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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Ciclo "Café com Filmes" - 1.º trimestre de 2022

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O ciclo “Café com Filmes”, produzido pela Câmara Municipal de Torres Vedras em parceria com o Académico de Torres Vedras, prossegue.

Recorde-se que este ciclo parte da tradição de Torres Vedras na área do cinema, nomeadamente de um passado cineclubista. É objetivo da iniciativa dinamizar um conjunto de atividades à volta do mundo do cinema e vídeo, sobretudo mediante a exibição de filmes que contribuam para a formação de olhares sobre o mundo e a sociedade, para a descodificação da linguagem e para a formação de novos públicos.

As próximas sessões a realizar no âmbito do ciclo “Café com Filmes” acontecerão no Teatro-Cine de Torres Vedras, sempre pelas 21h00. Nelas será exibido: o filme Mais uma rodada, de Thomas Vinterberg (13/1); o filme Gunda, de Victor Kossakovsky (27/1); o filme Shoplifters – Uma família de pequenos ladrões, de Hirokazu Kore-eda (3/2); os filmes Janela, de Patrícia Sobreiro, e A metamorfose dos pássaros, de Catarina Vasconcelos (17/2); o filme A candidata perfeita, de Haifaa Al-Mansour (10/3); e o filme Os sete samurais, de Akira Kurosawa (31/3).

A participação nas sessões do ciclo “Café com Filmes” são gratuitas.

Mais informação sobre o ciclo “Café com Filmes” pode ser obtida na área de agenda do site da Câmara Municipal de Torres Vedras ou no Facebook da iniciativa.



 

Mais uma rodada



Sinopse: Martin (Mads Mikkelsen) e três dos seus amigos decidem aplicar à sua monótona vida de professores do ensino secundário a teoria de que o ser humano precisa de uma pequena quantidade de álcool no sangue para diminuir os problemas da vida e aumentar a criatividade. O que começa como um estudo académico promissor acaba por trazer consequências para as suas vidas a nível pessoal e profissional.

 

Mais Uma Rodada diverte e traz à tona uma discussão pertinente sobre os efeitos de usar o álcool para fugir da realidade. Você não precisa estar bêbado para rir, ou chorar, com o grupo de professores, e entender o motivo do filme ganhar o Oscar de Melhor Filme Internacional.” Rolling Stone

 

Vencedor do Oscar na categoria de “Melhor Filme Internacional”

BAFTA de "Melhor Filme não falado em Inglês"

Festival de Cannes – Seleção Oficial

Festival Internacional de Toronto – Seleção Oficial

 

Dinamarca, Suécia, Holanda, 2020
Realização: Thomas Vinterberg
Género: Drama
Duração: 1h57 min

 

 

Gunda 

 

Sinopse: Na vastidão do mundo vivo, partilhamos o nosso planeta com biliões dos chamados animais de quinta. Contudo, nas sociedades industrializadas, somos amiúde condicionados para os considerar animais sem senciência, meros recursos passivos. Em Gunda, o realizador Victor Kossakovsky propõe-nos um universo moral radicalmente recalibrado, onde o encontro com uma mãe porca (a epónima Gunda), duas vacas astuciosas e uma galinha perneta e exuberante nos recorda o valor inerente da vida de todos os seres.

 

“Um filme marcante de um cineasta original” The Hollywood Reporter

“Comovente e deslumbrante” The Film Stage

 

Noruega, EUA, Reino Unido, 2020
Realização: Victor Kossakovsky
Género: Documentário
Duração: 96 min

 

 

Shoplifters – Uma família de pequenos ladrões

 

Sinopse: Nas margens de Tóquio, uma família que pratica pequenos furtos para sobreviver, decide abrigar uma menina que encontram na rua. Apesar das dificuldades, parecem uma família feliz - até que um acidente revela segredos escondidos, colocando os seus laços à prova.

 

Shoplifters é um retrato “classista” do Japão, a contrapor conforto material e calor emocional, a perguntar o que é, realmente, uma família.” Público

 

Festival de Cannes – Vencedor da "Palma de Ouro"

Festival de Munique – Prêmio ARRI / OSRAM de Melhor Filme Internacional

 

Japão, 2018
Realização: Hirokazu Kore-eda
Género: Drama
Duração: 2h01min




Janela (exibição integrada em “Sessão Dupla”)



Neste ensaio autobiográfico, Patrícia Sobreiro explora uma visão pessoal e íntima de uma janela, que se funde com a memória de uma avó.

 

Portugal, 2019
Realização: Patrícia Sobreiro
Duração: 6m48s
Género: Fotofilme documental

 

 

A metamorfose dos pássaros (exibição integrada em “Sessão Dupla”)



Sinopse: O falecimento da sua avó faz com que a realizadora e seu pai se encontrem em um lugar emocional diferente daquele que muitos pais e filhas conhecem. Ao longo deste “diário polifónico” ambos exploram a intimidade, as relações familiares, a ausência materna e a passagem do tempo, enquanto encaram a perda como algo impulsionador de novos recomeços.

 

Portugal, 2020
Realização: Catarina Vasconcelos
Duração: 1h41min
Género: Documentário

 

 

A sessão dupla em que serão exibidos os filmes Janela e A metamorfose dos pássaros contará com a presença das respetivas realizadoras.

 

 

A candidata perfeita


Sinopse: Maryam é uma jovem médica ambiciosa que trabalha numa clínica de uma pequena cidade na Arábia Saudita. Apesar das suas qualificações, Maryam tem de conquistar diariamente o respeito dos colegas homens e a aceitação dos seus pacientes.

Impedida de viajar para o Dubai, na tentativa de procurar um emprego melhor, uma confusão burocrática leva-a a deparar-se com os formulários para as eleições municipais da cidade e decide concorrer. Com o pai músico ausente numa tour de primeiros concertos públicos permitidos no Reino em décadas, Maryam convoca as suas duas irmãs mais novas para começar a arrecadar fundos e organizar eventos de campanha. Enquanto enfrentam as restrições dos papéis tradicionais da mulher, a audaciosa candidatura de Maryam começa a ganhar impulso e a desafiar a sua comunidade conservadora. À medida que cresce uma luta renhida com o seu oponente homem, Maryam e a sua família mobilizam a sua determinação e criatividade para fazer avançar a sua sociedade tradicional.

 

A Candidata Perfeita dá uma visão sincera da sociedade da Arábia Saudita que despertará a curiosidade do público ocidental.” The Hollywood Reporter

“Um filme com mensagem admirável pela sua sutileza e também pela sua execução, A Candidata Perfeita enfrenta a opressão e defende fortemente a mudança.” Rotten Tomatoes

 

Arábia Saudita | Alemanha, 2019
Realização: Haifaa Al-Mansour
Género: Drama
Duração: 1h44 min

 

 

Os sete samurais (exibição integrada na rúbrica “Lugar ao Clássico”)

 

Sinopse: No Japão do séc. XVI, uma aldeia farta de ser saqueada por grupos de bandidos, que lhe roubam as colheitas e as mulheres, decide pedir auxílio para a sua defesa a um grupo de Samurais. Seis guerreiros, chefiados por Kambei (Takashi Shimura) e pelo filho de um camponês, preparam os moradores da aldeia para resistirem a um novo e iminente ataque.

 

"Os Sete Samurais não apenas é uma nova forma de filme de ação, mas também criou um subgênero no cinema: os filmes que falam sobre um grupo de heróis inesperados numa missão impossível que lutam para salvar suas almas." Ana Maria Bahiana

“Kurosawa oferece-nos beleza no meio da razão, uma espécie de garantia quando tudo o resto é posto em causa. Ao mesmo tempo que questiona ações, esperanças, pensamentos, joga deliberadamente com as nossas emoções e também nós nos abrimos e regressamos à infância. Numa sequência final profundamente subtil e misteriosa, Kurosawa anuncia a esperança. No final de contas, somos todos humanos; todos sentimos o mesmo - no fundo, todos somos camponeses.” Donald Richie, The Films of Akira Kurosawa

 

Festival Internacional de Veneza de 1954 – Vencedor do "Leão de Prata"

Óscares de 1954 – Nomeado na Categoria de "Melhor Direção de Arte e Melhor Figurino"

 

Japão, 1954
Realização: Akira Kurosawa
Género: Ação/Drama
Duração: 3h27 min

Palimpsesto - Ciclo de Música Ibérica e Mediterrânica - 14, 15 e 16 de janeiro no CAC

Primeiro momento concentra-se na tradição da música e instrumentos portugueses. 

 

Nos dias 14, 15 e 16 de janeiro o Centro de Artes e Criatividade de Torres Vedras recebe a primeira edição do Palimpsesto, o Ciclo de Música Ibérica e Mediterrânica que pretende unir músicos de Portugal, Espanha, Grécia e Turquia, numa celebração da música e culturas da Ibéria e do Mediterrâneo. 

Este primeiro momento de Palimpsesto irá concentrar-se na tradição da música e dos instrumentos portugueses, com concertos, palestras e oficinas levadas a cabo por músicos, construtores e académicos, nomeadamente Alma Menor, Tiago Morais, José Alberto Sardinha e Mário Estanislau.

Simultaneamente aos eventos dos dias 14, 15 e 16 de Janeiro, o Ciclo irá contar com a presença de vários construtores de instrumentos tradicionais e associações de investigação e divulgação da música tradicional lusa. Entre eles constam a Associação Gaita-de-Foles (Lisboa); Inocêncio Casquinha (Alverca do Ribatejo); Luís Eusébio (Óbidos); Orlando Trindade (Caldas da Rainha); e Mário Estanislau e Victor Félix, representantes da Sons da Música - Construtores de Instrumentos Musicais (Torres Vedras). Estarão, também, expostos e disponíveis para venda alguns dos exemplares de instrumentos portugueses e ibéricos.

Esta é a primeira edição do Palimpsesto - Ciclo de Música Ibérica e Mediterrânica em Torres Vedras, que é uma iniciativa da Associação Musicálareira, com o apoio da Câmara Municipal de Torres Vedras, da Kontraproduções, numa coprodução com o Centro de Artes e Criatividade de Torres Vedras e produzido pela West Wave Productions. 

Programação para o mês de janeiro:

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Alma Menor | É a partir do encontro entre a sonoridade forte e vibrante da gaita de fole com a riqueza de timbres do acordeão, na procura da complementaridade entre estes através de acentuações, quebras rítmicas, alternância entre tensão e sossego, melodia e harmonia, que nasce Alma Menor. Alma Menor é ainda um nome baseado no conceito da sua própria música, o resultado da combinação de dois instrumentos que marcaram a etnografia musical portuguesa, e ao mesmo tempo arriscando outras sonoridades improváveis. Dois músicos que procuram a sua inspiração na mais variada música do mundo, desafiando os limites da imaginação, não raras vezes, numa contradição surpreendente e emocionante.

Multimédia, escultura e ilustração na Paços — Galeria Municipal de Torres Vedras

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A Paços — Galeria Municipal de Torres Vedras acolhe três exposições distintas desde o dia 18 de dezembro, convidando o público a explorar diferentes obras artísticas da autoria de João Henriques, Jéssica Gaspar e Rui da Costa Lopes.

O curador João Silvério, Jéssica Gaspar e João Henriques estiveram na inauguração, que contou ainda com a presença da vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Torres Vedras, Ana Umbelino, do diretor da Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha (ESAD.CR), João dos Santos, dos responsáveis do projeto “RAMA | Residências Artísticas”, Paulo Brighenti e Ana Margarida Sousa, e de familiares de Rui da Costa Lopes.

O efeito estufa é a exposição de João Henriques que apresenta uma série fotográfica realizada em 2020 sobre as estufas do concelho de Torres Vedras. O autor explora o paralelismo entre os conceitos de transparência e opacidade, característicos dos próprios materiais das estruturas e também inerentes a aspetos de ordem económica, social e ecológica, num diálogo entre imagens, conceitos e realidades.

Já Spectacular Instability é exposição individual de Jéssica Gaspar, finalista da ESAD.CR. A mostra, que apresenta obras em formato vídeo, fotografias e uma peça de carácter escultórico, resulta do trabalho desenvolvido numa residência artística de três meses no projeto “RAMA”, em Alfeiria.

 

“Esta pesquisa concentra uma ideia de paradoxo entre o que é visível de imediato e o que é quase invisível, como uma distopia do olhar sobre mundo em que vivemos, enquanto memória da natureza, e as radicais alterações a que está sujeito” referiu João Silvério, que acompanhou a residência e assina a curadoria da exposição, durante a visita guiada.

No dia 18 de dezembro foi, ainda, inaugurada uma homenagem póstuma ao professor e ilustrador Rui da Costa Lopes. Professor de Filosofia, dedicou muito do seu tempo a escrever e desenhar temas de intervenção social e política. Escreveu, ainda, para teatro e conquistou o Prémio Ferreira de Castro com a novela A Siberiana. A exposição apresenta trabalhos produzidos nos seus últimos 10 anos de vida.

 
Agenda

18 dezembro 2021 a 29 janeiro 2022 | sábado

Homenagem a Rui da Costa Lopes

Ilustrações de Rui Costa Lopes

De 18 de dezembro de 2021 a 29 de janeiro de 2022 decorrerá na Paços – Galeria Municipal de Torres Vedras uma exposição de trabalhos de Rui da Costa Lopes. Integram esta exposição trabalhos produzidos nos últimos 10 anos de vida do autor, na sua maioria ilustrações de personagens e (...)

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18 dezembro 2021 a 05 março 2022 | sábado

O efeito estufa

Exposição de Fotografia de João Henriques

Série fotográfica efetuada em 2020, a partir da presença, e do protagonismo económico, social, ambiental, e visual, crescente das estufas no concelho de Torres Vedras. O termo efeito estufa é amplamente reconhecível através das ramificações ambientais e climáticas, que, embora visíveis, (...)

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18 dezembro 2021 a 05 março 2022 | sábado

Spectacular Instability

Obras de Jéssica Gaspar no âmbito da Residência Artista na RAMA

“As obras trabalhadas pela artista Jéssica Gaspar no período de residência na RAMA é um desenvolvimento das suas pesquisas enquanto aluna finalista da ESAD.CR do Politécnico de Leiria. Nesta exposição, intitulada Spectacular Instability, a artista apresenta quatro obras em formato vídeo, (...)

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Exposição "Spectacular Instability" na Paços - Galeria Municipal de Torres Vedras

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As obras produzidas por Jéssica Gaspar na residência artística que realizou este verão no âmbito do projeto “RAMA” vão estar patentes na Paços - Galeria Municipal de Torres Vedras entre os dias 18 de dezembro e 5 de março.

Recorde-se que o “RAMA - Residências Artísticas Maceira Alfeiria” é um projeto destinado a artistas, investigadores e curadores nacionais, a funcionar nas aldeias da Maceira e Alfeiria, com o apoio da Câmara Municipal de Torres Vedras, o qual se pretende desenvolver como centro de investigação avançada no campo das artes e no do cruzamento destas com as ciências e a educação. Este ano foi atribuída a primeira bolsa de criação artística no âmbito daquele projeto, à qual puderam concorrer alunos da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (que em 2020/2021 tenham sido finalistas da licenciatura ou do mestrado em Artes Plásticas), tendo a mesma sido ganha pela referida criadora.

O trabalho desenvolvido por Jéssica Gaspar como resultado da atribuição dessa bolsa poderá ser observado na exposição Spectacular Instability, a qual será inaugurada no próximo dia 18 de dezembro, pelas 16h00.

Segundo João Silvério, nesta mostra “a artista apresenta quatro obras em formato vídeo, fotografias e uma obra que implica uma relação direta com o espetador. Poderíamos dizer que essa obra é uma síntese do trabalho apresentado em que a dimensão visual, e performativa, nos confronta com a instabilidade do olhar, de perscrutar uma imagem que nunca iremos apreender na sua totalidade em confronto com a presença refletida do contexto em que nos encontramos. As obras em formato vídeo, situam-nos em dois momentos que se contrapõem, porque são, por um lado, fragmentos de paisagens registadas a partir do trabalho de campo situado nas áreas da Maceira e Alfeiria. E por outro lado dois vídeos, realizados em estúdio, centram a nossa atenção sob o processo de transformação de sólidos sujeitos a diferenças atmosféricas. A sua pesquisa concentra uma ideia de paradoxo entre o que é visível de imediato e o que é quase invisível, como uma distopia do olhar sobre mundo em que vivemos, enquanto memória da natureza, e as radicais alterações a que está sujeito. Entre a utopia e uma ideia de melancolia, sobre as condições que podem alterar o nosso modus vivendi e deste modo a sobrevivência e a liberdade”.

Exposição de fotografia "O efeito estufa" de João Henriques na Paços

JOÃO HENRIQUES EXPÕE "O EFEITO ESTUFA" NA PAÇOS - GALERIA MUNICIPAL DE TORRES VEDRAS

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O efeito estufa, exposição de fotografia da autoria de João Henriques, vai estar patente na Paços - Galeria Municipal de Torres Vedras entre os dias 18 de dezembro e 5 de março.

O efeito estufa patenteia, segundo o autor, “uma série fotográfica efetuada em 2020, a partir da presença, e do protagonismo económico, social, ambiental, e visual, crescente das estufas no concelho de Torres Vedras. O termo efeito estufa é amplamente reconhecível através das ramificações ambientais e climáticas, que, embora visíveis, ainda assim parecem permanecer nalguma invisibilidade, não só pelo seu carácter etéreo e atmosférico, como pela negação, de uma fatia das populações e comunidades. Parece existir uma nota de paralelismo com as estufas enquanto estruturas das explorações agrícolas, elas próprias constituídas a partir de diferentes graus de transparência e opacidade, material, económica e social. Esses termos, e modos de funcionamento, parecem assim sustentar a possibilidade da fotografia explorar elementos retóricos e estéticos que são comuns, numa construção entre a materialidade, a imagem e o conceito, que procura ampliar o conhecimento sobre este território e sobre algumas das importantes questões contemporâneas que lhe dizem respeito”.

A inauguração da exposição O efeito estufa, da autoria de João Henriques, terá lugar no próximo dia 18 de dezembro, pelas 16h00.

 

João Henriques
Possui estudos superiores em Gestão de Empresas, Psicoterapia e Fotografia. No seu trabalho autoral procura cruzar territórios, exteriores e interiores, com questões ontológicas da fotografia, convocando a tensão entre a superfície da imagem e a profundidade da observação. Exerce, adicionalmente, as funções de programador em Fotografia, no Centro de Estudos em Fotografia de Tomar (CEFT), e de curador de conferências, colaborando, neste âmbito, com os festivais Imago Lisboa Photo e Encontros da Imagem.   

Espetáculo de teatro/circo "Mikra" no Teatro-Cine de Torres Vedras

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Berdinki Zirkus leva ao palco do Teatro-Cine de Torres Vedras no próximo dia 17 de dezembro, pelas 21h30, o espetáculo de teatro/circo Mikra.

Neste espetáculo dois acrobatas encontram-se em cena para a busca da “perfeição” considerada normal no mundo da acrobacia. Os seus desencontros, problemas e falta de empatia serão os obstáculos de um caminho que os fará analisar a diferença entre aquilo que eles sentem e o que os outros percebem.

Mikra é uma peça que utiliza como linguagem as disciplinas acrobáticas circenses para evidenciar as relações de poder, baseando-se nos estereótipos de género e de função, abordando ainda temas como a paternidade e a identidade.

O preço dos bilhetes para se assistir ao espetáculo Mikra no Teatro-Cine de Torres Vedras é de cinco euros.

 

Ficha Técnica

Direção: Amancay Gaztañaga Sagarzazu e Iraia Elias Muniain
Especialista em Estudos de Género: Eider Goiburu Moreno
Espaço Sonoro: Ane Arruti Lopetegi
Acrobatas: Irati Gonzalez Jaimerena e Koldo Arakistain Irazusta
Um projeto financiado por: Dpto. de Cultura del Gobierno Vasco

TEATRO-CINE DE TORRES VEDRAS ACOLHE ESPETÁCULO DE DANÇA CRIADO POR MIGUEL MOREIRA

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A Útero A.C. leva ao palco do Teatro-Cine de Torres Vedras no próximo dia 10 de dezembro, pelas 21h30, o espetáculo de dança Fraternidade I e II – Díptico de Miguel Moreira.

Acerca deste espetáculo e respetiva temática, o criador do mesmo, Miguel Moreira, refere o seguinte: “A fraternidade talvez seja o elo mais forte que liga todos os seres humanos numa tentativa de se entenderem e de perceberem a diferença que existe em cada um de nós. Focamos a peça no tempo e nos rituais de crescimento que nos fazem afirmar que uma pessoa é jovem ou velha ou que está na meia-idade. Na história de cada um, que é inconfundível mas que ao mesmo tempo se parece com tanta gente que conhecemos. Li um diário de um senhor, que escreveu diariamente desde os 83 anos até aos 92 anos. Todos os dias mapeou o tempo da sua vida. O mais surpreendente é que podemos ver no diário, a cada dia, a hora a que se deitava, a hora a que acordava e a hora a que voltava a adormecer. Há um hiato em que não sabemos o que se passou. O tempo da insónia. Esse tempo é o tempo que, de uma forma metafórica, deveríamos conseguir dançar. Dançar o tempo da insónia.”

Para o festival GUIDANCE, Cláudia Galhós efetuou a seguinte abordagem ao trabalho de Miguel Moreira e ao seu referido espetáculo: “Há um tumulto permanente em Miguel Moreira. Há algo de excessivo, que se esvai nas palavras que diz, nas ideias que partilha, e nessa busca incessante por um movimento que tem uma raiz interior. Às vezes, o corpo até pode recuar ou reduzir a sua pulsação em cena, contrair a convulsão, mas por dentro será sempre trémulo e inquieto. Miguel fala com o mesmo entusiasmo obsessivo com que se dedica à dança. Ele diz coisas assim: “O trabalho do artista é sobre o que não conhece. Não é sobre ‘gosto’ ou ‘não gosto’, não me interessa isso. O trabalho do artista é sobre conhecer." (...) Ele diz coisas assim: “Fraternidade II é diferente das outras criações porque venho com a Fraternidade I na cabeça. Quero fazer um díptico como num quadro. Sei que as pessoas vão olhar primeiro para o 1, e já tenho isso dentro de mim." O ponto de partida é o mesmo: um caderno de anotação metódica das horas, que acompanhou a vida de uma pessoa a caminho dos 90 anos. "Um diário muito metódico, que sugeria uma organização mental... no final já só havia números. ‘Deitei-me à meia-noite’, depois há anotações de horas, ‘2h30 da manhã’, ‘3h30’. Tornou-se um registo do passar do tempo, de alguém que vai acordando ao longo da noite, e toma nota das horas em que desperta. Só tem números. Fez-me pensar que a Fraternidade seria a dança desse mundo, em que acordamos e adormecemos e não sabemos bem onde estamos.”

O preço dos bilhetes para se assistir ao espetáculo de dança Fraternidade I e II – Díptico de Miguel Moreira no Teatro-Cine de Torres Vedras é de cinco euros.

 

Ficha Técnica

 

Uma peça de Miguel Moreira

Cocriação e interpretação: Carolina Faria, Cláudia Serpa Soares, Francisco Camacho, Luís Guerra, Maria Fonseca, Miguel Moreira, Romeu Runa, Sara Garcia, Shadowman

Música original ao vivo: Ricardo Toscano

Violoncelista: Nelson Ferreira

Desenho de luz: Rui Monteiro

Vídeo: João Pedro Fonseca

Cenografia e colaboração desenho de luz da segunda parte: Jorge Rosado

Residências e lugares de ensaio: Estúdios Vitor Córdon, Espaço Gaivotas, Latoaria, Teatro Aveirense, Estúdios ACCCA

Apoios: Dgartes / Governo de Portugal / Estúdios Vitor Córdon / Programa casa / Câmara Municipal de Lisboa / Pólo Cultural das Gaivotas

Coprodução: Útero e Centro Cultural Vila Flor / Festival Guidance / Cine Teatro Avenida / Teatro Aveirense

(Crédito Fotográfico: Helena Gonçalves)

Nuno Côrte-Real apresenta novo álbum no Teatro-Cine de Torres Vedras

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No âmbito da “Temporada Darcos”, o novo álbum de Nuno Côrte-Real, com poemas de Pedro Mexia, será apresentado no Teatro-Cine de Torres Vedras, no próximo dia 20 de novembro, pelas 21h30.

Composto por 12 canções, intercaladas por 3 peças de autoria de outros compositores, Tremor apresenta ao público um exercício abstrato que tem como ponto de partida palavras e imagens, muitas delas extraídas de documentos históricos - descrições da cidade de Lisboa e da devastação causada pelo terramoto seguido de um marmoto e de incêndios - e que pretende, numa lógica de continuum, remeter para outras experiências humanas.

São canções desenhadas para uma voz feminina, a soprano Bárbara Barradas, que é acompanhada pelo Ensemble Darcos, dirigido por Nuno Côrte-Real.

 

Composição e direção musical: Nuno Côrte-Real
Poemas: Pedro Mexia
Soprano: Bárbara Barradas
Ensemble Darcos

Galeria Municipal de Torres Vedras acolhe exposição de obras da Coleção António Cachola

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A Paços – Galeria Municipal de Torres Vedras acolhe, entre os dias 18 de setembro e 4 de dezembro, a exposição Entre paredes: futuros.

Segundo a curadora, Sara Antónia Matos: "a exposição Entre paredes: futuros reúne um conjunto de obras pertencentes à Coleção António Cachola, de artistas de diferentes géneros e gerações. As obras espalham-se, não apenas pelo tradicional espaço expositivo mas também, pelas divisões contiguas da Galeria Municipal de Torres Vedras. Assim fazendo jus à ideia de casa, percorrendo o edifício e ocupando as suas paredes, disseminando obras pelos corredores, salas, nichos e vãos de escada, a exposição adota a ideia de um confinamento entre paredes, de certa forma familiar ao enclausuramento vivido em período de pandemia. Porém, longe de transmitir a sensação de catástrofe ou de fim dos tempos, as obras em exposição parecem propor futuros, melancólicos mas também visionários, que aludem àquilo a que o crítico de ficção, inglês, Frank Kermode designou de 'sensibilidade apocalíptica'. Esta assenta na impressão de que, mais tarde ou mais cedo, um acontecimento global desastroso porá fim à vida terrena tal como a conhecemos.”

A mostra é composta por obras de Alexandre Estrela; Alice Geirinhas; Ana Jotta; Anamary Bilbao; Ana Manso; Ana Rito; Andreia Santana; António Neves Nobre; Belén Uriel; Bruno Cidra; Carlos Nogueira; Dalila Gonçalves;  Diogo Evangelista; Gonçalo Sena; Horácio Frutuoso; Igor Jesus; Ilda David; Inês Botelho; Jaime Welsh; José Pedro Croft; João Queiroz; Mané Pacheco; Miguel Ângelo Rocha; Paulo Brighenti;  Pedro Cabrita Reis; Rui Cahfes; Rui Toscano e Susana Anágua.

Programa de animação da Biblioteca Municipal de Torres Vedras - outubro 021

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A Biblioteca Municipal de Torres Vedras dá continuidade ao seu programa de animação durante o próximo mês de outubro.

No âmbito do mesmo será apresentado no dia 1, pelas 19h00, no seu espaço, o livro Sede de Alegria, da autoria de Rodrigues dos Reis. Escrito entre 2019 e 2021, Sede de Alegria é um livro que “versa sobre o sentido que retiramos da vida dos outros enquanto não encontramos o nosso, sobre a construção do nosso mundo”. É uma viagem pelo património lírico português desde Camões a Fernando Pessoa, de Sofia de Melo Breyner Andresen a Eugénio de Andrade e António Gedeão. De referir que Rodrigues dos Reis (pseudónimo de Nuno Ricardo) nasceu a 1 de janeiro de 1970, na Maceira (concelho de Torres Vedras), tendo se licenciado em Antropologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. No domínio da poesia tem publicado Livro das Preces (2013), Quanto das folhas caem, por vezes voam (2015) e Terra de Sombras (2018).

Já no dia 23, pelas 15h30, a Biblioteca Municipal de Torres Vedras promove no auditório do Edifício dos Paços do Concelho de Torres Vedras uma sessão de reflexão e partilha sobre as comunidades de leitores criadas em turmas de adolescentes de escolas do concelho de Torres Vedras. São convidados para esta conversa: Andreia Brites (mediadora de leitura); Goretti Cascalheira (bibliotecária); Elsa Andrade (professora do ensino secundário da Escola Secundária Madeira Torres); Catarina Luís (antiga aluna da Escola Secundária Madeira Torres); Tomás Lourenço (antigo aluno da Escola Secundária Madeira Torres); Bianca Esteves (Escola Secundária Madeira Torres); e Tomás Peralta (Escola Secundária Madeira Torres). A mediadora será Júlia Martins (PNL2027). As inscrições para a participação nesta sessão devem ser efetuadas pelo n.º de telefone: 261 320 747; ou pelo e-mail: bmtv.servico.educativo@cm-tvedras.pt.

No espaço da Biblioteca Municipal de Torres Vedras prosseguirá, durante o mês de outubro, o programa "Ao Sabor dos Sábados". Assim, integrado nesse programa: no dia 2, pelas 15h30, será proporcionado, a crianças com idades entre os 5 e os 12 anos, um ateliê em que se criarão “pássaros mergulhados em cor” inspirados na obra de Danuta Wojciechowska; no dia 9, pelas 15h00, Hana Perinova dinamizará, para maiores de 10 anos, um workshop de encadernação copta; no dia 16, pelas 15h30, será realizada, para crianças com idades entre os 5 e os 10 anos, uma oficina de expressão plástica intitulada "O outono chegou!"; e no dia 23, também pelas 15h30, será lido, para crianças com idades entre os 3 e os 10 anos, o livro Descobre outra vez o 123. As inscrições para a participação nas ações do programa "Ao Sabor dos Sábados" podem ser efetuadas pelos números de telefone: 261 320 747 | 261 310 460; ou pelo e-mail: bmtv.servico.educativo@cm-tvedras.pt.

Também durante o mês de outubro a Biblioteca Municipal de Torres Vedras continuará a proporcionar a atividade “Hora do Conto”, às quintas-feiras, pelas 10h30, por meio da sua página de Facebook. Nesse âmbito está prevista a contação de: Papá Ventania, da autoria de Emer Stamp (dia 7); Onde está a lua?, da autoria de Jordi Amenós (dia 14); Saudades do teu abraço, da autoria de Eoin Mclaughlin (dia 21); e A Princesa e a Porquinha, da autoria de Jonathan Emmett (dia 28). 

Igualmente no âmbito do programa de animação da Biblioteca Municipal de Torres Vedras será de novo dinamizado nesse espaço, às sextas-feiras, pelas 18h00, o ciclo de atividades “Competências Digitais para todos”. Integrado no mesmo estão previstas as seguintes atividades: “Pesquisa Web e as Fake News” (dia 1); "Segurança na Internet e Chave móvel digital" (dia 8); "Utilizar o telemóvel de forma segura" (dia 15); "Armazenamento na nuvem" (dia 22); e "Redes sociais / Whatsapp" (dia 29). As inscrições para estas atividades, as quais são destinadas a jovens, adultos e seniores, devem ser efetuadas pelo e-mail: ivoantunes@cm-tvedras.pt.

De referir ainda que está patente na Biblioteca Municipal de Torres Vedras até ao final de outubro a exposição Era uma vez...Danuta Wojciechowska no voo das cores, a qual aborda a obra desta ilustradora, que “pinta um mundo repleto de cores que vivem em harmonia dentro dos livros, onde as pinceladas dançam e criam movimentos que nos transportam para o imaginário das histórias”. Esta exposição foi concebida por Patrícia Chaves Duarte.

 
Agenda

01 setembro 2021 a 31 outubro 2021 | quarta

Era uma vez...Danuta Wojciechowska no voo das cores

Era uma vez Danuta… a ilustradora que pinta um mundo repleto de cores que vivem em harmonia dentro dos livros, onde as pinceladas dançam e criam movimentos que nos transportam para o imaginário das histórias. Conceção: Patrícia Chaves Duarte (...)

Saber Mais

 

01 outubro 2021 | sexta

Pesquisa web e as Fake news

Aprenda algumas ferramentas para conseguir fazer as suas pesquisas nos motores de busca (Google, Bing ou outro) de forma a encontrar de uma forma célere informação relevante sobre um determinado assunto. Saiba algumas formas simples de identificar se uma determinada informação disponível na (...)

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01 outubro 2021 | sexta

Apresentação do livro "Sede de Alegria"

Escrito entre 2019 e 2021, Sede de Alegria é um livro que versa sobre o sentido que retiramos da vida dos outros enquanto não encontramos o nosso, sobre a construção do nosso mundo. É uma viagem pelo património lírico português desde Camões a Fernando Pessoa, de Sofia de Melo Breyner (...)

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