pais enquanto viam TV. E ficava também electricidade estática no quarto das traseiras, produzida pelo meu irmão mais velho e as suas muitas namoradas. Quando o meu pai estava no trabalho, sentava-me sozinho no quarto da frente da casa e sentia a sua ansiedade, sentia o seu stress diário a partir da “sua cadeira”. Numa casa de oito pessoas, há uma quantidade magnífica de barulho e trânsito e drama. Mas quando penso na minha infância lembro-me frenquentemente de quartos vazios, estes lugares naturezas-mortas onde algo acabou de acontecer. Mais velho, e até hoje, gusto de estar sozinho num quarto onde nunca estive antes. E é bom estar no silêncio e olhar para as coisas neste quarto – sentir a sua atmosfera, imaginar as suas histórias. Ao sentar-me ali, quero que o quarto fale comigo e me conte os seus segredos.

Enda Walsh

 

TNSJ recebe antestreia do filme O Ano da Morte de Ricardo Reis

Este domingo, 20 de setembro, no Porto

O Ano da Morte de Ricardo Reis 2 © Créditos Rese

 

 

Pilar del Río é uma das personalidades que assistirá à adaptação do cineasta João Botelho, juntamente com os atores que compõem o elenco

 

O Teatro Nacional São João (TNSJ) vai ser o primeiro espaço a exibir O Ano da Morte de Ricardo Reis, o mais recente filme do cineasta João Botelho. Concebida a partir da obra homónima de José Saramago, a longa-metragem tem antestreia marcada para o dia 20 de setembro, às 21h00, e exalta o encontro peculiar entre o criador Fernando Pessoa (já defunto) e um dos seus heterónimos: Ricardo Reis. Na sessão, estarão presentes Pilar del Río, assim como os atores que compõem o elenco do filme.

 

Fernando Pessoa, Almeida Garrett, Eça de Queirós, Agustina Bessa-Luís ou Fernão Mendes Pinto são alguns dos autores de referência da literatura portuguesa que João Botelho já adaptou para o cinema – agora, chegou a vez do Prémio Nobel de Literatura de 1998, José Saramago. Juntando a imaginação de Fernando Pessoa e a ousadia de Saramago, o filme vai levar o público até ao ano de 1936, uma época marcada por extremos políticos: o fascismo de Mussolini e o nazismo de Hitler, o Estado Novo de Salazar e o deflagrar da Guerra Civil Espanhola.

 

Nesse ano “de todos os perigos”, Pessoa (Luís Lima Barreto) e Ricardo Reis (Chico Diaz) são dois “observadores”, aos quais se juntam duas mulheres: Lídia, interpretada por Catarina Wallenstein, e Marcenda, personagem de Victoria Guerra. “Para estar à altura deste notável romance de realismo fantástico” o cineasta optou por filmar a preto e branco, deixando para o final “uma explosão de cores” que irá transportar o espectador para os tempos contemporâneos. O Ano da Morte de Ricardo Reis é, para João Botelho “a luta contra o esquecimento, a afirmação da necessidade da leitura”.

 

Com produção da Ar de Filmes e coprodução da Fundação José Saramago, o filme vai ainda apresentar-se no Centro Cultural de Belém (CCB), nos dias 22 e 23 de setembro, ficando depois disponível nas salas de cinema nacionais. O preço do bilhete é de 6 euros.

Agenda semanal Centro Cultural de Belém · 16 — 23 setembro

 

Concerto Inaugural da Temporada Sinfónica

Orquestra Metropolitana de Lisboa

Mahler: Quarta Sinfonia
20 setembro | 17:00 | Grande Auditório

 

No Concerto Inaugural da Temporada Sinfónica CCB/Metropolitana, vamos ouvir a Quarta Sinfonia de Gustav Mahler. Composta nos verões de 1899 e 1900, a sinfonia culmina na canção Das himmlische Leben (A vida celestial), que será interpretada pela soprano alemã Anne Schwanewilms. Antes dessa viagem, cruzamo-nos com o músico húngaro Péter Eötvös e o seu Diálogo com Mozart, uma releitura de apontamentos dispersos nos cadernos pessoais do compositor de Salzburgo. Um concerto com a direção musical do maestro Pedro Amaral.

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Cinema

O Ano da Morte de Ricardo Reis
Um filme de João Botelho
22 e 23 setembro | 21:00 | Grande Auditório

 

Depois de ter abordado a obra de Fernando Pessoa (em Filme do Desassossego), Eça de Queiroz (Os Maias) e Fernão Mendes Pinto (Peregrinação), o realizador João Botelho adaptou para o cinema o livro O Ano da Morte de Ricardo Reis, escrito por José Saramago em 1984.
A ação da história passa-se em 1936, o ano de todos os perigos, do fascismo de Mussolini, do nazismo de Hitler, da terrível guerra civil espanhola e do Estado Novo em Portugal, de Salazar. Fernando Pessoa, o criador, encontra Ricardo Reis, a criatura. Duas mulheres, Lídia e Marcenda, são as paixões carnais e impossíveis de Ricardo Reis. 
 
 
 
 

NO FUNDO PORTUGAL E MAR_creditos Áthila Bertoncin

 

Ciclo No Fundo Portugal É Mar 
Perspetivas de Arte, Ciência e Ambiente
25 setembro a 5 dezembro 2020 


A partir do dia 25 de setembro, a Fábrica das Artes do CCB retoma o ciclo No Fundo Portugal É Mar (uma parceria com a Estrutura de Missão para a Extenção da Plataforma Continental). Esta programação é um convite ao mar, lançado aos públicos de todas as infâncias que queiram mergulhar nestas propostas artísticas, mas também científicas e ambientais.

O ciclo parte da exposição/instalação multimédia No Fundo Portugal É Mar, de Graça Castanheira, e desdobra-se em formações e oficinas online em educação ambiental, conversas e palestras com amantes e conhecedores do mar, e os espetáculos A Tartaruga e o Menino do Mar (de Ana Sofia Paiva e Margarida Botelho, em estreia absoluta) e A Menina do Mar (por Carla Galvão, Filipe Raposo e Beatriz Bagulho, a partir da música de Bernardo Sassetti).

 

 

© The Estate of Philip Guston

Formas de Ler
O Poder da Comédia

Helena Vasconcelos
24 setembro | 18:00 | Sala Ribeiro da Fonte

A necessidade da introdução da comicidade na literatura vem de muito longe e o riso é considerado, ainda hoje, como o melhor remédio para muitos males. Ao longo deste ciclo de debates literários, vamos constatar como a comédia tem servido como uma espécie de refrigério em tempos sombrios — como os que estamos a viver — e é suficientemente subversiva e desordeira para incluir críticas mordazes, e por vezes violentas, ao status quo, afirmando-se como o último bastião da liberdade e contra a repressão censória, seja ela política, social, religiosa, de cariz sexual ou moral.

Este ciclo inicia-se a 24 de setembro com a leitura da obra As Aves (Edições 70), de Aristófanes (c. 447 a. C. — c. 385 a. C.).

 

 

 

 

Artistas Unidos em Almada com Hrabal

António Simão em Uma solidão demasiado ruidosa, a partir do romance de Bohumil Hrabal, pelos Artistas Unidos

UMA SOLIDÃO DEMASIADO RUIDOSA_fotografia Jorge Go

 

Uma solidão demasiado ruidosa, a partir do romance de Hrabal e interpretado por António Simão, vai estar em cena no Teatro Municipal Joaquim Benite, nos dias 25, 26 e 27 de Setembro, sexta e sábado, às 21h30, domingo, às 16h.

 

Os Artistas Unidos retomam um espectáculo criado por António Simão em 1997: um monólogo pujante que nos transporta para o ambiente amarelecido e cru da Checoslováquia de Kafka, símbolo universal do absurdo existencial que povoa as nossas vidas. Uma história simples: um funcionário que vive algures numa casa escura e velha cheia de livros, cuja tarefa é prensar papel velho numa cave – todos os dias, toneladas de livros. Um homem solitário, que vive das memórias do passado, das frases livrescas e das canecas de cerveja; como um vagabundo que lê todos os livros que passam por essa cave, o homem torna-se culto por inadvertência.

 

Bohumil Hrabal (1914-1997), nome maior da literatura checa do século XX, deixou uma obra marcada pela irreverência e pelo sentido do grotesco. Viveu a ocupação nazi e o estalinismo do pós-guerra, tendo exercido vários e distintos ofícios, entre os quais os de ferroviário, contra-regra, telegrafista, empregado de notário, marçano, angariador de seguros, caixeiro-viajante, operário siderúrgico, figurante de teatro, e também o de prensador de papel, no qual se inspiraria para escrever Uma Solidão Demasiado Ruidosa, publicado em 1976. António Simão encena esta «lição de História com muito mais de trinta e cinco anos, que é o tempo de que fala a personagem do romance (desde a II Guerra até ao Maio de 1968), mergulhando nas pulsões do intemporal inconsciente do Mundo. Aquilo de que sofreu Hanta, a personagem desta história, chega nestes nossos dias ao pico do seu horrendo desenvolvimento – a industrialização, a tecnologia, o consumo e a desumanização.»

 

Uma solidão demasiado ruidosa (Sala Experimental, dia 25 e 26, às 21h30, dia 27, às 16h) 1h | M/12

 

A partir do romance de Bohumil Hrabal

Criação e interpretação António Simão
Cenografia e figurinos Rita lopes Alves
Luz Pedro Domingos

 

(Artistas Unidos)

 

 

Semana Europeia da Mobilidade: Teatro destaca mobilidade inclusiva

Semana Europeia da Mobilidade

Teatro destaca mobilidade inclusiva

 

A companhia de teatro local, “Teatro da Vila”, integra as comemoraçõesmunicipais, da Semana Europeia da Mobilidade e, a partir do próximo dia 16 de setembro, apresenta online a performance “Mobilidade para Todos”. Para assistir em www.cm-palmela.pt ou nas redes sociais do Município.

 

Tendo como tema central a mobilidade inclusiva, esta é uma criação inspirada na peça de teatro “Ver com o Coração”, uma produção da Companhia das Miúdas Perfeitas/ Teatro da Vila que estreou em 2019.

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Baseada em factos reais, “Ver com o Coração” conta-nos a história de Mafalda, uma menina que nasceu cega, mas é uma pessoa muito corajosa e feliz.

 

Tendo como ponto de partida, o tema inspirador “Emissões Zero, Mobilidade para Todos”, a Semana Europeia da Mobilidade apresenta, de 16 a 22 de setembro, um programa diversificado, colocando em destaque o tema da mobilidade nas suas diversas dimensões.

 

Consulte o programa em www.cm-palmela.pt.

TNSJ acolhe lançamento de 14 obras inéditas de Abel Neves

No próximo sábado, 12 de setembro, às 16h00

TNSJ acolhe lançamento de

14 obras inéditas de Abel Neves

 

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Sessão será conduzida por Jorge Louraço Figueira. Excertos das obras serão lidos pelo elenco residente do Teatro Nacional São João

 

No próximo sábado, 12 de setembro, às 16h00, o Salão Nobre do Teatro Nacional São João (TNSJ) acolhe o lançamento de 14 obras inéditas de Abel Neves, um dos dramaturgos portugueses mais prolíficos. A sessão conta com a apresentação de Jorge Louraço Figueira e com o contributo do elenco residente do TNSJ que assumirá a leitura de excertos das obras.

 

Os 14 volumes* são publicados pela Editora Húmus, parceira de longo curso do TNSJ, que alarga, desta forma, o seu catálogo de teatro, onde constam também vários títulos da coleção de textos dramáticos do Teatro São João. Abel Neves (1956), natural de Montalegre, conta com um vasto leque de obras publicadas, que transcendem a dramaturgia teatral, explorando poesia, ensaio e ficção narrativa.

 

A sessão do próximo sábado é aberta ao público, sendo necessária confirmação prévia. As reservas podem ser efetuadas através dos contactos: 223 401 951 ou relacoespublicas@tnsj.pt.

 

*Livros Abel Neves: Às Vezes Uma RoseiraAs Voltas da LuaAtlânticaCampos ElísiosCasinoChove e Sol em ParisFlor e CinzaMadressilvaMagnéticoNero – Príncipe do UniversoO Franguito das Bodas de PrataPertinho da Torre EiffelSniperSolitário

O Teatro Nacional São João (TNSJ) é, desde 2007, uma Entidade Pública Empresarial, assumindo ainda a responsabilidade da gestão de mais dois espaços culturais da cidade do Porto: Teatro Carlos Alberto e Mosteiro São Bento da Vitória. O TNSJ é o único membro português na União dos Teatros da Europa (UTE), organização que congrega alguns dos mais importantes teatros públicos do espaço europeu, integrando o Conselho de Administração da entidade.

Teatro Municipal do Porto retoma ligação a 17 de setembro

Teatro Municipal do Porto retoma ligação a 17 de setembro

Temporada 2020/2021 integra propostas de programação em sala e no digital. Após pausa forçada, o TMP recentra a sua missão, com a dança a ocupar lugar de destaque.  

 

 

A temporada 20/21 do Teatro Municipal do Porto (TMP) começa a 17 de setembro, com uma clara promessa de abrir caminho a novos formatos de apresentação, criação e fruição. A programação, que assegura os compromissos da temporada anterior, apresentará, entre setembro de 2020 e fevereiro de 2021, um total de 69 espetáculos, dos quais 22 estreias absolutas e oito nacionais. Das 44 coproduções anunciadas, 33 são com artistas e estruturas que trabalham a partir da cidade e três são internacionais. Haverá ainda 14 sessões que serão transmitidas online no âmbito do novo programa “TMP Online”. 

 

A Vida Vai Engolir-vos, uma criação do ator e encenador português Tónan Quito, será o ‘pontapé de saída’ da nova temporada do TMP. O espetáculo, que se divide em duas partes que decorrem alternadamente no Rivoli (17 e 19 de setembro) e no Teatro Nacional São João (18 e 19 de setembro), é uma maratona de 10 horas em que é possível ver quatro das principais peças do dramaturgo russo Anton Tchékhov: A Gaivota, O Tio Vânia, Três Irmãs e O Ginjal.

 

Ao longo do primeiro semestre da programação, não vão faltar alguns nomes já conhecidos do público do TMP, como Companhia Nacional de Bailado, Teatro Experimental do Porto, Raimund Hoghe, Patrícia Portela, Cláudia Gaiolas, Jérôme Bel ou Joris Lacoste. O TMP prossegue ainda a sua ligação aos festivais da cidade, acolhendo, até fevereiro, Festival Internacional de Marionetas do Porto (FIMP), Porto Post Doc, MICAR – Mostra Internacional de Cinema Anti-Racista, Queer Porto 6 – Festival Internacional de Cinema Queer, Indie Júnior Allianz e Festival Porta-Jazz.  

 

Seis meses depois de suspender a programação devido ao surto da Covid-19, o TMP retoma a sua atividade adotando as diretivas da DGS para salvaguarda do público e dos profissionais. Haverá um conjunto de regras sanitárias que se irão cumprir de forma escrupulosa nos espaços do Rivoli e do Campo Alegre como, entre outras, a lotação das salas condicionada a 50%, a separação de dois metros entre pessoas, a criação de circuitos separados de entradas e saídas, ou a limpeza e desinfeção periódica dos espaços, equipamentos, objetos e superfícies.

 

Remontar a História da dança

Seis temporadas depois da associação entre o Rivoli e o Campo Alegre ter sido rebatizada de Teatro Municipal do Porto, a programação, que se distingue pela sua multidisciplinaridade, voltará, a partir de setembro, a ter a dança enquanto disciplina central. Assim, foi desenvolvido um programa de remontagens de espetáculos que dá a conhecer a história da dança através de algumas das suas criações mais emblemáticas, como A Mesa Verde (1932) e Chronicle (1936) — que se inserem no programa Dançar em tempo de guerra (19 e 20 de fevereiro), da Companhia Nacional de Bailado; RainForest (1968) e Sounddance (1975), duas peças de Merce Cunningham dançadas pelo CCN - Ballet de Lorraine, que apresenta ainda, nos mesmos dias (13 e 14 de novembro), For four walls, uma nova criação de Petter Jacobsson e Thomas Caley; The show must go on (12 e 13 de fevereiro), espetáculo de culto do coreógrafo francês Jérôme Bel, que foi apresentado pela primeira vez há 20 anos e será remontado com intérpretes locais do Porto e Lisboa; e Guintche (21 e 22 de outubro), solo de Marlene Monteiro Freitas que estreou em 2010 e que integra o foco de programação do TMP dedicado à artista.

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TMP dedica programa especial a Marlene Monteiro Freitas

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O TMP apresenta um ciclo especial de programação dedicado à obra e universo artístico de Marlene Monteiro Freitas — figura incontornável da dança contemporânea que recebeu, em 2018, o Leão de Prata da Bienal de Veneza. Neste foco, que se realiza de 21 a 30 de outubro, serão apresentadas três peças que marcam o percurso da coreógrafa e bailarina cabo-verdiana, por ordem cronológica: Guintche (21 e 22 de outubro), Jaguar (24 de outubro) e a sua mais recente criação Mal - Embriaguez Divina (29 e 30 de outubro). Paralelamente aos espetáculos, este ciclo de 10 dias contará com várias sessões de cinema, conferências e workshops, num programa com curadoria de Alexandra Balona. 

 

Um ‘teatro’ habitado e vivido por artistas

Jonathan Uliel Saldanha será o próximo artista associado do TMP, iniciando assim um novo processo de criação e colaboração em vários momentos da programação das próximas duas temporadas — 20/21 e 21/22. O músico e artista visual, também conhecido por ser um dos fundadores dos colectivos SOOPA e HHY & The Macumbas, distingue-se pela criação projetos onde se combinam as artes plásticas, o vídeo, a dança e o som. O seu trabalho já foi apresentado em várias salas, festivais e instituições culturais nacionais e internacionais, como Palais de Tokyo (França), Unsound (Polónia), Primavera Sound e Sónar (Espanha), Teatro Municipal do Porto, Culturgest ou Serralves. O primeiro momento de Uliel Saldanha será com a performance/instalação Mercúrio Vermelho (11 e 12 de dezembro), no Teatro Rivoli. 


Destaque também para o programa JAA! – Jovens Artistas Associados, que continua esta temporada com Ana Isabel Castro e a dupla Pedro Azevedo e Guilherme de Sousa. Mantêm-se ainda as residências de curta e longa duração, bem como o mais recente programa de bolsas para pesquisa e investigação artística Reclamar Tempo, que apoia atualmente 11 projetos de artistas a residir ou a trabalhar no concelho do Porto com 3.000 euros cada.

 

89º Aniversário do Rivoli

Entre 20 e 24 de janeiro, celebra-se o 89º aniversário do Teatro Rivoli com uma extensa programação que atravessa várias áreas, desde a literatura à dança, da música ao circo contemporâneo, passando pelo teatro. Nestes dias, será possível assistir à estreia nacional do comovente e envolvente Falaise (23 e 24 de janeiro), uma criação de Baro D’Evel, companhia franco-catalã de circo e artes performativas dirigida por Camille Decourtye e Blaï Mateu Trias; e às apresentações de Noite de Primavera (21 a 24 de janeiro), do Teatro Nova Europa, IO (23 e 24 de janeiro), de Né Barros, e de Caixa para guardar o vazio (20 a 24 de janeiro), de Fernanda Fragateiro e Aldara Bizarro. As celebrações contam ainda com o início do ciclo Modos de Comer (20 de janeiro), constituído por um programa com curadoria de Hugo Dunkel, em que serão organizados quatro jantares-conferência — um evento por mês, que culminará num festival de três dias em junho — que celebram a alimentação e as suas manifestações sociais, políticas, culturais e ecológicas. Há ainda um concerto organizado pela Matéria Prima e uma apresentação do projeto de Solveig Phyllis Rocher, que começou a ser desenvolvido em 2019 por ocasião do 88º aniversário do Rivoli.

 

Programar e produzir para o online. Apostar no experimental.

Nesta nova temporada, o TMP dá início a um conjunto de propostas com novos formatos de apresentação, de criação e modos de trabalho, nomeadamente no digital. Um dos projetos é o “TMP Online” que vai além do live streaming. Os espetáculos selecionados — incluindo as Quintas de Leitura — serão criteriosamente filmados e editados, de forma a permitir melhor tradução para o ecrã, sobretudo nas redes sociais. Os vídeos ficarão disponíveis online durante 24 horas. Desta forma, o TMP alargará o seu alcance, fazendo com que os seus conteúdos possam chegar a novos públicos, de diferentes geografias.

 

Ainda no âmbito do digital, destaque também para o PAR(S), programa para o qual foram convidados 10 artistas para uma colaboração especificamente desenhada para as plataformas online, onde um realizador e um artista performativo desenvolvem um novo objeto artístico. Serão cinco momentos de programação, protagonizados pelas duplas: Cláudia Varejão e Joana Castro, Diogo Baldaia e Daniel Seabra, Pedro Neves e Teresa Coutinho, Helena Estrela e Manuel Tur, Sofia Arriscado e Constanza Givone. 

 

Outra novidade desta temporada é o foco de programação Double Trouble, que contará com duas edições e onde será possível descobrir formatos menos convencionais que permitem novas interações com o público. O primeiro momento decorre a 27 e 28 de novembro, com a participação de três artistas — as portuguesas Xana Novais e Susana Chiocca e a canadiana Dana Michel —, cujos projetos abordam conceitos em torno das políticas do corpo, da relação entre sexualidade e poder. Double Trouble #2 realiza-se em março de 2021 com os projetos de Kate Mcintosh (Nova Zelândia), Ingri Fiksdal (Noruega), Flávio Rodrigues (Portugal), Renata Portas (Portugal) e Tales Frey (Brasil).

 

TMP revela alguns dos destaques até ao final da temporada

Em maio, a Companhia Nacional de Bailado regressa ao Porto pela segunda vez nesta temporada, com as coreografias de Marco da Silva Ferreira e Filipe Portugal. Euripides Laskaridis é outro nome em destaque na programação internacional do TMP. O coreógrafo, encenador, realizador e performer grego apresenta em junho, Elenit, uma criação “neurótica e cómica, trágica e sarcástica”.

 

Programa exclusivo para crianças e famílias 

O Teatro Campo Alegre irá acolher durante quatro dias (10 a 13 de dezembro) a quarta edição do Foco Famílias, um programa com várias atividades e espetáculos para ver e fazer com a escola ou em família. Inserido no programa desenvolvido pelo Paralelo – Programa de Aproximação às Artes Performativas do TMP, este foco de programação vai estar ancorado no conceito de “tempo”. Serão apresentadas as peças de teatro Boas Memórias (12 e 13 de dezembro), de Patrícia Portela com Leandro Simões e Irmã Lúcia, e Lágrimas de Crocodilo (10,11,12 e 13 de dezembro), de Guilherme de Sousa e Pedro Azevedo; a instalação Haiku (10,11,12 e 13 de dezembro), de Joana Magalhães; e dois filmes de cinema de animação em parceria com a Casa da Animação (12 e 13 de dezembro). 

 

Modos de ocupar regressa com debate sobre a cultura

O ciclo de conferências Modos de Ocupar está de volta a 23 de setembro e será inteiramente dedicado ao estado da cultura em Portugal. Com curadoria e moderação do jornalista Pedro Santos Guerreiro, o encontro intitulado Dedos nas feridas, mãos na cultura vai juntar Rui Moreira (Presidente da Câmara Municipal do Porto), Marta Martins (diretora executiva da Artemrede), Paulo Brandão ( diretor artístico do Theatro Circo de Braga), Pedro Quintela (sociólogo), Teresa Coutinho (criadora, atriz e membro da Ação Cooperativista) e Zia Soares (encenadora, atriz e diretora artística do Teatro Grito). A conferência é de entrada gratuita mediante levantamento de bilhete e a lotação da sala. Será também transmitida online, às 19h00, nas redes sociais do TMP.


Todas as informações úteis encontram-se disponíveis no site do TMP: www.teatromunicipaldoporto.pt