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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Tapeçarias e serigrafias de Nadir Afonso em exposição na Biblioteca Municipal de Reguengos de Monsaraz

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A exposição de tapeçarias e serigrafias “Civilização” de Nadir Afonso vai estar patente de 5 de outubro a 30 de novembro no Auditório António Marcelino da Biblioteca Municipal de Reguengos de Monsaraz. Esta mostra foi possível através da colaboração da autarquia com a Fundação Nadir Afonso e poderá ser visitada de segunda-feira a sábado das 9h às 12h30 e entre as 14h e as 17h30.

 

A exposição “Civilização” apresenta 22 serigrafias editadas durante quase quatro décadas e três tapeçarias realizadas pela Manufatura de Tapeçarias de Portalegre. Os temas dominantes desta mostra são as cidades e as civilizações e integra obras como “Évora Surrealista”, “Procissão em Veneza”, “Copacabana”, “Idade Média”, “Dusseldorf”, “Babilónia”, “Sevilha”, “Pequim”, “Os Portugueses”, “Parque de São Paulo” e “Pontes sobre o Reno”.

 

Os traçados geométricos evocam pontes, jardins, catedrais, construções que contrastam com os horizontes e as águas onde as formas se espraiam, como que absorvidas pela imensidão dos céus ou dos oceanos, numa grande variação cromática. O artista considerava que a combinação das formas desencadeia entre elas relações e espaços intermédios cujas proporções devem ser igualmente harmoniosas, pois para realizar a obra de arte é necessário que as formas complementares mantenham as leis de proporções que a sensibilidade pressente nas formas elementares.

 

Nadir Afonso nasceu no dia 4 de dezembro de 1920 e faleceu no dia 11 de dezembro de 2013 e é considerado um dos artistas de maior relevo da arte do século XX e XXI, pioneiro na arte cinética em Portugal, corrente que explora efeitos visuais através de movimentos físicos ou de ilusão de ótica. Autor de uma obra singular e sustentada no contexto artístico internacional, o artista foi Doutor Honoris Causa pela Universidade Lusíada de Lisboa (2010) e pela Universidade do Porto (2012) e condecorado com os graus de Oficial (1984) e Grande-Oficial (2010) da Ordem Militar de Sant’lago da Espada.

 

Durante a sua carreira teve vários períodos, nomeadamente primeira modernidade, surrealista, barroco, pré-geometrismo, egípcio, espacillimité, ogival, perspético, antropomórfico, organicismo, fractal e realismo geométrico. Nadir Afonso fez muitas vezes apelo ao rigor matemático, acreditando que o Homem antes de adquirir o sentido abstrato do equilíbrio moral possuía já o sentido concreto do equilíbrio e do rigor espacial dados pela Geometria, a sua primeira ciência, um dos seus primeiros cultos e uma das paixões do artista. As obras de Nadir Afonso têm sido exibidas em centenas de exposições e os seus trabalhos integram coleções públicas de importantes museus portugueses e estrangeiros, como o Museu Nacional de Soares dos Reis, Museu Nacional de Arte Contemporânea, Fundação Calouste Gulbenkian, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Brasil), CitiBank (Nova Iorque, Estados Unidos da América), Centre George Pompidou (Paris, França), Museum Im Kulturspeicher (Würzburg, Alemanha) e Szépmüvészeti Múzeum (Budapeste, Hungria).