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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Teatro dos Aloés apresenta: "Em Casa, no Zoo" - Recreios da Amadora - A 60ª Produção da Associação Cultural Teatro dos Aloés...20 anos a pensar o Teatro como o lugar indicado para a reflexão colectiva

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AtHomeatthe Zoo é uma peça de Edward Albee que adiciona um primeiro ato à peça de 1959 - The Zoo Story. Este primeiro ato, também chamado Homelife, gira em torno do casamento de Peter e Ann e termina com a saída de Peter para ler um livro no Central Park.

 

Jerry e Peter encontram-se no Central Parque num banco de jardim e vão iniciar um diálogo que revelará a verdade mais profunda das suas vidas. Peter é um homem casado, vimo-lo em Homelife, com a sua mulher Ann, as suas duas filhas, duas televisões, dois gatos, dois periquitos, o seu zoológico privado. Trabalha numa editora e tem uma vida estável. É o burguês de classe média, feliz com a prosperidade da sua vida sem preocupações existenciais, vive dentro dos padrões pré-estabelecidos pela sociedade. Peter é a própria personificação do self-made man enjaulado nos ideais e nos valores burgueses da vida.

 

Jerry é solteiro, vive sozinho, não tem família e tem uma vida totalmente desestruturada. Não se insere nos padrões socialmente determinados talvez por isso possua uma capacidade reflexiva extremamente aguçada, crítico dos valores da sociedade e da moral burguesa.

 

O microcosmos familiar de Peter e a fauna humana de Jerry representam o macrocosmos que é a própria sociedade. Uma sociedade inibidora, coerciva do pensamento crítico e reflexivo que reduz as pessoas a meros autómatos presos em jaulas, como num jardim zoológico onde as suas forças vitais instintivas devem ser aprisionadas para a manutenção de uma sociedade dita organizada.

 

AtHomeatthe Zoo, de Edward Albee, foi originalmente produzida sob o título Peter and Jerry pelo Second Stage Theatre, Nova Iorque, em 2007, sendo Carole Rothman a diretora artística.

Originalmente, HomeLife foi encomendado e Peter e Jerry produzido pela companhia Hartford Stage.

 

 

Ficha Técnica e Artística

Texto: Edward Albee | Tradução: Mick Greer e Graça Margarido | Encenação: Jorge Silva | Interpretação: Duarte Grilo, Patrícia André, Simon Frankel | Cenografia: Rui Francisco | Figurinos: Maria Luiz | Desenho de Luz: Tasso Adamopoulos | Design Gráfico: João Rodrigues | Fotografia de Cena: José Frade |Fotografia Ensaio: Duarte Grilo | Consultoria de Comunicação/Assessoria de Imprensa: Sofia Peralta | Direção de Produção: Daniela Sampaio | Assistência à Encenação: Lune Nunes | Assistência de Cenografia: Dora Salles | Construção Cenográfica: JSVC Decor | Operação Técnica: Mafalda Oliveira e Tasso Adamopoulos | Produção: Teatro dos Aloés 2022 | M/16

Duração: aprox. 100 min + intervalo

60ª Produção Teatro dos Aloés

Recreios da Amadora

23 a 29 de Março de 2022

2 a 5 de Abril de 2022

Segunda a Sábado às 21h/domingo às 16h

 

BIOGRAFIAS

 

Edward Albee - Numa entrevista dada em 1981, perguntou-se ao autor qual seria a importância da sua biografia para o entendimento da sua obra, ao que respondeu: "Penso ser completamente irrelevante. Preferiria que as pessoas julgassem a minha obra por si só, não por dados biográficos".

BIBLIOGRAFIA

The Zoo Story (1959)

The Death of Bessie Smith (1959)

The Sandbox (1959)

Fam and Yam (1959)

The American Dream (1960)

Who's Afraid of Virginia Woolf? (1962)

The Ballad of the Sad Cafe (1963) (adaptação do romance de Carson McCullers)

Tiny Alice (1964)

Malcolm (1965) (adaptado da novela de James Purdy)

A Delicate Balance (1966)

Breakfast at Tiffany's (1966)

Everything in the Garden (1967) (adaptação da peça do dramaturgo inglês Giles Cooper)

Box and Quotations From Chairman Mao Tse-Tung (1968)

All Over (1971)

Seascape (1974)

Listening (1975)

Counting the Ways (1976)

The Lady From Dubuque (1977-8)

Lolita (adaptação do romance de Vladimir Nabokov)

Another Part of the Zoo (1981)

The Man Who Had Three Arms (1981)

Finding the Sun (1982)

Marriage Play (1987)

Three Tall Women (1991)

The Lorca Play (1993)

Fragments (1993)

The Play About the Baby (1997)

The Goat, or Who Is Sylvia? (2000)

Occupant (2001)

At Home At the Zoo (Acto Um: Homelife. Acto Dois: The Zoo Story) (2004)

Me, Myself & I (2007)

 

Graça Margarido e Mick Greer - Traduzem há mais de vinte anos. Especializados em tradução de arte, partilham a paixão pelo teatro e pela tradução do texto dramático. Juntos traduziram, entre outros, dramaturgos como Athol Fugard, Conor McPherson, Marina Carr e Marie Jones. Graça Margarido é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas (Português e Inglês) pela FLUP e fez o mestrado em Literatura e Tradução. Após alguns anos no mundo editorial, é agora tradutora profissional. Mick Greer fez a licenciatura e o mestrado na Universidade de Cambridge, onde fez parte da companhia Cambridge Mummers com quem alcançou um Fringe First no Festival de Edimburgo. É doutorado em Estudos de Teatro, professor da FLUL e investigador do Centro de Estudos de Teatro dessa faculdade. Também participa como ator nos Lisbon Players (Lisboa) e Balloonatics Theatre Company (Dublin), companhia de que é membro fundador.

 

Jorge Silva - Em 1987 concluiu o Curso de Formação de Actores na Escola de Formação de Actores do Centro Cultural de Évora, e desde essa data trabalhou como ator profissional na Companhia de Teatro de Braga, Teatro da Malaposta/CDIAG, Artistas Unidos, Teatro dos Aloés, entre outras. Trabalha regularmente em cinema, teatro e televisão. É co-fundador do Teatro dos Aloés e ator/encenador permanente desta companhia. Shakespeare, Tchekov, Goldoni, Brecht, Athol Fugard, Lars Norén, Pau Miró, M´Hamed Ben Guetaff, Jacinto Lucas Pires, Mário de Carvalho, entre outros, foram alguns dos autores que têm levado à cena como ator ou encenador.

 

Duarte Grilo - ator português que após a sua estreia em teatro com a peça O meu pé de laranja lima em 2007, tem vindo a trabalhar ativamente em vários projetos televisivos, teatrais e cinematográficos sobretudo como ator, mas também com funções na área da direção de atores e realização de cinema, publicidade e videoclipes. No teatro integrou o elenco de inúmeros espetáculos, entre os quais: Happy Birthday, “As obras completas de William Shakespeare em 97 minutos, Zorro, Ilha do Tesouro e Lúcia Afogada. Em 2015 integrou o elenco da Companhia do Chapitô com o espetáculo Macbeth que tem corrido o mundo e ganho vários prémios, contribuindo para a sua internacionalização enquanto ator, tendo feito o espetáculo em português, inglês e espanhol. No cinema fez parte do elenco das curtas-metragens Roots (coprodução Índia-Inglaterra), Emptiness, Boy e Riders On The Storm. Integrou também o elenco de várias longas-metragens como A Bela e o Paparazzo, Sei Lá, Os gatos não têm vertigens, Quarta Divisão, Al Berto, Fado (Alemanha), Carga, Parque Mayer, Bem Bom e Amadeo. Em televisão fez parte do elenco de projetos como Vingança (SIC), Morangos com açúcar (TVI), Mulheres (TVI), Miúdo Graúdo (RTP1) ,Jogo Duplo (TVI), Alma e Coração (SIC), Idiotas (RTP1), Conta-me como foi (RTP1), Luz Vermelha (RTP1),  Sul (RTP1), Terra Brava (SIC), O Rapaz do Tambor (RTP1), O Clube (Opto) e Esperança (Opto).

 

Simon Frankel - Nasceu em 1982. Terminou o curso de Actores pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Participou em ateliers de corpo e movimento, movimento interno, clown e bufão, combate cénico, técnica da máscara, interpretação e performance. Trabalhou em teatro, cinema, séries de televisão, telenovelas e publicidade. Em teatro trabalhou com José Peixoto, João Mota, Joana Craveiro, David Pereira Bastos, Mónica Calle, Ana Lázaro, Ricardo Alves, Natália Luiza, Pedro Gil, Rute Rocha, Jorge Silva Melo. Em Cinema trabalhou com Patrícia Sequeira, João Mário Grilo, Marcos Cosmos, Patrick Mendes. Faz, desde 2006, dobragens e locuções para séries, filmes de animação, documentários, publicidade e audio-books.

 

Patrícia André - Formada pela ACT – Escola de Actores (2001/2002), Patrícia André iniciou o seu percurso no Teatro aos 15 anos. Trabalha com diversas companhias como o Teatro da Terra, Teatro Aberto ou o Teatro dos Aloés, cuja associação íntegra. Dirige durante alguns anos letivos um grupo de alunos surdos do Instituto Jacob da Casa Pia e dá aulas de Teatro no Colégio Cesário Verde. Encena Carta de uma Desconhecida de Stefan Zweig com Sandra Barata Belo no Teatro S.Luiz. No Cinema participa em Les grandes Ondes de Lionel Baier ou Índice Médio de Felicidade de Joaquim Leitão, entre outros. Trabalha em Televisão desde 2001, participa nas séries Quando os lobos uivam, Conta-me Como Foi, 3 Mulheres e filma agora  Monstros à Solta na Cidade. Está no ar neste momento com a novela Bem Me Quer da TVI.

Rui Francisco - Arquiteto e cenógrafo. Estreou-se como Assistente de Cenografia de José Manuel Castanheira. É membro fundador da APCEN-Associação Portuguesa de Cenografia. É Cooperante e faz parte da Direção Artística do Teatro O Bando. Coautor do Projeto de Arquitetura do Museu do Oriente, com Carrilho da Graça, premiado como Melhor Museu Português de 2009. Autor de espaços cénicos para Teatro, Cinema e Televisão, distinguido com diversos prémios onde se destaca Inferno - A Divina Comédia, melhor Trabalho Cenográfico, Prémio Autores SPA 2018. Coautor com João Brites, do Projeto Expositivo da Representação Oficial Portuguesa na Quadrienal de Praga 2011- Espaço e Desenho da Performance. Participa, pela APCEN, na Quadrienal de Praga de 2015 com Clara Bento e João Brites com a intervenção: Onde está o meu País?  Colabora com o Teatro dos Aloés, desde 2017, onde concebe os espaços cénicos para os espetáculos Amor de Dom Perlimplim,Lovers e Abaixo da Cintura.

Maria Luiz - Ingressa em 1989 na ESTC - Curso de Realização Plástica do Espetáculo; regressa em 1998 para fazer o CESE em Teatro e Educação. Uma década depois concluiu formação na primeira turma de Mestrado em Teatro e Comunidade. A sua atividade profissional tem abrangido diferentes áreas do espetáculo como a cenografia ou a luminotecnia, mas são os trabalhos de figurinos os mais frequentes. Em 1994 surge o interesse pelo ensino das matérias com que trabalha e a partir dessa data tem mantido uma atividade pedagógica/formativa constante. É membro fundador da Associação Portuguesa de Cenografia.

Tasso Adamopoulos - Inicia o seu percurso profissional nas artes cénicas em 95/96 como técnico residente no Teatro da Malaposta. Em 97 frequenta a escola superior ADAMS 3i (Bordeaux-FR) e tem a oportunidade, no ano seguinte, de fazer parte da equipa de iluminação da EXPO 98. De 1999 a 2007 reside e trabalha em França onde aprende, pratica e desenvolve profissionalmente a atividade de iluminador. Em 8 anos colabora com diversas companhias de teatro e dança, assume a direção técnica de um teatro e de alguns festivais, colabora com a Ópera de Bordeaux e faz digressões pela Europa e África. Em 2007 regressa a Portugal, passa pelo Teatro das Beiras, TNDM2, Teatro da Comuna, Teatro dos Aloés, Teatro Meridional, Companhia de Teatro de Almada, O Bando, entre outras. Integra a equipa do Festival de Teatro de Almada desde 2007 e Festival TODOS em 2016/17. Em 2018 assume o cargo de Adjunto da Direção Técnica no Teatro Luís de Camões – LUCA (Egeac) Colaborações e/ou criações com: Joaquim Benite, Miguel Seabra, Jorge Silva, Márcia Lança, Fernando Mota, João Mota, Carlos Paulo, João Fiadeiro, José Peixoto, José Carretas, João Paulo Seara Cardoso, Elsa Valentim, António Pires, entre outros.

João Rodrigues - Curso de Realização Plástica do Espectáculo, Escola Superior de Teatro e Cinema 1988-91. Licenciado em Gestão das Artes na Cultura e na Educação. Técnico Superior na CML – Departamento de Património Cultural, Pelouro da Cultura, desde 1993; atualmente, no Gabinete de Estudos Olisiponenses onde é responsável pela criação gráfica e desenho de projectos de exposição e produção editorial. No Teatro da Garagem realizou, juntamente com José Espada, a produção e a conceção plástica dos espetáculos: A Cidade de Fausto, Café Magnético, D. João, A Gesta Marítima, A Nossa Aldeia e Os Piratas, tendo sido premiado pelo CPAI no espetáculo A Gesta Marítima. Cofundador da Associação Cultural - Projecto Teatral. Participa nos trabalhos deste grupo desde 1994. Juntamente com os restantes participantes da companhia obteve, em 2003, o Prémio Maria Madalena Azeredo Perdigão da Fundação Calouste Gulbenkian, atribuído ao trabalho intitulado “teatro”.

 

Sofia Peralta - Divide a sua atividade profissional nas áreas da Comunicação e da História, conseguindo por vezes uma simbiose entre ambas. Com 23 anos de experiência na Consultoria de Comunicação, Assessoria Mediática e Comunicação de Crise, desenvolve competências na prestação de serviços a instituições públicas como a Câmara Municipal de Lisboa. Trabalhou como consultora para o comércio e cultura, no gabinete do Vereador João Gonçalves Pereira. 

Como CEO da Assessoria-SP, na área do entretenimento tem como principal projeto a consultoria da WarnerBros TV Portugal. No lifestyle e moda são inúmeras as entidades mediáticas que recorrem aos seus serviços de assessoria (OuroGourmet Portugal, Maria Chocolate Portugal, Lia Line, Luciano Barachini, Cecconello, entre outras). Na sua carteira de clientes podemos encontrar a Web Summit Portugal como Media Village Manager, o Rossio Fashion Day 2018 como Diretora ou organizadora do desfile da conceituada designer Olga Noronha na Moda Lisboa Collective. Como investigadora no ramo historiográfico realizou inúmeras escavações arqueológicas, fundamentou historiograficamente a obra cinematográfica: O Último Condenado à Morte do realizador Francisco Manso, investigou para inúmeras obras literárias, destaque para: Lisnave - Contributos para a História da Indústria Naval em Portugal. Colabora desde 2021 com a Associação Cultural Teatro dos Aloés.

 

Daniela Sampaio - Licenciada em Comunicação Social pela Universidade do Minho. Desenvolveu trabalho nas áreas de jornalismo e assessoria da comunicação entre 2007 e 2013. Produtora Executiva do Teatro dos Aloés entre 2013 e março de 2019. Entre janeiro e dezembro de 2015 foi diretora de Produção da Associação Portuguesa de Cenografia (APCEN) e do projeto de representação oficial portuguesa na Quadrienal de Praga. Desempenhou a função de Produtora Executiva na Enlama Associação Cultural entre 2016 e 2018. Entre abril 2019 e abril 2021, assumiu funções de produtora e responsável de bilheteira no Centro Cultural da Malaposta. Colabora frequentemente, em regime de freelancer, com diversas associações e companhias de teatro. Produtora executiva da companhia TEATRO SÓ desde 2018. É atualmente diretora de produção do Teatro dos Aloés.

 

Lune Nunes - Bailarina profissional formada pela Escola de Dança do Conservatório Nacional e pelo Conservatório Internacional de Ballet e Dança Annarella Sanchez, foi estagiária na Companhia Júnior A&A Ballet, em Chicago, entre 2017 e 2019, com a participação em bailados como solista. Frequentou cursos intensivos de dança nas escolas e companhias: Victor Ullate, em Madrid (2014), English National Ballet School, em Londres (2015), Académie Princesse Grace, no Mónaco (2015), American Ballet Theatre, em Nova Iorque (2016) e A&A Ballet, em Chicago (2017; 2018). Concluiu, em 2020, o Curso de Acting da escola World Academy e é atualmente aluna do Curso Profissional de Atores da ACT, onde tem vindo a trabalhar com formadores, de entre os quais: Artur Ribeiro, Elsa Valentim, Inês Nogueira, João Cayatte, Nuno Nunes, Nuno Pino Custódio, Petronille de Saint-Rapt, Sara de Castro e Sofia de Portugal.