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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

PROGRAMAÇÃO DO 1º TRIMESTRE | CASA DAS ARTES DE FAMALICÃO

A programação do primeiro trimestre de 2021 da Casa das Artes de Famalicão - ano dos 20 anos de atividade deste teatro municipal - conta com seis coproduções, três das quais em estreia.

 

Janeiro

Teatro, cinema, dança e música fazem parte da oferta deste teatro municipal, que inicia, nos dias 14 e 15 de janeiro, com À Espera de Godot, numa encenação de António Parra, coprodução Casa das Artes de Famalicão e ACE Escola de Artes de Famalicão.

Depois, nos dias 13, 15 e 16 de janeiro, apresenta-se a primeira réplica do o quinto episódio do CLOSE-UP, com um panorama de sessões orientadas sob o mote do Cinema na Cidade, onde a produção do presente a e a história do cinema se encontraram.

Para o público geral, encontraremos Luis Buñuel e Nanni Moretti: OS ESQUECIDOS, a 15 de janeiro; e QUERIDO DIÁRIO, no dia 16 de janeiro.

Para o público escolar do Agrupamento de Escolas de Ribeirão, no dia 13 de janeiro, é exibido o filme OS RESPIGADORES E A RESPIGADORA de Agnès Varda.

No dia 17 de janeiro, atuam no Grande Auditório da Casa das Artes, Álvaro Cortez (percussão) e Isabel Romero (piano), com um reportório de musica contemporânea onde pontuam John Cage, Avner Dorman, entre outros.

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Com a autoria e encenação de Elmano Sancho, interpretação de Custódia Gallego, Elmano Sancho, João Gaspar e Lucília Raimundo, nos dias 22 e 23 de janeiro, sobe a palco mais uma coprodução do Teatro da Trindade, Casa das Artes de Famalicão, Loup Solitaire, em MARIA, A MÃE.

MARIA, A MÃE, segundo texto da trilogia sobre a família, é um texto sobre a perda, a dor, a solidão, a velhice, o esquecimento e a morte.

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A 29 de janeiro, NOITE DE PRIMAVERA de Luís Mestre é a escolha programática da Casa das Artes de Famalicão para mais uma noite de teatro. NOITE DE PRIMAVERA, a segunda noite da Tetralogia das Estações do dramaturgo Luís Mestre, mergulha-nos num arquivo de memórias, ambições e visões da juventude que assombram quatro vidas numa noite intensa deflagrada pela insónia.

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No dia 30 de janeiro, o Cinema Digital na Casa das Artes propõe o filme As Bruxas de Roald Dahl, de Robert Zemeckis.

MANUEL JOÃO VIEIRA, com a Anatomia do Fado, encerra com música, no dia 30 de janeiro, a programação deste mês. Manuel João Vieira - o mentor de projetos como Ena Pá 2000 ou Os Irmãos Catita - apresenta-se agora a solo e em nome próprio com o duplo álbum Anatomia do Fado, um trabalho, como o nome indica, dedicado ao fado, mais em concreto ao fado humorístico, muito em voga no século passado, mas, entretanto, caído em desuso.

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Fevereiro

A programação de fevereiro abre, no dia 5, com o concerto de TIAGO BETTENCOURT, com 2019 Rumo ao Eclipse, o seu mais recente disco de originais. A música continua na programação da Casa das Artes, no dia 12 de fevereiro, com TRÊS TRISTES TIGRES e a sua Mínima Luz, um disco de rock mais rugido e delirante, contaminado com circuitos eletrónicos, e outros temas mais ambientais e lentos.

A 19 de fevereiro, sobe a palco a primeira produção da Companhia Intrazyt, em coprodução: Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão / Casa das Artes de Famalicão, Câmara Municipal de Loulé / Cineteatro Louletano. INTRAZYT 0.0 é a primeira estreia de 2021 na Casa das Artes de Famalicão. Intrazyt - estreia o seu primeiro programa – Intrazyt 0.0 - composto por três peças coreográficas que abrem caminho à linha artística e estética da companhia, sendo duas delas estreias nacionais e uma estreia absoluta.

Aliás, fevereiro é um mês de estreias e no dia 26 é a vez de estrear Como Perder um País, o segundo espetáculo do ciclo “Democracia e os filhos dos anos 90”, numa coprodução: Momento - Artistas Independentes, Casa das Artes de Famalicão, Teatro Municipal do Porto e Teatro Municipal Baltazar Dias.

 

Março

O mês de março arranca com a presença da Companhia Nacional de Bailado na Casa das Artes de Famalicão, no dia 5, com o espetáculo Dançar em Tempo de Guerra, que inclui CHRONICLE, da coreografia americana Martha Graham e A MESA VERDE do coreografo alemão Kurt Jooss.

No dia 12 é a vez de estrear TRIPLO, a nova criação da KALE Companhia de Dança para 2021, numa coprodução com a Casa das Artes de Famalicão. Desde 2018 que a KALE colabora com o projeto de cooperação transfronteiriço REGARDS CROISÉS (Malandain Ballet Biarritz), convidando 3 coreógrafos de cada país representado - França, Espanha, Portugal - a desenvolver uma criação original para os intérpretes da companhia.

No dia 13, surge a segunda réplica do quinto episódio (5.1) do Close-Up, que arrancou em outubro passado, com a proposta entre o caloroso retrato de uma família brasileira e do seu quotidiano de dificuldades, em BENZINHO, e com Marcello Mastroianni a orientar-nos num mundo e num cinema em mudança, na Roma de Fellini, em LA DOLCE VITA. Esta réplica tem ainda projetado reiterar, para o público escolar, em data e estabelecimento escolar a anunciar, a memória da passagem dos 75 anos do fim da 2.ª Guerra Mundial, com a projeção de #ANNE FRANK - VIDAS PARALELAS, com condução de Helen Mirren, para alunos do 3.º ciclo e do secundário.

No dia 19, é a vez dos CLÃ atuarem na Casa das Artes, trazendo a Famalicão o seu mais recente trabalho “Véspera”, lançado em pleno confinamento, naquele que é o nono disco da banda.

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EU NUNCA VI UM HELICÓPTERO EXPLODIR, é a proposta da Casa das Artes de Famalicão para os dias, 25, 26 e 27 de março. Trata-se de uma peça teatral de Catarina Ferreira de Almeida e Joel Neto, que cruza as linguagens do  teatro, do cinema, da rádio, da televisão, da internet, numa coprodução da Narrativensaio-AC com a Casa das Artes de Famalicão e o Teatro Municipal de Angra do Heroísmo. EU NUNCA VI UM HELICÓPTERO EXPLODIR dá oportunidade para ver de novo em palco atores como António Durães e Filipa Guedes, devidamente “assessorados” pela voz do jornalista Fernando Alves.

Na programação de cinema da casa das Artes de Famalicão, ao longo de todo o ano, destaque para a escolha do Cineclube de Joane, com sessões regulares para o público de cinéfilos.

 

 

Casa do Coreto Fevereiro 2021

Casa do Coreto

  1. Neves Costa, 45 Carnide 1600-532 Lisboa

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RESERVAS938018777 | 966046448  teatro@luacheia.pt

 

 

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JAZZYABABUM

7 e 21 Fevereiro

Domingos 10h00 e 11h30

Para todos  Música | Teatro

40’

(12€ duplo (ad + cr), 7€ adultos, 6€ crianças)

 

Um projeto para a primeira infância com uma grande componente musical, onde será desenvolvido um primeiro contato com a música JAZZ.

Os bebés, através do movimento, padrões rítmicos e melódicos, cor e texturas, serão guiados por estímulos improvisados de livre interpretação. O palco é a plateia e a plateia é o palco. Viver o Jazz é viver a liberdade, onde as crianças são pautas musicais de si mesmas. Por isso num “YA” sentem a magia de ser livre, num “BA” querem cantar os mundos e num “BUM” pintam o futuro num baloiço de cores vivas. Jazzyababum é um improviso com que se nasce e um batimento irregular do que é a vida. Improvisar o que somos é construir o que seremos.

 

Criação: Sandra José  Interpretação: Carolina Picoito Pinto  Música “YaBaBum”: Carolina Picoito Pinto  Design, Imagem: Hugo Merino Ferraz  Arranjos musicais: Pedro Güerne

 

 

BEBEETHOVEN

Teatro para bebés

14 e 28 Fevereiro

Domingos 10h00 e 11h30

P/todos  Teatro 

40’

(12€ duplo (ad + cr), 7€ adultos, 6€ crianças)

 

Se a alegria fosse um hino, teria o sorriso de um bebé. Se todas as horas de brincadeira fossem eternas, seriam fugas em compasso composto binário, cheias de stacattos e rondós de cores livres. Nesta música, que é a vida, podemos ser nós os maestros e, os silêncios que vivem em nós, terem o som dos pensamentos.

 

Beethoven nunca descuidou as emoções. Tratou-as com cuidado para que se tornassem livres. O desassossego de não ser capaz de ouvir as músicas que criava, numa ansiedade de génio que gritava através de melodias, deixou-nos uma marca intemporal da sua verdade. Com ele, a música transformou-se e transformar-nos-á se ouvirmos para além do som.

Os músicos utilizam todas as liberdades que podem. - L.V. Beethoven

 

Criação e Encenação Sandra José Interpretação  Carolina Picoito Pinto, Maria João Trindade e Sara Ferraz Design Gráfico Hugo Merino Ferraz  Apoio Cenografia Ricardo Trindade Co-Produção Lua Cheia teatro para todos e Sandra José

 

 

EMIGRATES

25 e 28 Fevereiro

Qui a Sáb 20h00

Domingo 17h00

M/12 Teatro

60’

 

O ser humano nunca deixará de ser nómada. Somos seres de idas e a vida está nos recantos, nas encostas, nos declives.
“Emigrantes” recorta uma viagem, várias narrativas de migração e uma ideia para a integração.
O espetáculo “Emigrantes” parte da obra gráfica “The Arrival” de S. Tan para contar histórias de migração e pensar os processos de adaptação e integração das comunidades migrantes.
Em cena dois corpos. Eles encontram-se pela primeira vez num local desconhecido, ora a um, ora a outro. Num jogo de infinitas interações do encontro, manifestam-se sentimentos que ocorrem quando alguém chega a um novo lugar: confusão, desnorte, perda de confiança, ansiedade e frustração.
“Emigrantes” é um projeto que convida a uma reflexão sobre a migração, partindo das questões da adaptação e integração das comunidades migrantes. É um processo de pesquisa sobre o contexto atual da migração, em particular, as estratégias e as ameaças dos processos da sua integração, feito a partir das referências e vivências das intérpretes enquanto imigrantes, e de um conjunto de entrevistas a migrantes apoiados pela Associação Lisbon Project, parceira estratégica deste projeto.

 

Novo espetáculo da estrutura Teatro Manga|Manga Theatre

 

Encenação/direção - Tiago de Faria Elenco - Giovanna Paiano, Valeria Pérez de León Banda sonora original - Eduardo Gama Apoio à cenografia - Miguel Amado e Teresa Negrão Desenho de luz - Paulo Neto e Tiago de Faria Produção - Ruana Carolina Corrêa Assistência de Produção - Catarina Godinho, Inês Lemos Gestão de Crowdfunding - Lu de Miranda, Georgiana Surugiu Assistência de Comunicação - Luís Sigorro, Patrícia Vala, Sofia Carromeu Internacionalização - Inês Legué

 

 

Reservas:

- email <a '="">teatro@luacheia.pt

- telefone  938018777 ou 966046448

 

Pagamento antecipado, até 24h do dia da apresentação:

MBWAY  938018777

ou

transferência NIB 0033.0000.00221450807.05

 

ATUAIS REGRAS DE FUNCIONAMENTO  DA CASA DO CORETO

Os lugares serão limitados e marcados a fim de garantir todas as medidas de segurança necessárias, pelo que a reserva deverá ser paga antecipadamente para garantir acesso ao espetáculo.

A entrada na Casa do Coreto obriga ao uso de máscara, higienização das mãos e distanciamento social

 

 

Crista Alfaiate abre e desvenda-nos a 'Niet Hebben - Carta Rejeitada' em Guimarães (16 janeiro, CCVF)

~00Criação de Crista Alfaiate é apresentada a 16 de janeiro no Grande Auditório
 do Centro Cultural Vila Flor

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No próximo dia 16 de janeiro, sábado, às 19h00, o público do Centro Cultural Vila Flor vai poder conhecer a Niet Hebben - Carta Rejeitada, peça criada e interpretada por Crista Alfaiate, que partilha a autoria do texto com Diogo Bento, inspirando-se em cartas famosas como a do Achamento do Brasil, de Pero Vaz de Caminha, a de Kafka ao pai, a de Oscar Wilde a Bosie, as de Mariana Alcoforado ao seu apaixonado e muitas outras. No subtexto encontram-se temas como o feminismo, a guerra ou o pós-colonialismo, convivendo com um mundo abundantemente dominado pelas redes sociais.  

Em Niet Hebben - Carta Rejeitada encontramos em cena uma atriz algemada. Com as mãos presas, como uma criminosa. Ainda assim, disposta a escrever uma carta como quem fala. Enquanto fala. Acusada por si própria de vasculhar a correspondência alheia, reflete sobre o conteúdo de algumas cartas que leu – indevidamente, à socapa, em vez de estar a “anhar” no Instagram ou a tirar selfies.

Partindo de textos conhecidos como Carta do achamento do Brasil de Pero Vaz de Caminha, Carta ao pai de Kafka, Carta a Bosie de Oscar Wilde, Cartas portuguesas de Mariana Alcoforado e Novas cartas portuguesas de Maria Teresa Horta, Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, entre outras, esta carta fora do baralho pretende repensar alguns temas como o feminismo, a guerra e o pós-colonialismo num mundo onde o Facebook e o Twitter é que estão a dar cartas. Uma carta que tanto pode ser um discurso ou um e-mail, sem medo do passado e de olhos postos no futuro. Uma correspondência a ser trocada entre toda a família e para pessoas maiores de 12 anos de idade. 

Nesta interpretação multifacetada, Crista Alfaiate convida-nos a viajar no tempo, tendo o poder de fazer (sor)rir mesmo quando sofre, numa experiência visual e sonora que nos desperta os sentidos. Niet Hebben - Carta Rejeitada integra as propostas de programação do serviço de Educação e Mediação Cultural d’A Oficina apresentando-se a 16 de janeiro, às 19h00, perante o público geral e as famílias no Centro Cultural Vila Flor. Os bilhetes têm um custo de 2 euros e podem ser adquiridos nos locais habituais de venda de ingressos. 

Já este fim de semana, teremos também a oportunidade de participar na visita orientada e conversa ‘À Lupa’ com António Amorim e Luísa Abreu na Casa da Memória de Guimarães e fazer ‘O Caminho da Coleção’ com Rita Senra no Centro Internacional das Artes José de Guimarães. Em ‘À Lupa’, a 9 de janeiro, às 11h00, vamos aproximar os olhos e ver o pormenor das coisas que se passaram de mão em mão ou da boca para o ouvido. Neste mês de janeiro, convoca-se aqui o deus que lhe dá o nome, Janus, para pôr debaixo da lupa cultos, rituais e pormenores do quotidiano, revelando a linha ténue entre o paganismo e a herança cristã. O ‘Caminho da Coleção’ faz-se no domingo, 10 de janeiro, igualmente às 11h00, sendo este um momento nascido do ‘Lições Iluminadas’, um projeto que envolve crianças do 3.º ano de diferentes escolas de Guimarães, numa viagem de criação artística através da coleção do Centro Internacional das Artes José de Guimarães. Agora, abrem-se as portas para dar as boas-vindas à curiosidade de outras crianças e adultos. E entre conversas e desafios, vai percorrer-se o museu para ver além do que os olhos são capazes. Ambas as atividades deste fim de semana têm o preço de 2 euros, mediante inscrição prévia através do e-mail mediacaocultural@aoficina.pt ou do tlf. 253 424 716, sendo a lotação mínima de 3 e a máxima de 7 participantes, dirigida a maiores de 6 anos de idade.  

A programação cultural d’A Oficina para este e para os meses próximos encontra-se disponível para consulta em aoficina.pt, assim como os respetivos bilhetes para os espetáculos, que podem igualmente ser adquiridos presencialmente nas bilheteiras do Centro Cultural Vila Flor (CCVF), Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), Casa da Memória de Guimarães (CDMG), Loja Oficina (LO) e ainda nas lojas Fnac, Worten e El Corte Inglés.

Teatro Experimental de Cascais revela 1.ª produção de 2021: HAMLET, de William Shakespeare

Estreia a 27 de Março no Teatro Municipal Mirita Casimiro 

Bilhetes já disponíveis em https://ticketline.sapo.pt/evento/hamlet-53309 

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Foto: Ricardo Rodrigues 

 

 No arranque para o novo ano, o Teatro Experimental de Cascais revela a peça que subirá a palco em primeiro lugar em 2021. HAMLET, de William Shakesperare, com tradução de Sophia de Mello Breyner Andresen, dramaturgia de Fernando Moser e colaboração dramatúrgica de Miguel Graça, conta novamente com a magia característica de Carlos Avilez na encenação. Como já vem sendo habitual, a produção estreia a 27 de Março, no Dia Mundial do Teatro, inaugurando assim a época no Teatro Municipal Mirita Casimiro, em Cascais. 

Depois do sucesso das produções de 2020, que encerraram com sessões repetidamente esgotadas para YERMA, os bilhetes para HAMLET já se encontram disponíveis, de forma a que os interessados possam assegurar o seu lugar antecipadamente e sem sequer terem de sair de casa. Disponíveis online e nos locais habituais, os lugares a garantir são para o período de 1 a 30 de Abril, de Quinta-feira a Sábado às 21h00, e para Domingo às 16h00.  

Considerada uma das mais célebres peças de William Shakespeare, “e uma das mais icónicas personagens da literatura”, pode ler-se na sinopse desta produção, HAMLET foi escrita de 1599 e 1601, contando a história da descoberta, pelo Príncipe da Dinamarca, do assassinato do seu pai pelo seu tio, Cláudio. “Há algo de muito mais profundo neste texto que fala sobre a natureza humana e, sobretudo, sobre a vida e a morte, em duelos verbais que Hamlet mantém com as outras personagens ou em auto-reflexões sobre ele próprio – ou melhor – sobre nós, porque mesmo a mais de 400 anos de distância a alma humana, tal como a grandeza da peça, não se alterou.”, continua o mesmo texto. 

 

No elenco estão já confirmados alguns rostos familiares do pequeno ecrán, como Bárbara Branco, Diogo Martins, José Condessa (em Hamlet) e Maria João Pinheiro, que se juntam a Elmano Sancho, Flávio Gil, João Gaspar, João Pecegueiro, Luiz Rizo, Miguel Amorim, Miguel Loureiro, Renato Pinto, Rodrigo Cachucho, Sérgio Silva e Teresa Côrte-Real. 

Qui a tué mon père: obra de Édouard Louis chega ao palco do São João

Qui a Tué Mon Père 2 © Jean Louis Fernandez.jpg

 

Evento: Qui a tué mon père

Local: Teatro Nacional São João, Porto

Data: 7 e 8 de janeiro

Preço: 7,50 a 16 euros

Horário:

Quinta e sexta-feira, às 19h00

 

A partir de uma obra do escritor Édouard Louis, criada a pensar nos palcos de teatro e inspirada na vida do autor, Qui a tué mon père (Quem Matou o Meu Pai) apresenta-se hoje e amanhã no Teatro Nacional São João (TNSJ). A estreia nacional do espetáculo surge no âmbito do programa O Olhar de Ulisses e conta encenação e interpretação do veterano ator francês Stanislas Nordey. Estreado no Teatro Nacional de Estrasburgo, em 2019, o espetáculo Qui a tué mon père aborda a relação entre um pai e um filho, através de um monólogo em que o descendente narra a história de vida do seu progenitor, passando em revista os encontros e desencontros deste vínculo familiar e as duras memórias de infância até à “morte social” (e real) do pai.

À medida que a história é narrada, com diversos saltos temporais pelo meio, a dupla Édouard Louis/Stanislas Nordey evoca uma “literatura de confrontação” para apontar o dedo aos protagonistas políticos franceses da época e responsabiliza-os pela morte deste e de muitos outros pais, nos idos da mais recente crise financeira internacional. Qui a tué mon pére está em cena hoje e amanhã, às 19h00, no São João, sendo apresentado em francês, com legendas em português da autoria de Luísa Benvinda Álvares. Para a récita de hoje está programada uma conversa no final do espetáculo, conduzida pelo crítico e encenador Jorge Louraço. O preço dos bilhetes varia entre os 7,50 e os 16 euros.

O Teatro Nacional São João (TNSJ) é, desde 2007, uma Entidade Pública Empresarial, assumindo ainda a responsabilidade da gestão de mais dois espaços culturais da cidade do Porto: Teatro Carlos Alberto e Mosteiro São Bento da Vitória. O TNSJ é o único membro português na União dos Teatros da Europa (UTE), organização que congrega alguns dos mais importantes teatros públicos do espaço europeu, integrando o Conselho de Administração da entidade.

Companhia das Miúdas Perfeitas estreia nova peça no Auditório de Pinhal Novo

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A Companhia das Miúdas Perfeitas estreia, a 8 de janeiro, às 21h00, no Auditório Municipal de Pinhal Novo, “Mães, mulheres e quarentonas, cenas da vida (a)normal”. O espetáculo conta com mais duas datas: 10 de janeiro, às 16h30, também no Auditório de Pinhal Novo, e 20 de fevereiro, às 21h00, no Cine-Teatro S. João, em Palmela.

Produzida pelo Teatro da Vila e com o apoio da Câmara Municipal de Palmela, esta peça é mais um texto original desta Companhia e junta atrizes/atores que já trabalharam com ela a outros nomes que se preparam para fazer a sua estreia em palco.

A história tem como pano de fundo uma grande mansão, que a proprietária decide rentabilizar, alugando alguns quartos. As entrevistas às potenciais candidatas sucedem-se ao longo do espetáculo, revelando uma diversidade de personagens aparentemente anormais, mas que não são mais do que uma caricatura da nossa normalidade. Desde a empregada sem “papas na língua”, a uma inquilina que declara guerra à menopausa, tudo promete ser divertido neste universo feminino.

A peça destina-se a maiores de 10 anos e os bilhetes têm o valor de 3€. Informações e reservas: 933 349 640.

 

Ficha técnica e artística

 

Escrita por: Maria Barbosa

Encenação: Bárbara Vicente

Elenco: Elisabete Amado, Gabriel Lobo, Ivone Calado, Leonor Amado, Mafalda Nunes, Margarida Sousa, Maria Barbosa, Maria Amado, Patrícia Ribeiro, Rafael Amado, Rute Matos, Sandra Silva, Soraia Romão e Susana Oliveira

Equipa técnica: Nuno Lobo, Paulo Vicente e Rui Azevedo

Designer gráfico: Sofia Tavares

Aderecista: Tânia Simão

Produzido por: Teatro da Vila

 

A Paz Perpétua - ESTREIA

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Hannah Arendt defendia na "Banalidade do Mal" que, em resultado da massificação da sociedade, se criou uma multidão incapaz de fazer julgamentos morais, razão porque aceitam e cumprem ordens sem questionar.

A "Paz Perpétua" de Mayorga traz-nos novamente a essa realidade de Arendt, onde a Paz se constrói na falta de moralidade. Referindo-se o próprio título da obra de Mayorga ao ensaio filosófico de Kant que reflete a eterna questão "será que os fins justificam todos os meios?", deixa-nos a premissa de uma reflexão demasiado actual onde é que as medidas de segurança acabam onde é que começa o terrorismo?
O autor espanhol presenteia-nos uma metáfora à ameaça terrorista global, três cães a competir por um lugar num corpo de elite de combate antiterrorista. Com o humor, por vezes negro, mas de um requinte de quem explora mais a suas dúvidas do que certezas, o autor ao dar às suas personagens a forma de animais, pode explorar ideias e conceitos que de tão brutais seriam inconcebíveis sair da boca um ser humano, o que permite alargar a fronteira catártica desta sua metáfora.

O texto de Mayorga é apresentado pela primeira vez em Portugal e contará também com o lançamento do livro, edição da companhia Teatro Estúdio Fontenova.

Encenação: José Maria Dias | Assistência de Encenação: Graziela Dias | Tradução: Luísa Monteiro | Interpretação: Carlos Pereira, Fábio Nóbrega Vaz, Graziela Dias, Patrícia Paixão, Sara Túbio Costa | Apoio à Fisicalidade: Ricardo Gaete | Coreografia Cenas de Luta: Carlos Pereira e Eduardo Dias | Cenografia: José Manuel Castanheira | Figurinos: Lucília Telmo | Sonoplastia: Emídio Buchinho | Temas: "Beyond", "Game Over, "Corrupt By Design", "Violence Machine" e "Unto the Frost" |  Imagem e Design de Comunicação: Flávia Rodrigues Piątkiewicz | Fotografia, Vídeo e Técnica: Leonardo Silva | Fotografia: Helena Tomás | Produção Executiva e Comunicação: Graziela Dias e Patrícia Paixão | Agradecimentos: Sara Batista e Tomás Barão | Estrutura Financiada por: República Portuguesa - Direção-Geral das Artes e Município de Setúbal


AVISO: Este espectáculo utiliza luz estroboscópica.
Aconselhamos os espectadores a trazerem manta, dada a temperatura d'A Gráfica.



Local: A Gráfica - Centro de Criação Artística (Ladeira da Ponte de São Sebastião).
Referência: Museu do Trabalho, Estação de Comboios do Quebedo

Informações Bilheteira e Reservas
 
teatroestudiofontenova@gmail.com
925 436 516

O Pagamento poderá ser feito presencialmente ou por transferência (privilegiamos este último método):
IBAN: PT50 0036 0043 9910 0214 9720 3 (necessário comprovativo)
Mbway: 925 436 516

Duração aprox: 80 min.
Class.: M/12

Bilhete Geral: 8€
Bilhetes c/ Desconto (Desempregados, Profissionais do Espectáculo, Menores de 25, Estudantes, Maiores de 65, Reformados): 6€
Amigxs do TEF: 2,5€

Qui a tué mon père tem estreia nacional no palco do São João

Stanislas Nordey interpreta e encena a peça

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Espetáculo parte do texto escrito pelo jovem romancista Édouard Louis, estando em cena nos dias 7 e 8 de janeiro

 

Lançado em França, em 2018, Qui a Tué Mon Père (Quem Matou o Meu Pai), uma obra criada propositadamente para teatro pelo romancista Édouard Louis – desafiado pelo ator Stanislas Nordey – chega ao Teatro Nacional São João (TNSJ). Depois de se ter estreado no Théâtre National de Strasbourg, em 2019, o espetáculo vai ser apresentado pela primeira vez em Portugal, no âmbito do programa O Olhar de Ulisses do São João, na quinta e sexta-feira.

 

A premissa criada por Édouard Louis traduz-se numa história de masculinidade, em que um filho narra a biografia do pai, sem esquecer as suas traumatizantes memórias de infância e a “morte social” do seu progenitor. Este relato não linear faz-se através de diversas anedotas sobre a relação pai/filho, desde episódios mais conturbados, alguns deles marcados pela violência, até momentos mais felizes, simbolizados pelo amor entre pai e filho.

 

Em palco, o veterano ator, encenador e diretor do Teatro Nacional de Estrasburgo, Stanislas Nordey, surge a solo e aponta o dedo aos protagonistas do panorama político francês, à época do lançamento do livro, entre eles Jacques Chirac, Nicolas Sarkozy, François Hollande e Emmanuel Macron, atual Presidente de França. Qui a Tué Mon Père poderá parecer uma pergunta, mas não o chega a ser. É antes uma acusação direta do jovem escritor Édouard Louis aos responsáveis pela morte do seu pai, expressa através da uma “literatura de confrontação”.

 

Em pano de fundo deste acutilante olhar político adaptado ao teatro em 2019 está também a difícil afirmação de identidade no seio da família tradicional, conjugado com o momento em que o protagonista toma consciência da violência e opressão que a sociedade exerce sobre ele, usurpando corpos e vidas em seu benefício, por via de várias formas de domínio social e cultural.

 

O espetáculo sobe ao palco do São João, num solo de um dos criadores contemporâneos mais importantes da cena francesa, Stanislas Nordey. Qui a Tué Mon Père é para maiores de 16 anos e vai ser apresentado em francês, com legendas em português, numa tradução da autoria de Luísa Benvinda Álvares. A peça sobe ao palco do TNSJ na quinta e na sexta-feira, às 19h00. A segunda récita será precedida por mais uma Conversa com o Jorge, orientada pelo dramaturgo Jorge Louraço Figueira. O preço dos bilhetes varia entre os 7,50 e os 16 euros.

O Teatro Nacional São João (TNSJ) é, desde 2007, uma Entidade Pública Empresarial, assumindo ainda a responsabilidade da gestão de mais dois espaços culturais da cidade do Porto: Teatro Carlos Alberto e Mosteiro São Bento da Vitória. O TNSJ é o único membro português na União dos Teatros da Europa (UTE), organização que congrega alguns dos mais importantes teatros públicos do espaço europeu, integrando o Conselho de Administração da entidade.

Em cena SÓ EU ESCAPEI – A partir de 6 Janeiro às 19H @ TEATRO ABERTO

O espectáculo Só Eu Escapei, de Caryl Churchill, com encenação de João Lourenço vai prolongar a sua carreira até dia 28 de Fevereiro de 2021! Em Janeiro, a partir de dia 6 às 19h, os espectadores podem assistir a esta peça onde encontramos quatro mulheres de mais de 70 anos no jardim da casa de uma delas a conversar. Conversam sobre o quotidiano, a família, os empregos que tiveram, as mudanças que foram ocorrendo no lugar onde vivem e, também, sobre os seus desejos e medos mais profundos. A placidez dos dias no jardim é entrecortada por visões apocalípticas do futuro do planeta e da humanidade. Como será a vida na terra, assolada pelo fogo, o degelo, a seca, a fome e os desvarios de uma evolução que perdeu de vista a dimensão humana, a preservação das espécies e a beleza da natureza?


Com um olhar atento aos pequenos momentos do dia-a-dia assim como às grandes questões da vida em sociedade, a conceituada autora britânica Caryl Churchill (de quem o Teatro Aberto apresentou Top Girls, em 1993 e Amor e informação, em 2014) propõe em Só Eu Escapei uma reflexão sobre o estado do mundo à escala global. Lançando um aviso dos perigos das catástrofes recorrentes, lembra que é tempo de mudar modos de ver e agir para que a terra permaneça habitável.

 

João Lourenço, director artístico do Teatro Aberto, volta a encenar Caryl Churchill, cimentando, em colaboração com Vera San Payo de Lemos, a pesquisa e o trabalho sobre a dramaturgia inovadora da autora, sobretudo no âmbito da linguagem e da forma, criando mais um espectáculo provocador e ambicioso, tanto tecnicamente como no campo da reflexão política e filosófica.

 

ESPECTÁCULOS

Quarta a Sábado às 19h

Domingo às 16h

Devido às medidas de confinamento impostas pelo combate à pandemia alguns espectáculos poderão ser cancelados. Agradecemos a actualização das agendas e carteleiras de espectáculos e também a consulta do nosso site www.teatroaberto.com onde manteremos sempre a informação actualizada.

 

SALA AZUL

M/14


BILHETEIRA
4ª a Sábado das 14h às 22h00; Domingo das 14h às 19h 

Devido às medidas de confinamento, o horário da bilheteira poderá sofrer alterações.
Reservas 213 880 089 ou bilheteira@teatroaberto.com  
www.bol.pt | FNAC | ABEP | CTT | El Corte Inglés (Lisboa e Gaia)

 

PREÇOS

Inteiro - 17 €

Jovem (até 25 anos) – 8,50€

Sénior (mais de 65 anos) – 13,60€

 

Madalena (de Sara de Castro)

Madalena, espetáculo com direção artística de Sara de Castro, chega à Sala Estúdio do Teatro Nacional D. Maria II logo no início do ano, para cinco apresentações, de 6 a 10 de janeiro.

Madalena_©Bruno Simão.jpg

 

Pouco depois da estreia de Madalena, no Teatro Viriato, a 29 de fevereiro, começou um mês e meio de confinamento. Madalena era um espetáculo sobre a complexa figura simbólica de Maria Madalena, a cuidadora. É ela quem prepara o corpo de Cristo para as cerimónias fúnebres e é também a ela que é dado a conhecer o milagre da transcendência da carne. Nesse espetáculo, as atrizes atravessavam uma longa noite de luto, para resgatar o direito ao contacto com o corpo morto numa sociedade em que a morte foi higienizada, desmaterializada, tornada abjeta.

 

Hoje, quase um ano depois da estreia em Viseu, Madalena é outro espetáculo. Atualmente, não só está interdito o contacto com o corpo morto, mas também o contacto com os vivos está condicionado. As inquietações agigantam-se depois de convivermos com um vírus que nos isolou fisicamente, que nos fez temer o outro e que fez com que funerais fossem proibidos. Madalena continua a lembrar-nos que, sem contacto, somos menos humanos.

 

Madalena é um espetáculo com direção artística de Sara de Castro e dramaturgia da mesma e de Ana Pais. Em palco, estão Ana Brandão, Carla Galvão, Crista Alfaiate, Madalena Almeida, Paula Só, Cuca M. Pires e um coro composto por participantes do projeto Primeira Vez.