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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Caves da Cockburn's abrem as portas ao Open House Porto

Pelo segundo ano consecutivo, dias 29 e 30 de junho

Caves da Cockburn’s abrem as

portas ao Open House Porto

 

As caves pertencentes à família Symington, onde é armazenado o famoso Special Reserve, integram o programa do projeto da Casa da Arquitetura

 

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Pelo segundo ano consecutivo, as Caves da Cockburn’s, pertencentes à família Symington, associam-se ao Open House Porto, iniciativa promovida pela Casa da Arquitetura. Todos os interessados em conhecer uma das mais emblemáticas Caves de Vinho do Porto na zona histórica de Vila Nova de Gaia poderão fazê-lo no sábado e domingo, dias 29 e 30 de junho, em percursos acompanhados a cada 30 minutos.

 

No sábado, as visitas decorrem das 9h30 às 12h30 e das 18h00 às 21h00. Às 10h30, o arquiteto Luís Loureiro, responsável pelo projeto de arquitetura das Caves da Cockburn’s e de outros espaços da família Symington, vai comentar a visita. Já no domingo, dia 30, as visitas podem ser efetuadas da parte da manhã, entre as 9h30 e as 12h30.

 

Um espaço repleto de história

As Caves da Cockburn’s comportam 6.518 pipas de Vinho do Porto em estágio, para além do equivalente a 10.056 pipas em balseiros. Este stock, de enorme valor, é essencial para a criação de grandes vinhos e, em particular, o famoso Special Reserve da Cockburn’s. O lodge gerido pela Symington Family Estates é o único armazém em Vila Nova de Gaia em que é possível ver a equipa de tanoaria em atividade.

 

O espaço integra um museu que contém uma coleção de aguarelas do século XIX, da autoria do Barão de Forrester, bem como alguns dos registos da década de 1930 de outra figura lendária do Vinho do Porto, John Henry Smithes. Desde a abertura, no verão de 2017, as Caves da Cockburn’s têm sido muito procuradas por quem visita o Porto e Vila Nova de Gaia. Inglaterra, Estados Unidos da América, Espanha e França são as nacionalidades dos turistas que mais têm visitado o lodge.

Casa da Memória de Guimarães comemora 1º aniversário (22 a 25 abril)

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Um ano passado sobre a abertura da Casa da Memória de Guimarães,

a efeméride é assinalada com um programa especial

 

Um ano volvido sobre a abertura da Casa da Memória de Guimarães (CDMG), a efeméride é assinalada com um programa desenhado para o propósito. Visitas especiais e temáticas, conversas e oficinas, fazem parte de um programa que o convida a visitar a Casa e conhecer e reconhecer  a cidade e o concelho de Guimarães.

 

Inaugurada a 25 de abril de 2016, a Casa da Memória de Guimarães é um centro de interpretação e conhecimento que dá a conhecer, através da exposição “Território e Comunidade”, a memória de um lugar e vários dos seus prismas. Situada na antiga fábrica de plásticos Pátria, na Av. Conde Margaride, é um local de encontro, acolhimento, partilha e reflexão sobre Guimarães: no espaço expositivo da Casa da Memória poderá encontrar imagens, histórias, documentos e objetos que permitem conhecer diferentes aspetos da comunidade vimaranense através de um largo arco temporal: da Pré-História à Fundação da Nacionalidade, passando pelas Sociedades Rurais e Festividades e Industrialização do Vale do Ave, até à Contemporaneidade. Mais do que uma visita, a Casa da Memória oferece aos visitantes uma experiência, através de uma viagem por memórias coletivas e individuais.

 

O programa especialmente desenhado para a comemoração do 1º aniversário da CDMG começa no sábado, dia 22 de abril, às 16h30, com a inauguração do Repositório da Casa da Memória: um espaço de construção, reflexão e investigação de acervos digitais – o primeiro deles a Colecção de Fotografia da Muralha, Associação de Guimarães para a Defesa do Património que, depois do projeto Reimaginar Guimarães, na Capital Europeia da Cultura, encontra agora novo abrigo.

 

Após um breve momento inaugural, o Repositório acolhe, às 17h00, a primeira sessão de “Memórias da Memória”: um ciclo de conversas com especialistas – do arquivo à psicanálise, da história à ficção – que nos dão a conhecer e a compreender os vários lados e formas da memória. Maria Matos Graça inaugura este ciclo de conversas abordando experiências de pensamento para pensar a nossa experiência consciente. Questões clássicas sobre a relação entre mente e cérebro serão o tema central de uma conversa que procurará desafiar as intuições mais imediatas que temos sobre o que é a mente e a identidade individual.

Ao mesmo tempo da conversa com Maria Matos Graça, a Casa da Memória desafia os mais novos a reinterpretar lugares da cidade de Guimarães, através de jogos e exercícios de memória que resultam na construção de fanzines. Este será o tema central da oficina “MnemoZine”, orientada por Carina Oliveira.

 

No domingo, dia 23, às 11h00, como tem sido habitual, realiza-se mais uma edição dos Domingos em Casa, desta vez sob o mote “Memórias do Chão”. Uma oficina orientada por Vera Santos que se centra no corpo, no espaço e no movimento. Andar, parar, correr, saltar, sentar, acenar, olhar, dançar, são formas de (re)conhecer um espaço, de comemorá-lo, e de guardar memórias. O Largo do Toural surge como chão dessas memórias que se vão relacionar com os elementos da exposição da CDMG.

 

Na tarde de domingo, às 17h00, a Casa da Memória inaugura o ciclo de exposições temporárias “Memento (Lembra-te)”. Com objetos e imagens provenientes de coleções de instituições ou de particulares, a CDMG irá concretizar sucessivos momentos expositivos, de modo a aprofundar as referências dadas pela exposição nuclear, “Território e Comunidade”. A primeira mostra deste ciclo de exposições temporárias tem como título “Jantar de Domingo à tarde” e apresenta um conjunto de objetos e imagens provenientes das coleções particulares de António Oliveira (pai), António Oliveira (filho), Jorge Correia e da Delegação de Guimarães do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços. Fotografia, cerâmica, mobiliário e documentos permitem-nos recuar às primeiras décadas do século XX em Guimarães — a um tempo em que o mundo de trabalho estava em profunda transformação e o papel reivindicativo do operariado já se fazia sentir.

 

Entre 1901 e 1931, a Associação de Classe dos Empregados do Comércio de Guimarães convencionou o descanso semanal aos domingos, da parte da tarde. Como 'memento' deste decreto, passou a organizar um jantar comemorativo por ano. Naquela época, foi essencial lembrar a necessidade do descanso, numa sociedade que trabalhava de sol a sol. Com a realidade e dinâmica contemporânea do mercado de trabalho global, estaremos assim tão longe deste passado? E que reflexões poderemos fazer a partir dele para preparar o nosso futuro Descansaremos mais, ou menos, agora que vamos sendo paulatinamente substituídos pela inteligência artificial e pela robótica? A exposição poderá ser visitada até 15 de outubro. A entrada é livre.

 

Para assinalar a inauguração da exposição “Jantar de Domingo à tarde” será criado um jantar temático a partir das 18h30, onde se espera que sejam lembradas histórias estimuladas pelo que ali se expõe, e que as mesmas sejam contadas ao sabor do que se vai provando à mesa. O jantar carece de inscrição prévia e tem um custo de 20,00 euros por pessoa.

 

Na noite de segunda-feira, às 22h00, a Casa da Memória propõe uma conversa sobre o Dia da Liberdade. “Onde estava no 25 de abril de 1974?”: a pergunta ficou célebre na caricatura de Herman José a Baptista Bastos e agora é tempo de lhe dar resposta, derivando do plano do humor para o vasto campo da memória. O que fazíamos? O que lembramos? Este é um encontro coletivo na sala do Repositório da CDMG, onde se ouvirão as memórias de um dia inesquecível.

 

No dia 25 de abril, um ano volvido desde a sua inauguração, a Casa da Memória será um espaço habitável por todos quantos queiram conhecer os cantos da Casa. Com atividades em modo contínuo de manhã e de tarde, todos terão a oportunidade de visitar e de experimentar, à medida dos seus interesses, um programa que estimula a descoberta, a pertença e a participação, partindo das referências dos visitantes para a fruição e conhecimento dos conteúdos presentes no discurso expositivo da Casa da Memória.

 

Entre as 10h00 e as 13h00, os participantes poderão criar uma “cidade de pernas para o ar” e fazer doces ou biscoitos. Entre as 15h30 e as 18h30, poderão contar contos e acrescentar pontos, mexer o corpo e inventar instrumentos. Ao longo de todo o dia, poderão também bordar como em Guimarães se faz, sentar numa roda de oleiro para sentir o barro e visitar as exposições permanente e temporária. Todas as atividades têm entrada livre.

 

Para encerrar o programa de celebração do primeiro ano de existência da CDMG, o “Espalha Memórias” revela-se pela primeira vez ao público. Numa sessão “zero” especial, o ponto de encontro será no Largo do Toural, às 16h00, para um percurso cheio de novidades e reminiscências que marcarão a memória de todos. O final será na Casa da Memória para uma conversa junto a um objeto da exposição, numa celebração coletiva do aniversário e da Liberdade. “Espalha Memórias” é um programa de visitas a partir da Casa da Memória de Guimarães. Da Casa para a memória ou da memória para a Casa, os participantes serão convidados a conhecer diferentes percursos, com histórias, tradições, novidades e gente de cá e lá. De maio a setembro, uma vez por mês, Guimarães descobre-se ou redescobre-se através deste programa: do Património Industrial ao Mundial, das Gualterianas a D. Afonso Henriques, por trás das portas, para beber um copo ou para folhear um álbum de retratos. Sempre em boa companhia e muita partilha.